História Heartbeat - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Park Jimin (Jimin)
Tags Jimin, Kim Namjoon, Minjoon, Namjoon, Park Jimin
Visualizações 4
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Park Jimin


Entro no quarto dele e vou até o banheiro, olho no armarinho em baixo da pia e pego uma toalha. Ando de volta para o quarto e abro seu guarda-roupa. Ele me deu liberdade para procurar uma roupa que me servisse e agradasse. O preocupante é: eu perdi minha mochila, onde estava todas minhas poucas coisas.

Tranco a porta do banheiro e tiro minhas roupas, as deixando no cantinho -preciso me lembrar de coloca-las para lavar-, para em seguida não hesitar em ligar o chuveiro e deixar a água passar por todo meu corpo. Minha vida está prestes a mudar, na verdade, ela já mudou.

Encosto minha testa na parede do banheiro, enquanto a água continua caindo sobre minhas costas. Será que estou preparado para essa mudança? Como eu devo me portar? E o dinheiro? Nunca fiz nada e nem sequer consegui estudar. Sempre tive medo de começar qualquer coisa e aquilo ser tirado de mim, com toda a brutalidade que só o Bunny conhece.

Ele sempre gostou de brincar com minha vida, como se não fosse nada. Agora, quem tem o controle sou eu. E irei fazer de tudo para conquistar minha paz. Mas, e se essa for apenas mais um dos jogos dele? Estou colocando várias pessoas em risco e, essa era a última coisa que eu queria. Lágrimas escorrem dos meus olhos e, minha única reação é enxugar elas.

Aprendi com o tempo que lágrimas, não passam de lágrimas. Não passa de água. Não há nada demais em derrubá-las as vezes, no entanto também não devemos me prender a elas.

Desligo o chuveiro e fico um tempo parado, me recuperando calmamente. Não gosto de pensar no futuro, e também não gosto de pensar no passado. Isso sempre me desestabiliza e me deixa com um humor péssimo.

Me seco completamente e visto uma calça moletom preta e uma camiseta branca, que acaba ficando justa. Imagino, pela cor da calça, que ela seja antiga e acredito que ele tenha comprado a camiseta do tamanho errado e nem tenha percebido. Deito sobre a cama, apenas por deitar e fico observando o teto.

Essa colchão é tão gostosinho, fora que ele deixa o cobertor estendido sobre a cama, como se fosse a roupa da cama, então, meu sono está tentando de tudo para vencer. Se lembro bem, nunca tive uma caminha tão confortável assim.

E antes que eu consiga pensar, já me encontro debaixo da coberta e com a cabeça contra o travesseiro. Por incrível que pareça, eu me sinto seguro. Nunca imaginei que iria sentir esse sentimento, nem sequer sabia que ele existia. É um sentimento tão reconfortante e gostoso, sinto que poderia me viciar nisso. O que não é algo bom, já que não pretendo abaixar a guarda e sei que posso acabar baixando.

Minha cabeça começa a pesar, e acabo fechando os olhos. Acredito que dormir por algumas horinhas, antes da janta, não irá fazer mal...só umas duas horinhas...

...


Desço as escadas, esfregando minha mão em meu olho. Nunca dormi tão bem em toda minha vida. O colchão estava tão gostosinho, que eu poderia passar minha vida inteira nele.

-Achávamos que você não iria acordar mais hoje. -Relatou o Hoseok, enquanto eu me sentava no sofá e ele levantava, indo em direção à cozinha. -Vou pegar os pedaços de pizza que guardamos.

Me sentei ao lado do Namjoon e comecei a observar o jogo que passava na televisão. Pelo o que parece: eles estão revezando em um jogo de terror, quando um deixa o personagem morrer, o outro assume o controle. O gráfico do jogo é muito bonito e bem construído, só de ver o lugar já sinto medo e duplico minha atenção.

-Qual jogo é? - Finalmente pergunto, abraçando a almofada fortemente.

-Outlast. -Responde o Nam e olha na minha direção, para em seguida sussurrar perguntando. -Você quer que tire?

-Eu aguento. -Sussurro em resposta e consigo perceber que ele está hesitando, imagino que minha reação não está das melhores. -É sério. Já vivenciei coisas piores.

Posso ter passado por muita merda, mas com certeza não chega nem aos pés desse jogo. Eu JAMAIS entraria em um manicômio, apenas para investigar algo que me mandaram por email. Se bem que é o trabalho dele, só que assim, se eu fosse ele no instante em que aparecesse um cara louco querendo me matar, eu teria me jogado pela janela.

-Sua pizza, Chim. -Anuncia o Jung, me entregando um prato e um pano, para depois se sentar ao meu lado. -Só não te acordamos, porque o Namjoon nos impediu.

Coloco o pano sobre a almofada e apoio o prato. Seguro o pedaço de pizza e levo à boca. Um delicioso sabor invade minha boca, causando um prazer extremo. Uma pizza quente, é semelhante à uma refeição decente. Infelizmente, nunca tive inteligência e coragem o suficiente para roubar.

-Obrigado. -Sussurro pra ele, enquanto todos estão observando a televisão.

-Imagina, você parecia cansado. -Aparentemente nosso tom de conversa será sussurrando. -Apenas fiz o óbvio.

Voltamos a assistir o Taehyung jogando, e felizmente, em nenhum momento aparece alguma cena de susto. O que me permiti comer meus dois pedaços de pizza sossegadamente.

Deixo o prato na pia e volto a me sentar no sofá, no mesmo lugar de antes. Dessa vez fico com os pés sobre o sofá e abraço meus joelhos, assim se torna mais fácil para esconder meu rosto quando o protagonista do jogo morrer. Não que eu tenha medo, longe disso, mas prefiro não levar sustos.

Depois do Kim morrer, ele passa o controle para o Namjoon e se levanta. Para não olhar à televisão, observo o Taehyung ir para o andar de cima e voltar com dois cobertores. Ele entrega um para o Hoseok; que me cobre e em seguida, se cobre.

Ouvimos a porta ser destrancada e aberta, anunciando a chegada do Yoongi. Pelo o que me contaram, ele teve que ir correndo para a faculdade, por causa de uma emergência. Imagino que isso seja muito comum na vida de um universitário, você passa mais tempo na faculdade do que em casa.

-Já venho. -Ele anuncia indo em direção ao segundo andar.

Depois de perceber uma mancha no moletom preto dele, bem embaixo do cotovelo, volto meu olhar para a televisão. E para minha tristeza e aceleramento do meu coração, o personagem que estava atrás do protagonista, consegue pegá-lo, me assustando e ocasionando que eu abrace o braço do Kim ao meu lado.

-Você disse que aguentava. -Relembra ele, em um tom divertido. Achando graça do meu susto.

-Eu aguento. -Insisto, sem me soltar dele. -Eu só não disse que aguentava esses sustos programados.

Ele ri e arruma o cobertor, que está me cobrindo para depois arrumar o próprio. Pelo menos não terei que me mexer, e onde estou está muito confortável; eu poderia até dormir sem problema algum.

-A história de Outlast é muito boa. -Diz o Taehyung, parecendo ter ouvido a minha coversa com o outro Kim. -O que é complicado são os sustos, pois eles são muito bons também.

-Sim! -Concordo em um tom alto, fazendo os outros meninos rir. -Uma pessoa cardíaca estaria perdendo uma boa história por causa dos sustos.

-O mundo não é acessível para todos. -Fala o Min enquanto termina de descer as escadas e se junta à nós, sentando ao lado do Taehyung. -Em que parte vocês estão?

-Ainda não saímos da merda do esgoto. -O Nam responde, aparentando estar frustrado e com um pouco de raiva.

-Vamos lá. -Vejo o Min se inclinar para frente e estender a mão na direção do Taehyung. -O mestre chegou para ajudar vocês, meros aprendizes.

Ele transpira uma auto-confiança invejável. Queria poder dizer isso sobre algum jogo de terror, mas sinto que eu não conseguiria passar nem do tutorial. O que é uma pena, porque tenho certeza que sou muito bom. A muito contra-gosto, o Taehyung passa o controle e observamos o Min jogar.

-Viu, como se fosse o próprio criador do jogo. -Se exibi vitoriosamente, entregando o controle pro Tae, e colocando uma almofada no colo dele, para depois deitar sua cabeça. -Um dia vocês aprendem.

-Claro, um dia... -Resmunga o Namjoon.

Solto seu braço, por achar que estou incomodando ele, mas então, ele me puxa para si. Acabo por deitar minha cabeça em seu ombro e seu braço fica ao meu redor. Nossa, é ainda mais confortável.

Um tempinho depois, a campainha é tocada. E eu me disponibilizo para ir atender a porta. O que causa uma certa relutância por parte do Namjoon; já que ele está com uma certa insegurança em relação ao que aconteceu mais cedo; Abro a porta e dou de cara com a rua iluminada pelo poste de luz, o lugar está deserto e uma garoa fina cai, trazendo o ar de terror do jogo para a realidade.

Antes que eu feche a porta, por não ter encontrado nada, um apito chega até meus ouvidos. Olho para baixo e encontro uma mochila preta muito familiar, junto de um pequeno aparelho que possuí um contador e uma luzinha vermelha piscando -é daqui que vem o barulho- Pego o contador, já que está separado da bolsa e o rodo na minha mão.

-JIMIN? -Ouço o Namjoon gritar de lá de dentro e também seus passos. -O que é isso?

Ele surge ao meu lado e tira o contador da minha mão. Sua reação demonstra que está pensativo e curioso, e em seguida, vejo seus olhos se arregalarem. O Kim corre para a calçada e lança o contador para o alto, e segundos depois, o mesmo explode.

Um suspiro escapar por meus lábios, formando uma fumacinha de ar quente no ar gelado. Não preciso nem pensar muito para saber de quem veio isso, nunca irei estar livre dele. E nem conseguirei ter uma vida normal.

Me agacho e observo a mochila melhor...Não, não pode ser possível. Onde ele achou ela? Eu deixei ela escondida, me preocupei com os mínimos detalhes para que ELE não achasse. E, bem, ele achou.



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