História Heiress of Darkness - melancholy (Supernatural fanfic) - Capítulo 3


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Categorias Megan Fox, Supernatural
Personagens Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, Personagens Originais, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Dean, Dean Winchester, Ian Somerhalder, Megan Fox, Phoebe Tonkin, Sam, Sam Winchester, Supernatural
Visualizações 46
Palavras 5.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, hunters de plantão, cá estou eu novamente, mais cedo do que esperava até❤ Não tenho muito o que dizer sobre o capítulo de hoje, pois ele tem de tudo um pouco kkkkkkkkkk

Espero muito que gostem!

Boa leitura❤

Capítulo 3 - Entre anjos e demônios


Fanfic / Fanfiction Heiress of Darkness - melancholy (Supernatural fanfic) - Capítulo 3 - Entre anjos e demônios

Lexie sobressaltou-se sobre a colchão, sentindo seus pulmões arderem por falta de ar. Alardeada, a garota olhou em volta e se deu conta que só tinha sido mais um pesadelo. Suspirou cansada e sentou-se na cama, passando a mão pelo rosto molhado de suor. Sua pele estava quente, ardendo. O vento do lado de fora brincava com as cortinas de sua janela, que deixavam a brisa gelada refrescar o quarto. A luz da lua iluminava parte do chão do quarto escuro, auxiliando a sua visão.

Lexie tateou o criado-mudo em busca de seu celular e viu que era 5h26 da madrugada. Mais uma vez seu sono fora interrompido por um maldito pesadelo. Todos os dias aquele mesmo inferno. A garota dirigiu seu olhar confuso até a janela, que estava fechada quando foi dormir.

Sabia que não voltaria a dormir, então chutou as cobertas e pisou no chão gelado, atravessando o quarto até seu guarda-roupa. Ainda no escuro, pegou uma calça legging preta, colocou top da mesma cor e seu moletom cinza por cima, calçando os tênis de corrida. Prendeu os cabelos bagunçados, pegou seus fones e tirou o celular da carga. Lexie saiu do quarto silenciosamente e caminhou pelo corredor com cuidado. Passou pelo quarto de Bonnie e viu que a amiga estava dormindo profundamente. Por um momento, ela invejou aquilo.

Desceu as escadas e assim que abriu a porta de entrada da casa, foi recebida por uma rajada de vento gelado da madrugada, agradecendo mentalmente por ter colocado um agasalho. Botou os fones e assim que olhou de um lado para o outro, deu início a corrida.

{...}

Já se aproximava das 6h da manhã e Lexie havia dado a segunda volta no quarteirão. As ruas estavam assustadoramente vazias, mas a garota não tinha medo. Ela se mantinha focada em continuar a corrida mais ou menos até amanhecer completamente. Os fones explodindo Bohemian Rhapsody, do Queen, em seus ouvidos a mantinham concentrada e pensativa enquanto corria.

Ontem à noite, depois de todo o ocorrido, foi diretamente para casa e encontrou Bonnie acordada assistindo TV, mas preferiu não comentar os acontecimentos. Subiu para o quarto e quase não pode dormir de tanto que sua mente trabalhava. Aqueles caras eram loucos, prováveis psicopatas até.

Lexie corria cada vez mais rápido, virando a esquina em direção ao centro da cidade.

Aquele papo sobre Marca de Caim não fazia o menor sentido. Ok, também não fazia sentido aquele cara ter a mesma marca que ela. O que Sam disse sobre aquele sinal de nascença poder colocar ela e Bonnie em perigo martelava em sua cabeça. Lexie queria respostas. Bonnie, que se diz bruxa porque a bisavó dela era de Salem e era ligada com esse tipo de coisa, sempre disse que sentia algo ruim fluindo da Marca.

Ela interrompeu a corrida, ofegante. O céu já estava clareando, tomando um tom alaranjado. Tirou os fones e seu moletom, amarrando-o na cintura. Podia sentir as gotas de suor escorrerem por sua testa e molharem suas costas. Sua respiração estava arfante e seu coração, descontrolado.

Lexie parou na praça que se localizava bem no centro da cidade e caminhou pela grama falhada. A área verde estava completamente vazia. Não havia mães se preocupando exageradamente com seus filhos brincando nos brinquedos ou pessoas de idade alimentando pombos. A garota se jogou no banco de madeira de forma despojada, secando a testa suada novamente. Tirou os fios pretos colados em seu rosto e ergueu-o aos céus, sentindo a brisa de verão tocar sua pele.

Lexie respirou fundo e fechou os olhos, apoiando sua cabeça no encosto do banco, a mente turbulenta, como sempre. Pensava frequentemente em seu futuro. Sabia que não queria de casar, isso jamais! Filhos? Não, não, aquilo não era pra ela. Lexie pensava em algo grande, diferente. Não se via em relacionamentos sérios, nunca fora disso. Mas, se ela não tomasse um rumo na vida, Bonnie tomaria, e o rumo da história sempre termina com Lexie sozinha sendo a provável madrinha dos 3 futuros filhos bagunceiros da amiga.

A garota não tinha família, não mais. Eles ficaram em seu passado lá na Rússia, sua terra natal. Não gostava de pensar nisso. Eram apenas lembranças dolorosas que não valiam a pena serem remexidas. Ninguém sabia nada sobre a ela, nem mesmo Bonnie, que sempre transformava esse assunto em discussão.

Lexie olhou para as árvores ao seu redor sendo chacoalhadas pelo vento. Aquela cidade era pequena demais para ela. Sempre as mesmas pessoas nos mesmos lugares. A moça ansiava por mais. De repente, seu sexto sentido deu sinal de vida quando ela se sentiu observada. Lex levantou a cabeça e se ajeitou no banco, olhando ao redor com o cenho franzido, incomodada e desconfiada. Desde sempre foi muito intuitiva, então tinha certeza de que algo estava errado. Começou a procurar freneticamente até que encontrou seu expectador, ou melhor, expectadores, espalhados discretamente ao redor da praça, distantes. Homem completamente vestidos de preto e, por mais que estivessem longe, Lexie podia ver as carrancas assustadoras e olhos frios vidrados nela.

Sua intuição dizia, não, melhor, ela gritava para que ela saísse dali imediatamente.

Lexie respirou fundo e se levantou calmamente, tentando manter a tranquilidade e não demonstrar pavor em cada passo que dava na direção contrária a deles. Olhou por cima do ombro e viu que eles também estavam se movimentando em sua direção.

– Merda. – ela começou a caminhar mais ágil, atravessando a rua.

Os homens mal encarados começaram a andar mais rápido atrás dela, fazendo-a entrar em desespero. Lexie correu afobada pra qualquer direção, deixando a adrenalina tomar conta de seu corpo. O centro da cidade era muito grande, então se ela tivesse sorte, conseguiria despistá-los. Conforme o sol assumia seu lugar no céu, as ruas ficavam menos vazias, aliviando-a. Lexie foi para o outro lado do centro de Sioux Falls, completamente alucinada pelo medo, avistando uma loja de roupas sendo aberta e se decidindo rapidamente que seria para lá que correria. Olhou para trás e viu que os caras de terno preto estavam cada vez mais empenhados em pegá-la, cada vez mais perto. Lexie foi frenética para os fundos da loja, escutando reclamações das mulheres que quase derrubou. Ela saiu em um beco e seguiu em frente pelo espaço estreito e sujo, ouvindo a porta vermelha pela qual tinha acabado de passar ser arremessada contra a parede, dando passagem para os brutamontes que a perseguiam.

Seus pulmões ardiam, assim como as suas pernas. Lexie já não controlava mais seu corpo, seu instinto de sobrevivência é quem estava no volante. Ela não tinha ideia alguma para onde ir. Uma boa seria ir até a polícia, mas algo dentro dela dizia que não adiantaria muito. Só um milagre poderia salvá-la naquele momento. E acreditem, o milagre aconteceu.

Lexie não escutou mais os passos pesados e alvoroçados atrás dela. Parou no meio do beco e olhou para trás a tempo de ver uma luz morna e cegante iluminar e esquentar todo o espaço. A claridade se intensificou tanto que a garota teve que virar o rosto e fechar os olhos. Pôde ouvir os gritos de agonia e dor dos perseguidores. Ela não ficaria ali pra testar a sorte. Voltou a correr até a saída do beco, que dava diretamente para uma via movimentada. Ao sair do espaço apertado e ir para o meio da rua sem olhar para os lados, a fugitiva ouviu uma buzina alta em sua direção que a fez travar imediatamente.

O para-choque do Impala 67 bateu na perna de Lexie, o que a fez espalmar suas mãos no carro para se equilibrar. Elétrica, ergueu seu olhar para praguejar o motorista, mesmo ela sendo culpada, entretanto, teve uma grande surpresa. Sam encarava a garota descuidada com o cenho franzido atrás do volante, podendo notar o desespero e euforia que fluía dela.

O Winchester não pensou muito. Viu que tinha algo errado pelo seu olhar aflito, então fez um sinal com a cabeça para o banco do carona. Lexie franziu o cenho, incrédula, porém, após pensar rapidamente, resolveu entrar no carro. O homem grande parecia ser uma ameaça menor em comparação aos caras que a perseguiram e a loucura que ocorreu no beco. O grandão pisou no acelerador e saiu cantando pneus pelas ruas.

Uma figura se deslocou das sombras do beco e observou o Impala partir. Rachell apertou os olhos e encarou o veículo inexpressiva ao reconhecer o carro dos Winchester, não se agradando nem um pouco de ver Lexie com um deles.

                                 ☆

– Obrigado. – Sam sorriu e agradeceu a garçonete quando ela lhe entregou o café. – Você quer?

– Não, valeu. – Lexie negou em um murmúrio enquanto brincava com o saleiro, ainda atordoada com tudo que acabara de acontecer.

Sam dirigiu até uma cafeteria um pouco distante do centro de Sioux Falls e pediu uma mesa no canto para ele e Lexie, no intuito de conversarem em paz e ele entender o que tinha acontecido.

– Obrigada. – a garota suspirou e agradeceu por fim, olhando para seu salvador. – De verdade.

– Não precisa agradecer. – Sam garantiu com gentileza, dando um gole em seu café. – O que aconteceu lá?

– Eu estava sendo perseguida. – revelou aturdida e o Winchester franziu o cenho, confuso e espantado. – Perseguida por caras de terno que nunca vi nada vida.

– Demônios. – Sam concluiu e Lexie levantou o olhar caótico. – Provavelmente. Notou se tinham olhos pretos?

– Não tive tempo pra reparar nisso, eu estava tentando sobreviver. – a fugitiva devolveu amarga, logo em seguida passou a mão pelo rosto e grunhii, se sentindo culpada por tamanha ignorância desnecessária. – Perdão, eu... Não tenho andado bem nos últimos dias.

– Tudo bem, eu entendo. – Sammy a tranquilizou com um sorriso amigável. – Meu irmão e eu também temos andado bastante estressados nos últimos dias.

– E como tá o outro lá? Ainda está com raiva por causa do carro? – Lexie sorriu de lado ao lembrar do desespero do loiro e Sam riu.

– Bem, digamos que você mexeu com uma parte delicada do Dean. – o gigante respondeu com humor. – A gente vai voltar pro Kansas hoje. Ele ficou dormindo no hotel onde nos hospedamos, eu saí pra comprar o café e te achei no meio da rua.

Aquela era uma boa oportunidade para que ela conseguisse o que queria: respostas. Após suspirar pesado e pensar um pouco, Lexie começou:

– Eu... eu quero respostas sobre tudo o que aconteceu noite passada, a começar por: o que é Marca de Caim e o que eu tenho a ver com Isso?

– Eu já esperava que perguntasse algo do tipo. – Sam confessou soltando o ar calmamente, disposto a relevar as informações que queria.

Já que Lexie não queria que ele e Dean se metessem em sua vida, ao menos queria fazer com que ela tivesse alguma noção da seriedade do assunto.

– Abaddon é um Cavaleiro do Inferno, um demônio muito poderoso que não morre facilmente. Um outro demônio chamado Crowley descobriu uma forma de matá-la e enganou Dean. – Sam explicou detalhadamente sob o olhar atento de Lexie, que tentava guardar cada palavra. – Eles foram atrás da Primeira Espada, uma arma bíblica usada por Caim para matar Abel, e essa arma junto da Marca, nos dá a possibilidade de acabar com Abbadon.

– E Caim passou a Marca para Dean? – ela concluiu e o grandalhão assentiu.

O olhar de Lexie viajava para longe, fixo em um ponto da mesa onde estavam. As palavras, apesar de absurdas, não lhe soaram tão estranhas. Seu cérebro estava se rebelando em seu crânio, se recusando a encontrar lógica naquilo, entretanto, seu instinto dizia que era exatamente o que ela queria ouvir.

– Se vocês têm tudo pra matar essa... Abaddon – as palavras ainda saíam de sua boca com dificuldade. – Por que ainda não fizeram?

– Abaddon não é fácil de ser localizada. Crowley perdeu toda a moral no Inferno depois da chegada dela. – Sam explicou com um suspiro frustrado. – Ele meio que mandava lá embaixo.

– Olha – Lexie riu desacreditada, olhando para Sam. – Eu não sou a pessoa mais religiosa do mundo, nunca acreditei nesse tipo de coisa, mas quem deveria mandar lá embaixo não é Lúcifer?

– Era, mas nós o prendemos na jaula. – Sam elucidou, fazendo sua companhia arquear as sobrancelhas.

– E Lúcifer tem uma jaula. – repetiu meio débil, balançando a cabeça e fazendo Sam sorrir levemente. – E onde eu entro nessa história?

– Eu realmente não sei. – o Winchester confessou, sincero. – Não consigo encontrar uma explicação. Até ontem não sabíamos que a Marca poderia ter mais de um portador e esse portador ser logo você. Então, me fale um pouco sobre você, sobre sua família. Talvez possamos descobrir algo nas entrelinhas.

Ao ouvir a palavra “família”, Lexie sentiu-se incomodada e parecia que um peso fora colocado em seus ombros. Seu estômago embrulho e ela engoliu a seco, soltando o ar que não percebeu que havia prendido.

– Não há nada sobre mim ou meu passado que precise saber. – Lexie declarou evasiva.

– Tem certeza? Nós podemos...

– Não há nada, acredite. – a garota enfatizou enquanto encarava Sam profundamente. – Minha mãe me colocou na primeira porta que viu quando eu era pequena e sumiu no mundo.

– Então você é adotada?  – O Winchester concluiu.

– Podemos dizer que sim.

– O que sabe sobre sua mãe biológica? – Sam perguntou cuidadoso, vendo que Lexie não estava à vontade quando ela riu sem humor após a pergunta.

– Que ela é uma desumana e monstruosa o bastante pra enganar uma criança de 9 anos e deixá-la na porta de uma família qualquer tarde da noite. – revelou com mágoa e aspereza. – O inverno na Rússia não é dos mais tranquilos, se quer saber. E antes que pergunte, eu não sei do meu pai. Não cheguei a conhecê-lo.

As palavras ressentidas de Lexie deixaram Sam sem palavras. Aquilo o fez perceber que a bartender havia tido um passado muito difícil, o qual odiava falar sobre. O rapaz pigarreou e a olhou novamente com uma expressão compassiva:

– Sinto muito.

– Não preciso da sua pena. – Lexie devolveu dura e Sam assentiu, silencioso.

Ele havia notado que a garota era temperamental, ressentida. Ela lhe lembrava um pouco Dean, que não gostava de falar sobre suas dores, não gostava de piedade.

– Você é russa? – o homem alto indagou de supetão ao reavaliar as palavras dela, franzindo as sobrancelhas grossas.

– Não reconheceu o sotaque arrastado?

– Caramba, por essa eu não esperava! – exclamou Sam, estupefato e, ao mesmo tempo, esclarecido, pois tinha certeza de que ela não era totalmente norte-americana. – Isso dificulta as coisas.

– Se você diz. – a garota deu de ombros, se levantando.

– Espera, aonde vai? – o gigante questionou confuso, se pondo de pé também.

– Já tive as respostas que queria. – Lexie respondeu séria, baixando o olhar e pensando um pouco antes de ir. – Se por um acaso eu acreditar nisso... se tudo o que você estiver me dizendo for verdade... qual é o nível de perigo que eu posso estar correndo?

– Muito alto. – Sam retorquiu com honestidade, o olhar tranquilo, porém mostrava a seriedade do assunto. – Eu temo que a Marca possa estar mexendo com o meu irmão. Ele tem andado... distante, cabeça quente e com um...

– Apetite sanguinário. – Lexie completou com firmeza. O Winchester não a respondeu, mas seu olhar confirmava o que ela dissera. – E como eu tenho a Marca...

– Ela pode te afetar também.

                        ☆

Dean se levantou da cama quando ouviu a porta do quarto de hotel barato ser destrancada e Sam dar o ar da graça.

– Por que demorou? – o mais velho perguntou curioso e um tanto irritado por estar sem café logo cedo.

– Eu...

– Cadê meu café, Sammy?! – Dean indagou com mais alarde ao ver as mãos do irmão vazias.

Sam lembrou do seu real objetivo de ter ido à rua e rolou os olhos por ter esquecido.

– Me desculpa, Dean, eu acabei me esquecendo. – o caçula lamentou, sabendo que ouviria muito do loiro.

Jogou as chaves para o irmão, que o encarava com incredulidade, tirou o casaco e sentou-se na cama com o celular na mão, pensativo.

– Como assim se esqueceu?! Você saiu justamente pra isso! – Dean exclamou, jogando as mãos para os ares, nervoso e faminto.

– Eu estava com a Lexie. – Sammy confessou, por fim, olhando para o irmão que tinha o cenho franzido e a expressão confusa.

– Lexie? Lexie, a ladra de carros? – indagou e o grandão assentiu. – O que diabos você estava fazendo com essa garota, Sam?! Não vai me dizer que se encantou pelo rabo de saia?

– Não, Dean, não é isso. – Sam rolou os olhos, entediado. – Eu encontrei ela por acaso na rua, fugindo.

– Provavelmente alguém chamou a policia. – o loiro deu de ombros, indo checar suas armas pela milésima vez.

– Fugindo de demônios. – Sam completou e Dean olhou para o irmão, interessado.

– Abaddon?

– É provável.

– Essa menina já deixou bem claro que não quer nossa ajuda, então... – Dean deu de ombros novamente, indiferente.

– Ela só quer proteger a si mesmo e a amiga, Dean. – Sam explicou, compreensivo. – Aparentemente ela não teve um passado fácil.

– Nem nós. – o mais velho lembrou, incorruptível.

– Tá, mas nós estamos falando da Marca. Vai dizer que não ficou interessado em saber o por quê de logo ela tê-la também? – Sam questionou, atiçando a curiosidade do irmão. – Lexie pode estar correndo um grande perigo e você sabe.

Dean ponderou por um instante. Droga! Sabia que Sam estava certo. Ele não queria ceder, entretanto, o fato de Lexie ter a Marca e estar consideravelmente desprotegida era entregar uma vantagem de bandeja para Abaddon.

– Tá e o que você quer que a gente faça? – o loiro bufou e perguntou, tentando ser mais maleável.

– Vamos falar com Crowley, talvez ele saiba de algo. – Sam sugeriu e Dean lançou-lhe um olhar questionador. – Tem alguma ideia melhor?

{...}

Maravilha! Mais problemas. Como se não bastasse Castiel sem sua graça, Sam chateado por ter virado a ex-camisinha de um anjo psicopata, anjos expulsos do Céu, uma vadia ruiva querendo toma posse do Inferno, Crowley viciado em sangue humano e Dean com a Marca de Caim, os rapazes ainda têm que lidar com Lexie.

Sam e Dean estavam prestes a invocar o Rei do Inferno ali no quarto mesmo. O caçula recitou as palavras e o primogênito jogou o pedaço de papel em chamas dentro do pote com os ingredientes do feitiço. Logo o demônio apareceu, olhando em volta com uma cara cínica.

– Armadilha do Diabo? Sério? O que vocês são? Primatas? – questionou debochado, olhando pro símbolo desenhado abaixo dele.

– Queremos saber de uma coisa e nós temos certeza de que sabe a resposta. – Sam se mostrou objetivo.

– Assim direto, alce? Nem um café pra receber as visitas?

– Fala logo, Crowley. – Dean ordenou impaciente.

O demônio soltou um suspiro entediado e disse:

– Aposto que ficaram sabendo da garota.

– Então você sabe? – a pergunta de Dean saiu mais como uma afirmação.

– A pergunta certa é: quem não sabe? - Crowley reformulou humorado. – Até aquela vadia ruiva psicótica está atrás dela. Mas o que eu ganho dando essa informação a vocês?

– Que tal mais um dia da sua vida miserável? – sugeriu Sam.

– Crowley, sejamos sinceros. Você claramente não ‘tá com essa marra toda. Abaddon está no controle do Inferno, você ‘tá viciado sem sangue humano e ‘tá igual a uma adolescente com os hormônios borbulhando, todo sensível e cheio de sentimentos. Então desembucha. – Dean impôs, entediado.

O demônio o avaliou de cima a baixo, revirou os olhos e respondeu:

– De acordo com o que eu soube por um dos meus informantes, Abaddon está procurando a menina ferozmente, já que a teoria é que ela pode ser poderosa, não é a toa que tem a Marca de Caim. E esse meu informante é braço direito de Marcus, um dos capachos confiáveis da vadia ruiva. Esses dias eu soube que um grupinho de demônios do time Abaddon foi atrás da garota e todos foram dizimados brutalmente. Parece que tem mais gente na jogada.

                          ☆

O dia passou mais rápido do que se pôde perceber e já era noite em Sioux Falls. Após a conversa com Sam, Lexie voltou para casa atenta e cautelosa, olhando sempre para todos os lados depois do ocorrido de manhã. Não encontrou Bonnie, provavelmente estava trabalhando.

Lexie passou a tarde e a noite trancada em seu quarto, ponderadora e silenciosa. Agora, ela ainda estava lá, com as luzes apagadas, sentada em sua cama com o notebook no colo iluminando seu rosto. Abriu o navegador e depois de encarar o Google por minutos infinitos, digitou na barra de endereço “cavaleiros do inferno”. Ela precisava saber mais. A janela de seu quarto, sempre aberta, deixava uma brisa fresca entrar no quarto e a lua iluminar parte dele.

Lexie abriu vários sites, mas nenhum tinha o que ela queria. Já estava ficando inquieta, estressada. Suspirou pesado e clicou em mais um, erguendo as sobrancelhas ao ler algo interessante.

“... [...] Os Cavaleiros do Inferno foram os primeiros demônios a serem criados. Foram treinados por Caim e escolhidos a dedo por Lúcifer. Caim pessoalmente construiu a ordem de cavaleiros e os treinou, o que significa que a patente em si deve ter sido pelo menos 10.000-15.000 anos. Caim era seu comandante, levando-os para cometerem atrocidades na Terra.”

Então parte do que Sam disse era verdade.

De repente, o barulho de algo quebrando no andar debaixo fez Lexie desviar seu olhar da tela do computador para a porta de seu quarto. A garota franziu o cenho, alardeada. Sentiu um arrepio na nuca, seu estômago gelou. Algo estava errado e ela sabia. Deixou o notebook em cima da cama lentamente e se levantou em silêncio, caminhando até a cômoda do outro lado do quarto. Pegou seu celular e discou o número de Sam. Ele insistiu que gravasse o número e ligasse quando houvesse uma emergência.

No primeiro toque, ela negou com a cabeça e desligou na hora. Não precisava de todo aquele alarde. Mal sabia o que era. Não ia fazer o rapaz, que provavelmente já estava a caminho do Kansas, vir até aqui.

Lexie destrancou e abriu a porta lentamente, mas, mesmo assim, ela rangeu alto pelo corredor quieto. Passou pelo quarto de Bonnie, que ficava ao lado do seu, e viu que a amiga estava dormindo. Ela desceu os degraus vagarosamente, tateando tudo no escuro para não cair e tropeçar como já fizera trocentas vezes. Lexie parou na entrada da cozinha, que ficava no pé da escada e viu que não tinha ninguém lá.

Franziu o cenho e entrou no cômodo, parando abruptamente ao notar que havia estilhaços de um copo de vidro quebrado no chão. Ela se aproximou confusa, sem entender como aquilo aconteceu. O copo certamente não andou pela bancada e resolveu cometer um suicídio. Lexie bufou e pulou a pilha de cacos, se aproximando da geladeira para pegar um pouco d'água. Todo o nervosismo tinha a deixado com sede. Amanhã cedo limparia toda aquela bagunça no chão.

Um alívio profundo a tomou quando sentiu o líquido refrescante descer por sua garganta e matar sua sede. Lexie fechou a geladeira e se virou, se sobressaltando com o susto brusco que tomou, quase deixando o copo em sua mão cair. Seu coração disparava em seu peito, quase saindo por sua garganta. James se deslocou das sombras e se encostou na bancada da cozinha. Lexie sentiu uma raiva gigante crescer dentro de si quando o viu e novamente sua nuca se arrepiou. Seu sexto sentido aguçado a mandava sair dali agora e era isso que ela queria fazer.

Se James fosse um demônio como Sam e Dean tinham dito, ela sabia que não conseguiria bater de frente com ele.

– Não sabia que tinha dormido aqui. – disse Lexie, friamente, o olhar atento e desconfiado.

– Resolvi fazer uma surpresa pra Bon Bon. – o namorado da melhor amiga respondeu com simplicidade, mas havia algo sublime em sua voz.

Lexie deixou seu copo na pia e deu as costas ao rapaz para sair dali imediatamente, porém, as palavras dele a fez travar de repente no chão, sem reação.

– Abaddon mandou lembranças para você e os Winchester.

Lexie travou a respiração e contraiu o abdômen, tentando controlar o pânico crescente dentro de si. Virou-se lentamente, sentindo seu estômago gelar quando viu o sorriso mordaz no rosto de James. Ambos ficaram se encarando por instantes. Ela engoliu a seco e não sabia o que fazer.

Lexie sentia sua pulsação acelerar. Então, por impulso, seguindo seu sexto sentido, se moveu rapidamente para a escada, subindo os degraus de dois em dois, o desespero em casa passo que dava. Quando ia chegar no topo do andar superior, sentiu seu pé ser puxado, mas usou o outro para chutar o rosto de James e atordoá-lo, fazendo-o soltar seu pé. A garota chegou até seu quarto e tentou bater a porta, mas o demônio empurrou bruscamente, fazendo a maçaneta bater na parede.

Lexie deu passos instintivos para trás, sentindo seu corpo colidir com o criado-mudo. Ela, que tinha seus olhos vidrados em James, tateou o móvel de madeira atrás de si na tentativa de achar algo para se defender. Sempre teve certeza de que o namorado de Bonnie não era confiável!

– Olha, confesso que aquele joguinho de ser o namorado bonzinho da melhor amiga era um saco. Eu estava louco pra mostrar minha verdadeira face. – James enfatizou, deixando à mostra os olhos pretos de demônio junto de um sorriso sádico. – Tive que apressar as coisas quando vi que os Winchester tinham entrado na jogada.

– Você é doente. – Lexie cuspiu com um rosnado, fazendo o demônio rir. – Seu maníaco, desgraçado! Cadê a Bonnie?!

– Anos de tortura no Inferno deixam você meio... sádico. – deu de ombros. – Mas nada se compara ao que Abaddon fará com você. E relaxe, a Bonnie ainda tá dormindo, por enquanto.

Então, ele deu um passo em direção à procurada, que pegou o abajur atrás de si e o segurou firme. Quando James se aproximou ainda mais, Lexie ergueu a luminária e bateu na cabeça dele com toda sua força, mas o demônio só virou levemente o pescoço.

– Isso doeu, vadia. – James manifestou com ódio, agarrando-a pelo pescoço e tirando todo o seu ar.

Então, lançou a garota para o outro lado do quarto, fazendo seu corpo pequeno bater fortemente contra a estante de livros. Lexie sentiu sua costela se chocar certeiramente em uma das prateleiras de madeira e um ardor pulsante tomar seu abdômen. Todo o ar havia escapado de seus pulmões com o impacto. Ela apoiou sua mão no chão e ergueu parte de seu corpo, levantando a cabeça.

– Abaddon mandou eu te levar até ela. – revelou James, caminhando despreocupadamente até a garota caída no chão. – Mas nunca me disse que teria que ser inteira.

Então, chutou o rosto de Lexie, que virou o rosto bruscamente e sentiu um forte gosto metálico se misturar com sua saliva, sua bochecha pulsando de dor. A garota rolou no chão, soltando um grunhido. Quando ia desferir outro golpe, o demônio expressou dor em seu rosto e agarrou a cabeça com as duas mãos enquanto palavras em outra língua eram ditas por Bonnie. A morena apareceu de repente na porta do quarto, citando as palavras em latim cada vez mais alto. James uivava de dor, seu cérebro parecia que ia explodir.

– Vai se arrepender por isso. – declarou ela, sombria, contraindo seus dedos na direção do rapaz e o fazendo gritar mais de dor. – Lexie, sai daqui.

A garota, que se levantou se apoiando na parede, tinha os cabelos escuros caídos sobre o rosto e a mão na costela.

– Eu não vou deixar você. – respondeu decidida, sentindo uma pontada lancinante em seu abdômen que fez a suspirar pesado.

– Anda logo! – Bonnie ordenou inquieta, mas a gargalhada de James chamou a atenção.

– Ah, Bon Bon... Eu gostava desse seu jeito mandão. Quem diria que você era uma bruxinha cheia de truques. – disse ele, as feições num misto de dor e ironia. – Confesso que de todas as tarefas que tive que cumprir, ser seu namorado foi a mais entediante.

– Mentiu pra mim. – a bruxa disse com ressentimento, afinal, era realmente gostava dele.

– Não fica triste, docinho. Você era legalzinha, mas meu alvo mesmo era ela. – James indicou Lexie com a cabeça, olhando para ela. – Abbadon vai arrancar sua pele.

Bonnie apertou ainda mais os dedos no ar, fazendo o demônio cair de joelhos num grito de dor e depois, voltar a rir.

– O que Abaddon quer com ela?! – perguntou a morena, fria. O sorriso debochado do agora ex-namorado a fez apartar as mãos com força e James berrar de dor. – Responda.

– O que você acha?! – ele gargalhou sádico. – A alma dela é a coisa mais desejada pelo Céu e pelo Inferno. Dúzias de demônios estão vindo pra cá, inclusive Abaddon. Você e seus truques de salão não irão salvá-la.

O olhar de Bonnie e Lexie se encontraram. O da segunda transmitia pânico, enquanto a primeira, por mais que tentasse manter a calma, estava tão nervosa quanto ela. Bonnie, apesar de poderosa, sabia que não iria conseguir conter muitos demônios aos mesmo tempo, quanto mais um Cavaleiro do Inferno. Ela suspirou pesado e olhou para a amiga com um olhar de “me desculpa”, fazendo a outra franzir o cenho sem entender.

Precisa manter Lexie a salvo de qualquer maneira, então, Bonnie fez um movimento rápido com as mãos e fez o corpo da garota voar através da janela. O vento soprava bravamente contra seus cabelos e ouvidos. Tudo ocorria em câmera lenta. Lex sentiu e ouviu seu ombro direito estalar quando atingiu o chão após 10 metros de altura. A garota rolou de dor no chão, sem forças para gritar. Seus ossos arderam com o impacto. Seus abdômen ardia, parecia que tinha engolido pregos. Ao se mexer sobre a grama aparada, sentiu alguns estilhaços do vidro da janela perfurarem sua pele, fazendo-a grunhir de dor.

– Bonnie, sua... – Lexie ia xingá-la, mas estava sem tempo e forças para isso.

Se levantou com esforço, sentindo uma dor lancinante em sua perna. Apressou os passos com dificuldade pela noite escura e resolveu ir buscar ajuda, já que Bon deixou bem claro que não era pra ela ficar ali. A questão é: que ajuda? A polícia? Os federais? Um exorcista?

Muitas perguntas enchiam sua cabeça, entretanto, Lex não tinha tempo nem cabeça para responder nenhuma delas. Bonnie e ela, se sobrevivessem, teriam uma longa conversa. Que história é essa de sair lançando amigas pela janela? E pior, bruxa?

Lexie riu de leve, mesmo com dor. No final das contas, Bonnie dizia a verdade. De repente, ouviu um carro cantando pneus e faróis quase a cegarem, achando imensamente que eram os demônios de Abaddon que James prometeu que viriam. Virou o rosto, ignorou a dor em sua perna e forçou seu corpo dolorido a correr, entrando mata à dentro na floresta próxima de sua casa.

Lexie estava nervosa, assustada, atravessando o matagal denso. Galhos arranhavam sua pele e pedrinhas massacravam seus pés descalços. A garota já estava sem fôlego, seu corpo implorava para que ela parasse. A floresta estava sombria e escura, cercada por neblina. Algo dentro de si parecia rasgar seu abdômen, mas precisava continuar se quisesse sobreviver e ainda ter uma melhor amiga.

“Quando minha vida virou do avesso e eu nem percebi?”, ponderou.

Ela não conseguia discernir nada na escuridão, entretanto, parou bruscamente sua corrida ao ver alguém no meio da floresta.

O peito de Lexie descia e subia rapidamente, ofegante. O pânico e medo crescia dentro de si ao ver a figura ali, estática e de costas. Apesar do escuro, Lex conseguiu constatar que era uma mulher alta e carregada. Engoliu a seco quando a desconhecida olhou de relance para trás e suas orbes brilharam em dourado. A garota não sabia o que fazer, mal conseguia se mexer, não por medo, pois não sentia isso diante da mulher misteriosa, o que lhe era estranho.

Antes que pudesse dizer algo, sentiu alguém tocar sua cabeça por trás e palavras desconhecidas serem sussurradas em seu ouvido. Lex sentiu seu corpo pesar e relaxar contra a sua vontade. Sua visão turvou e ela lutou para se manter acordada. Os olhos dourados foram a última coisa que viu antes de cair desacordada sobre as folhas e galhos secos.

Bonnie suspirou aliviada e Rachell a encarou com fervor.

– Botou um demônio dentro da sua própria casa e arriscou a vida dela. – a guardiã começou em um rosnado furioso.

– Me desculpa, eu...

– Era pra você protegê-la!

– Eu fiz isso, Rachell! Fiquei com ela todos esses anos enquanto você estava sabe-se-lá-onde, farreando. – Bonnie acusou raivosa com a ingratidão da outra.

– Não fale o que você não sabe. – apontou em riste, a voz pesada.

– Eu não sabia que James era um demônio. – a bruxa explicou, suspirando pesado. – Lexie não é só uma tarefa pra mim. Ela é minha melhor amiga! Eu jamais colocaria a vida dela em risco. Me importo tanto quanto você.

– Tanto quanto eu? – Ray riu sem humor. – Você diz que jamais colocaria a vida dela em risco, mais foi o que aconteceu hoje. Se algo tivesse acontecido com ela, Bonnie, juro que eu a faria sofrer de maneiras inimagináveis.

– Não tenho medo de você, Rachell. – Bon declarou com sinceridade, a postura relaxada.

Deveria. – a guardiã intimidou sombria, os olhos em chamas ardentes, mas, de repente, desviou o olhar fervoroso de Bonnie e ergueu a cabeça ao sentir uma energia diferente e conhecida fazer sua espinha formigar. – Winchesters. O que estão fazendo aqui?!

– Abaddon está atrás de Lexie e eles podem ajudar. – ela confessou. – Não fui eu que os chamei aqui, se quer saber, mas eles serão úteis.

– Vai confiar a vida da minha protegida à esses caçadores!? Está brincando?! – Rachell indagou incrédula, querendo avançar no pescoço da bruxa. – Eles jamais lidaram com algo como ela.

– Acorda, Rachell! Ninguém jamais lidou com algo como a Lexie, nem mesmo você conseguiu, senão não teria pedido a minha ajuda. – Bonnie argumentou e Ray se calou. – Confie em mim pelo menos uma vez!

Rachell respirava pesado, a raiva fazendo seu sangue ferver. Aquela não era uma boa ideia, não mesmo. Ouviu passos se aproximando e declarou por fim para Bon:

– A vida dela está em suas mãos. Se algo acontecer, venho prestar minhas contas com você. 


Notas Finais


É gente, ocorreu um pequeno fogo no parquinho com esse final kkkkkkkkklkk Rachell literalmente vira outra pessoa quando se trata dos gêmeos❤ bem, eu resolvi mudar ela só um pouquinho e deixar ela mais... fria? É, isso. Eu criei uma história top pra ela e acho que vocês vão gostar!

Enfim, no próximo capítulo veremos um contato direto entre ela, os Winchester e a vida estranha deles kkkkkkkkk

Até a próxima❤


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