História Hearts War - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Choi Youngjae, Got7, Im Jaebum, Jaebum, Jinyoung, Mark, Markjin, Youngjae, Yugyeom
Visualizações 179
Palavras 1.325
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bora colocar música triste?

Capítulo 29 - Vinte e nove


.29.

Tenha cuidado quando tiver o coração de alguém nas mãos.

 

 

O Coronel Im Jaebum encarou os rostos conhecidos que olhavam para frente. Pensando sobre si mesmo, JB percebeu que nos últimos quatro dias fora muito severo com a equipe. Dessa forma, também percebeu que fazia 4 dias que não visitava Youngjae. Estava evitando-o e não sabia porquê. Talvez o medo de encará-lo e ver o quanto o menor estava decepcionado com ele.

-Para aqueles que subiram de cargo, continuarão comigo. O restante será treinado pelo Coronel Yi-Jong. Vocês têm uma nova tarefa, que é fazer uma vigia nas torres espalhados pelo local. Os turnos serão divididos em dois e a troca será realizada ás duas horas da manhã. Entendidos?

-Sim, senhor!                                                                                                                                                 

-Ótimo, 200 flexões e 100 abdominais.

 

 

 

 

 

 

Youngjae observou o céu claro, imerso em seus pensamentos. Como ele pode ser tão filha da puta? Ele estava puto. Permaneceu quatro dias na prisão comendo farinha, água e açúcar sem que o seu amado filho da puta Coronel lhe visitasse.

-Ele é tão filho da puta.

-O que está murmurando?

-Não te interessa, Nam. -Respondeu irritado. -Essa merda toda está acontecendo por causa de você.

-Olha lá! Im Jaebum ordenou que pegássemos o lenço. Ele disse: “Verei como você lutam com os seus oponentes”. O que você acha que eu fiz? Lutei com meu oponente! Acha que farei cócegas para conseguir a porra de um pano vermelho?

Choi suspirou e permaneceu calado observando o céu ficando cada vez mais escuro. Observou que as nuvens estavam juntando, perdendo a cor azulada.

-Por que não o chama de Coronel?

-Porque eu não o considero. -Nam respondeu deixando o Youngjae pensativo. -Para ser sincero, não gosto dele.

-Não?

-Não. -Afirmou. -Para mim, ele não merece este cargo.

 

 

Durante o treinamento, Jaebum foi chamado para uma nova reunião, sendo assim, houve um intervalo. E ao receber a impressão, não parou de observar desde então. Observou o relógio que marcava cinco horas em ponto. Pela última vez, olhou a impressão:

 

Rastreamento de IP: Quarto 7 e 15

Lista de suspeitos

Chung-Hee (15)

Dong-Yu (7)

Nam-Yu (7)

Bom-Hwa (15)

Choi Youngjae (7)

Não ouvia uma palavra sequer da discussão que rolava ali. Seus olhos focavam em apenas um nome. Os problemas a cada dia tornavam-se piores. É impossível Choi Youngjae ser um intruso. Ele tinha 100% de certeza que ele não fazia parte disso.

Seus olhos mudaram de direção encarando o Yi-Jong, aquele que indicou o menor como suspeito.

-Jyeong tem uma suspeita que o IP vem do quarto 7, mas sem confirmação por enquanto.

-Embora os aparelhos estão sendo usados por dois quartos, no gráfico a intensidade está no quarto 7. Preciso de  no máximo, dois dias, senhor. Eu sugiro que comece a colocar os soldados que estão fora da lista para vigiar as torres.

-Jaebum. -O general lhe chamou, fazendo que ele tirasse os olhos do papel. -Indique os melhores para vigia da torre esta noite. Podemos terminar a reunião, Senhor? -Perguntou encarando o Marechal, este que apenas assentiu.

-Já foi passado a tarefa de vigia. -Jaebum respondeu deixando a sala silenciosa. Foi o primeiro a levantar saindo da sala. Encarou o céu, que estava cada vez mais carregado.

 

Youngjae fechou os olhos ao sentir gotas d’água descer pelo seu rosto. Após um tempo, decidiu abriu os olhos dando de cara com o céu escuro. As gotas aumentavam e engrossavam gradativamente.  

-Está de sacanagem! -Nam reclamou gritando de raiva. -Logo isso aqui vai virar uma poça.

-Morreremos então.

-Minha bunda que morreremos. Tire sua blusa e faça um teto. -Nam falou. -A água demorará passar por ela. Ganharemos um tempo.

Sem pensar duas vezes, Youngjae tirou sua camisa abrindo-a por completo.

-E agora?

-Faça 4 buracos em todos os lados das paredes para encaixar as pontas. Use as pedrinhas para segurá-las.

 

Jaebum colocou as mãos na cabeça observando a chuva cair forte. Estava preocupado, Youngjae poderia pegar um resfriado com aquela chuva. Sabia que ele tinha o seu sistema imunológico fraco.

-Mais uma volta. -Gritou observando os rapazes gritarem “Sim, senhor”.

 

Youngjae sentou no chão, sentindo a água penetrar pela sua calça. A chuva estava forte e a blusa não aguentou o peso. Estava cansado. Queria que seu pai tivesse ao seu lado, contando suas histórias que lhe admirava. Porém, só ouvia Nam reclamar sem parar praguejando qualquer coisa.

Seu coração doía. Os sentimentos de saudades estavam cada vez mais vivos. Tanto do pai quanto de Jaebum. Chorar, apenas chorar. Era tudo que ele queria naquele momento, mas não poderia. Não estava sozinho. Abaixou a cabeça encostando nos joelhos e fechando os olhos. Ele sobreviveria aquilo.

Não soube quanto tempo passou, mas Choi sentia a água em sua barriga. A chuva não havia cessado. Um barulho atraiu a atenção de Youngjae, este que levantou a cabeça vendo a grade ser aberta.

Seu coração acelerou quando viu Jaebum encharcado, com a água escorrendo pelo seu rosto. Com um braço, o coronel usou toda a sua força puxando o menor. Choi lhe observou abrir outra grade e tirar Nam da mesma forma.

E ali que se deu conta que Jaebum importava-se com ele um pouco, mas não o suficiente. A raiva que estava sentindo por ele era mais intensa que tudo.

-Você lembrou da minha existência por causa de uma chuva? -Perguntou, logo em seguida rindo.

-Nam. -Jaebum encarou o Choi, sentindo que as coisas iriam piorar ali. -Vá para o treinamento, os meninos estão treinando na casa grande, faça o mesmo.

-Sim, Senhor.

Choi Youngjae lhe encarava sem expressão alguma, magoado com aquela merda toda.

-Vamos sair da chuva, você pode pegar um resfriado.

-Você é idiota? -Youngjae murmurou. -Aliás, não responda. Foi retórica. Já estou encharcado, já estou molhado, já peguei a chuva. Sabe o que foi mais ridículo disso tudo, além de você me ignorar?

-Estamos no trabalho e-

-Trabalho, trabalho e trabalho! Usa essa sua cabeça oca e lembre se me ignorou totalmente antes do natal. Se você está preocupado sobre nós, ninguém sabe! Nunca precisei demonstrar para todos saberem! Você já me viu reclamando de alguma coisa? Você já me viu reclamando quando você me manda dar 10 voltas e fazer 200 flexões? Já?

-Deix-

-Não. Você nunca me viu. Nunca reclamei disso, porque eu sei a diferença de trabalho e nossa relação. Aliás, se é que existe “nossa relação”, porque não sei o que diabos você está fazendo. Parece que jogou nosso relacionamento no lixo. Não. Você JOGOU nosso relacionamento no lixo. Eu me perguntei durante esses quatro dias se eu fiz alguma coisa errada.

-Você não f-

-Por que diabos está agindo desse jeito se eu não fiz nada de errado?

-Fui ordenado. -Jaebum respondeu. -Não posso falar sobre isso.

-Então pare de agir dessa forma!

-Eu fui ordenado, Youngjae!

-Ok. -O menor suspirou passando a mão no rosto. -Ok. Já que foi ordenado... Nosso relacionamento acaba a partir de hoje.

O que? Im não soube absorver aquelas palavras. As batidas do seu coração estavam devagar. O seu corpo estava em transe, sem conseguir movimentar. Ele havia falhado. Ele havia estragado tudo. Seus olhos observaram o corpo de Youngjae afastar-se dele cada a vez mais.

Ele acabou de se destruir. E acabou de destruir um coração que lutou para conseguir. 

Choi Youngjae sentiu seu coração partir em pedaços ao estar longe dele. Sua respiração estava falha. Entrou em um corredor rapidamente entrando no quarto e indo ao banheiro. Seu corpo escorregou lentamente pela porta em direção ao chão.

Seu peito inspirava e expirava rapidamente com soluços altos. Seu peito doía tanto. As lágrimas se misturavam com as gotas geladas que escorriam dos fios morenos e desciam pelo rosto.

-Por favor, tire essa dor. -Murmurou enrolando algumas palavras. -Isso não devia estar acontecendo. Tire essa dor que só cresce. Por favor... Por que isso está acontecendo comigo?  Estava tudo bem. Por que você me decepcionou, Jaebum? -Youngjae tampou o rosto com o braço. -Eu me odeio.



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