História Heartbeat - Capítulo 23


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Konohamaru, Mitsuki, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Boruto, Borutsuki, Mitsuboru, Mitsuki
Visualizações 367
Palavras 3.795
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, galerinha, desculpem a demora.
Como eu havia dito, a faculdade voltou e estou cheio de coisas pra fazer, tanto que nem notei o tempo passar, quando vi já tinha se passado 5 dias que postei o último capítulo e não avancei muito na história.
Então, pra não deixar vocês esperando muitooooooooooooooooooooooooo, vim aqui com o próximo capítulo enquanto escrevo os últimos.
Espero que possam me perdoar pela demora, para compensar (de novo) este capítulo também é maior que os demais e, como prometido, ele terá uma surpresinha. Ou talvez ele mesmo seja a surpresa hehehehehehehehe... mas acho que o título já diz tudo kkkkkkkkk.
De qualquer modo, divirtam-se e boa leitura <3

Capítulo 23 - Capítulo Especial: Inojin


Estava encostado em uma parede qualquer como um copo frio na mão. A temperatura não me incomodava, meu interior estava tomado por uma paz gigantesca e a sensação de um trabalho bem feito. Tomei um gole de whisky, sentindo seu trajeto através de minha garganta.

Dois dedos estalaram em minha frente para me chamar a atenção. Olhei para o lado, direto nos olhos negros atrás da armação dos óculos vermelhos de Sarada Uchiha.

— Desculpa, eu me distraí. — Ri, um pouco aéreo pela curiosidade quanto ao que se passava com Boruto e Mitsuki no quarto e, em partes, por causa da bebida até ali consumida. — Pode repetir?

Ela suspirou.

— Eu disse que acho que já podemos abrir a porta — Sarada repetiu. — Estão lá dentro deve fazer mais de uma hora. — Acabei aceitando e lhe entreguei minha bebida para que ela a segurasse.

Não me importava o tempo que ficassem lá dentro e, depois desse período longo, se fosse para acontecer alguma coisa, já teria acontecido. Também havia a possibilidade de que ambos houvessem fugido pela janela, fator que esquecemos de dar a devida importância, porém não havia muito que pudéssemos fazer sobre isso. Tanto Mitsuki quanto Boruto eram ninjas excepcionais, pular de uma distância tão pequena não seria nenhum desafio.

Subi as escadas, contornando os casaizinhos que se beijavam ali. Não eram os mesmo de quando subi este mesmo caminho com Boruto, eram outros.

Desde que Boruto me contara de seus sentimentos por Mitsuki, me senti complacente com seus sentimentos. Ele estava com dúvida, em hesitação, sem certezas e sem direção. Precisava de ajuda com suas emoções e, como um amigo, senti que era meu dever ajudá-lo. Naquele vestiário, tive pensamento rápido, como se o tempo estivesse a meu favor e quisesse nos ajudar. Então chamei por Sarada e combinei com ela esse momento de ambos, ela levaria Mitsuki e, alguns minutos depois, eu levaria Boruto para lá. Joguei-o para dentro, o tranquei e carregava a chave em meu bolso.

Avancei devagar no corredor, não querendo anunciar minha presença caso ainda houvesse alguém naquele cômodo. Encostei o ouvido na porta e quase soltei um grito de espanto e surpresa diante do que escutei. Mitsuki estava gemendo loucamente, Boruto estava gemendo loucamente, os dois estavam gemendo descontroladamente e, se não fosse pela música alta, todos na casa, e talvez nas casas ao lado, já teriam escutado. Era óbvio o que faziam do outro lado dessa porta e decidi não os atrapalhar e refiz meu caminho, apenas parando para passar a chave por baixo da porta. Quando quisessem sair, com certeza a veriam.

— Voltei! — Anunciei minha volta para Sarada, pegando meu copo de suas mãos. Notei que ela havia bebido um pouco.

— E então? Eles estão lá? — Acenei positivamente. — Estão vindo? — Neguei.

— Não sei se vão dar as caras por aqui hoje — respondi, fazendo um gesto despretensioso com a mão. — Estão meio que... ocupados. — Dei-lhe um sorriso malicioso que foi entendido na hora.

— Eles estão...?

— Transando? Fodendo? Trepando? — Sugeri, como se não fosse nada demais. — Estão. Só passei a chave por baixo da porta e saí.

Trocamos um sorriso cúmplice e batemos nossos copos um no outro em comemoração. O plano dera ainda mais certo do que o pretendíamos. Quem diria que trancar duas pessoas em um quarto poderia fazer milagres?

O celular em meu bolso vibrou, verifiquei-o, deparando-me com uma mensagem de minha mãe.

“Um dos seus amigos passou aqui perguntando de você e eu disse que não estava. Filho, você esperava alguém? Ele não disse o nome dele.”

Respondi brevemente que não esperava ninguém e guardei o aparelho no bolso. Quase certo que era alguém da Academia que eu havia esquecido de convidar. Agora já era tarde para chamá-los.

Meus pensamentos voltaram aos dois meninos deitados no andar de cima, mais precisamente, no louro que lá estava. Lembrei do brilho nos olhos azuis quando falou de Mitsuki para mim, parecia outra pessoa, mais insegura e temerosa. A imagem perfeita de um menininho vivendo a primeira paixão e o medo de não ser recíproca, medo que, agora, certamente já não o consumia.

Sorri internamente para Boruto. Lembrar dele assim me causou uma sensação de nostalgia, lembrei de mim mesmo, éramos parecidos nesse ponto. Porém, Boruto falou de Mitsuki para mim, enquanto eu fui um covarde e não consegui falar “dele” para o louro.

Sentia saudade daquelas poucas noites em que jogamos baralho com os outros garotos, das poucas conversas que tivemos. Acabei me apaixonando por esse menino, sentimento que só vim a identificar mais tarde, quando já era tarde demais. Pensei em tê-lo visto nos preparativos do exame Chunin, mas era difícil afirmar com certeza, pois nem havíamos sido apresentados aos Genins que participaríamos do exame e, o máximo de contato que tivemos, foi a quase briga no restaurante e a luta ilegal na arena.

Era realmente uma pena, pois tínhamos criado uma amizade forte. Até conversamos muitas vezes sem o resto da galera junto. Me martirizava todo dia pela perda de contato. Queria vê-lo de novo.

Rodei a cintura em um círculo completo e me aproximei mais de Sarada, ela dançava sem ritmo ao som da música. Àquela hora, não havia mais ninguém sóbrio naquela casa e, os que ainda estava ali, não tinham a menor noção do que faziam ou do que acontecia, nem perceberam que o aniversariante não estava mais entre eles. Sem dúvida, no mínimo metade de nossa turma acabaria dormindo ali esta noite.

Sarada trouxe seu corpo mais perto do meu e pus minha mão livre em seu quadril, a outra sempre segurando a bebida. Dançamos juntos por mais algum tempo, ela estava bêbada e eu tampouco estava em melhores condições.

— Sarada! — Chamei sua atenção. Seus olhos se fixaram em mim, mas seu corpo continuou dançando. — Os ninjas das outras vilas ainda estão na Folha?

Seria mais eficiente ter perguntado a Shikadai sobre isso, porém foi com Sarada que passei boa parte da noite e abandoná-la daquele modo parecia um tanto cruel. Então, contentei-me com quem tinha à disposição.

— Ainda estão na vila — respondeu-me, para a minha completa surpresa. — Meu pai disse que ficarão até domingo, os Kages têm algum assunto importante a discutir, só que ele não me disse mais nada além disso.

Aquilo era uma boa notícia para mim, e não para Boruto dessa vez. Isso significava que eu poderia vê-lo. Teria a chance real de me encontrar com aquele cara. Ainda que ele se permanecesse em Konoha por apenas mais alguns poucos dias, era tempo suficiente para procurá-lo e o encontrar e, no fim, pegar uma forma de contato. Email, telefone, tanto fazia para mim, desde que pudesse voltar a falar, a ouvir sua voz.

Se ele estava na Folha, por que não viera me ver? Ou, mesmo que não tivesse interesse em mim, por que não teria procurado nenhum de nós? Talvez depois de toda aquela confusão, estivesse com vergonha de nos encarar. Ou ele não estava na aldeia e o garoto que pensei ter visto não era ele, e sim alguém parecido. Se bem que seria difícil de confundi-lo com outra pessoa, mais ninguém possuía aquela beleza, aqueles traços.

O tempo que passamos juntos... ele teria visto como amizade ou algo mais? Poderia ter notado que eu estava interessado em mais do que apenas sua amizade e, justamente por isso, não estava interessado em me ver. Por nojo ou para poupar meus sentimentos.

Voltei a dançar com Sarada, porém minha mente estava em outro lugar, em outra pessoa. Meu corpo parecia possuir mente própria, pois não ouvi reclamações da Uchiha e nem prestava atenção no que fazia.

Por que eu precisava pensar naquele garoto justo agora?

Nunca me senti tão incomodado por tê-lo em minha mente. Tomei o que restava em meu copo em um único gole, colocando-o de lado log após. Sarada fez o mesmo com o dela, pondo-o ao lado do meu.

Continuamos dançando por mais longos minutos. No meio da multidão, vi algo preto se movimentando, tentando atravessar o mar de pessoas bêbadas. Era o cabelo espetado de Shikadai, o garoto Nara tentava passar pelos ninjas alcoolizados, mesmo ele estando tão alcoolizado quanto. Parecia estar em busca de alguém, apertava os olhos e analisava cada canto daqueles cômodos, cada rosto. Por fim, focou seu olhar sobre mim e se aproximou, se esforçava visivelmente para andar em linha reta.

— Inojin! — Ele parou ao meu lado. Viu o copo usado e o pegou para si, levando-o até sua boca, afastou-o sem entender e constatou que estava vaziou. O pôs de volta no lugar. — Tem um cara ali fora te procurando.

— Um cara? — perguntei, confuso. — Quem?

— Vai lá fora ver — respondeu Shikadai, sendo extremamente informativo. — Ele só disse que precisa muito falar contigo. Chamei ele para entrar e rever a galera, mas ele preferiu conversar com você sozinho, parece importante.

Perguntei mais algumas vezes para ele quem era o tal cara, porém Shikadai me deu as cotas e me deixou falando sozinho. Talvez tenham pedido a ele que não contasse, apesar de eu não entender o porquê de ele fazer isso, afinal éramos parceiros e amigos.

Deixei isso de lado. Sarada parecia mais do que capaz de se divertir sozinha e, portanto, me despedi brevemente dela, dizendo que logo estaria de volta. Saí da casa, fechando a porta que abafou a música do lado de dentro, o ar gelado tocou meu rosto. Me surpreendi ao saber que estava tão frio, não era nada comparado ao clima de lá dentro. Ali era mais calmo.

Olhei para a silhueta à minha frente, sentido o coração pular um batimento. Então era esse o cara que queria falar comigo? Nunca esperei por isso, porém nunca estive tão contente. Perdemos o contato, mas ele se lembrava de mim. O fato de ter pedido para me ver era a prova disso. O que ele poderia ter a me falar?

Meu peito se apertava em ansiedade. De todas os garotos no mundo, logo o que eu mais gostava, o que eu mais amava, estava ali, parado em frente aos meus olhos. Segurava a mão na cintura, em seus lábios um sorriso... tímido? Nervoso? Sarcástico? O que aquele sorriso significava?

Dei um passo a frente. As palavras nãos saíram com facilidade. Eram tantas perguntas, tantas coisas que eu desejava lhe dizer. Acalmei-me, começando com um simples cumprimento.

— Oi, Kagura! — O rapaz da Aldeia da Névoa fixou seus olhos rosados em mim. Uma felicidade brotou em meu ser ao perceber que o Mizukage ainda estava na vila, assim como seus ninjas. — Que surpresa!

Seus cabelos castanho-claros, beirando ao louro, balançaram com o ar fresco da noite. Ele coçou a bochecha, claramente nervoso, o que tinha para falar devia ser realmente importante.

Aguardei uma deixa, uma pergunta ou algo de sua parte. Quando nada veio, tomei a iniciativa:

— Então... o que você tinha para me falar? — Toquei no assunto misterioso, deixando minha curiosidade transparecer completamente, sem me importar em ocultá-la.

— É um assunto meio estranho — disse ele, pude notar algo estranho em sua voz, mas não fui capaz de identificar o que era. — Mas é uma coisa que preciso te falar desde que vocês visitaram a Aldeia da Névoa, só que fiquei adiando e adiando... — Ele encarou o chão, provavelmente procurando as palavras certas para usar.

O incentivei a continuar, tentando não lhe botar muita pressão.

— Olha... eu queria dizer que gostei muito do tempo que passamos juntos lá na Névoa. De todos os seus amigos da Folha, você foi o que eu mais gostei. Então eu vim aqui para pedir se você quer manter contato comig...

— Veio até aqui só para pedir o meu número? — O interrompi, tendo um leve ataque de ansiedade. — Eu te dou e... eu também gostei muito do nosso tempo na Névoa. Se quiser, podemos sair de novo um dia desses.

Seu rosto adquiriu um novo tom avermelhado que sem dúvidas era de vergonha.

— Claro! — Kagura concordou imediatamente. — Mas, sobre isso, tem uma coisa que quero te contar. — Ele estava visivelmente nervoso, inseguro se contava ou não, apesar de já ter tocado no assunto. — Assim... é uma coisa que quero que você saiba, mas me promete que nossa amizade não vai mudar? Se eu disser, é capaz de você nem querer mais falar comigo e nem mais me olhar, só que eu acho que você precisa saber porque...

— Kagura! — O interrompi brutamente. — Só diz, você pode me falar qualquer coisa, nossa amizade vai continuar a mesma, pode acreditar.

Ele desviou seu olhar para o chão, encarando a grama úmida e verde. Sua insegurança, seu rosto corado, sua incapacidade de olhar em meus olhos... Obviamente eu suspeitava o que ele tinha a me dizer, porém evitei deixar que minhas esperanças crescem. Afinal, a chance de isso acontecer era de uma em um milhão, certo?

— Então, Inojin — sua fala era insegurava, porém, diferente de Boruto, Kagura não gaguejava —, eu fico muito feliz com a amizade que cresceu entre nós na Névoa, me senti à vontade com você, mas eu não quero mais isso. Ser seu amigo é muito pouco, eu... Eu gosto mesmo de você. Pode ser errado, mas eu nunca senti isso por ninguém antes, nunca senti algo tão quente e forte.

Kagura parou de falar, vendo que eu andava em sua direção. Estava confirmado: ele realmente sentia o mesmo por mim. Sua face refletia medo e arrependimento diante de minha expressão zangada e de poucos amigos, obviamente era falso, mal conseguia evitar que minha careta fosse substituída por um sorriso de felicidade.

Continuei me aproximando e, quando estava a centímetros de distância, agarrei sua blusa e o puxei para perto, o beijando. No início, senti certa hesitação de sua parte, mas quando o choque passou, Kagura cedeu passagem para minha língua, permitindo que eu o beijasse. Nossas línguas dançaram em um ritmo lento, totalmente diferente da música da festa.

Abracei sua cintura, enquanto ele fez o mesmo, passando os braços em volta de meu pescoço. Algo pinicou em minha coxa, soube exatamente o que era, não me importei e tratei de aprofundar nosso beijo. Pouco depois, afastamos nossos rostos para respirar, nossas testas coladas, apoiadas uma na outra.

— Nada mal — falei. — Quer me namorar?

— Assim do nada? — perguntou ele, uma pontada de surpresa em sua voz.

— Para que esperar? — Aproximei-me mais de seu ouvido e sussurrei. — Se der a resposta certa, vai ganhar um presentinho. — Mordi seu lóbulo com delicadeza, apenas uma forma infantil de provocá-lo.

— Que presente? — perguntou, ao passo que mordi seu pescoço.

— Surpresa. Vai ter que pagar para ver. — Mordi-o novamente, dessa vez pondo minha mão na região entre suas pernas.

— Tudo bem, eu aceito — respondeu em voz baixa.

Sorri com sua resposta, feliz com sua escolha. Peguei sua mão, o guiando para outro lugar, mais precisamente, contornando a casa e indo para o lado dos fundos, onde não poderíamos ser vistos. Joguei-o contra a parede e ajoelhei-me em sua frente. Não pedi permissão nem nada semelhante, pois sua expressão deixava claro que desejava isso tanto quanto eu.

Desabotoei sua calça, mordi o zíper e o abaixei, encarando os olhos rosados com um olhar safado. Apertei seu membro duro por cima da cueca, seus dedos contorceram-se contra a parede dura e fria e um suspiro escapou entre os lábios.

Abaixei ambos os tecidos, deixando Kagura completamente nu da cintura para baixo. Lambi seus testículos um por um, passando a língua devagar, lambendo a extensão de seu membro por um tempo antes de passar para a cabeça. Engoli-o todo, começando movimentos de sucção, enquanto Kagura gemia freneticamente, sua cabeça apoiada na parede atrás de si. Por sorte, graças à música da festa, nenhum de meus colegas nos escutaria, porém os vizinhos eram outra história. Rezava silenciosamente para que nos ignorassem, ou melhor, para que ninguém nos visse, pois eu não pretendia parar com aquilo tão cedo.

Após alguns minutos depois, tirei minha boca de seu membro e me levantei, apoiando-me na parede ao seu lado. Minha boca doía um pouco após tantos minutos chupando.

— Era essa a surpresa? — perguntou ele com um sorriso satisfeito no rosto.

— Isso não foi nada. — Peguei sua mão e, sem vergonha alguma, a coloquei dentro da minha própria calça. — Nós mal começamos. — Lhe dei um beijo estalado e, em seguida, guiei sua cabeça para baixo, afinal eu também queria me divertir.

Kagura entendeu o recado e, imediatamente, tirou minhas calças e abocanhou meu membro, levando-me a um estado de delírio. Sua língua me envolvia por completo e me permiti gemer seu nome, tomando cuidado para não sair alto demais e chamar a atenção dos vizinhos. Agarrei seus cabelos, passando a controlar a intensidade, mexendo meu quadril para frente e para trás. Em certos momentos, podia ouvi-lo engasgar levemente, porém Kagura não reclamou e se apoiou em minhas coxas.

Quase não suávamos. A noite estava fria, mas nossas atividades nos aquecia o bastante para não acabarmos congelando. Eu, em particular, estava feliz, mal podia acreditar que aquele momento era real, e não apenas mais um sonho erótico.

O menino parou o que fazia, libertando meu membro e levantando seu olhar para mim, nossos olhos se encontraram. Kagura sorriu safado com meu membro em suas mãos, masturbando-o com velocidade.

Escorreguei ao longo da parede até cair sentado na grama, nossos rostos na mesma altura, facilitando para que ele me beijasse. O beijo foi curto, mas intenso, após esse momento ele se levantou, deixando seu membro duro em minha cara. Não pensei duas vezes, dei um tapa forte em sua nádega e o acolhi em minha boca pela segunda vez. Peguei-o por trás, apertando sua carne, e o puxei para mais perto, puxei e afastei sucessivamente até que ele decidisse tomar o controle, coisa que não tardou a acontecer.

Kagura não pôs suas mãos em minha nuca, em vez disso optou por apoiá-las na parede, movendo seu quadril para frente, entrando em minha boca. Como esperado do grande ninja que era, o garoto era rápido e tinha vigor, cheguei perto de engasgar algumas vezes ao senti-lo em minha garganta. Não manifestei repulso, os suspiros de prazer dele eram mais do que suficientes para mim.

Saber que eu era capaz de lhe dar prazer trazia em meu peito um sentimento de conforto misturado com satisfação. Quem não gostaria de fazer bem à pessoa amada? Vê-lo daquele ângulo era satisfatório e... bem erótico também.

Lembrava com perfeição do momento em que chegamos à Aldeia da Névoa. Lembrava como as meninas babaram facilmente na beleza do espadachim e falavam sobre ele sem parar. Lembrava como os meninos fizeram amizade com ele sem nenhuma dificuldade e passaram a convidá-lo para o quarto de alguém, onde todos se reuniriam para jogar cartas, contar piadas toscas e falar sobre coisas que garotos geralmente falavam. E lembrava como, depois das reuniões noturnas, em algumas ocasiões, ele chamava a mim para sair e conhecer a aldeia, eu tomava seus convites como um tour particular.

Provavelmente todos da minha turma se recordavam disso, porém nunca imaginariam que aquele menino com aparência tão inocente seria capaz de fazer o que fazia agora, com aquela cara de pura luxúria. E, só para constar, fazia muito bem. Aquele era um lado seu que mostrara a mim apenas, ou assim eu esperava.

— Espera! — Pedi a ele algum tempo depois, forçando-o a parar. O afastei um pouco, apenas o suficiente para que eu me levantasse, virasse de costas para ele e me apoiasse com as mãos na parede. Deixei-me totalmente à sua mercê. — Quer um convite formal? Vem logo.

Kagura soltou um riso por meu linguajar, relevei isso e tentei não gritar quando ele entrou em mim. O garoto da Névoa foi cuidadoso, avançando pouco a pouco até que eu me acostumasse com sua presença dentro de mim. Assim que me acostumei, vieram as primeiras estocadas.

Sentia-me preenchido, uma sensação indescritivelmente maravilhosa. Logo suas investidas começaram a ganhar velocidade, seu corpo batendo com força contra o meu. Desferiu um tapa em minha nádega, como eu mesmo havia feito nele antes, arrancando-me um gemido mais alto que os outros. Ao ver que isso me agradara, ele repetiu o gesto, permitindo que nossos gemidos se misturassem à noite silenciosa e, talvez, acordando alguns vizinhos de Boruto.

— Ka...gu... Kagura... — Eu gemia sem pensar em me conter. — Mais... por favor, vem mais forte... Eu quero... mais... Kagura...

— Inojin...

Ele atendeu as minhas súplicas e aumentou o ritmo de seus movimentos, entrando em mim com mais força e velocidade do que antes. Agora entendia melhor a expressão “ver estrelas”, pois aquilo era alucinante. Alucinantemente bom.

Seu quadril chocava-se contra minhas nádegas com força, me projetando para frente, podia ouvir e sentir claramente quando nossos corpos se chocavam. Provavelmente eu teria dificuldades para andar no dia seguinte, mas isso era bem melhor do que andar.

Não contei quanto tempo passamos naquela posição, mas com certeza foi muito. Quando percebi, estávamos chegando ao nosso limite.

— Inojin... eu posso... dentro de... você? — perguntou entre as pausas.

— Pode! — Concedi minha permissão. — Pode ser dentro, des... desde que... seja você.

Então chegamos ao limite. Senti sua ejaculação dentro de mim, rápida e quente, e com certeza não era pouca, ele se derramou dentro de mim, enquanto fiz o mesmo na parede em que me apoiava.

Kagura caiu sobre mim, me abraçou e respirou mais devagar, para recuperar suas energias. Eu tampouco estava melhor, mal era capaz de me manter em pé. Entretanto, ficamos daquele modo apenas por tempo suficiente para nos recuperar um pouco e, após isso, colocamos nossas calças no lugar.

— O aniversário é do Boruto, mas acho que fui eu quem ganhou o melhor presente — comentei normalmente, segurando sua mão e sorrindo. Era óbvio que eu tocaria no assunto de um jeito ou de outro.

— Eu com certeza não esperava por isso, não que esteja reclamando. — Ele sorriu também, beijando as costas da minha mão.

— Com fome? — indaguei. Não esperei por sua resposta, já o guiava para a entrada da casa, contornando-a. — Você pode comer, mas comer uma coisa diferente agora.

Não resisti à piadinha de duplo sentido.

— INOJIN! — gritou ele, envergonhado. — Tem certeza que não tem problema se eu entrar?

— Claro que tenho. — Abri a porta da casa, puxando-o para dentro. — Ainda tem bastante comida, fica tranquilo, só não prometo que tenha sobrado bebida. Olha só para esse bando de cachaceiros. — Apontei para meus colegas, fingindo indignação.

Pelo visto, passamos um bom tempo brincando lá fora. O movimento aqui dentro havia diminuído bastante. Boa parte estava dormindo, desmaiada em lugares aleatórios da casa, enquanto outros continuavam dançando e conversando.

— Então acho que vou comer alguma coisa. Mas duvido que aqui tenha algo mais gostoso que o lanchinho de agora a pouco.

Foi a minha ver de corar com seu comentário pervertido. Kagura deu risada, contente que sua pequena vingança havia dado certo.

— Espertinho — sussurrei, puxando-o para a cozinha.


Notas Finais


Eae, chenty, o que acharam? Gostaram? Não gostaram? Querem me matar?
Sei que a história é sobre o Boru e o Mit, mas não pude deixar de dedicar um capítulo ao Inojin que, ao meu ver, é um personagem muito gato gostoso e que ajudou muito o Boruto nessa fic, mesmo querendo o corpo do amigo kkkkkkkk.
Sobre o casal: me veio à mente usar o Kagura, outro menino gato gostoso, depois de ler uma certa fanfic (autor dela com certeza vai reconhecer hehehe <3) e decidi fazer dele o momolado do Inojin. Ao meu ver eles formam um casalzinho bem bonito, não acham?

Avisos:
1- Próximo capítulo já terá nossos amados de volta <3
2 - Tentarei não demorar tanto para postar os próximos capítulos.
3 - Estou sem tempo para escrever os últimos capítulos e não sei quanto tempo vai demorar, mas qualquer coisa deixarei vocês informados pelas notas do capítulo 24.

E por hoje é só. Espero que tenham gostado, mesmo não sendo do casal amado e aclamado por todos. Críticas, elogios e comentários: estou aberto a todos. Prometo responder cada comentário e já peço desculpas se demorar, mas demorando ou não, não vou deixar ninguém no vácuo podem acreditar kkkkkkkkkkkkkkkkkk.


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