História Hearts on Fire - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Frank Iero, Gerard Way, Gotham, Mindless Self Indulgence, My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Frank Iero, Gerard Way, Gerard Way, Lyn-Z, Matt Pelissier, Mikey Way, Personagens Originais, Ray Toro
Tags Amor, Amor Gay, Bromance, Frank Iero, Frerard, Gerard Way, Lgbt, Longfic, Lynz, My Chemical Romance, Romance, Yaoi
Visualizações 54
Palavras 5.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meu amores 💜
Cá estou eu de novo!

Sem muito o que dizer sobre esse cap.
Só se preparem, porque vem muita coisa pela frente..

Obs: Só acho que o capítulo ficou enorme Rsrs Mas não quis dividi-lo em duas partes...Enfim...

Boa leitura Frerardinas/Frerardinos 💜

Capítulo 13 - Pov. Helena


Fanfic / Fanfiction Hearts on Fire - Capítulo 13 - Pov. Helena

Pov. Helena.


Nem preciso dizer o quão bom era ter o meu neto em minha casa. Que Deus me perdoe pelo que vou dizer mas, Gerard era o meu neto favorito. Michael tinha suas demais qualidades, porém nunca conversava comigo. Sempre que me visitava ficava quieto no seu canto, lendo alguma revistinha de heróis ou assistindo tv.

Já Gerard era diferente. Desde criança ele sempre gostou de ficar comigo, conversar bastante e pintar, fazer todo tipo de arte com tintas, lápis de cor e giz de cera. Desde pequeno, incentivei Gerard à gostar de arte (que fique bem claro que eu não o obriguei), o fazendo criar uma certa paixão por tal. Ele tinha muito talento desenhando e criando obras que ele chamava de "future"; Não era atoa que ele estava trabalhando em seu próprio quadrinho, em uma empresa grande de NY.

Porém, como dizia meu falecido marido "a vida só se torna bela, quando você passa por altos e baixos e sobrevive"; Gerard estava exatamente nessa fase de "altos e baixos". Meu netinho estava andando com más companhias, sendo mais específica, um jovem chamado Robert McChicken ou algo assim. Este mesmo rapaz estava destruindo a vida do meu neto, com uma garrafa de álcool por vez. Eu achei que nunca mais iria o ver, até essa noite... Definitivamente, eu odiei esse garoto quando o conheci. Maldito dia em que Gerard trouxe aquele moleque em minha casa.

                     ⊱✿⊰

Um ano e seis meses atrás...


Estava muito feliz e animada com a vinda de meu neto e seu novo amigo. Já havia arrumado toda a casa e feito algumas guloseimas bem deliciosas, apenas aguardando eles chegarem em meu doce lar.

Gerard não me disse exatamente nada sobre seu novo amigo, só deixou claro que era um amigo de longa data. Pelo jeito em que ele falava no telefone, parecia estar bem feliz com essa nova companhia, já que ele nunca foi de fazer amizades. O que, de fato, eu nunca entendi. Gerard sempre foi um garoto de ouro, bom e generoso com todas as pessoas. Bom, vai entender nossa sociedade...

Por alguns minutos, me perdi em lembranças e mais lembranças da infância de meus netos. Exatamente de todos os momentos que eu estive presente; Os primeiros passinhos, as primeiras palavras, o primeiro dentinho, o primeiro beijo (só o de Gerard pois, até onde eu sabia, Mikey ainda não havia beijado nenhuma garota), e por aí vai. Só despertei de meus devaneios ao escutar a campainha tocar, sucessivas vezes.

- Já estou indo. – Disse, levantado rapidamente do sofá. Em passadas rápidas, fui até a porta e parei diante desta. Arrumei o meu vestido e o cabelo, logo em seguida, abri a porta. – Seja bem vindo... – Perdi a fala ao ver o meu Gerard. Ele já não estava gordinho, não usava aquelas roupas juvenis demais para alguém com dezesseis anos, já não tinha toda aquela inocência que eu tanto apreciava... – Gerard, o que aconteceu com você, filho?

- Como assim vovó? Eu estou completamente normal. – Ele disse, abraçando-me com certa força. Retribui o seu abraço de forma mais leve, beijando sua bochecha esquerda. – Eu estava com saudades da senhora. – Senti meu coração encolher após a frase ser concluída. Gerard era e sempre será muito fofo. "Também estava com saudades, meu amor" respondi, ainda ignorando o jovem ao seu lado. – Vovó, eu quero te apresentar o Robert McCracken, um amigo de New York.

Só então, desviei o olhar para o rapaz ao seu lado. O tal Robert era um tanto alto, por centímetros mais baixo que Gerard; Ele usava uma blusa de manga longa listrada, uma calça jeans preta toda desbotada e um all star pra lá de sujo. Gerard estava bem semelhante ao rapaz, a única diferença era o lápis preto contornando os olhos e uma camisa azul escuro, com o nome de uma banda que eu desconhecia.

- Gerard, já conversamos sobre isso. É só Bert. – Disse o jovem, tirando-me de meus devaneios (que, por alguma razão, estavam mais frequentes). – É um prazer finalmente conhecer você, Helena. O Gee me falou muito sobre você.

- O prazer é meu, Bert. – Estendi a mão para o cumprimentar, fazendo com que o mesmo repetisse meu ato. – Espero que estejam com fome meninos. Preparei muitas guloseimas gostosas para vocês. Entrem. – Disse, pegando a mochila de Gerard e de Robert. – Vão lavar as mãos, eu já volto. Vou levar suas mochilas para o quarto.

Ambos apenas concordaram com a cabeça e seguiram para o banheiro perto da cozinha; Subi as escadas fazendo um certo esforço, por segurar aquelas malas pesadas. O que será que tinha nessas mochilas?! Tijolos?!

Pensei bastante e decidi não deixar os dois dormirem juntos, colocando a mochila de Gerard no seu quarto e a bolsa do "Bert" no quarto de hóspedes. Por algum motivo, eu sentia uma coisa não muito boa a respeito dessa visita de meu neto, mesmo assim, continuei sendo positiva, afinal, não era sempre que podia estar na presença de Gerard.

Desci as escadas de forma rápida, indo em direção a cozinha para pegar as guloseimas que eu havia preparado. Os meninos não estavam lá, pra ser sincera, eu nem estava escutando movimentação na casa, parecia que era só eu mesmo que estava alí, como sempre.

- Gerard? – Falei, aguardando uma resposta. – Gerard?

Eu não fazia ideia de onde ele estava, apenas o vi surgir do nada, como se estivesse brotado em minha cozinha.

- Me chamou, vovó? – Ele disse, passando seu braço por sobre meus ombros.

- Sabe meu filho, você está necessitado de um banho. – Falando de amigo para amigo, Gerard estava com um cheiro horrível de baixo de suas axilas, o que me fez sair daquele "meio" abraço. "Por quê a senhora acha isso? Eu tomei banho ontem.", falou. Não era possível que além de bêbado, ele estava ficando porco. – Já sentiu o cheiro que está saindo de baixo do seu braço?! Fiquei tonta só com o pouco tempo que senti esse cheiro horrível. – Brinquei, obtendo um resultado positivo de Gerard.

- Não é pra tanto vovó. – Gerard disse a frase com uma tranquilidade só, em seguida, cheirando sua própria axila. – Bleh... Pois é Helena, parece que você estava certa... Mais uma vez. Como nos velhos tempos... Prometo que assim que eu comer, eu subo e vou tomar um banho. – Não entendi o motivo dele fazer uma pausa, porém entendi que ele tinha algo à mais a dizer. – Ann... Obrigada por continuar cuidando de mim, vovó. Eu te amo. – Ganhei uma série de beijos por minhas bochechas, fazendo-me corar um pouco.

- Certo, certo. Também te amo, filho. Agora anda, me ajude a levar essas comidas para a mesa. – Falei, tentando usa o meu tom mais autoritário. Entreguei a Gerard a torta de limão siciliano e a travessa repleta de chocolates diversos, o vendo desaparecer no corredor. Peguei a torta salgada dentro do forno e, também, a forma cheia bolinhos de chuva em cima da bancada, acompanhado dos pratos. Entrei no corredor que levava a sala de estar, acompanhando Gerard voltar a para minha cozinha. Pedi a ele que pegasse o refrigerante e os copos, com o intuito de ficar uns segundos a sós com amigo dele, este, que por sua vez, se encontrava sentado num sofá próximo a sala de jantar, com os tênis encardidos em cima da minha mesinha de centro. – Robert, tire os pés da minha mesa por favor, e venha até aqui. – Queria ter sido rude mas isso não era da minha natureza. Com certa rapidez, ele retirou os pés da mesinha e veio para a mesa de jantar, sentando-se na cadeira ao lado da minha. – Então, Bert, onde conheceu meu neto? – Perguntei, arrumando as comidas em cima da mesa.

- Ah... Nos conhecemos num café, bem aleatório. – Disse ele, dando de ombros. "E como foi isso?", perguntei. – Eu não me lembro bem, estava um tanto... Sonolento naquele dia. – Primeira mentira que esse atrevido teve o abuso de contar. Não retruquei, deixei prá lá. Não era meu porte discutir com adolescentes rebeldes.

- Entendo... Torta? – "Sim, valeu. Eu estou varado de fome", respondeu o garoto mal educado a minha frente. Onde estão seus modos rapaz?! Cortei uma fatia bem grande de torta e o servi, o entregando o prato. – Espere um segundo, vou buscar os garfos.

Retirei-me da sala, voltando para cozinha, onde encontrei Gerard, sentado em frente à geladeira aberta, observando os produtos alí.

- O que está fazendo Way? Você pode pegar uma gripe desse jeito. – Perguntei, me aproximando dele.

- Eu... Eu... – E de repente, Gerard começou a chorar. Soluçando e tudo mais. Eu fiquei muito assustada, sem saber o que fazer. O que era mais óbvio, eu fiz; Ajoelhei-me ao seu lado e o abracei, com toda a força que me cabia. – Me desculpe vovó, eu esqueci o que a senhora me pediu para pegar aqui. – A frase foi dita pausadamente, em meio a soluços. Meu coração de avó se apertou ainda mais.

- Calma meu amor, não precisa chorar por isso. – O abracei forte mais uma vez, em seguida me separando dele, para secar suas lágrimas, mesmo com seus olhos fechados – Gerard, você está mentindo. O que aconteceu de verdade?

Foi aí que Way abriu os olhos, fazendo meu ar sumir assim, de repente. Eu não via mais o meu netinho fofo e gorducho, inocente e puro; Eu via um Gerard que eu desconhecia, chapado (com toda certeza do mundo afirmo isso. Posso ser velha, mas não sou lesada!) e com certo grau de embriaguês.

- Não estou mentindo vovó. Eu só esqueci mesmo o que eu vim fazer aqui. – Senti realmente que ele não estava mentindo. Talvez as drogas tivessem mexendo demais seu psicológico. – O que era mesmo?

- Refrigerante e copos, foi isso que pedi meu amor. – Disse, me levantando, ajeitando o vestido em meu corpo em seguida. – Vem, eu te ajudo.

O ajudei a levantar para pegar os copos, os garfos e a coca-cola que estava na parte superior da geladeira, fechando está em seguida.

Lhe ofereci um copo d' água, esperando ele beber o líquido gelado para retornarmos para o café da tarde.

Após nossa refeição de fim de tarde, Way e Bert subiram para os seus respectivos quartos, com a desculpa de que iriam sair a noite (só pra confirmar, Gerard havia tomado banho). Não me opus à eles dois curtirem a noite, mas eu não estava feliz com isso.

E não demorou muito para ambos saírem de minha humilde residência, arrumados e cheirosos. Way ainda estava com aquele olhar perdido em algo, mas demonstrava estar "feliz", diga-se de passagem.

Eu não estava gostando nada nada desse novo Gerard Arthur Way. Eu iria dar um jeito de faze-lo feliz de novo.

                ⊱✿⊰

E foi assim que seguimos por dois dias... Way e McCracken sumindo por todo dia, voltando apenas a noite, em todas as vezes, super bêbados. E como eu sabia disso? Simples. Ambos chegavam de madrugada rindo alto, tropeçando em tudo e atacando minha geladeira, despertando-me do meu sono da beleza.

Hoje seria o último dia de estadia dos dois em minha casa, fazendo-me ficar feliz. Eu amava receber meu neto aqui, mas dessa vez, eu definitivamente não gostei.

Já era noite, eu estava em deitada em minha cama, tentando dormir, mas sem sucesso. Talvez fosse preocupação ou algo assim, apesar de que eu estava um pouco mais tranquila, pois Gerard e Robert estavam em casa, me livrando do medo de acordar de madrugada com alguma notícia ruim.

Com certa lerdeza, levantei-me e fui até o closet, peguei um hobby e coloquei por cima de minha camisola, o amarrando na frente. Abri a porta do quarto e desci para a cozinha, cantarolando uma canção bem antiga. Eu adorava cantar, depois da arte no papel, era a minha arte favorita, pois eu tinha talento para tal. Ah, que saudades dos velhos tempos;

Me posicionei em frente à um dos armários, retirando um copo do mesmo. Coloquei um pouco de leite no objeto de vidro e bebi rapidamente, logo voltando para meu quarto.

O corredor estava quase escuro, denunciando que a luz do quarto de Gerard estava acessa e, provavelmente, a porta estava entre aberta.

Como um leão tenta se aproximar de sua presa, fui indo vagarosamente pelo corredor até chegar em frente à porta do quarto. E sinceramente, eu preferia ter ido ao meu quarto do que ter sido curiosa a esse ponto; Gerard estava praticamente nu, assim como seu "amiguinho", ambos com a boca bem ocupada, por assim dizer... Sabe lá Deus o por que daquilo.

Envergonhada, segui para o meu quarto, fechando a porta assim que adentrei o mesmo. A essa altura eu já havia perdido o sono, então fiz a única coisa que me veio a cabeça: rezar. Deitei-me na cama, ajeitando o edredom sobre meu corpo, em seguida fechando os olhos e iniciando minha oração.

"Deus, eu não sei muito bem o que estou fazendo aqui. O Senhor sabe que eu não sou muito de rezar e nem de ir a igreja, mas preciso de um favorzinho seu agora. Ajude meu neto Gerard nessa fase da vida dele; Eu não vou me importar se ele gostar de meninos, mas por favor, que ele não namore aquele Robert. Só o proteja de todo o mal desse mundo e desse tal Bert. Traga alguém que vá mudar a vida dele para sempre. Quer dizer, não precisa ser agora, mas que seja num futuro não tão distante. Obrigada e amém!", Foi tudo que pedi para Deus, antes de fechar meus olhos e adormecer profundamente.

                 ⊱✿⊰

Como sempre, consegui dormir bem tranquila, acordando só na manhã do dia seguinte, já escutando movimentação na casa. O que me fez lembrar que eu precisava arrumar a mesa para o café, pois, dali alguns minutos meu neto iria partir para sua casa.

Levantei-me em súbito, indo para o banheiro cuidar de minha higiene pessoal e banhar-me rapidamente. Após tudo feito, escolhi um vestido preto com bolinhas brancas e um salto bem pequeno da cor preta também, colocando-os com certa agilidade, seguido de meus brincos e um colar perolado.

Me encaminhei até o andar inferior da casa, encontrando Gerard e Robert prontinhos para retornar para NY, pelo visto, ambos estavam só me esperando descer.

- Bom dia Gerard, bom dia Robert. – Falei, descendo os últimos três degraus da escada. – Já estão de saída?

- Bom dia vovó. – Recebi um abraço do meu neto e um beijo em minha mão direita de seu amigo. Gesto muito educado da parte de Robert, já que este era um porco, um garoto mal educado. – Sim, já estamos de saída. Bert tem que voltar cedo por que hoje ele vai para a Europa com sua mãe.

- Oh, okay então. Boa viagem meu filho. – Disse, com a voz já embargada. Era incrível como eu sempre chorava quando Gerard voltava para sua casa. – Vou sentir sua falta. "Também vou sentir sua falta, vovó", ele resmungou, me abraçando forte. – Eu só tenho uma coisa a te pedir... Não traga mais essa garoto na minha casa e sem perguntas. – Falei baixo o suficiente para que só Gerard escutasse. – Robert, foi um prazer te conhecer. – Não gostava muito de ser falsa, mas naquele momento era necessário.

- Obrigado Helena. Foi um prazer também. Espero te ver em breve. – Ele disse, me abraçando também. Falso... – Vamos Gee, o nosso táxi já estava lá fora.

- Mande um beijo para Michael, diga a ele que estou louca para vê-lo. – Com o coração apertado após proferir a frase, arrumei a jaqueta de Gerard em seu corpo, dando-lhe um último beijo em cada uma de suas bochechas. – Eu amo você!

- Também te amo vovó. Adeus. – E então, ambos saíram pela porta da frente da casa, acenando para mim quando já estavam dentro do automóvel.

Eles mal haviam ido embora e eu já estava com saudades. Só de Gerard, claro. Graças a Deus que aquele garoto sem noção foi embora.

Por mais mudado que Way estivesse, eu ainda via aquele garotinho fofo preso dentre dele... Naquela época eu não sabia, mas a vida lhe daria um "presente" sem devolução; Uma pessoa que o mudaria para melhor...

                     ⊱✿⊰

Depois de alguns meses sem me ver, Gerard ligou-me para avisar que estava vindo para minha casa, trazendo novamente um novo amigo. Devo confessar que fiquei muito temerosa ao saber que iria conhecer mais um de seus amigos, mas quando o vi, o medo se esvaiu, dando espaço a uma simpatia, um amor repentino e outros mil sentimentos positivos; O pequeno (literalmente) Frank Iero.

Apesar do visual "carregado" de preto e um cabelo cheio de gel, eu consegui ver dentro dele uma criança; Uma criança que estava aos poucos, se livrando do medo da vida; Uma criança que estava crescendo.

E nem preciso dizer que ele era muito mais educado que Robert, sempre me chamando de "senhora", oferecendo ajuda em tudo, deixando tudo bem organizado... Não era atoa que Gerard estava caidinho por ele (claro, meus super poderes de avó me diziam isso).

Eu até fiquei surpresa ao ver os dois aos beijos naquela tarde de sábado; Mas não achei ruim, muito pelo contrário, eu pude sentir uma pontinha de amor entre eles. O mais engraçado foi ver a reação de Frank quando me viu e Gerard tentando explicar. Por fora eu estava séria, mas por dentro, eu estava rindo muito.

Eu já estava devidamente pronta para ir ao tal lual de meu novo vizinho, estava apenas esperando os meninos descerem. Sorte a minha que não demorou muito tempo para isso.

Frank desceu primeiro, trajando uma calça preta rasgada, uma blusa azul marinho simples, uma jaqueta de couro e um all star vermelho. Ele estava lindinho demais.

- Uau... – Falou Frank quando chegou perto do sofá onde eu estava. – A senhora está linda! Deixe-me ver melhor, huh? – Sim, ora Frank me chamava de Helena, ora de "senhora".

- É só Helena Frank, e obrigada pelo elogio! – Disse, levantando-me para ele conseguir ver meu vestido azul.

- Adorei o vestido. Caiu muito bem na senhora! – Exclamou Frank um tanto alto.

- Obrigada, querido. Sabe, eu usava muito esse vestido para dançar... Quando meu falecido marido era vivo. – Um sorriso brotou em meus lábios, ao mesmo tempo que meus olhos se enxergam d' água ao lembrar de tais memórias.

- É mesmo?! Tive uma ideia. – Frank disse, fazendo uma pequena pausa. – A senhora tem um rádio ou algo assim?

- Tenho sim, está bem alí atrás. – Apontei para o meu toca-disco logo ao lado da tv. Frank pegou o primeiro disco que viu na estante e colocou no aparelho nada moderno, vindo em minha direção em seguida.

- Eu adoro esse disco do Elvis. É o meu favorito. – Falou ele. – Me concede a honra, Helena? – Nunca, em toda minha vida, achei que algum homem fosse me convidar novamente para dançar. "Já nem lembro mais como faz isso Frank. Já tem anos que eu não danço", respondi envergonhada. – Venha, prometo que não vai se arrepender. Eu não vou pisar no seu pé. – O jovem falou, recebendo uma risada fraca de minha parte.

Me aproximei de Frank, passando meu braços em seu pescoço, recebendo suas mãos em minha cintura (só pra registrar, Frank era mais alto que eu. Bom, qualquer um é mais alto que uma senhora com 1,50 de altura), iniciando movimentos da esquerda para a direita, começando aquela dança tão clássica e tão conhecida por mim.

Apesar de alguns errinhos e outros, Frank estava indo bem, dançando lindamente em sincronia com a música. Já se faziam anos que eu não dançava com alguém, fazendo com que eu apreciasse todo o movimento que fazíamos, deixando-me feliz por dentro. Gerard acertou em cheio ao escolher esse garoto.

- Hey... Estou atrapalhando algo? – Falou Gerard, interrompendo nossa dança.

- Sua vó não está linda, Gerd? – Frank foi o primeiro a se pronunciar, sorrindo após falar.

- Está sim, Frank. Como sempre vovó, você está incrível.

- Parem vocês dois, assim eu fico envergonhada. – Falei, abrindo um sorriso tímido. – Obrigada pela dança, Frank. Você é um pé de valsa. – Falei, "desligando" o toca-disco.

- Eu estou com ciúmes disso tá?! Como você ousa roubar minha avó de mim Frank Iero? – Gerard parecia aquele garotinho de seis anos de novo, com ciúmes bobos.

- Desculpe Gerd, mas sua avó é irresistível. Ela é um doce. – Falou Frank, lançando um olhar sedutor para meu neto... Bom, era o que eu achava né.

- Okay vocês dois, vamos sair logo. Já estávamos atrasados para o lual.

Peguei minha bolsa e então saímos de casa. Gerard estava bem posicionado ao meu lado direto, enquanto Frank estava ao meu lado esquerdo, ambos encaixados em meus braços; Não existia melhor sensação que aquela: meus garotos (eu já considerava Frank parte da família) indo à uma festa comigo. Eu só sentia falta de Michael, mas ele estava presente, mesmo que não fosse fisicamente.

Nem preciso dizer que quase nem caminhamos, já que a casa era do lado da minha; Tudo na casa era organizado, porém nada combinava com nada, típico de adolescentes, o que de certa forma, era verdade.

Dentro da casa tinham apenas algumas decorações praianas bem bonitinhas, uma mesa com algumas bebidas (incluindo refrigerantes também) e, uma mesa com alguns salgadinhos e pizzas. Na parte de fora da casa, continha uma decoração igual a parte interna da casa, a diferença era uma bananeira inflável no meio do deque; Também tinham alguns barris de cerveja e comidas perto das escadas que levavam ao mar.

Estava tudo bem organizado, bem a cara de adolescentes mesmo.

- Gerard? O que faz aqui? – Uma voz familiar ecoou em nossa direção, por mais que o ambiente já estivesse com pessoas circulando e cantando alguma música que eu desconhecia. – Não esperava te ver aqui, de novo. – Pronto, eu foi suficiente para conhecer a voz daquele garoto... O que diabos Bert estava fazendo alí?!

- O que você faz aqui? Pensei que estava visitando alguém aqui. – "E estou. Meus amigos moram aqui. Scott, Alisson, Tammy e Bruce", respondeu Robert. – Nossa, isso é uma grande coincidência... – "E muito estranho também", concluiu Frank, retirando as palavras de minha boca.

- Olá Frank, achei que não o veria mais. Ah, olá Helena... Não sabia que viria também.

- Estou só acompanhando meu neto, não pretendo ficar muito aqui. – Respondi, praticamente o fuzilando com o olhar.

Só de descobrir que Robert estava alí, já havia estragado o clima da noite. Ainda bem que eu não precisava ficar a noite toda.

                    ⊱✿⊰

A festa ainda estava rolando, era possível escutar a música de minha casa, porém não estava tão alta. Fiquei apenas uma hora naquele lugar, retornando pra casa na "hora certa", por assim dizer. Os jovens que alí estavam, faziam coisas estranhas que assustava qualquer um da minha idade. Por isso, avisei meu neto e seu amigo que eu estava retornando para meu lar.

A primeira coisa que fiz foi abrir uma garrafa de vinho e sentar-me no sofá, me livrando de meus sapatos e brincos. Sentei em frente à lareira, apenas observando a mesma até então desligada; Com todo cuidado, coloquei algumas lenhas alí e acendi, só para ficar observando as chamas num tom de vermelho e alaranjado surgirem.

Cantarolando uma música aleatória, voltei a sentar-me no sofá, pensando em minha juventude. A época que era difícil, porém boa, onde as coisas não eram como hoje... Por um lado era bom as pessoas evoluírem cada vez mais, mas por outro, era horrível.

Bebi um gole do vinho, repousando a cabeça no sofá logo depois. Até tentei relaxar, mas estava com um pressentimento ruim o que, de fato, eu estava certa. Frank adentrou minha casa aos prantos, assustando-se quando me viu erguer a cabeça do sofá.

- Desculpe senhora Way, eu não queria interromper. Eu... Eu já vou lá pra cima. – Falou Frank, indo em direção às escadas.

- Nada disso, mocinho. Pode se sentar aqui e me contar o que houve agora mesmo! – Disse, ajeitando melhor meu corpo no sofá.

- Sabe Helena, a senhora já deve ter percebido... – Frank fez uma pausa breve, sentando-se ao meu lado, limpando as lágrimas de suas bochechas. – Entre eu e Gerard rola alguma coisa, eu sinto isso. Quando a senhora nos viu, hoje mais cedo na praia, pensei que iria ter uma reação totalmente diferente, mas de alguma forma, não teve. Eu não sei os seus motivos diante de tal atitude minha e do Gerd, mas eu tenho que agradecer... – "Frank, não é por isso que você está chorando, eu sei. Conte-me a verdade", falei, o pressionando um pouco. – A verdade é que eu estou gostando do seu neto e estou com ciúmes dele, já que fui trocado por Robert. Eu detesto aquele cara. – Pude ver a raiva brotar nos olhos de Frank ao mencionar o nome daquele garoto que eu também não gostava.

- Ah é mesmo?! Gerard não vai fazer isso em minha casa, não mesmo. – Disse, enquanto calçava meus sapatos. – Espere aqui, eu vou resolver isso.

Não sei de onde surgiu tanta raiva em mim, o que me fez ficar irada e irritada, talvez cometendo um erro ao fazer o que eu tinha em mente...

Atravessei a calçada de minha casa e fui novamente para casa dos vizinhos, pouco me importando se eu poderia ser chamada de "velha louca" por meus próximos atos.

Peguei o primeiro copo que vi em cima de mesa, abasteci com um pouco de vodka e virei no gargalo, indo em direção ao rádio que estava na parte de fora da casa. Sem dó e nem pena desliguei aquela música horrenda que estava tocando e fui até Gerard que estava ao lado da bananeira inflável. Pude escutar algumas reclamações das pessoas mas não me importei, apenas falei a seguinte frase.

- Me façam um favor e calem a boca! E você, já para casa. – Apontei para Gerard, dando alguns passos em sua direção.

- O que você estava fazendo, Helena? – Perguntou ele, entre dentes. À essa altura, as bochechas de Gerard já estava num tom absurdo de vermelho, provavelmente ele estava com vergonha. Perfeito. Ponto para a "vovó" aqui.

- Não me responda, apenas faça o que eu mandei. – Escutei no fundo umas risadas e uns cochichos das pessoas, mas pouco me importei. Eu estava alí por um motivo apenas. – E acabem com essa festa se não quiserem que a polícia venha até aqui, ver a maioria de vocês menor de idade, bebendo até não aguentar mais. E você Robert, fique longe dele. – Gerard ainda não havia me obedecido, então, fiz o que qualquer mãe/avó faria: segurei o seu braço e o levei para casa comigo, daquele jeito mesmo: a força. Ele poderia ficar bravo comigo, mas eu estava fazendo aquilo para o seu próprio bem.

- Eu posso saber o por quê daquele showzinho Helena? – Gerard falou, assim que entramos em casa. – Você me fez passar a maior vergonha na frente daquela gente.

- Primeiro, eles nem são gente descente. Não sei porque você fica andando com aquele tipo de pessoa. Segundo, eu já deixei bem claro pra você que não gosto daquele porco, cujo o nome é Robert. E terceiro, peça desculpas ao seu amigo.

- Como você quer que eu peça desculpas para o Bert se não meu deixa voltar lá, huh?

- Você está sendo tolo, Gerard Way. Não estou falando daquele cara, estou falando de Frank. Aquele garoto alí, sentado na poltrona, com os olhos cheios de lágrimas, assistindo você fazer todo esse show desnecessário. – Falei ao olhar para Frank rapidamente, apenas para descrever como ele estava.

- Então foi você?! O que disse sobre o Robert para minha avó, Frank? Eu pensei que fôssemos amigos. – Disse Gerard, indo rapidamente na direção de Frank.

- Você não ouse encostar um dedo nele Gerard Arthur Way. Se o fizer, você pode me esquecer. – Mesmo com muito medo, me coloquei na frente de Frank. Eu sabia que meu neto não iria bater no seu amigo ou em mim, sabia que ele estava assim por conta da bebida, mas né... É melhor prevenir.

- Quer saber? Eu vou dormir. Podem ficar os dois aqui na sala. – Frank levantou em súbito, caminhando de pressa até o terceiro degrau da escada, onde Way estava. "Gerard, eu juro que eu não...", tentou falar o amigo de Gerard, sem resultado. – Pode dormir hoje no quarto de hóspedes. Não quero você comigo está noite. Tenho dito.

Então, depois de proferir aquelas palavras, Gerard subiu para seu quarto, deixando Frank na escada, chorando novamente.

- Não fica assim, filho. Ele só está nervoso e irritado porque eu fiz ele pagar um tremendo mico naquele festa mixuruca. Venha, vou te colocar na cama. – Sequei as lágrimas de Frank rapidamente, arrancando uma fraca risada ao dizer a palavra mico. Passei meu braço pelos ombros do rapaz, o levando para o quarto de hóspedes. Quando entramos no quarto, a primeira coisa que fiz foi abri a porta do guarda roupa e retirar de lá um pijama que era de Mikey, só para ele ter algo confortável para vestir, enquanto Frank já retirava seu tênis. Lhe entreguei o pijama logo em seguida, virei-me de costas para que ele pudesse colocar o mesmo. Ele resmungou algo que não entendi, mas mesmo assim, virei novamente para ele, que se encontrava apenas com a calça do pijama. O ajudei a deitar na cama, arrumado bem o cobertor em seu corpo, abrindo um sorriso antes de voltar a falar. – Não ligue para tudo isso. Gerard só está bêbado. Prometo que amanhã tudo vai se resolver, confie em mim. Boa noite querido. – Falei, dando-lhe um beijo na testa.

- Obrigado por cuidar tão bem de mim, senhora Way. E boa noite. – Ganhei um beijo em minha bochecha direita antes de Frank voltar a falar. – A senhora é um anjo. Durma bem.

Sorri para o garoto, ao mesmo tempo que apaguei a luz do abajur. Saí do quarto rapidamente, indo para o quarto de Gerard; Até tentei entrar, mas ele estava com a porta trancada.

Desisti e fui para o meu quarto. Retirei o vestido e o sapato, os guardando em seus devidos lugares, me jogando na cama logo após.

O meu dia havia sido cheio e complicado, mas algo dizia que o dia seguinte poderia ser pior, mas não para mim, e sim para as pessoas que estavam dormindo em minha casa, nos quartos ao lado.

Por quê a vida gosta de complicar tudo?!

                    ⊱✿⊰

To be continued...


Notas Finais


Espero que tenham gostado amores 💜
Eu amei esse capítulo! Está super incrível! Provavelmente, a vovó Helena vai aparecer em breve novamente.
Deixo a critério de vocês os tópicos!

* Só pra esclarecer... Gente, eu coloquei o sobrenome do Robert errado de PROPÓSITO! Okay..?!*
Desculpem estar postando tão tarde! Tive um compromisso a noite, mas não quis deixar para postar sexta feira à noite... Então, estou postando agora mesmo rs
Desculpem também se o capitulo estiver com erros/coisas sem sentido. Prometo reler de novo amanhã e arrumar o que está errado.
E, desculpem pelo capítulo grande heheh

Beijos amores 💜 (Um beijo em especial para a May, uma pessoa que tem sido muito mais que amiga para mim 💜)

Obrigada pelos 22 favoritos 💜

Até domingo amores 💜
Beijinhos💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...