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História Heiress - Capítulo 108


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Capítulo 108 - Chapter hundred and five


- Capítulo 105 -

Maldição Cruciatus.

Voldemort desviou o olhar dos irmãos e começou a examinar o próprio corpo. Suas mãos eram como aranhas grandes e pálidas; seus longos dedos brancos acariciaram o próprio peito, os braços, o rosto; os olhos vermelhos cujas pupilas eram fendas, como as de um gato, brilhavam ainda mais no escuro. Ele ergueu as mãos e flexionou os dedos com uma expressão arrebatada e exultante. Não deu a menor atenção a Rabicho, que continuou tremendo e sangrando no chão, nem à cobra, que reapareceu em cena e começou a descrever círculos em torno de Harry e Amália, sibilando. Voldemort se virou para Ophelia, sua irmã sorria radiante com a visão do bruxo, enfim, reerguido diante de seus olhos. A bruxa colocou sua mão dentro da capa que usava, em um bolso escondido, e tirou uma varinha, aproximou-se do irmão, fez uma reverência e lhe entregou a varinha.

O bruxo acariciou-a gentilmente, também; depois ergueu-a e apontou-a para Rabicho, e ela o guindou do chão e atirou contra a lápide a que os irmãos estavam; o bruxo caiu aos pés da lápide e ficou ali, encolhido, chorando. Amália se arrastou para longe dela, a medida que os longos minutos, que estavam ali, passava, a garota sentia ainda mais nojo de Rabicho. Voldemort voltou seus olhos vermelhos para os adolescentes e soltou uma risada, aquela risada aguda, fria e sem alegria.

As vestes de Rabicho agora estavam manchadas de sangue brilhante; o bruxo enrolara nelas o toco do braço.

-Milorde…- disse ele com a voz embargada - milorde…o senhor prometeu…o senhor prometeu…

-Estique o braço - disse Voldemort indolentemente

-Ah, meu amo…obrigado meu amo...

Rabicho esticou o toco sangrento, mas Voldemort deu uma gargalhada.

-O outro braço, Rabicho.

- Meu amo, por favor…por favor…

Voldemort se curvou e puxou o braço esquerdo de Rabicho; empurrou a manga das vestes do servo acima do cotovelo e Amália, que estava bem ao lado, viu que havia uma coisa na pele, uma coisa que lembrava uma tatuagem vermelho-vivo - um crânio, com uma cobra saindo da boca - a mesma imagem que aparecera no céu na Copa Mundial de Quadribol: A Marca Negra. Voldemort examinou-a demoradamente, sem dar atenção ao choro descontrolado de Rabicho.

-Reapareceu - comentou ele, baixinho - todos deverão ter notado…e agora, veremos…agora saberemos...

Ele comprimiu a marca no braço do servo com seu longo indicador branco.

A cicatriz de Harry ardeu com uma dor aguda e Rabicho deixou escapar um uivo. Amália se afastou ainda mais, os gritos do bruxo eram torturosos de ouvir. Voldemort afastou o dedo da marca em Rabicho e a marca se tornara muito preta.

Com uma expressão de cruel satisfação no rosto, Voldemort se endireitou, atirou a cabeça para trás e começou a examinar o escuro cemitério.

-Quantos terão suficiente coragem para voltar quando sentirem isso? - sussurrou ele, fixando os olhos vermelhos e brilhantes nas estrelas - E quantos serão bastante tolos para ficar longe de mim?

-Temo que muitos são covardes, meu irmão. Correram para longe quando sua marca brilhou no céu e creio que estão com medo de voltarem - Ophelia disse - Mas ainda temos um especial que jamais deixou o seu lado.

Ele começou a andar de um lado para o outro diante de Harry, Amália e Rabicho, seus olhos percorreram o cemitério todo o tempo. Decorrido pouco mais de um minuto, ele tornou a olhar para os irmãos, um sorriso cruel deformando seu rosto viperino.

-Harry e Amália Potter. Vocês estão em pé, sobre os restos mortais do meu pai - sibilou ele, baixinho - Um trouxa e um idiota…muito parecido com a sua querida mãe. Mas os dois tiveram utilidade, não? Sua mãe morreu tentando defendê-los quando crianças…e eu matei meu pai e veja como ele se provou útil, depois de morto...

Voldemort soltou uma outra gargalhada. Para cima e para baixo ele andava, olhando para os lados, e a serpente continuava a circular o meio do capim.

- Estão vendo aquela casa lá na encosta do morro? Meu pai morava ali. Minha mãe, uma bruxa que vivia no povoado, se apaixonou por ele. Mas foi abandonada quando lhe contou o que era…ele não gostava de magia, meu pai...Mas você deve conhecer bem a casa, Amália. Afinal seu encontro com minha irmã rendeu muito entre nós.

Amália não dizia nada. Apenas sustentou o olhar do bruxo sobre ela.

-Ele a abandonou e voltou para os pais trouxas antes de eu nascer e ela morreu nos dando a luz - continuo ele, compartilhando um discreto olhar com Ophelia - Nos deixou para sermos criados em um orfanato de trouxas…mas eu jurei encontrá -los…vinguei-me dele, desse idiota que me deu o seu nome…Tom Riddle…

E andava sem parar, seus olhos correndo de um túmulo para outro.

-Me vejam só, recordando minha história de família - comentou ele, baixinho - Ora, ora, estou ficando muito sentimental…Mas vejam só! A minha família verdadeira… a nossa família verdadeira está chegando, Amália.

O ar se encheu repentinamente com o rumor de capas esvoaçantes. Entre os túmulos, atrás do teixo, em cada espaço escuro, havia bruxos aparatando. Todos usavam capuzes e máscaras. E, um por um, eles se adiantaram...lentamente, cautelosamente, como se mal conseguissem acreditar no que viam. Voldemort ficou parado em silêncio, esperando-os. Então um Comensal da Morte se prostrou de joelhos, arrastou-se até Voldemort e beijou a barra de suas vestes negras.

-Meu amo…meu amo…

Os Comensais da Morte que vinham atrás o imitaram; um por um, eles se aproximaram de joelhos para beijar as vestes de Voldemort para depois recuar e se levantar, formando um círculo silencioso em torno do túmulo de Tom Riddle, os irmãos, Voldemort, Ophelia e o monte de vestes que soluçava e sacudia, que era Rabicho. Mas eles deixaram espaços vazios no círculo, como se esperassem mais gente. Voldemort, porém, não parecia esperar mais ninguém. Olhou para os rostos encapuzados ao seu redor e, embora não houvesse vento, um rumorejo pareceu percorrer o círculo como se perpassasse por ele um arrepio.

-Bem-Vindos, Comensais da Morte - disse Voldemort em voz baixa - Treze anos…treze anos desde que nos encontramos pela última vez. Contudo, vocês atendem meu chamado como se fosse ontem…então continuamos unidos pela Marca Negra! Ou será que não?

Ele retornou sua expressão ameaçadora e farejou, dilantando as narinas em forma de fenda.

-Sinto cheiro de culpa - disse ele - Há um fedor de culpa no ar.

Um segundo surto de arrepios percorreu o círculo, como se cada membro tivesse o desejo, mas não a coragem, de se afastar dali.

-Vejo todos vocês, inteiros e saudáveis, como os seus poderes intactos, tão desenvoltos!, e me pergunto…por que bando de bruxos nunca foi socorrer seu amo, a quem jurou lealdade eterna?

Ninguém falou. Ninguém se mexeu, exceto Rabicho, que continuava no chão, chorando, o braço ensanguentado.

-E eu próprio respondo - sussurrou Voldemort - porque devem ter acreditado que eu estava derrotado, pensaram que eu acabara. Voltaram a se misturar com os meus inimigos e alegaram inocência, ignorância e bruxaria…

Então ele se virou para Harry e Amália. Com o sorriso ainda mais cruel. A garota tremeu, se aproximou como pode da lápide, sentia o olhar de Ophelia a queimando. Os Comensais da Morte, todos, olhando para eles.

-Estão vendo a tolice que foi vocês suporem que essas crianças algum dia pudessem ser mais fortes que eu? - ponderou Voldemort - Mas eu não quero que reste nenhum engano em mente. Amália e Harry Potter me escaparam por pura sorte. E eu vou provar o meu poder matando-os, aqui e agora, diante de todos vocês, onde não há Dumbledore para ajudá-los nem a mãe para morrer por eles. Vou dar à Harry um oportunidade. Ele poderá lutar pela vida dele e da irmãzinha que tanto o protege. Agora, desamarre-o Rabicho, e devolva as varinhas aos dois.

Rabicho aproximou-se de Harry, que tentou se aprumar para sustentar o corpo antes que as cordas fossem desamarradas. Rabicho ergueu a mão intacta, puxou o chumaço de pano que ameaçava Harry e então, com um único movimento, cortou as cordas que prendiam o garoto à lápide.

Amália forçou sua perna a sustentar-se. Se apoiou na mesma lápide e assim que Harry foi solto ela o segurou. Os dois se olharam. Naquele momento, em que encarava os olhos verde-esmeralda de Harry, ela viu Lílian Potter refletida nas órbitas do garoto. Ela deixou um sorriso fraco e então o abraçou.

- Eu te amo, maninho - sussurrou Amália - Você não precisa fazer isso.

- Eu vou - Harry disse com firmeza - Por nós dois, Mália.

Rabicho saiu do círculo e foi até onde jazia o corpo de Cedrico, e voltou trazendo as varinhas dos irmãos, que ele enfiou com brutalidade nas mãos deles. Depois, Rabicho retomou seu lugar no círculo de comensais que observavam.

- Você aprendeu a duelar, Harry Potter? - perguntou Voldemort suavemente, seus olhos vermelhos brilhando no escuro.

O olhar de Harry se encontrou com o de Amália. Os dois haviam frequentado brevemente o Clube de Duelos em Hogwarts. Não aprenderam muita coisa, até porque o tal clube durou apenas um dia, a única coisa saíram aprendendo a fazer foi o Feitiço para Desarmar.

Mas nem de longe aquele duelo era justo. Amália estava logo atrás de Harry e olhou para todos os lados, estavam rodeados de Comensais da Morte, era trinta contra dois. Até se Harry conseguisse desarmar Voldemort ou qualquer outra coisa contra o bruxo das trevas, os comensais iriam tomar as dores e fazer algo a favor do amo deles…o que seria contra os irmãos.

-Nos cumprimentamos com uma curvatura, Harry - disse Voldemort, se inclinando ligeiramente, mas mantendo o rosto de cobra erguido para Harry - Vamos, boas maneiras devem ser observadas…Dumbledore gostaria que você demonstrasse educação...curve-se para a morte, Harry…

Os Comensais da Morte deram gargalhadas. A boca sem lábios de Voldemort riu. Harry não se curvou.

- Eu disse, curva-se - repetiu Voldemort com mais ênfase. Harry continuou parado. - Talvez você precise de um incentivo. Ophelia…

A bruxa riu com vontade. Ela, que estava no círculo de comensais, se afastou deles e caminhou até o centro, ergueu sua varinha, apontando-a para Amália que não conseguiu se defender quando ouviu o que saiu da boca da bruxa.

-Crucio!

Amália caiu gritando. Foi uma dor que superou qualquer coisa que ela já havia sentido, superou principalmente a dor terrível que em seu ombro. Seus olhos giravam descontrolados em sua cabeça. O ar se encheu com os gritos de Amália, era algo horrível…naqueles segundos, que pareciam horas eternas de dor, a garota desejava mais do que nunca a morte...que acabasse logo.

-Tudo bem, já chega! Pare de machucar ela! - gritou Harry em desespero - Eu me curvo, mas não a machuque!

Ophelia gargalhou, era divertido fazer sua filha sofrer. Voldemort fez sinal para que sua irmã parasse. De má vontade, a bruxa obedeceu.

Amália tentou respirar, mas era quase impossível. A lágrimas acumuladas, o suor pingando de sua testa. A dor em sua perna se misturava com a ardência de seu ombro, a dor horrível que sentiu no corpo todo. Ela não tinha forças, estava cansada demais, queria fechar seus olhos e nunca mais abri-los. Seu irmão estava ali, diante do homem que matou seus pais, e ela não podia fazer nada, Ophelia poderia matá-la com o menor movimento da garota.

-Curve-se então, Harry Potter - Voldemort sorriu quando o garoto fez o lhe foi mandado - Muito bem. Agora você me enfrenta como homem…de costas retas e orgulhoso, do mesmo modo que seu pai morreu…Agora vamos ao duelo.

O bruxo ergueu a varinha antes que Harry pudesse fazer alguma coisa para se defender, antes que pudesse sequer se mexer, ele foi atingido pela Maldição Cruciatus. Amália gritou e tentou se levantar, mas um dos Comensais a segurou no lugar e a fez assistir seu irmão berrando de dor. A cena era cruel, Amália chorou com a visão diante de seus olhos. Tentou de todas as formas se desvencilhar do comensal, mas ele era muito mais forte que ela.

Tudo o que ela mais queria era ver Harry longe de qualquer coisa que pudesse machucá-lo. E ver ele se contorcendo desesperadamente, gritando, sofrendo…Só faz ela pensar que ela falhou em proteger seu irmão.

-Uma pequena pausa - disse o bruxo, as narinas de cobra se dilatando de excitação - uma pequena pausa…isso doeu, não foi, Harry? Você não quer que eu faça isso outra vez, quer?

Harry não respondeu. Tudo o que fez foi erguer seu olhar para Amália. O desespero da garota era de partir o coração.

-Perguntei se quer que eu faça isso outra vez - disse Voldemort gentilmente - Responda! Império!

-Não! - Amália disse - Não diz, não faça o que ele quer!

- Crucio! - exclamou Ophelia.

E pela segunda vez, Amália teve a sensação de que fosse morrer. A dor parecia mil vezes pior que da outra vez. Era uma dor tão intensa, tão devoradora que ela quase implorou para sua mãe matá-la ali mesmo…era melhor do que sofrer daquela maneira.

-Não diz…- a garota arfava enquanto sentia mais uma onda angustiante de dor - Eu aguento…só não…só não faça o que ele quer… você é mais forte que ele...eu aguento…

- Você sabe que ela não aguenta - Ophelia riu - Sua irmã é uma fraca, mais um pouquinho e ela morre.

-Diga ao Fred… - as palavras da garota se perderam quando Ophelia mais uma vez efetuou o feitiço na garota.

-EU NÃO VOU RESPONDER!

E essas palavras explodiram da boca de Harry; ecoaram pelo cemitério.

- Não vai? - disse Voldemort suavemente, e agora os Comensais da Morte não estavam rindo - Não vai dizer "não"? Talvez tenha chegado a sua hora.

Voldemort ergueu a varinha, apontou para o garoto. E da boca dele saiu as palavras que Amália gostaria de nunca mais ouvir.

-Avada Kedavra!

- NÃO!

   Ela gritou e todo o cemitério se silenciou.


Notas Finais


Espero que gostem e até o próximo ❤🐍


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