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História Help Me - Capítulo 46


Escrita por: e Senpai_nii


Notas do Autor


Bom dia pessoal ! Antes mesmo de começar meu dia vim postar mais um capitulo.
Fiz vocês esperarem muito não?


Mas aqui esta ! Boa leitura !

Capítulo 46 - Help Me XLVI


Fanfic / Fanfiction Help Me - Capítulo 46 - Help Me XLVI

Haku Pov

“ O que aconteceu com essa criança?”

A bandeja de chá foi colocada sobre a mesa de madeira belamente envernizada.

Os olhos de um tom rubro se perdiam sobre a fumaça que escapava pelo bule. Os pensamentos pairavam sobre aqueles dois garotos que estavam sob a árvore do jardim.

“Aquele espirito não o está apenas acompanhando”

Uma sensação desconfortável e familiar cobriu o coração de Haku, sabia distinguir o que era real ou não. Mas aprendeu que o silêncio é a melhor opção.

Desvirou a xícara, e serviu o chá. Sem ao menos notar que havia mais alguém naquela sala.

Padre Kaito:- Irmã Haku, está tudo bem?

O rosto se ergueu e o chá transbordou, sujando apenas o pano branco que cobria a bandeja.

Aquilo me deixou um pouco nervosa, senti que meu rosto esquentou. Rapidamente tentei ajeitar a bagunça que havia feito, e percebi como estava sendo desajeitada.

Irmã Haku:- Desculpe, acabei me distraindo um pouco...

O padre abriu um gentil sorriso, que me deixou ainda mais nervosa. Deve ser, porque eu estava diante de um homem quem eu considerava muito... aquele que não apenas estendeu a mão para mim. Mas o que me deu um novo caminho para seguir.

E isso já tem 5 anos...

Padre Kaito:- Estava pensando nas crianças? Ultimamente temos tido muitos casos de abandono, e isso me entristece.

Meus olhos se ergueram para fitar o seu rosto, tão pálido e abatido.  Não sei como ninguém consegue notar isso... não sei como ele ainda consegue lidar com tudo isso.

A xícara de chá que havia sido servida, foi colocada diante dele.

Estavam na biblioteca que ficava em uma das portas laterais da paroquia.  Armários de madeira rustica enfileiravam-se, com suas estantes repletas de livros de todos os tipos, mas sendo em sua maioria bíblicos. O padre estava na fileira do canto, bem próximo de uma mesa aonde ele parecia empilhar alguns livros.

Irmã Haku:- Posso ajuda-lo?

Padre Kaito:- Não precisa, eu estava na verdade guardando a maioria deles.

Haku estendeu a mão pegando um dos livros que estava no topo da pilha que ele guardava e perguntou:- Leu todos eles... ?

Havia pelo menos 20 livros sobre aquela mesa. O padre apenas assentiu de leve, enquanto um sorriso cansado se fazia:- Mas não achei o que procurava. Na verdade, acho que não irei encontrar neste lugar.

Irmã Haku:- O que está procurando?

A pilha foi diminuindo, enquanto o padre os colocava no lugar em silencio.  A resposta parecia que não seria dada, então apenas guardei o ultimo livro que restara em minha mão.

Irmã Haku:- Padre Kaito, estou preocupada com a Yuki.

Padre Kaito:- O que ouve desta vez?

Haku agora tinha a atenção daqueles olhos azuis sobre si. O que fez ela desviar os seus, para então empurrar mais um pouco a xícara na direção dele.

Irmã Haku:- Ela não parece estar se sentindo muito bem por esses dias. Parece nervosa, um pouco distraída eu diria...passa a maior parte do tempo sozinha. Ela me sorri, toda vez que a comprimento, mas sinto que algo a aflige.

O padre a ouvia atenta, porém seus olhos agora pairavam sobre a janela que ficava logo acima da pequena estante de livros.  Observando agora, o lugar em que ele estava parado, era diante da janela que dava para aquele jardim. Provavelmente tivera visto o que aconteceu.

Padre Kaito:- Não vejo porque devo me preocupar especialmente com isso, todas as crianças que se alojam neste lugar são afligidas pelo abandono e o medo de nunca encontrar um lugar fora daqui. Sei o quanto gosta da pequena Yuki, e que ela lhe trás recordações do que um dia já passou. Mas ela não é o único caso especial neste lugar.

Seus olhos me fitaram com uma voz gentil:- Ela vai ficar bem irmã Haku.

Haku levou a mão sobre o peito:- Não acredito que seja algo tão simples como isso padre Kaito. Eu...

Senti sua mão tocar o meu ombro gentilmente, ele havia se aproximando sem eu perceber ,aquilo me fez estremecer, mas fiquei imóvel aguardando suas palavras que pareciam ser cuidadosamente pensadas. Ele sempre foi um homem misterioso, mesmo estando entre nós com um sorriso gentil, estava a maior parte do tempo sozinho também. Gostaria muito de saber mais sobre ele...

Padre Kaito:- Eu sei... mas não há nada que possa ser feito por eles.

A mão cálida se deixou escorregar pelo seu ombro, e viu o Padre passar por ela a passos tranquilos.  A xícara estava intocada, e o vento adentrou forte passeando sobre as estantes, o que fez ela se apressar para fecha-las.

O sino começou a badalar avisando as crianças para se dirigirem ao refeitório.

O tempo estava virando, e uma nuvem densa começava a cobrir o sol.

Logo iria chover.

 

 

 

No refeitório do orfanato, se ouvia os murmúrios das crianças, que após se servirem, procuravam se acomodavam ao redor das mesas de madeira retangulares enfileiradas pelo enorme salão. Eram guiadas por algumas freiras, que procurava mantê-las juntas para não se espalharem de mais, haviam mais lugares que crianças. Já que o numero havia sido reduzido devido algumas transferências que precisaram ser feitas de ultima hora, além das adoções.

Pov. Yuki

"Eu sempre estive aqui. As paredes cinza deste casarão cheio de freiras e crianças sempre foram o que eu chamei de casa...

Vi crianças indo embora no meio da noite, sem nunca mais voltar pra arrumar a cama. E todas elas iam embora pra baixo da escada debaixo do altar. Então aquela menina de vestido branco aparece durante as noites de outono. E começamos a brincar de esconder. Eu me escondo. Ela sempre me acha e eu começo a chorar. Então começamos de novo. O dia todo. Enquanto a irmã Lily me procura durante a noite, eu me escondo da menina de branco até o sol raiar. E recomeçamos a brincar.”

Uma bandeja foi colocada ao lado de Yuki.

Oliver havia sentado do seu lado. Estava um pouco tímido sob os olhares das outras crianças que observam.

Colocou o pote de gelatina ao lado do dela:- Pra você...

Yuki: - Obrigada Oli. - respondeu sorrindo gentilmente

Oliver:- Yuki, você conhecia ela ?

Yuki: - A menina de branco sim. Mas a moça do banheiro não.

Yuki olhava para a gelatina enquanto parecia se lembrar.

Yuki:- A menina de branco não entra no banheiro. Estávamos brincando de esconde-esconde...

Eu não devia ter trapaceado. Mas eu não sabia que tinha uma moça no banheiro...

Oliver ficou olhando para o prato de comida:- A moça do banheiro não estava procurando agente...

O talher revirava a comida sem nenhum animo de come-la. Os olhares sobre si o incomodavam. Desde que havia chegado naquele lugar o seu olho de cor distinta, fizera palavras maldosas sussurrarem pelos corredores e salas. Procurou desviar sua atenção e olhou para Yuki, de alguma forma aquela pessoa era como ele.

Oliver:- Se não ela teria nos encontrado... Como a freira Lily.

Naquele instante o olhar de ambos se encontraram com uma sensação incomoda. Enquanto do outro lado do salão, a freira Lily observava as crianças comendo.

E seus olhos se ergueram na direção deles.

Yuki: - Não olhe pra ela.

Oliver desviou o olhar para o prato novamente, enquanto Yuki colocou o pote de gelatina na bandeja.  “Essa seria a sensação incomoda?”

Yuki:- E se ela te chamar você tem que se esconder.

Oliver olhou para Yuki:- Porque ?....

Discretamente Yuki olhou na direção dela, e percebeu que estava conversando com noviça.

Yuki: - A menina de branco me falou pra não ir...

A voz saiu mais baixa, aproximando –se um pouco mais dele. Era um segredo, na verdade um aviso.

Yuki:- As crianças que foram não voltam.

O olhar dela encontrou com os dele.

Yuki:- O seu irmão não vai poder te proteger lá embaixo...

Lá tem algo muito mais ruim...

Oliver ficou nervoso.

Oliver :- Essa menina de branco, ela é  sua amiga ?

Yuki assentiu.

Oliver:- Vocês vão brincar hoje?

Yuki: - Assim que o sol se pôr.

Oliver ficou em silêncio.  E começou a comer, Lily olhava para eles novamente.

Yuki: - Vem brincar com a gente Oli. Não fica perto da Lily.

Oliver olhou para Yuki e assentiu.

Duas crianças se aproximavam com suas bandejas conversando distraidamente. Então uma delas colocou a bandeja a frente da de Oliver e ia se sentar. Então uma breve risada se ouviu baixa.

Luis :- Ei, não senta ai. Você vai ser assombrado kkk..

Yuki virou pra criança: - É mesmo. Senta do outro lado minha amiga tá sentada aí.

Yuki voltou a olhar para Oliver tranquilamente.

A criança que ia se sentar afastou na mesma hora, pegou a bandeja e sentou se na outra mesa. As outras crianças olhavam de canto receosa. Agora havia se somado mais um esquisito naquele lugar.

Uma breve linha de sorriso se formou no rosto de Oliver. Estava aliviado, ele não era o único.

Yuki: - Não faço questão de ser amigo de gente covarde.

 A freira Haku parou atrás da porta de madeira que dava para o refeitório. Seus olhos pairavam sobre as crianças a procura de Yuki. E ela pode ver, sentada a frente deles

Ao que parecia a imagem nítida de uma criança sentada, usando vestido branco.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. (^3^)/
Queria agradecer a uma pessoa especial que esteve sempre atenta e comentando nossos capitulos, saiba que seu comentário nos inspirava cada vez mais. É reconfortante saber que o sentimento esta sendo compartilhado.

Ah não podia faltar a musica: https://www.youtube.com/watch?v=O0SJ8kSGHJg&feature=youtu.be


Que tal eu me esforçar para manter uma regularidade desta vez?(>_<)/ E o que pretendo agora.
Domingos de histórias. Os aguardo para o próximo. (>3>)/


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