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História Hello, Sister - DELENA - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos fingir que eu tô postando o capítulo em dia. Não consegui colocar hot nesse capítulo, mas no próximo eu coloco. 😌

Boa leitura

Capítulo 8 - Casa do lago


Fanfic / Fanfiction Hello, Sister - DELENA - Capítulo 8 - Casa do lago

Damon levanta do chão sem tirar os olhos de Stefan, ele perdeu o controle e só agora parece saber disso. Seu olhar se volta para mim, ele da um passo em minha direção mas recuo para trás tentando segurar meus soluços. Estou decepcionada.

-Damon, vá para o carro agora.- Ordena nosso pai se aproximando de Stefan que agoniza de dor no chão.

-Deixa eu ajudar.- Damon passa uma mão por seus cabelos, visivelmente preocupado.

-Ajudar? Olha o que você fez com ele, Damon. Mais uma vez você estragou tudo, maldita a hora em que te elogiei.- Giuseppe ajoelha diante do corpo passando a mão em frente ao rosto de Stefan diversas vezes.- Agora vai para o seu carro. - Ordena novamente.

Pela primeira vez, Damon escuta tudo em silêncio. Apenas balança a cabeça positivamente e sai da varanda desviando do corpo no chão.

-Ainda bem que vim atrás de você, não sei o que aconteceria se não chegasse a tempo.- Meu pai finalmente direciona seu olhar para mim.- O que aconteceu?

-Eu não sei, eles só começaram a discutir.- Levanto os ombros limpando minhas lágrimas.- Eu preciso ir ver se Damon está bem.

-Não precisa, te pedi para ficar no pé dele porque acreditava em uma mudança, mas estou vendo que não adianta. Ele nunca vai mudar.

-O que? Damon é meu irmão. E eu vou atrás dele porque eu quero, não por sua causa!- Digo indignada.

-Então vai.- Berra alterado.- E chame Alaric.

Concordo e saio da varanda segurando meu vestido para andar mais rápido e alcançar Damon. Desço as escadas enquanto procuro com o olhar pelo professor Saltzman. Não demora muito para encontrar-lo, está na mesma rodinha de homens.

-Elena? O que aconteceu?- Caroline entra em minha frente antes que eu possa alcançar Alaric.- Seu pai subiu, e de repente Damon desceu nervoso. Eles brigaram?

-Eu... Não consigo te explicar agora, Care.- Murmuro. Seus ombros caiem e ela suspira triste. Se tem uma coisa que Caroline odeia, é segredo entre nós. Mas eu realmente não tenho tempo, Damon precisa de mim, não posso deixar ele ir embora. Não quero que ele vá.

Nem sei por onde começar a contar para Alaric, mas mesmo assim deixo Caroline para trás, indo em sua direção. Lhe chamo de canto e aviso que Stefan está desmaiado no chão da varanda. Seu semblante muda no mesmo instante, antes que eu possa pedir desculpas ou reconforta-lo, ele corre em direção a escada.

Aproveito a distração de Caroline com Tyler, para sair pela portaria sem suas perguntas. Eu nem sei se posso lhe contar tudo o que está acontecendo. É minha melhor amiga mas até Caroline tem seus limites.

De longe, avisto os cabelos pretos e a pele pálida de Damon no estacionamento, está encostado em seu carro.

Me aproximo rapidamente, ignorando o desconforto que meu salto alto está causando em meus pés. Estou correndo o tempo inteiro e a dor só piora.

-Damon!- Praticamos grito quando consigo chegar ao seu lado, mal consigo controlar minha respiração cansada e alta.

Ele deixa de olhar seus dedos machucados para me encarar. Parece irritado.

-Eu... Eu sinto muito pelo o que o papai falou. Ninguém merece ouvir aquelas palavras pesadas, acaba com o dia de qualquer um.- Me aproximo em passos lentos, parando a poucos centímetros dele.

-Você acha que eu ligo? Eu quero que ele se foda.- Ele suspira fundo, da de ombros e desvia seu olhar para o céu escuro e estrelado.

Como de costume, ele leva suas mãos para os bolsos da calça, mas dessa vez solta um gemido baixo. Seus cortes teve contato com o tecido de seu bolso, isso deve ter ardido.

-Ei.- O chamo.- Me deixe ver.

Seu olhar se volta para mim e eu desvio para sua mão direita em seu bolso. Ele franze as sombrancelhas e nega com a cabeça. Claro que iria negar.

-Eu vi o jeito que você me olhou lá em cima.- Murmura.- Como se eu fosse um monstro.

-Eu fiquei assustada.

Direciono meu olhar para a sacada no andar de cima, nosso pai e Alaric conversam calmamente e não notam nós aqui embaixo. Stefan deve estar bem, isso é um alívio.

-Vamos para a casa do lago?- Sugiro.

-Que?- Damon me olha surpreso.- Você está pirando.- Ele balança a cabeça negativamente.

-Damon...- Dou mais um passo em sua direção, estou longe o suficiente para não suspeitarem de nada.- Eu quero ficar com você.- Encaro-o, e ele faz o mesmo.

-Tem certeza? Eu não vou te trazer de madrugada caso se arrependa.- Ele desencosta do carro ficando de frente para mim.

Em resposta, dou a volta em silêncio no carro e entro no banco do passageiro. Me seguro para não abrir um enorme sorriso quando sinto o perfume de Damon invadir o carro também.

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Desligo meu celular quando ele toca pela oitava vez, dessa vez foi Caroline quem ligou. As outras foram meus pais. 

Eu não gosto da ideia de deixar-los preocupados, mas sei que se contar que estou com Damon, eles darão um jeito de me buscar. Ainda mais agora que Damon agiu de forma agressiva no baile.

Damon e eu estamos em silêncio desde que deixamos o estacionamento dos lookwoods, mas não é um silêncio desconfortante. No som toca um rock antigo, e eu nem me dou ao trabalho de puxar assunto sobre isso. Não faz meu estilo musical.

Finalmente entramos na estrada de barro, com matagais a nossa volta. A noite parece aínda mais fria agora, as árvores balançam do lado de fora do carro.

-Isso tá meio sombrio, não?- Pergunto quebrando o silêncio, cruzo meus braços tentando esconder qualquer vestígio de medo.

-Pensei que ia ficar calada o caminho inteiro, seria um recorde.- Damon ri concentrado na estrada.- Não me parece nada sombrio, só está frio.- Ele da de ombros e eu reviro os olhos. É claro que não sente medo, deve ter andado por lugares dez vezes mais "assustador".

-Finalmente.- Ajeito minha postura no banco quando avisto a casa, simples e sofisticada. Há meses não venho aqui.

Praticamente pulo para fora do carro quando Damon estaciona, foram 40 minutos de viagem, minha bunda pede arrego. Mas minha felicidade logo vai para o espaço quando sinto meus saltos afundarem no barro. 

-Que droga.- Resmungo, dando um passo a frente esforçado. Meus pés se afundam novamente, e será assim até chegarmos a escadinha que está a poucos centímetros de nós.

-O que foi?- Damon fecha a porta assim que saí do carro, ele me olha curioso por cima do teto.

-Acho que não estou acostumada com estradas de barro.- Sorrio sem graça. Damon da a volta no carro e cai na risada quando levanto meu vestido mostrando a ponta de um dos saltos com um tolete de barro.

-Tire eles.

-O que? Eu não vou andar descalça, meus pés vão ficar imundos.- Protesto.

-Tira logo, Elena.- Ele revira os olhos e eu obedeço, tiro e equilibro a ponta dos dedos em cima do tecido do salto. Damon se posiciona ao meu lado e sem delongas agarra minha cintura e minhas coxas, me puxando para seu colo.

Em resposta ao susto, agarro seu pescoço.

-Damon!- Esbravejo, mas caio na gargalhada em seguida. Ele também sorri enquanto me carrega para a varanda da casa, sem esforço algum.

Chegando a porta, ele me coloca delicadamente no chão. Já não me importo em estar descalça, pois estamos na varanda e o chão de madeira parece ter sido limpo recentemente.

Damon caminha até o pequeno jarro de flor na janela e tira debaixo a chave da casa. Ele a pega e abre a porta em seguida.

Ele dá espaço na porta para que eu entre primeiro. Ele pode não saber, mas eu reparo e amo esses pequenos gestos.

-Ta com fome? Eu posso tentar pedir alguma coisa.- Ele diz fechando a porta atrás de si.

-Impossivel algum restaurante querer entregar aqui.- Respondo.- Eu preparo alguma coisa na cozinha.

-Se você achar alguma coisa na cozinha...- Damon dá de ombros.- Quer ajuda?

-Não, você é péssimo na cozinha.- Dou risada.

-Não sou não.- Ele ri balançando a cabeça negativamente.- Tá, então eu vou tomar um banho e tirar isso aqui.- Seu olhar abaixa para o terno em seu corpo.

Concordo com a cabeça. Damon se aproxima e deposita um selinho carinhoso e demorado em meus lábios, antes de abandonar a sala e subir as escadas.

Fico pelo menos dez segundos parada tentando raciocinar, contente com a ideia de estarmos sozinhos e podermos nos comportar do jeito que quisermos. Como um casal e não como irmãos.

Na cômoda de madeira há algumas toalhas e roupões, me livro do vestido enorme e apertado e envolvo o roupão confortável e quentinho em meu corpo.

Com um sorriso no rosto, no qual eu não consigo desfazer desde que Damon me beijou, vou para a cozinha preparar a nossa comida. 

Eu não faço idéia do que fazer, até porque também sou péssima na cozinha. Nunca precisei cozinhar antes.

Abro a geladeira onde só há ovos e salsichas enlatadas. Faço uma careta e abro o congelador, satisfeita com as batatinhas congeladas.

Encho uma panela de óleo e assim que está quente jogo as batatinhas e recuo para trás, para não me queimar.

Me apoio no balcão esperando pelas batatinhas, olho ao redor procurando com o olhar por algo a mais para a nossa janta. Quando meus olhos encontram taças pela porta transparente do armário, abro um pequeno sorriso. Sei que há muitos vinhos aqui, papai coleciona em todas as nossas casas.

Posso fazer disso um jantar romântico. E dar para Damon a melhor sobremesa que ele já comeu na vida. Dessa vez, nada e nem ninguém pode nos atrapalhar.


Notas Finais


O que acharam? Não percam o próximo, vão ter mto romance e hot também. 🥰

Até o próximo...


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