História Hearts On Fire - Capítulo 21


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Categorias Harry Potter
Personagens Carlinhos Weasley, Hermione Granger
Tags Amor, Carlinhos Weasley, Carmione, Hermione Granger, Romance
Visualizações 196
Palavras 2.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, estou MUITO sem tempo.
D:

Capítulo 21 - Dia 82


Fanfic / Fanfiction Hearts On Fire - Capítulo 21 - Dia 82

Dia 82.

 

 

- Bem, não se prendam por mim. Vou tomar um banho, fiquem à vontade. – Carlinhos pegou uma muda de roupa e caminhou até o banheiro, claramente não querendo se meter na conversa entre os dois. Pelo interesse de Hermione, o outro domador jamais sairia dali sem ter entregado tudo, o que quer que fosse. A namorada tinha um jeito particular de convencer os outros. Trancou a porta atrás de si.

Os olhos cor de mel da grifinória passaram rapidamente da porta fechada para o amigo. Este último parecendo extremamente constrangido.

- Então Kabakchi, conte-me tudo. – O homem suspirou e sentou-se no sofá mais próximo.

- O que você quer saber exatamente, Mia? – Tentou ganhar um pouco mais de tempo, mesmo sabendo que era inútil. A garota sorriu e se sentou na poltrona em frente a ele.

- Você já namorou com Jonathan? – Foi direta. Ele quase engasgou de surpresa com a pergunta.

- Não. – Foi sincero. A morena arqueou a sobrancelha.

- Não? – Ele revirou os olhos.

- Nada formal, pelo menos. – Confessou a contragosto. – Você me conhece, sabe que eu não gosto de me relacionar com as pessoas em geral. Nós estudamos em Durmstrang, ele era do primeiro ano e eu do sexto, como eu era monitor, já tinha tido algum contato com ele na escola mesmo sendo mais velho, por causa disso, quando Jô chegou aqui fui obrigado a ser professor dele e não apreciei nada ter um fedelho como ele sob os meus cuidados. – Respirou fundo.

- Mas? – A amiga instigou. O homem encarou as próprias mãos cruzadas.

- Ele era diferente do que é agora, sabe? – Mordeu o interior da boca com nostalgia. – Nós passávamos um bom tempo juntos, por ser seu guia e seu professor de domação. Ele costumava ser obediente, fazia tudo que eu pedia sem hesitar e me seguia como um cachorrinho para todos os lados... Era uma gracinha. – Hermione sorriu ao perceber que ele sorria também. O olhar de quem estava preso no passado, o verde claro vidrado.

- Então? – Disse curiosa.

- Então eu comecei a perceber que Jô corava quando eu o olhava, tremia quando eu o tocava. Ele simplesmente não conseguia mais se concentrar em nada quando eu estava por perto. Ele sempre foi muito transparente, no começo eu tentei me enganar, mas logo percebi a verdade óbvia...

- Ele se apaixonou por você. – A medibruxa disse num sussurro, percebendo onde a conversa ia chegar.

- Sim. – Concordou com um aceno. – Mas eu não sou fácil de me abrir, você sabe. – Hermione ficou em silêncio, esperando. – Nunca tinha tido muito interesse nem em mulheres, então jamais passou pela minha cabeça gostar de outro homem, não que eu ache isso um problema, é claro. – Ele deu de ombros, indiferente. - Quanto mais ele parecia envergonhado, mais aumentava a vontade de atiçá-lo. Era engraçado demais provocá-lo e eu simplesmente não resistia. Jô é o tipo de pessoa que você sabe exatamente o que está sentindo só de olhar para a cara dele. – O homem de olhos verdes riu, olhando para a amiga. – Um dia eu o perguntei diretamente.

- Sério? – Ela arregalou os olhos. Ele encolheu os ombros. – E o que ele disse?

- Ele não disse nada, envergonhado como estava. Por mais que eu não quisesse me envolver, ninguém jamais pareceu tão lindo quanto ele naquele momento. Mesmo agora, se eu fechar os olhos, consigo ver claramente sua imagem. – O amigo agora parecia cansado. A morena esperou ele estar pronto para continuar. – Então eu o beijei sem pensar.

- Isso não combina com você nenhum pouco. – Hermione sorriu malvada. – Nós sempre fomos parecidos, metódicos por excelência. Você não é do tipo que perde o controle. – Athos teve que rir, encarando a mulher.

- Olha quem fala. A menina de ouro de Hogwarts está aqui numa Reserva no meio do nada com o maior bad boy que este mundo já viu. – Ela mordeu o lábio, contendo um sorriso.

- Gosto de caras maus. – O moreno balançou a cabeça em incredulidade. – Mas depois que o beijou, o que aconteceu?

- Nós ficamos cada vez mais próximos... – Ele corou, desviando o rosto. – Ele nunca estava onde eu não pudesse ver. Percebi que também tinha me apaixonado, isso me assustou, então eu fui covarde e preferi me afastar. Julguei que Jonathan fosse muito novo e tomei a decisão de nos afastar por nós dois, achando que era o melhor para ele.

- Conheço um idiota que fez igual. – Resmungou Hermione.

- Ei, não me chame de idiota, garota. – Carlinhos a olhava feio enquanto secava o cabelo, saindo do banheiro.

- E quem disse que estava falando de você, amor? A carapuça serviu, foi? – Perguntou com a voz doce. O ruivo espremeu os lábios numa linha fina.

- Vocês não conseguem ficar sem se alfinetar por 5 minutos? – Athos franziu a testa achando hilário. O casal se entreolhou.

- Acho que não. É nosso estilo de ser. – Responderam em unissom, sorrindo.

- Vocês são muito estranhos, mas isso é bom. – O líder se encostou perto de Hermione.

- Então... Você e Jô, ein? – Continuou secando os fios. – Qual a chance de se formos sair hoje algum de vocês fazer cena? – Athos revirou os olhos.

- Não me confunda com você. – Os olhos dele brilharam de malícia. – Não pretendo colocar ninguém no ombro e trazer arrastado de volta à Reserva.

- Como sabe disso? – A morena perguntou divertida.

- As histórias correm aqui e Tony sempre foi meu amigo.

- Eu teria apostado em Agatha. – O namorado concordou com um aceno.

- Mas aqueles dois estão juntos há tanto tempo que não faz diferença. – A medibruxa comentou.

- Bem, acho que vou me arrumar. Até mais tarde para vocês. – Levantou-se e saiu do quarto. Hermione trazia um sorriso estranho no rosto e Carlinhos suspirou.

- Por favor, garota, deixe as pessoas resolverem suas merdas sozinhas. – Ela fez biquinho.

- Se Gina e George não tivessem se metido, não estaríamos aqui hoje, Carlinhos. – O ruivo parou de secar o cabelo e a olhou.

- Touché. – Disse totalmente vencido. – Não me diga que eu vou ter participação nos seus planos mirabolantes.

- É claro que terá, líder. – Falou com ironia e riu ao vê-lo se jogar contra o sofá.

- Era isso que eu temia.

 

 

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- Então, nada de shots para vocês hoje, babys. – John apontou para Agatha e para Hermione, falando por cima da música irritante do bar. A loira franziu a testa já ciente das próprias restrições.

- Obrigada por se importar. – Resmungou.

- Ela é óbvio, mas por que eu também? – Perguntou contrariada. Ele contraiu as sobrancelhas com descaso.

- Dá última vez que viemos aqui, você e sua grande sede por shots me deixaram de castigo. – Os outros riram da cara de desgosto dele.

- Se me lembro bem, você se colocou naquela sozinho. – Fez uma pausa caricatural. – E fui eu quem livrei sua pele, Cowboy, então fique quietinho, sim? – Ela sorriu com escárnio, pedindo ao garçom mais próximo as bebidas. – Mas não se preocupe, eu e Carlinhos estamos muito bem, então não tenho porque fazer cena.

- A primeira dama continua eloquente como sempre. – Agatha sorriu malvada.

- Se ela fosse da Sonserina não pareceria tanto. – Athos acendeu um cigarro de forma displicente, sentando ao lado dela. Hermione puxou o cigarro da mão dele e o apagou com uma careta. – É alguma espécie de ritual do grupo de vocês fazer isso? – Perguntou indiferente.

- A loira aqui está grávida, sabe? - A morena ralhou.

- Por isso o cigarro está enfeitiçado para não emitir gases prejudiciais, Mia. – Disse com simplicidade, acendendo outro.

- Como você acha que ele ainda está vivo? – Anthony atiçou, passando o braço no ombro da noiva.

- Justo. – Carlinhos concordou pegando a cerveja amanteigada que acabara de chegar à mesa. Jô, que estava sentado na outra ponta, também pegou a dele em silêncio. Hermione o olhou de soslaio, era quase engraçado quando o drama de casal não era com eles.

- Boa noite pessoal. - “Pensei cedo demais” disse ao ouvir o som da voz estridente da domadora. Achava que teria se livrado dela pelo menos naquela noite. Jô fez uma careta no mesmo instante, assim como Athos. John assoviou baixinho.

- Está melhor da barriga, moça? – Perguntou num tom que parecia preocupado, mas os amigos sabiam que era gozação.

- Estou, obrigada por perguntar. – Respondeu sem saber exatamente como encarar a frase repentina.

- Certeza que eu não vou precisar segurar você dessa vez? – O outro continuou no mesmo tom. – Não sei se nosso querido Jô aqui não aguenta mais uma daquelas, sabe. – Com exceção do mais novo e do seu ex-professor, todos abafaram risadinhas.

- Eu não sei o que aconteceu naquela hora, mas não voltará a acontecer novamente. – Falou olhando para Jonathan.

- Pra sua integridade física, é bom que não mesmo. – Athos disse com a voz fria, a encarando. Os olhos verdes penetrantes capazes de gelar a alma de qualquer um. Os amigos se entreolharam ao ouvirem a frase. Foi a primeira vez na noite que Athos e Jonathan cruzaram o olhar.

- Que cavalheiro. – Murmurou Carlinhos com sarcasmo, rindo enquanto bebia mais um gole da cerveja amanteigada.

- Weasley... – Começou a domadora tencionando tocar no ombro dele, mas um aperto ferrenho em seu pulso frustrou o ato. Hermione levantou o rosto, os olhos em chamas.

- Eu sinceramente não entendo como existem pessoas nesse mundo com tão pouco amor próprio, mas você não faz parte desse grupo, ninguém quer sua presença e o meu namorado não está à sua disposição. Se toque. – A outra arregalou os olhos. A medibruxa nunca tivera um rompante desse antes, independente das suas investidas para provoca-la.

- Isso não tem nada a ver com você. – Falou irritada, puxando o braço.

- Na verdade acho que tem tudo a ver com ela. – Cantarolou Agatha.

- Eu tenho certeza. – John ajudou com um sorriso deslumbrante.

- Concordo. – Jô se manifestou pela primeira vez. – Só vá embora.

- Eu conheço vocês há muito mais tempo do que ela! – A domadora guinchou com a voz aguda.

- Depende do ponto de vista. – Athos falou sem olhá-la. – Mas você pode se enganar o quanto quiser.

- Bem, como você está percebendo, já deu para você. – Hermione adicionou, ainda em chamas. Sarah olhou para o rosto de todos ao redor, que voltaram a ignorá-la.

- Weasley, vai deixar sua equipe me tratar assim? – A voz meio quebrada.

- Na verdade, vou sim. – Deu de ombros, desinteressado. – Sua obsessão por nós é doentia, sabia?

- Carlinhos... – Chamou chorosa. Hermione revirou os olhos.

- Pelo amor de Merlin, mulher, nós estamos juntos e Carlinhos me ama. Ele jamais vai olhar para você.

- Ele já esteve comigo antes. – A morena riu pelo nariz.

- Porque achou que tivesse me perdido. Infelizmente para você, eu estou aqui agora e não pretendo largá-lo. Fui clara? – Os outros permaneciam em silêncio percebendo o nível de hostilidade de Hermione.

- A culpa é toda sua! Se não tivesse vindo pra cá nada disso teria acontecido! – Gritou descontrolada, chamando atenção do resto do bar.

- Pois é. Triste não? – Hermione disse sem se importar.

- Eu estou ficando puta de raiva de você. – A morena riu alto com desprezo.

- Flor, por favor, puta você já é, deve estar no máximo irritada. – Carlinhos engasgou com a bebida e Jô cuspiu a mesa toda com o líquido. Agatha deu uma risada gostosa, junto com outras pessoas do bar. Athos e Tony apenas olhavam com interesse. – Acabou? – A mão de Sarah cortou o ar em direção ao rosto de Hermione, mas com um movimento rápido e fluído, a grifinória segurou seu pulso e o virou, prendendo o braço nas suas costas. A outra gemeu de dor. – Não pense nem por um segundo que ganharia de mim. Eu participei de uma guerra, querida. – Carlinhos e Athos pareciam que iam levantar, mas ela os parou com um olhar cortante.

- Vadia! – Hermione soltou o ar pelo nariz.

- Não me ponha na sua categoria, ok? – Soltou-a com um empurrão. – Se quiser continuar, estou totalmente apta, mas vou avisando que não vou me segurar e vou te dar uma surra. – Sarah massageou o braço, o olhar fervendo de ódio.

- Você vai me pagar por isso. – Sussurrou.

- Estarei esperando. – Hermione sorriu ao vê-la se afastar.

- Garota, você não consegue sair sem chamar atenção? – Carlinhos riu, beijando a namorada.

- Achei que já foi tarde. – Agatha falou ainda rolando de rir. – Adorei!

- Defendendo o território, Mia? – Athos sorriu minimamente, ela o olhou com ceticismo.

- Não quero ouvir isso de você, tendo em vista sua ceninha “é bom que não mesmo”. – Pontuou com os dedos fazendo aspas no ar. Jonathan ficou rubro no mesmo instante e se levantou num rompante, deixando a mesa.

- Mia! – Ralhou. Ela voltou a se sentar.

- Vá atrás dele. Não vão conversar nunca se estiverem num lugar cheio de gente, não é? – Ele assentiu e foi atrás do mais novo, saindo do bar.

- Você calculou isso? – Carlinhos arregalou os olhos. Hermione sorriu com astúcia.

- Eu não diria isso.

- Eu diria. – John riu.

- Bem, mas todo mundo concorda que a tensão deles precisa ser resolvida. – Tony olhava para onde eles desapareceram. 

- Tensão sexual. - Agatha falou baixinho no ouvido de Hermione, tirando uma gargalhada de ambas. 

- Isso quer dizer que estou livre das suas maquinações, garota? - O ruivo a encarou.

- Não mesmo. - Sorriu felina para ele. - Ainda tenho planos. - "Para ambas as situações" completou mentalmente, pensando na domadora. 

 


Notas Finais


Espero que gostem!


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