História Helheim; mundo dos mortos. - Capítulo 15


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Mitologia Nórdica, Naruto, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 238
Palavras 3.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite :) olha quem voltou. Eu sei, demorei de novo hehe.
Seguinte, eu sei que demorei (já falei isso), mas eu estava sem criatividade, sem coragem, sem nada! MAS, cá estou com um capítulo lindinho, todo calminho para preparar vocês para a Guerra.
E mais, volto ainda esse mês com mais um capítulo, SIM SIM, acreditem em mim.
Nas próximas duas semanas eu atualizarei 'Perda total' e 'Encruzilhada' e então voltarei aqui com MDM <3 (dia 31 creio eu, ou 30)

É isso, eu não lembro se tenho algo a dizer sobre o capítulo, mas se eu tiver deixo lá nas notas finais.
Boa leitura, e aproveitem o romance <3 Que eu tô é romântica hoje kkkkkkkkkkkk. Nadinha.

OBS; Danii me lembrou do que eu estava esquecendo, maravilhosa ela <333. Karin e Hinata não se conhecem tá gente, Quando a Karin chegou em Midgard, Hinara já estava nas montanhas Galskap procurando a cidade, que segundo boatos, existe em Niflheim.

Capítulo 15 - Capítulo XIV


Helheim; mundo dos mortos

Por ~ Merlin

 

Mesmo dia da partida de Karin.

Midgard, reino dos homens.

                Era estranho para a jovem feiticeira, não compreender as próprias visões. Era, entretanto, errado se cobrar entendimento sobre a vida, quando ela apenas conhecia da morte. Seus olhos enxergavam a derrota e a morte, e ela, apenas as relatava. Não precisava entender ou compreender. Porque então as coisas estavam tão diferentes?

                Seus vislumbres lhe mostravam confusões entre vidas e mortes, caos e vitórias. Depois de ter mais uma de suas confusas visões, Itachi havia lhe deixado, ainda que fraca demais para se manter sobre as próprias pernas, e sumiu em seu cavalo possuidor de asas.

                Havia tanto desespero em seu olhar que ela própria teve medo de perguntar a qual entendimento ele havia chegado. Agora sem Karin para lhe aconselhar ou mesmo Itachi, lhe restava apenas definhar sozinha na sua confusão.

                Sasuke também parecia irritadiço, desesperado e perigoso. Com a partida de Itachi, ele temia que karin retornasse antes do irmão, fazendo com que Sakura partisse com a valquíria sozinha. O que seria completamente perigoso. Ninguém havia concordado com que ele fosse com Sakura até a maldita fortaleza dos anões.

                Sakura insistia em dizer que ficaria bem sobre os cuidados de Karin, mas ele não aceitava isso. Não seria uma boa ideia mandar Temari e Ino junto, elas sabiam se virar, mas não eram poderosas o suficiente para proteger Sakura e era perceptível que elas nem mesmo aprovavam o fato de Sakura estar ali. Tinham Gaara e Neji e esses seriam capazes de destruir muitos inimigos caso fosse necessário, porém, Gaara partiria no dia seguinte para agrupar os aliados que deveriam vir do Oeste e Sakura nunca parecia se sentir confortável na presença de Neji. Talvez porque ele ser um Jotun, e o mesmo valia para Aegir, mesmo que esse fosse um mestiço.

                De repente, Sasuke que estava preocupado tentando decidir quem ele mandaria com Sakura naquela desnecessária jornada, a viu. Ela estava bela como sempre, algumas partes de seu cabelo presos em uma trança, enquanto os fios restante dançavam livres. Trajava um vestido verde escuro, isso apenas a fazia brilhar mais. Ele estava a observando da alta janela da sala do conselho e ela caminhava pelo jardim de pedras sujo pela neve.

                Sakura estava distraída na própria confusão, alheia aos olhos que a acompanhavam. Ela não parecia muito feliz.

— Sasuke — Temari entrou na sala, chamando a atenção do líder. — Eu vim lhe pedir permissão para que eu e Ino possamos ir até Shartun.

                Shartun não existia mais, havia sido queimada pelos elfos negros. Mas Sasuke entendia o porquê das duas desejarem ir até lá.

— É um caminho longo e perigoso até lá. Não posso ariscar a vida de vocês. — Era apenas a verdade. Cada dia que se passava, eles se encontravam mais perto da morte e das grandes batalhas. Eles haviam vencido uma, mas isso não queria dizer muita coisa. O território de Midgard ainda estava cercado pelos Jotuns e por muitos outros que seguravam a bandeira de Kol. — Não restou nada lá, Temari. Sakura viu todos serem mortos.

— Não me importo com as palavras dessa feiticeira. Naruto e os outros não tem dado sinais de vida e ninguém foi atrás deles, porque a feiticeira disse que eles estão bem. O povo de Shartun nos abrigou várias vezes, Minato estava lá, mas ninguém voltou por eles porque a feiticeira disse que todos estavam mortos. Ela é uma criança Sasuke, deve ter metade da minha idade. Não podemos confiar nela, ela pertence a Kol.

                A raiva, muitas vezes, cega as pessoas. Porém é apenas até certo ponto. Depois de você extrapolar todos os limites, ela clareia suas vistas para rir da desgraça que nós fazemos quando sob seu efeito. Temari teve seus olhos abertos nesse momento.

                Sasuke olhou dentro de seus olhos, como se seu desejo fosse ferir não sua carne, mas sua alma. Ele já era um homem grande, mas parecia ainda maior naquele momento.

— Ela não pertence a Kol.

                Temari sempre considerou Sasuke alguém poderoso, que era capaz de impor medo no coração dos inimigos. Ela naquele momento se considerou uma inimiga, pois seu coração estava dominado pelo pavor.

                Aquela foi a primeira vez, em muitos anos, que ela o temeu. Sempre esteve ao seu lado, lutando por ele, mas nunca o temendo. Há duas maneiras de liderar sobre os homens; fazendo com que eles o amem, ou fazendo com que eles o temam. Temari, agora, conhecia as duas faces de seu líder.

— Eu apenas preciso levar Ino até lá, ela precisa ver com seus próprios olhos. — Não houve um pedido de desculpas, Temari era orgulhosa demais para fazer isso, contudo, ela ainda insistiu no motivo que a levou até ali.

— Vá e procurem voltar vivas. — Sasuke não havia deixado de se importar, apenas não queria levar a discussão a diante e acabar fazendo algo do qual se arrependeria mais tarde.

                Depois da resposta, ele deixou Temari ainda dentro da sala e saiu. Entendia os receios de Temari para com Sakura, mas não conseguia aceitar quando qualquer pessoa dizia que a feiticeira pertencia a Kol. Ele podia tentar fingir que isso se devia ao fato de que dizer isso era como considera-la inimiga, ou qualquer outra desculpa pífia, contudo, o mal não estava aí.

                Já estava claro para ele, assim como estava claro para qualquer um dos seus irmãos. Ele havia se apaixonada pela mulher. Homens apaixonados não vencem guerras.

                Quando deu por si, já estava diante de Sakura, que o observava curiosa. Ele havia chegado de repente e silencioso.

— Precisa de alguma coisa? — Perguntou duvidosa. Desde a hora que Itachi havia partido que Sasuke estava estranho. Ele não havia lhe feito nenhuma desfeita, ou sido grosseiro para com consigo, mas ela ainda assim, preferiu se manter afastada.

— De você. — As palavras escaparam com pressa. A voz dele estava séria e cheia de certeza.

— De mim? — Sakura sentiu mil mariposas baterem suas asas dentro de seu estômago, ela havia entendido a frase a sua maneira (a maneira de uma mulher apaixonada), mas não queria se entregar a ilusão — o que precisa que eu faça, Sasuke? — Ele, provavelmente, precisava de algum favor vindo dela.

— Preciso que me diga a quem você pertence — Sakura não entendeu, a confusão era clara em sua face. — Quero que me diga que não pertence a Kol. Que seu coração, seu corpo e sua alma não foram dominados pelas chamas dele. — Sasuke não havia movido seu corpo desde o momento em que chegara, mas Sakura sentia como se ele estivesse apenas a milímetros de si agora.

— Eu já te disse isso Sasuke, não luto por Kol, eu luto por você.

— Não quero que lute por mim, não é isso que quero ouvir. — Sasuke já havia entendido, desde o dia em que Sakura dormiu ao seu lado, na floresta da perdição, que ele a desejava. Havia entendido, quando ela sumiu por dias com Itachi, que o que ele sentia era mais que desejo. Quando ela chorou, dizendo ter visto o filho dele com outra, ele precisou segurar as palavras para não dizer que faria filhos apenas com ela, se assim ela desejasse. Quando, há poucos minutos, Temari disse que Sakura pertencia a Kol, ele teve que mais uma vez se controlar, pois a sua vontade era gritar para que os povos dos nove reinos ouvissem que Sakura o pertencia, não como uma escrava, não como uma feiticeira, não como um trunfo na guerra, mas sim como sua mulher. Porque ele a amava.

— Eu não sei o que lhe dizer então — As mariposas haviam partido. Agora existia apenas o vazio congelante em seu estômago, o coração que falhava as batidas e a ilusão que lutava para abraça-la completamente. Ela queria, mas não sabia se deveria dizer que era dele.

                Sasuke decidiu pedir para que ela não dissesse mais nada pois, o medo de ser recusado o assolou pela primeira vez. Ele estava consciente do que sentia porém, por nenhum momento se perguntou se Sakura sentia o mesmo por ele.

                Mas ele não conseguiu pronunciar as palavras, assim como não conseguiu se afastar, então apenas a beijou. Dois passos e a distância se findou. Dois passos e seus lábios se tocaram. Sakura era inocente, apenas o toque singelo foi capaz de assusta-la. Próximo demais, íntimo demais. Seus lábios eram macios, mas não se abriram para Sasuke como deveriam. Sakura não sabia que deveria abri-los.

— Me deixe beija-la. — Sasuke suplicou, com os lábios ainda colados ao dela, incapaz de se afastar e temeroso de que fosse afastado.

                Os lábios de Sakura foram abertos. Talvez para que fosse beijada, talvez para respondê-lo, mas ele simplesmente a tomou. Invadiu sua boca necessitado, quente, ávido. Juntou o rosto delicado entre suas mãos e a roubou o ar completamente. Sakura apenas foi guiada, deixou que sua boca fosse explorada, as mariposas voltaram mesmo em meio ao frio de seu estômago e suas mãos pequenas puxaram Sasuke para si. Ela não queria que ele parasse. Não queria que ele se afastasse, porque talvez aquilo fosse apenas um sonho e se o deixasse partir, ela acordaria fadada a nunca mais sonhar.  

                Quando se separaram, mesmo que ambos não quisessem, Sakura lembrou a si mesmo que precisava de ar. Seu corpo exigia que ela respirasse e ela o fez, ainda tão próximo quanto era possível. Sasuke possuía muitos centímetros a mais que ela, por isso, se encontrava com os pés levemente erguidos e a face totalmente inclinada para o alto, já ele, tinha o corpo curvado para poder alcançá-la.

                Os olhos de ambos ainda estavam fechados quando se beijaram novamente. As mãos que seguravam o rosto da feiticeira, desceram para a cintura da mesma, ele parecia mais desesperado agora. Sasuke não era inocente como Sakura, sabia muito bem o que faria com ela caso eles continuassem.

                Deixou então seus lábios mais uma vez, contudo, não teve coragem de se afastar muito mais que isso e praguejou baixinho por não estarem em um quarto.

— O que disse? — Sakura desesperou ser ao ouvir as maldições proferidas pelo Vanir, mas apenas o sorriso que ele deu, foram o suficiente para acalmá-la.

                Ele afastou delicadamente as pequenas mãos dela de seu corpo, mas as manteve junto as suas próprias. Ele poderia passar a eternidade de seus dias preso aquele momento. Ele desejava passar essa eternidade ao lado dela e aquele, talvez, fosse o momento certo para dizer isso contudo, não houveram palavras.

 

Nifheim. Cidade das Valquírias.

Dois dias depois.

 

                Entre os nove reinos da terra média, se via todo o tipo de poder, glória e beleza. Em Asgardh era dito que se encontravam as maiores de cada uma delas e mesmo que houvesse verdade nisso, havia nos outros reinos seres quase que incomparáveis.

                Karin conheceu alguns desses: Deuses, guerreiros, feiticeiras. Agora era permitido que seus olhos âmbares contemplassem mais uma dessas criaturas.

                O caminho que levou a ex-comandante das Valquírias até a cela que agora se encontrava a sua frente, era igual a tantos outros. Era uma prisão, com cheiro pútrido e agoniante. E prisões servem para duas coisas; prender vagabundos que não são nem mesmo dignos da morte e para apagar o brilho dos poderosos. Elas são capazes de arrancar a honra e destruir a lealdade, mas não era isso que acontecia com a prisioneira que se encontrava ali.

                O rosto bonito estava ferido. O comprimento do longo cabelo negro encostava no chão, enquanto a parte curta da frente, cobria seus olhos.

— Mais uma Valquíria? Vocês ainda não se cansaram de vir até mim? Eu já estou cansada de vocês. — Ela não havia mexido o corpo, continuava ainda na mesmíssima posição. E não parecia tão cansada quanto dizia estar.

                Depois de Karin ser recebida por todos as suas irmãs e dizer, com todas ainda de joelhos, que não era digna de tudo aquilo, um banque fora oferecido. Ela não podia perder tempo com festanças, contudo, não poderia recusar aquela. Ela comemorou durante toda a noite, entoou antigas canções e se permitiu ser mais uma vez, apenas uma valquíria.

                Agora, nas primeiras horas do dia, ela já estava ali junto de Karui que insistia que ela visse os tais ‘visitantes’. Eram quatro pessoas no total, dois homens e duas mulheres. Geralmente as pessoas eram bem recebidas ali, como Karui havia feito questão de deixar claro, mas entre os quatro havia uma que as valquírias já conheciam e foi essa quem bateu nas portas da cidade pedindo por ajuda, mesmo sabendo que morreria se voltasse ali.

                O nome dessa, jurada de morte, era Tenten. Uma mestiça de anão com uma humana, que havia herdado apenas o pior lado de cada umas das raças. Ela havia morado por algum tempo na cidade da Valquírias, entretanto, desapareceu um dia sem deixar vestígios, levando o segredo da localização da cidade e outras coisas que não deveria. E quando voltou, tinhas três pessoas feridas e segundo suas palavras, um exército marchando a suas costas.

                Todos haviam sido colocados em celas separadas. Os dois homens, estavam feridos demais para serem interrogados, então o que se fez com ele foi apenas mantê-los vivos, Tenten era uma mentirosa sem igual, nem mesmo perderam tempo com ela, a única que havia sido interrogada era a que estava agora a frente de Karin.

— Me chamo Karin. Qual o seu nome? — O nome dela era Hinata, ela já sabia disso, mas resolveu começar tudo do início e tirar suas próprias conclusões. Era para isso que estava ali, afinal.

— Hinata Hyuga, mas eu já disse isso para as outras, muitas vezes. — Os fios negros deixaram de cobrir os olhos de Hinata, que ainda sentada sobre o chão, abaixou a cabeça que estava inclinada para o teto.

— E o que você Hinata, filha de Jotunheim, estava fazendo por aqui?

— Eu já expliquei sobre isso, várias vezes, é mesmo necessário que eu fale de novo? Porque vocês não me falam algo agora — Hinata olhava fundo nos olhos de Karin. O frio se tornava mais intenso, as barras de ferro tornavam-se pálidas — onde eu estou? Aonde estão meus amigos?

                Karui voltou um passo para trás, antes de voltar novamente para o seu lugar se recriminando por ter sentido medo.  A mulher estava presa e fraca demais para fazer qualquer estrago ali e Karin estava consigo.

— Você está em nossa cidade. — Karin respondeu vagamente, não sabia quem era Hinata ao certo, não poderia entregar informações perigosas — seus amigos estão bem. Permitirei que os veja se responder minhas perguntas.

                Hinata também não queria soltar informações que poriam sua vida em risco ou mesmo a de Sasuke. Ela não sabia se todas aquelas Valquírias, que apareciam aos montes, eram aliadas de Kol. Certo que Valquírias eram aliadas de Odin, e Odin não se aliaria aquele lixo mas, não era sábio arriscar.

                Quando acordou, alguns dias atrás, já estava no chão daquela cela. Tudo que lembrava era do general do exército branco e da batalha que havia perdido para ele nas montanhas Galskap. Seu corpo, mesmo agora, ainda estava cheio de ferimentos. Ela só havia recebido os cuidados necessários para que não viesse a morrer, mas para ela, talvez fosse melhor ter morrido. Não sabia onde Naruto estava, ou mesmo se estava vivo. Havia falhado na missão que Sasuke lhe deu; não existia nada em Niflheim, pelo menos nada que ela tenha encontrado. Era somente o vazio e a loucura. Tudo que tinha conseguido era a fortaleza de Galskap, e mesmo essa, ela havia perdido. Perdido todos que lutaram com ela, todos que estavam sobre sua responsabilidade.

                Sonhava todas as noites com Hymir e Ymir. Os enxergava a sua frente, a protegendo, quando era ela que deveria fazer isso. Eles sempre estavam com ela, não possuíam o mesmo sangue, mas há amigos que amamos mais do que nossos próprios irmãos. Hinata amava aqueles dois igualmente amava Neji. E falhou miseravelmente com eles. Com todos.

— Já disse para suas amigas, eu estava indo para um vilarejo, juntos dos meus amigos. Fomos atacados por alguns elfos negros e eu quando acordei, já estava aqui. — Hinata era uma péssima mentirosa, ela sabia disso, qualquer um que olhasse para ela saberia disso.

— Eu realmente não tenho tempo para perder com você e com suas mentiras. — Karin suspirou. Era óbvio que a mulher não perderia uma luta contra um pequeno grupo de Elfos negros, e a outra, a mentirosa havia dito que um exército os perseguia. — Duas mentirosas — ela disse para Karui — Mate os outros e traga essa como prisioneira, partiremos antes do anoitecer.

— Espere, espere — Hinata finalmente se levantou, foi até as grades e segurou uma das barras de ferro em cada mão — Não fizemos nada, eu estou falando. Acredite em mim.

— Talvez, se você fosse uma boa mentirosa, mas você não é. Escuta aqui garota, sua amiguinha chegou aqui pedindo socorro, dizendo que um exército seguia vocês. Você e os outros dois homens estavam tão feridos que é quase impossível que estejam vivos. Um grupo de elfos não seria capaz de fazer isso com você. Não me tome por tola.

                Hinata ficou ainda mais perdida depois de todas aquelas informações. Ele não tinha uma amiga, só havia homens com ele na fortaleza. Só haviam chegado dois homens com ela, homens feridos demais. E a única mulher que ela conheceu nos últimos dias era...

— Tenten me trouxe aqui? — Ela perguntou tão incrédula que Karin duvidou que houvesse um laço de amizade ali. Mas o que diabos faria alguém arriscar a vida, indo a um lugar aonde certamente seria morta, com três moribundos a tira colo? — Ela é um tanto exagerada, não acredite muito no que ela fala. — Hinata continuou tentando contornar a situação.

— Deixe-me te dizer uma coisa, aquela mestiça sabia que morreria assim que colocasse os pés aqui novamente, mesmo assim ela voltou. E trouxe vocês com ela. Eu não sei qual é o plano de vocês, mas eu vou cortar suas cabeças, porque aí não vai importar o que vocês estão planejando.

— Não estamos planejando nada. Eu não sei onde caralhos estamos. Olhe para mim, porque diabos eu viria para uma cidade de Valquíria, de Valquírias? — Valquírias serviam a Odin, e moravam em Asgardh e todo maldito Asgardiano odiava os filhos de Jotunheim. Ela não iria de livre e espontânea vontade a uma cidade cheia de malditas Valquírias.

                Karin não mais a respondeu, não possuía tempo para lidar com uma mentirosa, mas decidiu que talvez devesse visitar a tal mestiça. Hinata começou a gritar e a ameaçar, e as palavras proferidas agora, pareciam verdadeiras.

                Mas ela apenas sorriu.

— Me leve a cela aonde está a mestiça. — Kariu pensou em dizer que era uma grande perda de tempo, mas não quis contrariar sua adorada karin, então apenas a levou.

                Diferente de Hinata, a tal Tenten se encaixava na primeira opção daqueles que ocupam celas. Uma típica ladrazinha, bastava olhar para cara de quem pouco se importava por estar ali e ainda parecer tão familiarizada com o lugar.

— Karui! Sabia que você sentiria minha falta. Vamos, abra essa cela, deixe eu te dar um abraço. — Karin quase riu. A garota era mesmo uma grande perda de tempo. — Ei, essa eu não conheço, mas fede a igual você Karui. Quem é? — Ela estava deitada, mas se sentou para prestar atenção nas visitantes.

                Desde o momento em que voltara para ajudar Hinata e aqueles dois inúteis ela se arrependia. Sabia que aquele seria a maior burrada de sua vida, mas ainda assim ela havia feito aquilo, e agora estava ali, naquela cela que fedia a urina e merda. Como quando as Valquírias vadias decidiam que ela deveria comer. Era tudo uma grande merda.

— Está é Karin, nossa comandante. — Tenten riu, não pela fala, mas pelo fato de Karui ter a dito com tanto orgulho. Quando idiotice.

— Você parece bastante feliz de estar aí não é mesmo?! — Karin se apressou em falar, não estava afim de ver Karui cair nas provocações da outra.

— Eu estaria mais feliz se estivesse aí fora. Posso te garantir isso, senhora comandante. — Tenten sabia que só havia dois destinos para ela. Passar o resto de seus dias dentro daquela cela, ou ser morta. Não importava qual dos dois seria o escolhido, elas os havia aceitado quando bateu nas portas daquela cidade.

— Me diga, Tenten, por quê? Por que se sacrificar por aquelas pessoas? Porque trazê-las até aqui? — Karin estava muito desconfiada quantos as motivações daquela mulher.

— Bom, vocês odeiam Kol, Hinata odeia o Kol. Pensei que fossem se tornar amiguinhas.

— Muitas pessoas o odeiam, mas isso não as torna amigas ou torna? — O interesse de Karin apenas crescia.

— Hinata diria algo mais poético e verdadeiro sobre isso; ‘muitas pessoas o odeiam, e muitas dessas mesmas pessoas erguem, ainda assim, a bandeira dele’. Foi por isso que vim até aqui. Vocês o odeiam e não o servem. Não há bandeira alguma em suas hastes. Hinata viria até vocês, mesmo que ela não soubesse quem vocês eram, para oferecer uma aliança, mas ela não as encontrou, ela me encontrou. Eu era prisioneira dela nas montanhas Galskap até a mesma me soltar e dizer que na guerra que se inicia lá fora eu deveria escolher um lado. Por isso eu estou aqui, porque eu escolhi o lado dela. Seja lá quem foi o líder. Um foda-se para Kol e seus exércitos.

                Se Hinata soubesse que as Valquírias odiavam Kol, ela talvez fizesse a mesma coisa que Tenten acabou de fazer.

— Hinata está do nosso lado. — Karin disse mais para si mesmo do que para Karui ou Tenten, e ambas ficaram bastante confusas — Qual o nome dos homens que estavam com vocês, qual o nome? — Ela perguntou agoniada, querendo confirmar suas suspeitas.

— Eu não sei o nome de todos aqueles homens. Mas, Naruto e Shikamaru são os dois inúteis que chegaram aqui comigo.

                Foi a vez de Karin sorrir. Aquele definitivamente era o último lugar que ela esperava encontrar Naruto. 



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