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História Heartbeat - Jeon Jungkook - Capítulo 12


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Notas do Autor


Hello ♡
A música do dia é Lonely Eyes - Lauv. Mas você também pode curtir o capítulo ao som da Playlist de Heartbeat. | Playlist: https://open.spotify.com/playlist/0jDuiyPtJoYXfgmjWlKqbU?si=NO9UASwFTUS_3TaL2bwOIg
Boa leitura!

Capítulo 12 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Heartbeat - Jeon Jungkook - Capítulo 12 - Capítulo 11

- E agora vamos passar duas semanas sozinhos. - Suspirei longo enquanto me debruçava sobre o balcão segurando a garrafa de soju entre as mãos. Aquela era a terceira… Ou talvez a quinta garrafa verde que bebia naquela noite. Taemin escutava-me atentamente, ouvindo-me repetir a minha trágica história pela milésima vez. 

Estávamos em um pub próximo a Universidade. O rapaz havia me convencido que faria-me bem sair e espairecer um pouquinho. Segundo o próprio, éramos jovens e este era o momento ideal da vida para tomada de decisões ruins e inconsequentes. Afinal, nossa falta de maturidade e juízo justificariam todo e qualquer possível equívoco. Como eu havia cedido a estes argumentos raros, ainda era um mistério para mim. No entanto, estávamos ali, bebendo como se no dia seguinte não tivéssemos aula, trabalho ou responsabilidade alguma. 

- Eu já lhe disse minha opinião sobre essa situação. - Comentou analisando suas unhas.

- Taemin! - Adverti. - Eu não vou sugerir que façamos um trisal, pode esquecer! 

- Você é tão careta. - Mostrou-me a língua e eu retribui o gesto. - Você deveria conversar com Jeon. Esclarecer as coisas, falar abertamente sobre o que vocês estão sentindo e buscar entender o que esperam desse lance confuso entre vocês. 

- Parece uma boa ideia… - Disse avaliando a possibilidade.

- Você sabe que se precisar de algo é só me ligar, certo!? 

- Para você me incentivar a agarrar o Jeon e mandar o Jin procurar conchinhas nas praias de Busan como da última vez!? - Lembrei do fatídico dia em que liguei para o moreno em surtos por ter caído nos encantos de Jungkook e recebi um péssimo conselho em troca. - Não obrigada! - Completei bebericando minha bebida. 

- Me ofende o fato de você não acreditar na minha capacidade de lhe dar bons conselhos. - Esboçou uma feição dramática. - Nunca zombe da minha sabedoria como Guru do Amor! 

- Desculpe! Suas dicas são sempre as melhores, Mestre Miyagi. - Sorri sarcasticamente inclinando a cabeça em sua direção.

- De nada, pequeno gafanhoto. - Falou seguindo minha referência ao filme Karatê Kid e desferindo pequenas carícias em meus cabelos de um modo quase paternal. - Sabe o que você precisa? 

- De uma vida menos complicada? - Ponderei.

- Não, bobinha… De mais uma bebida! - Disse como se fosse óbvio e eu gargalhei. - Barman, mais uma rodada!

Céus, a ressaca no dia seguinte seria cruel… 

O líquido queimava minha garganta e não demorou muito para que começasse a sentir os efeitos de todo o álcool que ingeri. A sensação de adrenalina percorria por entre minhas veias e o álcool me envolvia completamente. Taemin e eu estávamos absortos, eufóricos e totalmente fora de órbita.

A noite correu como uma criança travessa, rápida, espirituosamente divertida e sutilmente ardilosa.

Em determinado momento tudo começou a ficar muito confuso, minha cabeça começou a manifestar os primeiros sinais de que não estava tudo bem, minha vista tornou-se turva, sentia como se houvesse ligado o piloto automático e estivesse sendo guiada unicamente por meus instintos. 

De repente... Uma miragem de Jeon formou-se em minha frente. Vestindo uma camisa flanela com detalhes em preto e branco, uma calça jeans preta com alguns rasgos na altura do joelho, seus cabelos bagunçados de forma despretensiosa de modo que sua franja rebelde recaia sobre seus olhos. O rapaz carregava uma constelação em suas orbes negras e um pequeno sorriso brotava em seus lábios. 

Caramba! 

Nunca havia bebido tanto a ponto de ter ilusões, eu definitivamente passei dos limites.

- Hora de ir para casa, Bae!

Meu Deus, então não era um devaneio?

Arregalei os olhos e pisquei repetidas vezes para ter certeza de que aquela não era uma alucinação.

- Você é real? - Perguntei, pois precisava constatar que não estava sonhando novamente e que aquela situação era real.

- Sei que sou bonito, mas você foi a primeira pessoa a duvidar da minha existência. - Riu rouco pendendo a cabeça para trás de maneira graciosa - como só ele era capaz de fazer. Parecia divertir-se com a minha confusão.

- O que você está fazendo aqui? - Passei a mão por entre os fios de cabelo os jogando para trás, ao passo que tentava formular uma explicação lógica para Jungkook estar naquele local. Porém, àquela altura raciocinar não era uma tarefa exatamente fácil.

Desesperada só podia supor que… Só podia se tratar de uma mera coincidência ou simplesmente um engano.

O músico aproximou-se e sorriu levemente estendendo a mão em minha direção, esperando que eu a pegasse. 

- Vim buscar você. - As batidas do meu coração estavam descontroladas. 

*

Meus braços envolviam o pescoço de Jeon e minhas pernas entrelaçaram-se em sua cintura. As mãos grandes do rapaz seguravam minhas pernas com firmeza, enquanto carregava-me em suas costas. Mantinha os olhos fechados, apoiando a cabeça em seu ombro e inalando seu perfume a cada inspiração. Era tão gostoso… Seria ainda melhor se o mundo não estivesse girando e minha cabeça latejando. Ouvi o moreno digitar o que parecia ser a senha da porta de nossa casa, abri os olhos minimamente e concluí que realmente havíamos chegado. 

- Hora de descer… Sei que você já está mais sóbria. - Comentou rindo fraco.

- Não quero! - Murmurei encaixando minha cabeça na curvatura de seu pescoço. Era tão injusto ter que me afastar quando, na verdade, gostaria de passar a vida toda em seus braços.

- Ter alguém na vida é realmente um fardo… - Seu timbre soou baixo ao expressar o comentário e, de certo modo, sua frase mexeu comigo. Senti meu peito apertar ao imaginar que ele me considerava um peso. 

- Está dizendo que eu sou um fardo para você? - Perguntei quase em um sussurro, com a voz arrastada, enquanto o rapaz me guiava até o quarto.

- Sim! Mas você é o fardo perfeito. - Inclinei a cabeça levemente, tocando sua pele exposta na região do pescoço com a ponta do nariz, meu ato lhe causou um leve arrepio. Estava completamente surpresa com sua resposta, temi que ele pudesse sentir meu coração acelerado batendo contra suas costas. Um sorriso involuntário escapou pelos meus lábios e pude sentir que ele sorria também. 

Minha cabeça girava, sem sombra de dúvidas a ressaca não seria nada leve, entretanto valeria a pena por esse momento… Espero poder me lembrar desse instante amanhã pela manhã.

Jungkook adentrou comigo no quarto e em seguida no banheiro. Deixou-me sentada sobre o balcão de mármore da pia enquanto abria a torneira do chuveiro e regulava a temperatura. Após auxiliou-me na retirada dos sapatos e a entrar no box. 

- Jeon, está fria! - Reclamei fazendo um biquinho. Esperava que tal gesto fosse capaz de gerar alguma espécie de compaixão no rapaz. No entanto, ao que tudo indicava o cantor não iria se compadecer tão facilmente. 

- Por favor, S/N… Você precisa me ajudar! - Jeon falou impaciente na porta do box do banheiro insistindo para que eu entrasse embaixo da água fria. 

- Eu estou sóbria, não preciso de banho! - Argumentei.

- Vamos fazer um jogo. - Sugeriu. - Se você me provar que está sóbria, lhe deixo regular a temperatura da água. Mas se perder… Irá fazer tudo que eu mandar. - Eu arquei as sobrancelhas refletindo sutilmente sobre os perigos de sua frase. Ao notar que eu havia interpretado com malícia e retirado de contexto suas palavras, o garoto pigarreou constrangido. - E-eu estou me referindo ao banho. - Eu ri de sua reação, era fofo vê-lo sem graça. 

- Combinado! 

- Certo… Quantos dedos tem aqui? - Levantou alguns dedos da mão esquerda ou direita, não conseguiria fazer a distinção naquele momento. Minha visão estava dupla, semicerrei os olhos tentando focar no número indicado. Porém, por mais que tentasse, a imagem à minha frente estava embaralhada demais, tornando impossível a contagem dos dedos em pé. 

- Tr-tês… Q-Quatro… Dois! - Disse, por fim, chutando um número qualquer e arrancando gargalhadas roucas do cantor. 

- Resposta errada! Aproveite o banho, Bae. - Empurrou-me em direção a água fria repentinamente. Um gritinho surpreso escapou pela minha garganta, havia sido pega desprevenida pela sua ação abrupta. 

- Jeon! - Gritei e o vi rir baixinho, como se não quisesse que eu percebesse que estava se divertindo. Estava humilhada, com as roupas encharcadas, morrendo de frio e com uma dor de cabeça abominável. - Eu não gosto disso… - Murmurei frustrada.

- Do que? Da sobriedade? - Debochou da minha condição, enquanto cruzava os belos braços tatuados e escorava-se na parede do banheiro. O músico estava se revelando um tirano, Maquiavel o temeria.

- Está frio! - Falei chorosa. 

- Ótimo! Lembre-se disso antes de beber na próxima. - O que teria acontecido com o Jeon de minutos atrás que havia feito meu coração derreter?

- Eu nunca mais vou beber. - Resmunguei como um lembrete para mim mesma. 

Fechei os olhos, inclinando a cabeça para trás e permitindo que a água fria caísse sobre meu rosto. Permaneci por alguns segundos naquela posição, deixando que a água levasse consigo todo o álcool que exalava do meu corpo e que essa me trouxesse um pouco mais de sobriedade. Passei as mãos entre os cabelos molhados os colocando para o lado e ao abrir os olhos encontrei os mares profundos e turvos que habitavam as orbes negras do mais velho. O rapaz fitou-me de maneira desconcertante, como se houvesse despertado sua fera interior. Acompanhei seu olhar e notei que a blusa branca que usava agora encontrava-se grudada contra o meu corpo e revelava a lingerie de renda. Minhas bochechas ganharam uma tonalidade rubra, automaticamente cobri a região dos seios com os braços e prendi a respiração. Mesmo de longe pude ouvir sua deglutição alta, seus olhos brilhavam e seu peito se inflou. Meu pequeno universo fez um looping e definitivamente não era por conta da bebida.

- Por que fez isso? - Questionou quebrando o silêncio entre nós, olhando em meus olhos, provavelmente se referindo aos acontecimentos dessa noite. 

- Porque estava triste. - Minha voz soou fraca.

- Por que estava triste? - Indagou com mais intensidade.

- Por que você se importa? - Rebati.

Faria diferença se eu confessasse que bebi porque me senti usada por ele, porque odiava a forma como estamos nos relacionando ou porque simplesmente não queria pensar que tudo foi um erro e só lembrar do que era bom!? 

- Tendo em vista que eu perdi minha noite para cuidar de você, acho que mereço saber. - Deu de ombros. - É por causa do Jin? - Ri descrente. 

Como ele podia ser tão cego?

- Desculpa estragar sua noite de sexo casual com alguma pobre garota que teria o coração arruinado na manhã seguinte ao descobrir suas verdadeiras intenções… - Mordi o lábio inferior. - Pensando bem acho que fiz um favor a ela. - Teci o comentário ácido, esquivando-me da última pergunta.

- Termine seu banho sozinha. - Jeon descruzou os braços e pôs-se a caminhar em direção a porta, visivelmente incomodado com a minha resposta. Meu coração apertou em meu peito, meus braços penderam na lateral do meu corpo e a necessidade de falar se fez presente. Cerrei os punhos tentando contê-la, mas quando notei já havia dito.

- Foi por você. - Ele parou no mesmo instante petrificado e virou-se em minha direção. - Você perguntou o porquê eu bebi… - Respirei de maneira irregular antes de prosseguir. - Foi por você, por nós, por toda essa situação…  

O moreno não respondeu, nenhuma singela palavra saiu dos lindos lábios avermelhados, seu rosto se manteve implacável de modo que me fez acreditar que minha confissão não havia lhe causado reação alguma. Finalmente, confirmando minhas suspeitas de que era indiferente em relação a tudo que havia dito… O rapaz apenas saiu do banheiro, a porta se fechou e a solidão e o silêncio se fizeram presentes.

Após um longo tempo de ducha, tomei coragem para desligar o chuveiro e sair do cômodo. Meu corpo encontrava-se trêmulo em consequência da água fria, troquei as roupas molhadas por peças secas e quentinhas. Sentia minha garganta arder como uma repercussão das lágrimas que segurava com força, entretanto não me permitiria derramá-las, não agora. 

Leves batidinhas foram deferidas na porta antes que esta fosse aberta. 

- Como está se sentindo? - Jeon esgueirou-se pela porta.

- Enjoada! - Respondi com uma leve careta enquanto secava o cabelo com a toalha felpuda. 

- Você bebe bastante para alguém tão pequena. - Riu levemente e eu o mirei sem entender, simplesmente não parecia a mesma pessoa. Seria o músico bipolar? Suas mudanças de humor constantes me deixavam caótica. - Fiz um chá para você. - Me entregou uma caneca. 

- Oh… Obrigada, Jeon! - Disse meio acanhada, estava um tanto surpresa pelo gesto gentil. 

- Não precisa agradecer. - Coçou a nuca um pouco sem graça.

- Mas talvez precise me desculpar. - Completei, por fim, encarando a xícara em minhas mãos, envergonhada demais para olhá-lo diretamente. 

- Pelo que? 

- Por tudo eu acho… - Ri sem humor.

- O que você falou no banheiro era verdade? 

- Você sabe que sim. - Murmurei. Contudo, o que eu não esperava era notar o colchão afundar levemente a minha frente. Jungkook havia se sentado na minha cama e podia sentir minha pele queimar com as faíscas que eu sabia que vinham do seu olhar.

- Eu nunca quis que as coisas acontecessem daquela forma entre nós, Bae… Eu não fui sincero com você no dia em que brigamos. - Automaticamente meus olhos correram em direção ao seu rosto e uma avalanche de esperança me encheu. Eu sabia! Porém, o vi suspirar tristemente e a alegria que havia me invadido subitamente foi embora com seu exalar profundo. - No entanto, não podemos mudar o que já aconteceu ou simplesmente fingir. E… - Ele coçou a garganta levemente. - Acho que para o bem de todos devemos continuar mantendo certos limites na nossa relação. 

Segurei a caneca com força tentando controlar a dor que pairava em meu coração. Eu queria chorar. Queria me desfazer em lágrimas e evaporar para o céu só para poder voltar em forma de chuva, encharcar-me comigo mesma e, enfim, afogar-me. Eu sabia que o cantor estava certo, nós realmente precisávamos estabelecer algumas barreiras na nossa relação. Todavia, ainda assim, aquilo me devastou. 

- Você tem razão… - Disse fitando um ponto qualquer do quarto terrivelmente bagunçado. Era um enorme caos, um reflexo perfeito do meu interior. 

Jungkook levantou-se em silêncio, mas eu o parei antes que pudesse retirar-se do ambiente. 

- Jeon! - O chamei. Ele parou com a mão na maçaneta da porta e virou para me encarar. - Posso lhe perguntar uma coisa? 

- Hãn… Tudo bem. - Falou aparentando estar um pouco abalado. 

- Será que ao menos podemos tentar ser amigos? - Questionei temendo a rejeição.

O sorriso mais largo que existia na face deste planeta inteiro desenhou-se em seu rosto.

Um sorriso maior do que o próprio planeta. 

E, antes de sair do quarto, disse:

- Não vejo problemas nisso. - Meu coração acelerou e explodiu em uma chuva colorida. No fim, ainda havia motivos para ter fé em nós. 

Na manhã seguinte, minha cabeça, como o esperado, estava pulsando. Meu estômago estava embrulhado, me fazendo acreditar que poderia vomitar a qualquer segundo. Sentia como se houvesse sido atropelada, estava dolorida e acabada. Enormes olheiras roxas cobriam meu rosto e estava pálida devido ao mal estar, nada que fizesse poderia melhorar a minha situação deplorável. Logo, aceitei as consequências da minha noite de bebedeira, vesti uma roupa confortável, coloquei os óculos de sol e saí rumo à faculdade.

- Eu preciso de cafeína! Em qualquer modo que você tiver. - Anunciei ao encontrar Taemin no gramado da Universidade, logo depois de um dia repleto de aulas incessantes e monótonas. O rapaz me esperava com dois copos de café e ao que tudo indicava estava pior que eu, como se isso fosse possível. - Eu não tomei uma gota de café o dia todo. Eu vou beber, injetar, comer, cheirar na forma que estiver. Me dá! 

- Você já pensou em reduzir seu consumo de café? - Perguntou-me, alcançando o copo com o líquido precioso. 

- Se eu parar de beber café, eu paro de colocar as palavras em uma frase.

- Você tem problemas! - Falou enquanto me observava dar um longo gole na bebida. Era incrível as potencialidades do café em mim, apenas uma simples gota era capaz de mudar o meu humor.

- Obrigada pela observação. 

Nós passamos um bom tempo juntos, aproveitando o final da tarde e o clima ameno e agradável. Conversávamos sobre as aventuras da noite anterior, de maneira que eu pude constatar que pouco recordava das coisas que o meu melhor amigo falava.

- Relaxa. Você não subiu no balcão e fez um strip-tease! Mas comeu aqueles amendoins nojentos que ficam no balcão, onde todo mundo põe a mão.

- Por que você me deixou fazer isso? – Perguntei horrorizada.

- Porque eu também comi. – Ciciou derrotado. – Você acha mesmo que, se eu tivesse em condições de alguma coisa, teria deixado aquilo chegar perto da minha boca?

- Era tão nojento assim? – A náusea aumentou.

- Ah, não! O amendoim até que era bom. Eu estava falando do Min Yoongi.

- Meu Deus! O que tem ele? 

- Você ligou para Jungkook, não falava nada com sentido… - Meu Deus, meu Deus, meu Deus! - Então, ele vestiu a jaqueta de couro de príncipe encantado moderno, bancou o galã belo e gentil e foi te buscar. Infelizmente, levou o fiel escudeiro junto. Yoongi é uma gracinha… Ele beija tão bem. - Suspirou apaixonado. - Mas esse lance de trair não combina comigo. Estou me sentindo tão culpado que até nasceu uma ruguinha nova na minha testa. - Apontou para o próprio rosto. Entretanto era puro exagero, não havia marca de expressão nenhuma na região.

- Você ficou com ele? - Estava em choque com a revelação. 

- Você não se lembra de nada mesmo? 

- Se lembrasse não estaria perguntando. 

- Que mau humor… - Retrucou pela minha forma grosseira de falar.

- Desculpe. Como você me deixou ligar para Jeon? - Passei a mão pelo cabelo nervosa.

Eu tinha alguns flashes da noite anterior, sabia que o cantor havia me levado para casa, me ajudado e que até havíamos conversado. No entanto, tudo ainda encontrava-se um pouco nebuloso, não sabia distinguir ao certo o que havia sido real ou fruto da minha imaginação.

- Oh, sobre isso… - Riu temeroso e eu tive certeza no mesmo instante que ele havia sido o responsável. - Eu posso tê-la incentivado a ligar para ele. - Explicou dissimulando. Céus... Tae não tinha limites. - Mas só um pouquinho. - Tentou amenizar a sua situação. Até juntou seu polegar e seu indicador em uma simulação de medição mínima. 

- Taemin! Você deveria ter me impedido. - O repreendi com veemência.

- Eu até teria, mas na hora me pareceu uma ideia tão boa… - Murmurou com certa ingenuidade que me fez ter vontade de abraçá-lo, era impossível ficar brava com o garoto. 

- Amigos não servem para te livrar desse tipo de enrascada? - Perguntei zombando da situação. 

- Não quando o amigo sou eu. - Nós rimos. 

*

Era tarde da noite quando eu terminava de limpar as últimas mesas do pub. Não haviam mais clientes no local e os poucos funcionários que restavam já estavam se preparando para ir embora. Eu não teria a mesma sorte, precisaria ficar por mais algum tempo auxiliando no fechamento do espaço. Geralmente não ficava até aquele horário, no entanto ainda estava em débito em relação às horas de trabalho da minha noite de fuga. 

- Buh. - Braços fortes me suspendem do chão, deixando-me completamente apavorada com a atitude imprevista. 

Acabo reconhecendo as tatuagens e principalmente o cheiro de Jungkook quase imediatamente. Entretanto, isso não significa que o susto tenha sido menor… Na verdade, estava ainda mais atordoada com a sua proximidade e intimidade repentina. 

- Jeon, que susto! - Levei a mão ao peito sentindo os batimentos cardíacos acelerados quando ele repousou-me no chão novamente. Uma gargalhada gostosa do rapaz impregna em meus ouvidos e me contagia também. 

- Como está a sua ressaca? - Perguntou com um sorriso zombeteiro. 

- Um pouco melhor… - Esbocei uma pequena careta, o fazendo rir levemente. - O que você está fazendo aqui ainda? 

- Estava esperando minha mais nova amiga. - Comentou enfatizando a última palavra.

Oh, então eu realmente havia sugerido que tentássemos ser amigos. 

- Desculpe, estou compensando as horas de trabalho que estava devendo. - Disse um pouco constrangida olhando para meus pés.

- Sem problemas, eu ajudo você! - Ofereceu. 

- O que? - Arregalei os olhos espantada com sua sugestão e vi nascer um belo sorrisinho em seu rosto. 

Céus… Jeon era tão bonito que me deixava sem fôlego. Ser sua amiga não seria uma tarefa fácil. 

- Eu ajudo você a arrumar tudo, assim você termina mais rápido e podemos ir para casa. - Falou retirando o pano das minhas mãos e antes que eu pudesse contrariá-lo o moreno prosseguiu. - Tenho uma surpresa pra você.  

Uma surpresa? 

Pra mim?


Notas Finais


Está oficialmente inaugurada uma nova era na relação do nosso casal. Alguém percebeu que rolou uma cena inspirada em My Holo Love!?
Perdão pelo capítulo fraquinho. Caso haja algum errinho me avise para que eu possa corrigir.
Espero muito que vocês tenham gostado ❤
Até a próxima!


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