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História Hellsing - Caminho para a Eternidade 2 - Capítulo 25


Escrita por: Lady_Miss_Chief

Notas do Autor


ATENÇÃO! Essa fic é uma continuação direta do Caminho para a Eternidade (1), portanto, é essencial que tenha lido a anterior para compreender todos os eventos que irão ocorrer aqui. Obrigada!

Capítulo 25 - Caminho sem volta


Fanfic / Fanfiction Hellsing - Caminho para a Eternidade 2 - Capítulo 25 - Caminho sem volta

As mãos ágeis e finas pareciam ansiosas, apressadas entre os botões da camisa de seda de Park, o coreano olhava sua amante por baixo, enquanto as unhas grandes faziam um trabalho que Elizabeth conhecia bem qual era, com certo orgulho ele não recordava mais de quantas vezes foram pra cama em todas aquelas décadas que estavam juntos, a atração era tão forte que podia ser palpável, e considerando pela ereção evidente dele, de fato, era. Os lindos cabelos castanhos cacheados e cheios balançavam, enquanto Elizabeth avançava as mãos por dentro do peitoral definido dele, deslizando as unhas sorrateiramente pelo seu tórax, desenhando as cicatrizes antes de sua transformação vampírica, enquanto a outra contornava seus gomos do abdômen, o cheiro de sua excitação estava no ar, inebriante como sempre fora, talvez tudo estivesse acontecendo mais rápido, mas naquele momento, aos olhos de Park tudo corria lentamente, como se estivesse em câmera lenta, no fundo, ele sabia o que aquilo significava. Ele ergueu as mãos e segurou os pulsos dela, obrigando-a a erguer os olhos e o encarar.
- Eu não vou cair nessa novamente... – Ele falou finalmente, observando o rosto dela mudar completamente – Desde que nos conhecemos você faz isso comigo... – o coreano entornou os lábios, com desgosto pelas memórias amargas dos quais nunca se livraria – Fica me envolvendo, me seduzindo, fazendo-me render a cada vez que você me chamava pra sua cama, prometendo-me que seria diferente, que você me amava... – Ele deu um passo pra trás, encarando-a com uma tristeza que parecia rasgar seu coração já morto por dentro – Mas não é verdade, eu percebo agora que só fui um estepe, um bizarro substituto afetivo para Alucard – Observando abrir os lábios para o que haveria de ser mais uma longa e desnecessária discussão, ele levou o dedo delicadamente sobre sua boca, calando-a – Estou cansado, Elizabeth, cansado demais de aceitar migalhas de amor, seja vindo de você ou de Seras Victoria, a quem eu sei que é totalmente dedicada e fiel a seu mestre, portanto... – Ele deu alguns passos pra trás, indo em direção a abertura da tenda, puxando o tecido que dava origem ao que seria a única entrada e saída de seu quarto – Deixe-me, dessa vez pra sempre, Meu Amor.
Elizabeth pareceu atônita demais para responder algo, mas o olhar rubi de sua amante tornara escuro, quase como sangue coagulado, e Park sabia que ele havia perdido seu brilho. Fora uma batalha árdua para ambos todos aqueles séculos compartilhados, houve muitos rendimentos, momentos de paz? Sim, Park suspirou enquanto a observava passar por ele com os cabelos ao vento, novamente, em câmera lenta, mas ele se perguntava se as boas lembranças compensavam as más e com tristeza havia chegado à conclusão final do qual negava ardentemente por todo aquele tempo: Não haviam. Ousaria dizer que Elizabeth fora seu primeiro amor, visto que antes de sua transformação nenhuma jovem coreana houvesse roubado seu coração nos tempos antigos, o que o levou a crer que seu destino estava em morrer em batalha, o vampiro levou as mãos a própria camisa, fechando-as novamente, talvez esse tenha sido o erro, ela era seu primeiro amor, sempre seria seu primeiro amor e no fundo, Park provavelmente sempre a amaria de alguma maneira nostálgica, mas... Ele não fora a dela, não é? Em algum momento Elizabeth se esforçou para ama-lo, talvez até tenha conseguido, mas não havia nada para entregar, Park não sabia direito o que haveria acontecido do encontro de Drácula com a Condessa de Sangue, porém, algo havia ficado claro, ela não superou. Ele riu tristemente enquanto se dirigia a cama aonde há poucos minutos considerou transar com Elizabeth.
- E ainda dizem que o tempo supera tudo... – Sussurrou pra si mesmo.

Quando Seras abriu os olhos, a primeira coisa que sentiu foi a dor constante em seus pulsos, desconforto esse que era já estava acostumada devido aos mais de 90 dias com aquelas correntes de prata em seus pulsos, mexeu-se na cama de casal que compartilhava com Alucard outrora buscando uma posição confortável, ouvindo o barulho das correntes se arrastando pelo chão pelos movimentos dela, levou a mão aos olhos, coçando a área preguiçosamente enquanto permitia que sua visão vampírica deslumbrasse os moveis e todos objetos decorativos daquele lugar que já chamava de lar, respirou fundo sentindo o ar preencher seus pulmões e acalma-la enquanto virava o tronco pra cima, fitando o teto adornado e envelhecido do castelo, que horas seria? Dia... Noite... Há tantos dias estava ali que não parecia mais se importar com isso, acordava, comia e dormia por horas a fio, essa era sua rotina desde então, claro, com algumas pausas cuidadosas para os banhos, de qualquer forma, mesmo quando fazia isso, pedia para Frankenstein colocar as algemas lá também, não podia correr o risco de matar outros inocentes, não enquanto essa gravidez durasse, ela colocou a mão sobre o ventre agora evidente, acariciando a área cuidadosamente, aquele bebê que crescia dentro de si tinha a força e o desejo de sangue de seu pai, mas isso a fazia questionar quantas vidas mais aquela criança levaria se não fosse controlada?
Por fim ela levantou o tronco, ficando sentada enquanto segurava a barriga e se acomodava na cama, talvez hoje ela pediria para Frankenstein preparar um banho para ela, precisava andar um pouco que fosse para aliviar sua mente daquele ciclo de culpa que carregava. Não se sabe quanto tempo ela levou para notar que Alucard estava no quarto, ele estava em pé, encostado na parede a encarando, o sobretudo vermelho, as roupas sociais negras, sim... Ali estava o mestre vampiro que ela conheceu há mais de trinta anos atrás na Hellsing.
- Como você está? – Ele perguntou, desviando o olhar para a porta, enquanto mexia o corpo contra a parede de forma desconfortável.
- Estou bem, Mestre – Ela respondeu em tom baixo, de alguma forma, aqueles meses pareciam ter construído um muro em volta dos dois e isso a deixava genuinamente deprimida.
Um silêncio desconfortável se seguiu, até que a vampira lambeu o lábio superior, reunindo coragem para desabafar o que sentia que precisava.
- Faz alguns dias que não vem me ver... – Falou agora erguendo o rosto em direção a ele.
- Eu... Estou ocupado – Alucard disse de forma arrastada, abrindo o sobretudo com as mãos e depositando as mesmas sob os bolsos da calça social negra que usava.
- Entendo... – Ela suspirou com tristeza abaixando o olhar para sua própria barriga por debaixo da camisola de cetim roxa que usava.
Um barulho forte se seguiu, tão forte que a reação da Vampira foi dar um pulo na cama e agarrar a barriga com ambas mãos com força, mas logo que encarou Alucard novamente percebeu que ele simplesmente socou a parede do quarto deles, tão fundo que a pedra havia se desfeito como areia em sua mão pálida ainda fincada lá.
- Eu Desprezo... Não... Não... – Ele balançou a cabeça abaixada negativamente, fazendo os fios negros longos cobrirem sua face – Eu DETESTO profundamente te ver assim – Admitiu finalmente agora virando o rosto em direção a ela, com as pupilas dilatadas e a boca aberta num sorriso insano que ela tão bem reconhecia.
- Assim? – Ela repetiu a frase olhando pro próprio corpo, até compreender e erguer os pulsos perante sua face fazendo as algemas grossas pratas escorregarem pelo seu braço evidenciando duas marcas profundas de queimadura.
- Você é a MINHA serva! – Ele gritou agora andando diretamente em sua direção na cama, parando na frente dela e a encarando – É a vampira mais poderosa que já pisou nesse maldito planeta, um dia sua força irá se equiparar a minha e veja o seu estado agora! – Ergueu a mão direita, apontando pra ela – Acolhida numa cama, acorrentada como eu estive durante séculos na Hellsing, é desprezível.
- Eu sei que nada disso te agrada, mestre – a vampira admitiu, enquanto se ajoelhava na cama segurando o ventre pequeno – Mas... Eu preciso disso.
- Consciência é superestimada, Vampira – Alucard disse enquanto rodeava a cama, agora levando o dedo em seu queixo erguendo o rosto dela para encara-lo – Você está muito acima de qualquer ser humano ou vampiro que seja, essa criança está muito acima disso tudo, dê o que ela quer de uma vez.
Seras respirou fundo sentindo-se dominada pouco a pouco pelo sangue de Alucard que corria dentro de si, claramente envolvida com o toque dele enquanto a aura do quarto parecia familiar, fitou o rosto fino e másculo dele, os olhos profundos, os lábios finos e nariz reto, Alucard parecia uma escultura de tão belo que era. Por fim, ela tocou na mão dele sobre a sua em seu queixo.
- Eu... Eu não posso... Porque dar o que ele quer significará que eu irei morrer um pouco mais com esses atos – Ela falou enquanto observava ele afastar a mão de seu queixo, como se estivesse desistindo de debater.
Alguns segundo se seguiu no qual Seras não conseguia ler seu amante Vampiro, talvez fosse a criança dentro de si, mas a conexão sanguínea deles parecia mais fraca, ela sequer foi capaz de sentir a presença dele no cômodo, se perguntava se era o mesmo com ele. Percebeu que ele virou o rosto, embora ainda estivesse de costas para ela, de frente a porta dupla, ele a encarou com o canto dos olhos e por fim disse, claramente reflexivo.
- Sim... É assim que tem que ser... Mas lembre-se, você escolheu isso, Draculina.
Antes que a Vampira abrisse os lábios para lhe responder, Alucard desapareceu de sua visão.

 


Notas Finais


Olá! Primeiramente devo mil desculpas a vocês pelo enorme sumiço, mas eu achei melhor parar um pouco, recarregar minhas energias (e inspirações) do que continuar escrevendo de qualquer modo apenas por postar, prefiro ter a certeza que de estou mantendo e/ou melhorando a qualidade da Fic do que caindo.

Vocês escolheram no Insta se queriam que a fic voltasse agora ou depois (agradeço a colaboração de todos) e eu voltei!
A Fic esta BEM Adiantada já, felizmente, então não precisam temer eu não postar mais esta bem? Tenho capítulos para pelo menos dois/ três meses.

Por enquanto elas serão postadas todas as Sextas! Peço MUITO a colaboração e o apoio de você nesse retorno, MUITAS coisas estão prestes a acontecer e eu quero muito a opinião de vocês sobre tudo.

Instagram: @lady_miss_chief


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