História Heartless - Capítulo 22


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi
Visualizações 20
Palavras 9.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - The Auction of the Silences


Tsunade lembrava-se como se fosse ontem, foi numa manhã de 10 de outubro enquanto caminhava pelo Hospital Infantil Center de Nova York quando viu o garoto pela primeira vez, embora fizesse anos que não via seu verdadeiro filho tinha que admitir eles eram muito parecidos, afinal uma mãe nunca esquece a imagem da sua cria que tanto ama.

Um pobre garotinho, sem memorias, sem um passado, sem uma família. Embora tivesse discordado de Jiraya desde o inicio não aguentou quando viu Naruto pela primeira vez, fora amor a primeira vista.

Ele era seu filho. Aceitou o plano.

E agora lá estava ela, abandonada pelo marido morto, e confrontando o passado, caída na possa de lama no meio da noite gelada, sua visão estava turva e a cabeça doía, e tudo que suas pupilas caramelizadas enxergavam, era Kushina com o rosto bem próximo a si, tudo ficou em silencio embora sua boca gritasse palavras raivosas na sua mente tudo estava em silencio, estava em paz. Uma mulher feroz com olhos que derramavam lagrimas de ódio enquanto berrava seu nome em centenas de xingamentos que até ela desconhecia.

Suspirou derrotada, e assim a vida tomou som de novo, ela sequer tinha forças até mesmo para berrar qualquer coisa de volta.

– Mas o que esta havendo aqui?! - disse Sasuke surpreso com voz elevada saindo da casa segurando nas mãos de sua noiva logo atrás. O som da briga ecoou por toda a parte e como poderia os noivos não ficarem assustados com algo acontecendo em volta da sua própria casa.

– ONDE ELE ESTA TSUNADE! – Kushina continuava a berrar descontrolada – O QUE VOCÊS FIZERAM COM ELE? O QUE VOCÊS FIZERAM COM O MEU FILHO?

– Sra. Tsunade! – berrou Sasuke a vendo caída no gramado molhado, enquanto aos poucos todos saiam da casa querendo saber o que estava acontecendo – pelos infernos, o que esta acontecendo aqui?!

– Meu Deus – murmurou Sakura logo atrás do moreno que acabou encarando Ino assustada e a loira correspondeu com destreza.

– EU NÃO VOU PERGUNTAR DE NOVO! – gritou Kushina – ME RESPONDE!

Sasuke baixou-se pegando em seu braço enquanto Hinata Sakura Brandon Ino e Gaara se uniriam num enlaço formando um camarote para aquele barraco, Kiba junto com Honda saiu da casa logo em seguida sendo seguidos então pelo casal Shikamaru e Temari.

– Madrinha!

De repente a voz dele havia se tornado a coisa mais horripilante que ela poderia ouvir.

Naruto de todos era o menos desinteressado, ele sempre tinha a mania de apontar o seu nariz para o outro lado ele não gostava de ficar assistindo os problemas das pessoas ficando cada vez maiores, ou cada mais vez mais densos ou cada vez piores. Sasuke só foi lá fora por que algo de estranho estava acontecendo no seu jardim, o resto fora por mera curiosidade, e então ele só foi por que ouviu a voz da madrinha, e sabia que ela deveria estar resolvendo muitas outras coisas do que brigando na rua.

Ao empunhar seu corpo na soleira da porta dupla de carvalho pura e ramificada. A viu.

– Madrinha! – a chamou indo precisamente a sua direção, vendo Sasuke a ajudando a levanta-la – por diabos o que esta havendo?

A loira nem precisou quase mais da ajuda de Sasuke, um grude único no sua camisa e ela se levantou em um único impulso com uma expressão assustada no rosto e os olhos cheios de lagrimas, ela cortou um sorriso e outro e encarou aquela criança que por treze anos cuidou, cuidou amou, e dedicou toda a maior parte do seu tempo.

Amava Naruto, como amava Memma mesmo sem conhecê-lo e como sempre amou Minato.

Seus sapatos de saltos ficaram grudados na grama, mas ela nem se importou deixou que seus pés saltassem para fora deles no mesmo instante, Naruto se aproximava confuso, e isso era algo raro de se ver, é claro que por que qualquer coisa que estivesse acontecendo com ela o preocupava. Então ela o abraçou ignorando toda a situação ao redor, sem se importar que estava o sujando de lama e o deixando ainda mais confuso, ela o abraçou com toda a sua força e enterrou a sua cabeça loira como limão o máximo que podia no seu tórax definido.

– Eu amo você – ela disse com lagrimas escorrendo no seu rosto com intensidade – eu amo você, mais do que você pode imaginar, mais do que o mundo possa imaginar, tudo que eu fiz desde a primeira vez que eu te vi, naquela cama na emergência com aquele rosto confuso e assustado...

– O que você...

– Tudo! – ela o interrompeu ainda o abraçando fortemente – tudo que eu fiz foi te amar, te amar como um filho e tudo que eu fiz é por que é eu te amo.

E Naruto a afastou o suficiente para apenas olhar em seus olhos triste.

– O que houve?! – ele perguntou sério.

– Apenas não se esqueça de que eu amo você mais do que a mim mesma – ela continuou a dizer chorosa encarando os olhos azuis.

Ela estava sendo tão sincera, e ao mesmo tempo tão desesperada.

Então tudo ficou novamente em silencio quando ele desviou a atenção para o terremoto que abalava aquele jardim, naquela hora, na Nova York caótica. Lá estava ela, a mulher de cabelos vermelhos como sangue, longos e lisos, pequena e magra e parecia ter uma expressão gentil, Naruto sentiu seu corpo tremer enquanto ela o encarava chocada com lagrimas inundando as pupilas roxiadas, mal entendia o Uzumaki que ela estava verdadeiramente chocada por fora mas as lagrimas que escorriam agora dos seus olhos eram a prova que estava explodindo felicidade por dentro, o loiro sentiu a própria cabeça doer consideravelmente enquanto ela ainda o encarava com expressão assustada. Era bonita, parecia conhece-la, ele arfou sentiu o latejar encima da testa.

– Naruto! – disse Sasuke o amparando. Ele se recuperou no mesmo momento, tempo suficiente para analisar a mulher novamente, agora ela chorava forte e entre seus soluços qualquer um podia sentir a sua dor. Ninguém sabia quem era o fantasma ele ou ela.

...

Kushina estava com a mão pousada no próprio peito tentando segurar o coração que ameaça sair pela boca. Lá estava ele, loiro, alto, com os olhos tão azuis quanto ela podia se lembrar, estava respirando e mais vivo do que poderia estar.

Mori Namikaze então estava vivo.

E agora mais do que nunca estava completamente certa disso. Uma mãe sempre reconhece seu filho. Treze anos de saudades e frustação e tristeza e desanimo agora caiam em lagrimas intensas e sofridas, lagrimas que durante treze anos viveram como facas cravadas no seu coração, a cortando, a recordando, a culpando, pensou em Minato e em todos os seus esforços para achar o filho, pensou no Chefe de Polícia da Guarda Japonesa lembrando-se do dia que Mori Namikaze foi dado como morto após três meses de buscas que restaram em resposta infrutífera, pensou em Memma que com certeza fora o que mais sentiu dor com isso tudo a perda do irmão aquele com quem dividiu tudo desde o momento da sua existência, pensou em si própria que desistiu do filho por medo de descobrir que ele estava realmente morto quando na verdade deveria ter procurado um pouco mais.

Minato.

Minato, ah sim, ele saia dos seus pensamentos, pois ele, todas as noites trancadas naquele escritório, gastando todos os rios de dinheiro possíveis para contratar mais recursos de buscas, de todas as pessoas, ele foi o mais sofreu, o que mais tentou e único que jamais desistiu, mesmo doente e tão impossibilitado nos seus últimos momentos de vida ele ainda perguntava de Mori. Ele não merecia ter morrido.

Kushina arfou o choro desesperado entre soluços que tentava segurar, e a sua frente tudo que via além de rosto desconhecidos era a expressão confusa do filho. E parecia tão inacreditável que a essa altura do campeonato tudo que ela mais desejava era um abraço, ela deu alguns passos cambaleante tentando se aproximar, mas suas pernas estavam bambas e quase dormentes de tão fracas, ergueu a cabeça e viu a expressão dele confusa ainda até que então Tsunade se pôs, na frente dele, que tamanha ousadia tinha mesmo os Namikazes, parecia uma guerra de gigantes e uma guerra pronta para entrar para historia, a loira mais encarava a ruiva como se fosse uma ameaça e tudo que queria era proteger o jovem.

Como ela ousava a entrar na sua frente? Os olhos de Kushina cerraram em meio as lagrimas que caiam no seu rosto já inchado, e um ódio sem fim transbordava do seu coração.

– Você... – ela murmurou para Tsunade com tom assombroso – você....

Se Minato estava morto a culpa, era toda dela, da própria mãe que roubou o próprio neto.

– Kushina... – sibilou Tsunade.

– Você... – ela murmurou novamente – VOCÊ!

Foram olhos nos olhos, uma troca de olhares fulminante. Pelo marido ela tentou amar os Namikazes de todas as maneiras, mas Minato não merecia, ele não merecia pais tão odiosos como eles.

Eles lhe tiraram Mori.

Kushina arfou e voando para cima da loira que recebeu o ataque da ruiva com extrema fúria, ela se agarraram nos próprios cabelos, por que logicamente era o primeiro ataque de qualquer mulher inteligente.

– VOCÊ FEZ ISSO! – berrou Kushina nebulosa, tentando alcançar a sua pele branca com as unhas. Mas Tsunade sabia articular uma boa briga e melhor do que isso, ela sabia brigar, puxou o fios de cabelos ruivos com uma mão fazendo a mesma gritar em fúria dando a oportunidade de deferir alguns tabefes.

– Vocês enlouqueceram – vociferou Naruto segurando Tsunade pela cintura enquanto Sasuke e Shikamaru tentavam de alguma forma entrar entre as duas.

– Senhora Tsunade, p-or favor – pediu o Nara com certa dificuldade. Mas as duas não pararam, elas estavam se atacando ainda mais e parecia impossível solta-las.

– MÃE! – e agora o grande circo estava completo, mais dois sujeitos surgiram no jardim da mansão de Sasuke, custou apenas o moreno revirar os olhos antes que recebesse um tapa mal calculado daquela ruiva enlouquecida, daqui as poucos seus vizinhos colocariam cadeiras na calçada para assistir tudo aquilo. E ele? Pobre Uchiha que só estava tentando separar uma briga entre felinas.

– Mãe para – uma figura loira mal vista agarrou a ruiva pela cintura a erguendo, ela estava totalmente descontrolada, ele deu alguns passos para trás enquanto Shikamaru Sasuke e Naruto continuavam a segurar Tsunade imunda de lama.

– SEUS DESGRAÇADOS – berrou na ruiva nos braços do rapaz tentando se soltar – VOCÊ E AQUELE SEU MARIDO FIZERAM ISSO! SE MINATO ESTA MORTO A CULPA É DE VOCÊS! A CULPA É DE VOCÊS!

– Mãe... – tentava Memma

– VOCÊ MATOU SEU FILHO, FOI VOCÊ! – acusava Kushina em descontrole – TUDO QUE ELE SOFREU TUDO QUE ELE PASSOU A CULPA É SUA.

– VOCÊ NEM DEVERIA ESTAR AQUI! – rebateu Tsunade de certa distancia.

– MAS EU ESTOU! – ela ficou com os olhos molhados novamente e sua musculatura relaxou em soluços, ela então ficara aos prantos novamente – eu estou...

Naruto sentiu os próprios fios rebeldes, ficarem mais rebeldes ainda, sua madrinha era mais forte do que ele imaginava, seu corpo deu uma girava ao contrario que fez seu rosto encarar Ino, Gaara, Temari e Sakura, que estavam chocados, e de todos eles Hinata era a que demostrava a maior cara de espanto ainda, seus olhos perolados chegaram a deixar as pupilas tremulas como se ela estivesse vendo uma assombração.

Ele virou o corpo de novo.

Ele. Era como se de repente estivessem posto um espelho bem na sua frente, o rapaz idêntico sendo apenas um pouco mais magro, os cabelos loiros como a luz do sol, mas lisos como a agua de um rio corrente, e olhos azuis onde viviam o mais belo oceano safira que poderia enxergar. Desde que se lembra Naruto sempre fora muito cético de tudo, essa era a primeira vez que os amigos o vivam naquela situação. Assustado.

Enquanto Kakashi analisava tudo ao seu redor e Kushina chorava quase a ponto de se derreter em lagrimas, depois de treze anos desaparecido Memma Namikaze finalmente encarava o irmão que era quatro minutos mais velho. Não era assim que imaginava, imaginava sorrisos abraços, e no mínimo um pouquinho só de felicidade, assim como a explosão de fogos de artifícios que acontecia nesse instante no seu coração, sentiu saudades do seu irmão todos os dias desde que acordou no leito daquele hospital e recebeu a noticia de que ele havia desaparecido. Seu irmão gêmeo, aquele que compartilhou tudo uma vida inteira. Porém a expressão do seu reflexo não era nada amigável, era uma expressão assustada e confusa, o que deixava ele receoso, alias era tudo que todos ali pareciam naquele momento. Assustados.

– Memma... – sibilou Tsunade com os olhos marejados, claro ela estava vendo o neto pela primeira vez. Kushina cerrou os olhos e Naruto custou a entortar a face direcionando os olhos para a madrinha.

– Você conhece? – ele cuspiu a pergunta já tremulo imaginando resposta.

– Eu sou sua mãe! – resmungou a ruiva exaltada e chorosa – você é meu filho, meu filho Mori Namikaze...

De todas as confusões que estavam acontecendo naquela noite, aquela foi a loucura total, pois por mais que todos desejassem que um dia Naruto Uzumaki recuperasse a memoria ninguém mais acreditou que isso de fato acontecesse. Estavam todos em estado de choque, e Sakura num maneira simbólica de melhor amiga não pensou duas vezes, ela se soltou de Brandon que pareceu entender compreensivamente, seus passos rápidos e angustiados deslizaram entre a grama e ela se posicionou ao lado de Naruto, do lado que deveria estar, do lado dele que mesmo sendo tão ignorante ele nunca ignorará seus sentimentos, por mais que os achasse insignificantes ou uma perda de tempo, sim ele achava isso não era segredo para ela, mas ele sempre esteve lá segurando seu ombro enquanto Sasuke dava murros no seu estomago. O loiro estava pausado no tempo, e isso era muito bem percebido nos seus olhos que estavam transparentes, encaram o reflexo exato da própria imagem bem na sua frente, sentiu a mão da rosada tocar a sua e aperta firme, ela não precisou murmurar uma única palavra, ele simples relaxou soltando o ar acumulado nos pulmões.

– Kushina pare... – murmurou Tsunade.

– CALE-SE – ela berrou com os olhos mais lacrimejados ainda, agarrada no braço do filho que parecia tão chocado quanto ela. Seu irmão, seu único irmão estava vivo.

– Lembre-se que ele atende por Naruto – sussurrou Kakashi no ouvido dela, e Kushina entendeu por mais complicado que fosse, por que na verdade não havia nada para entender, seja lá o que seus sogros haviam feito com seu filho, por fim o cinzento apenas lhe mostrou a pasta com o dossiê completo do Uzumaki curto, mas as informações que havia achado – e que ele não se lembra de nada do seu passado.

– Você se chama Mori Namikaze – ela disse com um sorriso no rosto e agora mais parecia que seus lagrimas era de simplesmente felicidade – você é meu filho e...e eu...

– Eu não tenho família – ele a cortou a surpreendendo a calando completamente, Sakura o encarou vendo seus olhos finalmente voltarem ao normal, ele passou a mão em seu ombro querendo dizer que estava tudo bem.

– Naruto... – ela tentou dizer.

– Esta tudo bem rosinha – ele sorriu forçadamente, e a soltou, respirou fundo e mesmo com a cabeça latejando em confusão tentou entender.

– Eu... – ele começou procurando as palavras – eu não tenho família, eu sofri um acidente de carro numa estrada em Nova Jersey, eu não lembro de nada do meu passado e a minha família verdadeira nunca foi me procurar, você deve... – ele olhou para Memma bem na sua frente e idêntico a ele, e ficou se perguntando se estava certo – você deve ter se confundido, eu fui adotado, por ela, Tsunade Senju.

– Não... – ela disse tranquila e chorosa ainda – não, não, esta errado.

– Eu duvido que minha família tenha vindo me procurar depois de treze anos.

– Você sofreu um acidente de carro no Japão! – ela berrou nervosa e com o corpo tremulo – você seu irmão e seu pai voltavam de um jogo de baseball quando teve um terremoto, mais de 65% do território japonês entrou em crise de emergência, quando os bombeiros acharam o carro nas colinas, Minato estava com traumatismo, Memma com hemorragia interna e uma perna quebrada, e durante dez meses de investigação e busca ninguém achou nada de Mori Namikaze, você foi dado como morto.

Naruto riu cinicamente.

– E como isso aconteceu? – ele perguntou ironicamente, por que além de tudo era muito inteligente pegava rápido as coisas – como alguém sofre um acidente de carro no Japão e vem parar nos Estados Unidos?

– ELA É SUA AVÓ! – ela finalizou apontando para a loira, ofegante finalmente ganhando a atenção do loiro para tudo que estava acontecendo, então unicamente os fatos daquela noite começaram a se encaixar mas nada estava deixando de ser confuso, depois ela relaxou – eu não sei tudo, também vim atrás de respostas, acredite!

– Eu não acredito que isso esta acontecendo – disse Kakashi dando um passo a frente – Naruto? Bom Naruto, Tsunade Namikaze, é sua avó.

Naruto hesitou franzindo o cenho, e entortou a face para encarar a madrinha, ela estava parada estaticamente pouco ao lado próxima a Sasuke, como as pupilas caramelizadas encarando as três figuras assombrosas que bem na sua frente com certa distancia que estavam desmoronando a sua vida. Ela percebeu que ele a estava a encarando e em nenhum momento retornou isso, continuou com olhos focados em Kakashi Kushina e Memma, forte por fora, e completamente amedrontada por dentro. Porém seu afilhado aquele que criou por treze anos havia sido criado muito bem, ele sabia que ela estava evitando de proposito e não tirou os olhos dela até ter uma resposta.

Tsunade Namikaze, Tsunade Senju, nem ele mais sabia quem ela era, mas muita coisa foi respondida, no momento que mesmo sem se mover ela simplesmente respirou fundo e fechou os olhos deixando que lagrimas serenas e tranquilas escorressem pela sua face.

– Deve ser uma longa história Sra. Tsunade – afirmou Kakashi ainda se aproximando suavemente – devo admitir que senti sua falta, afinal eu cresci com seu filho.

– É uma história interessante Kakashi.

[...]

Hanabi circulava pela escola até que apressadamente, dirigindo com a cadeira de rodas moderna o máximo de rápido que conseguia ir, queria chegar logo ao refeitório no fim das contas havia acabado demorando demais na biblioteca graças a sua incrível dificuldade de alcançar os livros, talvez a sua vida fosse mais fácil se ainda tivesse a dama de companhia que sua mãe insistira em contratar, e se apanhou balançando a cabeça em reluta, e pensou em todos os seus empregados, motoristas, fisioterapeutas, médicos, enfermeiras, todas aquelas ajudas infinitas. Por que tinha que ser assim? Odiava, por mais que precisasse de ajuda ela não precisava admitir que precisava de ajuda, ela não queria precisar de ajuda, tudo bem não poder andar, sei lá já eram sete anos assim, tudo bem as dores nas colunas e as vezes nas pernas por sempre carregar o esforço dos seus livros, tudo bem viver eternamente deficiente sabendo que nunca vai ser desejada, nunca vai poder ir dançar em uma festa ou quem sabe praticar alguma coisa, havia um bilhão de coisas que Hanabi se quer conseguia contar que jamais conseguiria fazer, mas tudo bem, estava tudo bem, e estaria tudo muito melhor se não tivesse que ficar o tempo todo dependendo das pessoas, era tudo que queria não depender das pessoas. Ergueu a cabeça desviando os pensamentos e encarando o corredor movimentado do colégio, todas aqueles amigos sorrindo e a cumprimentando de maneira agradável, sorriu forçado, sempre esteve entre os populares, mas ela nunca sabia se isso era mero luxo de ser irmã da garota que foi Rainha do Baile por três anos seguidos, por que sim apesar de todos os seus caprichos Hinata era perfeita, ou era por mera caridade, por pena, ou seja lá como deveria chamar.

Parou sua cadeira de rodas e suspirou simplesmente, as pessoas também ficam cansadas de ficar o tempo todo sentadas. Se não estivesse sentada não precisaria de ajuda,.

– Hey! – alguém a surpreendeu por trás, e ela arregalou o olhos sentindo um calafrio subir a espinha com o susto. Ajeitou a vista e lá estava ele, o mecânico, com um sorriso mais largo que a própria face como sempre.

– Você... – ela sibilou sem saber o que dizer.

– As baterias da sua cadeira não falharam mais Hyuuga – ele afirmou vitorioso fazendo um sinal de joia com os dedos – isso é ótimo, eu disse o material do meu vô é o melhor!

– Só se passaram três dias – ela relaxou a musculatura e sorriu.

– Deixa eu me gabar um pouco Hanabi-chan – Konohamaru podia ser de família simples, ele ajudava o seu avô pai de seu pai com a loja de artigos elétricos, seus pais nunca tiveram uma carreira de grandes sucessos, mas seu outro avô o pai de sua mãe era muito bem de vida, e sabia que tinha um neto muito inteligente apesar de quase nunca entrar em contado, e tinha planos certos para ele.

Ela bufou uma risada, como ele era... Espontâneo.

Um garoto de óculos gigante e pretos e cabelos lisos platinados meio forte meio estruturado, claro jogador o time de futebol se aproximou vindo em sentido contrario do corredor.

– Konohamaru, seu maldito – ele saudou sorridente com o braço erguido, Konohamaru, simplesmente jogou os livros no colo da Hyuuga que já estavam carregando os seus próprios livros e ela sentiu o peso daqueles grossos livros de química pressionarem seus poucos nervos que ainda sentiam algo, e a coluna reagiu com a dor, mas ficou em silencio, viu os dois rapazes se cumprimentarem com uma batida de peitorais, e era mais uma coisa que ela não conseguia fazer.

– Você não se importa não é? – ele disse virando-se para a Hyuuga novamente – afinal já esta sentada mesmo – e em seguida deu outra gargalhada enquanto Hanabi custou a franzir o cenho.

– Vejo você no treino Ko – disse o outro rapaz se distanciando então.

– Lógico – respondeu Konohamaru então, e em seguida apanhou os próprios livros e começou a andar rapidamente a deixando para trás, era a primeira vez que alguém não se oferecia para carregar seus livros.

– Estranho... – ela murmurou sozinha para si mesma vendo ele se afastar, e rapidamente o moreno se virou e por um instante ela achou que ele tivesse a escutado.

– Por que esta ai parada Hyuuga? Vamos!!! – Hanabi nem sequer pensou os motivos pelos quais ele estava a esperando. Movimentou o controle da sua cadeira e começou a segui-lo, Konohamaru era um garoto tão comum e ao mesmo tempo tão espontâneo ele andava com passos animados pelo corredor do colégio.

– Uau – ele murmurou iniciando uma conversa, vendo o pôster do baile de fim de ano colocado em uma das vitrines de troféus e recordações – esse baile não é no fim do ano?

– Bom a divulgação é forte – ela deu os ombros.

– Olha! Tem fotos dos seus irmãos aqui – ele disse apontando para a vitrine, e Hanabi apenas suspirou, ela já sabia que tinha a escola sempre deixa marcas dos seus bons alunos e enquanto, Neji ganhou o premio de melhor aluno em todos os seus anos de colégio e ao mesmo tempo ainda ganhou diversas medalhas das maratonas do ginásio e Hinata além de Rainha do Baile por sua vontade se formou com honras graças ao premio internacional pelo seu artigo sobre a Revolução Russa, a primeira aluna do colegial a tocar piano um Congresso do Imperador do Japão. Eles eram incríveis, e sua mãe não deixava se esforçar nem a metade para fazer tudo que eles faziam.

– É, eles foram bons alunos para essa escola – ela disse tranquila – Neji sempre foi irritantemente genial, e Hinata, bom, ela é absurdamente talentosa em tudo que faz com carinho e um pouco de esforço, sempre que ela se interessa em aprender alguma coisa, cozinhar, pintar, lutar um caratê, ou estudar, pode ter certeza que ela vai conseguir fazer melhor do qualquer um, eu nunca a vi a falhar.

– Uau os Hyuugas são mesmo incríveis – ele afirmou a encarando de maneira gentil, fazendo a pequena entortar os olhos sem entender por que ele estava a olhando daquela maneira. Ele riu como sempre ria e em seguida se dirigiu para a parte de trás da sua cadeira e abaixou para mexer nas suas baterias.

– O que você esta fazendo?

– Não sei como anda nessa coisa – ele rebateu desligando o seu controle – é muito lenta.

– Pare – Hanabi começou a apertar os botões que movimentavam sua cadeira mas já estavam desligados, em seguida Konohamaru começou a empurra-la – o que você esta fazendo? Eu consigo andar sozinha...

– Você dirigi – ele gargalhou a corrigindo, sempre brincalhão – e não estou ajudando. Você tem um motor e anda a 10 km por hora, que tédio... estou deixando a sua vida mais interessante...

– Empurrando minha cadeira de rodas... – ela resmungou – patético.

Ele sorriu de canto e Hanabi nem teve tempo de resmungar mais nada, Konohamaru ele começou a andar mais rápido até então começar a correr consideravelmente, empurrando a cadeira de rodas da pequena deficiente.

– Hey! – ela disse exaltada agarrando nos próprios livros para que não caísse, sentiu o vento forçado bater forte conta o próprio rosto enquanto ele atravessava o corredor movimentado como se a cadeira de rodar de Hanabi fossem dois skis, ele patinava sobre o chão, até seus olhos perolados avistarem a escadaria e ela queria fecha-los pois por um segundo parecia que iria realmente morrer escadas a baixo, mas o jovem foi mais rápidos e ele virou um pouco a cadeira em enfiando entre dois estudantes que caminhavam os assustando, a rampa foi avistada então e era consideravelmente comprida ela sabia, subia e descia por ela todos os dias, Konohamaru se jogou no colo dela sem nenhum pudor e novamente sua coluna reclamou de dor, ela não se importou logo passaria, a cadeira desceu rampa a baixo e logo ganhou velocidade, ela sentiu medo, e viu ele gargalhar encima de si, parecia que ia bambear, cair, virar, capotar e então... O fim da rampa chegou e suas rodas pararam vagarosamente e Konohamaru saiu do seu colo e ligou os motores de novo.

– KO!!! – alguém o chamou, ambos viraram e viram a pequena garota de cabelos ruivos e roupas bem justas caminhando a seu encontro – você é louco?

– Kana – era amiga de Hanabi, mas que também conhecia o rapaz e estava procurando a Hyuuga o almoço inteiro.

– O que foi isso? – ela começou – você enlouqueceu? Esta tentando mata-la?

– Kana esta tudo bem – disse Hanabi sorridente, mas sua amiga não gostou.

– Não! – ela se exaltou – não esta nada bem! Ko, Hanabi tem dores na coluna todos os dias, e já bem ruim o fato dela não os poder andar, você não pode saber correndo com a cadeira de rodas e com ela como se isso fosse um esporte, ela poderia ter se machucado feio.

– Ela esta inteira.

– Pense nas consequências! – ela bateu o pé enquanto Hanabi murchava na cadeira sendo sempre vista como se sua deficiência fosse de vidro – ela poderia morrer! Você não vai querer que o pai dela saiba disso e de um jeito para que você perca a sua bolsa de estudos.

Ele deu uns passos para trás e colocou uma das mãos na cabeça fazendo uma cara assustada como se fosse um tratado de paz, e por fim relaxou a musculatura e suspirou.

– Foi mal Hanabi – ele respondeu.

– Não, não foi...

– Realmente me desculpe – ele a cortou então – você não tinha que passar por essas coisas, você deve ficar muito triste com esse monte de gente no seu pé!

As duas se surpreenderam então.

– Mas o que...? – perguntou Kana.

– MAS! – ele se antecipou – mil desculpas.

Fez uma reverencia e partiu em retirada, como se as palavras de Kana tivessem simplesmente entrado por um ouvido e saído pelo outro, o que deixou a ruiva de tons alaranjados e bonitos, muito revoltada por estar apenas tentando proteger a sua amiga.

– Por que o tratou assim?

– Desculpe Srta. Hyuuga – ironizou Kana – por tentar garantir que você complete 16 anos no ano que vem, ou que pelo menos entre no segundo colegial viva.

– Exagerada...

– Por que você estava com esse perdedor? – ela perguntou para Hanabi com a mão na cintura enquanto a mesma mantinha os olhos perolados focados sem conseguir dar uma piscada de tão impressionados, na silhueta que se distanciava – poderia se machucar...

– Ele não tem pena de mim.

[...]

Em Nova York o tempo passava, mas parecia que a noite insistia em continuar, e Tsunade Senju, Namikaze estava odiando isso, queria que já fosse de manhã e estivesse tudo resolvido, uma chuva de meteoros estava caindo na metrópole como bombas do passado, e ela não estava conseguindo desviar.

Agora ela estava dentro da mansão Uchiha, embrulhada em uma toalha quente sentada na poltrona da sala de estar de cabeça baixa e esfregando as têmporas. Honda estava tão confusa enquanto os outros empregados que foram contratados apenas para celebrar aquele jantar, mas logo ela lhe trouxe um chocolate quente a deixando encima da mesa redonda do telefone ao seu lado.

– Bom tenho certeza que aqui dentro é bem melhor para conversar – disse Shikamaru dando espaço para a entrada de Kushina, Kakashi e Memma. O Nara interviu na briga antes que outro quebra pau acontecesse, chamou Honda e mandou que levassem Tsunade para dentro e dessem algo para que acalmassem, Honda fez isso, e depois de argumentar como seria bom discutirem em qualquer lugar que não fosse o jardim da mansão todos adentraram.

Hinata fora a primeira que entrara depois da loira, pensativa e ao mesmo tempo chocada, pensando em tudo que ouviu por mais bagunçado que estivesse, e pensou o quanto Naruto poderia mudar com a realidade, para melhor ou para pior, pensou se isso tinha haver com a vida que levava que até agora ela também não entendia se era uma vida criminosa uma vida dupla ou qualquer outra coisa, pensou o quanto seus pensamentos deveriam estar bagunçados e ao mesmo tempo perdidos, e pensou que ela não tinha a menor noção do que ele estava pensando. Achava que conhecia Naruto, a na sua cabeça o entendia tanto quando ele a entendia, mas depois daquele momento tudo ficou mais confuso do que já era, e ela percebeu que no fundo não sabia nada sobre ele.

Sentou-se em um lugar qualquer no sofá bem de frente para Tsunade, ela não tinha nada para dizer apenas pensar, e ficou surpresa ao ver o loiro sentar-se justamente do seu lado, seus olhos azulados estavam tão distantes que nem pareciam mais o oceano maravilhoso pelo qual ela admirava, ele nem percebeu que sentou ao lado dela, respirou fundo três vezes enquanto fitava o chão pensativo, ele não estava acreditando em nada daquilo. Encostou no sofá sem mexer as pupilas e do seu bolso da frente tirou um cantil, abriu e deu um generoso gole, como se bebida resolvesse tudo, sua madrinha ainda tentava o encarar, mas ele estava evitando seu olhar.

– Bom acho melhor nós irmos, Ino... Temari – pediu Shikamaru então e Ino franziu o cenho indignada, por que ninguém gostava mais de uma boa história quanto a loira.

– Mas eu quero saber...

– Meu amor – chamou Gaara a enlaçando na sua cintura – Naruto vai nos contar tudo quando for necessário ele é nosso amigo e nós somos a família dele, por hora quanto menos gente aqui melhor para ele, não queremos ele mais frio do que já é.

– Ele esta certo – disse Kiba olhando Sasuke sentando-se no braço do sofá ao lado de Naruto – eu também irei, esses dois se amam, Sasuke vai cuidar bem dele.

– É um grande caos – sussurrou Temari com um comentário, ninguém na verdade queria ir embora, estavam todos tão curiosos quanto o loiro, Naruto era o garoto sem memoria e além dos padrinhos seus amigos eram sua única família, apesar da frieza e ceticismo e ignorância ele sempre teve um bom coração e dessa forma os amigos compartilharam suas dores, assim como Naruto acolheu as dores de cada um, ele sempre riu e dizia que não se importava, quando na verdade sempre se importou, apenas não falava. Era assim, cético demais, e agora quando mais precisava todos queriam estar ao lado. Não era isso que ele precisava não agora, por hora ele só precisava entender o que estava acontecendo, digerir toda aquela bomba radioativa que havia acabado que cair no seu estomago.

– É claro que é um caos – sussurrou Ino de volta concordando com a cunhada – olhe isso, é a mãe dele e ela ta dizendo que Sra. Tsunade é avó dele, essa mulher veio do Japão.

– Deve ser uma longa historia – afirmou Shikamaru – por isso devemos ir, é o melhor para ele agora, alias ele esta em boas mãos, com Sasuke, eles brigam mas você sabe, são irmãos.

– Bran, vamos também – pediu Sakura ao namorado que de todos era o mais perdido – eu te explico mais ou menos no caminho – ela sorriu.

– Não – sussurrou Shikamaru para a rosada – você fica Sakura, Naruto vai precisar de vocês dois, por mais que ele seja do jeito que é, vocês dois são os melhores amigos dele, precisa tanto de você quanto do Sasuke...

– O que eu poderia fazer? – perguntou receosa, o que fez o Nara fazer uma careta da sua cara vergonhosa tirando sarro da sua reação, afinal Sakura era sempre muito determinada.

– Acredite muito – ele respondeu tranquilo – quantas vezes esses dois idiotas brigaram e você estava lá no meio para apaziguar tudo? Eu nem consigo contar, e é incrível a mania que eles tem de sempre te escutar, principalmente o Sasuke, você deve ficar.

– Eles estão certos querida – afirmou Brandon com um sorriso angelical que a sua surpreendeu, ele apanhou mão e dará um beijo leve – eu fico admirado com você é incrível não só para mim, mas para os seus amigos que precisam tanto de você, me faz apaixonar ainda mais.

– Bran... – ela sibilou como lagrimas que inundavam seus olhos, mas não deixaria que caíssem, estava abismada com o tanto que ele maravilhoso e ao mesmo tempo tão incrível, que a reconhecia da maneira que deveria, da maneira que merecia, se sentia tão mulher perto dele, e tão maravilhada que chegava se sentir mal por amar tanto Sasuke, por que ele nunca seria nem um terço de tudo que Brandon era, o futuro militar com um jeito de príncipe amoroso. Ele a reconhecia, e a amava.

– Apenas me mande uma mensagem assim que chegar em casa – ele pediu selando seus lábios aos dela e se preparando para partir. Pois claro nem Shikamaru Ino Gaara e Temari pretendiam ficar e eles que eram tão amigos do loiro, imagine ele.

...

Tsunade era uma mulher astuta de negócios e forte como o ferro por ser a grande médica que sempre foi, agora tinha achar uma maneira de se defender, mas não havia muitas opções, alias ela não tinha opções, encolhida na poltrona, com os pés descalços pois seus sapatos de salto agora estavam no lixo, abraçava os joelhos embrulhada na toalha encarando a xicara preenchida na sua frente num tentativa de evitar os olhares de todos, Naruto, seu amado afilhado, neto estava bem na sua frente com uma expressão mais séria do que jamais havia visto, estava pior que Jiraya nos mais péssimos dias, e ela teve medo do que ele poderia fazer ela, Sasuke estava sentado no braço do sofá, e Hinata do outro lado, e uma mesinha redonda na sua lateral era o que existia entre a loira e a amiga rosada de Naruto, é havia bastante gente o amparando, embora ela já soubesse, ele não ligava para nada disso, definitivamente não se importava, sua cabeça agora deveria estar fervilhando em raiva tentando entender a verdade, e ela suspirou pensando na verdade.

Kushina sentou-se no sofá na sua diagonal, e assim os móveis que formavam o quadrado daquela sala de visitas estavam completos, como um circulo que acabara de se fechar, e não havia saída. A ruiva chegou amparada pelo filho, e ainda chorosa e em todo o momento encarando aquele que achava que era seu filho, ela deveria muito estar querendo chegar perto dele, abraça-lo, beija-lo, enche-lo dos carinhos de mãe que lhe faltaram nesses treze anos, Kakashi e Memma sentaram-se do seu lado e todo o ar ficou pesado.

– Comece – Naruto não deixou nem o silencio se manifestar, e já inclinou o corpo para frente a encarando seriamente, ela ainda o evitava. Suspirou novamente e fechou os olhos pensando em Jiraya, aquele maldito homem sem escrúpulos como queria arrancar sua cabeça nesse momento.

Mas ela não podia fraquejar, não na frente de Kushina, agora era Guerra.

Encarou Naruto com os olhos caramelizados se endireitou na poltrona passando as mãos nos fios loiros da cor do limão, os ajeitando, cruzou as coxas tomando a posição da mulher poderosa que sempre foi, e inclinou-se como um desafio para o Uzumaki.

– Minato Namikaze era meu filho – ela murmurou – ele era seu pai.

Kushina arfou o choro que estava lutando para se esconder enquanto Memma continuou firme a segurando para que não fizesse nenhuma loucura. Naruto e Tsunade se encararam ainda mais como dois leões ferozes que iniciavam um desafio, e até mesmo o loiro se manteve firme.

– E você... – ele engoliu o seco – você deixou eu pensar que eu era esquecido... Odiado... Indesejado? Durante todos esses anos, você deixou eu pensar que minha família me abandonou num acidente de carro e que eles me queriam por perto...

– Isso é absurdo – os dois desviaram a atenção para as palavras de Kakashi – quando Mori Namikaze desapareceu Minato deu tudo que tinha para encontra-lo, seu tempo, seu dinheiro, sua vida, ele morreu te procurando, não acredito que um pai amava mais um filho do que Minato.

Ele entortou a cabeça novamente para a loira, procurando respostas. Ele nunca fora abandonado.

– E esse é o preço que eu pago por amar demais um homem que não me amava tanto assim, como o amor é odioso – ela murmurou olhando de canto para Sakura, que atendeu muito bem suas palavras.

– Eu quero saber agora o que esta havendo aqui!!! – ele disse com os dentes brancos cuspindo as palavras revoltadas encarando bem a madrinha que agora não é mais a sua madrinha.

– Naruto...

– COMO EU SOU SEU NETO, ASSIM DA NOITE PRO DIA POMBAS! – ele berrou se levantando e Sakura tratou de levantar junto a ele se pondo na sua frente segurando em seus ombros, ele continuou a olhar para a madrinha cuspindo palavras amaldiçoadas com um olhar faiscante que amedrontava, e a terrorizou Kushina não parecia seu filho – VOCÊS DISSERAM QUE EU SOFRI UM ACIDENTE DE CARRO, TODOS ESSES TREZES ANOS ATORMENTANDO A MINHA CABEÇA ACHANDO QUE EU ERA ODIADO, EU QUERO OUVIR A VERDADE DA SUA BOCA, POR MAIS IMUNDA QUE ELA SEJA POR QUE AI EU VOU SABER QUE VOCÊ É DE VERDADE!

Ele estava bravo, ela viu isso nos seus olhos, todos viram. Tsunade pensou bem, deixando uma pouco de silencio pairar no ar.

Sakura o fez sentar-se novamente, enquanto a Namikaze parecia tranquila encarando o neto raivoso.

– Não me chame de imunda moleque! Lembre-se quem te criou nos últimos trezes anos – ela jogou baixo falava de Jiraya e da Ordem – lembre-se que nesses treze anos ele te fez outra pessoa.

– Vocês sempre me odiaram – murmurou Kushina.

– Ah sim claro Kushina, vou começar por ai mesmo obrigada – ainda mandava em Naruto, percebeu isso ao reconhecer o seu silencio, e ficou satisfeita por isso, após um silencio mortal ela começou – bom, eu me lembro de uma mulher, a mulher que Jiraya mais amou nesse mundo, Riyo Uzumaki.

– Uzumaki... – sibilou Kakashi com curiosidade.

– É minha mãe – afirmou Kushina perplexa deixando que as lagrimas parassem por um instante para que pensasse – ela foi assassinada...

– É Uzumaki – ela respondeu bufando um sorriso, porém com olhos tão tristes quanto qualquer outro – eu sempre fui amiga de Jiraya, então eu sabia, ainda mais naquela época morávamos em uma cidade tão pequena, mas ahh sim, ele amava muito Riyo, e faria qualquer coisa que fosse necessário para ver ela feliz, a maneira como a olhava como a tratava eu sempre via seus olhos lampejarem quando a via, Riyo era muito bonita claro, e muito bondosa, mas depois que ela se apaixonou por outro homem começou a achar que Jiraya a estava perseguindo demais, eles brigaram feio, e eu nunca soube o que eles disseram um para o outro, mas ele mudou muito depois daquele dia, ele se grudou no pai dele e assumiu os negócios da família Namikaze e levou isso muito a sério, se tornou um completo obcecado pelo trabalho, se casou comigo por que eu imagino que eu era a pessoa que ele mais confiava e nós tivemos – ela deu uma suspirada tranquila – tivemos Minato.

– Quais são os negócios da família Namikaze? – perguntou Kakashi.

– Eu amo você e sei que cresceu com meu filho Kakashi, mas isso não é as sua conta, os Namikazes preservam muito os seus negócios para evitar a concorrência.

– Ele tinha razão em confiar em você - comentou Naruto vendo a resposta dela e a loira sorriu.

– Minato era uma mistura perfeita dele e minha, ele era um garoto genial, talentoso, e com um coração que não cabia no próprio corpo, ele e Jiraya se davam tão bem, ele sorria tanto perto do filho, palavras por mais bonitas que sejam não descrevem a relação de pai e filho que eles tinham, e eu só me apaixonava ainda mais por aquela família, por que eu dei a Jiraya a maior das suas alegrias, Minato se formou com honras em todos os períodos da escola, e ia ganhar bolsa numa grande faculdade – o seu sorriso morreu e Tsunade custou a se levantar da poltrona pensativa, com olhos turvos de ódio caminhando na direção de Kushina – um dia, meu filho chegou em casa, e eu lembro bem, pois eu vi o fim assim que ela passou por aquela porta, a bela garota de cabelos ruivos, vermelhos como o sangue, era muito parecida com sua mãe Kushina, a única filha de Riyo Uzumaki.

– Esse tempo todo... – Kushina disse.

– Sabe eu lembro do dia que sua mãe foi assassinada Kushina, sufocada com um cabo de aço – ela afirmou sem receio, havia saído em todos os noticiários locais – Minato deveria ter uns cinco anos, Jiraya ficou uma semana trancado dentro do quarto parado na cama olhando pro nada, e mesmo antes de morrer a três anos atrás parecia que a todo momento ele só lembrava-se dela. Foi o pior dos pesadelos ver você entrar em casa naquele dia não para mim, para ele, e dai em diante pai e filho passaram a brigar todos os dias, Jiraya nunca aceitou você, e ele começou a apresentar os negócios da família para o filho e Minato sentiu tanta repulsa e ódio ao mesmo tempo, como se esse fosse uma maquina que estava sento computadorizada apenas para assumir o lugar pai, nunca foi assim, mas eles brigavam tanto que ficaram cegos, Minato repudiou Jiraya com os negócios da família – ela olhou desafiadoramente para Naruto, por os negócios na verdade eram simplesmente a Ordem – e disse que nunca assumiria, foi a pior briga deles e eu lembro de Minato dizendo que não queria ser mais nosso filho, ele saiu de casa e nunca mais entrou em contato foi morar do outro lado da cidade e ergueu a própria empresa, e se casou com você...

Encarou a ruiva.

– Minato amava vocês! – ela disse ríspida – não sei o que houve para duvidarem disso, mas ele amava muito vocês, muito mesmo! Ele sempre tentou contato, e nunca conseguiu, então um dia vocês simplesmente sumiram!

– No dia que vocês se casaram para Jiraya foi a gota d’agua, ele decidiu sumir – ela explicou – e acredite muitas pessoas foram compradas para que isso acontecesse.

– Para os ricos comprar pessoas não é um problema – afirmou Kakashi.

– É verdade – ela rebateu – mudamos nossos sobrenomes para Senju, todas as nossas contas bancarias foram transferidas para bancos de países diferentes, viemos para os Estados Unidos, os negócios foram transferidos para a Noruega como se nunca estivessem existido no Japão, foram mais de 780 milhões de suborno que gastamos, Jiraya mandou que queimassem nossa casa e tudo que tinha nela “Não temos mais filho Tsunade” foi o que ele disse, ele não deixou que eu tivesse nenhuma foto nada, era como se Minato não existisse mais para nós – Tsunade sentou-se novamente sentindo as pernas fraquejarem e os olhos serem preenchidos por lagrimas apertou as mãos – ele colocou detetives na vida de vocês, detetives que mandavam informações vinte quatro horas por dia, fotos, dados, dossiês, sobre o quanto a nova Empresa Namikaze estava crescendo, sobre o quanto rico ele estava ficando, sobre os filhos gêmeos que nasceram, ele estava nos procurando mas ele estava muito bem sem nós, estava rico, feliz, bem sucedido, Jiraya me contava tudo no jantar ele nunca deixou eu participar de nada.

– Madrinha... – começou Naruto.

– Faz 26 anos – ela surtou o choro piedoso que cortava o coração de qualquer um – faz 26 anos que eu deixei Konoha para sempre, faz 26 anos que eu vejo Jiraya ignorar a existência do novo filho que não vejo, sem fotos, sem nenhuma lembrança ele existe apenas na minha memoria.

Ela respirou fundo.

– Jiraya – continuou – Jiraya sempre quis arrastar um dos meninos para os Estados Unidos, algo como uma surpresinha mansa de estamos vivos, eles são nossos netos – bufou uma risada irônica lembrando-se do marido – ele era cheio de joguinhos, pelo menos era isso que ele ficava repetindo o dia inteiro todos os dias, você sofreu um acidente de carro Naruto, no Japão, na cidade de Konoha, você se chama Mori Namikaze e é filho de Kushina e Minato Namikaze, irmão de Memma Namikaze e meu neto, Tsunade Namikaze, foi um terremoto que abriu uma cratera no meio do asfalto e jogou o carro de vocês colina abaixo, nossos detetives estavam logo atrás como sempre estiveram, sabe que trabalhamos com pessoas que lidam com crimes internacionais, então eles são bem ágeis, Jiraya viu a oportunidade perfeita para mostrar para Minato que ele também era necessário, que ele era viável na sua vida, Jiraya sempre obcecado ele viu Minato se dar tão bem na vida que seu foco era apenas entrar mostrar para o filho que ele precisava dele, só não percebia, e ele era trágico queria fazer isso da forma mais trágica possível, foram necessários um três peritos, e dez capangas para garantir que a vida de Memma e Mori não estavam correndo riscos enquanto colocavam você dentro do helicóptero militar e depois foram dois aviões da força russa e cinco médicos mercenários que arrancaram uma fortuna de nós para manter você vivo durante as vinte e quatro horas de viagem de avião até o hospital onde ele te esperava em Nova Jersey, o plano era você se recuperar e simplesmente mandar Minato vim te buscar, era um susto, e Jiraya estava encarando isso como o seu maior confronto.

– E se não desse certo? – Sasuke não aguentou ficar em silencio – e se ele morresse? E se seu filho resolvesse processar vocês?

– Dizem que a tecnologia tornou o mundo pequeno, mas não para nós, como vocês puderam ver nós temos uma incrível habilidade de desaparecer, Jiraya era muito honesto, tão honesto e com uma ficha tão limpa que não tinha medo do mundo – ela suspirou pesadamente – mas então quando você acordou...

– Eu não lembrava de nada – ele a completou e Tsunade assentiu.

– Eu analisei todos os seus exames, e verifiquei todas as possibilidades de cirurgia – Tsunade explicou – mandei que refizessem a bateria toda, e Jiraya já estava com um novo plano na cabeça, adotar você, te criar como nosso filho, ele começou aterrorizar as pessoas comprando o silencio delas, fazendo a sua nova vida garantindo que você nunca tivesse vindo de fora, enquanto eu apenas procurava uma forma de ligar para Minato e Kushina o mais rápido possível – ela gargalhou e fuzilou a ruiva com os olhos – nem me olhe com essa cara odiosa de raiva, eu te entendo, mas ninguém sofreu mais do que por ser casada com Jiraya, acredite eu paguei cada um dos meus pecados, ele nem perguntava o que eu pensava, ele simplesmente agia.

– EU NÃO VOU... – a ruiva dizer que não iria aceitar essa explicação, mas Memma apertou sua mão dizendo para que parasse, que deixasse que a loira terminasse a historia, Kushina viu o filho mais novo de cabeça baixo e relutante, ele estava mal então, mesmo que não a conhecesse ela era sua avó.

Naruto nada disse, apenas por que sabia o que aconteceria com a madrinha por desrespeita-lo, ela até podia ama-lo mas também temia-o, e novamente ela voltou-se para Naruto e se aproximou dele se ajoelhando no carpete com os olhos cheios de lagrimas.

– Me desculpe – ela disse chorosa – me perdoe, quando eu entrei naquele hospital eu juro que foi com a intensão de ligar para eles, eu juro! E quando eu te vi, você é tão parecido com ele, quando eu te vi pensei em como seria viver mais uma guerra entre familiares de novo, entre mãe, pai, filho e agora netos... E o fim dessa guerra? Seria eu sozinha de novo, sem nada, eu me apaixonei por você desde o primeiro instante que vi, você lembra tanto ele, na aparência e no coração maravilhoso que tem, eu achei que poderia dar certo, eu te criei como meu filho e te amei como um eu não podia roubar o lugar dos seus pais que era meu próprio filho por isso pedimos para que me chamasse de “madrinha” e ele de “padrinho”, não é motivo, mas é o meu motivo ridículo.

Ele levantou-se de uma só passando por cima do corpo da loira sem e arrancou o celular do bolso.

– E quando ele colocou Uzumaki como seu sobrenome eu entendi o significava – ela disse finalizando de cabeça baixa – sempre foi sobre Riyo.

– Eu já ouvi o suficiente – respondeu.

– Eu não terminei.

– Sim terminou – as portas da mansão de abriram e Sasuke curvou o corpo para trás curiosamente, e viu dois homens de terno adentrando em sua casa, o primeiro tinha cabelos loiros amarrados em um único rabo de cavalo olhos estranhos e um sorriso de palhaço no rosto, o outro tinha cabelos prateados e físico forte, ninguém além de Sasuke notou muito mas os dois tinha um broche pequeno preso ao paletó de uma nuvem estranha e vermelha como sangue, o loiro tinha mais um broche que era o desenho de uma dinamite, e o cinzento uma foice, que defeito era por ser estudante de Direito e pensar em algo assim, ficou realmente intrigado com isso.

– O que vocês dois... – ela nem terminou de falar e eles a apanharam pelo braço a arrastando pela casa – MAS O QUE ESTA HAVENDO AQUI? PAREM JÁ VOCÊS DOIS!!!

– Desculpe Sra. Tsunade – afirmou Hidan com se fosse um mero empregado que mal conversava com ela – o Chefe manda e a gente apenas obedece.

– Naruto!!! – ela o repreendeu – mande eles me soltarem já! Naruto eu não terminei.

O loiro não respondeu apenas ficou vendo ela se afastar sendo arrancada pelos braços para fora da residência.

– Naruto! O que é isso?! – ela berrava – Hidan, Deidara me soltem!

Mas eles não soltaram.

– Eu vou te visitar – ele gritou antes dela finalmente se colocada porta a fora.

– O que foi isso?! – perguntou Sasuke se aproximando do amigo.

– Nada – ele respondeu cético.

– Mori... – murmurou Kushina dando alguns passos a frente, mas antes que pudesse começar a dizer tudo que desejava três toques na porta foram ouvidos e os saltos pontiagudos adentraram na residência, uma moça de vestido preto liso e rodado com babados discretos cabelos roxos e belos e uma presilha de canto que era uma rosa, nas suas mãos delicadas a prancheta eletrônica que não parava de piscar, ela tinha um sorriso vitorioso no rosto e uma face de que era muito inteligente, Hinata franziu o cenho mais nada disse, ele estava com uma expressão tão seria estranha na face que ela nem sabia mais se o conhecia.

– Vamos mantê-la em segurança, ela não vai escapar! – ela disse se aproximando do loiro lhe estendendo a prancheta, e ele deu os ombros.

– Desmarque todos os compromissos que eu tenho pelo resto da vida.

– O –oque? – gaguejou desconcertada, ele virou-se ignorando todos ao seu redor, apanhou a chaves do carro encima do balcão e o casaco no cabide e partiu em retirada sem dar satisfações – Sr. Naruto...

– É serio – ele afirmou saindo.

– Mas, mas... – ficou confusa, trabalhou desde o inicio e sempre foi a melhor assistente que ele pode ter, mas pela primeira vez ela não sabia o que fazer.

– O que foi isso?! – reclamou Kushina – ele nem me escutou...

– Desde quando ele tem... compromissos? – ele murmurou a pergunta olhando para Sakura, que deu os ombros confusa o encarando, Naruto nunca fora um homem de negócios.

– Acalme-se Kushi – pediu Kakashi – ele precisa de tempo para processar tudo isso.

– Eu só queria abraça-lo... – lagrimas inundaram os seus olhos mais uma vez e o depoimento de Tsunade começou a fervilhar na sua cabeça, Minato, Minato era tudo em que pensava – Kakashi... agora é a hora, eu quero chamar a policia.

– Não nem pense nisso! – respondeu sem olha-la por que notava Memma ainda estático provavelmente pensando no irmão – você viu o jeito que ele tirou Tsunade daqui? Aqueles homens com certeza são uns dos seus detetives, e não a tirou daqui por que não queria vê-la, pode até estar com raiva, mas, tirou daqui por que a ama, esta a protegendo de nós.

– Mas eu sou a mãe dele!

– A única mãe que ele se lembra por enquanto é ela – rebateu Kakashi até que com dureza – é um conselho Kushi, você não quer criar conflitos com seu filho agora.

– Hey – pediu Sakura se aproximando da ruiva – Naruto sempre teve problemas com sentimentos, sempre, ele vai falar com você quando for necessário.

– Estou esperando faz treze anos – ela afirmou chorosa.

– Mas ele não esta – murmurou Sasuke com sabedoria entrando na conversa até que envergonhado, com as mãos enterradas nos bolsos da calça até por que nunca fora bom de consolo, mas se tratava da mãe do melhor amigo, a mãe que ele sempre julgou por não conhecer – ele não estava esperando por nada disso, Naruto sempre se conformou com a amnésia, ele precisa de um tempo.

– Ele se achou estupido e indesejado – Sakura afirmou triste.

– “Que criança ruim eu devo te sido para ninguém ter ido lá atrás de mim” – completou Sasuke lembrando-se das palavras do amigo – ele sempre diz isso.

Kushina arfou novamente mais um choro enterrando o corpo no consolo do seu filho Memma que abraçou com força a amparando, como sempre fez, afinal prometeu a seu pai que sempre cuidaria dela, ela agarrou em sua camisa mostrando seu desespero e ele sabia que não podia fazer nada para consolar a sua dor.

– Coitado do meu filho – ela disse entre soluços – coitado do nosso filho Minato – sussurrou para si mesma.



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