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História Hemorragia - Capítulo 1


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Notas do Autor


Ooi, tudo bem?
Sou nova por aqui, já aviso que não sei mexer em nada!.
Gostaria de avisar também que todos os capítulos terão música tema. Algumas que combinam com a história e outras que me inspiram a escrever.
A Sasha Sloan ainda vai aparecer uma ou duas vezes por aqui, não esttanhem.
Boa leitura. 💜

Capítulo 1 - Mais velha.


     Older

- Sasha Sloan.

“Eu costumava fechar minha porta

enquanto minha mãe gritava na cozinha

Eu aumentava a música, ficava chapada

e tentava não ouvir

A cada pequena briga,

porque nenhum dos dois estava certo”

O vento gélido varria as ruas naquela manhã fria, porém e ensolarada de Paris. O outono estava em seu auge, pintando a cidade com tons alaranjados por todo lugar. Apesar do tempo frio, as ruas se encontravam muito movimentadas como qualquer outro dia normal.

Em um dos diversos edifícios da cidade, os saltos baixos e finos da mulher esbelta ecoavam pelos corredores vazios até a saída do estabelecimento. Suas roupas leves se encaixavam perfeitamente em seu corpo; uma calça jeans preta, blusa branca com mangas até os cotovelos e um sobretudo marrom. Seus cabelos azuis estavam soltos e caiam sob suas costas graciosamente. A mestiça sempre fora dona de uma elegância natural, não era atoa que muitos homens tinham olhares para ela, mas apenas um deles ganhava sua atenção.

Pois é, ganhava.

Quando passou pelas portas do prédio onde estava, Marinette sentiu a brisa fria em contato com o seu rosto, nada era mais agradável di que a estação das folhas, na opinião da mestiça. Geralmente, mulheres da sua idade preferem estações como primavera ou verão, mas os gostos da azulada eram um tanto peculiares. Aquela estação em especial significava um momento de transformação, de libertação.

Era assim que ela se sentia no momento; livre.

Direcionou seus grandes olhos azuis para o estabelecimento que acabara de sair e suspirou aliviada. “ Departamento de Advocacia de Paris” estava escrito em grandes letras douradas e requintadas bem acima das portas de onde acabara de sair.

Lembrou-se do dia em que ela e Luka entravam por aquelas portas radiantes a poucos anos atrás. Nunca passou pela sua cabeça que quatro anos depois ela passaria por elas mais feliz ainda por estar oficialmente divorciada.

“Eu jurei que nunca seria como eles

Mas eu era apenas uma criança

naquela época”

Sua felucidade era tão grande que nem se abalou ao lembrar do longo dia que ainda teria.

Suspirou levemente antes de entrar em seu carro vermelho que estava estacionado perto do prédio onde estava.

Agora só faltava cumprir longas doze horas em um plantão no hospital onde trabalhava.

[...]

- Você não está pensando em me deixar com essa menina o dia inteiro, não é? – a japonesa indagou incrédula com o pedido do marido.

- Essa menina também é sua filha, Kagami. – o homem suspirou cansado, passando as mãos impacientemente pelos seus fios loiros.

- Nós dois sabemos que Margo não é minha filha, muito menos sua, Adrien. – a mulher debochou, sentando-se em uma poltrona de luxo da grande sala onde estavam.

“Quanto mais velha eu fico, mais eu vejo

Meus pais não são heróis, eles são como eu

Amar é difícil, nem sempre funciona

Você apenas tenta o seu melhor para não se machucar

Eu costumava ficar brava, mas agora eu sei

Às vezes é melhor deixar alguém ir

Eu apenas não tinha percebido isso ainda

Quanto mais velha fico.”

- Nunca mais diga isso. – Adrien assumiu uma postura séria, tentando não perder o controle com a esposa. – Muito menos perto da Margo.

- Ela sabe o quanto eu não a suporto. Se dependesse de mim, ela nem estaria aqui. – Kagami lançou um olhar desafiador para o marido, inclinando-se levemente na poltrona. – Se eu soubesse que você planejava adotar uma criança sem me contar nada...

- Papai, o senhor já vai trabalhar? – uma menina de cabelos castanhos e encaracolados entrou na sala, interrompendo a mulher, que revirou os olhos para a criança.

Adrien suspirou e escondeu a raiva que o consumia no momento para poder dar atenção a sua filha.

- Já sim, petit. Mas não se preocupe, sua mãe ficará com você hoje, já que sua babá não poderá vir. – sorriu pequeno,se abaixando na altura da filha.

- Eu não posso ir com você igual a última vez? – perguntou com os olhos azuis já marejados.

-Infelizmente não, princesa. Tenho uma reunião importante hoje. – falou com ciidado, passando a mão em uma das bochechas rosadas da menor .

- Mas ela não gosta de mim. – sussurrou com medo da mulher dragão - apelido que ela secretamente deu à Kagami- ouvir.

- Claro que gosta, filha. – o mais velho tentou acalmá-la. – Além disso, será tão rápido que nem vai perceber. Quando eu chegar, prometo que veremos o filme que quiser.

- Promete? – Margo perguntou com um brilho nos olhos, fazendo o loiro repuxar os lábios em um sorriso.

- Eu prometo.

Antes de sair pela porta de sua casa, Adrien deu um forte abraço na filha e fuzilou a esposa, que apenas deu de ombros e o ignorou.

Devem estar se perguntando que tipo de casamento Adrien e Kagami tinham. Na verdade, o “casamento" não passa de um acordo entre a mãe de Kagami e Gabriel Agreste. Tal acordo havia sido feito com o único objetivo de promover a coleção inspirada na cultura asiática da marca Agreste.

A única parte boa disso tudo – se é que se pode considerar algo bom nesse cenário, foi que aquela coleção asiática alavancou a carreira tanto de Gabriel, quanto de Adrien, que hoje era o dono da empresa.

Esse nunca fora o sonho do jovem Agreste mas foi simplesmente forçado a assumir tal posto há três anos.

- Bom dia, Adrien. – seu melhor amigo de sempre lhe saudou assim que entrou no escritório.

- Oi, Nino. – o loiro falou se jogando na cadeira giratória que ficava atrás de uma grande mesa de vidro.

- Que cara é essa? Brigou com a Miss simpatia de novo?

- Já virou rotina, cara.

- Provavelmente por causa da Margo novamente, certo? – o moreno se sentou na cadeira à frente do amigo.

- Eu pensei que depois de um tempo ela ia aceitar e acolher a Margo, mas pelo visto, estava enganado. – Adrien suspirou e estirou as costas no encosto da cadeira.

- Eu avisei que ela não mudaria de ideia. – Nino deu um pequeno sorriso, tentando reconfortar o outro. – Mas não estou aqui para falar da sua esposa azeda, e sim da minha incrível namorada.

- Alya? O que tem ela? – Adrien se ajeitou na cadeira, interessado na nova pauta da conversa.

- Bem, como você já sabe , esse final de semana é o aniversário dela. Ela quer fazer uma reunião entre amigos e me pediu pata chamar você.

- Eu? – o loiro franziu o cenho. Ele e Alya se conheciam desde que ela e Nino começaram a namorar, mas já fazia quase três meses que não se falavam, já que ambos são muito ocupados.

- Sim! Ela está com saudade de você e da Margo. - - Nino comentou e se levantou. – será na casa dela, no sábado. Ela vai mandar o horário pra você assim que der.

- Estarei esperando. Margo vai amar a notícia, ela adora Alya.

- Todos adoram ela. – o moreno comentou com um sorriso bobo no rosto. – Agora tenho que ir, meu departamento me aguarda.

Os dois fizeram um toque broxante que inventaram quando ainda eram adolescentes e Nino deixou a sala.

[...]

Já passava das onze da noite das onze da noite quando Marinette descia do carro e andava em busca de algum tast food para comorar algo para jantar depois de mais um longo dia de trabalho. A mestiça amava cozinhar, mas lhe faltava tempo para fazê-lo.

Lembrava de quando seus pais a ensinavam os grandes dotes culinários da família Dupain-Cheng. Se eles soubessem que ela comia em fast food pelo menos três vezes por semana, com certeza dariam uma enorme bronca nela.

Riu com esses pensamentos e acabou esbarrando em alguém de tão perdida em suas lembranças .

- Me descul... – a mestiça se apressou em dizer até parar no meio da frase quando viu que havia tombado com uma criança de aproximadamente cinco anos de idade. – Olá, pequena. Está perdida? – se apressou em ajudar a menina que acabou caindo sentada no chão.

- Não. – a menina respondeu baixinho, aceitandp a ajuda da mais velha para levantar.

- Onde estão seus pais? – Marinette se ajoelhou na altura da menina a fim de manter mais contato visual com ela, que mantinha a cabeça baixa.

- Devem estar em casa. – respondeu ainda cabisbaixa.

- E por que não está com eles? – a azulada perguntou receosa, temendo a resposta que viria da menina. – Porque eu fugi de casa. – a criança levantou o rosto, revelando os olhos tão azuis quanto os da mestiça, cheios de lágrimas.

“Eu costumava me perguntar por quê,

porque eles nunca conseguiam ser felizes?

Eu costumava fechar os olhos e rezar

por uma outra família inteira

Onde tudo estaria bem,

uma que se parecesse com a minha.”

Matinette ficou estática. Não sabia o que fazer ou o que dizer. Quais eram suas opções? Não podia levá-la a polícia agora pois provavelmente teria que passar a noite toda lá com a menina e amanhã ela teria que ir trabalhar maus cedo, ou podiam até a acusar de sequestro, mas também não poderia deixá-la sozinha a essa hora da noite nas ruas desertas de Paris.

- Tudo bem... – pensou por uns instantes e respirou fundo, colocando seus pensamentos em ordem. – Qual é o seu nome?

- Margo. – a menina limpou uma lágrima que escorria de seu rosto redondo.

- Margo... – Marinette sibilou e abriu um pequeno sorriso. – Está com fome? – a menina apenas assentiu envergonhada. – Venha, vou comprar algo para você e eu comermos.

Marinette se levantou e estendeu a mão para Matgo, que imediatamente a pegou. Juntas, elas caminharam até uma doceria de esquina que ainda estava aberta.

O local estava praticamente vazio, com apenas uma mesa ocupada e poucos funcionários no local. Uma música leve tocava no ambiente, mas não estava nos planos da azulada comer por ali.

Margo pediu um pedaço de torta de limão, sua favorita. Já Marinette optou pelo seu pedido de sempre; torta de morango. Depois de pedir para embalar as tortas juntamente com alguns croissants e macarrons para o café da manhã do dia seguinte, as duas saíram da doceria e caminharam até o carro de Marinette.

- Vou levar você à minha casa. Lá nós podemos descobrir onde você mora e levo você logo pela manhã, tudo bem?

A menina apenas assentiu hesitante e as duas entraram no carro, seguindo para o apartamento onde Marinette morava a pouco tempo.

Logo que entraram na residência da Dupain-Cheng, uma bola de pelos alaranjada veio em uma incrível velocidade para a perna da mais velha.

- Você tem uma gatinha? – Margo perguntou com os olhos brilhando em encantamento.

- Essa é Tikki, ganhei ela da minha melhor amiga um tempo atrás. – Marinette acariciou a cabeça da gata, que ronronou, aprovando o carinho da dona.

- Meu pai também tem um gato, ele é tão fofo, mas muito preguiçoso. – a menor sentou no chão e começou a brincar com a gata.

Marinette sorriu e foi colocar o que havia comprado na bancada da cozinha, pegou um suco na geladeira e colocou em dois copos para que saciassem a fome juntamente com as tortas.

Depois do “jantar" , Margo tomou um banho enquanto Marinette colocava as roupas dela para lavar e secar.

Quando as duas já estavam devidamente prontas para dormir, Margo continuava a brincar com Tikki no tapete do quarto de Marinette, enquanto esta encontrava-se sentada na cama com seu notbook nas pernas. Precisava descobrir onde a menina morava.

- Margo, qual o nome dos seus pais?- a mestiça perguntou, precisava começar sua busca por algum lugar.

- O nome do meu pai é Adrien e da minha mãe é Kagami.

- E o sobrenome? Você sabe?

- Agreste. – respondeu, ainda concentrada na gata, que estava de barriga para cima recebendo um carinho ni local.

Marinette não levou nem dois minutos e encontrou o que procurava.

Margo Cléri Agreste, filha adotiva de Adrien e Kagami Agreste, grandes influenciadores na moda não só de Paris, mas de toda a Europa.

Perfeito

Agora já sabia muito bem onde Margo morava. A Mansão Agreste não ficava muito longe do hospital onde trabalhava.

Quando terminou sua busca, Marinette se virou para dar a boa nova à Margo, mas se deparou com uma das cenas mais fofas que já viu em sua vida; Margo estava dormindo agarrada ä Tikki, que também ressonava acolhida entre os braços da criança.

Marinette sorriu e se levantou da cama, pegando a menor no colo cuidadosamente e, colocando-a em sua cama. Se deitou no outro lado com cuidado. Havia um quarto de hóspedes no apartamento de Marinette, mas Margo estava com medo de dormir sozinha, então sugeriu que as duas dormissem juntas.

A azulada passou a observar melhor a criança adormecida. Alguns cachos castanhos caiam sob a testa de Margo, fazendo um perfeito contraste com sua pele clara, suas grandes bochechas estavam amassadas pelos travesseiros, o que só aumentava a fofura da menor.

Foi com essa visão que Marinette adormeceu naquele dia.

“Eu jurei que nunca seria como eles

Mas eu era apenas uma criança

naquela época”

Às 7:15 da manhã, uma Marinette apressada colocava ração na tigela de Tikki, enquanto Margo terminava o café.

Ela estava atrasada. Deveria estar no hospital às 7:40 e ainda nem havia saído de casa.

Estava muito atrasada.

- Tudo bem, hora de ir. – Marinette disse pegando sua bolsa e jaleco que estavam em cima do sofá.

- E se eles brigarem comigo? – Margo perguntou com a voz baixa. Marinette parou no mesmo momento e se virou para ela.

- É claro que não vão brigar com você, pequena. Aposto que estão muito preocupados e irão ficar muito felizes em ver que você está bem. – tomou cuidado com as palavras para não assustar ainda mais a criança.

- Você acha?

- Eu tenho certeza. – a mestiça sorriu e foi acompanhada pela menor.

O caminho até a mansão Agreste foi tranquilo na medida do possível. Ultrapassando um sinal aqui e ali, Marinette conseguiu chegar bem rápido no destino desejado.

As duas desceram do carro e caminharam em direção a porta de entrada, que era imensa por sinal.

Marinette tocou a campainha e aguardou alguns segundos até um homem exasperado abrir a porta.

- Margo? Filha! Graças a Deus. – o homem se abaixou e agarrou a menina, apertando-a em seus braços.

Então esse deve ser o pai...

- Adrien? – uma mulher com traços japoneses também apareceu na porta. – Ah, ela voltou.

Marinette não deixou de notar a decepção na vos da mulher que deduziu ser a mãe de Margo. Se sentiu incomodada com a reação da mulher e acabou por pigarrear, chamando a atenção dod outros adultos.

- Quem é você? – Adrien perguntou com a voz séria, pegando a filha no colo.

- Aposto que foi ela quem pegou a nossa filha. – Kagami acusou.

- Como é que é? – Marinette perguntou indignada.

- Não! Ela não me pegou. Eu saí de casa e ela me ajudou! – Margo defendeu a azulada.

- Você pegou a minha filha? – Adrien quase afirmou com o tom firme.

- Escuta aqui, se não fosse por mim, sua filha estaria até agora vagando por essas ruas sozinha. Tudo por culpa de pais tão irresponsáveis que deixam uma criança como ela sair sozinha por aí. – a azulada se irritou com a acusação do casal. Ela não era de levar desaforo pra casa.

- Você realmente quer que nós acreditemos que você não tentou sequestrar a filha de um dos hommens mais ricos de Paris? – Kagami disse com um ar superior, o que só irritou ainda mais a mestiça.

- Se eu quisesse dinheiro, não estaria nesse momento entregando ela à vocês, querida. – rebateu. – Agora que ela está entregue, já posso ir.

- Tchau, tia Mari, obrigada. – Margo abriu um grande sorriso para a azulada, que quase se derreteu com a meiguice da menina.

- Tchau, petit. Foi um prazer conhecer você. – sorriu docemente antes de dar meia volta e se dirigir ao seu carro, deixando uma Kagami bufando de raiva e um Adrien estático na porta da mansão.

“Quanto mais velha eu fico, mais eu vejo

Meus pais não são heróis, eles são como eu

Amar é difícil, nem sempre funciona

Você apenas tenta o seu melhor para não se machucar

Eu costumava ficar brava, mas agora eu sei

Às vezes é melhor deixar alguém ir

Eu apenas não tinha percebido isso ainda

   Quanto mais velha fico.”


Notas Finais


Quem quiser sugerir música para os próximos capítulos, pode colocar aí nos comentários.
Espero que tenham gostado.
Bjs, até o próximo. 🍒


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