História Heartbreak Hotel - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Boa tarde a todos, aqui é a Kim. Espero que todos estejam bem.
Muito obrigada por terem confiado em mim, isso significa muito.
O que eu tenho a dizer, primeiramente, é que deveria ser um prólogo, mas eu pensei bastante e Heartbreak Hotel não é esse tipo de fanfic, na verdade ainda estamos nos conhecendo, mas sei que dará tudo certo.
Em segundo lugar, quero dedicar esse primeiro capítulo às cinco pessoas que comentaram me incentivando quando eu disse que voltaria, muito obrigada Pazzo, Staysarangheo, Lew_Pujin, I_am_a_angel e MariMisaki. Muito obrigada também a minha amiga Sami, ela sempre me incentiva. Espero que gostem.
Irei postar toda quarta feira às 18:00.
A capa da fanfic ainda ficará pronta, por favor aguardem por isso.
Obrigada e bem vindo a Heartbreak.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Tudo o que eu sou para você


Verifico rapidamente o horário em meu relógio contente por estar de volta. Embora não tenha sido uma viagem longa e desconfortável, meu coração quis chegar logo. Eu apenas olho em volta com um mínimo, porém sincero, sorriso nos lábios e caminho até a saída do aeroporto. A vista me soa familiar, no entanto estou ciente de que muitas coisas mudaram e meu conhecimento sobre a Coréia se tornara simplista, talvez o suficiente para esquecer o caminho de casa.

Sinto algo úmido tocar minha bochecha e logo está chovendo com tudo. Eu me apresso ao pegar minhas malas e colocá-las no porta mala. Enquanto dirijo para casa seguindo as instruções do GPS, passo por uma escola de Ensino Fundamental, vejo crianças com capas amarelas e galochas coloridas, mães acompanhando seus filhos ao colégio, segurando suas mãos, e dando beijos para se despedirem. Pingos grossos batem no para-brisa, e meus limpadores não acompanham, é como dirigir num lava a jato.

Aumento o aquecedor do carro e digito o número da minha mãe.

-Jin? Onde você está? Está muito longe?

-Não, estou quase chegando.

-Chegando? Por favor especifique. –Ouço-a dar um breve suspiro.

-Dez minutos e estarei ai.

-Por favor não pegue um resfriado, estamos esperando.

Nós nos despedimos e eu volto a me concentrar no trânsito de Seoul.

 

 

_I_

 

 

A chuva está incessante e o barulho dos pingos parecem com ondas de pedras atracando em um enorme monte de latas em meu cérebro. Ergo meu corpo que parece estar mais pesado que o normal e prendo metade do meu cabelo em um coque desajeitado.

Eu olho do outro lado da cama. Uma bandeja repousa sobre o criado mudo. Alcanço o bule, me sirvo de um pouco de chá e dou uns goles vagarosamente, acrescentando o mel orgânico que Eunbyul guarda para fins medicinais. Ela jura que faz bem para tudo. Sua descoberta mais recente são os dentes-de-leão. Ela está sempre em busca de boas fontes de fibra. E diz que isso cura câncer, ou algo assim. Talvez eu só precise só de um pouquinho de maconha. Ouvi dizer que faz bem para náusea.

Um sorriso soprado e uma expressão zombeteira surgem em meu rosto. Sem chance desse tipo de coisa aqui. É a única planta que ela não come. Por sorte ela não viu minha carteira de cigarros que esqueci no banheiro noite passada.

-Você está acordado. Por favor desça. Você sabe que precisa estar aqui. Sua roupa está no mesmo lugar de sempre. –Eunbyul dispara quando ligo para a recepção do hotel. –Você está bem?

-Eu preciso mesmo descer? –Eu pergunto mesmo já sabendo a resposta. –Ainda está cedo. Eu poderia ficar deitado aqui, lagarteando.

-Aigoo, você sabe que odeio te chamar. Por favor, Jungkook. Desça logo está bem? Preciso que me ajude com algo.

Um suspiro de alguém que foi derrotado pelo dever e responsabilidade atravessa meus lábios e eu murmuro que vou me arrumar. Eunbyul desliga.

 

Está uma noite movimentada em Heartbreak. Há pessoas passeando pela recepção, entrando em filas para garantir seu jantar ou sua noite casual. É começo de ano, então, é temporada de traição, como Eunbyul costuma dizer. Casos extraconjugais são planejados para acontecer assim que o natal e ano novo terminam. Não tenho certeza de como essas coisas funcionam, no entanto, essa época do ano o hotel sempre fica lotado, acho que se deve ao fato de que pessoas que traem fazem questão de passar natal e ano novo com suas famílias para que possam trair sem se sentirem tão mal depois. Isso é mesmo possível? Se sentir pouco sujo? Se sentir menos lixo apenas porque fez o mínimo?

Com esse pensamento, vou caminhando até o saguão do hotel me obrigando a seguir em frente. Abordo Eunbyul em pé atrás de um balcão de madeira, na recepção. Ela parece ocupada demais para notar minha aproximação, então eu digo algo.

-Está precisando de ajuda?

-Não, está tudo bem. –Eunbyul entrega uma nota fiscal juntamente com um cartão de crédito para um homem e sorri de modo amistoso. –Obrigada senhor Min. Por favor nos deixe saber caso precise de algo.

O tal senhor Min se afasta com um sorriso simplista e eu acompanho sua figura dissipando-se aos poucos pelo corredor.

-Preciso que vá até o mercado. Eu fiz uma lista. Por favor, Jungkook, compre algo descente para comer, infelizmente não poderei preparar seu jantar hoje. –Ela diz, tomada excessivamente pela suas responsabilidade eminente, para direcionar seu olhar ao meu.

 

Quando eu deixo os limites de Heartbreak para trás, eu começo a me sentir imergido em meus pensamentos, eu continuo concordando com tudo passivamente, afogando-me em águas rasas. Um arrepio involuntário percorre minha espinha quando uma corrente de vento se choca contra o meu corpo e uma melancolia me toma como se nunca tivesse realmente me deixado.

Continue andando, Jungkook.

Uma vez que que desamasso a lista que Eunbyul me dera, começo minha busca pelos corredores do mercado. Eu estou temporariamente tentado pegar o único obentô na prateleira de refrigerados. Provavelmente Eunbyul me reprenderia, nada satisfeita pela alimentação fajuta, no entanto, eu estico meu braço para pegar o obentô e percebo que não sou o único ali a querer o mesmo.

-Oh, você o quer? –Sua voz é morna e rouca, como calda quente em cima de um sorvete ou algo assim. Por alguma razão, eu olho para o lado e encontro-me preso as suas orbes amendoadas, encarando-me atentamente. Leva um momento para eu encontrar minha voz.

-Não, tudo bem, você pode pegar. –Eu retiro meu braço apressadamente, envergonhado, e viro meu corpo rapidamente para o lado oposto ao seu.

-Você está certo disso? Você parecia...-

-Por favor, apenas pegue. –Eu murmuro, descontroladamente.

Há um silêncio que me incomoda e por um momento eu quis olhar para trás.

-Obrigado. –Ouço sua voz mais uma vez, serena. Eu encolho os ombros e lentamente, desejando que passasse despercebido, meu olhar procura algum resquício de sua presença. Pude ver sua franja um pouco grande recair como cascata em seus olhos quando se inclinou um pouco para se despedir.

Eu hesito por alguns segundos, porém, logo despeço-me dele com um breve e ligeiro movimento de cabeça. O barulho de seus passos se distanciando lentamente ecoa em meu cérebro.

Ele foi embora, pare com isso.

Eu dou um suspiro enorme de alívio. Eu não posso entender por que me sinto de tal forma e sacudo a cabeça, franzindo a testa, logo arrastando minha teimosa atenção de volta a tarefa à minha mão.

Enquanto eu apresso meus passos já no estacionamento de Heartbreak, minha mão direita desliza para dentro do meu bolso em busca da carteira de cigarros, consigo pegar um e coloco entre meus lábios e quando estou prestes a acendê-lo, sinto um aperto forte em meu pulso. Meu corpo vacila e eu cambaleio para trás bruscamente.

-Tenho certeza que Eunbyul não ficará contente caso saiba que anda desperdiçando sua saúde desta forma. –Sua voz soa familiar, no entanto, antes que pudesse me lembrar a quem pertence a mesma, são os meus olhos que revelam o dono de tal arrogância.

Senhor Min.

 

-Diga o que quer, senhor Min. –Eu tento puxar meu pulso do desconforto que sua mão me está me proporcionando, porém parece irrelevante. Sua mão pressiona meu pulso ainda mais. Eu trinco o maxilar.

-Eu não tenho tempo, portanto só irei dizer apenas uma vez. Diga que eu estava com você fazendo compras. –Ele diz, arrastando-me. Eu tento me manter firme e luto contra sua força para me puxar para onde quer que seja.

-Eu não tenho que fazer nada, por favor, deixe-me em paz. –Consigo cravar meus pés no chão por alguns segundo. Min faz uma pausa, avaliando minha reação.

-Acho que você não está entendendo. –Por impulso, mantenho os olhos fixos aos dele e me concentro no que tem a dizer. - Apenas faça o que estou mandando e Eunbyul não saberá de nada, de ambas partes, espero.

Respirando o frio da noite no estacionamento me faz perceber o quão patético eu sou. Eunbyul é como uma mãe para mim, sua vida é desperdiçada naquele hotel estúpido e eu sequer agradeço do modo que deveria.

Um sorriso amargo me toma os lábios. Há um modo de agradecer que seja o suficiente por tudo o que ela faz por mim?

Certamente não.

-Eu sei muito bem o que eu vi. Me soltem, olhem nas câmeras e verão. Eu não estou mentindo. –Uma adolescente está aos berros na frente do estacionamento de Heartbreak. Min finalmente me solta e me olha de modo amedrontador. Eu tento entender o que se passa ao meu redor.

-Eu peço que não denigra minha imagem de tal forma. Você provavelmente se confundiu. –A voz de Min soa confiante, como se realmente acreditasse no que está dizendo. Como ele consegue?

-Você está louco? –A garota rosna, parecendo transtornada demais para se importar com os olhares a sua volta e o fato de estar sendo segurada como se fosse um animal selvagem.

-Eu irei tomar medidas cabíveis para que não se intrometa mais onde não lhe convém. –Min diz modo arrogante.

Como um jogo de luzes nas ruas de Tokyo, rápido demais para eu acompanhar, a garota avança em Min, tomada pelo ódio. Meu corpo apenas me trai e eu atinjo o chão em segundos.

-Jungkook, você está bem? –Pude ouvir a voz de Min soar distante.

Abro e fechos olhos lentamente, tentando me manter acordado.

O que está acontecendo?


Notas Finais


Eu ficaria muito grata se comentassem e me dissessem o que acharam, se preciso melhorar em algo. Por favor me deixem saber.
Um abraço e até quarta <3.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...