História Hellsing - Caminho para a Eternidade - Capítulo 22


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Categorias Hellsing
Personagens Integra Hellsing, Nosferatu Alucard, Seras Victoria
Tags Alucard, Ceras Victoria, Ceres Victoria, Drácula, Hellsing, Integra, Seras Victoria, Vampiro, Vampiros
Visualizações 79
Palavras 1.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Apenas uma dança


Fanfic / Fanfiction Hellsing - Caminho para a Eternidade - Capítulo 22 - Apenas uma dança

As notas doces de Tchaikovsky dançavam no ar enquanto o corpo de Seras acompanhava o do Vampiro, nunca se imaginaria numa circunstância parecida, estava em uma valsa com um completo estranho, sendo embalada por aquele ritmo doce e sensual enquanto giravam pelo centro do salão, respirou fundo, fechando os olhos enquanto ele a conduzia, nunca dançara antes na vida, a sensação era simplesmente maravilhosa, a medida que a música tornou-se mais vivaz, o homem a rodopiava com mais velocidade, tocando com firmeza sua cintura, ela sorriu com o vento em seu rosto, abriu os olhos por um  momento, encarando os olhos vermelhos do Vampiro focados em si, se sentiu ruborizar, porque ele a olhava daquele jeito?
- És uma boa dançarina – Ele comentou, agora aproximando o corpo do dela.
Constrangida, olhou pro chão.
- Obrigada. Eu nunca dancei antes – Admitiu melancólica.
- Oh, que pecado imperdoável. – Ele comentou, a fazendo encara-lo e sorrir – Uma mulher como você deveria dançar e sorrir sempre.
Seu corpo se aqueceu enquanto ela observava o sorriso do homem, precisava admitir, estava curiosa pra saber quem ele era, ela sentia uma energia muito forte fluindo dele, diferente de todos os outros no salão, ele emanava poder, embora não parecesse perigoso para ela. A mão dele apertou mais sua cintura enquanto giravam, Seras notou alguns olhares sobre si, principalmente de mulheres, pareciam...
- Estão com inveja – O Vampiro sussurrou em seu ouvido, a surpreendendo.
- Do que? – Ela rapidamente disse, afastando o rosto do dele.
- Do que? – Ele repetiu, deixando a cabeça pender pra trás, rindo – Ora, da sua beleza, da sua força... E provavelmente por estar dançando comigo.
- É tão importante assim? – Ela questionou, desconfiada.
- Ah, Importante não – sorriu parando de dançar lentamente enquanto a valsa findara num agudo de violino, ainda segurando a mão dela, afastaram-se do centro, entre os outros casais, ele a levou ao outro salão, igualmente movimentado, e com cuidado pararam próxima a uma escultura de marfim feminino.
 – Seletivo, talvez, Seras Victoria – completou, sorrindo, enquanto se inclinava para beijar a mão dela gentilmente, mas foi rapidamente frustrado pela vampira que o encarava desconfiada retirando a mão do toque dele.
- Como sabe quem sou? – falou seriamente, recolhendo as mãos para trás do corpo.
- Perdão, Seras. É impossível para mim não lhe reconhecer – Ele se inclinou com a mão direita sobre o peito em sinal de respeito – Nenhuma vampira nesse ambiente tem a sua presença, sua aura poderosa, eu consigo sentir claramente fluindo de você até mim... – Ele deslizou a mão pelo próprio braço lentamente, sendo acompanhado pelos olhos azuis da Vampira – Sei que sentiu o mesmo de mim.
Seras engoliu em seco, então definitivamente, era esse o homem poderoso que sentira aquele dia do lado de fora desse casarão, aquele homem de olhar profundo e olhos vermelhos tinha uma força descomunal, poderia se assemelhar ao próprio...
- Lamento pela morte de seu Mestre – Ele interrompeu seus pensamentos repentinamente a encarando.
Respirou fundo, jamais poderia revelar que Alucard estava vivo, com certeza tudo que esses vampiros sabiam era da morte dele naquela manhã fatídica de Londres, pela Millenium. Revelar que ele estava vivo, além de expô-lo, poderia causar grandes problemas futuros a ambos, sim, deveria mentir, era a única escolha.
- Ah... Sim, obrigada. – Respondeu a contragosto.
- Imagino como deve ter sofrido com sua perda... – O vampiro se colocou a falar, agora retirando uma outra taça de sangue de um dos serviçais e oferecendo a Seras, que pegou a taça prontamente, quem sabe beber sangue não a acalmava?
- Ora... Ora... O que temos aqui?
O estrondo estridente da fina taça caindo ao chão só fora percebida por alguns convidados que estavam próximos, que olharam despreocupadamente para a cena e voltaram a se dedicar aos seus prazeres sociais, o corpo de Seras estava completamente paralisado, a mão ainda aberta, como se segurasse uma taça invisível, sentiu um frio lhe percorrer a espinha com a ameaça velada, cinco dedos longos apertaram sua cintura com tamanha força que sentiu seu coração parar, seus olhos estavam completamente abertos, fixos em absolutamente nada enquanto sua mente ficava completamente nebulosa. Sentiu o corpo balançar pro lado com força e virou o rosto lentamente só pra confirmar o que reconhecera a partir do momento que ouvira aquela voz.
Alucard estava em pé ao seu lado, com um terno completamente branco, justo ao corpo, a camisa vermelha sangue por baixo, não usava gravata, a mesma estava um pouco aberta revelando parte de seu peitoral pálido, os cabelos negros estavam alinhados, longos, lisos e soltos, a máscara que ele usara era de caveira, um meio crânio que lhe cobria os olhos, ele sorria em direção ao Vampiro de cabelos brancos a sua frente, sem encara-la, apenas pressionando sua cintura com tamanha força que ela acreditara que ele a partiria em dois se ela resistisse.
- Você é? – O vampiro de cabelos brancos se pôs a falar, visivelmente incomodado pela intromissão.
- Alucard – Ele respondeu com tranquilidade, fazendo Seras colocar as mãos na boca em choque.
O Homem de cabelos brancos a sua frente arregalou os olhos vermelhos, dando um passo para trás, era evidente o quanto estava surpreso também, mas se recuperou rapidamente, estendendo a mão em direção a Alucard.
- É uma honra lhe conhecer – Se colocou a falar, observando ser ignorado por Alucard, recolheu a mão que estendera – Mas... Seras Victoria me deu a entender que estava morto.
Alucard riu alto, se inclinando pra frente, próximo ao ouvido de Seras.
- Peço perdão em nome de minha serva. Na verdade, ela anda extremamente mentirosa e malcriada – Falou com seriedade enquanto afundava os dedos na cintura da Vampira que mordeu os lábios de dor – Mas garanto que ela será punida – Disse com tranquilidade voltando a ficar ereto e encarando o homem a sua frente com desprezo.
- Oh, não é pra tanto – O vampiro prosseguiu a falar, olhando pra Seras com empatia – Me chamo Quincey, sou o anfitrião da festa, novamente, é um imenso prazer recebê-lo aqui e saber que está vivo, Senhor Alucard.
- Quincey... Quincey... Esse nome não me é estranho... – Alucard se colocou a falar, levando o dedo da mão esquerda aos lábios, fingindo reflexão.
Seras notara que Quincey ergueu a sobrancelha, curioso.
- Ah! Lembrei! – Alucard disse alto, chamando a atenção de alguns vampiros em volta – Quincey é o nome de um rato texano que matei há muitos séculos atrás... – Finalizou encarando com desprezo Quincey, que a essa altura fechou ambos punhos, atraindo cochichos e risadas dos convidados ao redor.
- Pois bem – Alucard se colocou a falar – Pode se retirar agora. Tenho pendências a resolver.
Seras notara que o olhar de Quincey brilhou em chamas e por alguns segundos uma energia extremamente poderosa emanou de seu corpo, o perigo ficou evidente a tal ponto que os vampiros em volta se afastaram inconscientemente, ela não sabia quem era aquele homem ainda, mas é evidente que era o líder de todos aqueles presentes.
Por fim, Quincey estreitou os olhos em direção a Alucard e desviou para Seras, inclinou-se perante ela com respeito.
- Agora devo ir, meus outros convidados me aguardam, foi um imenso... Prazer, Seras Victoria – Disse sutilmente, sorrindo sedutoramente pra ela, assentiu com a cabeça perante Alucard e se virou, retirando-se do salão.
Antes que pudesse raciocinar o que acabara de acontecer, sentiu uma forte dor na sua barriga e nos seios enquanto era pressionada sem cuidado contra algum tipo de superfície plana e maciça, olhou pros lados, notando o que parecia ser um quarto, definitivamente, não era o deles, colocou ambas mãos na superfície, tentando se erguer, mas uma mão forçou suas costas contra a superfície novamente, a fazendo gemer de dor.
- Diga-me Seras, o que devo fazer com uma mentirosa? – Alucard se inclinou perante suas costas, agora segurando os cabelos loiros dela e erguendo sua cabeça sem cuidado, fora nessa hora que ela notou o espelho a sua frente, estava inclinada em cima de uma penteadeira antiga, seu rosto refletia a dor que estava sentindo, seus olhos estavam molhados por lagrimas e a boca semiaberta manchada pelo batom vermelho que usara, notou o rosto de Alucard atrás de si, com a mão em seus cabelos, a encarando através do reflexo com os olhos vermelhos brilhantes de ódio.


 


Notas Finais


Olá a todos! Como estão?
Eu realmente amo esse capitulo, acho que a entrada de Alucard foi triunfal.
E é claro, agora ele e Quincey finalmente se conheceram pessoalmente e a doce Seras esta no meio de toda essa tensão de morte que cerca os dois vampiros mais poderosos do mundo.

Espero que continuem comentando, amo ler a opinião de vocês!

Segunda feira tem mais!

Instagram: @lady_miss_chief


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