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História Hells Bells - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá, pessoas, não vou falar muito não, só... espero que curtam ;)

Capítulo 3 - Duke


Dean Winchester estava no banho, a água quente escorrendo por seu corpo e o despertando completamente para um novo dia, quando ouviu a porta se abrir. Imaginou quem fosse, por isso, não se importou e continuou o que estava fazendo. Não houve uma troca de palavras inicial, ele sentiu a presença se aproximando o suficiente para estar em sua frente, então o outro se ajoelhou ali mesmo no box do banheiro.

— Senti sua falta quando acordei e não te achei na cama. — Sam Winchester soltou as palavras que se misturou ao som da água, mas que ainda puderam ser ouvidas claramente por Dean que sorriu satisfeito com aquela revelação.

— Acabei de acordar também, entrei para o banho agora. — Revelou enquanto sentia as mãos do outro subindo por suas coxas, passando direto pela virilha e alcançando seu abdômen, então voltando e fazendo o mesmo caminho em uma caricia molhada.

— Queria te agradar, por ontem. — Disse simples.

Dean olhou para baixo e viu Sam agora com o rosto em sua virilha, o nariz contra seus pelos curtinhos e sua ereção matinal na bochecha direta. Era completamente ciente de que Sam sempre conseguiria dele o que quisesse e quando se tratava de algo assim, Dean não costumava recusar.

Havia algumas boas coisas que ele apreciava na vida. Fosse sua cerveja preferida, baby, tortas que eram verdadeiras bombas de gordura, pornô, aqueles pequenos momentos de paz que tinha com Sam e um boquete bem feito. E sabia que o homem ajoelhado à sua frente era muito bom nisso.

Sam o conhecia bem, melhor do que ninguém, em vários departamentos de sua vida. Ainda mais no sexual. E Sam agia como um profissional naquilo: sabia quando usar sua língua, quando e onde lamber, até onde chupar, como relaxar a garganta ou gemer contra o pau em sua boca só para provocar, até mesmo como morder sem machucar.

— Assim, Sammy... — Dean deixava as palavras escaparem enquanto segurava os cabelos molhados do outro Winchester e estocava com vontade, sentindo seu pau ir fundo no calor molhado e quase cavernoso da boca alheia enquanto suas bolas batiam no queixo.

Era mais difícil segurar o gozo assim que acordava, mas eles não se preocupavam com isso, quando gozou, Sam o recebeu na boca, engolindo sem pensar duas vezes. Dean agradeceu pelas mãos firmes de Sam estarem segurando suas pernas porque do jeito que elas tremiam, ele temia ir ao chão.

— Bom dia.

— Bom dia, Dean. — Sam sorriu ainda do chão. — Vamos terminar de tomar banho logo, estou morrendo de fome.

— Mas eu já dei seu leitinho. — Brincou enquanto ajudava Sam a levantar, então o beijou, ainda em meio ao riso.

 

— Oi, Castiel. — Sam saudou o anjo em sua cozinha. O humano caminhou até lá juntando dos armários e geladeira o que era preciso para que fizesse panquecas.

— Olá, Sam. — Respondeu.

— Oi. — Dean entrou no cômodo em seguida, ainda chateado com o comportamento do amigo angelical na madrugada. — O que descobriu sobre o caso.

Castiel entendeu a mensagem. Sem conversa furada. Por isso, logo disse o que conseguiu encontrar através de sua rápida investigação:

— Astaroth. — Disse o nome e Sam se virou de imediato. Dean apenas ergueu as sobrancelhas em questionamento, ele tinha uma leve noção de quem era a criatura portadora daquele nome, mas...

— Como pode? Em todos esses anos nós nunca nem chegamos a encontrar referências a ele nem qualquer rastro que indicasse sua existência. — Sam pontuou ainda atônito com a revelação de Castiel.

— Ele é uma lenda até mesmo nos círculos mais fechados do inferno. Ele teria caído junto com Lúcifer e Belzebu, formando assim a Profana Trindade Infernal. Até os demônios acreditam que ele foi morto por um dos seus dois companheiros ou que simplesmente sumiu na escuridão eterna no fim do último círculo do inferno.

— Não sabia que ele era tão importante assim. — Dean sentou à mesa, o clima bom daquela manhã desaparecendo a cada palavra.

— Ele é tido como o Grão-Duque do inferno. — Sam rebateu, desligando o fogo e deixando de lado a comida. Viu a expressão de desentendimento no rosto de Dean e suspirou: — É como se fosse o tesoureiro do inferno, o braço esquerdo de Lúcifer.

— Exatamente. — Castiel voltou a falar. — O que acontece é que rastreei uma série de desaparecimentos que estavam acontecendo em uma pequena cidade ao norte daqui e notei que todas elas moravam nos arredores de um convento chamado St. Jude. Fiz perguntas, investiguei, falei com...

— Ao ponto, Castiel. — Dean o cortou.

— Dean! — Sam o repreendeu e ele deu de ombros.

— Tudo bem, eu mereci. — Ergueu as mãos em sinal de rendição, mas mesmo assim prosseguiu: — Descobri que o convento está corrompido. Legião está lá.

— Uma legião de demônios?

— Não. O Legião. Aquele da história dos porcos. Ele não comanda uma horda, ele é a horda.

— E o que ele tem haver com Astaroth?

— Segundo as lendas do inferno, ele é o consorte de Astaroth, que depois do desaparecimento do Grão-Duque, Legião se retirou para uma hibernação no seio das trevas.

— Então se agora ele está desperto e agindo...

— Legião vai querer trazer o consorte de volta. E ele está no momento certo. Agosto, no calendário satânico é o mês de Astaroth.

— Então temos um convento cheiro de potenciais freiras possuídas, pessoas desaparecidas que com toda certeza são sacrifícios, um demônio antigo comandando tudo isso para invocar um demônio ainda mais poderoso, certo?

— Exatamente. — Castiel assentiu.

— Que ótima quarta-feira vai ser amanhã. — Dean debochou, realmente havia perdido a fome depois daquilo e para fazê-lo perder a fome era necessário algo grande.

— Você sabe como deter os dois? — Sam se aproximou segurando no encosto da cadeira de Dean, ficando de pé atrás dele, ambos fitando Castiel.

— Sei como derrotar Legião.

— E Astaroth?

— Estava pensando que você poderia pesquisar nos livros da biblioteca do bunker enquanto Dean me ajuda a interrogar o demônio que trouxe comigo.

— Você o quê? —Dean realmente só não levantou da cadeira porque as mãos de Sam o mantiveram no lugar.

— Uma das freiras. Trouxe ela comigo. Está presa em uma Chave de Salomão na sala de interrogatório.

— Ok, já chega vocês dois. Nós vamos tomar café, Dean vai interrogar o demônio/freira e Cas e eu vamos procurar algo nos livros, entendido? — Sam perguntou.

Os dois assentiram em silêncio, Sam beijou o alto da cabeça de Dean e se afastou.

— Vocês encheram o meu saco, agora vão terminar o café da manhã e levar o meu na biblioteca e, por favor, não discutam por besteiras, não temos tempo para isso agora.

 

— Dean me pediu para trazer. — Castiel colocou o prato com dois sanduiches naturais e um copo de suco sobre a mesa. — Você realmente precisa da minha ajuda aqui?

— Não, para ser sincero, quero saber porque vocês estão se comportando como dois meninos da quinta série. — Sam Winchester foi direto enquanto deixava alguns livros sobre a mesa e sentava para começar a comer o sanduiche. Para alguém que odeia comida natural ele se esforçava para fazer uma boa, pensou enquanto sorria imaginando Dean fazendo careta ao terminar de montar o sanduiche e não encontrar nenhum tipo de carne dentro.

— Eu, acabei invadindo a privacidade de vocês ontem, foi sem querer. Acabei entrando no quarto de vocês sem usar a porta e você estava dormindo, mas ele estava acordado.

— Cas, é preciso se acostumar a usar, poderíamos estar fazendo outra coisa além de dormir e seria constrangedor.

— Sei que humanos copulam, fazem sexo, como quiser chamar. Entre homens também. Caim e Abel. Desde o princípio. — Castiel tentava mostrar seu ponto, mesmo que a sua maneira, apesar de tudo que já vira estando entre humanos ou no corpo de um, não era o melhor com as palavras. Ele tinha visto Adão e Eva, tinha visto Caim e Abel, tinha visto irmãos e irmãs povoando o mundo, era preciso começar de algum lugar.

Sam riu compreensivo.

— Não é só isso, nós gostamos de ter momentos sozinhos, um momento onde possamos aproveitar um com o outro e nem sempre conseguimos isso e normalmente é na privacidade do nosso quarto. Então, é muito mais sobre respeito do que vergonha.

— Entendi. Acho que eu deveria pedir desculpas a ele.

— Vocês deveriam se entender o quanto antes e então interrogar a freira, sabemos bem o que as histórias contam sobre o que acontece na terra se Astaroth voltar a andar entre nós. Não temos tempo a perder.

— Você tem razão.

— Claro que tenho. — Sam entregou um sorriso reconfortante. — Lembre de usar a porta.

E riu um pouco mais tranquilo enquanto via Castiel andar até a porta e sair da biblioteca.

Passado isso, estava preocupado. Haviam passado por muita coisa, enfrentado, literalmente, o céu, o inferno, Lúcifer, Miguel, a própria Morte, a Mãe de Todas as Abominações e os Leviatãs, um antigo demônio parecia pouca coisa, mas não podiam errar, um deslize e eles estavam perdidos. Já ouvira falar sobre Astaroth, quando foi a casca do próprio Lúcifer e as coisas não eram boas. Lúcifer era orgulhoso e vaidoso, Belzebu era o irmão mais velho da Trindade e o erudito, mas Astaroth era o desejo encarnado e o arquiteto do próprio inferno. Era uma criatura sorrateira e que planejava antes de agir, por isso era extremamente perigoso.

Sam Winchester só queria uma semana de paz.

— Porra. — Xingou chateado, terminando seus sanduiches.


Notas Finais


As coisas estão evoluindo e se encaminhando, se você tá achando que Lúcifer foi difícil, imagina um irmão dele extremamente calculista...

Até a próxima,

xx


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