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História Heartbreak Girl - Capítulo 1



Notas do Autor


Oi gente,
Essa é nossa primeira fanfic do 5SOS. Começamos ela em 2016, mas decidimos reescrevê-la esse ano.
Já temos vários planos e estamos focadas em continuar escrevendo, então esperamos que gostem!
Comentem bastante para sabermos que estão curtindo e que querem mais.
Nos vemos na próxima atualização!
Ah, e assistam o trailer da fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=TS0n3Y2qBys
Xx.
- Gi e Júlia

Capítulo 1 - Um


Fanfic / Fanfiction Heartbreak Girl - Capítulo 1 - Um

— KATHERINE COLLINS, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FINALMENTE CHEGOU! 

Observei ao meu redor, tentando encontrar a dona da voz familiar que me chamava. Não foi nada difícil para ser sincera, uma vez que Scarlet Manson segurava uma placa com meu nome. Vê-la pessoalmente tornava tudo tão real. 

— Oi Scar. — disse, correndo para abraçá-la. Sabia que ela não gostava, mas estava tão emocionada por ver minha amiga pessoalmente que não liguei, fazia tanto tempo desde o nosso último encontro. Ela bufou, mas não reclamou, apenas passou as mãos pelas minhas costas e disse que estava contente e por isso não bateria. Eu não liguei, a conhecia o suficiente para saber que suas ameaças não se concretizariam comigo. 

— É sério, a minha ficha não caiu até agora. Eu sei que conversamos mil vezes no telefone esse último mês sobre sua vinda, mas é tudo tão diferente com você aqui.

E eu entendia completamente o que ela queria dizer. Acho que nem eu mesma tinha realmente percebido o que significava tudo isso. Toda essa mudança, esse processo de adaptação.

— A minha também não. Eu estava tão ansiosa nesse vôo que nem consegui descansar direito! Só pensava em como seria esse ano na nova escola, morando com você, em um novo país… — eu realmente não conseguia parar de pensar se me adaptaria aqui na Austrália. Foi uma escolha super arriscada, ainda que bem planejada e, convenhamos, eu não era a melhor pessoa do mundo com mudanças.

Eu e Scarlet nos conhecemos através de um grupo de fãs da banda One Direction, há mais ou menos uns três anos. Desde então não paramos mais de conversar. Ela virou minha melhor amiga e fomos uma acompanhando a vida da outra, ela de Sydney e eu de Londres. 

Enquanto isso, fomos montando planos para nosso futuro. No começo do segundo ano do ensino médio, decidimos que poderíamos tentar morar juntas após o colegial. E realmente seria uma experiência fantástica dividir o espaço com alguém que eu me sentisse tão conectada. Eu sabia praticamente de todos os acontecimentos da vida de Scarlet, assim como ela sabia os da minha, logo, não seria uma diferença tão enorme e até economizaríamos na conta de telefone.

Contudo, no final do ano passado, não posso nem descrever qual foi minha surpresa quando meus pais perguntaram se eu queria mesmo mudar de país. Acho que eu berrei muito dizendo que era tudo que eu mais queria e eles me explicaram que confiavam em mim e na minha melhor amiga. Manson viera me visitar algumas vezes, dessa última ficou as férias inteiras em minha casa, e meus pais se apaixonaram pela garota. Após muitas indagações sobre a viagem, se eu não queria esperar terminar o ensino médio e ir para lá quando passasse em alguma faculdade, eu apenas neguei e disse que, se pudesse, me mudaria hoje mesmo. Minha mãe, Lilian, riu e beijou o topo da minha cabeça, pedindo para meu pai ir buscar os papéis no quarto. E eu gritei pela segunda vez no dia ao ver as passagens impressas. Era incrível o quanto eles me conheciam! Explicaram que eu iria morar com Scarlet durante esse tempo, mas, que se quisesse, estava livre para procurar outro lugar que eles pagavam. Tinha como eles serem mais perfeitos? 

— Mas agora que você finalmente chegou, tenho tanta coisa para te contar! — Scarlet me puxou, enquanto ajudava com as malas. Aparentemente ela realmente tinha muita coisa para contar, afinal, não parou de falar um minuto até chegarmos no apartamento em que moraríamos. — Está preparada? Esse momento é único! Eu fiz uma cópia da chave para você, pode abrir a porta… 

— Eu acho que só agora estou conseguindo acreditar que isso finalmente está acontecendo! — coloquei a chave na fechadura e então a girei, abrindo a porta branca de madeira. 

O apartamento era gigante e definitivamente parecia ser confortável. A cozinha era logo à esquerda da entrada, a parede era rústica, feita de tijolos pretos, a mesma cor que eram os armários. Alguns detalhes eram feitos em madeira e vários objetos tinham a tonalidade verde água, dando um charme único. O cômodo era aberto, de forma que a sala e a cozinha acabavam sendo praticamente uma coisa só, tirando pela mesa de jantar redonda que as separavam.

A sala ficava bem no meio do apartamento, onde tinham dois sofás cinza escuro com várias almofadas, mantas e cobertores. Mais à frente tinha a grande televisão, que ficava em cima de um hack, também cinza escuro. Em uma ponta do móvel e do apartamento, onde havia um degrau, ficava a porta da suíte da Scarlet e acredito que a do outro lado era a da minha. Havia um lavabo perto da cozinha e mais ao lado um quarto onde acredito que seja o closet da casa. Também possuía uma escrivaninha bem rente a janela gigante que iluminava a sala inteira. Aquele lugar era demais!

— Aqui é incrível! Que lugar perfeito! — eu estava maravilhada com o apartamento. 

— E você ainda nem viu a melhor parte... — Scar me puxou para a janela que tinha ao lado do closet, a abriu e passou por ela. Fiz o mesmo, abrindo a boca surpresa ao descobrir o terraço que aquele apartamento maravilhoso tinha. — Esse é o meu cantinho, que agora será seu também. Espero que tenha gostado da nossa casa.

Nossa casa. Seria eufemismo dizer que eu estava feliz. A vista era de tirar o fôlego, conseguíamos ver praticamente Austrália inteira dali. Isso porque estava de dia, imagina que belo seria ficar nesse espaço a noite.

Agradeci a garota, expressando o quanto amei aquele lugar. Sentindo o cansaço bater devido ao tempo mal dormido dentro do avião, uma vez que o vôo foi demorado, dispensei a pizza que ela disse que pediria para jantar e fui direto ao meu quarto para dormir.

Como Scar disse em uma de nossas várias conversas, ela iria decorar o meu quarto para que, quando eu chegasse, somente tivesse que organizar minhas coisas. E, uau, ela acertou completamente, é absurdo o quão bem conhece meu gosto.

As paredes do quarto eram pintadas em um tom de cinza claro, assim como o tapete gigante de pelos que cobria praticamente todo o piso.  Ao lado da porta havia um guarda-roupas branco, combinando com a gaveteira na outra extremidade do quarto e com a penteadeira ao lado, rente à janela. No meio do cômodo estava a cama de casal, que, por sinal, era gigante. Tinham cobertores e almofadas de pelo, alternando nas cores rosa e cinza claro.

— Gostou? Eu ia deixar você dormir, mas lembrei que não tinha visto o quarto ainda… — Scarlet sorriu ao me ver olhando perplexa com o que ela havia feito — Eu tentei me basear na foto do seu quarto lá de Londres sabe, cheio de pelos e coisas felpudas… 

— Eu amei!!! — pulei nela enquanto falava, a abraçando. Com certeza o fato dela não gostar de demonstrações de afeto físicas como abraços e eu ser a pessoa mais amorosa do mundo era algo que ela ia ter que se acostumar.

— Eu sei, eu sei. Eu sou demais. Agora vou te deixar descansar, quero você bem para o nosso oficial primeiro dia morando juntas. — ela sorriu e caminhou para o próprio quarto.

Olhei para minhas malas e pensei no quão cansativo seria organizar a quantidade de roupas no guarda-roupas. Passei reto e dei de ombros, precisava urgentemente de um banho, isso sim. Portanto, segui para o banheiro e ajustei a temperatura para o mais quente possível. A sensação da água batendo na minha pele me proporcionou um alívio absurdo, relaxando meus músculos e me distraindo dos problemas que eu tinha. Sério, não existia nada melhor que tomar um bom banho após um dia cansativo. Desliguei o chuveiro e sequei-me com a toalha rosa, colocando a camisa mais larga que eu trouxe e finalmente deitei naquela cama maravilhosa. Céus, o colchão parecia ser de outro mundo de tão macio. E foi me enrolando entre as cobertas que eu adormeci em menos de dez minutos.

**

Quando acordei, eu não lembrava mais nem meu nome. Sempre tentei apreciar o máximo que podia do que acontecia na minha vida e dormir fazia parte dos meus maiores prazeres. Estive tão ansiosa nessas últimas semanas planejando e imaginando como seria vir para cá que mal tive tempo ou vontade de descansar. Era uma correria entre organizar documentos, me despedir dos meus familiares e amigos e pensar no futuro que a ansiedade me consumia cada vez mais. Somente quando pisei nesse apartamento que meu cérebro me permitiu relaxar.

Lavei o rosto, sentindo-me renovada e, calçando minhas pantufas, caminhei até a porta. Scarlet estava sentada no sofá mexendo no celular com os fones no ouvido, provavelmente ouvindo música. Sentei ao seu lado, puxando seu cobertor para me cobrir também. Peguei o controle para ligar a televisão, queria ver alguma série.

— Amiga, olha esse menino aqui. O que você acha? — Scar perguntou, virando a tela em minha direção. Estava aberto no Instagram de um tal de @alex_campbell9. Gostava muito desse nome e, enquanto descia a timeline, percebi que a mãe dele também.

— Olha essa foto, não acredito que o nome da irmã dele é Alexa. — comentei e rimos. — Mas ele é gatinho para caramba. Quem é?

— Ah, conheci no Tinder. Ele já tá na faculdade, cursa finanças na Universidade de Nova Gales do Sul, fica aqui na capital de Sydney mesmo. Não é longe.

— Hm… Loiro, olho verde, cursando finanças. Tem certeza que ele é o seu tipo? Parece tão… certinho.

— Kate, eu tô na seca há tanto tempo que eu não tô nem ligando. E ele foi super fofo comigo, além de que já tem um carro e disse que vem me buscar sexta para sairmos.

— Ei, como assim tá na seca? Você saiu semana passada com um cara! — coloquei o máximo de indignação em minha voz. Se ela estava na seca, então eu tava como? 

— Mas foi horrível amiga, eu te contei que ele simplesmente dormiu no cinema. No ci-ne-ma! Primeiro: não era um filme chato. — ela começou a enumerar com as mãos — E segundo: eu nem pretendia assistir aquele filme. Se você tá cansado de tanto trabalhar, é só falar, né? Eu sou compreensiva, poxa…

Não fiz nada além de rir da cara dela, apesar de concordar que foi uma grande mancada desse menino, e desejar uma boa sorte nesse encontro. Voltei minha atenção para a televisão, perguntando o que ela queria assistir, apesar de já saber muito bem.

— Vamos fazer uma maratona de filmes de terror, mas você não tá com fome não? Eu vou pedir pra entregarem uma pizza.

Concordei e disse para que pedisse refrigerante junto. Ela negou e falou que ia pedir um suco, que eu precisava cortar os "venenos" da minha vida. Que hipócrita! Ela comia chocolate quase todo santo dia. E, sendo sincera, eu não sabia como ela ainda aguentava comer pizza sendo que disse que faria o mesmo pedido ontem, mas é uma comida tão deliciosa que eu nem me importei de perguntar. Passados cerca de quarenta minutos, o interfone tocou ao mesmo tempo que o telefone dela.

— Droga, preciso atender, é meu irmão. — Scarlet disse. — Pode descer e buscar a pizza? 

— Sem problemas, manda um beijo pro Peter. 

Peguei emprestado o roupão preto de dormir que estava pendurado no gancho da parede e sai do apartamento, ajeitando meus cabelos. Esperei o elevador chegar ao 7° andar, onde eu morava, entrando nele. Dei uma rápida olhada no espelho, eu ainda estava com cara de cansada, apesar de saber que muito era pela vestimenta que usava. Mas estava confortável demais para eu me importar. Apertei o botão que me deixaria no térreo e peguei meu celular para responder a mensagem de meus pais. Ainda bem que Scarlet pensava em tudo e avisou-os que eu estava dormindo, porque com certeza eles iriam me matar por demorar tanto para contar de tudo que estava achando daqui.

— Ei, segura aí. — levantei os olhos do ecrã apenas para ver um garoto andando rapidamente em direção ao elevador. Meu deus, ele era lindo. Sua pele era bronzeada e seus cabelos bagunçados eram castanho escuro, assim como seus olhos. Infelizmente, estava tão distraída que não tive tempo o suficiente para reagir e entender o que ele queria dizer. Já era tarde demais quando estiquei o braço para parar o elevador e fiz meu percurso até o térreo sozinha. 

Após pegar as pizzas e a garrafa de suco com o entregador, refiz meu caminho até o hall do prédio. Quando ia passar na porta de entrada acabei esbarrando em alguém, droga. Por sorte, não derrubei a comida que levava, mas juro que foi por uma intervenção divina, eu sou péssima carregando várias coisas ao mesmo tempo. Porque sim, duas caixas de pizza e uma sacola pesada são consideradas várias coisas.

— Por acaso é cega também? — e para a minha não tão surpresa, era o garoto do elevador. 

— Oi? — ele bufou. Que cara mais grosso!

— Seus pais não te deram educação não? Além de ignorar os outros, ainda fica esbarrando. Não sabe olhar por onde anda garota!?

— Não é possível… — eu ri indignada — Olha aqui, pelo jeito que você tá falando comigo, eu nem deveria te dar satisfação, mas como eu sou educada — fiz questão de enfatizar o educada. — vou te dizer que nem deu tempo de segurar a porta do elevador, vossa majestade, porque eu estava ocupada respondendo me...

— Quer saber? Tanto faz. Me dá licença que eu já estou atrasado o suficiente. 

Após me interromper, o garoto continuou seu caminho para fora do prédio enquanto eu o observava indignada. Boa Katherine, e é assim que começamos um ótimo primeiro dia aqui. Argh, revirei os olhos e fiz meu caminho de volta ao apartamento em silêncio com minhas bochechas ardendo de raiva.

— Você não vai acreditar no que acabou de acontecer! — disse assim que fechei a porta do apartamento. — Eu tava voltando com as pizzas e esbarrei com um menino lá na entrada, até aí tudo bem…

— NÃO ME FALA QUE AS PIZZAS CAÍRAM… — ela gritou, levantando-se e vindo em minha direção.

— Lógico que não. — bufei. — Mas agradeço a preocupação, viu? Eu to bem sim, não me machucou.

— Ai amiga, desculpa, é que você sabe como eu sou preocupada com minha comida favorita, além de que eu ficaria brava se nossas partes misturassem.

Outro fato sobre Scarlet Manson: ela era vegetariana há 4 anos e todas as vezes que conversamos e ela ia comer, me explicava que pedia para separarem a parte dela para evitar contaminação cruzada, então entendi sua preocupação. Também me sentiria mal se comprasse algo e nem conseguisse comer. Quando ela pegou as caixas das minha mãos, acompanhei-a para depositar as bebidas em cima da mesa de centro da sala e fui buscar os pratos e copos na cozinha, sem me esquecer de pegar um garfo e faca para a garota. Fresca, eu sei. 

— Enfim, deixa eu continuar… Esse garoto que esbarrou em mim tinha me pedido para segurar o elevador antes e eu estava ocupada e não deu tempo, mas ele foi tão grosso comigo lá embaixo sabe? Desnecessário… — contei tudo que acontecera nos momentos anteriores detalhadamente, expressando  meu nervosismo. Sério, pra que ser tão idiota assim? 

— Tá brincando? Credo, que otário. Totalmente desnecessário falar assim com você, como se fosse obrigação sua segurar o elevador, né? Tem tanta gente sem noção nesse mundo e mesmo assim eu continuo abismada. E você teve um puta azar, a primeira pessoa que conhece no prédio é logo um mal-humorado...

Ela pensou em rir de mim, mas desistiu quando viu minha cara. Peguei um pedaço da minha pizza e comecei a comer, mandando-a dar play logo. Precisava me distrair e não havia nada melhor no mundo que essa companhia enquanto assistia televisão. Garoto idiota.

**

— E aqui fica o ginásio. Teremos aula de Educação Física juntas nas terças e quintas-feiras, o que é ótimo porque eu detesto correr e podemos falar sobre tudo e todos. Tem as outras quadras, que é onde o pessoal joga futebol ou basquete. Tá vendo aquela arquibancada? — ela apontou para a estrutura enorme com diversos degraus, todos azuis. Ficava separado da quadra por uma grade branca. — O pessoal geralmente vai lá embaixo se pegar, ou até pior… Então toma cuidado quando passar. — ela riu, o que eu logo presumi que muitos casais fazem questão de visitar esse lugar. Não era ruim, para ser sincera. A visão ficava impossibilitada para quem estivesse na quadra, e se fossem fazer, — e todos sabiam que os jovens iam — que fosse escondido. — Enfim, aquela pequena sala ali é a…

E pus-me a ouví-la novamente. Ok, deixa eu explicar. Scarlet resolveu que era uma ótima ideia me acordar 1h30 antes para sairmos mais cedo e fazermos uma tour pela minha escola. Não era ao todo ruim, mas meu humor matutino era péssimo e só Deus sabe como eu me esforcei para levantar da cama e me arrumar a tempo. Talvez sob ameaça, mas deu tudo certo. A sorte era que setembro marcava o final do verão, então ainda estava calor. O azar, no entanto, era a vestimenta que tínhamos que usar. Bermount, o colégio onde estudávamos, exigia que os alunos utilizassem o mesmo uniforme, sendo este no modelo feminino ou masculino. E como o padrão, as meninas eram obrigadas a usar uma saia preta pregueada com duas listras azuis escuro, que combinava com a gravata da mesma cor e com as mesmas listras. A camisa social sempre branca e lisa poderia ter as mangas dobradas até o cotovelo enquanto a meia calça ⅞ deveria ser preta. Não era feio, mas com certeza, desconfortável. 

Minha rotina matinal era bem simples: eu lavava o rosto, passava rímel e protetor labial, me trocava, borrifava o perfume no pescoço e nos pulsos, tomava café da manhã e escovava os dentes. Tudo em menos de trinta minutos.

O prédio onde morávamos ficava tão perto da escola que demorou no máximo 15 minutos para chegarmos. E, uau, a estrutura de tijolos era perfeita. Subimos os degraus e adentramos as enormes portas abertas, enquanto eu observava sem parar os corredores perfeitamente brancos praticamente vazios, lotado de armários e com diversas portas que davam acesso às salas de aula. Prestei atenção no máximo possível que Scarlet falava, maravilhada com tudo. Era enorme! Com certeza eu me perderia várias vezes… 

E novamente, distraída, senti meu corpo ir ao chão. Ai, que vergonha. Ouvi uma gargalhada e fuzilei minha amiga com o olhar. Vi uma mão se estender a minha frente e aceitei, levantando-me rapidamente. O garoto que me ajudou era bonito e bem alto. Nossa, só tinha homem bonito nesta cidade? Reparei que seu cabelo era platinado e tinha um tom rosa em algumas partes, quase que imperceptivelmente — provavelmente a cor tivesse desbotado. Seus olhos eram azuis claro e sua boca vermelha realmente me chamava a atenção, uma vez que sua pele era tão branca que parecia pálida. 

— Me perdoa, eu não tava prestando atenção, acabei não te vendo… Eu sou tão distraída. — comentei, respirando fundo tentando controlar a cor espalhada pelas minhas bochechas.

— Eu quem deveria pedir desculpas, fui eu quem te derrubei. Tava com a cabeça em outro mundo, nem vi vocês passando. — o garoto disse, sua voz era gostosa de ouvir.

— Nossa Michael, alguns meses longe desse país e já esqueceu dos amigos? Humildade mandou lembranças, viu amor. — Manson respondeu em tom ofendido. Percebi que ela estava brincando com esse tal de Michael, ou seja, provavelmente já tinham uma intimidade.

— Calma gatinha, eu nunca conseguiria esquecer de você. Você sabe que mora no meu coração para sempre. Mas vem cá, você eu não me lembro de já ter te visto. — perguntou, direcionando-se a mim. Achei fofo ter perguntado diretamente pra mim, da última vez que encontramos com algum menino que minha amiga conhecia, a pessoa perguntava pra ela sobre mim. Fala sério, não custa nada perguntar pra mim!

— É porque não viu, cabeção. Essa aqui, senhoras e senhores, é a famosa Katherine Collins. — Scar respondeu por mim, me fazendo pensar para quem ela contou sobre minha vinda.

— Meu Deus, aquela Katherine Collins? A de Londres? Caraca, Manson não parava de falar de você um minuto sequer ano passado. Era um "Kate pra cá, Kate pra lá" que eu tava doido pra te conhecer. Muito prazer mesmo, meu nome é Michael Clifford, mas todo mundo me chama de Mike. — ótimo, minhas bochechas não poderiam corar mais. 

Mas eu me lembrava de Mike, Kate comentou que ele era um ótimo amigo, sempre preocupado com ela e bem cuidadoso. Eles e mais um grupinho saiam quando podiam para aproveitar a cidade e distrair a mente.

— Prazer Mike, pode me chamar de Kate mesmo. Fico contente então que a princesa aqui contou sobre mim, queria tanto conhecer os amigos dela. Ela também me falou muito de você.

— Ah, você nem faz ideia do quanto ela contou. Deixa eu te falar…

E ele falou, muito mesmo. Mike era uma das pessoas mais divertidas que eu conheci. Pelo visto, hoje comecei o dia com o pé direito. Descobri que ele fazia parte do grupo de amigos da Scarlet e fora passar as férias em Juneau, no Alasca, esquiando com a família. Que ele era tão apaixonado por Skins quanto eu. Que cursaríamos a aula de Matemática juntos, o que era bom, porque eu detestava matemática e ele disse que me ajudaria. E, o melhor de tudo, que tinha uma banda com os amigos.

Sempre achei incrível a ideia de ter uma banda. Meus pais, por outro lado, nem tanto. Por mais abertos que Lilian e Robert fossem, gostariam de me ver priorizando uma carreira profissional que uma artística. O que era uma droga, porque todos comentavam que eu cantava muito bem — tanto que venci quase todos os shows de talento que participei. Mas paciência, sempre existiria um karaokê para que eu pudesse soltar minha voz e ser ouvida.

Conversar com Scarlet e Mike enquanto eles me davam dicas de "como sobreviver ao inferno que é o ensino médio aqui" — palavras deles — me distraiu tanto que nem percebi quando a escola começou a lotar. Ainda faltavam quinze minutos para o início das aulas quando decidimos sentar e esperar o restante do grupo aparecer. Eu estava tão ansiosa, queria que eles gostassem de mim. Eu era sociável e muito extrovertida, mas não pude evitar morder o lábio e duvidar do que eles pensariam.

Distraída pelos meus próprios pensamentos, fui trazida de volta a realidade quando Scarlet levantou repentinamente dizendo que o Luke, que eu lembrava ser seu melhor amigo, chegou e saiu praticamente correndo para abraçar ele. Eu e Mike nos entreolhamos, rindo de sua atitude. Poucas coisas deixavam essa garota animada de manhã. Levantei meu olhar, o identificando ao ver seu cabelo loiro — detalhe que Scar comentou em uma de nossas conversas — e, assim como Mike, Luke era alto e bonito. Eu estava começando a desconfiar que era algum tipo padrão desse país, como se todas as crianças nascidas nessa época tivessem de ter beleza. Seus olhos eram azuis e ao lado direito de seu lábio inferior havia uma fina argola preta, o deixando ainda mais atraente. Sempre gostei de piercings.

Senti que estava sendo observada e virei minha cabeça um pouco para o lado, querendo enxergar quem estava ao lado de Luke. E, quando nossos olhos se encontraram, percebi que já o conhecia.

Ah não, não acredito que o idiota do elevador estuda aqui!


Notas Finais


Heyyyy, espero que tenha curtido.~
Para que entendam a arquitetura do apartamento, nós nos baseamos totalmente no apê da Mônica de Friends, apenas mudamos a decoração!
Cozinha: https://i.pinimg.com/564x/ba/e4/cb/bae4cb65cca8877065bbb8ae534bfc14.jpg
Sala: https://i.pinimg.com/564x/11/81/50/1181508d47faa4c3ce5c495d301e3652.jpg
Quarto da Katherine: https://i.pinimg.com/564x/19/db/e4/19dbe49c26725662a03a5a3b3b2b5a1e.jpg
Sempre colocaremos os links das imagens aqui no final, mas temos uma pasta no pinterest com todas elas, então nos sigam lá!
Pinterest: https://pin.it/3Mr5BVp
Também temos uma playlist no Spotify onde colocamos todas as músicas da fanfic!
Spotify: https://open.spotify.com/playlist/47iVhPW7rnWI7KP2e2Plt3?si=FqBlRkuYR6WjBzqnQ-MSQw
Até a próxima!
Xx.


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