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História Heiress - Capítulo 104


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Capítulo 104 - Chapter hundred and one


- Capítulo 101 -

A visita da família.

   O nervosismo de Amália ia crescendo à medida que o dia vinte e quatro de junho se aproximava, talvez até mais do que as tarefas anteriores. Um lado seu estava confiante, fizera tudo até ali, concluira as tarefas anteriores com louvor; mas o seu outro lado sentia medo e preocupação com o que possa vir em seguida.  Os bilhetes ameaçadores de Ophelia não paravam de chegar o que só a deixava apreensiva. Não acreditava que pudesse haver uma possibilidade de sua mãe aparecer na escola e simplesmente matá-la. Mas e se caso conseguisse? Hogwarts não era mais tão segura quanto Amália acreditava.

   Por incrível que parece, e o mais surpreendente possível. Snape estava ajudando a garota com os feitiços que ela poderia usar no labirinto. O encontro aconteceu por várias noites, na sala de poções. Aquilo foi definitivamente um ponto alto na relação pai e filha deles. Snape estava disposto a ver sua filha erguer a Taça Tribruxo, mesmo tendo plena consciência que ela escolheria seu irmão para vencer.

  O café foi uma reunião barulhenta à mesa da Sonserina, na manhã da terceira tarefa. Os colegas de Amália, só faltavam ficar em cima dela. Estavam aglomerados em sua volta, querendo saber o máximo o possível de informações sobre a última tarefa e o que ela faria para surpreende-los. Definitivamente a garota não sabia muito o que responder, não podia dar informações sobre a tarefa mas ficou mais do que satisfeita em apenas dizer que tentaria o melhor dela. Não foi uma reposta que seus colegas queriam ouvir, certamente esperaram que ela disse que faria shows de acrobacia no ar, como fizera contra o dragão na primeira tarefa. Mas eles tiveram que se contentar com a simples resposta dada por ela.

   O correio-coruja apareceu. Theo rapidamente encontrou sua dona, a ave trazia consigo alguns envelopes e um pedaço de pergaminho. Sabendo que uma dos envolepes tinha a assinatura de Ophelia, a garota apenas o amassou e o deixou de lado. O outro envelope, era de Lupin. O mesmo lhe desejava boa sorte e dizia sentir muito por não poder comparecer a escola para acompanhar o Torneio. Um lado de Amália entendia o motivo, claro, já que ele não era tão bem visto por algumas pessoas ali dentro, depois que souberam que ele é lobisomem. Porém, o outro lado da garota queria que eles estivesse com ela, Amália se sentiria muito melhor se visse Lupin entre o espectadores. E por último, o pedaço de pergaminho, dobrando com a impressão de uma pata enlameada. Era de Sirius. Amália sorriu, virou-se para a mesa da Grifínoria e viu que Harry recebera um também.

  A coruja da família de Margot apareceu e com ela trouxe um exemplar do Profeta Diário. Alec adorava ler as notícias pela manhã, gostava de se manter bem informado do que acontecia fora da escola. Mas dessa vez quem pegou o jornal foi Josette, já que o namorado estava muito ocupado terminado uma tarefa de Transfiguração. Ela abriu o jornal, deu uma olhada na primeira página e cuspiu a boca cheia de suco de abóbora.

-Que foi? - Margot perguntou, afastando o prato respingado de suco para longe

-Nada - disse Josette depressa, tentando esconder o jornal, mas a morena agarrou-o.

  Ela arregalou os olhos para a manchete e disse:

-Nem pensar. Hoje não.

-Rita Skeeter de novo? - Amália perguntou - Me dê o jornal.

- Não acho uma boa ideia, hoje tem a tarefa e você deve estar bem descansada - Margot disse, tentando e esconder o jornal como Josie havia feito.

-Vou ficar bem descansada quando essa vaca parar de se meter na minha vida - disse ela com rispidez - Fala sobre mim?

-Sobre o Harry - Josie disse em voz baixa.

-Pior ainda. Me dá logo esse jornal, Margot.

  Com muita relutância, Margot entregou o jornal para a amiga. Amália virou a página e se deparou com uma foto do irmão e uma manchete gigantesca:


    HARRY POTTER: PERTURBADO E PERIGOSO.


-Perturbado? Ora, perturbado é essa vaca - exclamou ela indignada -  Vou mostrar para ela quem é perigoso, quando eu a encontrar novamente, vou pegar aquele óculos e enfiar…

-Amália - Alec a interrompeu, com um olhar de aviso.

  A garota respirou fundo e continuou lendo a manchete. A raiva aumentava.

-A cicatriz do Harry doeu e ele não me disse nada? - Amália perguntou com a testa franzida.

-A sua marca doeu e você não disse nada para ele - Alec disse e bebeu o último gole de seu suco

-Se esse especialista soubesse da metade, não diria que isso é uma mecanismo para chamar atenção - murmurou ela - Isso é patético, essa mulher é patética. Quem ela pensa que é? Não sabe nada sobre o meu irmão.

~•~

   Dispensada dos testes finais, Amália ficou no fundo da sala de Feitiços, em silêncio. Estudando os feitiços que deve usar hoje a noite durante a tarefa. Os gêmeos faziam a prova ao seu lado, e a cada três perguntas, eles pediam, silenciosamente, a resposta para a garota.

    Amália estava tão distraída quem nem ouviu alguém bater na porta da sala. Snape entrou, murmurou algo com Flitwick e se encaminhou até a mesa onde a moça estava.

-Srta.Potter - chamou ele. Amália estremeceu com o susto e fechou o livro que li com certa brutalidade - É para ir até o Salão Principal, os familiares dos campeões estão esperando por vocês na câmara ao lado do salão.

  A garota parou, olhou para Snape e então ela percebeu. Familiares? Não era possível que os Dursley iriam até a escola para visitá -la. Até cogitar a ideia de que eles pisariam em solo bruxo, era um absurdo.

   Ainda que achasse que sua presença fosse para complentar os cinco competidores, ela seguiu Snape para fora da sala. A garota pode sentir a mágoa na voz do professor quando o mesmo mencionou os familiares dela. Os dois estavam finalmente tendo uma boa relação, mas naquele momento não parecia que ele estava disposto a conversar com ela. Então, ela ficou quieta.

   Snape deixou Amália na entrada do Salão Principal, não falou nada e saiu. Ela até pensou em chamá-lo e perguntar o que estava acontecendo, mas ao pensar melhor, percebeu que o humor dele não parecia muito amigável. Então ela entrou no salão, estaria vazio se não fosse a presença de Harry, parado em frente à mesa principal dos professores. Parecia estar decidindo se devia ou não entrar na câmara.

-Harry - chamou ela. O moreno se virou com um olhar confuso.

-Eles seriamente acham que os Dursley iriam vir aqui?

-Nós sabemos que não - Amália parou ao seu lado - Vamos apenas entrar e fazer papéis de bobos.

- Vocês dois não vem? - a porta da Câmara se abriu e Cedrico pôs sua cabeça para fora - Eles estão esperando por vocês!

 Os irmãos se olharam. Eles quem? Não era possível que os Dursley estivessem realmente ali, era? Não, absolutamente não. A atitude preconceituosa deles não mudaria, assim, de uma hora para outra.

    Então, juntos, eles atravessaram o salão e Harry abriu a porta que levava à Câmara.

   Cedrico e os pais estavam logo na entrada. Vítor Krum, a um canto, falava muito depressa em búlgaro com o pai e a mãe de cabelos escuros. Herdara o nariz adunco do pai. Do outro lado da sala, Fleur Delacour estava em companhia da mãe e sua irmãzinha, Gabrielle, segurava a mão da mãe. Então, eles olharam para frente, não havia sinais dos Dursley  pelo contrário havia três ótimas pessoas paradas, com sorriso em direção aos irmãos. Remus Lupin, Sra Weasley e Gui.

  Amália deixou o maior dos sorrisos aparecer em seu rosto. Não se conteve, olhou para seu padrinho e correu até o homem, abraçando-o. Não podia acreditar no que estava bem diante dela, sentiu uma imensa felicidade.

-Mas você disse na carta…

-Enganei você direitinho - Lupin disse com um sorriso amoroso - Dumbledore conseguiu convencer algumas pessoas que eu não ofereceria riscos e também como minha afilhada é um dos campeões, seria justo que eu aparecesse.

- Você não tem noção do quanto estou feliz - Amália disse e então se virou para os Weasley.

- Como vai, Mália? - Gui perguntou após a garota lhe dar um abraço.

-Muito bem, muito bem mesmo.

-Amália, querida - Sra.Weasley, para a surpresa da garota, lhe deu um abraço esmagador - Como é bom ver você.

-A senhora…não está brava comigo pelo o que saiu do jornal? - perguntou Amália, com relutância 

- Por que eu estaria? - Molly a encarou com um olhar gentil - Minha queria, preste atenção - a bruxa segurou as mãos da garota e olhou bem em seus olhos - Nós aprendemos muito sobre você e sabemos, conhecemos bem o seu coração. Não tem a mínima possiblidade de você se comparar ao Você-Sabe-Quem. Seu coração é bondoso e puro, tudo o que ele não é. Eu nunca poderia pensar diferente de você.

  Amália deixou uma única lágrima escorrer, Molly tratou de limpá-la. Do mesmo jeito que uma mãe faria ao ver sua filha chorar.

   Harry e Amália tiveram uma tarde muito agradável passeando pela propriedade ensolarada com Lupin, Gui e Molly, mostrando-lhes a carruagem de Beauxbatons e o navio de Durmstrang. A Sra. Weasley se mostrou intrigada com o Salgueiro Lutador, Lupin teve que explicar a ela o porque de existência dele. Remus, aproveitou para contar algumas das várias travessuras nos Marotos, quando estudavam juntos. Amália se divertiu ao saber sobre tudo o que eles faziam. Poderia até comparar os gêmeos Weasley com eles, era difícil decidir qual aprontava mais.

  Os cinco voltaram para o castelo e Amália foi quase arrastada para a mesa da Grifínoria, onde sentou-se sob olhares de desaprovação de alguns alunos. Mas ela estava rodeada de pessoas que realmente gostavam dela, ou seja, não tinha o porque se preocupar com isso.

-Mamãe…Gui! - exclamou Rony, fazendo cara de espanto, ao seu reunir à mesa da Grifínoria - Que é que vocês estão fazendo aqui?

-Viemos assistir à última tarefa da Amália e Harry! - disse a Sra.Weasley, animada - Devo confessar, é uma bela mudança não ter que cozinhar.

   Fred, Jorge e Gina vieram fazer companhia a eles também. Amália sorriu radiante quando se deu conta de que era praticamente uma reunião na Toca. Esquecera-se da tarefa e de que dentro de algumas horas estaria em uma labirinto em busca da Taça Tribruxo. Gui, gentilmente, cedeu seu lugar para Fred, depois que o garoto praticamente jogou um garfo no irmão. Quando sentou ao lado da namorada, Fred beijou seus cabelos e entrou em uma profunda conversa com seu irmão mais velho. Amália, então, olhou para Harry, os dois sorriam um para o outro. Estavam tão felizes, que era impossível explicar a tal sensação. Gostariam que fosse dessa forma para sempre.

  Depois do almoço o grupo, agora com Hermione também, passaram a tarde em um longo passeio ao redor do castelo, depois voltaram ao Salão Principal para o banquete da noite. Ludo Bagman e Cornélio Fudge haviam se sentado à mesa dos professores. Bagman parecia bem animado, mas Cornélio Fudge, ao lado de Madame Maxime, estava sério e calado.

  Havia mais pratos do que de costume. Amália começava a se sentir nervosa, não comeu muito. Quando o teto encantado no alto começou a desbotar de azul para um violáceo crepuscular, Dumbledore se ergueu à mesa dos professores e fez-se silêncio.

-Senhoras e senhores, dentro de cinco minutos, vou pedir à todos que se encaminhem para o estádio de Quadribol para assistir a terceira e última tarefa do Torneio Tribruxo. Os campeões, por favor, queiram acompanhar o Sr.Bagman ao estádio agora.

  Amália sentiu seu coração saltar violentamente em seu peito. Chego a hora e ela podia sentir seu nervosismo crescendo cada vez mais.


Notas Finais


Espero que gostem e até o próximo ❤🐍


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