História Heartless - Capítulo 24


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, TenTen Mitsashi
Visualizações 69
Palavras 6.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - As I am with you


A brisa fresca da tarde batia nas janelas velhas de madeira da mansão de tijolos a vista daquela casa tão notavelmente linda e tão totalmente abandonada, queria invadi-la.

Lá dentro, especificadamente no banheiro inacabado, Hinata estava sentada na bancada da pia embrulhada na camisa amassada do Uzumaki, a única coisa que vestia depois daquele momento ardente que acabaram de vivenciar, estava suspirante e suada e completamente insaciada, mas talvez tamanho desejo existisse por que Naruto era muito irresistível, até para ela e até mais do que imaginava, enquanto penteava o cabelo de costas para o espelho admirando o mofo na parede velha pensou em toda sua vida, no quanto ela era um caos de total de cima para baixo e de ponta cabeça e no quanto aquele loiro tão indecifrável fazia tudo isso desaparecer de forma formidável que insistia esconder, sentiu o coração acelerar e um arrepio percorrer a espinha, ela nem sabia mais o que estava acontecendo e no que aconteceria se Sasuke descobrisse, ah Sasuke Uchiha, ela tinha um pacto para ajudar o melhor amigo que era noivo ela não podia simplesmente esquecer-se disto.

Desceu da pia arrastando os pés descalços pela casa empoeirada, deixou a suíte e caminhou pelos corredores tranquilos, vazios, e escuros, todo aquele silencio estava deixando o ambiente estranho bem como o fato de que Naruto estava meio desaparecido a alguns minutos, e ela queria acha-lo.

...

Olhos perolados procuravam por todo parte, desde cada local até finalmente chegar na cozinha, pensou na possibilidade dele ter saído, mas pela fresta da janela daquela cozinha que fora envelopada em preto ainda conseguia enxergar o carro dele escondido entre as samambaias da grande figueira lá no pasto, encostou no armário mofado pensativa, e ela estava usando a sua camisa, ele só podia mesmo estar em casa. Então Hinata agradeceu por ter uma boa visão, no fim da parede que era visível pelos armários embutidos ela viu uma pequena abertura que a fez até arquear a sobrancelha confusa, se aproximou vendo que as mesmas se sobrepunham dando passagem para um longo corredor, sentiu o ar correr só de ver, era escuro e estranho, mas tinha uma luz no fim dele, as vezes a ousadia dela assustava até ela mesma e caminhou como se fosse a maior naturalidade do universo, uma passagem secreta, passou bem rápido pensando no horrores dos filmes de terrores e bem na porta que já estava aberta tinha uma escada para baixo, desceu degrau por degrau devagar e hesitante, pois qualquer coisa poderia estar lá ou nada poderia.

Já no terceiro degrau ela viu que as paredes não eram mais de tijolos a vista, eram de aço carbonizado sondado com mercúrio, e ficou feliz por ser boa em química e lembrar-se disto, mas era tão resistente e eficiente quando titânio, o chão era com pisos luminosos como verdadeiros holofotes, no canto a esquerda Naruto finalmente apareceu a suas vistas, ele estava de costas para ela e apenas usando a cueca box preta, ela não conseguia ver seu rosto mas era claro que estava fumando, o cheiro invadia o local, e na frente dele prateleiras compridas e transparentes que cobriram a parede cinzenta uma encima da outra, bolos de dinheiro estavam alinhados a preenchendo toda, simplesmente todas as fileiras, e não era pouco, era mais do que ela imaginava contar e em dólar suíço é claro, e nunca viu tamanha quantidade tão viva na vida e olha que ela mesma tinha um pai muito rico, mesmo assim a quantidade cifrões era surpreendente, ele estava rígido e talvez não fosse bom ela continuar ali, recuou um pouco subindo as escadas de novo.

– Você é realmente muito curiosa – ele disse antes que ela conseguisse dar mais um passo e Hinata bufou derrotada, ela o olhou de novo que ainda estava de costas pra ela e voltou a sua posição, ele jogou o cigarro no chão e pisou com o seu pé descalço, chutou até o mesmo cair num ralo no canto.

– Eu não estava achando você – ela disse baixinho.

– Regra nº1 “Não confie em bancos e sempre tenha muito dinheiro” – ele afirmou terminando de enrolar as ultimas notas e colocar de volta na prateleira, deu alguns passos para trás então admirando a sua fortuna – enquanto tiver dinheiro sempre terá amigos, mas quando acabar o dinheiro lembre-se que acabam os amigos, por isso não confie em ninguém e mate quem colocar os olhos nele.

– Eu vou te esperar lá encima.

– Eu não vou fazer nada com você Hinata – ele afirmou virando-se para ela – eu já disse que jamais te machucaria. Não confiar em mim?

– Isso não se trata de uma caça Naruto – ela disse cerrando os olhos tentando entende-lo – não é como seu eu fosse uma ovelha e você uma raposa, se trata de mim e de você e eu já disse que confio em você então o que você esta tentando provar?

– Eu não estou te testando.

– Está sim! – ela rebateu o fazendo arquear as sobrancelhas enquanto dava passos em sua direção – você esta sempre me testando.

– É por que você é doida – ele disse a admirando, Naruto sempre soube o quanto as mulheres não resistiam a ele, ele sempre lidou muito com isso, adorava isso, mas pela primeira vez enquanto a olhava ali vestindo nada mais que a sua camisa que ficava grande demais nela, com aqueles cabelos lisos escorridos pelos ombros destacando o azul pela pele branca cheirosa, assim quando era encarado pelos olhos lunares, daquele jeito, naquele momento, percebeu como era difícil finalmente não conseguir resistir a algo.

– O que quer dizer? – ela perguntou descendo mais alguns degraus para que ficasse completamente em sua direção, bem no pé da escada. Naruto apanhou a garrafa preta que estava na mesa cilíndrica, se aproximou bem dela e ofereceu.

– Beba – proferiu a ordem tão suave como um anjo diabólico pronto para um combate.

– O que é isso?

– Rum – ele sorriu então, e deu um gole generoso que vez até os ossos se agitarem nas ramificações dos órgãos em que a bebida passava, ele passou para ela novamente e a Hyuuga aceitou, resolveu entrar no seu jogo – é a bebida favorita dos piratas.

– Você ainda é o mesmo Naruto que eu conheci naquele dia – ela afirmou sentindo o álcool preencher o seu estomago e o efeito possuir a cabeça – e nada vai mudar isso, você tomou um tiro por mim Naruto, e nós conversamos bastante, você não pode ser o criminoso que mostra tanto que é.

– E se eu for? Vamos apenas supor.

– Será o maior mentiroso da história um verdadeiro ator – ela respondeu tranquila mexendo os lábios carnudos vagarosamente – mas de qualquer forma se me matar, terá valido a experiência.

– Por que?

– Por que eu me diverti – pronto o apunhalou de uma vez e com um único golpe, os testes dele então não tinham mais eixo – valeu a pena a experiência de ser compreendida.

– Bom eu deveria ser...

– E não é – ela o cortou – chega! Uma hora isso vai acabar!

– Você me tiraria dessa? – ele perguntou inusitadamente então, e ela engoliu o seco pensando em todas as formas que pudesse interpretar tal questão, então interpretou da melhor maneira possível e sem pensar muito.

– Tiraria – sussurrou colocando a garrafa no ultimo degrau. Os passos de Naruto ficaram mais firmes e rápidos, desse modo que o loiro tão saliente de tão indecifrável apanhou a sua cintura como uma única pegada surpreendente grudando o corpo dela ao seu na parede de aço, Hinata não se mexeu, apenas sentiu o corpo rígido dele pressionar o seu, aquele abdômen forte a deixava tão pequena, sentiu o cheiro dos cabelos loiros enquanto ele se aproximava junto com respiração da sua orelha invadindo o seu pescoço querendo se aproximar dos fios azulados, ela era tão inebriantemente irresistível, e ele também.

– Você é doida, maluca, louca de tudo – ele murmurou no seu ouvido por confiar tanto nele e era por isso que ele confia nela também, nunca imaginou alguém assim – essa é a melhor coisa em você.

Os olhos azuis como o oceano, o mar pelo qual ela era tão apaixonada invadiram os lunares gentis que eram exclusivamente dela, não importava quantos Hyuugas tivessem olhos brancos, os dela eram únicos, e unicamente dele. A beijou, voraz e sem pudor, da mesma maneira que sempre tinha vontade de beija-la como se aquilo não fosse um erro, por que não era, e da maneira que mais adorava, a invadindo com a língua obrigando que ambas travassem um guerra preenchendo um ao outro.

Hinata arfou um gemido desconhecido entre beijos e Naruto a pressionou ainda mais contra a parede, a intimidades roçaram e por mais que conhecidas causavam uma excitação descontrolável, as mãos do loiro erguiam a camisa que era dele mesmo a deslizando corpo a cima querendo arrancar aquilo de uma só vez, assim fez interrompendo até o beijo dando bem mais que a visão maravilhosa dos seus cabelos bagunçados, mas agora do seu corpo, nu, Hinata era bem mais diferente do que ele podia imaginar e não havia um único dia que ela não o surpreendia e depois de doze anos que vivia dessa maneira sem lembrar de nada ele ainda queria que continuasse assim, era o suficiente até que então, tinha medo do passado e quem vivia nele, afinal não queria que ninguém existisse além dela, e se existisse quando se lembra-se iria eliminar com certeza.

Ele beijou a sua clavícula descendo vagarosamente até chegar no vale daqueles seios fartos, sua mãos estavam grudadas naquelas coxas exuberantes e carnudas, ela arfava enquanto seus hormônios despertavam a deixando da maneira que ele mais gostava, toda molhada, sentiu bem isso ao tocar sua intimidade a degustando com os dedos, e pobre Hinata que já estava tão ofegante que sua boca já estava seca.

– Na-naruto... – ela disse tão baixo e fraquejado que ele chega ignorou propositalmente a fazendo imaginar que não tinha nem ouvido, sentiu as unhas dela grudarem nos seus ombros e ficava ainda mais excitado por ver que ela estava indo a loucura tanto quando ele. Ele ergueu e a abraçou pela cintura novamente a beijando insaciadamente enquanto ofegava.

– Como pode? – disse entre beijos enquanto buscava seu perfume deixando as bochechas coladas enquanto ele mergulhava nos fios azulados, apertou a sua carne quase não se aguentando mais e depositou um belo tapa no seu quadril, ouvir ela arfar os gemidos em estase foi aprovador – tão maravilhosa...

– Se você diz – ela disse ainda ofegante alcançando as pequenas mãos na borda da cueca box dele e abaixando até o meio das coxas, Naruto não teve a melhor dificuldade para tira-la sozinho com as pernas e eles estavam tão próximos que ela nem precisou olhar para sentir a imensidão do quanto ele estava excitado adorava isso – eu quero ser sua...

– Minha? – ele perguntou surpreendido – só se for só minha...

– Eu nunca fui de ninguém – respondeu sinceramente e tão fofa quanto coloração das suas bochechas, mas não falava em sentido de não ter tido outro antes dele – eu nunca fui verdadeiramente de ninguém.

– Daremos um jeito então – foi tudo que disse, cogitando que ela não estava raciocinando direito, e ergueu uma de suas coxas a obrigando senti-lo mais carnalmente, bem ali, naquele cofre escondido na casa velha que nem o vento conseguia invadir pressionada contra a parede forte, ele a penetrou, tão intensamente jogando tudo daquele membro grande e forte para dentro dela bem a fundo, arrancando de imediato um gemido gostoso da sua garganta, era com toda certeza a gruta mais apertada e quente que ele já havia invadido. Era realmente maravilhosa em todos os sentidos e isso o deixava bem, saber que fazia se sentir maravilhosa.

Hinata não conseguia controlar os gemidos que gritavam da sua garganta ela tinha sede dele e sabia que ele tinha dela, ouvir aquele gemido rouco dele a deixava satisfeita, era degustador, ele fazia os movimentos de vai e vem a invadindo sem dó como se já conhecesse o caminho a muito tempo, e grudava nas suas coxas enquanto aproximava as respirações ofegantes, era como ir na lua e voltar infinitas vezes e ela não queria parar, viveria aquele momento quente que preenchia cada átomo do seu corpo infinitas vezes, Naruto era intenso e mais do que isso era irresistível pelo menos para ela, não pensava direito quando estava com ele, pelo menos um lugar onde sua loucura era compreendida, pois era oque precisava de tempo de calor, de compreensão de confiança, e só tinha medo que tudo isso se encontrava no amor. Ela arfou alto sentindo ele ficar mais rápido e mais forte e sentiu sua pele suar novamente sendo que nem fazia muito tempo que tinha acabado de se recuperar, juntos eles eram selvagem por que não havia nenhuma piedade e essa era a melhor parte.

– Ahh... – ela gemeu mais alto agora – Naruto! – disse de uma vez, Hinata sentiu a cabeça tontear e as pernas tremerem descontroladamente enquanto ela atingiu o ápice de maneira frenética, ela não conseguiu controlar nem o próprio equilíbrio o orgasmo era forte era intenso, ela escorregou pela parede devagar, mas claro que Naruto não ia deixar que ela caísse completamente, a deitou no chão e dane-se que o chão não fosse confortável como a cama, interessante era o tempo, o momento, se manteve por cima dela vendo a expressão do seu rosto suado satisfeito mais ainda o desejando, continuaram alí só que agora deitados e Naruto por cima dela investiu nas mais fortes estocadas que poderia fazer, e ela acendeu novamente e acendeu o suficiente e o deixando completamente duro e tão caloroso, a abraçou e conseguiu penetrar mais algumas vezes até que não se segurou mais.

– Ah Hinata... – murmurou com um gemido chegando ao ápice completo finalmente, e com vontade de fazer de novo infinitamente, a beijou na testa e permaneceram ali por alguns minutos deitados no piso gelado. Hinata tentando se recuperar e ainda sentindo que a cabeça estava mais pesada do que o normal e Naruto pensativo, pensando em como deveria lidar com aquilo, aquela infinita vontade.

[...]

Quando ninguém mais esperava o dia já chegava ao fim, foram na cobertura de Naruto no hotel onde Tsunade sempre se hospedava, ligou para a secretária dela e até mesmo para o hospital em Louisiana. Nada. A mente de Sasuke borbulhava, estava preocupado e ainda haviam muitas perguntas sem serem respondidas, e agora seu melhor amigo e irmão que escolheu para vida havia adquirido mais uma qualidade, ele sabe se esconder muito bem. Bufou irritado enquanto caminhava com Sakura pelo Central Park, ambos voltando da cafeteria, o carro do moreno estava estacionado perto da 5ª Avenida o que lhe dava o privilégio de pensar por uns momentos, Nova York era imensa e os Estados Unidos maior ainda, o Mundo então o tornava um granizo lembrando que ele era um grande possuidor de recursos, Naruto podia estar em qualquer lugar ele sempre fora muito independente da própria vida até para fazer o que quiser sem pedir a permissão de ninguém, muito menos os conselhos, era um sentimentalista, só não admitia.

Riu sozinho, enquanto descansou os olhos, sentindo a brisa fresca dos eucaliptos que preenchiam os o lugar junto com as arvores floridas unidas aos carvalhos. Ele abriu os olhos e viu a Haruno um pouco a sua frente, toda simples como sempre, a camisa regata de botão verde água e a calça cujas barras não cobriam os tornozelos e os sapa tênis brancos, ela pulou encima do meio fio e começara a se equilibrar, um certo brilho alcançou as pupilas ônix como aquele jeito tão menina que ela raramente deixava transparecer e que francamente, era a melhor das qualidades da rosada.

– Talvez devêssemos chamar a policia – ela sugeriu retomando o lugar na calçada.

– Ele não foi sequestrado – ele afirmou e suspirou – sumiu por que quis, por que está confuso.

E assim ela relaxou a musculatura, ele estava certo. Eles continuaram a andar um do lado do outro e o silencio instalado estava tão estranho quando o clima pesado e Sasuke, obvio estava incomodado, além de se preocupar com o amigo Uzumaki tinha que observar ela agindo com toda a naturalidade do mundo como se não se importasse com tudo, ele nem sabia o por que de estar tão ríspido, mas tinha uma teoria de que simplesmente não gostava daquilo. Ela estava tão calma que chegava ser estranho, a conhecia bem e seu gênio tão transparente, completamente carinhosa e extrovertida, mas tão forte por dentro quase com um espirito de um terremoto, e a admirava por isso, mas de dias em dias aquela mulher vinha assim, seca como a folha do outono, o que era uma tremenda petulância para o significado da primavera no seu nome. E pensou nos últimos cinco meses, em tudo que ela passou em tudo que ele a fez passar, tudo que ela viu e o quanto ela mudou, a culpa era dele que não a amava.

O celular de Sakura, então tocou, o Uchiha custou a observar com o canto dos olhos ela o apanhar dentro da bolsa marrom de franjas, desbloqueou a tela e viu ela sorrir, um sorriso divino a qual ele já não via a um tempo, em um ato quase que involuntário de tão espontâneo e girou a face por que necessitava observar mais, era o sorriso lindo qual expressava tudo que ela era, forte, determinada, ousada e nada medrosa e completamente generosa, e nesse instante percebeu o que mais sentia falta nela, disso de perceber todas essas qualidades.

– Brandom – ele sibilou chamando a atenção dela então de maneira inusitada – ele deve te fazer muito feliz, faz tempo que eu não vejo esse sorriso no seu rosto.

Ela não respondeu, e começou a digitar vagarosamente na tela.

– Ele é um cara legal, você parece feliz com ele – disse sínico agora, e ela novamente o ignorara ainda mexendo no celular – parece que você não é mais apaixonada por mim, não é?

O soar de palavras arrepiou tanto quanto seu modo de dizer que a fez parar os passos no mesmo segundo, Sasuke não entendeu, apenas parou também. Bem ali diante dos eucaliptos suaves perto da pequena ponte do Lago Central, bem no meio do Central ao Park, lá estava ela o fuzilando como um canhão, com os olhos esmeraldas faiscantes de indignação. Ele não disse nada, ela explodiria em questão de tempo como sempre fazia.

– O que você quer?! – ela perguntou brava já – por que esta me provocando desse jeito? As vezes francamente eu não te entendo sério, eu... eu realmente não te entendo!

– Nada, eu só não pude deixar de notar como ficou feliz quando atendeu o celular – ele respondeu tranquilo – eu estava sentindo falta de sorriso Sakura, faz tempo que você esta estranha, comigo! – enfatizou.

– Você vai se casar Sasuke – ela respondeu com as pupilas relaxadas – você esta noivo e não foi nada fácil digerir essa história, você me deixou mais uma vez para ficar com ela e você esta a enganando também...

– Karin..

– Não fale o nome dela! – ela se exaltou consideravelmente – eu não quero saber seja lá o que seja, eu já tive dor de cabeça demais por sua causa, eu não vou tomar as dores da Hinata.

– De qualquer forma parece que você já superou – aquele jeito tão individualista que não sabia enxergar bem o caminho – pode me voltar a me tratar melhor, sempre dissemos que isso nunca ia atrapalhar a nossa amizade...

– Você é um idiota!

– Sakura, mesmo que eu tentasse – ele pensou bem, no pai no irmão, e nela – mesmo que eu tentasse te explicar, você jamais entenderia.

– Você não entende nada de sentimentos e nunca tentou entender – ela rebateu chocada – então não diga que eu não entenderia, você que nunca deu a mínima para o que eu sinto, como eu pude acreditar que você poderia me amar...

– Para de jogar a culpa o tempo em mim! Você só grita, e briga comigo e fala isso e fala aquilo, de fato eu sempre soube que você me amava, e eu tentei te amar, mas quando a gente se separa você não fala, não conversa comigo, não diz nada com nada, só joga a culpa encima de mim de tudo!!! – ele jogou meio que sem pensar – acha que eu consigo continuar vendo você dessa forma!

– Imbecil! Então sempre foi só piedade – murmurou em reluta e sentiu nojo da sua frieza. Ela começou a andar com passos rápidos e ele percebeu que havia feito de novo, Sakura o tira do sério e ele briga com ela, sendo que tudo que queria era não brigar com ela. Tão singela passou por ele de cabeça baixa, como quem iria embora sem dar fim aquela discussão, mas como sempre, nunca haviam fim aquelas discussões.

– Sakura – ele a chamou a pegando pelo braço agora sereno – eu quero entender...

– VOCÊ NÃO QUER!!! – ela disse se soltando.

– Pare de dizer isso...

– Sabe... – ela começou a se perder em lembranças – enquanto as garotas admiravam o seu jeito marrento e sério, todas as vezes que eu via você e o Naruto brigando eu enxergava um rapaz que era mais sentimental do que realmente aparentava ser, e vocês dois me deram tanto trabalho, mas ao mesmo tempo a gente se divertia tanto, sério, eu me apaixonei pela nossa amizade desde o começo, de nós três amava que erámos irmãos, e quando você me beijou pela primeira vez eu percebi que eu não amava apenas o que nós tínhamos ou o fato que você era diferente, era mais, eu amava quem eu era quando estava com você, você sempre me tratou tão bem e tão diferente, e era engraçado por que toda vez que você me fazia sorrir ou rir eu tinha uma vontade incontrolável de dizer tudo que eu sentia, de dizer o quanto eu te amo, mas nunca disse, por que eu nunca tive você complemente, mas você sabia. Eu via você com a Stephanie, com Jenny, com Ginger, com Catarine, com Ruth, com Melody, são tantas, mas sabia que eu guardei o nome de cada uma delas, por que o meu amor por você sempre acreditou no seu melhor, eu sempre acreditei que você ia voltar que você ia nos dar mais uma chance e um dia você ia dizer que também me amava, eu sonhava todos os dias com você, lembrando que eu via um Sasuke que as outras não viam e por isso você me escolheria, o amor sempre tem esperança...

– Sakura...

– Eu dei tudo de mim por você.

– Eu tentei, eu realmente tentei te amar, eu não dei todas essas chances para nós por que eu quis brincar com você, você é minha melhor amiga.

– É, eu sei – afirmou – eu sou sua melhor amiga, e é apenas isso que eu sempre vou ser, eu não posso amar por dois Sasuke, eu já entendi isso, não tenho mais esperança.

– Sempre devemos ter esperança...

– Mas – ela o cortou com lagrimas nos olhos cintilantes que começavam a escorrer devagar, tão transparente quanto o coração que estava quebrado em milhões de pedaços – mesmo esperançosa, o meu coração já não aguenta mais, as vezes você tem parar de insistir.

– Eu nunca quis te magoar.

– Magoou Sasuke – ela disse em prantos – e doí, todo dia, eu fico pensando que eu te dei todo tempo do mundo, e todo sentimento que existia dentro de mim, eu penso que eu me abri com todo o coração e que eu faria isso um milhão de vezes e de várias formas diferentes se fosse necessário até que eu pudesse finalmente acertar e ser tudo que você queria, mas o amor ele não precisa de tempo, ele precisa de sentimento, e isso você nunca me deu.

Ela fez uma pausa para resgatar o ar preso na garganta que tanto soluçava, finalmente havia dito, havia dito tudo que ficou preso no coração desde que se apaixonou pelo Uchiha.

– Você não percebe?! – ela perguntou retoricamente o encarando com os olhos inchados que lhe partiam a alma – a gente tem seguir a vida, a gente precisa! Mas eu, com todas as minhas burrices e erros, eu ainda te amo.

Ele arqueou a sobrancelha surpreso.

– Me ama?

– O duro, é que amo – ela confirmou – amo mesmo sabendo que nunca vai me amar, mesmo assistindo você ser feliz ao lado dela, e vendo o belo casal que formam, e amo mesmo sabendo que você não é homem que ela pensa que é, e amo desejando que se torne, que acorde e que seja alguém melhor pelo menos para ela, ela não merece isso Sasuke, ninguém merece.

Seus olhos faiscaram mais uma vez, como quem faziam um pedido, e Sasuke sabia bem o que era, ela arfou o choro desesperado e saiu andando apressadamente então o deixando sozinho no meio da tarde cujo sol era escondido pelo topo das arvores no parque. Ela não queria que ele respondesse e tão pouco que a seguisse, ficar sozinha era tudo que queria nesse momento. Só queria ficar sozinha, e ele entendia, nunca deixou atacar com os desejos dela, exceto um, ama-la.

[...]

O som magnificamente barulhento de “Sugar” do System of Down batia fortemente dentro do carro fazendo até pessoas que passavam por perto ouvirem, e quando Sasuke estacionou a Mercedes GLE-Class Coupe no meio fio na frente da sua residência finalmente relaxou a musculatura desconfortável ajeitando o corpo no banco de couro pesado. As palavras dela não o abandonavam.

“eu faria isso um milhão de vezes e de várias formas diferentes se fosse necessário até que eu pudesse finalmente acertar e ser tudo que você queria”

Todo tempo só mostrou que sentia, mas nunca havia dito o que sentia. Os cabelos róseos que ele tanto gostava agora invadiram a sua mente e faziam ele se lembrar do seu beijo cujo até o gosto era no sabor cereja.

Um Uchiha confuso era tudo que ele era nesse momento, sua cabeça fervilhava querendo voltar, querendo ir procura-la querendo se explicar, mas, não havia nada para dizer, ele não sabia o que dizer para ela, era tão canalha até nesse ponto e assim pensava.

Desligou o som, e acendeu a tela do celular, que haviam 11 ligações do seu pai, 5 do seu irmão e mais 9 do escritório onde fazia estágio que não conseguiu ir hoje por que claro, além de não ter cabeça agora, teve que passar a tarde procurando Naruto. Acionou a caixa postal e é claro que só poderia ser Fugaku Uchiha desesperado por seu filho mais precioso.

– Sasuke, eu acionei uma casamenteira, quero que seja tudo perfeito para o seu casamento e que não falte nada, seria ótimo se você saísse mais com Hinata e venha me ver, nós temos coisas para planejar sobre a nova empresa – Assim a voz severa de Fugaku afirmou, e Sasuke suspirou, era fato que os Uchihas estavam com a corda no pescoço, mas por que diabos tanta pressa, sendo que o casamento só iria acontecer no ano que vem, de nada adiantaria pressa nesse momento.

Seus olhos então capitaram o carro preto fosco do outro lado da rua embaixo de uma arvore, uma visita que ele não esperava nesse momento, era o carro de Hiashi e seu motorista do lado de fora encostado no capô delineando uma moeda qualquer. Admirou sua casa, pensativo.

– Eu sou um homem morto – murmurou sozinho.

...

Honda avisou que Hiashi Hyuuga seu futuro sogro estava no escritório dele, o esperando e já fazia um bom tempo que estava lá, Honda já não sabia mais quantas xicaras de chá ela deveria servir ao homem que parecia tão bravo.

Sasuke passou a mão pelos fios negros e lisos que preenchiam o seu cabelo e dessa forma com toda postura e como a vida continuasse a mais normal do mundo ele subiu as escadas tranquilamente com a xicara de café extra forte que a empregada havia preparado para ele, as vezes ele não sabia o que seria da sua vida, se Honda não existisse, ela sabia tudo que ele precisava e quando precisava e era leal, de extrema confiança, até mais do que muito Uchihas que viviam na sua vida.

Adentrou no escritório e lá estava Hiashi Hyuuga, de suéter branco fresco e bermudas cor creme que combinavam muito com o seu sapa tênis, os cabelos castanhos como avelãs presos em um rabo de cavalo baixo, com uma das mãos no bolso e outra mexendo no óculos escuro preso no colarinho, ele admirava a rua vazia do seu bairro tranquilo através da janela grande.

– Senhor Hiashi – Sasuke o chamou, jogando celular e alguns papéis do escritório encima da mesa e o mais velho levantou um envelope vermelho com detalhes dourados que estava nas suas mãos desde que havia chegado na casa.

– O carteiro me entregou a hora que eu estava entrando – Sasuke apanhou o mesmo analisando.

– É da Irmandade da Faculdade os Bronkes – ele explicou afinal Hiashi era sempre muito detalhista, e os Bronkes eram a Irmandade mais popular de toda Faculdade de Direito de Nova York, a qual Sasuke fora presidente durante 3 anos seguidos e só passou o cargo adiante por que estava realmente na hora de se dedicar ao estudos e a formatura, a prova do final de curso e TCC teriam que ser apresentados e ele não podia sair sem pelo uma três propostas de emprego, e o Uchiha tinha, várias propostas de emprego e todos os dias as cartas não paravam de chegar pelo o correio, ele era um garoto internacional se formando com honras nos Estados Unidos, as Empresas Advocatícias estavam o fuzilando – é um convite eu imagino, depois eu vejo.

– Eles devem estar te convidando para uma despedida de solteiro eu imagino – respondeu com as próprias palavras do jovem – não é isso que as Irmandades fazem?

– Talvez apenas uma comemoração amigável – ele respondeu tranquilo e mentindo, Sasuke não era o primeiro da Irmandade a se casar, e ele sabia que Vegas era o destino.

– Você ama a minha filha Sasuke? – Hiashi se virou para o futuro genro o encarando com volúpia nos olhos prateados que eram tão desafiadores, era nesses momentos que o moreno sabia que pai e filha não eram nada parecidos – aliás, onde ela esta?

– Ela foi ver o Senhor – ele respondeu sereno – eu passei o dia resolvendo uns problemas, ela não me ligou nem mandou mensagem... Aconteceu algo?

– Ah Hinata – o Hyuuga patriarca respirou fundo e soltou o ar sentindo a musculatura mais pesada do que costumava ser – eu discuti com ela hoje, receio que ela esteja magoada.

– Disse algo que não deveria?

– Não precisei dizer – respondeu esfregando as têmporas agora, procurando um pouco de paz para o coração aflito, por que além de tudo Hiashi também era pai – a maneira como agi fez parecer algo que não deveria.

– Como casa-la com a primeira pessoa que lhe pede a mão só para tirar dela o nome Hyuuga – Hiashi se ergueu a cabeça até que admirando a ousadia do Uchiha – ela me contou, da herança, de tudo, esta mesmo pagando ao meu pai por esse casamento?

– Vocês quiseram esse casamento, você pediu a mão dela e ela aceitou.

– Mas era muito obvio que nós precisamos de sua permissão Senhor, os Hyuugas sempre precisam de um norte do seu líder para qualquer coisa que vão fazer, é claro que ela achou muito estranho tudo isso, o Senhor aceitar com tanta boa vontade, ela pode não ser tão parecia quanto o resto da família, mas ela conhece muito bem a família que tem.

– Mas respeito Sasuke! – ele bufou e o moreno sorriu de canto ironicamente, seja lá o que passava pelas fortalezas dessa família, Hinata, não merecia.

– Hinata é tão delicada por fora – ele gesticulou baixo e tranquilo com os olhos perdidos no meio fio da sua mente nas lembranças inteiras dos vinte e três anos de vida dela – e uma verdadeira granada por dentro.

– Ela é forte Senhor – Sasuke afirmou o encarando – nunca duvide em nenhum momento da pessoa extraordinária que ela é, Hinata é boa e consegue lutar por tudo que quiser, e ela sempre vence – cutucou as palavras enquanto se referia de Hanabi.

– Espero que você não seja como o seu pai Sasuke – ele disse se aproximando do moreno, mas não com o jeito frio e calculista que geralmente tinha – Hinata é minha filha preciosa, eu sei que parece que eu quero me livrar dela, mas nem eu deixaria ela viver com alguém que não a fizesse feliz.

– Eu farei – ele respondeu – saiba que nenhum momento pensei na minha família com relação a isso, e sinto muito pelo meu pai ter tirado proveito disto.

– Eu não o culpo – assim respondeu colocando seus óculos – deveria se impressionar com as coisas que somos capazes de fazer pelo bem da família.

– Tirar Hinata é um bem para os Hyuugas? – Sasuke ousou vendo ele no pé da porta.

– Que bom que se preocupa com ela, é o suficiente – ele respondeu tranquilo antes de se retirar, Sasuke sabia jogar e a verdade era que Hiashi gostava de gente assim que o desafiava, significava que não era fraco, mas também não gostava de perder como estava acontecendo em suas lutas com Hinata – e eu já fiz coisas piores pelo bem dos Hyuugas.

[...]

– Então o que você quer dizer com tudo isso? – perguntou Kakashi para Itachi, ambos ainda estavam sentados ainda no mesmo Café desde que Sasuke e Sakura estavam sob as vistas do irmão mais velho, mas ambos partiram e eles continuaram ali estudando as historias inebriantes um do outro. Kakashi Hatake já estava perdendo as suas consideráveis gotas de paciência com o discípulo e Itachi que já estava na quinta rosquinha mergulhando na terceira xicara de café continuava estático como se o mundo agisse normalmente.

– Oras, você é o homem mais intelectual e honesto que eu conheço – assim ele respondeu – e ainda assim, passou grande parte da sua vida escondendo um dos maiores criminosos do mundo e mais que isso o ajudou a fugir do Japão. E olhe onde você esta agora? Quem diria que meu irmão se tornaria o melhor amigo do neto dele, que ele mesmo sequestrou.

– Se soubesse das milhares de coisas que Jiraya Namikaze fez pelo Japão... por Konoha, teria ajudado ele tanto quanto eu, não foram momentos fáceis para ele e para os Namikazes – ele afirmou confiante – eu o ajudei sim, fui bem pago e apaguei qualquer vestígio de que um dia ele viveu por lá, mas eu jamais! Jamais imaginaria que ele seria capaz de tamanha atrocidade, sequestrar o próprio neto, tanto que ajudei Minato até o fim na busca por Mori.

– Então entenda o que eu tenho que fazer, e analise meus motivos também – assim o Uchiha propôs ousadamente.

– Acha que seu pai vai permitir que eu o integre assim? Ele é a ultima carta que ele tem – retornou e viu o Itachi fechar os olhos, Kakashi o conhecia bem e nem entendia a razão de estar discutindo nunca viu o Uchiha tirar um plano da cabeça – eu não vou fazer isso com base uma ideia que você acabou de ter.

– É a melhor das minhas ideias – continuou de maneira singela, abriu os olhos ônix que custaram no arquear das sobrancelhas – meu pai não pode controlar tudo, e eu tenho que arrumar uma forma dele não controlar Sasuke, eu posso até ir pro buraco e passar o resto da minha vida fugindo, será menos pior que tornar presidente das novas Empresas Uchihas e ver meu irmãozinho como pivô de tudo isso.

– É delicado.

– É brilhante – ele rebateu novamente – a escolha deveria ser minha não é mesmo? Então esta feita, o resto agora é com você, e pense um pouco ele poderá ser tão melhor do que eu.

– Na verdade eu deixei você fazer essa escolha por que eu precisava realmente de uma circunstância, quer dizer, eu precisava mesmo saber se o meu discípulo, era um criminoso ou não.

E Itachi suspirou com um sorriso cínico.

– As vezes você é tão desnecessário.

[...]

Já era quase a noite quando Sasuke Uchiha estava ainda no seu escritório, terminando de digitar as ultimas partes do seu trabalho sobre a conclusão do curso, ele estava completamente focado no tema, enquanto suas narinas sentiam o cheiro da carne de caranguejo amanteigada feita por Honda, admirava como ela gostava de lhe preparar frutos do mar e como sempre lembrava da sua descendência, mas seus olhos guiados pelos pensamentos desviavam a sua atenção, ao lado do convite da Irmandade dos Bronken viu o celular apagado, e não conseguia decidir se estava mais preocupado com Sakura ou com Hinata, eram sete e meia da noite e ela ainda não havia chegado em casa, e considerando que teve uma briga com o pai logo cedo ficou imaginando se voltaria cedo. Uma grande parcela dos seus neurônios faziam a voz de uma certa rosada berrar na sua cabeça sem parar o fazendo imaginar que agora ela deveria estar proferindo o seu tempo ao homem que não amava de verdade, mas que queria amar para esquecer ele mesmo.

“O duro é que eu amo”

As palavras dela tinham todo o sentido do universo, enquanto ele se lembrava que queria ser o homem que faria ela enxergar o quão incrível ela era, pensou nisso e nos motivos para não conseguir ser, e queria entender agora o por que da cabeça estar tão... Vazia.

– Senhor Sasuke – ele ergueu a mente presa ao notebook e viu Honda adentrando em seu escritório meio receosa ela sabia que ele gostava de silencio quando estava estudando – o Senhor te visita, desculpe o incomodo.

– Pode deixar – respondeu suspirante, a culpa não era dela.

De todas as pessoas que podiam estar lá para visita-lo ele esperava qualquer uma, menos ele. Quando Kakashi Hatake o tal investigador particular da mulher ruiva que dizia ser a mãe de Naruto adentrou ele não pode esconder a sua surpresa, assim Honda saiu os deixando sozinhos. Sasuke cerrou os olhos e relaxou a musculatura se jogando no encosto de couro da sua cadeira, assim vendo o homem de cabelos prateados de olhos ousados se aproximar e sentar-se na cadeira a sua frente sem pedir muitas licenças.

– Eu não sei onde Naruto está – jogou sem pudor e diretamente antes de qualquer pergunta. Kakashi soltou um largo sorriso e negou com a cabeça.

– Eu realmente espero que Naruto apareça e vá atrás de Kushina, ela esta muito preocupada com o filho – assim respondeu – mas devo admitir que vim por outro motivo.

– E que outro motivo lhe traria aqui? – perguntou desafiador vendo a cara presa de autoridade que aparentava ser bem bruta.

– Eu imagino Sasuke que saiba que sua família esta sendo acusada de corrupção de governo no Japão e seu pai como 1º Ministro o pivô de tudo isso.

– Acusações são apenas acusações – Kakashi sorriu de novo e Sasuke custou a ficar duvidoso.

– Eu trabalho para ANBU Investigadora – ele afirmou jogando um pasta gorda de documentos sobre a tal referencia – o maior Núcleo Federal japonês de investigação e proteção, e nós levamos nosso trabalho muito a sério.

– Onde quer chegar?

– Eu tenho bem mais que acusações – ele explicou – e eu quero fazer uma proposta.



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