História Her - Capítulo 15


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 72
Palavras 2.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Capítulo XV - The Talk, Parte II


Não tem nada a ver com o assunto fo capítulo, mas eu escrevi esse cap escutando Expectations – Lauren Jauregui e amei a vibe que ficou.
PS: a letra não da música não tem absolutamente NADA A VER com o capítulo, mas a voz e o ritmo da música eu achei que combinou muito.
Mas é isso, boa leitura galeris 💖

——— ———

Agora será que dá para me falar e o que está acontecendo e o que diabos vocês não querem me contar?

Eles se entreolharam e respiraram fundo. Mary não discutiu dessa vez sobre me contar ou não com a minha madrinha. Ela olhou para baixo e depois para mim com um olhar triste.

— Bom eu... — Minha mãe parecia que tratava uma luta interna entre contar ou não.

— Bom eu... —  Minha mãe parecia que travava uma luta interna entre contar ou não.

— Sem enrolação, por favor.

— Você não é minha filha biológica. — Disparou de um vez, com os olhos fechados como se estivesse com medo.

Aquilo foi como um soco no meu estômago, não sei o que senti no momento, só sei que se eu estivesse em pé, tenho certeza que cairia em cima dessa mesinha de vidro igual uma fruta madura quando cai do pé. Eu não tive reação, abria e fechava a boca tentando falar algo, mas nada saía, era como se um nó bem grande apertasse todas as minhas cordas vocais, me impedindo de pronunciar qualquer palavra ou letra.

Se ela não era minha mãe, então quem era?

Como se ela tivesse lido minha mente, Ingrid respondeu:

— Eu sou sua mãe. — Falou baixo.

Agora sim, tudo fazia sentido na minha cabeça. A forma que me olhava, os abraços, a dor que eu via em seus olhos quando eu estava triste por alguma coisa. Eu não sei como explicar, mas eu sempre me recriminei por me sentir mais confortável no abraço da minha madrinha – agora, mãe – do que bom abraço de Mary. E agora sim, eu entendo tudo.

Fiquei imóvel por alguns minutos, sem conseguir falar, me mexer ou simplesmente desgrudar o meu olhar de um vaso de flores artificiais. Não sabia o que fazer, simplesmente não sabia.

— Fala alguma coisa. — Meu pai pediu, num tomo quase inaudível.

— Como? — Foi a única coisa que saiu da minha cabeça.

— Bem... Quando eu tinha vinte anos, eu namorava com o James. — James? Tenho certeza que a interrogação no meio da minha testa era enorme, pois ela logo apressou-se a dizer. — O irmão gêmeo de David. — Meu olhos quase saltaram de seu devido lugar, isso eu tenho certeza e meu olhar logo foi para meu pai.

— Não falamos dele para você antes porquê não tínhamos uma boa relação, então decidimos fazer de conta quele nunca existiu. — Explicou, ele.

— Continuando, ele era maravilhoso comigo, me dava flores, ficávamos grudados praticamente o dia inteiro, essas coisas de casal apaixonado. Decidimos morar juntos, mas não tínhamos absolutamente nada, nem trabalhávamos e seus pais e minha mãe não aprovavam nosso namoro, mas mesmo assim eu aceitei. — Meu revirar de olhos foi quase inevitável. Apesar de não ter revirado os olhos, minha expressão de repreensão foi difícil de conter. — Eu sei, fui idiota. Mas eu era loucamente apaixonada por ele e só pensava que eu passaria minha vida inteira com ele e que ele também queria isso, eu esquecia de todo o rosto. — Ela suspirou. — Enfim, um tempo depois que nós tivemos a grande ideia de morarmos juntos, finalmente conseguimos tal feito. Alugamos um apartamento de três cômodos que ficava perto do Granny's, era vinte dólares na época, o que para nós era ótimo, o dono do lugar viu nossa situação e acabou diminuindo um pouco o preço do aluguel, então lá fomos nós morarmos juntos, eu trabalhava de garçonete no Granny's e ele ajudava o Gepeto. Uns meses depois que começamos a morar juntos, deram início a algumas brigas bobas, o ciúmes excessivo dele contribuíam muito para todas. Apesar de toda as intrigas, ele era muito bom comigo, tanto que acabei engravidando de você. Quando eu descobri, já estava de dois meses, fiquei super feliz e achei que ele também ficaria. Iria fazer uma surpresa para ele, digna de filme clichê. — Respirou fundo. — Peguei uma caixinha e enchi de papel de seda e no meio desses papéis, coloquei um body amarelo escrito "Eu amo meu pai" e um teste de farmácia que eu tinha feito em cima da roupinha e deixei em cima da cama. — Sorriu fraco. — Quando ele chegou, eu levei ele toda empolgada para o quarto e entreguei a caixinha para ele, que tinha um sorriso lindo no rosto e quando viu o que tinha, o sorriso alargou mais ainda com várias lágrimas. — Uma lágrima solitária escorreu sobre sua bochecha enquanto ela contava tudo, pude perceber o quanto falar sobre isso doía para ela e até me senti mal por fazer ela tocar nesse assunto. — O abraço que ele me deu foi tão forte que eu quase fiquei sem ar. — Riu sem humor. — Me beijou diversas vezes o rosto e acabamos comemorando com um jantar maravilhoso. Estávamos super felizes com a minha gravidez, mas aí quando faltava apenas dois meses para você nascer, infelizmente ele sofreu um acidente. James ia atravessando a rua distraído e acabou sendo atingido por um carro em alta velocidade, o motorista estava embriagado e acabou que seu pai morreu na hora que seu corpo colidiu com o chão, por conta da batida ter sido forte, ele quebrou três costelas e uma dela acabou por perfurar seu pulmão. Morreu quando chegava no hospital. Pegaram o cara no dia seguinte,na fronteira da cidade, o carro estava batido na placa e o infeliz estava morto. — David chorava em silêncio, enquanto os soluços da minha mãe ou madrinha, ( ainda não sabia como chamá-la ) eram audíveis. Me levantei e peguei um copo d'água com açúcar para Ingrid se acalmar, ela agradeceu com um aceno de cabeça e tomou, voltando à falar em seguida. — Eles me ligaram do hospital avisando sobre a morte dele eu conversava com Mary. Ela avisou David e eles me acompanharam até lá, pois eu não tinha carro e estava em estado de choque. Quando cheguei lá, eu desabei à chorar. A ficha tinha caído, eu havia perdido o homem que eu amava, o pai da minha filha. — Respirou fundo tentando conter as lágrimas que teimavam em escorrer sob seu rosto. — Eu fiquei desolada, entrei em depressão, não podia mais trabalhar e não queria incomodar Mary e David na casa deles, então passei à morar na rua. Minha mãe não sabia da minha gravidez por ela morar em New York e por não querer mais saber de mim depois que resolvi desobedecê-la e mesmo assim ter ido morar com James. Quando minha bolsa havia estourado, eu percebi que você viria ao mundo, fui correndo para o hospital e bom, você nasceu. — Naquele momento, eu já me encontrava inquieta, andando de um lado para o outro. — Eu pedi para que chamassem seus pais para lá, eram os únicos que eu sabia que poderiam fazer algo por você, já que eu não podia fazer absolutamente nada, era só mais uma que morava num beco qualquer. Então eu pedi para que cuidassem de você, lembro-me que eles não conseguiam te um filho, por David ser estéreo, resolvi fazer algo de bom para eles que tanto me ajudaram. — Sorriu de canto, apertando a mão de Mary que estava ao seu lado. — Eu não tinha condições de criar você, estaria exposta à muitas bactérias e eu não queria que minha primeira filha morresse e bom, eles aceitaram de bom grado. Quando você completou três semanas, que foi o tempo que eu ficamos no hospital, por ter vivido dois meses na rua e estarmos abaixo do peso, eu te entreguei para eles. E de alguma forma, meu pai que já havia se separado da minha mãe, descobriu tudo o que estava acontecendo comigo, ele me levou para sua casa em New Jersey, me pagou um curso de direito e após quatro anos, entrei numa faculdade para fazer o bacharel  e, por ter vários cursos lá, eu voltei à ver Cora, que tinha saído de Storybrooke antes de toda aquela bagunça acontecer, e retomamos toda a nossa amizade que tínhamos no colegial. Contei tudo o que tinha acontecido no tempo em que ela ficou fora e ela me deu seu total apoio, ela havia começado seu terceiro ano de administração e eu só estava no primeiro semestre, para ser advogada. Quando eu concluía a faculdade, Cora já tinha voltado para cá e eu resolvi vir também. Ao chegar aqui, eu te vi pela primeira vez, você só tinha sete anos e apresentaram-me à você como sua madrinha, cheguei na casa da Mills e chorei, desabafando para ela. Me sentia mal por saber que não poderia contar para você que eu era sua mãe.

Fiquei em silêncio por um bom tempo, digerindo tudo o que eu tinha escutado. Minhas mãos suavam em sinal de nervosismo, apenas as limpei rapidamente e suspirei, não sabia o que fazer ou o que dizer para os três.

— Fala alguma coisa. — Minha madrinha/mãe implorou, ainda chorando.

— Eu.. Desculpa eu não sei o que dizer, eu posso pensar sobre isso? É muita informação para digerir. — Eles as sentiram com a cabeça e saíram da minha casa.

Ao ver eles saírem um à um pela porta, apenas me sentei no canto da sala, sentindo lágrimas grossas escorrerem sob minha face.

Me sentia perdida, confusa e completamente sem direção. Eu liguei para Regina e pedi para que ela viesse aqui. Eu precisa da companhia dela.

A morena sempre me dava a luz no meu momento mais sombrio. Poderia até dizer que era minha luz no fim do túnel. Sempre me sentiria bem na presença dela, era algo inexplicável.

Poucos minutos depois a porta foi aberta e uma Regina preocupada apareceu e assim que me viu, fechou-a e correu até mim, se abaixando ao meu lado e me abraçando contra seu peito. Acho que meu tom choroso na ligação contribuiu para aquela reação dela ao chegar em minha casa.

— Ei meu bem, fica calma. — Sussurrou acariciando meus cabelos. — Tudo vai ficar bem, eu estou aqui contigo.

Apertei sua camisa me afundando mais em seu abraço.

Tudo o que eu sentia se resumia à raiva, confusão, angústia. Sabe quando você sente como se toda a sua vida foi uma mentira? Como se você não soubesse quem você é? Quem você achava que era não é mais quem você é? Era exatamente tudo isso que se passava em minha cabeça.

Podendo sentir o cheiro de Regina, eu pude me acalmar depois de um bom tempo chorando e ouvindo suas palavras de conforto sussurradas.

Após parar de chorar, ela se afastou um pouco e olhou em meus olhos, limpando os resquícios de lágrimas em meu rosto. Beijou minha testa e sorriu sem mostrar os dentes.

— Agora que tal nos levantarmos daqui, tomarmos um banho e quem sabe, se você estiver tudo bem para você, me contar o que aconteceu, hum? — Acenei com a cabeça e ela se levantou, segurou em minhas mãos e me ajudou a me levantar.

Subimos escada acima e, ao chegar no quarto, ela fechou a porta e tirou minhas roupas devagar, se desfazendo das suas também. Fomos para o banheiro e entramos no box, sentindo a água quente escorrer por minha pele.

Ali naquele banheiro, em meio à todos aqueles problemas e aquela água quente, Regina estava comigo, cuidando de mim. Ensaboava minhas costas e acariciava-me a pele em todo o processo. Em todos aqueles atos, não havia malícia alguma, era apenas carinho. Aquecia meu coração saber que poderia contar com ela nos bons e maus momentos. Me virei de frente para ela e demos um simples selinho demorado, que após nos separarmos, fui recebida com um sorriso lindo.

Abracei-me à ela e ali ficamos um tempo, abraçadas. Poderia dizer que ficamos quase uma hora ali, aproveitando da presença uma da outra. Todo aquele caos que antes reinava em minha mente foi substituído por paz, uma paz que só Regina me dava, sendo nos momentos mais íntimos ao mais bobos. Eu me sentia bem ao seu lado, um sentimento inigualável de que em meio à tempestade, ela era meu raio de sol, minha esperança, meu tudo.

Apesar do pouco tempo que estamos juntas, eu não me imagino sem Regina Mills ao meu lado, sem poder tocá-la, abraçá-la, beijá-la. Só de pensar meu coração se apertava, era horrível a sensação de vazio ao imaginar minha vida sem ela.

Saímos do chuveiro e nos secamos. Vestimos uma roupa leve e nos deitamos. Me aconcheguei em seu peito e ela me apertou mais contra si.

— Ei. — Me chamou baixo, parecia só conferir se eu estava acordada. Apenas respondi com  "hum?". — Você quer me contar o que aconteceu?

— Bom, meus pais na verdade são meus tios, meu pai biológico, que por sinal é irmão gêmeo do meu tio/pai morreu e Ingrid é minha mãe, que resolveu me dar para meus tios/pais por não ter condição de me criar e por eles não poderem ter filhos, já que meu pai adotivo é estéreo. — Falei num fôlego só. — Regina ficou em silêncio. — Muita informação né? Eu sei.

— Uau... Que confusão. — Riu fraco, sem humor.

— Pois é, essa parece ser minha família e eu não sei o que fazer.

— Eu sei que não deve ser fácil ouvir tudo isso das pessoas que você mais confia, mas você precisa ficar calma, respirar fundo e relaxar.

— Tem razão. — Respirei fundo, fechando os olhos.

— Você já sabe os motivos de tudo isso acontecer né? — Confirmei com "uhum". — Então você devia perdoá-los, apenas tinham medo de você acabar ficando com raiva deles, ou até decidir morar com a Ingrid, entenda o lado deles, meu amor.

— Eu entendo eu só preciso pensar um pouco e... — Depois que eu me toquei do que ela me chamou, eu me afastei dela e olhei em seus olhos. — Espera, você me chamou de 'meu amor'? — Perguntei.

— Sim, porque é isso que você é, meu amor. — Sorrimos uma para outra e trocamod um selinho.

— Obrigada por tudo, por ter ficar comigo quando eu mais precisava. — Agradeci, olhando em seus olhos. — Você é maravilhosa, Gina.

— Eu que te agradeço, você me deu um filho maravilhoso, uma perspectiva melhor de mim mesma quando eu mais me sentia para baixo. — Suspirou — Tem uma coisa que eu preciso te falar e que está à muito tempo entalado em minha garganta.

Me sentei na cama, de frente para ela, que espelhou meu ato. — Pode falar.

— Eu te amo. — Sorriu e posso dizer que meu sorriso foi de orelha à orelha.

— Eu também te amo, meu amor. — Nos abraçamos e, logo depois nos beijamos.

Quando os nossos lábios se encontraram, pude sentir uma onda de choque irradiar por todo meu corpo e logo uma brisa suave passear pela quarto, fazendo-me separar de Regina, que me olhava com as sobrancelhas franzidas.

— Emma?

— Regina?

——— ———

Eitaaa, oq seis acham que aconteceu?

Sim gente, clichêzinho envolvendo os Charmings, mas isso já era de se esperar.

Sorry pela demora, mas eu tava completamente sem idéias doq escrever. Mas hj parece que uma luz divina iluminou my head e deu certo. Capítulo pequeno, eu sei não me matem.

Mas é isso, espero que tenham gostado. BJ da tia Mal hehe 💕



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