História Help, I will become a mother! - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Tags Clarke, Clexa, Comedia, Família, Lexa, Romance
Visualizações 518
Palavras 2.391
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite!

Eu tinha a intenção de postar ontem, mas não consegui. Peço desculpa as pessoas que eu disse que postaria antes, não consegui mesmo.

Ah nesse capitulo acontece uma pequena "passada" de tempo, mas nada muito grande.

Aproveitem!

Capítulo 6 - Kara está sentindo sua falta!


Pov. Lexa.

Estou virando na cama já faz meia hora, ainda não acredito que ela deu em cima de mim e depois fugiu. Menininha. Bufo para mim mesma e volto a olhar no relógio. Duas e quinze. Nem mesmo Kara está chorando agora, droga. Me levanto e sigo para o quarto da pequena. Assim que entro vejo Clarke sentada na poltrona ao lado do berço.

- Tudo bem? – Pergunto para ela que está velando o sono da garota.

- Ela parece estar tão em paz. – Ela diz e eu me aproximo observando Kara dormir.

- Mas bebês são assim mesmo, eu acho. – Digo, eu era péssima com crianças. Eu as amava, mas não fazia ideia de como cuidar de uma.

- Tão pequenininha e a vida já não foi justa com ela. – Suas palavras repletas de melancolia me atingem.

- Clarke, se você ficar pensando assim vai enlouquecer.

- Como pode não pensar nisso? Ela poderia ter muito mais, uma família de verdade, não duas malucas que mal conseguem se olhar. – Ela fala agora olhando para mim.

- Sim, ela poderia. Mas não tem, e as duas malucas foi o que restou para ela, então estamos presas a isso certo? Só vamos fazer direito.

- Você tem razão, vamos deixar os problemas que temos entre nós para trás e trabalhar juntas para que Kara tenha a melhor infância que poderia. – Ela se levanta e estou surpresa com sua decisão. Ela conseguia ser bem teimosa quando queria.

- Você ainda está sob o efeito do álcool? – Pergunto e ela revira os olhos.

- Eu sei que não sou uma pessoa fácil de se conviver, por isso vou tentar ser menos controladora e isso vai funcionar. Vamos conseguir, temos que conseguir. – Ela diz a última parte meio incerta.

- É claro que vamos conseguir. – Afirmo e ela me dá um sorriso fraco.

- Eu espero que sim, eu preciso dormir já que amanhã estaremos em uma nova fase das nossas vidas, preciso de energia. Boa noite Lexa. – Ela diz e logo saí do quarto.

Eu fico parada olhando para a pequena dormindo. O que será que tinha dado na cabeça de Clarke? Pelo menos estabelecemos uma trégua. Espero que dure muito. Decido voltar para o meu quarto e dormir, afinal precisava levantar cedo.

Quando o despertador toca eu só quero arremessa-lo na parede, mas não tenho outra opção a não ser levantar. Tomo um banho rápido e desço devagar as escadas para não acordar Clarke e Kara. No entanto quando entro na cozinha eu as vejo. A loira está atrás do balcão arrumando algumas frutas sobre os mesmos enquanto a pequena está no carrinho observando tudo com seus olhinhos azuis acesos.

- Bom dia! Eu a Kara fomos a fera, e tinha umas frutas incríveis lá. Do que você gosta? – Ela pergunta sorridente e eu estou chocada.

- Ah ... morango, você foi a feira? E preparou o café? Achei que não soubesse cozinhar. – Digo, e eu sei que combinamos de sermos adultas melhores, mais escapou.

- Bom, eu de fato não sei cozinhar, mas estou aprendendo, sobre o café eu passei na cafeteria e comprei. Está ótimo por sinal, devia experimentar.

Seu bom humor e calma me deixam ainda mais surpresa. Talvez ela tenha colocado veneno na comida. Nunca se sabe. Pego com cautela um morango e o como. Manjar dos Deuses, ele estava ótimo e por isso decido comer mais alguns.

- Estava pensando em dar uma volta com Kara no parque e depois passarmos na Raven, o que me diz? – Ela morde um pedaço de pêssego e não consigo não olhar para os seus lábios rosados perfeitos.

- Ah ... eu iria adorar, mas não posso. Quanto mais rápido eu terminar as coisas aqui é melhor para nós e para Kara.

- Tudo bem, outro dia você vai então.

Ela parecia estar levando bem a sério nosso acordo de ontem à noite, e lá vai a mudança da água para o vinho. Como eu havia dito para ela eu fiquei o dia todo trabalhando e não via a hora de acabar logo. Gostava do que fazia, mas gostava ainda mais quando estava tudo pronto.

Eu achei que essa mudança de Clarke ia ser temporária, que ela logo nós íamos voltar a discutir por coisas bobas e nos atacar a todo momento. Porém isso não aconteceu, os dias foram passando e ela continuava fazendo de tudo para termos uma boa convivência. Claro que eu também fiz minha parte, estávamos de fato virando amigas, eu acho. Não que eu goste muito desse termo. Tínhamos estabelecido algumas regras para cada uma de casa. Eu cozinhava, ela limpava. Kara estava sempre à vista, o que era ótimo. Depois das mudanças que eu fiz na casa não tínhamos problemas em encontra-la sempre que precisava.

A única coisa que Clarke ainda não tinha mudado era referente ao seu trabalho, era totalmente restrito minha entrada. Ela tinha uma única chave e mantinha o local sempre fechado. Já tinha cansado de perguntar o que ela fazia e ela só dizia “nada de mais”, eu não questionava mais. Afinal se ela não queria dizer era por algum motivo, só espero que não seja algo perigoso, ou maluco.

Minha vida tinha se transformado por completo, eu costumava ser solitária, não que eu não saísse com alguém hora ou outra. Mas a questão é que agora estava tudo diferente, eu tinha uma casa enorme uma criança para cuidar e uma ... companheira? Ainda estava perdida nessa parte. Entretanto eu estava gostando dessa vida, realmente gostando. Eu e Clarke tínhamos passado nas entrevistas mensais com a assistente social com maestria, ela até tinha elogiado o novo design da casa.

O nosso maior problema era a piscina, Kara que agora já estava engatinhando, sempre ia para o quintal quando a porta estava aberta. Se fosse antes do nosso acordo de paz para criar Kara, eu tinha certeza que Clarke diria “eu te avisei sobre a piscina”, mas ela não o fez. Então eu precisei colocar uma placa de vidro temperado em cima da piscina, nada complicado. Só algo em que eu estava trabalhando a algum tempo. Eu estava sentada no tapete da sala brincando com uns bloquinhos quando Kara diz suas primeiras palavras. Por um minuto eu congelo, ela me olha com seus olhinhos, que agora são verdes, e solta suas primeiras palavras. Estou sem ar, Clarke ia pirar.

- Espera aí Kara, você tem que dizer isso para Clarke. – Digo e me levanto correndo indo até a escada. – Clarke – Chamo-a o mais alto que consigo.

- Clarke anda logo. – Chamo de novo e no topo da escada aparece a loira enrolada em uma toalha com os cabelos grudados no rosto. Ela desce correndo a escada.

- O que foi? O que aconteceu? Cadê Kara? – Ela pergunta meio ofegante até seus olhos pararam na garotinha que está sentada no tapete.

- Ela falou. – Digo e Clarke me olha surpresa.

- O que? E você me chama só agora? – Ela diz e vai de encontro a garota. – Kara meu amor, não acredito que disse suas primeiras palavras sem eu estar aqui. – Ela diz e cutuca de leve a barriguinha da pequena que ri segurando seu dedo. Kara então coloca a mãozinha no rosto de Clarke e diz as mesmas palavras que tinha falado quando eu estava com ela. Os olhos da loira ficam marejados e ela enche a pequena de beijos até a mesma começar a reclamar e fugir das garras da “mãe” melosa.

- Espero que você tenha desligado o chuveiro. – Digo para ela que ainda está sorrindo para a garotinha que começa a colocar os bloquinhos na casinha.

- Oi? – Ela me olha e levanta, só então se dando conta de que veste na além de uma toalha em volta do corpo. – Ah, eu desliguei, mas já estou voltando lá para cima, obrigada por ficar com ela, se ela falar outra coisa, grava tudo e depois me mostra. – Ela diz e sobe novamente.

Clarke pediu para mim ficar com Kara essa noite porque ela iria sair, eu não vi problemas nisso, já que ela ficava direto com a garota quando eu saia com os meus amigos.

- Bom Kara, será só nós duas hoje, vamos comer pizza? Clarke vai me matar se eu te der pizza. – Digo para mim mesma a última parte.

Eu estava brincando com a garotinha com um fantoche na mão e ela quase perdia o fôlego de tanto rir, por isso eu comprava inúmeros fantoches.

- Tá bom, qualquer coisa você me liga, qualquer coisa mesmo Lexa, vou deixar meu celular ligado e ele está bem carregado. – Ouço a voz de Clarke no fundo e me viro para dizer a ela que eu ia conseguir me virar com a menina, mas perco o fôlego quando a vejo.

Ela usa um justo vestido preto que contorna perfeitamente suas curvas e chega exatamente na metade de suas coxas. Na sua mão ela leva uma pequena bolsa prata que combina perfeitamente com a sua sandália de salto agulha.

- O que foi? Você acha que está exagerado? – Ela pergunta olhando para si mesma. Eu me levanto rápido e tento não me atrapalhar com as palavras.

- Não, você está ótima.

Está linda na verdade, eu penso comigo mesma, mas resolvo não dizer essa parte.

 - Você disse que ia sair com quem mesmo? – Pergunto me lembrando que ela não tinha falado nada sobre isso.

- Eu não disse, é só um amigo que me convidou para sair e eu nem sei se eu deveria ir.

Clarke parece meio insegura e eu não entendo muito bem.

- Sei, tipo um encontro? – Pergunto.

- Mais ou menos isso, a última vez que eu estive em um encontro foi ... – Ela para de repente e me olha. – Só espero que dê tudo certo. – Ela termina bem na hora que eu ouço uma buzina soar lá na frente.

Clarke se despede de Kara e me diz mais uma vez para ligar se alguma coisa acontecer eu só aceno com a cabeça em concordância. Eu não era curiosa, mas estava muito para saber com quem ela ia sair então eu dou uma olha pela janela e vejo um rapaz vestindo um fraque e com o cabelo bem arrumado. Ele abre a porta do seu Force 1 para que ela entre. Eu reviro os olhos para mim mesma e volto minha atenção para Kara.

- Parece que tem um idiota de carrão lá fora Kara, o que vamos fazer com ele? – Me sento ao lado da menina que fica me olhando como se estivesse entendendo o que eu estava falando.

Quando o relógio marca vinte para as onze a pequena cai no sono e após acomoda-la em seu berço eu me dirijo até o sofá e ligo a televisão. Mudo diversas vezes e nada parece chamar minha atenção. Desligo a tv e meu pensamento para em Clarke.

Como ela marca um encontro e nem me diz? Que falta de consideração, estamos morando juntas a meses e quem é aquele cara? Amigo? Tá bom que é amigo. Em um momento de má reflexão eu pego meu celular e disco o número dela. Eu ia desligar quando ouço:

“Lexa, aconteceu alguma coisa?”

- Ah, oi, desculpa te atrapalhar, é que a Kara ... está sentindo sua falta. – Digo e me xingo mentalmente.

“Oh, você pode distrai-la só mais alguns minutos? Eu logo chego em casa. ”

- Claro, relaxa. Aproveite. – Digo e desligo o celular.

Quer merda foi que deu na minha cabeça? Suspiro. Se eu pudesse voltar atrás eu não diria a ela que era sem sal, nem sem graça. Acho que isso a marcou de alguma forma, droga. Espero que ela me desculpe e ainda mais por tudo que disse naquela noite na cozinha.

Levanto-me e começo arrumar os brinquedos de Kara quando Clarke chega sorrindo, não sei para que tanto bom humor, eu estava de péssimo humor.

- Cadê aquela chorona? – Pergunta tirando as sandálias.

- Acabou dormindo. – Digo e guardo os brinquedos.

- Tem algo para comer? Estou morrendo de fome. – Ela fala seguindo para cozinha. Eu franzo o cenho pensando no que ela fez se não comeu, mas pensando melhor eu acho mais saudável pensar em outra coisa.

- Adoro pizza de queijo – Ela diz se sentando no sofá com a caixa na mão. – Será que está passando algum filme?

Seu bom humor está me deixando ainda mais de mau humor.

- Pelo jeito sua noite foi muito boa. – Digo a olhando.

- Ah sim, foi ótima na verdade, vem vamos assistir algo. – Ela bate ao seu lado para que eu sente.

- Não sei Clarke, estou cansada. – Minto.

- Eu deixo você dormir no meio do filme, vem logo.

- Então, como é o nome dele? – Pergunto enquanto me sento e logo seu perfume parece entorpecer meu corpo todo.

- De quem? – Ela parece perdida e me olha com as sobrancelhas levantadas.

- Do cara que você saiu. – Digo como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, que para mim era.

- O que? Eu não sai com o rapaz que veio me buscar. – Ela diz.

- Você não teve um encontro? – Pergunto agora totalmente perdida.

- Ah, não esse tipo de encontro. Um amigo programou um encontro com a minha mãe, que bem já fazia alguns anos que não a via.

Eu fico muda depois de sua declaração. Eu estava com ciúmes por achar que ela estava saindo com alguém. Ciúmes? Não, eu nem tive nada com ela. Talvez só tenha me acostumado tanto com ela por perto que não a queria longe.

- Quer falar sobre isso? – Pergunto me ajeitando ao seu lado.

- Claro, mas amanhã ok? Vai começar um filme ótimo. – Ela sorri para mim e eu me seguro para não a beijar. Será que eu tinha entrado na “friend zone”?

Tinha passado uns vinte minutos de filme quando eu percebo que ela dormiu com a cabeça no meu ombro. Sorrio para mim mesma. Claro que ela deixa eu dormir. Involuntariamente eu acaricio seu cabelo e ela parece se aconchegar mais junto do meu corpo passando o braço pela minha cintura.

Talvez eu tivesse vivendo uma vida que não programei para mim, mas nesse momento era melhor do que qualquer um dos planos que eu um dia fiz.


Notas Finais


Sobre as falas de Kara, eu optei por não escrever, porque é meio esquisito escrever "fala de bebe". Então só escrevei quando já atingir idade que fala normal.
Desde já obrigada pela compreensão.
beijos :*


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