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História Heavenly Melody (Notre Dame) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Essa fanart não pertence a mim, foi achado no Google, todos os créditos ao devido autor! Eu apenas editei, escrevendo o título do episódio.
-
Eu volteeeei! E agora vou desenrolar muitas coisas na história, mais cenas fofas entre Esmeralda e Quasímodo, mais cenas que dão raiva do Frollo e vou tentar fazer uma participação mais interessante para o Febus. Bem, chega de enrolar e boa leitura! ❤

Capítulo 6 - The Gypsy witch


Fanfic / Fanfiction Heavenly Melody (Notre Dame) - Capítulo 6 - The Gypsy witch

Catedral de Notre Dame         

Eram cerca de 8:30 da manhã, Esmeralda acorda primeiro com uma imagem muito agradável

- Ah, Quasi... - comenta a cigana, enquanto passava as mãos nos cabelos ruivos de Quasímodo - você é uma gracinha, sabia? Se eu fosse tão boa como você...

Esmeralda remove as mãos do cabelo do corcunda, e passa a se espriguiçar. Ela se levanta com cuidado para não acordar o rapaz, e se dirige a um banheiro próximo ao quarto. Enquanto isso, o rapaz também acorda, mais cansado que tudo, ele tivera um dia cansativo anteriormente, e também vai até o banheiro, deparando-se com Esmeralda.

- Bom dia, Esmie. - cumprimentou o corcunda.

- Bom dia, Quasi! Eu acabei de lavar meus dentes. - correspondeu a cigana.

- Eu estava indo fazer isso também...

- Eu queria saber... o Frollo ainda vai te visitar hoje? 

- Sim, daqui a pouco ele chega. Ele espera o barulho dos sinos, diz que não quer chegar muito adiantado pra não me encomodar... por que?

- Nada, não... só por curiosidade. - no fundo, Esmeralda apenas queria explodir de raiva, ela queria estar com Quasímodo, mas não queria encarar Frollo novamente.

Aquela era uma situação difícil, mas a moça resolveu tentar manter a calma e imaginar que nada ruim além de um diálogo desconfortável poderia acontecer. Ela "calmamente" se aproxima da mesa onde Quasímodo possuia suas coleções, suas maquetes e seus bonequinhos de madeira. "Como alguém tão doce e talentoso poderia ser desprezado daquela maneira pela sociedade?" pensava Esmeralda. Era como se ela não visse a deformidade do rapaz que conhecera, ela o via como qualquer outra pessoa que caminhava nas ruas de Paris, e toda aquela humilhação que ele sofreu doía seu coração só de lembrar.

Ela manuzeia os bonequinhos, brincando com eles como uma pequena garota, ela estava encantada com tamanha dedicação e carinho por alguém que não recebia nada da sociedade. O encanto da moça, porém, se distraiu quando ela ouviu a voz familiar e tímida do rapaz.

- Bom... parece que gostou mesmo do meu pequeno trabalho. - comentou Quasi, divertido.

- Pequeno trabalho? Isso é arte! Ah, se eu pudesse fazer isso... você realmente tem talento, Quasímodo. - ela refletia - Não consigo admitir ainda que aquelas pessoas estúpidas te maltrataram. Você é tão doce e ingênuo... esse mundo é cruel demais pra anjinhos como você.

- Ah, pare com isso... não sou assim. Eu acho que assustei as pessoas, a culpa é minha.

- Pare de falar bobagens, Quasi! A culpa não é sua, não pense nisso. Aquelas cordas... elas machucaram, não é?

Quasímodo engola à seco enquanto passou a mão no pescoço, onde havia sido sufocado pela corda - Muito....

- Ah, Quasi... - Esmeralda se deita nas costas do amigo, enlaçando as braços contra o peito e apoia sua cabeça em seu ombro - eu sei como é difícil lidar com isso. Apenas... tente esquecer aquilo, tudo bem? Pelo menos eu e você nos conhecemos.

- Sim, é verdade... - por um momento, o rapaz se lembra do seu dever, que já estava atrasado - ah, preciso tocar os sinos agora. Se me der licença...

- Sim, claro. Nunca ouvi os sinos tão de perto! - disse a cigana entusiasmada.

- É... eu te aconselho tapar os ouvidos. É muito, muito alto! - alertou o rapaz.

Após subir as escadas até a salinha dos sinos, Quasímodo escalou uma das pilastras para se locomover mais rápido, e em menos de 3 pulos, já estava à frente da corda que movia os sinos. Ele assim a puxa diversas vezes, liberando o barulho altíssimo dos sinos, que ao mesmo tempo eram maravilhosos e extremamente altos, capaz de surdar qualquer pessoa. Esmeralda tapa os ouvidos assim como o rapaz lhe aconselhou, mas o som era tão vibrante que a fez cair no chão e se contorcer. Finalmente, os sinos pararam, e ao ver a situação de sua amada, o jovem se agaixa perto dela o mais rápido possível.

- Esmeralda! Esmeralda, por favor, acorde! Vamos, por favor! - preocupou-se.

- Nossa, eles são altos mesmo... - disse a moça, levantando-se - mas são lindos. Como consegue tocar todos os dias?

- Ah, eu sou acustumado...

- Café da manhã, Quasímodo! - a voz grossa e velha de Frollo ecoou, pulando o coração da cigana de desespero.

- Ah, é... já estou indo, mestre! - respondeu o rapaz.

Frollo coloca a cesta de alimentos na mesa e espera seu criado trazer os copos e pratos, e só quando tudo já estava arrumado na mesa, percebe a presença de sua prisioneira.

- Ah, Esmeralda... bom te ver aqui. Aproveite. - o juíz gostava de por medo em suas vítimas, ao mesmo tempo que pregava sobre fé e amor - Quasímodo, meu caro, deixa essa garota imunda ficar no seu estabelecimento? Ela é uma cigana!

- Me perdoe, mestre. Ela... ela não tinha onde dormir, então eu a deixei passar a noite comigo. - justificou o corcunda.

- Certo, certo... mas não vai fazer isso mais uma vez. Você sabe o que lhe ensinei sobre ciganos, não é? - Frollo vira-se para a moça - Quero você longe desse sineiro. Se na próxima vez que eu voltar, você estiver aqui, eu terei que tirá-la a força e te manter em outro lugar não muito agradável. Não quero o jovem deformado que criei intoxicado por pecados ciganos.

Sem esboçar mais nenhuma reação ou soltar uma palavra, Frollo viras as costas e desce as escadas. O barulho dos passos do juíz descendo as escadas de madeira soavam no ar, acalmando ambos os bons corações. Esmeralda da um suspiro, aliviada com a saída do maldito que a cobiçava.

- Bem... foi ótimo ficar aqui, mas realmente preciso voltar pra casa. Meus irmãos precisam de mim, o problema é que o maldito do Frollo não me deixa sair da Catedral! - lamentou Esmeralda.

- Eu posso te ajudar a fugir. - sugeriu Quasímodo.

- Como? Tem soldados em todas as portas!

- Quem disse que iriamos usar as portas? Vamos descer a Catedral. - insistiu o corcunda.

- Você tem certeza? Não é perigoso?

- É perigoso, mas você precisa voltar pra casa!

Quasímodo pega a mão de sua amiga e a leva até a área das gárgulas, onde a segurou firmemente no colo e se pendurou em uma pilastra horizontal. A cigana solta um leve grito de susto.

- Ah, Quasi? Você já fez isso antes? - preocupou-se.

- Não. - o corcunda respondeu, com sua inocência que o impedia de enxergar o desespero da moça.

- Pelo amor de Deus, vá com cuid... - antes que a moça completasse seu pedido, ela é interrompida por gritos de desespero quando o rapaz que a segurava pulou de pilastra em pilastra.

Saltando atentamente, o jovem mantinha controle do peso de sua amada cigana e o equilíbrio de seus pés nas plataformas, e mesmo sendo um ótimo acrobata, não deixava de ser assustador para a mulher em seus braços. Ele finalmente chega no ponto mais baixo, ao lado de uma grande estátua Santa, onde eles podiam se esconder atrás, para que os soldados não os avistasse.

- Espero não ter te assustado... - desculpou-se o corcunda.

- Não se preocupe, já passou. Acho que é minha hora de ir... - respondeu a cigana.

- Acho que sim. Eu nunca vou te esquecer, Esmeralda... - prometeu o rapaz, cabisbaixo.

- Não fique assim, você pode vir comigo! Venha morar na Corte dos Milagres!

- Oh, não... eu nunca vou sair de novo. Você viu o que aconteceu ontem, não é? Eu pertenço a este lugar. - recusou.

- Tudo bem, então eu vou te visitar aqui todos os dias. - a moça era realmente persistente, mas isso poderia significar algo bom, já que ela queria ver o rapaz de qualquer jeito.

- Não acha arriscado? É que, bem... tem o Frollo e os soldados...

- Venho depois do pôr do sol.

- Mas... ah, tudo bem. É melhor você ir, não tem mais soldados por perto. - sugeriu o corcunda.

- Tchau, Quasi. Te vejo depois!

Esmeralda deu um leve beijo na bochecha do rapaz, depois saiu de tráz da estátua e correu pra longe da igreja, despistando aquela área. O rosto de Quasímodo parecia um tomate de tão vermelho, ele nunca se sentiu tão feliz em toda sua vida, a mulher que amava mas tinha certeza que não o corresponderia acabara de lhe dar um beijinho na bochecha. Isso só aumentou as esperanças amorosas do rapaz.

(...)

- Então boa noite, capitão. Amanhã, reuna seus homens 7 em ponto da manhã. Não quero perder nenhum segundo dos afazeres. - ordenou Frollo.

- Sim, senhor. - Febus vira-se para a tropa atrás dele, enquanto o juíz se afastava em direção contrária - Despensados, soldados!

- Maldita bruxa... - murmurou Claudde - não sei que espécie de feitiço ela lançou em mim, mas não consigo parar de pensar nela. Às vezes, penso até em prazeres terrenos e pecaminosos junto a ela... o que me tornei? - ele falava consigo mesmo, como se fosse sua própria consciência.

Por um momento, Frollo parou em frente a uma estátua de Sante Marie, com seu filho Jesus no colo. Ele encara a estátua, e relembra todos os pensamentos obcenos que teve antes e tenta não desfrutar mais de seu desejo promíscuo, mas sempre que ele lembrava da cigana, com aqueles olhos esmeralda, a pele perfeitamente morena, os cabelos negros e lisos, seu corpo perfeito em meio àquela dança sedutora, sempre imaginava algo a mais.

- Me perdoe, Maria... mas não é minha culpa, isso é tudo por conta da bruxa! Aquela maldita feitiçeira, está me fazendo pecar... - ele se vira contra a estátua e continua seu trajeto, continuando seu caminho - o único jeito de me livrar disso é resolvendo. Resolvo o que ela quer, o que ela me fez sentir, e então estarei livre de condenações, enquanto ela já tem seu caminho livre ao inferno. Mas será que ela.... - Frollo engole à seco - se apaixonou pelo Quasímodo? Ela dormiu junto a ele noite passada, será que eles estão juntos? Não é possível. Não posso deixar uma aberração tremendamente horrível encostar naquela tentadora. Ela será minha, só minha, e qualquer um que entre em meu caminho pagará o preço. Pagará muito caro...

Finalmente, o juíz chega em seu destino, à frente de uma lareira, onde passa a imaginar a perfeita imagem de Esmeralda dançando, movendo aquele belo e perfeito corpo que ela tinha, era sedutoramente assustador.

- Maldita bruxa... maldita pra sempre! Se ela me negar, matarei ela e a todos que também foram enfeitiçados por ela. Só destrua esse pecado, Maria, me livre dessa maldição... ou, ao menos, deixa-a pagar. Maldita bruxa!

(...)

- Isso é fantástico, Quasi! Ela te deu um beijinho, tem prova de amor maior que isso? - comemorava Monique, a gárgula.

- Obrigado, Monique, mas ela não está afim de mim. Eu sou... feio. Ela deve ser só minha amiga, só isso. - negou.

- Ah, que isso, Quasímodo? Ela está apaixonada por você, isso é obvio! Você é o cara perfeito pra ela, não ouviu o que ela disse? Ela disse que você é doce e ingênuo! Ela está apaixonada por você, sim! Qual o nome dela mesmo? Pérola, Safira...?

- Esmeralda. - respondeu o corcunda, corando após lembrar do belo nome que domava seu coração.

- Esmeralda... que nome maravilhoso. Sua namorada é uma pedra preciosa, assim como você! - Monique era uma ótima amiga, sempre tentando animar seu velho companheiro.

- Sim... ah, Esmeralda... se eu tivesse coragem de expressar o quanto eu a amo. 

- Você podia, talvez, escrever um poema. Você escreve seus sentimentos em um papel, e quando tiver coragem, mostre pra sua garota! - incentivava a gárgula falante.

- Hm... boa ideia!

Quasímodo pega um papel e um pedaço de carvão jogado no chão, escrevendo seus sentimentos de forma rimada para sua amada.

"Bela pedra preciosa

É brilhante e graciosa

Bela cigana dançarina

Que toda a Paris anima

Bela bondosa moça

Que o paraíso esboça


Bela pedra magnífica

Expande sua beleza pacífica

Bela cigana solidária

Tão suave como sua ária

Bela bondosa Esmeralda

Com virtude nomeada"



~ Continua...

Notas Finais


O poema no final é meu, ok? Plágio é crime, quem roubar, não se preocupem, eu vou descobrir :D
Espero que tenham gostado do capítulo, tchau meus lindos! ❤💞


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