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História Heartbroken - Capítulo 16


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Notas do Autor


Oiiii gente!
Feliz sabadão com o desenrolar do último cap que estava todo caótico kkkk
Aproveitem!!!!

Capítulo 16 - Querido Ódio...


Assim que a minha consciência voltou, veio junto uma forte dor de cabeça. Ao abrir os olhos vi que estava na sala com a minha mãe em cima de mim.

-Lucy... -Chamei a loira. Vi que a mulher perto de mim fez uma careta ao me ouvir.

-Natsu! Como é que você pode??

Levantei o tronco e senti a dor um pouco mais forte, mas consegui me sentar.

Estávamos em casa. Apenas eu e minha mãe na sala como naquela mesma tarde.

-Que horas são?

-Quase dez da noite. -Respondeu friamente. -Natsu Dragneel. O que aquela porcaria de vídeo que vimos no telão significava?

-Vídeo? -Questionei ainda confuso. E como num flashback, me lembrei de tudo que tinha acontecido antes de desmaiar com o soco que levei. A minha mente imediatamente se concentrou com apenas uma coisa: -LUCY! -A chamei pela segunda vez. -Mãe, onde ela está? Deixou ela com o Jude?

-VOCÊ AINDA TEM A CARA DE PAU DE PERGUNTAR POR ELA??!!? -Elevou drasticamente o tom de voz. Ela se levantou ficando de pé em minha frente e eu encolhi. -NATSU, COMO PODE FAZER AQUILO COM A POBRE MENINA??? VOCÊ DORMIU COM ELA??

-Mãe!

-DORMIU OU NÃO?

Não fui capaz de responder. Naquele ponto eu já não tinha porque mentir. Meu silêncio e a desviada do meu olhar foram o suficiente para ela entender e piorar sua raiva.

-ELA É SUA IRMÃ!!!

-CLARO QUE NÃO! -Refutei. -Eu nunca a vi como uma irmã, nós não temos nenhum laço de sangue!

-NÃO IMPORTA! EU NÃO TE TROUXE AQUI COM O INTUITO DE VOCÊS SEREM UM CASAL! -Continuou gritando. Ela abaixou a cabeça e se aproximou do meu rosto. -Você tem noção, Natsu, do papelão que nossa família passou na frente de toda aquela gente??? O que vão pensar de nós agora? E você sabe que Jude é muito rígido com isso! Como pode iludir a pobrezinha da Lucy sabendo como o pai dela é???

-Mãe, por favor, onde ela está? Eu preciso saber! Prometo não ir lá, eu só quero saber se ela está bem... -Insisti. Ela levantou a sobrancelha em dúvida, mas deu o braço a ceder.

-Jude gritou muito com ela hoje. Pagou um hotel aqui perto pra ela passar a noite e está lá com ela agora.

-Mãe você sabe como o Jude é! Não podemos deixar aquele homem sozinho com ela!!! Ele vai maltrata-la...

-ISSO NÃO TE DIZ RESPEITO! -Gritou me interrompendo. -O jeito que ele educa a filha dele não é meu problema. Agora, Natsu, vai ter que rezar para que eu e Jude tenhamos piedade de você. Eu aturei as suas saídas, suas bebidas, mas agora isso??? Levar Lucy pra cama por puro capricho??? Ah, esse não é o homem que eu criei! Suba pro seu quarto agora e não quero ouvir você saindo de lá!!!

-Mas a Lucy...

-AGORA! -Exigiu.

Eu suspirei me levantando e depois me dirigi a escada como tinha mandado, mas antes parei para perguntar uma última coisa.

-E Michelle?

-Está no quartinho dela. Nem ouse entrar lá. -Respondeu sem olhar para mim.

-Não foi por capricho, tá? Eu amo muito a Luce.

Dito isso eu subi para o meu quarto.

Em outra ocasião eu teria obedecido sem dizer uma palavra. Mas agora se tratava de Lucy.

Parei na frente da porta da Michelle. Dei duas batidas fracas para que apenas ela ouvisse.

-Eu preciso ir atrás da Lucy. Vê se consegue pegar meu celular.

 Só então eu realmente me tranquei no meu quarto.

Michelle era muito esperta. Assim como a irmã, já tinha aprendido as vantagens de parecer boazinha o tempo todo.

Cerca de meia hora depois daquilo meu celular foi passado por de baixo da porta junto a um bilhetinho.

“O meu pai ainda não chegou. Eu estou preocupada com a Lucy. Depois que ver ela, por favor vem me dizer se ela está bem.”

Sorri com a sua letrinha garranchada.

Abri o meu celular imediatamente com mais milhares de mensagens perguntando por mim e Lucy, não só de meus colegas como das amigas da Lucy que também não tinham noticias dela.

Meu primeiro reflexo foi mandar mensagem aos nossos amigos confiáveis. Isso incluía Erza, Gajeel, Levy e Rogue, falando sobre o que tinha acontecido e quase implorando por alguma ajuda de onde Lucy estaria.

Estavam tão preocupados quanto eu. Responderam imediatamente.

“Olha, tem muitos hotéis por ai, mas Jude é sócio do hotel da minha tia.” -Erza comentou.

“ E se ela não estiver lá?”

“Mas em qual andar ela estaria?”

“Não importa. -Escrevi. -Vou procurar lá.”

Eu não era permitido passar pela porta, mas a janela estava aberta.

////

Pular a janela não foi fácil. Doeu um pouco quando cai, tentei ficar de pé mas minhas pernas falharam ao alcançar o chão. Com o endereço do hotel em mãos eu fui para lá prestando atenção em tudo em minha volta para não tombar com o loiro.

No momento eu estava em frente a recepcionista, uma mulher ruiva de óculos, que se recusava em me dar o número do quarto de Lucy.

-Olha, eu sou enteado do Jude Heartfilia, preciso muito falar com a Lucy...

-Senhor, não podemos divulgar informação de nenhum hóspede. -Ela disse com o rosto entediado e olhando para tela de seu computador. -Nem para “enteados de Jude Heartfilia”.

Seu tom de deboche me irritou. Decido, eu retruquei:

-Ao menos me diga se tem uma Lucy Heartfilia hospedada aqui. -Ela me olhou com a mesma cara chata de antes. -Por favor.

Com minha imploração, ela suspirou. Mexeu o mouse de seu aparelho e eu logo olhei para o reflexo do seu óculos. Vi escrito lá a informação refletida do computador: Jude Heartfilia, 7ºandar, quarto 106.

-Tem apenas um Jude Heartfilia aqui.

-Ok. É o suficiente, agradeço.

Fui direto para o elevador. Ao chegar no sétimo andar raciocinei que Jude ainda poderia estar com ela, por isso ao achar o quarto, bati nele freneticamente antes de dizer algo.

-E-eu não preciso de nada, obrigada. -Ouvi sua voz doce.

-Lucy? Está sozinha aí? -Perguntei baixo.

-N-natsu? É você???

-Sim. Abre a porta.

-Não posso, meu pai me trancou aqui.

Grunhi de frustação. Vi uma mulher de uniforme saindo de um dos quartos e presumi trabalha ali.

-Moça, pode nos ajudar? -Ela se aproximou. -Minha namorada perdeu a chave dela. Tem como pegar outra?

-Ah, claro. Volto em um minuto.

-Você está bem? -Perguntei assim que a mulher saiu.

-Estou sim. Como me achou aqui?

-Foi palpite da Erza. Não posso ficar muito tempo, minha mãe me colocou de castigo e é questão de segundos para perceberem que fugi pela janela.

-Você pulou a janela Natsu?

-Não se preocupe. Não machuquei nada.

-Não acredito que pulou a janela pra me ver... -Murmurou com um tom de brincadeira.

-Eu bateria nas portas de todos os hotéis se precisasse. -Admiti. Não era mentira. Eu seria muito capaz disso mesmo. -O que seu pai disse?

Ela ficou quieta por alguns segundos.

-E-ele disse que sabia que eu me comportaria assim em algum momento. Me xingou bastante, vai vender a minha casa de praia. Ele ameaçou me jogar pra fora de casa, mas disse que Grandeeney não concordaria.

-Tudo por causa do vídeo... Eu sinto muito por ter gravado Lucy. Se eu não tivesse inventado aquilo não estaríamos assim agora.

-Não, Natsu, eu amei suas filmagens. Você não filmava nada desde que seu pai partiu e ter voltado a fazer isso por minha causa significou muito pra mim.

Quando pequeno, eu filmava as coisas para ter como lembranças. Depois do meu pai sumir eu decidi que não precisava me lembrar de coisas que poderiam machucar tanto, mas com Lucy era diferente. Confiava nela. E mesmo que nos separássemos um dia, eu não me arrependeria de ter vídeos para lembrar de nós dois.

Fiquei um tempo quieto pensando nisso. Foi quando a mulher voltou com a chave do quarto e eu agradeci.

-Vou abrir. -Anunciei girando a chave na fechadura.

Ao entrar, vi Lucy ainda com sua roupa de torcida. O cabelo solto bagunçado, os olhos vermelhos e inchados de choro.

-Luce... -Murmurei a puxando para um abraço.

Lucy se agarrou em mim imediatamente. Colocou o rosto em meu pescoço e não chorou, como ela sempre fazia, apenas ficou quietinha me apertando forte.

Fechei a porta atrás de nós e a arrastei para a cama de casal que tinha no quarto. Nos jogamos lá sem ela me soltar.

-Eu te amo Lucy. Não importa o que aconteça, vamos ficar juntos. -Prometi puxando a sua mão para agarra-la.

Lucy se separou de mim nesse momento. Olhou fundo nos meus olhos, e sorriu.

-Quando você falou isso mais cedo... Foi incrível porque fazia muito tempo que eu não ouvia. Depois da minha mãe só a Michelle me dizia isso e eu me sentia sozinha. Foi por isso que eu surtei quando Gray disse que só tinha ficado comigo por vingança. Doeu muito...

-Eu sei, eu machuquei nós dois e me arrependo muito. -Falei imediatamente. -Eu imploro seu perdão. Eu realmente amo muito você, não duvide disso.

-Eu sei. -Ela disse colocando a mão em meu rosto. -Eu também te amo.

Nos beijamos. Lucy acariciou a minha língua com a dela carinhosamente e minha mão foi para sua coxa. Ouvi ela gemendo baixinho, já me deixando excitado, e eu virei para beijar seu pescoço.

-Natsu... Não... -Ela murmurou rindo.

-Desculpa. É que não me controlo com você nessa saia... -Expliquei parando com os beijos.

-Jude disse que vai alugar uma casa pra mim do outro lado da cidade. Vou ser transferida e não vou poder te ver nunca mais.

-Duvido que ele consiga nos separar. Eu pulo quantas janelas que tiver pra te ver. -Respondi convicto e a abraçando mais.

Lucy distribuiu alguns beijinhos no meu rosto e eu cheguei a esquecer o caos pelo qual estávamos passando.

-Luce, eu preciso ir. Quanto mais tempo ficar fora mais rápido vão vir aqui.

-Já? -Ela fez um biquinho me vendo levantar.

-Prometo que volto amanhã. -Estendi minha mão com a chave do quarto. -Esconde bem isso. Eu sei que você é muito forte, então vou tentar não me preocupar muito.

Ela se levantou e ficou de joelhos na cama.

-Vou me comportar. Prometo. Toma conta da Michelle pra mim.

-Eu vou. -Respondi a puxando para um último beijo.

Doeu muito deixar ela ali dessa vez.

Era verdade que sabia o quanto Lucy era forte e que ela poderia se virar, mas não queria dizer que não me matava de preocupação. Ainda mais com o louco do seu pai perto dela.

Eu voltei e infelizmente não foi a tempo de entrar despercebido. Minha mãe já tinha dado a minha falta e me esperava na porta de casa com os braços cruzados e a cara nada boa.

-Natsu. Eu não vou nem perguntar onde esteve. -Ela disse friamente. -Jude insistiu em dar uma bronca em você, e eu não aceitei porque achei que ele pegaria pesado demais. Acabo de mudar de ideia. -Ela colocou a mão no meu ombro e eu me arrepiei. -Vai pro escritório dele.

Eu tive muita vontade de responder um “não”. Mas como poderia? Eu temia muito minha mãe, e hoje ela estava mais brava do que eu nunca tinha visto.

Eu passei por ela sem dizer nada. Subi as escadas lembrando que Jude não é, e nem nunca seria meu pai, era só um idiota rico. Eu não abaixaria a cabeça pra ele. O único problema é se o que eu fizer refletir no estado da Lucy.

Bati duas vezes na porta de madeira de seu escritório. Um ano naquela casa e eu nunca tinha entrado ali antes.

-Entre. -Respondeu a voz pesada e grossa.

Abri a porta.

O lugar era arrumadinho. Tinha paredes num laranja claro, duas janelas verticais grandes ao fundo e dois armários fechados nos lados. No meio, a mesa dele, de madeira escura e coberta por papéis e canetas, com apenas um retrato em moldura de Lucy.

-Pode sentar. -Ele se fez presente. Jude já estava sentado em sua cadeira com o cigarro na boca, me fazendo pensar que esse vício da Lucy deveria ser de família.

-Natsu. -Começou depois de eu me sentar. -Há quanto tempo tem deflorado minha filha?

-Deflorado? -Questionei confuso.

-Não sabe o que significa?

-Sei, mas acha que eu deflorei ela?

-Claro. Em vários sentidos. Aquilo que eu vi hoje, foi exibido para a escola toda e metade dos meus contatos, o que acha que vai acontecer agora? -Perguntou irritado.

-Você não vai poder ser mais tão patético quanto já é? -A resposta saiu sem querer. Jude arregalou os olhos e me olhou com muita mais fúria do que a da minha mãe.

-Ouça bem moleque, eu decidi por mim mesmo que não espancaria você como eu quero por respeito a sua mãe, você está me desafiando muito!

-Eu não ligo! -Rebati. -Eu não te devo nada! Pra mim você é só o idiota que a minha mãe teve o azar de ficar!

-QUIETO! -Levantou e bateu as mãos com força na mesa. -O QUE EU NÃO PUDER DESCONTAR EM VOCÊ, EU DESCONTO NA VAGABUNDA DA MINHA FILHA!

Confesso que me encolhi um pouco ao ouvir isso. Não queria que Lucy ficasse machucada, mas não o deixaria xinga-la assim.

-Ela não é vagabunda!

-Ah não??? E o que eu vi hoje naquele telão??? Ela igual uma cadela se esfregando em você e fumando como uma vagabunda. Mas eu não sei porque estou tão surpreso! Ela sempre foi assim! E a mãe dela ainda ajudava, as duas são a minha maior vergonha!

-A Lucy é maravilhosa, muito inteligente e esforçada, se você acha que isso não conta só porque ela namora ou fuma assim como você faz eu também não entendo como pode ser pai dela.

-Lucy é sua irmã! Não tem e nunca vai ter nenhum namoro entre os dois! Disso eu mesmo vou cuidar, vai ser até um favor que fez para mim já que vou poder jogar essa desmiolada para fora de casa.

Eu tive que suspirar pesadamente para me acalmar.

-Já ouvi o bastante. -Declarei me levantando bruscamente. Eu me virei para sair da sala e senti ele segurar o meu braço.

-Onde. Pensa. Que. Vai? -Disse pausadamente.

-Me solte.

-Eu não terminei com você moleque, então trate de... -Ele não pode terminar. Eu devolvi o soco que ele tinha me dado mais cedo.

E agora Lucy???


Notas Finais


Queima cabaré kkkkkk
Gostaram meus amores???
O próximo chega no sábado q vem!
Bjssss


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