1. Spirit Fanfics >
  2. HEIR (Livro 1; Draco Malfoy) >
  3. Chp.3: Hogwarts

História HEIR (Livro 1; Draco Malfoy) - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - Chp.3: Hogwarts


— Bem, aqui é seu ponto final. E este... — Hagrid procurou algo em suas vestes e mostrou um pedaço de papel. — é o seu bilhete. Não o perca.

   A menina pegou o papel e o olhou enquanto Rúbeo colocava sua mala — já fora do saco — sobre o carrinho, assim como sua coruja e as compras do Beco Diagonal.

— Hagrid, mas aqui diz Plataforma 9¾. Como uma plataforma pode ser... — Mas assim que olhou para frente, Hagrid não estava mais lá. Nem em lugar algum.

   Carina suspirou e guardou o bilhete em seu casaco. Não havia nenhum trem parado na estação e faltava apenas dez minutos para às 11hrs. Empurrou seu carrinho até a Plataforma 9 e, como o esperado, não havia nenhuma Plataforma 9 ¾.

— Está perdida, menina? — Um segurança se aproximou, olhando ela e suas bagagens.

— Estou procurando a Plataforma 9¾. Expresso para Hogwarts. O senhor saberia me dizer onde...

   Mas antes que pudesse terminar de pedir informação o guarda resmungou algo sobre "pegadinhas de crianças" e se afastou. Carina estava novamente sozinha.

— Olá, primeiro ano em Hogwarts também?

    Carina se virou. Uma menina de cabelos castanhos e volumosos segurava um gato felpudo de cor alaranjada. Havia um casal junto dela, provavelmente seus pais. Ela também tinha um carrinho com malas. Carina assentiu.

— Você sabe onde fica a Plataforma 9¾? — Ela perguntou.

   A menina apontou para a pilastra atrás dela. Carina olhou para os tijolos e depois para a menina, confusa.

— A parede?

— A parede é nossa passagem. Eu passei os últimos meses lendo tudo sobre Hogwarts e os meios de passagem. Nós devemos empurrar nossos carrinhos sem parar na direção daquela parede, e então estaremos na Plataforma 9¾. — A menina disse, ajeitando o gato em seu colo. Então estendeu a mão para a outra. — A propósito, me chamo Hermione Granger.

— Carina. — A menina respondeu o gesto.

— Bem, acho melhor irmos, o trem vai partir daqui a cinco minutos. — Ela se virou para os pais e se despediu. O casal cumprimentou Carina e foi embora, tranquilos de que sua filha teria uma companhia para embarcar. — Vamos?

   As duas se distanciaram um pouco da parede e Hermione foi a primeira a correr. Carina pensou em desviar o olhar — com medo de que a amiga batesse contra os tijolos, mas nada aconteceu — e no momento seguinte Hermione havia desaparecido.

— Bem, se ela conseguiu... nós conseguiremos também. Certo? — Indagou, olhando a coruja que apenas piscou seus grandes olhos amarelos e deu um pio.

   Então com um impulso, pegou velocidade em direção à parede, com os olhos fechados durante o processo. De repente, vozes começaram a tomar conta do lugar e um barulho de locomotiva. Quando Carina abriu os olhos, a estação estava lotada. Pessoas de todas as idades com vestes diferentes e animais de todos os tipos. E um enorme trem vermelho parado diante da placa "Plataforma 9 ¾", saída às 11hrs.

— Vem, Carina. — Hermione a chamou já diante do guarda que parecia pegar os bilhetes. — Deixe seu carrinho aqui fora.

   Ela fez o que Granger a havia instruído e entregou o bilhete ao guarda. Enquanto ele parecia contar suas malas e furar seu bilhete, ela teve sua atenção presa à uma família de ruivos. A mulher parecia se despedir de um dos filhos, enquanto outros dois — extremamente parecidos; provavelmente gêmeos — achavam graça de algo. Também havia uma pequena menina com eles e um menino que parecia ser um pouco mais velho que a menina, porém mais novo do que os outros. Ele segurava um rato.

— Aqui, senhorita.

   Ela agradeceu e subiu no expresso. Crianças se aglomeravam nas cabines, algumas corriam pelos corredores, mas a maioria parecia se despedir dos familiares encostados nas janelas. Enquanto caminhava pelo corredor — ouvindo Hermione reclamar sobre o pouco espaço de passagem mesmo se tratando de um transporte mágico —, Carina pôde ouvir algumas conversas paralelas. Uma em particular chamou sua atenção, enquanto passava por um vagão.

   Um menino que deveria ter o dobro de seu tamanho passou correndo e empurrando ela, Granger e os outros alunos para entrar na cabine.

— Estão dizendo que Harry Potter está no Expresso! — Ele disse animado aos dois garotos que estavam no vagão — um loiro com uma expressão entediada e outro que comia alguns doces. Seus semblantes mudaram na hora que ouviram a notícia.

— Meu pai tem grandes expectativas de que sejamos amigos. — O garoto loiro comentou, parecendo gabar-se com os outros dois.

   Carina não conseguiu ouvir mais da conversa, pois já estava mais à frente com Granger. 

— Finalmente, uma cabine que não está abarrotada de alunos. — Hermione suspirou em alívio. — Podemos ficar aqui?

— Claro. — Uma menina de cabelos loiros respondeu. — Ninguém entrou aqui, então...

   Junto dela havia mais um menino que parecia nervoso demais para perceber a presença das outras duas. Ele murmurava alguma coisa que nem Carina e nem Hermione conseguiram entender.

— Me chamo Hermione Granger e esta é Carina. Vocês também são primeiristas?

   A menina assentiu.

— Sou, Ana Abbott. E este é Neville. Ele... — A menina olhou de relance para o garoto que parecia impaciente. — está procurando seu sapo.

— Sapo? — Carina murmurou.

Trevor! Você o encontrou? — Ele encarou a menina pela primeira vez, com um olhar esperançoso. Mas assim que ela negou, ele voltou com sua expressão anterior. — Tenho certeza de que entrei com ele no Expresso. Minha vó me entregou ele antes de embarcar. Ah não... Se eu o tiver perdido de novo, ela vai me matar!

— Não se preocupe. Nós vamos ajudá-lo. — Carina se adiantou em dizer.

— Vamos? — A Granger repetiu.

   A menina pareceu se enrolar um pouco nas palavras, mas assentiu.

— Muito obrigado! Muito obrigado! — Ele formou um circulo com as mãos. — Ele é desse tamanho mais ou menos, marrom e gosta de pular bem alto.

   Assim que saíram do vagão, Hermione suspirou. — Se encontrarmos esse sapo, já adianto que você irá pegá-lo. Não acredito que estamos realmente procurando um sapo em nosso primeiro dia.

   Carina preferiu não contestar. Primeiro porque a ideia de procurar o sapo foi realmente dela, e em segundo porque, mesmo com pouco tempo de convivência, ela percebeu que Hermione era bem reclamona.

   Pararam de cabine em cabine para perguntar se alguém havia visto um sapo com a descrição feita por Neville. Infelizmente — e felizmente para Hermione —, ninguém tinha conhecimento de um sapo no Expresso. Inclusive, alguns alunos chegaram a ficar com medo, outros não deram tanta importância.

   Quando já estavam bem mais a frente, Carina pôde ouvir um burburinho. Logo a frente, o grupo de três meninos que antes estavam em um dos primeiros vagões, estavam parados no corredor, virados para uma das cabines.

   Carina se aproximou deles, mas no momento em que ia perguntar se algum deles havia visto o sapo, eles se assustaram com alguma coisa e saíram correndo, ignorando completamente a presença dela. A menina teve que se encostar na parede do corredor para não ser atropelada pelo maior do grupo.

— Parece que ele não é tão inútil assim. — Pôde ouvir um menino comentar. A voz vinha da cabine em que o trio estava, segundos atrás. — Parabéns, Perebas.

   Na cabine, dois meninos estavam sentados. No banco coberto por doces, estava o ruivo de antes, acariciando seu rato, e um menino que nunca havia visto antes. Tinha um cabelo bem escuro, levemente rebelde, e grandes olhos azuis sob as lentes do óculos. Os dois encararam Carina quando perceberam sua presença na porta da cabine.

   Ela abriu a boca para falar algo, mas Hermione foi mais rápida quando se aproximou por trás da amiga.

— Vocês viram um sapo? Um menino chamado Neville o perdeu. — Ela disse, com uma expressão cansada. Sua expressão mudou quando seus olhos focaram na varinha que o ruivo segurava. O menino disse que já haviam dito ao Neville que não tinham visto sapo algum, mas ela pareceu ignorá-lo. — Está fazendo mágica? Deixe-me ver!

   Ela se sentou no outro banco e Carina fez o mesmo, sem saber o que fazer.

   O ruivo pareceu desconcertado.

   Os dois se entreolharam e o moreno deu de ombros, confuso. O menino ruivo segurou o rato em seu colo e com a outra balançou a varinha sobre ele, dizendo:

— Sol, margaridas, amarelo maduro, muda para amarelo era rato velho e burro.

   Nada aconteceu. O roedor continuou com a sua pelagem cinzenta.

— Você tem certeza de que esse feitiço está certo? — Perguntou Hermione. —Bem, não é muito bom, né?Experimentei uns feitiços simples só para praticar e deram certo. Ninguém na minha família é bruxo, foi uma surpresa enorme quando recebi a carta, mas fiquei tão contente, é
claro, quero dizer, é a melhor escola de bruxaria que existe, me disseram. Já sei de cor todos os livros que nos mandaram comprar, é claro, só espero que seja suficiente; aliás, sou
Hermione Granger, e essa...

— Carina. — A menina se apressou em cortar Hermione. — Vocês são?

— Sou Rony Weasley.

— Harry Potter.

   Carina entreabriu os lábios, surpresa. Mas antes que pensasse em formular uma frase, Hermione foi mais rápida.

— Verdade? Já ouvi falar de você, é claro. Tenho outros livros recomendados, e você está na História da magia moderna e em Ascensão e queda das artes das trevas e em Grandes acontecimentos mágicos do século XX.

— Estou? — Admirou-se Harry sentindo-se confuso.

— Nossa, você não sabia? Se fosse comigo eu procuraria tudo que pudesse... Não é, Carina? Conte a ele! — Granger disse com entusiasmo. Os três agora a olhavam.

   A menina deu um sorriso sem graça e olhou para Harry.

— Ahn, por que você é tão famoso?

   Hermione e Rony pareceram chocados com a pergunta, mas Harry apenas deu um sorriso sincero.

— Sinceramente, eu ainda estou tentando descobrir também.

   Hermione cortou o silêncio.

— Já sabem em qual casa vão ficar? Andei perguntando e espero ficar na Grifinória, me parece a melhor, ouvi dizer que o próprio Dumbledore foi de lá, mas imagino que a Corvinal não seja muito ruim... Em todo o caso, acho melhor irmos procurar o sapo de Neville. E é melhor vocês se trocarem, sabe, vamos chegar daqui a pouco.

   O apito da locomotiva soou e Hermione se levantou.

— Carina, você vem?

   A menina mordiscou o interior da bochecha e negou com a cabeça.

— Vou ficar um pouco aqui, mas logo vou. Pode ir trocando de roupa, vou continuar a ajudar Neville.

   Hermione pareceu ponderar um pouco e assentiu, saindo da cabine.

— Seja qual for a minha casa, espero que ela não esteja lá. — Disse Rony, recebendo uma cutovelada de Harry. — Ai! Ah, desculpa. Ela é sua amiga.

— Não se preocupe, nos conhecemos na estação. Não direi nada a ela.

   Rony sorriu e jogou sua varinha na mala.

— Feitiço besta. Foi o Jorge que me ensinou, aposto que sabia que não prestava. — Resmungou.

— Em que casa estão os seus irmãos? — Harry perguntou após oferecer doces à Carina; a menina aceitou de bom grado.

— Todos foram para a Grifinória, até mesmo meus pais. — Suspirou. — Não sei o que vão dizer se eu não estiver. Acho que a Corvinal não seria muito ruim, mas imagine se me puserem na Sonserina?

— É a casa em que Vol... Você-Sabe-Quem esteve?

— É. — E afundou novamente no assento, parecendo deprimido.

— Quem é "Você-Sabe-Quem"?

   Rony e Harry a encararam com surpresa. Rony parecia infinitas vezes mais surpreso, quase como se visse um fantasma. Harry sentia um leve alívio por ter conhecido alguém que não o enxergava apenas como "O menino que sobreviveu".

— Como você não sabe quem é Você-Sabe-Quem? É impossível ser do mundo bruxo e seus pais nunca terem mencionado quem ele é. — Rony disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

   Carina revezou seu olhar entre os dois garotos, sentindo como se tivesse cometido o pior crime na terra.

— Não tenho pais. Sou órfã.

— Ah — Rony soltou, sentindo as bochechas esquentarem. — Me desculpa, eu não sabia.

— Eu também sou. — Harry se adiantou em dizer, e Carina sorriu para ele. De alguma forma, ela sentiu que seriam ótimos amigos.

— Eu não sei muito sobre o mundo bruxo, na verdade, não sei quase nada. — Ela disse. — As únicas pessoas com quem tive mais contato foi a Sra. McGonagall que me visitou no orfanato e o Sr. Hagrid que me buscou e me levou ao Beco Diagonal.

   A face de Harry se iluminou.

— Você conheceu Hagrid?

   E começaram uma conversa sobre como cada um descobriu ser bruxo e como o sabor de chocolate com amora e nozes picadas foi o melhor sorvete que já haviam provado. Rony tentava se manter na conversa, mesmo que não conhecesse Rúbeo Hagrid.

— Seus pais são bruxos ou trouxas? — Rony perguntou, comendo um sapo de chocolate.

— Eu não sei. Minerva não me disse nada sobre eles.

— Que empolgante. — Rony disse, recebendo um olhar de repreensão de Harry. — Digo, se eu não soubesse quem meus pais eram e soubesse que sou um bruxo... Eu teria muita vontade de descobrir sobre eles. Quem sabe eles não seriam bruxos importantes?

   Carina torceu o nariz, pensando.

— Você deve estar certo, Rony. — Ela sorriu, levando os outros meninos a fazerem o mesmo. — Sabe, acho que as pontas do bigode de Perebas ficaram um pouquinho mais claras.

   Um grito agudo e feminino ecoou no final do vagão, fazendo o trio se assustar.

— Acho melhor eu ir, se tiver sorte encontraram o sapo de Neville. É melhor vocês se trocarem, eu não gostaria de levar mais um sermão de Hermione. — Riu, se levantando. — Nos vemos em Hogwarts?

— Com certeza. — Responderam em uníssono. 

(...)

Quando o Expresso parou, minutos mais tarde, Carina já estava devidamente trocada, tal como seus companheiros de cabine. Hermione lia algum livro sobre criaturas mágicas, Ana tentava ignorar os lamurios de Neville a respeito de seu sapo e Carina encontrava-se observando a paisagem pela janela — depois de tentativas frustradas de acalmar o garoto. De fato, era um sapo que estava em uma das cabines, mas não era o de Neville. Aquele era maior e mais claro do que as descrições que ele havia dado. Além de não saltar em momento algum. 

— Finalmente... — Hermione murmurou, fechando seu livro com certa força. 

Assim que os outros alunos começaram a passar pelos corredores, Hermione foi a primeira a sair, seguida por Ana. Carina deu um tapinha no ombro de Neville. 

— Se ele estiver no trem, tenho certeza de que vão encontrá-lo e devolve-lo. 

O menino apenas deu um sorriso fraco e assentiu, vagando para fora da cabine junto da garota. 

Quando já estavam fora do trem, Carina observou em sua volta. Vários alunos encontravam-se aglomerados na estação mal iluminada, ela tentou reconhecer Rony e Harry diante tantas cabeças, mas foi impossível.  Olhando para o horizonte, Carina pôde ver uma enorme construção iluminada se destacando ao horizonte em meio àquele breu da noite. 

— Ali é Hogwarts? — Indagou, mais para si mesma do que para alguém ali. 

— Espero que seja, tudo em volta é escuro. — Hermione respondeu, surgindo como um fantasma em seu lado. 

— Primeiristas comigo! — Uma voz conhecida por Carina irrompeu perante o burburinho de estudantes. Ela ficou na ponta do pés e se esforçou para enxergar a pessoa alta que segurava um lampião. 

Hagrid! 

Ela chegou a cogitar a hipótese de tentar driblar aquele mar de gente para se aproximar do homem, mas percebeu que era praticamente impossível. 

— Olha só isso! Que nojo... — Carina pôde ouvir um menino comentar em sua direita. 

O mesmo menino loiro de antes, assim como os dois que lhe faziam companhia, estavam em um semicírculo enquanto encaravam o chão. O maior deles esticou a perna, cutucando com o pé algo. 

Trevor! 

Carina pensou em esperar o trio se afastar do sapo para que ela pudesse pegá-lo sem chamar atenção, mas eles pareciam decididos a importunar o pobre animal. 

Então Carina decidiu agir. 

Sem se importar com os três garotos, se aproximou do grupo e se abaixou, pegando o sapo. Os três a encaram atônitos, provavelmente surpresos com sua atitude. 

— Esse bicho é seu? — O menino loiro perguntou, franzindo levemente a testa. 

— Isto — Ela ergueu o anfíbio. — é um sapo. E seu nome é Trevor. Vocês não deveriam ficar chutando ele, é cruel. E não, não é meu, mas sim de um amigo. 

Os três se entreolharam e riram. 

Garota estranha... — O outro resmungou. 

— Deveriam proibir que trouxessem animais nojentos como esse para a escola. — O loiro respondeu, com um olhar presunçoso. 

Carina sentiu o sangue ferver e as bochechas esquentarem. Estava realmente ofendida com o modo que tratavam o sapo? 

— Deixe ela em paz, Malfoy. 

Uma voz ecoou atrás de si e Carina se virou, encarando Rony e Harry. 

— Vejam só, Potter arrumou uma namorada. 

A menina, com vergonha, abriu a boca para responder, mas o grupo já havia se afastado, rindo. Ela mostrou a língua para eles, mesmo sabendo que não veriam. 

— Olha, você encontrou o sapo! — Rony comemorou. 

— Sim. Aqueles meninos o estavam incomodando. — Ela suspirou, virando o sapo para ver se tinha algum machucado. — Pobre Trevor. 

— Malfoy gosta de provocar os outros, aparentemente. Tome cuidado com ele, Carina. — Harry disse. — Qualquer coisa pode nos chamar. 

— Levaremos Perebas para dar outra mordida nele. — Rony acrescentou, levantando o rato. 

Carina riu, percebendo do que se tratava o show que o trio dera no trem. Enquanto caminhavam atrás do grupo que seguia Hagrid, os garotos comentaram com ela sobre o encontro que tiveram com Malfoy e seus amigos no expresso, e Harry falou sobre como ele era arrogante e preconceituoso sobre quase todos — uma experiência que ele tivera com o garoto na alfaiateria do Beco Diagonal. 

— Neville! — Carina gritou ao enxergar o colega. O menino se virou, e no momento que enxergou o sapo em suas mãos, seu rosto se iluminou em um sorriso. 

— Trevor! — Ele comemorou, pegando o anfíbio. — Muito obrigado, Carina. Eu te devo uma. Onde ele estava? 

— Na estação. Provavelmente saiu do trem com a movimentação de pessoas. — Explicou. — Tome cuidado com ele.

O menino assentiu. Ela preferiu não entrar no detalhe de que Trevor quase fora esmagado intencionalmente. 

— Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! Tudo bem, Harry? Carina? 

O rosto grande e peludo de Rúbeo Hagrid sorria por cima de um mar de cabeças. 

Aos escorregões e tropeços, eles seguiram Hagrid por um caminho de aparência íngreme e estreita. Estava tão escuro em volta que Harry achou que devia haver grandes árvores ali. 

Ninguém falou muito. Neville, o menino que vivia perdendo o sapo, fungou umas duas vezes.

Ouviu-se um Aooooooh muito alto. Ao longe, as luzes ficaram mais brilhantes. 

O caminho estreito se abrira de repente até a margem de um grande lago escuro. Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas.

— Só quatro em cada barco! — gritou Hagrid, apontando para uma flotilha de barquinhos parados na água junto à margem. Harry e Rony foram seguidos até o barco por Neville e Carina. 

Ela procurou por Hermione na multidão, mas passou por sua cabeça que talvez ela estivesse com Ana Abbott ou algum outro primeirista. 

— Todos acomodados? — Gritou Hagrid, que tinha um barco só para si. — Então... VAMOS! 

E a flotilha de barquinhos largou toda ao mesmo tempo, deslizando pelo lago que era liso como um vidro. Todos estavam silenciosos, os olhos fixos no grande castelo no alto. A construção se agigantava à medida que se aproximavam do penhasco em que estava situado.

Então eles subiram por uma passagem aberta na rocha, acompanhando a lanterna de Hagrid, e desembocaram finalmente em um gramado fofo e úmido à sombra do castelo. Galgaram uma escada de pedra e se aglomeraram em torno da enorme porta de carvalho. 

— Estão todos aqui? 

Hagrid ergueu um punho gigantesco e bateu três vezes na porta do castelo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...