História Heartbeats - Capítulo 3


Escrita por: e rosesforkai

Postado
Categorias EXO
Personagens Lay, Sehun
Tags Exonit, Exonitproject, Fluffy, Lay, Layhun, Oh Sehun, Sexing, Xingnit, Yaoi, Zhang Yixing
Visualizações 151
Palavras 3.290
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


capítulo três, aka “a vida, finalmente, dá limões para oh sehun”, betadinho pela @ninikai17 e fofinho pras rosinhas que estão acompanhando essa bebê

boa leitura e bom soft layhun 💓

Capítulo 3 - Lucky night


Fanfic / Fanfiction Heartbeats - Capítulo 3 - Lucky night

— Pega aquele tênis ali. — Kyungsoo apontou para um par preto com detalhes brancos.

Sehun caminhou desanimado até o local onde parte dos seus calçados estavam enfileirados e pegou o tênis de aparência quase esportiva.

Kyungsoo e Jongin estavam no quarto do mais novo. O casal esperava o Oh ficar pronto para irem à pizzaria, contudo, o desânimo atingiu Sehun naquela noite de sábado e, até o momento, só tinha a cueca e uma calça vestindo-o.

— Onde ‘tá aquela jaqueta legal? — o Do perguntou antes de receber a cabeça de Jongin em seu colo.

— A preta de couro? — Sehun recebeu um aceno em confirmação. — Você ‘tá querendo que eu me arrume demais, Soo. É só uma ida à pizzaria.

— Sim, eu quero que se arrume demais — ditou. — Assim, você acaba chamando a atenção de alguém e, quem sabe, você se distrai e esquece esse lance com o médico.

— Eu não quero me distrair — pronunciou, tristonho. — Vou comer e fim.

— Espera... Você não tinha conseguido sair com o médico? Por que ‘tá mal? — Jongin, desatualizado, indagou.

— É, ele conseguiu, mas não vê o médico desde o encontro armado — Kyungsoo explicou, enrolando os fios de cabelo castanhos do namorado.

— Ah... — O Kim se compadeceu. — Por que não repetiu o plano?

— Seria suspeito. — Sehun findou o assunto. — Vou procurar umas meias lá em baixo. — Pôs uma toalha no pescoço para que as gotas que caíssem do cabelo não o molhassem tanto e deixou o cômodo.

Sehun desceu as escadas devagar, checando como aquela calça preta ficava folgada em si.

Passara os três dias após o almoço com Yixing sem criatividade alguma para planejar como iria encontrá-lo de novo. No fim, conversaram por pouco mais de uma hora e ele continuava sem saber coisas relevantes acerca do cardiologista.

Desceu do último degrau e reparou que sua mãe atendia alguém na porta; manteve-se sem curiosidade até ouvir uma voz masculina pronunciar um elogio direcionado a sua mãe.

— Ah, que isso!? Estou tão desleixada agora... — Chaeha esbanjou modéstia. — O que traz o senhor aqui, doutor Zhang?

Com a pronúncia do nome que tanto rondou pelos seus pensamentos na última semana, Sehun prendeu o ar nos pulmões. Vagarosamente, virou-se para a entrada da sua casa. Yixing tinha ido visitá-lo?

— Não sei se a senhora soube, mas, há alguns dias, encontrei com Sehun. Depois que nos despedimos, achei — retirou, cuidadosamente, uma pulseira dourada do bolso de seu sobretudo cinza e estendeu-a — essa pulseira caída no meu carro. Acho que pode pertencer ao seu filho.

O Oh aproximou-se da porta. Somente agora sentia falta do objeto que ganhara do seu irmão assim que concluiu a escola secundária.

— Vou chamá-lo. — A senhora virou-se e foi surpreendida pela presença de Sehun, que controlava a euforia ao dar as caras.

— Não precisa, eu ‘tô aqui. — Tentou normalizar a respiração diante do médico.

— Filho, o que faz sem camisa? — a senhora gritou e o jovem deu-se, então, conta de como estava diante do cardiologista. — Vá vestir algo, você pode se resfriar.

— E–Eu... — Reagindo, segurou a toalha que carregava em frente ao tronco. — Oi, Yixing. — Sorriu contido, mal acreditando no acaso.

— Isso é seu? — inquiriu ao universitário assim que a mãe deste se retirou.

— Sim. — Recolheu o objeto, fazendo questão de esbarrar seus dedos nos do outro.

— Encontrei pouco depois de sair em direção à clínica, mas não tive tempo de retornar para devolver. — Guardou as mãos nos bolsos. — Na sexta, acabei não encontrando tempo.

— O que importa é que aqui está você. — Sorriu, vendo o doutor franzir levemente as sobrancelhas. — Digo... o que importa é que aqui está ela. — Ergueu a pulseira. Com certa tensão, ambos riram.

— Bem, era somente isso. — Yixing, meio relutante, fez uma reverência curta. — Até mais ver.

— A–Até. — Sentiu o coração desatar em batimentos acelerados. Despedir era aflitivo.

De forma relutante, um virou-se para afastar-se e o outro buscou o puxador da porta para fechá-la. Quando Yixing parou em seu segundo passo dado, Sehun também parou. Repentinamente, o Zhang voltou-se para o mais novo.

— É... Sehun. — Apertou as mãos em punho dentro dos bolsos do sobretudo. Sem motivos aparentes, riu.

— Sim? — Animou-se, reabrindo a porta.

— É que... Bobagem minha. — Coçou o supercílio. — Só queria dizer que gostei bastante de sair e conversar com você na quinta. — Sehun segurou um suspiro que sairia alto em reação à confissão de Yixing e apertou a toalha contra o peito desnudo. — Não deixei que notasse, mas estava abatido naquele dia. Agradeço por ter me feito sentir melhor, mesmo não sabendo da minha situação.

Sehun mal sabia como arranjava forças para manter-se de pé, como iria pronunciar algo? Além do mais, o que poderia dizer?

No instante em que trocaram olhares, o mais novo sentiu toda a sinceridade da confissão feita por Yixing. Explodindo em boas sensações, falou:

— Também gostei de conversar com você. Talvez a gente possa se encontrar uma segunda vez.

— Claro que sim! — Sorriu fechado, contrastando a covinha em sua bochecha. — Até mais, Sehun.

— Até. — Ergueu a palma e deu um único aceno. De tão avoado, encostou a cabeça na porta e esqueceu-se de fechar a mesma. Quando Yixing fez menção de entrar no carro, surgiu uma ideia. — Yixing! — gritou, logo saindo da casa para alcançar o doutor. No calor do momento, deixou para trás a toalha. O mais velho apenas aguardou que o outro prosseguisse. — O que acha do nosso segundo encontro acontecer agora?

Yixing buscou explicações implícitas na feição entusiasmada alheia antes de questionar:

— Agora?

— É! — Sehun abraçou-se ao ter que lidar com o frio do exterior. — Meus amigos estão aqui e a gente está prestes a ir a alguma pizzaria; não quer acompanhar? Se não estiver ocupado, claro.

— Não estou e adoraria, mas... com seus amigos? Eles são bem mais novos que eu, não são? — Tornou-se apreensivo. Já havia passado da juventude, não se achava capaz de se enturmar devidamente.

— São da minha idade, o que tem? — Franziu o cenho.

— Não sei se eles achariam agradável me ter por perto. Não conheço os assuntos de vocês e... — Suspirou. Diferente do que parecia, ele queria ir.

— Eu ‘tô te convidando, não te deixaria sobrar na roda! — motivou.

— Você tem certeza? — Por sua idade e maturidade, não deveria estar tão inseguro, mas não conseguia evitar.

— Não precisa nem perguntar! — Percebendo que Yixing havia concordado em sair, segurou a mão deste para trazê-lo para dentro de casa. — Vou pedir para Kyungsoo e Jongin descerem enquanto termino de me arrumar, certo? — O mais velho, por observar o contato entre as mãos, não deu resposta. — Certo?

— Não é necessário, eu posso esperar vocês com a dona Oh. Além do mais, é melhor que eu conheça eles quando você estiver por perto — argumentou assim que atravessaram a porta da frente.

Avistando seu amigo mais próximo e o namorado deste no fim do curto corredor que dava para a entrada, Sehun deu um aperto leve na mão de Yixing e comemorou:

— Pelo jeito, não preciso ir chamar eles. — Afastou-se do Zhang para fechar a porta logo atrás.

— Boa noite. — No automático, o médico fez reverência.

O casal fez o mesmo, com um bônus de Do Kyungsoo boquiaberto e desacreditado.

— Kyungsoo, Jongin, esse é o Yixing — apresentou apressado, precisando terminar de colocar suas vestes. — Ele vai sair com a gente hoje, ok?

— Espera! É aquele cardiologista? — Jongin indagou, surpreso. Não demorou para que recebesse uma cotovelada disfarçada do companheiro. Yixing franziu o cenho; Sehun havia falado de si para os amigos?

— Aquele que almoçou com você no dia que tive a emergência, Jongin quer dizer — reformulou a frase do Kim para que não soasse suspeito.

— S–Sim, é ele — Sehun murmurou. — Preciso terminar de me arrumar, me deem uns minutinhos. — Andou depressa até a escada.

— Eu vou ajudar ele, licença. — Kyungsoo deu um beijo calmo na bochecha de Jongin e correu atrás do amigo.

Deixados para trás, Yixing e Jongin se sentaram, desenvolvendo um diálogo graças a Chaeha. No quarto logo acima, a animação tomava o mais novo.

— O que ele veio fazer aqui? — Kyungsoo perguntou abismado.

— Ele veio devolver essa pulseira! — Expôs o objeto e deu dois pulinhos no mesmo lugar. — Disse que deixei cair no carro dele.

— Ele... — Seu queixo caiu por um momento. — Ele veio até aqui só para devolver uma pulseira?! Sehun, você tem noção de que ele poderia ter esperado para te devolver no seu retorno à clínica?

— Verdade — arregalou os olhos, sentindo-se esperançoso —, ele poderia!

— Mas ele quis vir até aqui! — Formulou teorias, dando vida a um sorriso sugestivo. — Sehun, não quero te dar falsas esperanças, mas...

— Você acha que ele quis vir me ver? — sussurrou pouco antes de morder o polegar em sinal de nervosismo.

— Talvez. — Sentou-se. — Ele apenas entregou e quis ir embora?

— Não. — Abriu o closet em busca da jaqueta de couro que Kyungsoo sugeriu há bastante tempo. — Ele entregou e depois me agradeceu por ter almoçado com ele na quinta-feira, disse que o ajudei a se distrair de problemas pessoais.

— Isso quer dizer que ele gosta da sua presença! — comemorou. — Espera. — Paralisou, analisando melhor. Recebeu a atenção do Oh. — Eram problemas amorosos? — apreensivo, perguntou.

— Ele não disse nada sobre. — Retardou o movimento de vestir o moletom cinza ao que imaginou a possibilidade de Yixing ter um relacionamento com alguém.

— Mas não vamos ser negativos! — Kyungsoo voltou atrás, não querendo estragar a felicidade do amigo. — Existem vários tipos de problemas pessoais.

— Sim, sim. — Focou no lado positivo e tratou de vestir-se. Quando já estava com o moletom e o tênis ajustados em seu corpo, apertou a jaqueta preta contra o peito. — Soo — chamou e ouviu-o pedir para que continuasse —, e se ele for hétero?

— Tem essa chance. — Kyungsoo, pensativo, levantou-se. Apalpou os ombros de Sehun. — Relaxa, tenta não ficar pessimista e nem otimista. A gente vai sair e eu vou dar meu jeito de conhecer melhor esse cara.

Com muita vaidade, demoraram diversos minutos para arrumar Sehun. Após muitos testes de perfumes para decidir qual o melhor, desceram entusiasmados, capturando o Kim, o Zhang e a Oh a assistirem a um canal de modas.

— Querem ir todos no meu carro? — Yixing convidou assim que se retiraram da residência.

— Pode ser — Jongin respondeu sozinho, dando de ombros.

Sehun sinalizou para Kyungsoo de forma que o médico foi incapaz de ver. Os gestos não diziam nada coerente, mas o Do entendeu que era precisa a sua ajuda para invalidar a resposta de Jongin.

— Na verdade, não pode ser. Eu preciso dar uma passada na casa do Jongin porque acabei deixando minha carteira lá — improvisou, torcendo para que seu namorado entendesse que o intuito era deixar Sehun a sós com o médico. — Você pode ir com o Sehun na frente para adiantarem os pedidos.

— Certo, a gente liga pra perguntar os sabores. — Sehun se adiantou, antes que Yixing sugerisse alguma outra solução.

—  Se preferem assim. — Destravou o carro. — Até daqui a pouco.

Antes de embarcarem, Kyungsoo motivou Sehun através de sinais sem que os outros vissem.

Sehun cantarolava de forma nervosa a música chiclete que tocava na rádio. Olhar o médico concentrado enquanto dirigia mexia consigo; as mãos delicadas envolvendo o volante, a face concentrada, a camisa social um pouco aberta e a postura relaxada abalavam o universitário — num bom sentido.

— Posso fazer uma pergunta? — Yixing indagou repentinamente, assim que a música acabou.

— Casamento só quando estiver empregado, mas posso dizer um prévio “sim” — insinuativo, Sehun brincou. Yixing gargalhou, ele era amante do senso de humor do Oh. — Pode perguntar. — Sentiu-se satisfeito com a reação arrancada.

— Kyungsoo e Jongin são um casal? — Pretendeu sanar a dúvida.

— São — respondeu simples, apreciando o cheirinho doce do carro.

— Formam um casal bonito — admitiu. — Vocês três fazem o mesmo curso?

— Não, só eu e Kyungsoo. Jongin estuda numa outra faculdade — explicou, reduzindo o volume do rádio.

— Mal tive chance de conversar com ele, sua mãe apresentou o programa de moda e fez vários comentários.

— Dona Oh precisa ser parada. — Negou com a cabeça. — Ah, bubble tea! — Avistou a loja recém-inaugurada. — Preciso vir aqui num outro dia. — Tocou o vidro, vendo o estabelecimento se afastar.

— Também gosta de bubble tea?

— Sou consumidor compulsivo, “gostar” é pouquíssimo — revelou. — Você gosta?

— Não eu, mas uma pessoa que conheço. — Abaixou o tom. Sehun estava prestes a questionar, entretanto, o Zhang tratou de evitar que aquele assunto se prolongasse. — Adoro essa música — murmurou, balançando a cabeça no ritmo da canção que tocava. Sehun parou para reconhecê-la.

Put My Hands On You? — Sehun franziu as sobrancelhas. — Você ‘tá mentindo pra mudar a direção da conversa?

— Mentindo? — Olhou rapidamente para o passageiro. — Há algo de errado com a música?

— Com a música, não. Mas há algo de errado em você gostar dela.

— Não entendi ainda.

— É que, pelo que lembro da tradução, essa música é bem sensual.

— E, por ser sensual, não posso gostar dela — encarou o mais novo pelos cantos dos olhos —, é isso?

— Não é que você não pode gostar, é que, tipo, ela não faz seu perfil — esclareceu sua opinião.

— Ah, sei. Pode me dizer, então, o que faz meu perfil, Oh Sehun? — perguntou em tom brincalhão.

— Hm, vejamos... — Pôs o indicador sobre os lábios e cerrou os olhos, fingindo analisar aquele que dirigia. — Riquinho, beira os trinta, médico, muito maduro... — Pausou. — Ópera e jazz clássico fazem o seu tipo — concluiu em tom decidido. Yixing desatou a rir, agradecendo por estarem parados num sinal vermelho.

— Está brincando! — Deu um soco levíssimo no braço alheio.

— É, eu ‘tô — assumiu. Não conseguia explicar como sentia-se bem em causar aquelas risadas melodiosas em Yixing. — Mas essa música, realmente, não faz seu estilo. — Baixinho, retornou a teimar.


(...)


— As pizzas ‘tão demorando — Sehun reclamou, chacoalhando a perna num ato de impaciência.

— O pedido foi feito há dez minutos — Kyungsoo rebateu distraído, dividindo a tela de um celular com Jongin.

— O tempo passa mais rápido pra vocês — o Oh argumentou, levando em conta a ocupação do casal.

— Esse biquíni seria mais bonito se fosse vermelho — Jongin opinou enquanto olhava a foto de uma amiga numa rede social.

— É, vermelho daria destaque — Kyungsoo concordou, fazendo com que Sehun revirasse os olhos diante da cena.

Aleatoriamente, o Oh buscou os fones pendurados em seu pescoço e deu um dos lados a Yixing, que, como ele, não fazia nada até o momento. Rolou pela biblioteca de músicas do seu celular até visualizar a música desejada. O Zhang, para checar se a conhecia, esgueirou-se sobre o ombro do mais novo, acabando por apoiar o queixo neste.

Pour Up? — leu no ecrã. — Ela é sensual e do mesmo artista de Put My Hands On You, pensei que não fizesse meu estilo.

— C–Continua não fazendo. — Gaguejou graças à proximidade do médico. — Mas você disse que gosta.

— Gosto — reafirmou. — Dallineun chae sorireul jilleobwado — cantarolou baixíssimo perto do ouvido de Sehun. Além de provar que gostava das músicas daquele cantor, causou arrepios no corpo do jovem. — Posso ver? — Estendeu a mão ao lado do aparelho, dando a entender que queria ver as músicas de Sehun.

— Depende. Você tem algo contra Wonder Girls?

— Wonder Girls? — Tentou se recordar do que se tratava, logo presumiu que fosse algum grupo musical feminino. — Creio que não.

— Então pode ver. — Depositou seu celular nas mãos do mais velho e, para sua felicidade, este continuou com o rosto e uma das mãos apoiados em seu ombro.

And July, eu adoro essa música — comentou ao avistá-la.

— É mesmo fã do Dean, não?

— Por acaso, sim. — Sorriu. — Ah, Black é uma das melhoras da Hyori.

— É a única que escuto. — Acomodou-se melhor ao banco, encostando no estofado vermelho logo atrás de si. Yixing levantou-se apenas enquanto o Oh executava o movimento; quando este parou, deitou-se, novamente, em seu ombro.

I got ninety nine problems, ige nal eojireopge hae — cantou, distraidamente, a música que ainda era reproduzida. — Dream me deixa relaxado.

— É uma das minhas favoritas no momento. — Sehun lembrou-se do casal de amigos e buscou estes com o olhar. Não se surpreendeu ao notar que os dois assistiam a ele e Yixing. De imediato, voltaram os dois a fingir que perambulavam por algum aplicativo.

— Você tem I love it? — balbuciou, descendo até a letra I.

— Do Icona Pop? — Franziu o cenho, não imaginando possibilidades de Yixing ouvir tal tipo de música.

— Não! — Riu. — Do Dean.

— Não conheço essa. — Assistiu a Yixing abaixar mais, parando no L.

— Tem Love, ao menos — pronunciou antes de clicar na música.

— Algo me diz que você só conhece esse cantor — Sehun insinuou.

— Claro que não. Veja só. — Rolou mais pela tela. — Posso dizer que Shoot Me e Sorry são ótimas músicas. — Apontou.

— Ouve bandas também? Você é mais juvenil do que pensei.

— Algumas. — Continuou a ler os títulos das faixas do celular alheio, desconhecendo a grande maioria. — Say you want to take it slow, when you’re ready let me know — cantou um pouco mais alto, sem perceber. Com isso, Sehun se impressionou com a bela voz e o bom tom, mesmo que tivesse sido reproduzido um trecho curto.

Ao que uma garçonete deu as caras com uma pizza na mão, Yixing tornou sua postura ereta. Sehun respirou fundo. Por ele, passariam toda a noite daquela forma.

— Me perdoem, mas eu ‘tava torcendo para que essa pizza não chegasse — Jongin se pronunciou. — Vocês dois estavam amáveis.

Enquanto Yixing soltou uma risada rápida, Sehun sofreu uma crise de nervosismo.

— É, estavam. Pareciam até um casal... — Kyungsoo falou antes de pôr uma fatia no prato do namorado. — Mas, de certo, Yixing é comprometido.

— Na verdade, não mais. — Serviu-se enquanto dava a confirmação aguardada por Sehun e companhia.

— Não mais? — Kyungsoo demonstrou comoção.

— Não — frisou, parecendo abatido.

— Esse assunto parece te entristecer. Terminou com ela recentemente? — De forma proposital e astuta, o Do empregou o pronome feminino. Se tivesse sorte, saberia algo sobre a sexualidade do médico.

— Sim, é algo recente — falava enquanto preenchia seu copo. — Na verdade, é ele.

Disfarçadamente, Kyungsoo sorriu de lado para o melhor amigo. Tinham, graças a seu breve questionário, todas as informações que faltavam.

— Esse tipo de coisa acontece. Já passei por um término muito difícil e, veja só, estou extremamente feliz com outra pessoa — consolou, logo recebendo uma carícia dos dedos de Jongin em sua mão.

Com intenção de descontrair o clima, Sehun deu a primeira mordida e, satisfeito, falou:

— Obrigado, Itália. — Fechou os olhos, deliciando-se com o sabor.

— A pizza veio bem antes da Itália, Sehun — de boca cheia, o Kim alertou.

— Prove. — Abocanhou mais um pedaço, divertindo os outros presentes.

A noite desenrolou como se os quatro fossem amigos há tempo. Yixing, de fato, não conhecia muito dos assuntos dos mais jovens, mas estes não permitiram que o cardiologista fosse excluído.

O Oh, desconhecendo o fato de não ser o único, explodiu em alegria pela proximidade que ganhou com o Zhang. Era uma noite de sorte.


Notas Finais


posso dizer que fiquei soft escrevendo essa última cena dos sexing? pois é

me digam o que estão achando, o próximo capítulo é o último e eu continuo sem saber se presto pra escrever comédia k

💓


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