História Heaven in Hiding - Capítulo 4


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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Joe Jonas, Nick Jonas, Wilmer Valderrama
Personagens Demi Lovato, Joe Jonas, Lauren Jauregui, Nick Jonas, Personagens Originais, Wilmer Valderrama
Tags Amor, Demi, Demi Lovato, Dilmer, Romance, Wilmer Valderrama
Visualizações 248
Palavras 3.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Hentai, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Não é um pedido de casamento


Fanfic / Fanfiction Heaven in Hiding - Capítulo 4 - Não é um pedido de casamento

Algumas semanas depois.

Adaptar-me naquela nova vida estava sendo mais fácil do que eu imaginava. Nas últimas semanas, eu aprendi mais do que poderia imaginar e ficava cada vez mais orgulhosa de mim mesma. Aos poucos eu passei a conhecer praticamente todos do departamento e mesmo com toda a correria do dia-a-dia, nós tínhamos tempo para criar uma amizade e um relacionamento melhor.

Joe era um ótimo parceiro e estava se tornando um bom amigo, e eu sentia como se já o conhecesse há muito tempo.

O único que raramente se enturmava era o capitão Valderrama. Ele aparecia para dar ordens, para fazer anúncios e para conversar nas reuniões e mais nada. E, apesar de tê-lo visto mais algumas vezes na cafeteria depois do trabalho, ele não dava sinais de que tinha interesse em se aproximar.

Ele era muito atraente – principalmente de uniforme – mas eu estava perdendo as esperanças de conseguir me aproximar. De qualquer forma, era melhor daquele jeito, eu não queria correr riscos e não queria perder meu grande foco que era a minha vida e a minha carreira.

No fim do expediente de uma sexta-feira, eu resolvi ir direto para aquela mesma cafeteria, pois estava faminta e já tinha me acostumado com aquele lugar. Lauren e eu gostamos muito de lá e se tornou praticamente um ritual irmos lá depois do trabalho para colocar o assunto em dia e tomar um café.

Mas naquele dia, Lauren não pôde ir e me ligou enquanto eu estava no táxi.

— Eu sei que é sexta-feira e sei que hoje seria uma ótima noite para sairmos juntas. — Ela se lamentou. — Mas eu estou atolada de coisas para fazer... Você sabe como é.

Eu queria ficar junto dela, é claro, mas eu a entendia.

— Tudo bem. — Eu respondi. — Eu vou pra casa e nos encontramos lá.

— Não. — Ela interveio. — Vá se divertir e esfriar a cabeça. Você merece. E eu sei o quanto você gosta daquele café.

— Mas é chato sem você. — Eu reclamei. — Não vou ter com quem conversar.

Ela pareceu pensar por alguns segundos.

— Vá até lá e espere por mim. Se eu não chegar em meia hora, você pode ir embora. — Ela disse.

— Tudo bem. — Eu respondi. — É uma boa ideia.

— Tudo bem. — Ela me imitou. — Até depois.

— Até! — Eu respondi e nós finalizamos a ligação.

Eu guardei meu celular de volta na minha bolsa e suspirei. Não mudei o caminho e sabia que de qualquer forma, bem lá no fundo, eu ainda queria ir naquela cafeteria com ou sem Lauren. Eu não queria admitir para mim mesma, mas eu ainda tinha um pingo de esperança de encontrar o capitão Valderrama.

Mesmo que aquilo pudesse não significar nada.

Ao chegar à cafeteria, procurei por um lugar vago e me sentei. Logo o atendente apareceu para anotar meu pedido e eu pedi apenas café, ainda na expectativa de poder comer mais tarde quando Lauren chegasse.

Eu olhei para os lados disfarçadamente, tentando encontrar algum rosto conhecido. Como era uma sexta-feira, o lugar estava mais cheio e havia vários grupos de pessoas fazendo happy hour.

Então, olhei com mais cautela e finalmente o encontrei. O capitão Valderrama estava do outro da cafeteria e também estava sozinho. Ele usava um notebook enquanto tomava uma xícara de café distraidamente. Ele não me viu.

Eu senti um frio na barriga instantaneamente e me sentia uma idiota por ficar daquele jeito. Talvez fosse a mistura da intimidação que ele causava por ser meu capitão e a curiosidade de conhecê-lo melhor.

Tentei me distrair e não parecer uma completa solitária enquanto estava sentada sozinha. Quando meu café ficou pronto, eu o tomei enquanto mexia no meu celular e lia coisas aleatórias na internet.

Eu me sentia ainda mais idiota quando tentava não me fazer de idiota. Com Lauren por perto era bem mais fácil.

De repente, percebi que alguém se aproximou da minha mesa.

— Esse lugar está vago? — Ele perguntou.

Eu levantei os olhos para olhá-lo e quase cuspi o meu café.

— Não... Eu quero dizer... — Eu tentei não gaguejar. — Sim. Está vago.

Ele sorriu. Provavelmente eu nunca o havia visto fazendo aquilo perto de mim antes.

— Posso me sentar? — Ele indagou já se sentando.

Ele colocou seu notebook fechado sobre a mesa e me olhou.

— Tudo bem. — Eu respondi.

Ele pareceu me analisar.

— Você parece surpresa. — Ele disse com um riso.

Meu estômago parecia ter borboletas. Era quase como se eu estivesse enjoada.

— Eu estou surpresa. — Eu confessei.

— Por quê? — Ele indagou.

Eu tentei pensar em uma resposta coerente, mas tudo parecia mais dificultoso naquele momento. Será que ele se sentia da mesma forma que eu me sentia? Eu não queria ser a única me sentindo daquela forma.

— Porque você é o meu capitão. — Eu respondi. — Parece estranho você se aproximar assim.

Ele riu novamente. Eu ficava cada vez mais surpresa.

— Eu sou o seu capitão sim, mas somente dentro do departamento. — Ele disse e em seguida moveu a cabeça negativamente. — Brincadeira, isso não funciona com os policiais. Eu sou o seu capitão em qualquer lugar, mas isso não significa que não podemos conversar fora do trabalho.

— Tudo bem, capitão Valderrama. — Eu disse com um riso, tentando parecer mais relaxada. — O que te traz a minha mesa?

Ele deu de ombros.

— Decidi que queria conversar com você. — Ele respondeu. — Você parece ser legal.

Eu ri.

— Pareço ser legal? — Eu indaguei ainda rindo. — Obrigada.

Ele também riu.

— Mas também, o outro lado está muito cheio. — Ele disse e apontou na direção da mesa que antes ele estava sentado, e o lugar já estava ocupado por um grupo de pessoas. — Eu queria um pouco mais de sossego.

— Essa desculpa é boa. — Eu disse com um riso e tomei um gole do meu café que já começava a esfriar. — Mas por que hoje? Eu tenho certeza que você já me viu aqui antes, mas nunca veio falar comigo.

— Porque você sempre estava acompanhada e eu também. — Ele respondeu. — Eu não queria fazer as coisas ficarem estranhas para nenhum de nós dois. E você está sempre distraída conversando com a sua amiga. Eu não queria atrapalhar.

Ou apenas queria me pegar sozinha, eu pensei.

— Aliás, — ele continuou — por que você está sozinha hoje? Se você me permite a pergunta, é claro.

— Minha amiga está ocupada e ficou de vir mais tarde. — Eu respondi e automaticamente, olhei a hora na tela do meu celular.  O tempo presumido por Lauren já estava se acabando. — Mas, aparentemente ela não vem. E você? Por que está sozinho?

— Eu gosto de vir sozinho às vezes. Principalmente quando é para revisar as coisas do trabalho. — Ele respondeu e em seguida apontou para o notebook sobre a mesa.

— Muito trabalho? — Eu indaguei.

Ele deu de ombros.

— É o preço que se paga por ser capitão. — Ele respondeu e suspirou longamente. — Você aceita tomar mais um café? Eu estou pensando em pedir mais um.

Meu café estava no fim e já estava frio, então, não tinha porque recusar.

— Claro. — Eu respondi.

Ele chamou o atendente e pediu um café para si mesmo e além do café, eu resolvi pedir um sanduíche vegetariano.

Logo em seguida, ele voltou a me olhar. Era estranho pensar que ele estava falando diretamente comigo sem ter trabalho envolvido.

— Eu ainda estou curiosa. — Eu resolvi dizer.

— Sim? — Ele indagou.

— Isso é estranho, não é? — Eu indaguei.

— Depende.

— Você, o capitão, conversar com uma oficial. — Eu respondi.

Ele pareceu pensar por alguns segundos e em seguida deu de ombros.

— Eu não acho estranho. — Ele respondeu. — Eu acho que eu posso ser amigo dos meus funcionários.

— Não foi o que eu ouvi. — Eu respondi.

Ele riu.

— Então quer dizer que falam de mim? — Ele indagou. — O que falam?

— Que você é muito fechado. — Eu respondi com sinceridade, me lembrando daquela conversa com Joe. — Você não tem o costume de se aproximar das pessoas assim.

Ele moveu a cabeça negativamente enquanto ria.

— Eu sou muito sério e talvez muito fechado sim. — Ele respondeu. — Mas na maioria das vezes, são em situações sérias. Mas não acho isso estranho.

Ele apontou para si mesmo e depois para mim rapidamente.

— Nem um pouco? — Eu indaguei. — Você acha comum capitães conversarem com seus oficiais fora do trabalho como se fossem amigos?

— Pode ser estranho, mas não é um problema. — Ele respondeu.

— Então, — eu disse — você já conversou com algum oficial assim? Mais propriamente, você já conversou com alguma oficial assim?

Ele pareceu hesitar.

— Sim, mas isso é outra história. — Ele disse e então, tentou sorrir. — Por que você não me fala um pouco de você?

— Eu tenho certeza que você já sabe tudo sobre mim. — Eu respondi. — Você provavelmente já leu a minha ficha.

Ele se ajeitou em seu lugar, mas acabou rindo.

— Confesso que sim. — Ele respondeu. — Demetria Devonne Lovato. Sei que você tem 21 anos e veio de San Diego, Califórnia. Sei que seu pai também é policial, sei que você mora no Brooklyn e que você divide o apartamento com uma amiga.

Eu arqueei as sobrancelhas.

— Nada mal. — Eu respondi.

Ele riu.

— Eu não queria soar como um psicopata stalker. — Ele disse. — Mas eu tenho que saber tudo sobre todos os funcionários do departamento.

— Mas você não sabe tudo sobre mim. — Eu retruquei.

Foi a vez dele de arquear as sobrancelhas.

— É por isso que eu quero te conhecer melhor. — Ele respondeu.

Eu senti um frio na barriga novamente e tentei não ruborizar.

Nossos pedidos chegaram o que foi ótimo, já que eu teria desculpas para ficar em silêncio de vez em quando sem me constranger.

— Aparentemente, agora eu sei que você é vegetariana. — Ele disse enquanto olhava para o meu sanduíche. — E sei que você gosta de vir aqui tomar café.

— Não sou vegetariana. Acho que sou meio vegetariana. Gosto desse tipo de coisa. — Eu disse e em seguida dei uma mordida no meu sanduíche. — E sou viciada em café... Assim como você.

Ele riu.

— Não sou viciado em café. — Ele respondeu.

— Já reparei que em um dia no escritório, você toma café várias vezes ao longo do dia. — Eu disse. — E quando você vem aqui, você toma mais café.

Eu ri e ele riu novamente.

— Isso é verdade. — Ele respondeu. — Boa observação.

— Obrigada. — Eu respondi.

Ele bebericou sem café sem tirar os olhos de mim. Ele era ainda mais sensual e bonito daquela proximidade, conversando daquele jeito. Tudo o que eu queria não pensar, eu estava pensando e imaginando. Eu estava ficando maluca.

— Você não é casada. — Ele disse e não era uma pergunta.

— Não. — Eu confirmei. — E você?

Eu perguntei mesmo sabendo a resposta.

— Não. — Ele disse. — Na verdade, sou casado com o meu trabalho.

Eu ri.

— Já deu para perceber.

Eu tomei um gole do meu café e eu tentava agir naturalmente enquanto meu corpo parecia trabalhar à mil.

— Por que você veio para Nova York? — Ele indagou.

— Eu não queria ficar perto dos meus pais e parecer dependente deles. — Eu respondi ao menos sem pensar.

— Eles são pessoas difíceis de lidar? — Ele perguntou logo em seguida.

— Não... Na verdade, eu fui uma pessoa difícil de lidar a algum tempo atrás. — Eu respondi. — Mas eu resolvi mudar.

— Para melhor. — Ele disse.

— Com certeza. — Eu respondi. — E por que você não me fala de você?

Ele tomou um gole do seu café antes de começar a falar.

— Eu vim da Venezuela ainda muito pequeno. As coisas não eram fáceis lá, então a minha mãe decidiu que era hora de recomeçar. — Ele começou a dizer. — Meu pai nos abandonou, então, viemos somente eu e ela. Eu tinha 10, talvez 11 anos e já tentava encontrar formas de conseguir dinheiro para colocar dentro de casa e dar uma boa vida para a minha mãe. Não foi fácil, mas decidi que queria ser policial e fui atrás desse sonho.

Ele fez uma pausa e sorriu de leve, como se tivesse orgulho de si mesmo.

— E como uma coisa leva a outra, aqui eu estou. — Ele respondeu.

— Capitão. — Eu completei.

— Orgulhosamente, capitão. — Ele respondeu.

Nós dois rimos por um instante e eu me sentia estranhamente bem por estar tendo aquela conversa com ele.

Wilmer Valderrama era bem mais do que apenas um homem bonito e charmoso. Ele era um homem esforçado e exemplar, que tinha as coisas por ser próprio mérito e que não desistia dos seus sonhos. Eu, particularmente e secretamente, queria ser como ele.

— O que você procura sendo policial? — Ele indagou e era como se ele estivesse lendo meus pensamentos.

Eu comi mais do meu sanduíche enquanto pensava na resposta e o olhei.

— Confesso que no começo eu queria ser policial apenas por ser, mas aos poucos, isso foi tomando conta de mim e se tornando um grande sonho. — Eu respondi. — Quando eu entrei na Academia de Polícia, meus objetivos mudaram e comecei a sonhar em ser capitã um dia.

Ele não conseguiu conter um sorriso.

— E você não quer ser só por ser, não é mesmo? — Ele indagou.

— É claro que não. — Eu respondi. — Eu quero ser a melhor versão de mim e ajudar os outros da melhor forma possível.

— Como capitão, é ótimo ouvir isso. — Ele respondeu ainda com um sorriso no rosto.

O frio na minha barriga voltou e eu tive que tomar mais um gole de café para disfarçar.

— Sei que esse é o caminho certo para seguir. — Eu disse.

Ele assentiu e olhou para os lados por um instante, como se estivesse procurando por algo.

— Notei que você ainda está com a mesma roupa do trabalho. — Ele disse mais baixo. — Você veio direto para cá, assim como eu.

— Sim. — Eu disse vagarosamente.

Onde ele queria chegar?

— E você não tem carro. — Ele continuou.

— Pretendo comprar um em breve.

Ele riu.

— Não é disso que eu estou falando, senhorita Lovato. — Ele disse. — Eu estou tentando te oferecer uma carona.

Então, eu não consegui controlar as reações do meu corpo. Eu ruborizei no mesmo instante.

— Ah! — Eu fiz sem saber como responder.

Meu coração disparou. Ele estava me oferecendo uma carona.

— E então? — Ele indagou.

— Acho que não vai ser necessário. — Eu respondi.

— Tenho certeza que sua casa fica no meu caminho, então, não será um problema. — Ele disse.

— Ahn... Mas o que as pessoas pensariam se descobrissem? — Eu indaguei.

Ele riu e se ajeitou em sua cadeira.

— Você está preocupada com isso?

— A regra é sua. — Eu respondi.

Ele moveu a cabeça negativamente.

— Não sei do que você está falando. — Ele disse.

Eu rolei os olhos.

— A regra de não poder se relacionar emocionalmente com outras pessoas dentro da delegacia. — Eu respondi. — Ouvir dizer que é proibido namorar com funcionários.

— E é. — Ele respondeu dando de ombros. — Mas estou tentando ser amigável. Acho que podemos ser amigos, não é mesmo?

Eu ruborizei novamente.

— Claro. — Eu disse tentando não parecer nervosa.

— Claro. — Ele me imitou. — Então, você aceita a carona?

— Eu não sei... — Eu murmurei.

Ele coçou sua barba curta enquanto ria e aquilo fez meu coração palpitar.

— É só uma carona, não um pedido de casamento. — Ele disse com um tom brincalhão e em seguida, estendeu a mão para chamar um atendente. — Eu vou pedir a conta.

Eu tamborilei meus dedos na mesa enquanto tentava pensar, mas acabei assentindo.

— Tudo bem. — Eu respondi. — Mas como policial, eu devo dizer que sei dos perigos de pegar carona com um estranho.

Ele riu.

— Não sou um estranho. Trabalhamos juntos e eu acabei de abrir meu coração sobre a história da minha vida. — Ele respondeu. — E se eu não me engano, já faz algumas semanas que nos conhecemos.

Eu movi a cabeça negativamente.

— Ainda há muito para se conhecer. — Eu disse.

O atendente trouxe a conta e antes que o capitão Valderrama pudesse querer fazer a gentileza de pagar a minha parte, eu coloquei o dinheiro sobre a mesa e encerrei o assunto. Ele pareceu entender e não pestanejou.

Aquilo não era um encontro, então, não precisávamos discutir sobre a conta.

Em seguida, nós recolhemos nossas coisas da mesa e nos levantamos. Ele fez um sinal para que eu passasse na sua frente e nós caminhamos em direção a saída.

Quando chegamos do lado de fora, ele me mostrou onde estava seu carro e nos andamos até o mesmo. Ele fez a gentileza de abrir a porta para mim e eu sorri como agradecimento e ele sorriu de volta.

Eu não conseguia parar de pensar no quanto aquilo era louco.

Seu carro estava quentinho e tinha seu cheiro másculo. Talvez aquele mesmo cheiro que eu senti em seu escritório.

— Então, — eu disse um pouco antes de ele dar partida no carro — você sabe mesmo onde eu moro?

Ele riu.

— Não. Na verdade não. — Ele respondeu. — Acho que você poderia me dizer.

Eu sorri e fiz um sinal para ele prosseguir.

— Eu vou te guiando. — Eu disse.

Ele arrancou com o carro e eu peguei meu celular para dar uma olhada. Havia uma mensagem de Lauren se lamentando por não poder ir. Já fazia algum tempo que ela tinha enviado, mas eu estava tão submersa na minha conversa com o Valderrama que não vi.

Eu não queria ser egoísta, mas eu percebi que foi até bom Lauren não ter aparecido, pois assim eu tive chances de conversar com ele.

Durante o caminho, eu fui guiando-o e ele encontrou o prédio com facilidade.

— É aqui. — Eu disse assim que ele diminuiu a velocidade do carro até parar por completo.

— Ok. — Ele respondeu e me olhou. — Obrigado por hoje. Foi uma boa conversa.

— Por que está me agradecendo? — Eu indaguei.

— Acredito que outras pessoas do departamento se sentiriam intimidadas e me expulsariam da mesa. — Ele respondeu com um riso.

Eu acabei rindo também.

— Não, eu acho que não. — Eu disse. — Você até que é bem legal para um capitão.

— “Até que”? — Ele indagou e riu. — Bom, acho que isso já é um começo.

Eu sorri e assenti. Eu ainda estava nervosa por estar sozinha com ele dentro de um carro.

— Bom... — Eu disse já colocando a mão na maçaneta da porta. — Obrigada pela carona e tudo mais, Valderrama.

— Pode me chamar de Wilmer. — Ele me corrigiu. — Fora do departamento, é claro.

Eu ri.

— Tudo bem, Wilmer... — Seu nome dançou em meus lábios e eu sorri. — E você pode me chamar de Demi.

— Tudo bem, Demi. — Ele respondeu. — Te vejo segunda-feira no escritório.

— Até mais. — Eu disse.

Ele me olhou mais uma vez, hesitante. Então, antes que qualquer um de nós pudesse tomar mais alguma iniciativa, eu abri a porta do carro. Eu estava prestes a sair quando ele me chamou.

— Demi! — Ele disse.

Eu me voltei para ele.

— Sim?

Ele hesitou novamente.

— Sei que isso não é muito coerente, mas será que você pode me passar seu número? — Ele indagou.

Eu ri e não pude deixar de sentir um frio na barriga.

— Eu até poderia... — Eu disse com a resposta já na ponta da língua. — Mas tenho certeza que você já o tem.

Eu me levantei e saí do carro. Antes que eu pudesse fechar a porta atrás de mim, percebi que ele ria junto de mim.

Eu entrei no prédio me sentindo vitoriosa. Eu estava nas nuvens e não tinha medo de cair.


Notas Finais


Olá, pessoas!!!! Aqui está mais um capítulo e eu espero que tenham gostado, assim como espero que estejam gostando da fanfic. Finalmente tivemos a primeira interação real do otp e as coisas só prometem melhorar (será???) Comentem, deixem suas opiniões e favoritem se ainda não fizeram isso e se estiverem gostando da história. Obrigada por tudo e até mais!!


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