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História Hematomas do Passado - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo Um - O Assassino do Cemitério; Parte Um


Fanfic / Fanfiction Hematomas do Passado - Capítulo 2 - Capítulo Um - O Assassino do Cemitério; Parte Um

113 dias para o julgamento


Minutos depois, a polícia já chega, fechando o local totalmente. De repente entra um homem não fardado, ele é um pouco alto, porém não é mais que eu, seus cabelos são claramente tingidos artificialmente de cinza, seus olhos são puxados, sua íris é de cor castanho escuro, sua pele é alva com um tom caramelo, seus lábios são avermelhados, como se mordesse-os, veste um sobretudo preto, uma camisa cinza, uma calça preta e um sapato preto. 

— Aparentemente ela morreu por veneno — um policial diz, obviamente não é verdade, já que seu pescoço está marcado apesar de seu cabelo tampar boa parte. 

— Não, você nem analisou o corpo direito, é claramente asfixia — a expressão do homem é de pura desconfiança, para ele eu me tornei um suspeito. 

— Ele tá certo — fala o não fardado, que agora está com luvas descartáveis, foi até o corpo é levantou o cabelo da vítima, mostrando os hematomas — o assassino deve ser bem grande, já que parece que não demorou muito para matá-la e foi asfixiada deste mesmo jeito. 

Aponta para um pouco a frente, perto da prateleira de velas, mas não pude identificar de imediato. 

— O corpo caiu aqui — foi até o lugar — não tem quase poeira nesse lugar, enquanto o lugar todo está cheio, e o corpo estava sendo arrastado até que você chegou, a asfixia foi depois da vítima ser arrastada, já que nas pernas há uma marca mais fraca. 

Admito que estou bastante surpreso, ele está bastante certo. Porém esqueceu de apontar algo. 

— Não há muitos sinais de luta, a vítima pode ter sido dopada — opino, e o de cabelos tingidos arqueia a sobrancelha, com certa curiosidade — precisaríamos de um legista, não? 

— Podem levar — o que eu indiquei anteriormente diz, e alguns policiais colocam em um saco preto, levando para o carro da polícia — eu vou conversar com a testemunha. 

— Quem é você? — pergunto antes que começasse o meu interrogatório. 

— Detetive Civil Park — fala, o que me deixa com uma expressão confusa — eu não sou exatamente da polícia, mas ajudo eles nos crimes. Aliás, eles vieram dali. 

Fala de uma das portas de funcionário, que claramente não foi arrombada. 

— O assassino tinha a chave, ou até continua tendo — diz como se suspeitasse de mim, mas não parece — não se preocupe, não desconfio de você, está estressado e ansioso, mas é por medo. 

— Não sabia que você decifra expressões — respondo, com ambas sobrancelhas arqueadas. 

— Não é tão difícil assim, para ser honesto — encosta suas costas na parede — e você ainda não disse seu nome. 

— Jeon Jungkook, pode me chamar como quiser. 

— Certo, senhor Jeon — quando eu tinha falando sobre chamar como quiser, era em relação ao meu nome, e não ao meu sobrenome. 

— Acha que alguém pode ter visto a vítima com alguém? — pergunto, mudando de assunto. 

— É possível, mas ainda é um pouco difícil — dá sua opinião, olhando ao redor da cena do crime — quem costuma já abrir a loja no mesmo horário que você? 

— Tem o senhor Cooper, que é dono de uma loja de maquiagem aqui perto — respondo, já caminhando para fora do estabelecimento. 

Me sinto tão tranquilo assim, o que é estranho, já que as lembranças diminuiram drasticamente. Caminho um pouco rápido para o local antes citado, sendo seguido pelo Park. 

— O que é exatamente um detetive civil? — pergunto durante o caminho. 

— Um detetive que não está exatamente na polícia, somente é aliado — bagunça seu cabelo com os próprios dedos — praticamente um Sherlock Holmes. 

Chegamos no lugar, e eu olho ao redor para ver se alguém está próximo. 

— Senhor Cooper? Você está aí? — falo com um tom de voz mais alto do que quando eu conversava com o outro homem, olhando fixamente para a porta. 

O que eu chamava antes sai, dando um leve sorriso por me ver, mas que se fechou um pouco a cumprimentar o detetive com um aperto de mão. 

— Soube do crime, Jungkook, sinto muito pelo que aconteceu — enrola seu dedo por uma mecha bastante grisalha — eu e Andy iremos te ajudar o melhor possível. 

— Quem é Andy? — sussurra no meu ouvido, um pouco confuso. 

— É o marido dele — respondo em um tom baixo, mas não ao ponto de ser como um sussurro. 

— Senhor Cooper, viu alguém desconhecido perto da loja do Jeon? — pergunta já de imediato, curioso — ou até mesmo seu marido? 

— Eu só lembro de um homem alto ao lado dela, mas na hora não me preocupei muito, já que achava que um neto dela finalmente estava visitando-a, mas provavelmente eu estava errado. 

Percebo que as pupilas do homem ao meu lado diminuiram um pouco com tal informação, provavelmente não gostou muito disto. Morde levemente o lábio, um pouco nervoso com a situação apresentada. Bagunça seu cabelos tingidos levemente, soltando um murmúrio de irritação, está claramente impaciente. 

— Agradeço mesmo assim, senhor Cooper — sorrio, enquanto o Park não faz nada, somente se vira e volta para a cena do crime. 

Sigo ele, acelerando um pouco o passo para conseguir alcançá-lo por estar andando um pouco rápido. 

— Não poderia pelo menos agradecer pela informação? — pergunto, um pouco revoltado com o detetive — não é algo que é basicamente regra na polícia? 

— A informação é inútil, mais da metade dos homens de Londres são altos — sua voz está um pouco áspera, demonstrando um pouco de raiva — e eu não sou da polícia, então essa regra não se aplica a mim. 

— Você fala como se fosse diferente de todos — coloca a mão no meu braço, começando a falar algo, porém que não ouvi — não toca no meu braço! 

Tiro sua mão rapidamente, bastante estressado com ele, mesmo se eu me tornar um suspeito por isso, não quero deixá-lo impune. 

— Olha... — respira fundo, cruzando seus braços — eu quero que você colabore, você é a principal testemunha e você parece entender o assunto de algum jeito. Peço que me acompanhe nessa investigação. 

— Certo — minha voz está mais calma, sentindo meu corpo ficar relaxado — não irá demorar muito para a autópsia, certo? 

— Está correto, senhor Jeon. 


Abri meus olhos, caindo no chão sem poder me movimentar, somente sentindo uma dor em meu ombro e no meu joelho, que foram os atingidos ao cair. Senti meu corpo ser arrastado para o porão daquela casa, totalmente paralisado. O sentimento de vazio era grande, eu sabia que eu seria o próximo e não tinha chance alguma de eu sobreviver. Tudo que eu escutava estava abafado, talvez por estar numa semi-consciência, qual eu queria me liberar totalmente, para consciente ou inconsciente, qualquer um bastava. 

— Você é uma vadiazinha — falou se aproximando do meu ouvido, pegando meus pulsos e acorrentando-os, suas palavras que antes saíam doces, eram totalmente ásperas e cortantes — eu queria te manter viva, mas você não colaborou. 

Pegou uma faca e fez um leve corte no meu braço, e repetiu diversas vezes, me causando agonia, foram feitos cortes nos meus braços completos. Apertou meus seios muito forte, causando bastante dor, machucando-os intensamente, fazendo-os sangrar por causa de cortes que foram causados pela pele rasgada de tanto ser forçada. 


— Senhor Jeon? — minha visão está desfocada, percebo que não estou no mesmo lugar que antes. 

Pisco diversas vezes repetidamente, tentando melhorar minha vista, pelo aroma, estou em um carro abafado. 

— Você ficou estático por alguns segundos, e então te trouxe para meu carro, já que tinha a possibilidade de cair. 

— Então você se preocupou comigo? — sorrio arqueando as sobrancelhas enquanto seguro a risada. 

— Não é isso, você é um civil, tenho que proteger pessoas como você — fala com um certo desespero. 

— Você também é um civil — retruco, sorrindo ainda mais — civis não são somente pessoas como eu. 

Somente agora perceber que minha cabeça está apoiada em seu colo, então me sento normalmente no automóvel com os olhos um pouco cansados. Seus olhos parecem um pouco vazios, como se está totalmente desinteressado, suas pupilas parecem correr por toda íris, procurando algo que possa lhe auxiliar em algo, apesar de provavelmente estar no próprio carro. 

— Onde deveríamos ir? — pergunto, tentando criar algum assunto — que eu saiba não temos mais provas aqui. 

— Está certo, e a autópsia irá demorar — morde o canto do lábio, pensativo — que tal irmos tomar um café enquanto isso? 

Balanço a cabeça de cima para baixo repetidamente de uma forma leve, então o homem sai do carro por um momento e vai para o lugar do motorista. 

— Detetive Park — olha para mim, antes de mover a chave do veículo — qual é o seu nome? 

— Jimin — fala, olhando para, o volante e girando a chave — Park Jimin. 

Solta um suspiro, não parece ser exatamente de alívio, tem algo que ele esconde, e eu pretendo descobrir o que é isso. 


Praticamente duas horas se passaram, até que Jimin recebeu uma ligação de alguém que chamou-lhe para receber os resultados da autópsia. Seus olhos brilhavam de excitação durante o trajeto inteiro para o local que foi realizada a análise do corpo. Admito que parte desta emoção também está presente no meu corpo, apesar de nestas situações, nunca estive do lado certo da moeda. Senti que o homem iria aumentar a velocidade para chegar o mais rápido, o que provavelmente lhe traria consequências, e acho que por isso mesmo decidiu não executar isto. Quando chegamos no local, primeiramente vi uma mulher não muito alta de cabelos curtos e castanhos, está claramente grávida por causa do formato de sua barriga, possui algumas sardas no seu rosto bronzeado, parece frequentar muito a praia, veste um vestido lilás por baixo do seu jaleco branco. E a outra pessoa é um homem com pele escura como chocolate, seus cabelos médios são presos em um coque alto, é mais alto que eu, veste uma camisa verde e uma calça jeans por baixo do jaleco branco. 

A mulher está ainda analisando o corpo, procurando por mais detalhes, enquanto o homem olha fixamente para um microscópio. 

— Eureka! — diz em voz alta, se virando e percebendo a minha presença junta a de Jimin, sua voz é suave e não muito grave — finalmente encontrei a substância presente no corpo da vítima. 

— Então quando nos ligou ainda estava analisando algo? — o homem ao meu lado pergunta, de braços cruzados — tsc, tsc, Ethan... 

Por um momento seu tom era de desaprovação, porém se tornou uma risada não muito alta entre os dois, enquanto eu e a mulher ficamos calados. 

— Jimin, vemos que está de bom humor — ela diz, rindo um pouco enquanto tira suas luvas e jogando-as fora imediatamente — quem é seu novo amigo? 

— Jungkook — respondo antes dele responder por mim — meu nome é Jungkook. 

— Prazer em conhecê-lo, Jungkook — ela se aproxima, estendendo sua mão para me cumprimentar, e é o que eu faço — sou Nicole, cientista forense, enquanto o Ethan estuda as substâncias nos corpos. 

— E a que eu achei é surpreendente — comenta, pegando a lâmina com tal conteúdo — ela pode paralisar a vítima, mas ainda lhe deixa consciente e sentindo tudo que acontece ao seu corpo. 

Neste momento, sinto um arrepio na espinha e começo a transpirar mais do que antes, sinto meu coração batendo muito rápido, me deixando desesperado. 

— Esta substância era usada por um assassino em série que agora não lembro qual é — alisa uma barba imaginária, tentando se lembrar de algo. 

— O assassino do cemitério, não? — ela pergunta, pensando se está certa ou não — sinto pena daquela garota que sobreviveu, apesar de estar viva. 

— Esse mesmo, um suspeito foi preso, porém ainda haverá o julgamento — agora quem diz é Jimin, indo em direção ao corpo — como será que ela está atualmente? 

— Provavelmente com outra identidade — fala a de cabelos curtos — voltando a autópsia, o corpo estava com diversas agulhas na barriga, ou seja, o assassino estava torturando a vítima, a asfixia foi desesperada, mas foi bem sucedida apesar disso. 

— Ela... Lutou contra? — pergunto, com um pouco de timidez. 

— Não, e tem duas opções, ela pode ter aceitado o destino, ou quem a assassinou era bem mais forte que ela — responde, pegando uma caneta no bolso e colocando-a entre os dentes — já possuem alguma pista? 

— Somente que ele era alto — falo antes de que Jimin reclame da pista — achou alguma coisa que ajuda na formação do perfil dele? 

— Infelizmente não, ele foi muito atencioso em relação a esse detalhe — relata, tirando o objeto de sua boca por um momento, vai até uma mesa com alguns objetos, pegando um papel e trazendo para mim — mas encontrei isso. 

Pego o papel, que está escrito "Aenorel Oney", é um anagrama que parece tão familiar, não parece ter um sistema específico. Respiro fundo, colocando minha mão sob meu queixo. 

Se a substância era a mesma do Assassino do Cemitério, e sua única vítima que saiu viva foi Eleanor Yeon... 

— Eleanor Yeon! — praticamente grito, o que na verdade é um pensamento alto. 

— Jungkook? — o homem mais longe parece assustado, e ao olhar para o Park e para Nicole, é o mesmo olhar — passamos minutos analisando isso, e você simplesmente resolve em menos de um minuto.

— Não é nada demais, eu não sou um gênio — rebato, não era tão difícil assim. 

— Isso foi... Impressionante — o homem ao meu lado arqueia a sobrancelha direita, um pouco intrigado. 

— Não foi — insisto — este caso está claramente relacionado com o Assassino do Cemitério, o que é impossível, já que ele está preso... 

— Talvez não seja ele — Ethan fala, discutindo comigo — afinal, não tinham provas muito concretas, já que não acharam nenhum dna de alguma vítima em seu corpo. 

— Então acha que Eleanor estava mentindo sobre ele ser o assassino? — pergunto, um pouco irritado com isto. 

— Não, somente disse uma possibilidade — sua voz continua calma — há diversas possibilidades. 

— Verdade, não podemos ter uma resposta definitiva, precisamos estudar as chances.

Meu celular começa a tocar, e rapidamente peguei ele em minhas mãos, vendo que é um dos funcionários que trabalha na minha loja, assim atendendo.

— Senhor, eu acho que tenho uma pista do assassino — sua voz está trêmula e está nervoso.



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