História Heartless - Capítulo 21


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi
Visualizações 64
Palavras 9.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - You don't deserve people stupid!


Julgar é algo extremamente delicado, se você tiver coração frio o suficiente as palavras cortantes dirigidas as sua vitima logo você as esqueceram do dia para noite, mas, a pessoa que foi ferida, lembre-se, não importa o quanto a vida dela mude para melhor, ela jamais irá esquecer aquilo.

E quantas vezes os Hyuugas julgaram Hinata? Quantas vezes seus sentimentos foram ignorados? Quantas vezes eles disseram coisas que ela não merecia ouvir? Milhares, e ela suportou palavra por palavra, calada. Neji pensava nisso de segundo em segundo, ele nunca havia pensado no quanto ela sofreu, todas vezes que os pais diziam que ela não podia ver Hanabi, todos os dias que ficou sozinha em Roma, todos os olhares incriminadores jogados nela em cada jantar em cada natal em cada dia que ela tinha direito de ver a família, o rancor vindo da sua própria mãe, o rigidez vinda do próprio pai. Eles foram longe demais, eles foram longe demais e agora ele mesmo se sentia culpado, isso era uma coisa entre ela e Hanabi e mais ninguém, a partir do momento que Hanabi disse “eu já a perdoei” ele já deveria ter começado a brigar pelos direitos de Hinata, e ela gritou, Hanabi berrou e gritou inúmeras vezes que queria ver a irmã novamente, ele é o irmão mais velho, ele tinha que tinha protege-las, jamais deveria ter permitido que chegassem a esse ponto, mesmo que fossem seus próprios pais eles foram longe demais. Hinata nunca se quer teve o direito nem de pedir desculpas, ela já tinha culpa o suficiente carregando nas costas.

Ele estava dentro do carro do cunhado o Audi Sport A9 de Luxo, Sasuke Uchiha foi a primeira pessoa que pensou em procurar, era melhor ele do que seus motorista que provavelmente o denunciaria para seu pai, assim que saiu do hotel atrás da irmã tudo que encontrou fora um motorista sentado confuso no banco solitário, ele havia dito que Hinata saiu chorando do Hotel e ela mesma apanhou o carro e saiu nervosa e com velocidade, bastou para o irmão se apavorar. Ligou para Sasuke e eles começaram a procurar e já eram três horas da tarde, o céu azul claro estava começando a ser coberto pelas nuvens negras e selvagens dando a visão do fim mundo trazida por uma tempestade.

– Sinto muito você perder seu almoço Sasuke – ele disse Neji acomodado no banco de couro daquele carro luxuoso pensando, como uma família como os Uchihas, poderia estar falida e ainda estar esbanjando tanto capital assim – e imagino que também esteja perdendo seu tempo no escritório, você tem um caso de assassinato para defender, sua formatura no mês que vem depende disso.

– Ela é minha noiva Neji – ele disse seco com os olhos focados no transito – que espécie de marido eu seria se não pudesse ajuda-la quando ela mais precisa de mim.

– Fico feliz que pense assim – murmurou o irmão com um sorriso. Por mais que o Hyuugas fossem céticos Neji jamais permitira que sua irmã se casasse com o homem errado, ele era ciumento o suficiente para não permitir isso, e o historia de falência seguido de mentiras, deixava certas suspeitas sobre Sasuke.

– Meu irmão Itachi, sempre me disse que proteger os irmãos mais novos é a principal característica dos irmãos mais velhos.

– Hinata nasceu doente, muito doente, com febre alta e teve de ficar muito tempo internada, ela nos preocupou bastante – confessou Neji com os olhos baixos – quando ela finalmente foi pra casa, eu agradecia por ouvir ela chorar de madrugada fazendo minha mãe acordar para nina-la novamente, e quando ela não chorava eu mesmo ia lá, ver se estava tudo bem.

– Esta vendo? – resmungou Sasuke com um sorriso – característica de irmão mais velho. Já disse isso a ela?

– Não... Nunca...

– Deveria – ele opinou então – Hina esta sempre triste por que acha que ela é um erro mortal na Família Hyuuga, ela acha que todos odeiam ela.

– Ninguém a odeia – explicou Neji, seus olhos prateados se perderam em lembranças remoídas pelo tempo veloz – não, ninguém a odeia. Em nossa casa no Japão há um templo apenas para os ancestrais, eu vi meu pai rezar e agradecer pela vida em cada um dos seus aniversario durante todos esses vinte e três anos, ele sempre diz que ela é a preciosidade da família Hyuuga.

– Então por que a trata assim? – E ai estava uma pergunta que Neji Hyuuga não soube responder – ela quase não toca mais piano, Neji, aliás desde que pisou no Estados Unidos eu não a vi tocar piano nenhuma única vez.

E Neji se calou. Por que simplesmente não é por que uma pessoa esta sempre sorridente, que ela esta realmente feliz.

O I Phone de Sasuke era conectado ao sistema de computador do carro via Bluetooth e no exato instante que o moreno receberá uma mensagem, a mesma fora exibida com clareza na tela.

l Sei onde ela está l

A Lamborghini Reventón prateada passou de alta velocidade pelo carro de Sasuke, que fez o mesmo acelerar acompanhando consideravelmente.

– Quem é? – perguntou Neji então.

– Naruto – respondeu Sasuke com os olhos cerrado e sério.

[...]

Ainda em Nova York, no alto do Hotel Grand Iart, na sala de reuniões isolada na cobertura, a Ordem resolveu se reunir. Naruto Uzumaki era um agente de elite de uma máfia de alta patente essa era a realidade, treinado diretamente pelo próprio fundador da Ordem, ele tinha um talento que ninguém mais tinha e uma ambição que insistia e se esconder no fundo do coração, ele é ousado, frio e perfeccionista. Porém esse mundo sanguinário onde pessoas viviam das cabeças umas das outras, era o mundo que o lado humano de Naruto tentava evitar, ele era sério, cético, completamente ignorante e aventureiro da própria vida, sempre com uma expressão brava no rosto e um jeito carinhoso que escondia de todos, só entrara para Ordem em respeito ao padrinho e só continuava liderando a Ordem em respeito ao padrinho, porém o seu lado humano e lado humano que Jiraya tentou durante anos destruir continuava alí, desde então a Ordem mais parecia que caminhava sozinha, com seus funcionários fazendo o que bem queriam e da maneira que acham melhor para que o negócio prosseguisse enquanto Naruto Uzumaki insistia que fosse solicitado apenas quando fosse muito necessário e ainda que todos tentassem de todas as formas traze-lo mais perto dos negócios Naruto se mostrava muito mais esperto cuidando dos negócios a distancia.

A mesa oval central estava por ordem. Yahiko estava na ponta ele sempre fora o braço direito de Jiraya e agora era o braço direito de Naruto, e vice-presidente da Ordem, ao seu lado Dr. Percy um médico mercenário e calculista também conhecido como diretor de finanças e mestre dos dados secretos da Ordem, os secretos mais obscuros de Jiraya Dr. Percy conhecia, e a frente do mesmo estava Tsunade, legitima esposa e herdeira do próprio marido, ao lado dela Konan a assistente fiel de Naruto, dona de cada um dos seus passos e contatos, a frente dela Kakuzo o tesoureiro, sendo seguido pelos demais agentes, assassinos mercenários especializados e criminosos é claro Nagato, Hidan, Deidara, Sasori e Tobi, que apenas era Tobi e não nada mais além de Tobi, protegido da Ordem e de Jiraya, Kisame não estava presente e ninguém além de Yahiko ou Dr. Percy sabiam o por que. Acho que ninguém imagina que máfias e sociedades criminosas sejam assim, tão bem organizadas quanto uma empresa de verdade ou até mesmo um Estado ou um governo.

O jovem ruivo Yahiko vice-presidente então se levantou-se dando inicio a sessão.

– Akastsuki! – ele disse e os outros levantando as mãos como juramento e compromisso que fizeram durante toda uma vida, sentou-se novamente dando inicio ao debate daquela tarde – Bom já que nosso Mestre Líder, não toma providencias sobre a Ordem, nós mesmos temos que tomar.

– E por onde quer começar Yahiko?! – já murmurou Tsunade com uma pergunta ríspida – Sem Naruto não podemos fazer nada, ele sabe que a Ordem esta bem do jeito que está, ele não vai mudar nada e nem deixar que vocês mudem qualquer coisa.

– Pensei que o plano era fazer ele pensar que estamos com problemas – argumentou logo o mesmo então para a loira – ele tem se aproximar de nós e tem as joias afinal nós precisamos saber onde estão escondidas as jóias...

– Jiraya! – ela o cortou então – nunca confiou esse esconderijo nem a mim, quando confiou a Naruto era mesmo para que vocês nunca ficassem sabendo, ele não vai contar, ele nunca vai revelar onde está.

– Naruto precisa ser mais presente – argumentou Dr. Percy bagunçando seus fios grisalhos confusos – Naruto não pode dar as costas para os próprios negócios, o FBI e Interpol a Cia são sociedades extremamente perigosas, um bom líder que vive nesse mundo protege seus agentes a sua fortuna a sua Ordem.

– Até agora não estamos correndo nenhum perigo – responderá Tsunade então.

– Nenhum perigo? – ele ironizou revoltado – a garota Hyuuga é o que? Faz ideia do poder que a família dela tem? Todos nós vamos parar na cadeira elétrica se ela resolver abrir o bico. O nosso maior inimigo “S” esta completamente desaparecido desde que Naruto mantou três dos seus melhores capangas para o inferno, e o Mestre...

– E o Mestre... – ela afirmou vendo que ele havia se afogado nas próprias palavras.

– Nós temos muitos problemas com o Chefe, e a maior preciosidade da Ordem a herança deixada pelo Mestre Jiraya, ninguém sabe onde esta – assim disse Kakuzo com sabedoria – estamos em uma situação duvidosa, a ordem esta andando sem rumo.

– Como assim andando sem rumo? – perguntou Tsunade – o objetivo de vocês é matar e ganhar dinheiro, vocês não passam de mercenários, Naruto sabe bem de cada fio de cabelo que vocês movimentam, ele não é sonso nenhum um pouco, esqueçam a Hyuuga ele vai arrancar a cabeça de qualquer um que tocar nela, sem falar que já garantiu que ela vai ficar bem quieta e esqueçam a herança também ele nunca vai dizer onde esta.

– O que essa garota interessa tanto para ele?

– É a noiva do melhor amigo dele, e eu imagino que seja o suficiente. Vocês se preocupam demais meus querido – ela salientou por fim.

– Sasuke Uchiha – murmurou Yahiko – outro perigo para nós, e para o passado que você e Jiraya insistem e enterrar, mas agora também não importa mais...

– Não importa mais por que?

Ninguém murmurou uma única palavra, e a grande realidade é que o juramento da Ordem era algo sagrado, a Lei Suprema era digna qualquer um que romper esse juramento com traição ou abandono deveria ter a cabeça arrancada e o corpo junto ao mesmo jogado nas profundezas do oceano, onde nem o Titanic poderia ser encontrado.

Tsunade se arrepiou de cima a baixo por imagina o corpo do seu mais amado protegido se perdendo na escuridão das aguas, aquela conversa estava muito estranha e ela não queria imaginar que eles estavam cogitando tal situação. Como Jiraya era sanguinário. O repudiava por isso.

Ela se levantou-se e opôs a todos eles.

– Naruto é ausente, ele não está acostumado com esse mundo, ele pode ter muitas características de Jiraya, mas ele não é nenhum sanguinário – assim ela começou a dizer – nós temos 29 agentes separados no mundo inteiro e uma conta na Suíça ilimitada a qualquer recurso que precisarmos, o arsenal mais poderoso da América e provavelmente depois de tudo que fizemos somos a Ordem mais influente, ele só tem 23 anos, mas não é nenhum idiota, ele sabe que o que esta acontecendo, eu posso dizer com toda a segurança que ele é mais presente do que vocês imaginam que ele seja, e eu sugiro de coração que não pensem em subestima-lo, Naruto não vai poupar sangue de ninguém se for necessário.

– O que quer dizer com isso? – finalmente Hidan havia se interessado pela conversa.

– Essa pergunta é minha caro Hidan...afinal a história de vocês esta muito duvidosa para mim, a “Noruega” não esta ajudando o suficiente? Ele manda vocês fazerem serviços as escondidas e não paga por isso? – ela ironizou fazendo Yahiko cerrar os olhos.

– Para Naruto a “Noruega” não existe! – ele revidou.

– Mas para nós existe! – ela o encarou com fúria – e não vai demorar muito para que ele comece a desconfiar, vocês o estão subestimando com a ausência dele, mas repito ele esta mais presente do que vocês imaginam.

– Sabemos que ele é perigoso Sra. Tsunade – argumentou Sasori – e talvez exatamente por isso a sua influencia com conosco seja tão importante.

– E onde ele esta agora? – perguntou Deidara.

– Konan – ordenou Dr. Percy.

– Esta com o melhor amigo Sasuke – ela responderá então – você é o jantar de noivado entre as famílias e Mestre Naruto como padrinho deve estar presente.

– Na verdade – começou Tsunade – o jantar entre famílias foi cancelado, parece que a garota Hyuuga, teve um problema com os pais e Sasuke vai fazer um jantar apenas entre os amigos assim por que não quer que ela fique sozinha.

– Isso não nos interessa – murmurou Sasori finalmente.

– Interessa! Logico que interessa! Afinal esse encontro, Uchihas Hyuugas e Naruto pode ser mortal – explicou Dr. Percy com os dedos entrelaçados.

– Não é mortal a treze anos, por favor! – ela pediu então – vocês passaram trezes anos amolando a cabeça de Jiraya e nunca aconteceu nada, não venham começar a encher a minha!

– Na verdade Sra. Tsunade – começou Dr. Percy – aconteceu...

Ela não respondeu, e no mesmo instante um silencio pairou na mesa de reunião enquanto todos olhavam o homem que desafiou a curiosidade da sua Senhora o que olhava vidrado.

– Percy... – repreendeu Yahiko, mas não em um tom ameaçador, apenas num tom de que deveria tomar cuidado nas palavras a serem usadas.

Dr. Percy abaixou-se pegando um conteúdo em sua pasta fundamental em sua vida onde todas as relações da Ordem eram contidas.

– Sabe Sra. Tsunade... “Noruega” não queria que a gente se contasse – ele disse relutante vendo a fera loira franzir o cenho suavemente – mas, tanto ele quando você, são nossos Senhores, nós pertencemos a vocês...

– Desembucha idiota!

– Bom a essa hora Kushina Namizakaze...

– Kushina Uzumaki – ela o corrigiu.

– Kushina Uzumaki, perdão, bom ela deve ter acabado de chegar em Nova York.

[...]

Agora eram cinco da tarde e já fazia alguns consideráveis minutos que havia começado a chover. Virado os carros na terceira colina na estrada de terra agora cheia de lama que dava diretamente o mirante mais bonito de Nova York, muito além do Rio Hudson, Naruto sendo seguido por Sasuke finalmente puderam enxergar a BMW que sempre era dirigida pelo motorista de Hinata. Era o lugar preferido de Naruto, e ele havia confiado aquele lugar a ela, tão distante, tão desconhecido, tão longe, sem falar que no dia que haviam ido lá depois da boate ao admirar a mais estupenda Nova York de longe e havia ficado mundo mais do encantada. Ela havia se identificado.

Então ele sabia que ela só podia estar lá.

Os pneus do Audi A9 de Sasuke derraparam a medida que freavam a lama e Neji saltou do mesmo em um instante, Hinata era estritamente proibida de dirigir em qualquer lugar pelo próprio pai e considerando que já haviam problemas demais ele não queria ter que ligar para Hiashi para contar que ela havia sumido com o carro de seu motorista.

Ele rodeou o carro inusitado e abriu a porta do banco de motorista com velocidade sendo que Sasuke estava exatamente logo atrás de si. E lá estava ela, sentada no banco do motorista como uma estatua, imóvel olhando a imagem que abençoava os seus olhos do céu chuvoso daquela tarde com trovadas sob aquela cidade divina nem a Estatua da Liberdade escapava.

– Hina – Neji a chamou, mas velocidade seu ombro desviou de seu toque, o rosto da irmã estava pálido e inchado com certeza ela havia chorado muito – Hinata!

– Não chegue perto de mim – ela murmurou com certeza olhando com olhos assassinos que obrigou os pensamentos de Neji a sentirem medo.

– Hinata deixa eu te levar para casa.

– Não me toque! – ela exaltou-se evitando seu toque.

– Para com isso Hinata.

– FICA LONGE DE MIM! – afirmou perdendo a cabeça, do que deixou o irmão mais velho completamente pasmo com a sua situação, ele nunca havia nesse estado, Hinata era sempre tão sorridente sempre tão feliz, nunca a virá abalada, e nessas horas que sentiu ver as rachaduras na sua mascara de felicidade – VOCÊ ME ENGANOU! LONGE DE MIM!

Ela fugiu para o banco do passageiro, atravessando o carro velozmente, com os olhos marejados por lagrimas que não hesitaram em nenhum momento em escorrer amargamente, sua expressão pálida e nervosa estava começando a deixar Neji preocupado, ela estava completamente, assustada e transtornada.

– VÁ EMBORA! – ela berrou chorosa mais uma vez, quando a porta do banco do passageiro finalmente fora aberta, a vento gélido e a chuva a tocara consideravelmente e Naruto com toda sua arrogância e selvageria, fez algo que provavelmente ninguém acreditaria a menos que visse com os próprios olhos.

Ele a abraçou, a envolveu com toda a ternura e carinho que poderia ter, e ela não se assustou e nem hesitou, ela já conhecia o seu calor, deixou seu corpo ser evolvido se afundando no peitoral másculo cuja a camisa molhada grudava na pele, ela sabia que ele, Naruto. E em toda sua inocência ela sabia que ele pedia com um simples abraço para ela ter calma, e como sempre ele a entendia. Como ele conseguia entende-la? Algumas coisas, algumas horas não faziam o menor sentido. Ele a arrancou daquele carro com uma única puxada pela cintura, deixando a chuva banhar a pele clara, as mãos pequenas como uma felina agarraram sua camisa molhada e ela desabou a chorar mais ainda, porém agora já não era mais de desespero, era de consolo.

– Eles me enganaram Naruto – ela soluçou chorosa sem nenhum receio como se Neji e Sasuke nem estivessem mais ali – eles só querem se livrar de mim.

E como poderia Naruto não sentir a sua dor? Apesar de ser o homem mais ignorante e frio do mundo como seu padrinho sempre fora, Naruto tinha a alma que ele não tinha, assim Tsunade sempre dizia, ele não se lembrava do passado, mas sabia o que era ser abandonado pela própria família. E Hinata aquela pequena mulher, cheia de vida de astucia e principalmente de ousadia que misturava divinamente com alegria, aquela mulher excitante, surpreendente, não era essa mulher que via agora, em seu choro engasgado percebia o som triste e amargo tão doloroso até mesmo para ele. Os Hyuugas estavam envenenando uma grande preciosidade com palavras sujas. Ele a abraçou forte agora em conforto singelo sem dizer uma única palavra apenas deitou-se em seu ombro magro e fechou os olhos azuis, não havia palavras para dizer agora, apenas sentimentos, os sentimentos dela que estavam tão machucados.

– Hina... – Neji tentou mais uma vez e Hinata se sentira tão traída que não aguentava mais ver a voz do mesmo, e ela também não queria encara-lo. Ela cambaleou sentiu as próprias falharem desapontadas e tinha sorte de Naruto segura-la.

– Me tira daqui – ela sussurrou em seu ouvido, e ele não era o tipo de homem que não atenderia o seu pedido. A envolveu em um braço e a apanhou em seu colo a levou para dentro do seu carro, colocou a confortavelmente no banco do passageiro onde a mesma se encolheu em destreza.

Fechou a porta e deu a volta no carro caminhando na chuva molhada da tarde indo ao encontro então e Neji e Sasuke que apenas assistiam.

– Para onde vai levar minha irmã? – perguntou Neji de primeira.

– Ela esta de cabeça quente – o loiro respondeu calmo e sério – eu a levarei a onde ela quiser ir, apenas isso e nada mais.

– Espero que nos avise.

– Eu não avisarei não Hyuuga – ele respondeu mais sério ainda – esta vendo o que ela esta passando? Você acha que ela merece isso? Eu realmente acho que ela não merece.

– O que? Ela é irmã...

– Eu duvido que ela precise da família agora – e antes mesmo o moreno respondesse Naruto virou o corpo para o melhor amigo – eu levo ela para você hoje a noite.

Sasuke assentiu com a cabeça e Naruto se afastou em direção ao carro, o melhor amigo e noivo dela era a única pessoa a qual devia satisfação, ele entrou no mesmo e ligou o motor engatou a marcha ré e saiu em arrancada com uma manobra perigosa para virar o veiculo.

Enquanto Neji voltava para dentro do carro do cunhado indignado e pela primeira sem palavras para se impor ou reclamar, Sasuke permaneceu ali mais alguns minutos, sem se importar com a chuva, olhando as lanternas do carro do melhor amigo sumirem na chuva, seus olhos ônix cerraram de maneira duvidosa enquanto pensava na situação que acabara de presenciar.

Naruto e Hinata...

– Sasuke! Eu não tenho o dia todo – berrou Neji de dentro do carro já fazendo o Uchiha endireitar os próprios pensamentos, e assim e voltou rapidamente para dentro do próprio carro, onde Neji suspirava mexendo no seu telefone celular.

– Negócios? – perguntou Sasuke adentrando-se no carro iniciando uma conversar.

– Eu ia para uma exploração no Himalaia depois do jantar de noivado – ele explicou – mas vou mandar a equipe ir sem mim, eu não posso deixar Hinata sozinha aqui nessas horas, e com meus pais na cidade.

– Uma hora ela vai pedir para falar com você – afirmou com certeza ligando o carro – escolha bem seu lado, caro cunhado, Hinata é cheia de planos e caprichos ela não vai deixar barato para ninguém.

– Eu sei, eu a conheço bem, e tomara que eu escolha o lado dela.

– É o mais sensato na minha opinião.

– E quem é esse loiro idiota? – perguntou desligando o telefone agora – eu não falei nada por que... Hinata... bom...

– Você esta se sentindo culpado – respondeu o moreno Uchiha então – estou percebendo isso nos seus olhos desde o inicio da tarde. E não se preocupe com Naruto, ele sabe o que faz.

[...]

Hemiko Hyuuga do seu apartamento no Hotel onde admirava a chuva densa e cada minuto mais forte começava a cair na cidade movimentada e caótica que era Nova York, um defeito que não a impedia de ser uma cidade linda. Queria voltar para Tóquio.

Já não gostava muito de viajar, e quando viajava queria voltar rapidamente, Hemiko veio de uma família refinada cuja fora prendada a ser esposa e nada mais que uma esposa, ou seja ela nasceu para ser escolhida por um bom homem e fora escolhida ainda no colégio por Hiashi, sua função sua única função era manter a casa e vida dos futuros herdeiros em ordem, e por isso não gostava de se distanciar, odiava simplesmente odiava aquela sensação abutre de não saber o que Hanabi, sua tão pequena e frágil Hanabi, estava fazendo.

E enquanto ela não tinha nada fazer, Hiashi estava na sala ao lado, com a sua assistente e seus advogados que vinte quatro horas ficavam resolvendo coisas da empresa, ela não ligava, a sua mania de ser 100% presente aos negócios da empresa foi o que o levou a ser tão poderoso e tão bem sucedido como é hoje, sempre fora um bom homem, bom pai, bom líder, e tudo que fazer era para o bem da Família e da Empresa, não havia nada de errado em proteger uma tradição pelo qual uma família zelou perante tantos anos, não havia nada errado em proteger o seu legado. Os Hyuugas por anos protegeram as tradições e bons costumes, todos os Hyuugas, e Hiashi como líder era o que mais deveria fazer isso.

Por que? Por que simplesmente Hinata não entendia isso?

As portas da sala lateral onde Hiashi fazia suas reuniões se abriram então, a os primeiros a sair foram a assistente sendo seguida pelos advogados, todos em silencio como sempre, Hemiko não deixou de notar os passaportes na mão de um deles, logo o marido mandou todos voltarem para o Japão. Os invejou.

Hiashi saiu logo em seguida, de trajes comuns para tarde, a camisa por cima do pulôver a calça social e olhos cabelos amarrado singelamente, ele estava soltando a fumaça a ultima tragada do seu charuto, e ele sabia que ela odiava aquele cheio horrível, mas Hemiko nada disse vendo a expressão do marido que estava séria e ríspida, ele amaçou a ponta no cinzeiro e virou o restante do whisky para dentro da garganta.

– Você vai sair? – ela perguntou então.

– Vou – ele respondeu cético – Fugaku conhece um clube de poker, já que Sasuke cancelou o jantar de hoje, talvez seja bom, um Martini, uns charutos, apostar um dinheiro, esfriar um pouco a cabeça – ele apanhou a maleta e as chaves do carro, pronto ele mesmo iria dirigindo o que a deixou mais intrigada.

– Você esta me evitando? – ela perguntou antes que ele tocasse na maçaneta – que tipo de clube de poker é esse?

– É um clube de poker descente – respondeu ainda de costas com voz grossa a aspera – afinal eu sou um Hyuuga e mantenho minhas tradições, não acredito que esta insinuando o que eu estou pensando.

– Então por que não olha para mim? – cuspiu a pergunta o que o deixou irritado.

E assim como ela desejou Hiashi se virou para encara-la.

– Olhe para você! – ele disse sorrindo cinicamente e claro que ele estava profundamente irritado, com ela, com a vida, com tudo – quando eu vi você pela primeira vez, eu pensei, perfeita, ela é perfeita, foi a razão pela qual eu me apaixonei por você e a razão pela qual sou apaixonado até hoje.

– Eu sou perfeita...

– A sua função! – ele elevou a voz a interrompendo – a sua função era manter essa família em ordem, a sua função era cuidar da casa e dos filhos, a sua função era manter tudo perfeito da maneira que você sempre foi e olha só onde nós estamos hoje: O meu primogénito vai se casar com uma feirante a minha princesa do meio vai ser deserdada e ela me da mais trabalho que todas as Empresas Hyuugas juntas! E a consequência disso... a minha filha caçula é uma aleijada!

– Esta me culpando?

– A culpa sempre foi sua!

Foram as palavras mais dolorosas que ela pode ouvir do marido, enquanto ele saia e a deixava sozinha com os próprios pensamentos, essa mania do ser humano e sempre culparem os outros e esquecerem de si mesmos.

E Hemiko já estava culpando uma outra pessoa nesse momento.

[...]

Sete e meia da noite e a noite estava apenas começando. Do alto de uma das torres mais altas de Nova York Hinata via as nuvens que despejavam agua por toda a cidade ficar cada vez mais escuras. Ela estava na cobertura de Naruto, estava no que ele mesmo chamava de sala intima, apenas sob a luz amendoada no abajur lateral, e ela ficava entre a sua sala de visitas exuberante e a sala de entretenimento, parecia mais uma sala de apreciar suas presas, com certeza varias mulheres sentaram ali mesmo onde ela estava e repudiou a situação por si só e para si mesma, sentada no sofá de couro creme retrate-o que dava vista para a imensa parede de vidro de onde aquela cidade incrível derretia em seus olhos perolados e agora mais tristes do que nunca, era uma vista em tanto, com certeza a mais bonita que já vira. Seu longo vestido que demorou horas para escolher estava na secadora enquanto ela trajava o roupão emprestado pelo loiro, era intrigante ele ter um roupão feminino naquele apartamento onde morava sozinho, era o tipo de homem bem precavido ela não sabia se isso era ruim ou péssimo, e balançou a cabeça livrando-se daqueles pensamentos absurdos, como se seus próprios problemas já não fossem grandes o suficiente, lembrou-se de não se importar com a vida que o Uzumaki levava, não era da conta dela mesmo. Então sua mente foi bombardeada por lembranças que surgiram de maneira involuntária já que apagar a memoria ainda era impossível. A mãe asquerosa o pai rigoroso, o irmão intimidador, o acidente, e olhares de ódio e culpa por toda a parte, a distancia, a saudade, e o fato de nunca poder olhar nos olhos de Hanabi de pedir perdão, sozinha por tanto tempo, um casamento com quem não ama, e por fiz a deserdação. Mas seria possível que nada jamais seria certo e confortável? Será que jamais iria se sentir bem consigo com o que fazia e com a própria vida? Sempre se considerou feliz, mas nunca achava que era realmente feliz? Ela parecia tão, errada, o tempo todo.

Nem notou as lagrimas inundarem seu rosto novamente e escorrem pela pele delicada desiluda de si mesma.

A porta grossa e comprida correu no movimento de que alguém a abrirá, e assim Naruto finalmente apareceu, apenas de calça de moletom cinza agarrada as suas coxas, e nada mais o peito nu e definido e os cabelos loiros ainda um tanto molhados, nas suas mãos uma xicara meiga e amarela com chocolate quente e chantilly, ela limpou o rosto e desviou o olhar daquela perdição.

– Sei que esta triste – ele disse com os severos, estava bravo estava muito bravo, ela não merecia isso – eu sinto muito por tudo isso.

Estendeu a xicara a ela.

– Não precisa obrigada – ela respondeu como um deleite.

– Olha eu não faço chocolate quente para qualquer uma, então toma logo! – rigoroso e com um sorriso cínico com lábios quentes e divinos.

– Ta bom – ela disse o apanhando, rendida.

Naruto sentou-se em uma das poltronas de frente para ela, e ele estava mais sério do que já acostumava ser, e era nesses instantes que ela se lembrava do tiroteio e do assassino que ele era. Naruto Uzumaki não era apenas, indecifrável, arrogante, cético e rígido, agora ele também era o máximo de mistério que poderia ser, pelo menos para ela. Ele fechou os olhos descansando a própria mente, enquanto Hinata bebia seu chocolate quente vagarosamente e estava delicioso, deveria ser por que fora feito tão gentilmente, quem diria, ele um chocolateiro.

Tentou esquecer um pouco o fato dele ser um assassino e ficou ali o admirando sem conseguir encarar seus olhos fechados por que estavam imaculados, e pensou em tudo que passaram nesses meses que ela esteve em Nova York.

– Faz meses que não vejo você fumando... – ela tentou, lembrando-se do dia que pela primeira vez o beijou.

– Não vou fumar perto de você – respondeu sério – eu sei que você não gosta.

– Desde quando você se importa? – ela perguntou ousadamente.

– Essa conversa não vai fazer você esquecer seus problemas – murmurou então inflando o tórax másculo e permanecendo de olhos fechados, Hinata abaixou a cabeça desanimada e descontente.

Por que ele tinha que ser sempre assim?

Deixou então que ele conversasse com os próprios pensamentos. Mas o silencio entre os dois não durou mais de cinco minutos.

– Eu estava com o Sasuke na hora que seu irmão ligou para ele – começou a explicar para ela então tranquilamente – sinto muito Hinata, ninguém deveria ser tratado assim pela sua própria família, principalmente você.

– Eles não me querem por perto – ela disse com os olhos baixos.

– É como eu disse já uma vez – ele disse então abrindo os olhos, que pareciam ainda mais azuis que o de costume, a obrigando como sempre a mergulhar na imensidão azul que mais parecia o oceano safira – os Hyuugas não fazem ideia, estão perdendo a sua joia mais preciosa.

– Você não sabe o que diz.

– Eu sei bem o que eu digo – ele disse saliente vendo ela desviar o olhar novamente, ela se recusava a acreditar em qualquer coisa que dissesse.

Ele levantou-se então, e virou-se para a parede de vidro que banhava seus olhos com a vista mais bonita da cidade fazendo seu corpo ficaram de costas para ela, era impossível não admirar aquela cena divina, os olhos perolados ,chega, paralisaram, ele suspirou encarando os arranha-céus perdidos na vista em meio a neblina que estava se formando no alto, e logo em seguida sua musculatura relaxou.

– Você é única – ele disse a surpreendendo, virando seu rosto a tempo de encarar os olhos perolados esbugalhados por tamanha afirmação – você é gentil, inteligente, é boa, você é engraçada, e tem um sorriso surpreendente, você é linda, e é única, nunca, jamais se esqueça isso.

– O-oque? – gaguejou com voz fraca e odiou por isso.

– Sei que os Hyuugas são difíceis, e tudo que você quer é ser aceita – ele gesticulou então – mas não posso deixar alguém como você se rebaixe assim ao nível deles, eles enfiam um monte de coisas na sua cabeça quando na verdade não é verdade, então, não acredite neles, você é incrível e digna de todo amor que quiser ter, você nunca é de menos ou demais, eu acho você o suficiente.

– Para de falar assim...

– Estou dizendo algo de errado?

– Eles me conhecem a uma vida inteira Naruto, eu cresci no meio deles, eles sabe como eu sou do primeiro fio de cabelo até a ponta dos dedos – começou a ficar ríspida e com o tom áspero os olhos novamente cheio de lagrimas, irritada querendo fazer ele acreditar que estava errado.

Mas Naruto Uzumaki não se convencia assim tão fácil.

– Você é uma pérola – ele sibilou a surpreendendo com o seu insistir, Naruto deu alguns passos próximos a ela – e por isso você é tão preciosa. Os Hyuugas tem olhos brancos, prateados, desafiadores orgulhosos e sei lá mais o que, mas você, não, você não, você nasceu com os olhos perolados mais gentis que eu já vi na vida.

– Aposto que foram os primeiros olhos perolados que você viu na sua vida – claro por que era característica exclusiva dos Hyuugas. Ela começara a se levantar prevendo que aquela conversa seria longe.

– E mesmo assim não deixou de me surpreender e nenhum instante – e assim a surpreendeu novamente e nem mesmo sabia onde queria chegar com aquela conversa, mas um sorriso um sorriso era tudo que ele esperava nesse momento, e não sabia o por que mas odiava ver ela assim, tão frágil e triste – acredite Hyuuga você vale mais do que pode imaginar, independe de quem você pensa que é, independente de quem você é.

– Para de falar como se me conhecesse! – ela murmurou brava novamente e Naruto respondeu suspirante com um sorriso sem dentes, esse era o escudo dela, era acreditar que eles estavam certos, acreditar que era toda errada, se conformar, para se não machucar mais.

– Você ama sua vida Hinata – continuou tranquilo – eu vejo isso, e o fato é que você não deveria se olhar no espelho todos os dias achando que a sua vida esta caindo aos pedaços, que o você é o erro na vida das pessoas a sua volta.

– Para...

– Para de pensar com eles – deu mais alguns passos para perto dela – você não tem ser assim...

– PARA! – ela berrou perdendo a cabeça – VOCÊ NÃO ME CONHEÇE, VOCÊ NÃO SABE O QUE EU FIZ, VOCÊ...VOCÊ....

Ela se perdeu nas próprias palavras.

– Nem diga que eu não importo – rebateu percebendo seus pensamentos – por que eu não me importasse eu não teria se levado para almoçar, eu não teria te levado naquele lugar, eu não ido com você nos lugares que você precisava ir, eu não teria ido atrás de você quando você saiu a pé daquela boate, eu não teria conversado com você quando você mais precisava e nem teria ido te ver no meio de uma tempestade, eu não teria te trazido aqui hoje se eu não me importasse, e acredite você já notou isso, geralmente eu não me importo.

– Então por que se importa?! – o fuzilou furiosamente com seu olhar gentil e mais uma vez uma cena cortante por estarem cheios de lagrimas – POR QUE VOCÊ SE IMPORTA NARUTO? NINGUÉM NUNCA SE IMPORTOU, VOCÊ ME CONHECE SÓ A ALGUNS MESES POR QUE VOCÊ SE IMPOR...

– POR QUE SIM! – ele berrou com as mãos fortes quase a machucando segurando em seus pequenos braços – olha para você! E pense em tudo que eu já te disse, você é preciosa Hinata, e não merece nada disso.

Ele a abraçou forte então, a enterrando em seu peitoral quente, seus dedos firmes foram enterrados nos fios azulados e compridos tão macios quanto ele se lembrava que eram.

Hinata sentiu as lagrimas escorrerem de seu rosto, não se lembrava de ninguém mais gentil que ele na sua vida, e estava feliz por tê-lo por perto, pela primeira vez ela se sentia bem com ele por perto, e sem medo, ou duvidas, se ele fosse um assassino era o assassino mais heroico que já existiu.

Naruto suspirou

– Naruto...

– Você é capaz, é forte, é impressionante – ele gesticulou a cortando – as mulheres que mais fizeram história no mundo Joana, Tereza, Maria, Ruth, eu penso nelas quando olho pra você, você é como elas tem uma capacidade imensa de mudar o mundo.

Hinata nada fez e nada disse, ele se afastou pousando as duas mãos em seu rosto primoroso, enxugando as lagrimas que mais caiam como enxurrada.

– Você vai mudar os Hyuugas Hinata, assim como elas mudaram o mundo, pode até ir mais longe do que elas jamais foram – ele continuou a dizer fixando os olhos azuis profundo que lembravam tanto o mar que era tão apaixonada – por que você tem o espirito delas, não é nada fraca, então não mande eu aceitar que eles estão certos por que não estão, você não merece isso, você não merece nada disso, você...você é maravilhosa.

Os dois ficaram ali, tão próximos assim como a respiração que podia ser sentia assim como os ventos que ruíam as paredes baixinho, perolas divinas e gentis encaram o azul profundo e sábado e Naruto não tinha a menor ideia o que era aquela sensação que ela causava, apenas, apenas ficava indignada por que ela era a pessoa mais extraordinária e deveria ser tratada extraordinariamente, tão linda, por que a vida tinha que ser tão cruel com ela?

– A realidade é que você merece alguém que de a vida por você. – e agora falou pensando no melhor amigo, e não estava nada confuso ou louco, olhando para ela daquela maneira só pensava no quanto ele não a merecia.

Pronto.

A mente de Hinata pausou no ar em meio aquela frase. Por que afinal de contas ele estava dizendo isso? Talvez nem força divina conseguisse responder.

E Naruto mergulhado nos seus olhos perolados não pensou duas vezes e a beijou.

Como sempre ele não era nada delicado e como sempre havia uma fervura indomável, sua língua pediu passagem bruta entre seus lábios que cederam no mesmo instante graças a vontade que ele tinha de querer fazê-la se sentir bem. Suas mãos cerraram até a sua cintura com um certo gingado perfeito e calculista, colando então os corpos quentes, com a outra mão grudou em sua nuca delicada mas sem deixar de sentir que Hinata estava tão ousada quanto ele, suas pequenas mãos grudavam em seu ombro. Ela gemeu entre beijos e isso o deixou um tanto excitado por mais que tenha sido uma reação involuntária.

O beijo então se tornou mais quente, e mais uma vez, Naruto não era nada doce e tão pouco gentil, ele só era, emocionante e completamente irresistível.

É, talvez essa fosse a palavra que ela procurava durante tantos meses devido a sua tamanha ousadia, afinal fora ela que começou a dar encima dele.

Hinata arfou delirante e entre beijos ainda sentindo suas mãos subirem pelas coxas passarem perversamente pela sua intimidade subindo a barriga até chegar em seus seios vastos e fartos.

Ele puxou o cordão de seda do roupão que no mesmo instante deslizou pela pele delicada, quase como um papel indo de encontro ao chão, Hinata era inevitavelmente sensual. E ela não se preocupou nem um pouco em se controlar, mandou a sanidade para o próprio inferno, pois Naruto além de exuberante e compreensivo, era intenso e não se esquecia irresistível. Foi a vez de ela beija-lo e como ela foi voraz agarrando seus lábios tão intensos de maneira provocante.

– Deliciosos – ele disse sibilando juntando seus peitos fartos em caricias, se preparando para abocanha-los.

O celular tocou.

E o nome de Uchiha Sasuke apareceu na bina, alguém queria sua noiva de volta.

– Pode ir na lavanderia aposto que suas roupas estão secas – ele murmurou como se tudo aquilo não tivesse significado nada, como se nada tivesse acontecido, talvez fosse por que ela ainda era a noiva do melhor amigo, ou talvez não, assim Hinata apenas murchou um suspirou em angustia.

Para ela havia significado muito.

Mesmo seu corpo ardendo em brasa ela ignorou os próprios sentimentos saindo da sala e indo em direção a lavanderia, deixou Naruto sozinho para atender o telefone, fingiu ser fria como ele pois sabia que ela querer alguma satisfação não melhoraria nada em nada. Ele era cético demais e até onde ela sabia não era o tipo de homem que se apaixonava, não definitivamente não era.

Sua vida ou seja, era um desgraça, talvez o único homem que a havia feito se sentir realmente maravilhosa jamais iria querer nada consigo, o único homem que havia feito algo diferente na sua vida se só se importou com seu sorriso sua vida seus sentimentos, nunca iria quere-la de verdade.

Martelou os próprios sentimentos, pensando nos que estava pensando. Ela não poderia mesmo se ele quisesse, mesmo se eles pudessem.

Era a noiva do Uchiha.

Mas Naruto...

Ouviu o coração, então acelerar.

...

– Vamos logo Hinata – ele a chamou e Hinata saiu da lavanderia analisando se nenhuma parte da sua roupa estava amarrotada, sem falar que teria que chegar em casa e se trocar logo Naruto estava até que certo em apressa-la. Sasuke não queria que ela se isolasse, na sua opinião ela já passara tempo mais que suficiente sozinha, então cancelou o jantar com a família e resolveu reunir os amigos na sua casa.

E assim que ela deu de vista com ele saindo da lavanderia se surpreendeu de como ele se arrumara rápido, Naruto estava usando os coturnos caramelo, junto da calça jeans agarrada, a camisa marrom clara e por cima a jaqueta de náilon sem mangar muito despojada, afinal não era mais nada formal, apenas uma reunião entre amigos. Ele estava lindo como sempre, teve que admitir isso a si mesma.

Realmente parecia que nada havia acontecido.

– O que foi por que esta me olhando com cara de assustada – não era cara de assustada coisa nenhum, e seu jeito grosseiro como sempre a irritou de maneira que fizeram seus sentimentos até que dissiparem.

Mas onde estava com a cabeça Hinata? – Tentava dizer a si mesma.

– Nada só estou te esperando.

– Bom vamos logo.

[...]

8:30 p.m.

Na mansão Uchiha, Sasuke estava no corredor central no alto da sua escadaria, analisando sua mansão luxuosa então de cima, seus amigos estavam todos lá na sala de visitas, Naruto conversava com Kiba perto do bar e claro ambos tomando o seu mais caro whisky, não havia nada de anormal quanto a isso, resmungou um palavrão, os amigos não mudam, sorriu cínico então. Enquanto os empregados trabalhavam na cozinha, preparando a carne de caranguejo que ele mais adorava com pimentões frescos, Ino e Gaara o casal mais casual do século conversavam com ela, claro que só poderia ser ele que ele tanto fitava, Sakura e o tal namorado da Sakura que ele já não mais se lembrava o nome, não era do seu interessante, ele mesmo pediu para Sakura convida-lo, e embora não tivesse nada confortável deixou que ele se enturmasse como um tratado de paz com a rosada, embora a Haruno tivesse encarado como uma forma de manter ela com o bico calado em relação a Karin, aceitou de bom grado, tinha uma pele pálida e estranha e cabelos negros ondulados que combinavam com seus olhos azuis, um rosto muito gentil e eles esbanjavam um cena fofa pelo caminho pelo qual andavam, seus olhos ônix faiscaram vendo aquilo, mas ela estava tão sorridente e ria ainda mais quando ele começava a falar, não era tão normal ver Sakura desse jeito tão, gentil, normalmente ela era tão neurótica, tão brava, tão doida de tudo, mas também normalmente o problema era ele, suas bochechas estavam rubras e seu olhos esmeraldas serenos, aqueles gigantescos olhos esmeraldas.

Suspirou admirando ela ainda encostado no corrimão de aço.

Sakura estava feliz, finalmente ela havia achado alguém que não ficasse o tempo todo machucando seu coração, finalmente ela poderia se sentir bem que corresponderia seus sentimentos, se casaria com a consciência um pouco mais limpa por saber que havia alguém cuidando dela.

Então por que não se sentia confortável?

Ele ouviu as portas duplas do quarto no fim do corredor, do lado do seu se abrirem finalmente e assim Hinata surgiu, finalmente, remexendo no celular vendo que Neji havia ligado algumas vezes, mas ela não queria vê-lo, ele olhou para ela e desceu os olhos para o andar de baixo novamente, lá estava Naruto o encarando, e o melhor amigo loiro adorava desafia-lo com aqueles olhares.

Hinata estava vestida com uma saia rodada branca e uma blusa de seda azul e por cima o casaco cor nude, assim eram da cor dos seus scarpans que não eram muitos altos e claro discretos, prendeu uma parte do cabelo com uma presilha, e assim que saiu do quarto viu Sasuke encostado no corrimão no alto da escada, virado para a parede de retratos no corredor, mas encarando a imagem que corria no andar de baixo.

– Meu amor – ela disse risonha como uma brincadeira, depois de tanto correrem pela mansão Uchiha em Tóquio quando crianças, lá estavam eles prestes a se casar, depois que o jantar fosse oficializado entre famílias ela teria que escolher um vestido de noiva, um bolo uma decoração e todo o casamento.

– Parece que você voltou já mais alegre – ironizou com veneno cruzando os braços.

– Ahhh – ela resmungou então com volúpia e tranquila – até parece, os Hyuugas nunca vão mudar Sasuke, e tudo que me resta é aceitar, o que aconteceu hoje a tarde aconteceu, agora eu tenho que vestir minhas roupas de grife e fingir que sou feliz.

Viu ela abaixar a cabeça e Sasuke não queria que as coisas fossem assim. Ele era um monstro por fazer o que estava fazendo com ela, mas não queria ser.

– Eu vou te fazer muito feliz – ele disse pousando um beijo na sua mão doce por cima da aliança de noivado que comprou a meses com tanto gosto – é serio eu vou te fazer muito feliz.

Hinata ficou séria, e ao mesmo tempo confusa, vendo que a cena era muito bem assistida por todos os olhares lá embaixo, principalmente por Naruto, e por Sakura é claro. Sasuke estava estranho.

– Eu sei que vai – ela respondeu com um sorriso forçado – afinal você é meu amigo.

Não era o tipo de resposta que ele queria ouvir, isso te deixava inseguro com o futuro, mas até que ficou aliviado pelo casamento ainda estar de pé, pois afinal na visão dela Sasuke ainda não tinha culpa de nada, Hinata ainda era a única esperança dos Uchihas, que ameaçaram Sakura fazendo ele concordar com esse casamento.

– Quero que você se divirta hoje – ele afirmou.

– Depois que meus pais disseram que querem me deserdar – ela rasgou a garganta com as palavras – é o mínimo que eu preciso me divertir.

– Então. Vai aceitar tudo numa boa? Seu pais...Hyuugas...

– Eu aceitar numa boa? – ela perguntou com sarcasmos nos olhos perolados – já me viu aceitar alguma coisa Sasuke, eu vou me casar, mas ninguém vai tirar meus direitos de Hyuuga nem meu nome nem nada, eu vou fazer o que eu faço de melhor com eles. Vou tocar o terror.

– Hinata...

– É serio, meu pai, minha mãe – ela suspirou – eles vão se arrepender, principalmente meu irmão, ah sim meu irmão...

– Esta falando como o Naruto – ele analisou – parece uma vingadora, esta passando tempo demais com ele Hina.

Ela pensou bem para responder, é claro que tinha algo mais naquela afirmação, Sasuke estava em si muito cauteloso naquele instante.

– Não sou uma vingadora – respondeu tranquila – mas sou muito esperta.

Agarrou sua cintura com força e sorriu cinicamente jogando os cabelos negros para lado, a enlaçou para perto de si, e assim o casal finalmente desceu a escada e a festa começara. Os dois eram muito parecidos desde os fios de cabelos lisos até os passos elegantes que davam juntos enquanto desciam degrau por degrau.

– Eles formam um belo casal – comentou Brandon, já que o Uchiha não lembrara o seu nome, o namorado de Sakura, pálido e de cabelos ondulados, Sakura os analisou também então, e Ino viu a cabeça da amiga abaixar tristemente.

Claro, ela ainda o amava.

– Olha quem chegou!!!! – Shikamaru Nara, adentrou na casa como um vendaval, uma moça loira e muito bonita abraçada no pescoço e um Champanhe da melhor qualidade nas mãos. Temari Sabaku a irmã de Gaara que morava em Los Angeles e estava temporariamente na Bósnia, a ultima madrinha do lado de Sasuke no seu casamento com Hinata havia chegado em Nova York, e Shika que era sempre resmungão e preguiçoso nunca fora visto tão animado.

– Temari – disse Ino saltitante indo abraçar a cunhada.

– Ino, que bom vê-la – ela respondeu com um sorriso pois amava Ino, Gaara se aproximou da irmã também e no mesmo momento levou um empurrão.

– Os noivos primeiro! – ela disse então, e Gaara resmungou afinal Ino era mais amada do que ele seu próprio irmão. Ela foi em direção a Sasuke e Hinata com um sorriso largo – nossa estou tão cansada, mas valeu a viagem de volta com pressa.

– Achei que não ia voltar mais Temari – salientou o Uchiha.

– Você esta noivo!!! – ela disse animada o abraçando e um sorriso de orelha a orelha, Hinata pensou no quanto ela era diferente de Gaara – noivo Sasuke! Noivo meu parabéns meu amigo não imagina como estou feliz, e surpresa e feliz, noivo! Você esta noivo!

– É Tema, noivo!

– E você deve ser a famosa Hinata – ela disse abraçando a Hyuuga então que se sentiu muito confortável por Temari ser tão energética, diferente de Gaara – alguém que finalmente colocou uma coleira nesse Uchiha. Qual o seu segredo?

Dinheiro – pensou Sasuke odiosamente, por no fim das contas não passava de verdade.

– Quando eu descobrir eu te conto – sorriu gentil.

– Olha só eu amei ela – disse então – agora só falta você Naruto! Ai sim a Terra desmorona.

– Jamais! – loiro respondeu rápido e sério goleando seu whisky para dentro da garganta esquentando o corpo enquanto ao mesmo tempo soltava um sorriso malicioso.

Todos então começaram a rir, e por alguns breves segundos vendo aquelas pessoas bebendo vindo se divertindo e finalmente conhecendo Temari, ela se sentiu, parte dali.

[...]

Enquanto a festa rolava, do lado de fora da mansão de Sasuke Uchiha, a chuva finalmente havia dado uma trégua, embora os céus ainda permanecessem nublados, uma limusine tentava ser discreta na rua vazia e escura do inicio da noite fria, estacionada na diagonal da casa do outro lado da rua um pouco distante então daquela casa de frente para o famoso Central Park. Eles haviam acabado de chegar, e nem Kushina quanto Memma Namikaze estão entendendo as coordenadas de Kakashi, passaram a tarde toda desde que chegaram rondando a cidade enquanto o detetive remexia nas milhões de pastas guardadas dentro da sua maleta negra.

Memma via a mãe aflita olhando aos redores enquanto segurava a sua correntinha, ele suspirou pesado sem saber muito o que dizer, pois tudo, apenas tudo que ele não queria, era que ela tivesse uma grande desilusão, sentia falta do seu irmão como sentia durante todos os trezes anos não houve um único dia que não sentira sua falta, então rezou para ser Mori, queria que isso tivesse um fim queria que seu pai pudesse entender o que houve com ele, mas rezou ainda mais para que seus avós não estivessem envolvidos, nunca entendeu muito a briga entre eles, e nem queria, só queria que todas as brigas simplesmente terminassem, afinal foi por causa das brigas que tudo começou.

No celular trocava mensagens com Jade, a ex namorada que fazia faculdade em Harvard, não sabia muito de distancia mas queria que ela viesse visita-lo ou algo assim, sentia saudades e queria agradecer por ela ter mandado a revista, aquilo mudou tudo. Por fim ele só explicou que Kakashi Hatake havia levado eles a um prédio grande e alto no Upper East Side o bairro nobre de Nova York, e o tal Naruto não encontrava-se na residência, e agora estavam em outro lugar, na casa do melhor amigo dele, por que Kakashi tinha os dados por que precisava urgente falar com seu irmão Itachi. Era confuso, mas compreensivo.

– Por que estamos aqui? – perguntou Kushina trincando os dentes de sentada de frente para o filho, ela esta tremula e aos nervos, pensei que íamos direto para casa dele.

– Mas ele não esta em casa Kushi, e esse é o melhor amigo dele...

Ela parou de ouvir Kakashi falando da quantidade de carros estacionada na frente da casa e que eles deveriam estar dando uma festa, os olhos da ruiva se fixaram na outro limusine prateada que vinha em sentido contrario e parou no meio da rua apenas para que alguém descesse.

Então a viu. Tsunade.

Kakashi ergueu o rosto vendo que ela não prestava atenção e inclinou um pouco vendo a janela, até Memma custou a prestar atenção curioso, lá na frente Tsunade Namikaze descia do carro de seu motorista, e era ele mesmo, eles sabiam reconhece-la bem. A própria.

Os olhos da Namikaze ruiva brilharam e Kushina não pensou duas vezes antes de descer do carro.

– Mãe... – chamou Memma indo atrás dela, mas Kakashi o seugurou – mas o que?

– Acredite garoto, você não vai querer entrar nessa briga – explicou o homem tranquilo – isso é de muitos anos, deixe elas se resolverem.

– Vamos ficar aqui sem fazer nada? – perguntou indignado.

– Vamos observar – ele explicou – deixe elas conversarem se sua mãe precisar nós iremos descer.

Memma nada relaxou, mas tudo que Kakashi disse fazia muito sentido, permaneceu ali, vendo a mãe atravessar a rua com velocidade alta nos pés, e desespero nas costas.

...

Tsunade desceu do carro aflita procurando algo em sua bolsa que longe vista como uma cara bolsa de grife, assim como seus sapatos suas roupas suas joias, passou o dia tentando investigar a informação que lhe fora passada, tentou falar na Noruega o que foi como sempre impossível, ele nunca entrava em contato com ela apenas com os seus subordinados mercenários e odiosos que com certeza apenas lhe contaram o que estava acontecendo para proteger as próprias cabeças, agora só lhe restava proteger Naruto e sozinha.

Malditos mercenários.

– Tsunade! – a voz dela parecia uma foice cortando a sua garganta, e ela quase não ouvira o que pensou seu ouvira, sua mente paralisou no tempo quando virará e via Kushina vindo a sua direção a toda velocidade, era ela mesmo, ela e todo o seu cabelo ruivo.

– Kushina... – sibilou sem tempo, a ruiva já estava encima e lhe cumprimentou com um tapa forte no rosto da loira.

– Onde ele esta?! – ela perguntou berrante sem se preocupar que sua voz ecoasse pelo quarteirão.

– Ficou maluca Kushina?! – resmungou pondo a mão no rosto protegendo a ardência.

– Cadê ele? – lhe deu um empurrão – O QUE VOCÊS FIZERAM COM ELE????

– Não sei do que você esta falando! – ela rebateu – como você chegou aqui?! Como me encontrou?!

– Não usei o seu dinheiro se é isso que esta pensando!

– Você é louca!

– LOUCA?! – seus olhos começaram a se encher de lagrimas raivosas enquanto tirou do seu casaco lilás de lã a folha que rasgou da revista mostrando nos olhos de cor mel a foto a qual ela Naruto e Sasuke se abraçavam – O QUE VOCÊ FIZERAM COM ELE?! ONDE ELE ESTA?!

Tsunade recusou-se a responder, desviou o seu olhar sem ter uma saída exata, ela estava a passos na sua frente e a loira não se preparou para isso. Pensou na Noruega de novo. Malditos mercenários.

– ME RESPONDE! – ela berrou em volúpia e a emburrou mais uma vez e agora fora forte o bastante para Tsunade Senju, ou Namikaze seja lá quem fosse, cambalear pelo gramado molhado, sentiu uma dor forte no braço e caiu direto na lama do jardim.

– FALA TSUNADE ME FALA CADE ELE?

Os berros foram altos demais, e as portas duplas gigantescas de carvalho puro da mansão de Sasuke Uchiha se abriram.



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