História Heartbreaker girl - Capítulo 5


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Categorias The Vamps
Personagens Bradley Simpson, Connor Ball, James McVey, Tristan Evans
Tags Alexis Ren, Bradley Simpson, Cindy Kimberly, Connor Ball, James Mcvey, Milie Hannah, The Vamps, Tristan Evans, Troye Sivan
Visualizações 70
Palavras 2.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ MEUS AMORES

Esse capitulo custou uns bons neurônios meus, então espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Want to know what it's like to kiss him


Fanfic / Fanfiction Heartbreaker girl - Capítulo 5 - Want to know what it's like to kiss him

Kayla

As patinhas da Roxy são a primeira coisa que sinto ao acordar, afagando meu rosto de forma carinhosa e ao mesmo tempo pidona.

Tendo consciência da intenção dela, preguiçosamente vou pra cozinha, pegando, no armário debaixo da pia, a ração pela metade e a despejando no potinho colorido. Um vulto branco passa pelos meus pés e logo a pequena come seu café da manhã.

Apoio-me no balcão, observando o pequeno animalzinho enquanto minha mente viaja para os acontecimentos da noite anterior.

Havia passado quase uma hora detalhando o jantar para o Adrien, que não deixava de dar seus comentários a cada frase, apesar disso, as lembranças não perderam sua graça, o jeito como seus olhos focavam somente em mim, a risada contagiante e o quão fofo ficava quando a vergonha acrescentava um vermelho as suas bochechas. Tenho que admitir, Brad me manteve interessada desde o primeiro momento e isso não é algo fácil.

Balanço a cabeça levemente, despertando-me dos meus pensamentos e notando que Roxy já havia terminado seu rango.

A vibração do meu celular confirmou algo que sabia que deveria fazer, me apressar e ir para a Heart Helpers.

*

Como de costume, ao ocorrer o primeiro contanto entre a Heartbreaker e, bem, sua vitima, é necessário um relatório sobre, a reação, os olhares e os mínimos movimentos feitos. Na lógica isso facilita nosso trabalho, já que podemos analisar o que acertamos, erramos e onde devemos melhor no próximo encontro, mas por experiência própria sei que é apenas uma desculpa de Clarissa em tentar controlar tudo e todos.

-Kayla!

Meu nome ecoa no corredor do terceiro andar e ao me vira, deparo-me com sua cabeleira loira á minha frente.

-Hey, Riley

-Hey. Cumprimenta, assoprando uma mecha de cabelo que cai de seu olho para longe. Noto a mancha de café na sua blusa e as olheiras quase engolindo seus olhos. –Eu estou uma merda, não precisa dizer

-Mas não falei nada

-Seu olhar te entregou.

O único lugar em que se escuta mais dedos digitando do que o quinto andar, é o terceiro, repleto por somente cinco sons, o da digitação, lápis escrevendo, palavras sendo apagadas com uma borracha, apontadores e papéis sendo amassados.

É um andar composto por mulheres com óculos de grau, fissuradas na tela da tecnologia como um bando de robôs. 

-Bom dia. As vozes saem em uma perfeita sincronia, fazendo eu e Riley nos entreolharmos e respondermos outro “bom dia” quase inaudível.

-Vim fazer um relatório sobre o primeiro contanto e o primeiro encontro. Explico a uma das mulheres, que gira sua cabeça tão bruscamente quanto eu recuo.

-Porque não veio antes? Quando aconteceu o primeiro contato?

Outro fato sobre essas máquinas com cara de gente: elas são as informantes pessoais de Clarissa, suas puxa saco se preferir.

-Quando aconteceu o primeiro contanto o encontro foi marcado logo em seguida, achei melhor então deixar para vir depois, informando ambos de uma vez só. Digo, sem ser poupada de uma semicerrada de olhos esquisita por parte dela.

-E você? Pergunta, passando sua atenção para a Riley.

-Ah, vim trazer os relatórios do setor de coleta de informações e gerenciamento das redes sociais para serem passados pro sistema.

A robô assente e em um estalar de dedos outra aparece, recolhendo com rapidez os tais relatórios.

-Vou te esperar lá fora. Avisa, encarando o espaço mal iluminado como se fosse uma cena de um filme de terror e de fato, não está muito longe disso.

No terceiro andar, cada relatório é manuscrito e depois passado para o sistema, tratam isso como uma medida de precaução, se o prédio, por exemplo, queimar, os relatórios viram cinzas, mas se mantém no sistema, se der algo no sistema, temos os papéis. De certa forma também torna tudo mais complicado, alguém de cada setor faz um relatório todo o mês, como uma espécie de informação do desempenho dos funcionários, sendo depois entregue pra serem transferidas aos computadores, as heartbreakers, no entanto, ditam os acontecimentos para as formalmente classificadas como espécies de “redatoras”, tendo que escreverem e digitarem o que é falado.

Sentiria pena em circunstâncias diferentes, mas elas realmente parecem gostar de fazer a mesma coisa todos os dias.

*

Não demora para que a escrita seja feita e terminada, sou sucinta nas milhas palavras, descrevo algumas coisas, mas guardo algumas particularidades para mim, como o tique que ele tem em girar o anel, o com a joia preta, em seu dedo.

-Esse é o pior andar desse prédio. Falo á Riley.

-Nem me fale, depois tem gente que reclama do quinto andar. Diz, soltando o cabelo do coque desgrenhado. –Vai falar ou vou ter que dar um jeito de fuçar no seu relatório? Sabendo do que se trata, recapitulo a história pela terceira vez, mas ao contrário do que fiz em meu relatório, incluo as minuciosidades. –Credo, você faz mesmo jus a fama de melhor heartbreaker daqui, ele está na palma da sua mão

-Ok, vamos com calma, Brad é do tipo que se eu não tomar cuidado, posso me iludir achando que tem coisa onde não tem, isso porque ele é como é de natureza, legal e simpático

-Mas ele não gagueja com todo mundo

-Essa é minha vantagem, eu abalo a confiança dele e o deixo nervoso, assim sei que algo ele sente...

-E o que seria, senhorita Kayla?

-Oi para você também, Clarissa. Cumprimento, segurando minha vontade de revirar os olhos.

-Que tipo de sentimento acha que Bradley Simpson está nutrindo por você?

-Se você quiser saber basta perguntar á uma de suas robôs ou bisbilhotar meu relatório recém feito.

Ela solta uma risada irônica.

-Ele confirmou que sente algo?

-Não, mas...

-Então não tem nenhuma prova concreta de que suas presunções são verdadeiras?

-Não é essa a questão

-Isso é exatamente a questão, senhorita Kayla, afinal, não era você que queria provar ser a melhor? A antiga Kayla já teria confirmado algum sentimento no primeiro contato.

Um sorriso de canto de boca é o sinal de sua despedida.

-Kay... -A voz suave da Riley, em uma clara tentativa de me fazer manter a calma, é em vão, a raiva já alastra minhas veias.

Fuço nos meus bolsos e arranco de um deles meu celular.

Me- Acho que encontrei um jeito de te recompensar pela conta paga e aquela bebida grátis da primeira vez

Brad- Quais seus planos, Castillo?

Me- Depende do quão ocupado está

Brad- Me pegou em um bom dia

Brad- Daqui a pouco devo terminar oq tenho para hj

Me- Perfeito

Me- Aparece na minha porta ás 16:30

Me- Oitavo andar, número 24

Me- Vou falar pro porteiro deixar vc subir direto

Brad- Sério

Brad- Quais são seus planos?

Sorrio, imaginando todo tipo de pensamento tomando conta de sua mente nesse exato instante.

Quem disse que não pode se divertir durante o expediente?

Me- Vc sabe usar bem suas mãos?

Brad- Usar pra que???

Me- Cozinhar

Me- Pra que mais seria?

-Você é do mal. Riley diz, rondando seus olhos pelas mensagens em meio de suas risadas.

Brad- Cozinhar, claro

Brad- Eu me viro bem até

Me- Posso tirar proveito disso

Me- Vou te apresentar a uma das maiores delicias chilenas

Brad- Mal posso esperar

Me- Até logo.

*

-Ai meu Deus, vocês vão trepar no balcão da cozinha!

Caio na gargalhada, encarando meu amigo, através da tela do notebook, pasmo com a própria ideia.

-Viajou legal, Adrien. Digo, colocando o doce de leite aos outros ingredientes.

-Eu não duvido. A loira pontua, juntando-se ao lado do Adrien.

-Seu soubesse que essa vídeo chamada era pra vocês suporem onde eu e o Brad poderíamos fazer sexo, eu teria negado

-Você disse “poderíamos”. Wood repete, fazendo aspas com os dedos. –Isso quer dizer que considerou a possibilidade de vocês transarem?

Eles se entreolham e simultaneamente a campainha toca.

-Tenho que ir, tchau!

-Ei! Espe...

A fala deles é cortada por mim ao fechar o notebook, em sequência vou atender a porta.

-Meu look está adequado? Brad pergunta, exibindo o avental que usa.

No meio do tecido, palavras em negrito formam a frase “beije o cozinheiro”.

Foi impossível segurar meu riso.

-Você passou pelo meu porteiro e pelos outros setes andares vestindo isso? Seus olhos desviam os meus e ele faz uma carinha inocente, confirmando minha tese e novamente me fazendo rir.

-O cozinheiro pode entrar? Dou espaço para o moreno passar e enquanto o mesmo analisa meu apartamento, Roxy nota a entrada do Brad, aproximando-se. -Qual o nome dela?

-Roxy. Coloco-me ao lado dele, tendo noção do quão traiçoeira a gatinha pode ser. -Cuidado, ela é meio arisca com desconhecidos. Alerto ao vê-lo se abaixar a altura do animal.

Contrariando-me, Roxy se esfrega na perna dele, não acanhando-se quando a mão do Brad faz um cafuné delicado em sua cabeça.

-Tem certeza que ela é meio arisca? Questiona, pegando-a no colo sem interromper o carinho.

-Acredite, isso nunca aconteceu, quando meu amigo Adrien veio aqui, por pouco ela não meteu as unhas no rosto dele, até hoje ela evita ficar no mesmo cômodo quando ele aparece.

Simpson faz uma careta, parecendo desacreditar.

-Ela se apaixonou por mim então

-Se esse for o caso, Roxy e eu teremos um problema. Falo, observando suas bochechas se avermelharem e um sorriso fofo se formar em seus lábios. –Enfim, está preparado para cozinhar?

-Pode apostar. Lavamos nossas mãos e iniciamos o preparo do doce. –Sabe a receita de cor?

-Sim. Despejo os dois ovos na farinha e faço sinal para que ele coloque a colher com suco de laranja. –Clari... Minha mãe costumava fazer muito para mim quando eu era menor.

Ás vezes sinto saudade de nós duas, as conversas, os filmes assistidos juntas, os doces preparados todo domingo...

-Rosie -Olho para ele, tentando disfarçar minha tristeza.

E então minha visão é interrompida.

Brad joga farinha na minha cara.

Ele vê que eu não estou bem, joga farinha na minha cara e... Me faz rir.

-Esse cozinheiro está muito ousado pro meu gosto. Brinco, puxando a barra de seu avental para limpar meu rosto.

-Ele te fez sentir melhor? Assinto. –A ousadia valeu a pena.

Sorrio em agradecimento e continuamos o preparo dividido com conversas, brincadeiras e uma mini guerra envolvendo os ingrediente, custando assim quase duas horas para um doce comumente preparado em 45 minutos.

Enquanto esperamos esfriar, damos um jeito na bagunça da cozinha e nas patas sujas de farinha da Roxy. Mais 30 minutos são necessários para que finalmente nos sentemos nas cadeiras do balcão pro veredito final.

Pego um chilenito e aproximo-o da boca do Brad, erguendo minhas sobrancelhas na expectativa dele aceitar a iniciativa. Vejo-o morder um pedaço generoso, ainda olhando para mim.

-E então? Pergunto.

-Esse doce deveria ser considerado a quarta maravilha do mundo. Responde, lambendo o resto do doce de leite de seus lábios.

Como o outro pedaço vagarosamente, aproveitando o gostinho da infância e a atenção direcionada a minha boca conforme mastigo.

Sugo o doce de leite escorrido em meus dedos e noto a distância entre meu corpo e o do Brad diminuir.

-Brad...

-Se pedir para eu me afastar, eu me afasto, mas não consigo mais ignorar o fato de que quero isso desde a primeira vez que te vi. Encaro o castanho de suas íris mais escurecido, juntamente com suas pupilas dilatadas. Sua fofura é quase imperceptível comparado ao quão sexy está agora. –Você vai pedir para eu me afastar?

-Não.

Ele sorri, apertando de leve a curva da minha cintura, recuo brevemente, mordendo meu lábio inferior e podendo sentir o frescor de seu hálito em uma tentativa de controlar a respiração descompassada.

Infelizmente, o instante não pendura e o toque do celular preenche o ambiente tomado por um repentino calor.

Seus olhos se fecham e a distância entre nós aumenta.

-Só um minuto. Pede, atendendo com má vontade a ligação. Suspiro e mordo outro chilenito, aguardando sua chamada terminar. –Sinto muito, Rosie, tenho que ir, deu um problema na hora da mixagem em um das músicas e...

-Tudo bem

-Prometo recompensar outro dia

-Brad, está tudo bem.

Ele concorda e eu o acompanho até a porta.

Sem avisos prévios, seus lábios encostam-se no canto da minha boca, depositando um beijo na linha do término dela.

-Mais um e estamos quites. Diz e eu sorrio. –Até logo, Castillo

-Até logo, Simpson.

Apoio minhas costas contra a madeira branca da porta, pousando meu dedo indicador e do meio no lugar que minutos atrás seus lábios exerceram uma leve pressão.

Talvez fosse a proximidade que ficamos, ou a luxúria que vi em seus olhos, mas não posso negar que senti uma curiosa vontade de querer saber como é beijá-lo.


Notas Finais


Enganei vocês diretinho fazendo acharem que ia ter beijo, né? kkkkkkkkkkkkkkkkk, ainda não, segurem o brioco ai.

Até o próximo capítulo.

Bjs-H


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