História Her Eyes - Capítulo 15


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Cameron Dallas, Magcon, Nash Grier
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Palavras 5.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lírica, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - I love you


Fanfic / Fanfiction Her Eyes - Capítulo 15 - I love you


Mia's POV
Não pensei duas vezes e saí correndo pra dentro da casa, me escondendo no meio das pessoas que dançavam na pista. Fui até a cozinha e achei uma tequila. Procurei alguns copos de shot e logo os enfileirei. Vi Hailee pegando uma cerveja e a puxei pra virá-los junto comigo.
-Ai meu deus, amiga, você já tá empolgada assim? - ela perguntou, rindo e servindo o último copo. 
Cada uma de nós pegou um e viramos.
-O Shawn está aqui. - falei de vez, virando mais um, junto com ela, que engasgou.
-O quê? - virei mais um shot, enquanto ela me olhava, estática.
-Ele tá na nossa rodinha, eu cheguei com o Nash e gelei. - virei mais um - Ele levantou de vez, a gente se olhou, meio que falou um com o outro e todo mundo ficou nos encarando, Nash não entendeu nada.
Virei mais dois shots.
-E o que rolou depois? - ela voltou à virar junto comigo.
-Eu saí correndo e vim pra cá. 
-Mia, você é doida? - ela riu, meio nervosa - Você precisa conversar com o Nash. Urgentemente.
-Eu sei. Mas como eu vou fazer isso sem que ele queira espancar o Shawn?
-Eu não faço ideia, mas você precisa descobrir e logo. 
Terminamos as 10 doses e fomos dar uma volta. A bebida logo me acalmou e decidi procurar o Nash. Voltei ao lugar onde o pessoal estava e ele estava conversando com o Aaron, enquanto Shawn tocava junto com Mahogany e Nate. Andei até Nash, me sentando ao lado dele, que logo se levantou e me puxou pra mais longe.
-O que foi aquilo? - ele me olhava sério, mas paciente.
-Você conhece o Shawn? 
-Não, o pessoal me disse que ele é um amigo de quando vocês eram guris e eu ainda morava com meu pai... Eu me lembro vagamente dele, no meu primeiro ano aqui, mas acho que ele foi embora depois, ou algo assim... - explicou rápido.
-Os meninos só te disseram isso? - perguntei, já preocupada.
-Sim... Mas todo mundo tava meio estranho, que nem você. 
-Nash... A gente precisa conversar sobre o
Inesperadamente fui interrompida e me praguejei de mil nomes por não ter ficado de frente pra o pessoal.
-Mia, quanto tempo, hein? - Shawn disse, me abraçando apertado e não consegui não devolver - E você deve ser o Nash...
-Sim, sou eu. - ele riu fraco e me olhou, pedindo uma explicação mas o olhei de volta, estava perdida na mesma medida.
-Nash, você se importa se eu roubar a Mia, rapidinho? - meu corpo inteiro travou e já podia sentir minha respiração acelerando.
-Não, tá tranquilo. - ele sorriu de lado, me olhando como quem dizia que aquela conversa ainda não tinha terminado - Vou ficar te esperando ali, ok?
-Aham, eu volto logo. - ele me puxou pela cintura, me dando um selinho e, por mais que eu saiba como ele tem costume de fazer isso, ele queria marcar território.
-Oi. - Shawn disse baixo, claramente tão sem graça quanto eu. 
-Oi. - ri nasalado e ele me acompanhou.
Olhamos ao redor e todos os nossos amigos nos encaravam, como quem esperavam pra ver  ver no que aquilo tudo ia dar.
-Você não quer conversar em algum lugar mais reservado? - perguntou.
-Claro, esses fofoqueiros não vão tirar o olho de nós enquanto estivermos aqui. 
-Vamos, então - riu baixo e o acompanhei.
Fomos até o deck e descemos pra praia, que tinha uma quantidade menor de pessoas, tocando violão e conversando. Pegamos uma das esteiras que estavam empilhadas e nos sentamos mais afastados.
-Mia, desculpa começar falando isso, mas você não faz ideia de como eu senti a saudades. -ele me puxou pra um abraço inesperado e o abracei de volta, sentindo a mesma coisa.
-Eu também senti muito a sua falta.
Ficamos abraçados daquele jeito por mais uns 5 minutos, até que nos olhamos e começamos à rir da nossa idiotice.
-Não sabia que você tava de volta... - comentei, olhando pra ele.
-Eu quis fazer uma surpresa... - sorriu e eu retribuí -  Eu só não sabia que era eu quem seria surpreendido... - falou, se referindo ao Nash.
-Eu sei... -olhei pra baixo e percebi como é irônico que me sinta tão à vontade com ele.
-Como aconteceu?
-As coisas foram rolando... - ri baixo ao perceber como tudo mudou desde a última vez em que o vi - Quando dei por mim, já estava apaixonada por ele.
-Você ama mesmo ele? - me olhou nos olhos, pedindo uma resposta sincera, ao mesmo tempo que queria a resposta que ele desejava.
-Sim...  - olhei com cumplicidade pra ele, que voltou à olhar pra baixo.
Ficamos algum tempo em silêncio, olhando um pro outro, olhando pro mar. Comecei á perceber como ele havia mudado, fisicamente falando. Estava mais alto e mais forte, além disso, tinha algumas tatuagens que não tinha antes, além da minha. Cada vez mais eu me perguntava como ia contar isso à Nash.
-Ele sabe? - perguntou, me olhando e fazendo com que eu fizesse o mesmo - Digo, sobre mim? Ele pareceu bem perdido mais cedo...
-Não. - suspirei e me sentei de frente pra ele - Quando você chegou eu estava tentando contar pra ele...
-Como você acha que ele vai reagir? - me imitou, se virando de frente pra mim.
-Mal. - rimos fraco - Sugiro que você suma pela próxima semana, afim de evitar mortes - brinquei.
-Ah, qual é, ele pode até ser seu namorado e essa coisa toda, mas eu exijo pelo menos meu lugar entre os melhores amigos de volta. - rimos juntos e eu vi como havia sentido falta de conversar com ele.
-Claro, Shawn.. - falei, pegando na mão dele e lhe dando um sorriso - Independente de qualquer coisa, vamos ser sempre amigos... A gente prometeu, lembra?
-Claro que lembro. - riu nasalado, provavelmente lembrando de como eramos idiotas naquela época - Amigos, então... Tenho que me acostumar com isso, de novo.
-Eu sei que eu sou irresistível, - brinquei, já rindo com ele - mas você se acostuma, Mendes.
-Justo. - começamos à nos levantar e fomos colocar a esteira no lugar - Eu juro que vou tentar ser MENOS lindo, pra ver se você consegue manter suas mãos longe de mim, mas não prometo nada...
-Senti saudade disso. - falei, sincera, lhe dando um último abraço antes de subirmos.
-Eu também, Mimi... - ele devolveu, beijando o topo da minha cabeça - Mais do que você imagina.
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Subimos de volta pra festa, que já estava ficando mais calma, ainda tinham algumas pessoas, mas todos estavam em seus grupinhos, conversando e a agitação já era bem menor. Voltamos para o nosso grupinho e ninguém fez nem questão de disfarçar quando nós chegamos juntos; todos nos encararam, esperando um resultado.
Olhei pra Shawn, que me olhou de volta, na mesma hora e começamos à rir da cara deles. Eles nos olharam como quem não entendiam nada e ele foi se sentar perto de LOX e Nate novamente, enquanto eu fui falar com Nash, que estava na mesa ao lado, com Matt, Johnson e Cameron - eles aparentemente se acertaram. 
Tapei seus olhos por trás e logo ele abriu um sorriso, levando as mãos à minha cintura e deu uma fungada em meu vestido. 
-Você ainda acha que eu vou perder esse jogo? - riu - Desiste.
-Assim não vale, Nash. - ri também, sentando em seu colo - Não tem nem graça brincar com você.
-O que eu posso fazer, meu quarto inteiro tem seu cheiro, seria estranho se eu não soubesse reconhecer ele. 
Dei um beijo nele, rindo, até que ouvi o som de alguém pigarreando e olhei sem graça pra Cam, meio que pedindo desculpa.
-Você quer conversar agora? - perguntei baixinho, me virando pra ele de novo.
-Aham, vamos... - falou, se levantando e me puxando pela mão - Você não quer ir logo lá pra cima? A gente aproveita e já fica direto pra dormir - me olhou, sacana e sorri pra ele.
-Claro... - nos abraçamos de lado - Vamos dar tchau ao pessoal.
Falamos com -quase- todo mundo e subimos pro quarto dele. 
-Nash, ajuda com o zíper do meu vestido? - me aproximei dele, virando de costas e afastando o cabelo das mesmas.
-Claro, vem cá. 
Ele me pegou pela cintura e me puxou pra mais perto, abrindo meu zíper devagar, enquanto beijava minhas costas nuas. Mordi o lábio, mas logo lembrei de me conter, queria ter essa conversa com ele o quanto antes. Me virei de frente, interrompendo a diversão dele, que me olhou confuso.
-A gente precisa conversar, lembra? - enrolei os braços ao redor de seu pescoço e ele e sentou na cama, terminando de tirar meu vestido e, dessa vez, beijando minha clavícula e meus peitos.
-Eu não quero conversar agora. - riu, sacana e continuou, já me fazendo arfar.
-Nash, a gente precisa... - falei, já manhosa e ele me olhou, sério por um instante.
Ele me pegou pela cintura, me jogando de vez na cama. Tirou sua camisa e deitou em cima de mim, roçando sua calça contra minha calcinha e dizendo em meu ouvido
-Você realmente prefere conversar do que isso? - me deu um chupão - Por que eu, não.
O puxei pra um beijo, finalmente me rendendo e ele sorriu pra mim, já passando os dedos pra dentro de minha calcinha.
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Acordei com uma luz forte em meu rosto e entendi que estava amanhecendo. Olhei pra cima/lado e Nash me olhava, quieto. Ele sorriu ao perceber que tinha acordado e logo me puxou pra um beijo. 
-Bom dia, meu amor. - sorriu pra mim, respondi.
-Bom dia, meu bem. 
Me espreguicei em seus braços e ele começou à brincar de fazer cócegas em mim, fazendo com que eu fosse parar meio deitada em cima dele. Depois que consegui me livrar do atentado de Nash, me enrolei em um dos lençóis e nos sentamos frente à frente.
-Vamos tomar um banho? - perguntou.
-Vamos.
Entrei no chuveiro e liguei a água quente, molhando todo o meu corpo. Logo em seguida, Nash entrou, fazendo gracinhas. Depois de 30 minutos, tentando nos concentrar pra tomarmos banho e não transarmos, saímos do chuveiro. Coloquei um blusão dele e escapuli pra o meu quarto, pegando uma muda de roupa e um biquíni, voltando pra Nash logo em seguida. 
Coloquei um short jeans claro com uma blusa branca de alcinhas. Por baixo, usava um biquíni cobreado. Arrumei meu cabelo num coque -bagunçado- e sentei na cama, mexendo no celular enquanto Nash terminava de se vestir. Em seguida, o mesmo deitou de frente pra mim.
-Amor, o que eu tava tentando te dizer ontem era que - comecei à falar, mas ele não me deixou completar.
-Olha, eu sei que rolou alguma coisa pra ter tido aquela cena lá embaixo... - falou sério, se sentando também e pegando minhas mãos - Mas, sinceramente, eu não quero saber. Só uma coisa me interessa: é passado, pra você?
-Sim, claro que sim. - falei, olhando em seus olhos.
-Então, por mim, tudo bem. - me deu um selinho, me deixando estática com o que ele havia acabado de dizer - O que aconteceu, aconteceu, eu acho melhor deixar pra lá, por que, se eu souber, vou ficar me torturando com isso.
Levantamos da cama e organizei uma bolsa com canga, dinheiro, óculos de sol e protetor. Antes de sairmos, ele me puxou pra um último beijo, apertando minha bunda e me arrancando um sorriso.
-Eu amo você. - falou, fazendo minhas pernas tremerem.
-Eu amo você. - segurei seu rosto entre minhas mãos e lhe dei mais um beijo.
Descemos e todos estavam tomando café, não sei quem tinha conseguido fazer toda essa comida, mas eu tenho pena da pessoa. A bancada da cozinha estava cheia de panquecas, waffles, ovos mexidos, sucos diferentes, bacon e sanduíches. Peguei um prato no escorredor e coloquei algumas panquecas e um sanduíche. 
Me sentei ao lado de Mahogany na balostrada do deck.
-O Nash te deixou com fome, hein? - brincou, rindo e dando uma mordida em sua torrada.
-Nem me fale, eu vou parar de fazer outros esportes se não fico anêmica. - rimos.
-Amiga, eu queria falar com você sobre o Shawn... - ela falou, um pouco mas baixo e se aproximando de mim.
-O que foi? - perguntei, já tensa.
-É que eu tava conversando com ele ontem, né... Depois da conversa de vocês e tal. - deu um gole no suco e eu fiz o mesmo - E eu fiquei MORRENDO de pena dele, Mia...
-Ué, por que? - enfiei mais um pedaço de panqueca na boca.
-Por que tá na cara que o pobre coitado continua louco por você! - falou, também de boca cheia, o que devia deixar a cena engraçada pra quem visse de fora.
-Lox, eu e ele terminamos antes de ele viajar. - engoli, finalmente esvaziando a boca - Nós dois sabíamos que tinha chance de isso acontecer quando ele foi pra lá! 
-Eu sei, mas ele realmente teve esperanças na promessa que vocês fizeram. - falou, voltando a comer.
-O que prometemos é que a gente nunca ia parar de se amar e, realmente não paramos! - mordi meu sanduíche.
-Como assim não pararam? Ele eu sei que não mas você tá com o Nash!
-Meu deus, Mahogany, você é muito lesa, viu... - dei um tapa em sua testa e ela me olhou indignada - Eu ainda amo ele, mas como meu amigo.. Eu e o Shawn vivemos muitas coisas juntos e isso é inegável. Foi com ele que eu vivi vários dos momentos mais importantes da minha vida e, pelo menos metade deles, só como amigos!
-Eu sei, eu sei... - revirou os olhos - Só que você também tem que lembrar que, quando você não começa a gostar de outra pessoa, voltar atrás com esse sentimento não é nada fácil... Ainda mais com vocês sendo tão próximos e dependendo tanto um do outro.
-Você tem razão... - terminei minha última panqueca - Eu tô tentando ser o mais compreensiva o possível com ele, por que, afinal de contas, ele ainda é um dos meus melhores amigos. Mas isso não quer dizer que eu vá voltar com ele...
-Ok, justo. - levantou os braços em rendição - Mas fala pra o Nash, que caso ele faça merda de novo, tem um PARTIDASSO esperando pra tomar o lugar dele.
-Mahogany? - falei irônica, pulando da balostrada junto com ela.
-Oi? -se virou de frente pra mim.
Dei um tapa em sua testa e saí andando, ouvindo apenas seus xingamentos indignados pra mim, me fazendo rir.
Andei até Nash, que estava sentado no sofá e sentei em seu colo. Ficamos jogando videogames com os meninos até a hora do almoço, quando o resto do pessoal desceu, incluindo Alexia. Não percebi que uma merda estava prestes à acontecer, até que Matt começou à me olhar desesperadamente, apontando pra Alexia com a cabeça. Na mesma hora, saí do colo de Nash e ela nos olhou com cara de choro, seguindo pra cozinha. 
Senti um nó dentro de mim. Apesar de tudo, ainda me sentia muito mal por ter feito isso, dessa forma, com Alexia. Subi até o quarto, dizendo á Nash que estava tudo bem e que só ia pegar uma coisa. Fucei minha mala e logo achei meu maço de cigarros e um isqueiro. Desci silenciosamente, passando escondida pela sala e descendo até a praia, pela escada do deck. Andei até o mar e andei um pouco, na beira, em seguida, encostei em uma área com grama que tinha lá, a mesma onde conversei com Nash e, mais tarde, com ele e Alexia. Sentei lá e acendi um cigarro, pra, então, perceber que tinha alguém surfando no mar e que, agora, essa pessoa estava vindo em minha direção. Três minutos depois, Shawn parou em minha frente, ensopado e sem camisa, fazendo com que eu mordesse o lábio, disfarçadamente e risse pra ele.
-O que faz aqui, sozinha? - perguntou, sacudindo a água do cabelo e se sentando ao meu lado.
-Você já não sabe? - ofereci um cigarro à ele, que aceitou, acendendo o mesmo no meu - Eu sou antissocial, esqueceu?
-Ah, é! - riu, tragando o cigarro - Esqueci desse seu lado 'não gosto de pessoas'.
-Pois é... - ri junto com ele.
-Mas, sério, rolou alguma coisa? Tá precisando conversar? - falou, olhando pra mim.
-Já te contaram toda a minha história com o Nash? - perguntei, tragando e olhando pra ele também.
-Contaram que ele era namorado de uma das garotas que estava aqui e que vocês se apaixonaram e tal, mas só tiveram coragem de se assumir agora. 
-É... - cocei á nuca, sem graça pelo que estava prestes à contar - Só tem um detalhe, que não te falaram...
-O quê? 
-Essa garota... - olhei pra baixo, desconfortável. A opinião dele contava demais pra mim, não queria que ele ficasse do lado de Alexia ao invés do meu - É Alexia.
Ele arregalou os olhos e ficou calado por alguns instantes, pensando. Acabei meu cigarro e apaguei a bituca no chão. 
-Você tá muito agoniada aí dentro, não tá? - me olhou, oferecendo um abraço. 
Me deitei de lado, ficando parcialmente sentada e senti as lágrimas surgindo. Ele alisou meu cabelo, até que eu parasse. 
-Tá melhor? - falou, secando meu rosto.
-Aham... - funguei - É que eu me sinto muito culpada, sabe? Você precisava ver como ela falava dele antes disso tudo, Shawn... - senti meus olhos marejando novamente - Em parte, era meio triste, por que ela tava daquele jeito, mas todo mundo já tinha percebido que a gente tava se gostando, mas que não rolava nada por causa disso, sabe?
-E ninguém tentou conversar com ela? 
-Não... - enxuguei o rosto de novo, com as costas da mão - Eles sabiam que a gente não tava ficando, nem nada do tipo, então eles meio que preferiram ficar na deles e conversar com nós dois, ao invés dela... 
-Que merda, Mimi... - falou, pegando minha mão e colocando em seu colo - E você falou sobre essas coisas com o Nash? Sobre como você se sente em relação á tudo isso?
-Não... - voltei à chorar, mas, dessa vez, mais fraco - Não é que eu não confie nele, eu confio. Entregaria minha vida na mão dele, de olhos fechados. Mas é que eu tenho medo de magoar ele, ou então de soar como se eu estivesse arrependida, sabe?
-E você está? - olhou em meus olhos.
-Não... - funguei - Eu faria tudo de novo. O que é pior ainda, por que me dá ainda mais medo que ele entenda errado... Eu amo ele, Shawn, de verdade... Mas eu tenho ainda mais medo de perdê-lo. O problema é que, ao mesmo tempo eu... Eu... - comecei á chorar de novo e as palavras não vinham.
-Você se sente culpada pelo que fez com Alexia, mas não quer abrir mão dele, por que acha que isso tudo valeu à pena. O problema é só que você também não quer ficar brigada com a sua irmã por causa disso e tem medo de fazer ela voltar à fazer aquelas merdas por sua causa e, principalmente, você tem medo que chegue um hora em que você vai ter que escolher entre os dois, por que você não faz ideia de quem escolheria. - falou, completando todo o meu raciocínio e adivinhando tudo o que eu estava pensando. 
-Shawn, eu senti uma saudade da porra de você. - o puxei pra um abraço, que logo ele retribuiu, sem pressa de me soltar. 
Ficamos ali, conversando sobre as novidades, por algumas horas. Ele me contou sobre a vida dele no Canadá e como foi quando ele se mudou pra lá e eu contei tudo sobre os nossos amigos e o que tinha acontecido com cada um enquanto ele estava fora. 
Depois de algum tempo, decidimos voltar pra comer alguma coisa e viemos falando sobre a entrada dele no mundo da música, enquanto subíamos as escadas do deck. Ele colocou a prancha no canto e fomos conversando até a sala, passando pela mesma e indo pra cozinha. Nash me olhou de lado, iniciando um sorriso que logo se desfez ao ver quem estava ao meu lado. Fingi que não vi, afinal, seria melhor evitar brigas entre esses dois, ou eu teria sérios problemas emocionais.
Sentamos na bancada e fizemos sanduíches. Foi uma sessão de nostalgia, não parávamos de lembrar das merdas que fazíamos quando eramos mais novos.
-Você lembra da vez que a gente armou uma pegadinha pro Johnson e ele foi de gorro pra escola por 2 semanas por que o cabelo dele tava rosa? - gargalhou.
-Caralho, lembro! - ri - Foi hilário, ele só voltou à falar comigo 3 semanas depois, quando esqueceu que estava puto.
Depois de uma hora estávamos no quarto de Mahogany, jogando videogames na TV dela. Ouvi uma batida na porta e pausei o jogo.
-Você só tá enrolando por que vai perder, Malone, desiste! - gritou, tacando uma almofada em mim.
-Cala a boca, você tá 5 pontos atrás, seu otário! - taquei outra almofada nele e finalmente cheguei na porta, abrindo a mesma - Oi, meu amor!
-Será que eu posso falar com você? - perguntou, sério e senti minha barriga gelar.
-Aham, claro... - me virei pra Shawn - Eu já volto.
-Ok. - sorriu cúmplice.
Fechei a porta atrás de mim e olhei ao redor, checando se não tinha mais ninguém no corredor.
-O que foi? - forcei um sorriso fraco.
-O que tá rolando? - ele cruzou os braços na altura do peito.
-Como assim, o que tá rolando, Nash? - imitei seu gesto.
-Você passou o dia inteiro pra cima e pra baixo com esse garoto, eu quero saber o que tá rolando entre vocês.
Ah,mas ele não fez isso. 
-O que tá rolando, é que ele é um dos meus melhores amigos. - minha expressão já tinha passado de tensa pra puta e percebia no rosto dele que começava à se arrepender de ter falado aquilo - Nós ficamos 3 anos sem nos vermos e esse é o primeiro dia que passamos juntos, desde que ele se mudou pra outro país! 
-Olha, Mia, desculpa se eu falei isso de um jeito que 
-Não. - relaxei o rosto e ele ficou claramente mais aliviado - Nash, eu não vou deixar você fazer isso. Você foi quem ficou com a minha irmã, você foi quem aceitou ela de volta, eu não fui a pessoa que te deu motivos pra desconfiar de mim, ok?
-Eu sei... - ele olhou pra baixo, como uma criança pequena que tomava uma bronca - Me desculpa...
-Desculpo. - continuei séria e levantei seu rosto, fazendo com que olhasse pra mim - Eu te falei a verdade desde o início. Eu não escondi nada de você, inclusive, eu tentei te contar a história que eu tenho com o Shawn, mais de uma vez, mas você mesmo deixou bem claro que não queria ouvir.
Ele claramente sentia ciúmes, provavelmente por saber que eu e Shawn já tivemos algum tipo de envolvimento, mas tentava se controlar por que sabia que estava errado.
-Eu amo você. - segurei seu rosto entre as mãos, lhe dando um sorriso - Eu quero ficar com você. Não é com o Cameron, não é com o Jack ou com o Shawn. É com você. Por favor, aceita isso antes que alguma coisa dê errado por causa de ciúmes, ok?
-Ok... - ele me abraçou, me puxando pra perto pela cintura - Me desculpa por ficar assim... É só que eu sinto muito medo de perder você. 
-Você não precisa. - levantei a cabeça, lhe dando um selinho demorado - Eu não vou à lugar algum. Não sem você.
-Eu te amo, Mia. - sorriu pra mim, me deixando desnorteada - Te amo mais do que qualquer coisa nesse mundo, mais do que já amei qualquer pessoa.
-EU ODEIO VOCÊS! - Alexia gritou do fim do corredor, surpreendendo à nós dois, que nos soltamos na hora - COMO VOCÊ PÔDE?! - ela se aproximou de Nash, apontando o dedo em sua cara - TODO ESSE TEMPO E VOCÊ NUNCA DISSE QUE ME AMAVA! NEM UM MÍSERO 'EU TE AMO'! E AGORA EU SEI O POR QUE! VOCÊ AMAVA ELA! 
-Lexi, vamos conversar, por favor... - me aproximei dela, que deu alguns passos pra trás - Lexi, não foi bem assim... Deixa a gente explicar.
-Eu não quero ouvir nada vindo vocês. Nada. - ela estava em prantos à essa altura.
-Alexia, você não pode ficar assim pra sempre! - Nash disse, também se aproximando - Você não pode nos odiar pro resto da sua vida!
-NÃO, NASH! EU NÃO POSSO ODIAR A MIA PRO RESTO DA MINHA VIDA! - ela apontou pra mim e, por um segundo, achei que fosse tentar alguma coisa - Mas, você... - ela riu, nervosamente- Eu vou odiar você até o meu último dia!
-Alexia, para com isso, vamo conversar... - ele tentou segurá-la pelo braço, mas ela foi mais rápida em puxá-lo pra trás.
-Não. - enxugou o rosto com as costas da mão e se virou pra mim - Agora, eu tenho muita raiva de você... Muita raiva mesmo. Mas eu sei que isso vai passar. Eu só espero que você perceba o mal que ele faz para as pessoas... Sua vida vai virar um inferno. 
Então ela saiu, entrando no quarto e trancando a porta. Olhei ao redor, atônita e logo senti minha respiração pesar. Me apoiei em Nash e logo vi a porta do quarto de LOX se abrindo. Shawn me olhou, preocupado e pulei em cima dele, lhe abraçando e me debulhando em lágrimas. Eles trataram de me puxar pra dentro do quarto e me colocaram sentada na cama. Cada um sentou em um dos meus lados ficaram ali, me fazendo companhia, enquanto me acalmava.
-Não é nada de novo... - disse, quando consegui me acalmar um pouco - Eu continuo me sentindo daquela forma por causa de Alexia - me virei pra Shawn, que assentiu, enquanto Nash nos olhava, pedindo alguma explicação - e eu preciso que ela me escute, preciso que ela entenda...
-Calma... - Nash disse, afagando meu ombro - Você sabe que, eventualmente, ela vai te escutar e vocês vão se entender.
-E mesmo que isso não aconteça, Mimi - Shawn disse e me virei para ele - ela já deixou bem claro que sabe que isso, entre vocês, vai passar... O melhor que você pode fazer agora, conhecendo Alexia, é dar um espaço à ela, pra que ela processe tudo e, se ela estiver pronta, conversar com vocês depois.
-É verdade, Mia... - Nash falou, olhando pra Shawn, surpreso - Vocês são irmãs, em algum momento, isso vai passar e vocês vão se acertar.
-Obrigada, meninos. - funguei, abraçando os dois de lado - Eu amo vocês.
-Eu também te amo. - disseram, ao mesmo tempo e se olharam, desconfortáveis. 
-Você não quer ir dormir, amor? - Nash perguntou, me dando um abraço e me olhando, preocupado.
-Quero... - soltei o ar, exausta - Esse dia já teve alto e baixos o suficiente.
Demos uma geral no quarto de Mahogany e saímos de lá, trancando a porta e dando a chave à Shawn. 
-Boa noite. - disse, lhe dando um abraço apertado, enquanto Nash esperava na porta do quarto - Pode entrar, eu já te acompanho. - me virei pra ele, que assentiu e entrou, fechando a porta atrás de si.
-Você sabe que, independente de qualquer coisa, eu sempre vou estar aqui pra você, certo? - perguntou, segurando meu rosto entre as mãos e me olhando nos olhos.
-Sei. - sorri - Obrigada por tudo. - ele deu um beijo em minha testa e me abraçou - Principalmente por isso... Eu sei como foi difícil pra você presenciar eu e o Nash.
-Claro que foi difícil. - riu fraco, junto comigo - Mas, acima de qualquer coisa, você é minha melhor amiga e eu não podia deixar que isso me impedisse de te ajudar em uma hora que você precisava de mim. 
-Eu amo você. - o apertei mais, no abraço - Saiba que eu estou sempre aqui, também.
-Eu também te amo, tampinha. - beijou o topo de minha cabeça - Boa noite, fica bem.
-Boa noite. - falamos e nos soltamos.
Entrei no quarto e fechei a porta, vendo o mesmo vazio e ouvindo um barulho vindo do banheiro. Tirei as roupas e andei até o mesmo, aproveitando que Nash estava de costas, no chuveiro, para entrar disfarçadamente e tapar seus olhos, rindo baixo.
-Você tem meio metro de altura, é uma peste e tem cheiro de baunilha?
-Ok, em primeiro lugar - disse, tirando as mãos de seu rosto e fazendo uma pose indignada - eu NÃO TENHO MEIO METRO DE ALTURA. 
-Ok, desculpa. - ele falou, tentando conter o riso, assim como eu.
-E em segundo lugar, cheiro de baunilha? - soltei o riso, junto à ele.
-Você cheira a baunilha, não sei por que, mas cheira... - me abraçou pela cintura, me puxando pra perto, enquanto eu ria - É o melhor cheiro de todos.
Saímos do banho, coloquei um blusão de Nash e me joguei na cama, enquanto ele organizava suas coisas. Peguei no sono e nem percebi.
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Acordei com um susto, ouvi um barulho alto e me sentei de vez na cama. Que porra era aquela? Olhei pro lado, Nash continuava apagado. Puxei meu celular da escrivaninha e olhei o horário; 3:47. Quem é o idiota que tá acordado á essa hora? 
Me levantei devagar, tomando o cuidado de não acordar Nash e peguei sua calça de pijama do chão, vestindo a mesma. Abri a porta devagar e fui descendo as escadas da mesma forma, com medo do que eu ia encontrar. A luz da sala estava desligada, assim como da sala de jantar e a do deck, então fui andando pelo corredor e vi a luz da cozinha acesa. Fui entrando devagar e logo meu peito relaxou. 
-O que você faz acordado à essa hora? Já estava achando que estávamos sendo assaltados por algum maníaco. 
-Eu fiquei com fome e resolvi fazer um lanche, só que a porcaria da tigela de cereal escorregou da minha mão e eu acabei sujando tudo. - bufou, frustrado, me fazendo rir - Não ri, eu só queria comer e agora tá tudo sujo! - continuei rindo, o que o fez levar as mãos à cintura, como uma mãe - Pra piorar a droga da minha situação, eu não sei onde fica nada dessa casa, não tem nem um pano de chão, acho que vou ter que lamber isso.
-Cameron? - falei, quando finalmente consegui me conter.
-O quê? - calou a boca e me olhou, tentando solucionar o problema.
Abri a porta do armário que estava ao meu lado, mostrando a ele que estava cheio de produtos de limpeza. Ele soltou os braços de vez e bufou, me arrancando outra gargalhada. 
-Eu não sei como consigo ser tão estúpido, as vezes. - rimos.
-Eu me faço a mesma pergunta, todos os dias. 
Ele começou a pegar panos no armário e os organizar em cima da bancada.
-Quer ajuda? - perguntei, já pegando um desinfetante.
-Tem certeza que não prefere voltar a dormir? - sorriu de lado.
-Não, tá tudo bem. - peguei metade das coisas e as levei para o lado que estava sujo.
Limpamos o chão e nos servimos de cereal. Andei até o deck e e sentei na balostrada, enquanto Cameron guardava as coisas. O céu estava completamente cheio de estrelas. Logo Cam se juntou à mim e ficamos comendo nosso cereal em silêncio. Terminei o meu e coloquei minha tigela ao meu lado, sentando com as pernas cruzadas. Cam terminou o seu e fez o mesmo. Ficamos ali, no breu, sem falar nada, só olhando pro céu. A noite estava fria, mas não o suficiente para incomodar. 
Depois de algum tempo,o céu começou à clarear e logo o sol começou à nascer. Suspirei, me emocionando com a cena.
-Eu te amo. - falou, do nada, fazendo meu estômago revirar e meu coração congelar no peito.
Olhei pra ele, ele se virou pra mim, dando um sorriso de lado, me desmontando, e se virou pra frente de novo. Continuei olhando pra ele, estática, durante alguns minutos. Ele estava simplesmente estonteante, usava uma calça de flanela, sem camisa e bronzeado. Seu cabelo estava meio bagunçado e ele continuou sorrindo, enquanto o sol o iluminava. 
Voltei á olhar pra frente e peguei sua mão colocando a mesma em meu colo e entrelaçando nossos dedos, sem entender muito bem o porquê de eu estar fazendo aquilo. Ele me olhou surpreso e sorri pra ele, imitando seu gesto. Continuamos à olhar pro sol, até que o céu clareou por completo. 
-Quer me ajudar à fazer café da manhã pra esses folgados? - perguntei, rindo.
-Claro, vamos. - riu também e desceu da balostrada - Vem, eu te ajudo.
Me virei e pulei, ele me segurou pela cintura e paramos frente à frente. Minha respiração começou à ficar ofegante e, por algum motivo, eu não conseguia me mover. Por mais que meu cérebro gritasse pra que eu saísse dali, meu corpo não mexeu nem um músculo. Ele olhou no fundo dos meus olhos e me puxou de vez pela cintura, me beijando. Automaticamente despertei do meu estado de paralisia e me afastei. Olhei pra ele desesperada, logo que entendi o que aquilo poderia significar. 
Saí andando até a cozinha e comecei a preparar tudo, sem dizer nenhuma palavra. Logo ele me acompanhou, da mesma forma. Mas, volta e meia, nossas mãos se esbarravam ou nossos quadris se tocavam. Estava ficando cada vez mais difícil ficar no mesmo ambiente que Cameron e isso só me assustava mais e mais.
 



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