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História Heaven - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá galera!
Hoje tô trazendo um namo bem lindinho de presente de aniversário pra minhas best, a yeolli /bate palmas.
Yeolli, feliz aniversário e felicidades! Espero que goste da fanfic e vocês aí também, hein?!
Boa Leitura!

Capítulo 1 - Humana


Estou me adaptando a falar nisso, é como se eu estivesse conversando comigo mesma, mas vou tentar fazer isso da melhor forma possível.

Bom, me chamo Im Nayeon e tenho alguns anos a mais que os humanos normais, tenho uns 722 anos atualmente, mas isso não vem ao caso. Era um anjo. Sim, um anjo, como aqueles que vocês vêem nas televisões, mas uma versão mais legal, eu diria, por exemplo minha aparência era que nem a minha de quando era uma jovem humana. Minha auréola era dourada, mas nada tão extravagante, eu gosto das coisas mais naturais, se você me entende. Eu falo "você", mas eu 'tô falando apenas com um pedaço de metal que brilha e isso é extremamente estranho.

As minhas asas eram médias; as longas incomodavam e as curtas eram sem graça, pelo menos em mim ficaram.

Vivi alguns anos sendo anjo da guarda de algumas pessoas e todas elas eram incríveis. Lembro-me muito bem do primeiro humano que cuidei, era um garoto e seu nome era Kim Jongin. Um menino gentil e bem animado, também era fofo, mas ele ficou frio e seco por conta do tratamento que recebia de seu pai, um carrasco. Jongin era um príncipe de alguma cidade da Coréia, já comandou por um tempo o lugar após seu pai, mas acabou morrendo alguns anos depois de assumir o trono por conta de um envenenamento. Eu não pude fazer nada a não ser esperar seu corpo reagir, até porquê nós, anjos, só podemos ajudá-los quando estão acordados e com a consciência ainda presente e Jongin já estava dormindo quando morreu. Nós não temos a visão do que os outros pretendem a fazer com nosso humano, temos apenas a visão do nosso juntamente com suas escolhas, pensamentos, sentimentos e personalidade. Foi um momento péssimo para mim quando senti sua morte. Antes que você me pergunte, sim, nós sentimos a morte de nosso humano, claro, não tão intensamente, mas sentimos e vemos seu estado final em nossa mente e é bem lúcido, por isso fiquei tão mal ao vê-lo morto. De certa forma, assim que nós assinamos o contrato por tal vida humana, nós passamos a nos conectar ao mesmo, ajudando-o a pensar de formas diferentes ou tomar outras decisões. É uma ótima responsabilidade, mas também é frustrante e triste. Digo frustrante pelo fato dos humanos serem cabeças-duras e isso me irrita. Lembro-me que na época de 1500 havia uma mulher que fiquei responsável. Ela era uma pessoa boa, mas tão teimosa quanto! Não me lembro direto seu nome, mas lembro-me perfeitamente de sua aparência: morena, cabelos e olhos negros, algumas pintinhas fofas e um sorriso lindo! Acredito que se ela estiver viva nesse século, ela é ou vai ser uma mulher empoderada e super independente, que nem em sua antiga personalidade.

Os humanos são seres incríveis e podem fazer muitas coisas, mesmo que cometam alguns erros no caminho, sabemos que há uma boa intenção no fundo e eu aprendi isso cuidando deles. Fora uma ótima experiência. A não ser uma. Quer dizer, foi uma boa experiência também, mas fora complicado quanto e é por ela que estou aqui agora gravando esse negócio até agora.

Hirai Momo era só 'pra ser mais uma humana em minha vida, onde eu cuidava dela, seu jeitinho adorável e incrível, mas eu cometi um crime nos céus: me apaixonei por ela. Nós temos uma regra em todos os contratos, a qual nós, anjos, não podemos de maneira alguma nos apaixonar pelo nosso humano. O por quê disso? Alguns anjos podem fazer coisas absurdas para trazer o humano para o céu, tirando de sua vida terrestre e isso é algo gravíssimo. Todos nós já tivemos uma vida antes e eles merecem viver algo também ou reviver, dependendo do caso, e tirá-los de lá seria o cúmulo. Mas eu não fiz isso, eu apenas dei umas dicas para ela.

heaven

8:00am - november 9th, 1996

"- Nayeon?"

"- Hm? Oh, diga"

"- Hoje será o seu dia - a garota sorriu se aproximando - Preciso que me acompanhe."

"- Não nego que eu esteja com um pouco de medo - sorri ansiosa. Já suspeitava o que seria, mas apenas me contive e esperei."

A menina que havia me chamado era minha melhor amiga de anos, minha parceira e companheira, Tzuyu. Era uns 200 e poucos anos mais nova, mas nos amávamos muito, sempre conversamos muito sobre tudo e isso era incrível. Tzuyu era encarregada de destinar os anjos aos humanos que estava chegando, era corrido, mas ela amava muito trabalhar naquilo, era sempre perceptível seu sorriso contagiante toda vez que nos chamava.

Eu estava bem ansiosa, fazia anos que não cuidava de um humano. O por quê disso? Eu tinha uma amiga, Sana, e ela se apaixonou por uma humana. Foi algo bem tenso, ela amava muito a garota, mas algum dos anjos revelou isso para nosso superior que ficou furioso porquê já durava mais de 1 ano aquilo e Sana continuava a mandar mensagens através dos sonhos da humana. Sana foi punida, condenada a viver na Terra até sua morte até que ela voltasse aqui. Eu acabei sendo punida também pelo fato de ter acobertado a Minatozaki, então não pude cuidar de humano algum por uns 100 anos. Felizmente Sana voltou e parece estar feliz, disse que sentiu nossa falta quando foi e eu achei adorável. Ela decidiu ficar responsável por todos aqueles que eram novos no céu, explicando para eles e cuidando também, alegando que era mais leve e deixava ela com o coração mais quentinho. Foi uma época meio insana para todos nós.

Tzuyu me levou para o local onde assinamos os contratos e temos uma pequena visão da vida da pessoa, vendo um pouco de sua infância e adolescência. Naquele momento, fiquei encantada, a humana era fofa e alegre, aquilo me deixou bem-humorada e animada para cuidar dela. Já me senti conectada com ela antes mesmo de assinar o papel.

Assim que terminei a assinatura, senti um frio bater em meu corpo e sabia que era normal, pois aquilo indicava que eu havia me conectado com minha humana e ela sentiu isso, mesmo que fosse um bebezinho. Além disso, para comprovar que um anjo e um humano estão conectados é apenas observar alguma manchinha ou pinta que os dois tem no mesmo lugar. O terrestre acaba desenvolvendo uma pinta idêntica ao seu anjo da guarda, que já tinha por sua natureza. Momo acabou adquirindo nas costas, mais especificamente nas gordurinhas. Era adorável, eu amava observar ela quando bebê e ver que tínhamos uma pontinha igualzinha, eu ficava toda boba!

Eu considerava Momo minha humana favorita dentre todos os que já estive conectada, desde criança. Ela era uma criança espoleta, animada e bem criativa, às vezes, quando ela ficava sozinha, eu mandava alguns pensamentos inocentes do universo e ela consequentemente ficava pensando no tamanho do Sol ou o por quê da estrela ter as 5 pontas. Era bem aleatória também, sempre me surpreendi com ela até o resto de meus dias.

A pequena era super ansiosa para ir à escola, amava ir encontrar seus amigos, ler as estórias e brincar de correr. Sempre tivera muita energia, era inacreditável que pudesse ser tão rápida e brincalhona! Lembro-me de uma competição que houve na escola, ainda quando era uma menininha, eles precisavam correr rápido para ganhar o primeiro lugar e Momo conseguiu despistar todos os obstáculos e ganhar a medalha de ouro, isso que ela tinha 7 anos ainda. Fiquei tão orgulhosa! Seus pais haviam ficado encantados e levaram ela num parque de diversões para comemorar e, do jeito que era esfomeada, comeu demais. Essa era mais uma característica da Hirai: sempre comilona. Era fofo ao ver sua felicidade comendo as besteiras que tanto amava!

Mais uns anos se passaram e a japonesa já tinha seus 12 anos. Sua mente já estava um pouco mais madura e já tinha o corpo mais formado, mas nunca deixou de ser alegre e distribuir sorrisos por aí. Fora uma época mais complicada também, já que estava passando pelo processo da separação dos pais e foi quando a puberdade começou a desabrochar em si. Momo sentia muitas dores no início, mas sua mãe era um anjo e conseguiu ajudar, além de eu tentar distrair minha garotinha. Meu coração se partia ao vê-la daquele jeito, mas conforme o tempo passava, as cólicas ficavam mais fracas e mais suportáveis. Nessa época também, a Hirai começou a pesquisar sobre a tal orientação sexual e gênero. Foi então, um ano depois que a garota se entendeu como uma mulher cisgênero lésbica e ela tinha muito orgulho disso. Seus pais já estavam separados e então eu ajudei a garota a se "revelar" para sua mãe, o que aconteceu alguns anos após, com seus 15 anos, já que nada havia mudado e tinha certeza do que era. Como eu havia imaginado, fora uma ótima ideia: a mãe Hirai apoiou a filha e ficou entusiasmada com a ideia de que teria uma "segunda filha" para cuidar. A felicidade de Momo era tudo para si e era perceptível, era lindo de se ver e sentir, e, graças ao universo, eu pude sentir aquela sensação de conforto e carinho que a humana estava sentindo. Fora uma das sensações mais especiais que já tive, ela é indescritível.

Aos 17 anos Momo era uma mulher linda: cabelo curto e preto, como seus olhos, o corpo com curvas esbeltas, o busto era firme, mas delicado e seu rosto era celestial. Hirai sim parecia um anjo ou, melhor, uma deusa. Era impossível não perceber a beleza contida em seu rosto; era delicado, mas bem expressivos, seus olhos negros e cintilantes, seu nariz perfeitinho e sua boca extraordinária. Era a parte que eu mais gostava, não vou negar isso. Eram vermelhinhos e roliços, aquilo realçava sua pele queimadinha e eu era totalmente entregue aquele sorriso sereno dela.

Na época de seus 19 anos, eu observava ela de uma maneira totalmente diferente. Ver sua evolução, ver o quanto amadureceu, ela já não era mais aquela garotinha boba, mas sim uma mulher linda e responsável. Claro, não havia deixado de lado seu jeitinho preguiçoso e manhoso de ser, mas ela parecia que estava mais sedutora. Momo já estava de cabelo longo, não abandonando sua tão amava franjinha, e com um corpo lindo, parecia que fora esculpido pelos deuses. Nunca me iria me cansar de olhar sua beleza de um jeito exuberante ou daquele jeito travesso e preguiçoso de menina. Ela tinha o espírito de várias personalidades em uma pessoa só. Meu coração não aguentava ao ver a transformação constante dela, principalmente quando ia a festas requisitadas ou acompanhar os pais em um evento importante. Tirava um pouco de minha sanidade e eu amava. Nessa época ainda eu percebi meus sentimentos em relação a humana. Eu sentia desejo de tocá-la, beijá-la, poder cuidar dela e amar para todo o sempre. Queria ter a oportunidade de conversar com ela e poder fazer um cafuné nela, enquanto tomávamos café, mas tudo isso era impossível. Eu não podia, era uma lei, mas o sentimento foi mais forte. Eu não tinha culpa, mas aconteceu: eu estava amando Hirai Momo, uma humana. Aquilo sempre me pareceu errado, mas eu não tive como negar, parecia que eu estava tão imersa em meus sentimentos e fantasias e me deixei levar. Por conta disso, eu lembrei da história de Sana, ela se comunicava com a garota através dos sonhos e então eu resolvi tentar. Eu descobri que eu entrava em seu sonho com minha aparência e eu então podia conversar sobre tudo e questionar também. Eu estava comendo um crime por ela. Sim, um crime; nós só podemos usar essa técnica de entrar nos sonhos quando o humano está em situação de riscos ou problemas graves, assim dando conselhos e podendo ouvir seus desabafos. Bom, não foi o que aconteceu.

1st hirai's dream

"- Momo, eu não sei como fazer isso bem, mas eu queria dizer que você é incrível. Eu te amo - eu disse sem a garota ao menos saber quem eu era."

"- Eu nem sei quem você é, desculpa - ela me olhou estranho - Você deve estar se confundindo."

"- Eu sou um anjo e te observo, garota - na cara dura, mas disse - Você é maravilhosa, queria conversar com você mais vezes - sorri."

"- Merda, cadê minha mãe - eu ri - É sério, isso é bizarro."

"- Relaxa, eu sou uma boa pessoa, eu juro pra ti - insisti - Quer ver?"

"- Tô de boa - ela se afastou um pouco - Eu vou embora."

"- Vamos conversar poxa, sou legal até - impliquei - Juro que não irá se arrepender."

Ela só me ignorou e então eu sumi de seus sonhos. Fora uma reação engraçada, apesar de um pouco inesperada. Apesar de ser um pouco difícil na primeira vez, no dia seguinte eu consegui convencer ela melhor.

"- Okay, então você é um anjo e fica me observando, além de me ajuda na minha vida? - perguntou ainda desacreditando."

"- Isso aí, Hirai - sorri - Sou uma pessoa boa e legal, hum?"

"- Mais ou menos, você ainda é uma estranha. Pra mim isso ainda são sonhos estranhos. Toda vez que eu acordo, eu não me lembro muito, mas sempre tenho certeza que é uma alucinação. Você vai ver, daqui alguns dias você irá desaparecer e eu não irei lembrar disso."

"- A não ser que eu queria, boneca - disse tomando meu chá. Sim, estávamos tomando chá e comendo doces numa época medieval - Eu posso interferir em seus pensamentos, só não faço isso porque você realmente não pode se lembrar de mim, apenas em seus sonhos."

"- Mas qual o sentido disso, Nayeon? - perguntou antes de bebericar também o chá de hortelã."

"- Pra ser honesta, eu não poderia nem estar conversando com você, mas eu realmente gosto de ti, não poderia deixar a oportunidade passar - soltei uma piscadela - Você é muito linda, sabia disso?"

"- Claro que sim, de fato, sou um pitel. Impossível não se apaixonar por mim - ela sorriu para mim. De jeito meigo só para mim."

"- Realmente, Hirai - deixei meu pires na mesa e apoiei meu rosto em minhas mãos - É impossível principalmente sabendo que você é uma obra prima, deveria ser exposta como as mais belas esculturas. Seria um prazer ver uma estátua sua no Louvre, eu ficaria horas lá apenas te olhando - estava fixa em seus olhos e ela realmente estava se perdendo nos meus. Foi uma sensação e tanto."

"- Fico lisonjeada ao saber disso, anjinho - sorriu ladina - Quem sabe você não possa esculpir em minha homenagem aí no céu, hein? - brincou."

"- Se pudesse já teria feito centenas delas, pode ter certeza - após falar, voltei a me acomodar na cadeira branca e tomar meu chá, até que escuto uma voz no fundo me chamando."

"- Nayeon, tem alguém te chamando - assim que Momo me disse, eu olhei para trás. Era Tzuyu. Pedi licença e sai dali, indo falar com a garota e, infelizmente, tive que sair de seu sonho."

Voltei consciente para o céu e então conversei com Tzuyu. Ela disse que eu não apareci há horas, então ela veio até mim e me descobriu, mas a Zhou nunca iria me fazer mal. Ela me ouviu, me deu o conforto que precisava mesmo sabendo que poderíamos ser castigadas, mas éramos melhores amigas e é para isso que eles servem: parar estar com você, independentemente dos momentos. Tzuyu entendia o carinho que tinha pela humana, o amor que nasceu genuinamente, mesmo sabendo que era algo proibido; ela também disse que iria segredar aquilo, que eu não precisava se incomodar com aquilo. Meu segredo estaria salvo. Percebi que Momo estava acordando e avisei a Zhou, logo ela entendeu que eu precisava ficar sozinha para dar toda a atenção a minha humana. Ela apenas me deu um beijo em minha testa e murmurou um "eu te amo" antes de sair.

Conversei alguns meses com minha humana, mas do que adiantou? Algum anjo ouvia eu e Tzuyu conversando sobre a garota e avisou o Superior. Assim, ele veio me observar durante o sono de Hirai e entrou em seu sonho, destruiu tudo com chamas e fogo, parecia o fogo do inferno. Reluzente, quente e terrível. Assim eu sumi dos sonhos e voltei a minha realidade e que vi Tzuyu estava sendo segurada por guardiões e o Superior apenas me olhava com um olhar pesado sobre mim. Fomos expulsas do céu. Não pude saber como a Zhou estava, mas eu acordei num quarto roxo e pequeno, era o meu quarto de humana. Memórias, uma história e pessoas foram implantadas em minha mente. A partir daquele dia eu era Im Nayeon, filha de um casal japoneses, mas eu era coreana, filha única e se mudou para o Japão por razões familiares. E o pior: eu era uma humana.


Notas Finais


só deus sabe quando eu posto o outro capítulo, bjssssss


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