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História Heiress of the Eclipse - Interativa - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oiiee, eu filmente vou conseguir postar esse capítulo!!
Não sabem o tamanho da minha felicidade com isso!! Infelizmente não está tão grande quanto o anterior mas irei compensar isso no próximo! Boa leitura e não esqueçam de comentar.

Capítulo 3 - Um Estranho Encontro


Rin cambaleava para os lados, vez ou outra buscando apoio em algumas árvores que encontrava pelo caminho. Quanto mais andava, mais percebia que, aos poucos, a escuridão tomava seu lugar naquela gélida noite. Sua visão era uma mistura de borrões e vultos que a garota se perguntava se eram ou não coisa de sua imaginação. Realmente não acreditou que se sentiria tão cansada como sua “avó” disse, será que deveria chamá-la assim? De qualquer forma, gostaria de ter acreditado mais naquelas palavras e se apressado enquanto ainda tinha equilíbrio ou noção de onde se encontrava. 

Sentia cada extremidade do seu frágil corpo tremer, mas naquele momento não sabia se era pela exaustão ou pelo frio. O vento que corria entre as árvores parecia cantar pela noite uma triste canção que, por mais cômico que seja, combinava com o humor de Rin naquela noite. Nunca foi forçada a qualquer atividade realmente desgastante, e naquele momento se amaldiçoava por nem ao menos ter se alongado ao acordar. 

A garota emitiu um grito abafado ao tropeçar nos próprios pés enquanto andava e cair na grama levemente úmida do bosque. “ Não consigo me levantar… Se eu morrer de frio será a morte mais patética da realeza…” pensou, enquanto arranjava forças para ao menos se arrastar para perto de uma árvore, torcendo para que, se ficasse encolhida ali, pudesse ao menos se proteger parcialmente do seu final patético e trágico. 

Colocando suas mãos pequenas e geladas sobre a boca, sentiu a respiração quente e tentou se aquecer com aquele pouco calor humano, seus olhos cada vez mais pesados a obrigaram a embarcar em um sono pesado, tendo as estrelas como teto. 

 

— Argh… Mas que droga… — resmungou o rapaz, enquanto lavava suas feridas em um pequeno riacho que corria por entre as árvores do bosque. Suas águas cintilavam com a lua, que refletia nele. A vista naquela noite era bonita, mas não importante o suficiente para que o jovem desviasse sua atenção para fatos tão banais, isso tudo era apenas futilidade. Após considerar que as feridas estavam limpas o suficiente para não lhe darem dor de cabeça depois, voltou a enrolar seus braços com as faixas que os cobriam anteriormente. Olhou para seu reflexo na água por alguns minutos, era realmente diferente ver seus cabelos escuros, mas teria que se acostumar, caso alguém suspeitasse de onde realmente vinha, seria mais um problema, e o rapaz não desejava arranjar confusão desnecessária, não naquele momento.

Se levantou e continuou seu caminho, sempre de olho no céu e nas estrelas, buscando se orientar. A noite estava fria, e seu corpo cansado pelo dia nada calmo que teve. O melhor seria buscar um lugar para passar a noite e então descobrir o que fazer em seguida. Caminhando por entre as brutas árvores do bosque, pôde perceber um rastro no chão, algo recente, alguém havia passado por ali não fazia muito tempo. Pegou sua besta por precaução; se fossem os soldados do Sol, ele estaria com problemas, já que com aqueles machucados seria difícil lutar com mais de uma pessoa naquele momento. O garoto abaixou-se e passou a mão pelos rastros, percebendo logo que os passos estavam muito confusos, como se aquela pessoa estivesse extremamente perdida ou até mesmo sem forças. Não havia mais pegadas, então facilmente supôs que aquilo pertencia a uma pessoa que viajava sozinha, e supostamente não estava em sua melhor condição. Por precaução decidiu seguir a trilha, não lhe custaria nada, e, se houvesse algum dinheiro ou mantimento com aquela pessoa, o ideal seria roubar e, logo após isso, fugir.

Após cerca de curtos dez minutos andando, percebeu ao longe uma silhueta próxima a uma árvore. Ao se aproximar com cuidado, pôde ver que a figura dormia pesadamente, e, entre seus braços, havia uma mochila. Os dedos do rapaz formigaram, seria tão fácil pegar aquilo que ele quase quis rir. Desviou sua atenção da mochila para a pessoa que a abraçava e pôde notar que era uma garota, seus cabelos negros estavam cheios de folhas secas e pequenos ramos, os mesmos que estavam parcialmente sobre o seu rosto, mas ainda era possível analisar sua face delicada e sua pele clara, que naquela noite se assemelhava à palidez do brilho do luar. Por alguns segundos, não pôde desviar seus olhos da figura de Rin. “Quem é você?” se questionou, “E por que se parece tanto com ela…?”. A lembrança vaga da antiga amiga passou por sua mente, ambas eram semelhantes, mas aquela a sua frente parecia um tanto mais jovem. Sentia-se estranhamente curioso para ver como eram seus olhos, mas não arriscaria acordar a garota apenas por um breve luxo. Suspirou após tomar uma das piores escolhas naquele momento, não roubar a mochila. 

Sentia a estranha necessidade de observar quem ela era mais um pouco, pelo menos antes de decidir se realmente valia a pena mantê-la com vida ou ao menos com seus suprimentos, que não pareciam ser muitos. Após conferir que a garota dormia profundamente, pegou-a nos braços a carregou até uma pequena caverna que não estava muito longe dali, deitou-a novamente no chão e acendeu uma fogueira. Naquela noite fria, ela provavelmente morreria dormindo naquele lugar. Suspirou olhando novamente para a garota, sentia uma estranha sensação de que estava se metendo em problemas ao se encontrar com ela, mas essa sensação de perigo era um tanto extasiante.

 

A luz suave do sol adentrava pela entrada da caverna e batia certeiramente sobre o rosto de Rin, que pouco a pouco começava a ficar incomodada com a luz. Devagar abriu os olhos e preguiçosamente se sentou, tentando se situar. Eiko havia dito certo, seus sonhos nunca haviam sido tão tranquilos como naquela noite, ela se sentia estranhamente revigorada por mais que se encontrasse em uma difícil situação. Olhando ao redor começou a dar conta do estranho lugar onde se encontrava. “De forma nenhuma eu dormi em uma caverna… Como diabos eu vim parar aqui?” Rapidamente a garota olhou para a pequena fogueira, que agora só restavam cinzas, e para sua mochila recostada sobre uma rocha que estava próxima dela. Não havia mais ninguém ali, nem ao menos rastros de que alguém havia estado ali fora a estranha situação que a jovem princesa se via. 

Rin levantou-se e ainda desconfiada olhava ao redor enquanto pegava sua mochila e a abria, procurando pelo tal mapa que Eiko havia comentado em seu último encontro, e ali estava, marcando com caneta vermelha, a floresta de Moe, seu lugar de encontro com sua guardiã. Achou que o melhor a fazer seria seguir adiante, não tinha tempo para analisar o que poderia ou não ter acontecido. Enquanto isso o rapaz de cabelos negros e olhos azulados a observava de longe, seguindo cada pequeno gesto da mais nova.

 


Notas Finais


O que acharam?


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