História Hellsing - Caminho para a Eternidade - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias Hellsing
Personagens Integra Hellsing, Nosferatu Alucard, Seras Victoria
Tags Alucard, Ceras Victoria, Ceres Victoria, Drácula, Hellsing, Integra, Romance, Seras Victoria, Vampirico, Vampiro, Vampiros
Visualizações 68
Palavras 1.600
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Palavras não ditas


Fanfic / Fanfiction Hellsing - Caminho para a Eternidade - Capítulo 30 - Palavras não ditas

“Eu Te Amo” a frase ecoou na mente de Alucard como o estrondo de uma bomba atômica, estava ali, naquele momento toda a verdade que ele se recusou a enxergar, a assumir, ele a amava profundamente, descontroladamente... Seras Victoria não era apenas seu calmante natural, sua válvula de escape no meio das trevas que ele era consumido, no qual aprendeu a conviver, ela era sua luz, seu sol nascente.
Descobrir que era capaz de amar fora a sensação mais intensa que ele já sentira em toda sua maldita eternidade, se Deus existisse, ele realmente estava disposto a lhe punir, descobrir aquilo, naquela hora que estava perdendo-a definitivamente era de uma crueldade tamanha que só podia ser obra do Todo-Poderoso.
Sentindo seu coração que acreditara que estava morto bater rapidamente, sendo possuído pela humanidade daquele sentimento tão dilacerante - e agora, tão doloroso - ele segurou a cabeça de Seras com uma das mãos tentando manter a boca pequena dela contra a sua o maior tempo que conseguia, sugou o lábio inferior dela por um momento, se deliciando, mexeu a cabeça pro lado, abrindo mais a boca para beija-la mais profundamente, assim como ela que parecia aproveitar cada segundo daquela despedida.
Quando as bocas se afastaram, um filete de sangue escorreu entre os lábios de ambos, os unindo ainda, os olhos de Seras ainda vermelhos, o encaravam com tristeza, Alucard os observou, desejando profundamente ser capaz de parar o tempo.
- Por favor... Vá. – Ela pediu, com a voz embargada, desviando o olhar do dele.
Alucard franziu a testa, se afastou um pouco do rosto dela, buscando memorizar com precisão aquele belo rosto pálido, os olhos grandes, os cabelos loiros, o corpo...
- Seras... – Ele começou, hesitante, agora observando o corpo dela enquanto sua mão deslizava pela cintura, percebeu ali que se afastar dela seria impossível – Eu....
- Eu te imploro... Apenas vá – Seras pediu, o interrompendo, virando o rosto pro lado direito, evitando a todo custo olhar pra ele.
Alucard balançou a cabeça negativamente, detestando-se por não ser capaz de proferir o que sentia em voz alta.  A obedeceu enquanto seu corpo se desfez em vários morcegos, voando pela janela em direção... Ao nada.

Os olhos escarlate vagavam pelas palavras despreocupadamente, Quincey não estava tão focado na leitura de seu livro como desejara, ao seu lado, no hall, Seras Victoria treinava, aparentemente era apenas isso que a garota havia feito desde que o olhou nos olhos e anunciou que ficaria ao seu lado, o vampiro fechou os olhos e respirou fundo, antes tudo que mais desejava era que ela ficasse cada vez mais forte, cada vez mais poderosa, o que claro, ocorria a cada segundo que ela passava no hall, mas o problema era que fazia dois meses desde seu rompimento definitivo com Alucard e desde então, ela estava muito mais distante que antes, ela não lhe deixava oportunidade de proximidade, nenhuma do nível que ele almejava ao menos. Inclinou a cabeça na poltrona para tenta-la enxerga-la na outra sala, usava o uniforme militar da Hellsing ainda, pulando, saltando, as formas negras cada vez mais fortes, mais rápidas, a verdade era que Seras havia erguido algum tipo de muralha em volta de si, e ele precisava quebra-la para conquista-la, para usa-la de todas formas que planejava, embora tais modos, ele sorriu sutilmente, envolviam mais contato sexual do que ele imaginava.
Ainda com pensamentos impuros, ele fechou o livro, colocando-o no criado mudo, olhou para baixo, era evidente que estava excitado, evidente até demais para ir falar com ela sem parecer indecente, o fato de ter passado séculos esperando que surgisse pelo menos uma vampira poderosa o bastante para ele reinar ao lado, claro, o fato dela ter se originado e sido... Possuída por Alucard a tornava impura diante seus olhos, mas era sua força que ele iria fazer uso não? Seras era uma mulher atraente, poderosa e... A chave da derrota definitiva de Alucard, tudo isso já era motivo o bastante para ele querer fazer sexo com ela ao ponto de fazê-la esquecer o nome dele definitivamente. Era isso... Uma chance, era tudo que precisava.
Fechou os olhos concentrando-se em desviar o fluxo de sangue do membro para qualquer outra parte do seu corpo que ficasse apresentável perante ela, tendo um pouco de sucesso, levantou-se, ajeitando o cós preto da calça e indo em direção ao ela no Hall.
Passou pelo arco adornado enquanto a poeira cinza do salão sujavam sua roupa fina, Seras não o olhou diretamente, estava ocupada demais desviando de projeteis enquanto seu corpo sumia de sua vista e ia em direção as paredes, seu porte era perfeito, Quincey notara que ela não precisava mais olhar para o que vinha em sua direção, a Vampira naturalmente se desviava de qualquer arma com a destreza de um gato e a feminilidade de uma bailarina. Repentinamente um projetil foi direcionado em sua direção e Seras rapidamente foi a seu encontro, segurando a peça afiada com dois dedos, impedindo de tocar no rosto de Quincey que apenas sorria calmamente.
- Bom dia, Sir – Ela se pronunciou, virando o rosto para ele, ainda de costas.
- Bom dia, Seras – Ele colocou ambas mãos no bolso – Cada vez mais rápida, hum?
Ela assentiu com a cabeça enquanto sumia de sua vista, aparecendo no canto esquerdo do salão agora pulando no ar e chutando um dos projeteis em direção a própria máquina, explodindo-o.
Quincey assobiou, impressionando.
- Vejo que esses projeteis não dão mais conta de você – Comentou retirando um charuto do bolso e o acendendo nos lábios finos.
- De fato – Ela disse andando em sua direção como uma rainha – Preciso de algo mais forte.
Quincey ergueu a sobrancelha, aquilo soou extremamente sexual ou ele estava realmente precisando de um banho frio?
 - Hum... – Ele inalou a fumaça com os olhos fechados, abrindo os lábios para permitir que a fumaça escapasse de seus pulmões – Sábado pretendo fazer uma pequena reunião com o clã, uma “confraternização”, ou algo parecido com isso. – A observou parar a sua frente com a face visivelmente confusa – Lá... – Ele disse apontando o dedo para ela – Te arranjarei alguém forte para duelar, o que acha?
Como se outra pessoa possuísse o corpo da mulher, ela sorriu animada perante ele, os olhos semicerrados vermelhos (que desde o suposto rompimento com Alucard, ficaram definitivamente nessa cor), as bochechas altas, vermelhas, lá estava ela novamente, a dualidade da Vampira, de monstro perigoso a doce donzela em segundos.
- Obrigada! – Ela disse, animada, colocando ambas mãos contra a outra perante seu rosto, fazendo Quincey dar um passo para trás, às vezes... Seras lhe lembrava muito outra mulher, um no qual jamais esqueceria nem mesmo se desejasse, era Mina Harker.
Não... Não podia permitir que esses estranhos pensamentos e comparações invadissem sua mente, afinal, sua mãe nunca foi possuída por aquele monstro nojento, Seras se entregou a Alucard, abriu as pernas para aquele... Demônio, jamais seria digna de ser comparada com sua amada mãe.
Guiado por algo mais forte do seus pensamentos, ele deu um passo para perto dela, era a primeira vez em todas aquelas semanas que havia tido a oportunidade de se aproximar efetivamente da Vampira sem que fosse repelido como a peste negra.
- Desejo que seja feliz aqui – Ele comentou, a observando por cima, seus cabelos loiros repicados, o rosto redondo, os olhos expressivos e inegavelmente puros apesar da cor sangrenta.
Percebeu que Seras ficou calada, seu corpo parecia tenso, como se mil pensamentos rompesse as fronteiras de sua mente numa velocidade que nem mesmo ela, provavelmente a Vampira mais poderosa do mundo, conseguia acompanhar, decidiu falar algo, mas assim que abriu os lábios, a voz da vampira soou doce.
- Sim... Eu sei. – Ela o encarou, sorrindo sutilmente – Eu agradeço, de verdade... Por tudo.
“Não é o bastante”, a mente de Quincey gritou, “definitivamente não é o bastante”. Ele Deu um passo a mais, agora encostando o tórax no corpo dela, que surpreendentemente não recuou, havia alguma aura no ar, um clima profundo que era unido pelo poder imenso daqueles corpos, ele precisava senti-la, ao menos uma vez... Ela poderia ser uma boa futura companheira e apenas dar o que ele almejava há tantos meses.
- Você sabe que eu... – Quincey aproximou o rosto, indo em direção ao pescoço dela, sem toca-la, apenas inalando o cheiro inebriante daquela mulher vampira – Eu... Quero... Mais... – Ele vacilou, percebendo que sua mente ficava cada vez menos racional, direcionou o rosto para de frente com o dela, aproximando os lábios daquela boca pequena que ele tanto fantasiou por longas e prazerosas noites solitárias.
Quincey pôde sentir a respiração dela sobre a sua pele quando seus lábios finalmente iam em direção aos dela, sua pele se arrepiou, o tesão sexual percorreu seu corpo tão rápido que ele se sentiu um animal.
- Desculpa... Eu... Não posso... – Ouviu a vampira dizer, o fazendo abrir os olhos para notar que ela não estava mais a sua frente, endireitou as costas sendo invadido por mais uma rejeição, provavelmente a pior de todas desde que todo aquele jogo começara.
- Sim, você pode. – Quincey falou em voz alta, amargurado, virando o rosto para ela enquanto fechava os punhos com raiva – Você pode tudo agora, não está mais presa a “ele” – A notou parada ao pé da escadaria do hall, principal, o olhando constrangida – É uma vampira livre, esqueceu? – Completou, inclinando a cabeça fazendo mechas brancas de seus cabelos caírem em seu rosto.
Seras abaixou a cabeça, assentindo por um momento como uma criança que acabara de levar uma bronca, não respondeu mais nada enquanto subiu ao seu quarto.

 


Notas Finais


Olá a todos! Poxa, me atrasei hein? Mas em minha defesa, o Spirit estava fora do ar ontem.
Então estou postando hoje, acho que Alucard finalmente aceitou a verdade. Ele a ama, e admitir isso pra si mesmo com certeza foi imensamente difícil, eu sabia que precisaria de algo muito forte para ele perceber, apenas uma briga não bastaria, ele precisaria sentir que estava perdendo-a definitivamente.

Aliás, vale aqui uma informação OFICIAL dita pelo próprio Kouta Hirano em 2016, que eu sutilmente quis colocar nesse capitulo, de acordo com o autor, ele fez o uniforme de Seras amarelo porque ela representa o sol, de acordo com ele, Seras Victoria é a luz que ilumina Alucard as trevas de Alucard. Sinceramente, achei MUITO lindo, então quis colocar aqui de forma mais explicita.

Obrigada pelos comentários e carinho de sempre.
Segunda já tem o próximo capitulo!

Instagram: @Lady_Miss_Chief


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...