História Her Eyes - Capítulo 18


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Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Laura Prepon, Laylor, Morello, Nicky, Piper Chapman, Taylor Schilling, Vauseman
Visualizações 380
Palavras 3.331
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite!

Não vou demorar muito por aqui. Capítulo ta aí pra vocês, senti saudade.

Boa leitura!

Capítulo 18 - Determinação


Fanfic / Fanfiction Her Eyes - Capítulo 18 - Determinação

Alex POV

Dias depois…
 

Os dias passaram numa calmaria tão grande, que eu já sentia uma saudade do agito passado. Com o natal se aproximando, Piper e eu pegamos alguns dias de folga para compras e organização de nossa casa. Sempre fora um costume de nossas famílias enfeitar a casa toda com o ar vermelho e verde, e, então, não seria diferente agora que temos nosso cantinho.

Nosso!

A ideia de construir uma relação cada vez mais sólida com Piper, sempre fazia meu coração tremer um pouco mais. Nossos amigos diziam que nós ainda teríamos muitos filhos, e que o casamento aconteceria o mais breve possível. Na frente deles, nós negavamos, claro! Mas em nossas noites de amor, o assunto futuro sempre vinha a toda com força e desejo total.

— Está no mundo da lua, Alex Vause?

Piper. Minha loira apareceu na sala de estar com um shorts curto, agarrado em sua bunda. Sua regata rosa mostrava que, logo abaixo, havia um top cinza, combinando com o shorts. Perfeita!

— Ei, Vause — Piper disse. — Como estou?

— Você está ainda mais maravilhosa! — Levantei e caminhei em direção ao meu pote de ouro. — Apenas vista algo mais quente. Está frio lá fora e na academia tem vestiários. Você pode se trocar quando chegar.

Piper assentiu, caminhando até o banheiro e voltando logo em seguida com uma legging e um casaco pesado. Deu um par de luvas a ela.

— Obrigada, amor — Piper selou um beijo suave em meus lábios. — Concordei em ir a esse treino com você. Mas, já digo, — expressou seriamente, — se eu não gostar, nunca mais apareço naquela academia.

Sorri. Piper ficava ainda mais linda ao ficar séria.

— Sim, meu amor — me aproximei um pouco mais agora. — Você é livre para isso, sim?

— Agradeço.

— Apenas tente hoje — coloquei uma mecha de seus cabelos para trás. — Tenho certeza que não será tão desagradável assim.

— Certo! Vamos lá.

— Vamos!

 

XXXX

 

Piper havia concordado em começar a praticar kickboxing comigo. Segundo informações dela, ela precisava ficar dura na queda, então sugeri minha modalidade preferida. Além disso, também praticávamos yoga em casa, algo que ela preferia mil vezes mais do que a luta.

Mas ela disse que tentaria arriscar…

Logicamente, assim que estacionei o carro em frente a academia de Bennett, no Queens, Piper mudou de ideia.

— Pipes, amor, vamos lá — tentei a todo custo tirá-la do carro. — Apenas tente.

— Não sei se quero — relutante, ela saiu. — Posso ser apenas a garota que buscará sua água quando se sentir cansada.

Sorri com a ideia.

— Seria algo realmente bom — o rosto da loira pareceu iluminar. — Mas ainda prefiro que treine comigo.

Piper bufou. Linda!

— Não faça esse bico, Pipes — peguei minha bolsa no banco de trás do carro e pendurei no ombro. — É apenas um treino.

— Okay, Alex — assentiu. — Só vou porque você fica muito gostosa naquela roupa.

A loira sorriu de forma sugestiva e deu um tapa em minha bunda antes de seguir até a porta de entrada da academia.

Bennett já nos aguardava na porta, com seu semblante carinhoso presente. Piper e ele já nutriam uma grande amizade, visto que Daya e Bennett engataram num namoro sério pouco após de Piper e eu. John, sem dúvidas, era um cara excepcional. Daya tinha muita sorte.

— Achei que não fossem chegar nunca! — John se aproximou de Piper e a embalou num abraço em seus braços fortes. — Pronta para dar uma surra na Vause, loirinha?

Piper corou.

— De forma alguma! — exclamou, assustada. — Não conseguiria nem se quisesse!

— Isso é o que nós vamos ver — Bennett me olhou, desafiador.

— Cala essa boca e vem me dar um abraço, lutador de meia tigela!

Bennett sorriu e me abraçou meio desajeitado. Ele era forte, porém mais baixo que eu.

— Vamos entrando — o seguimos. — Senti saudade de vocês.

— Tiramos uns dias de folga — Piper explicou. — Ninguém é de ferro, nós estávamos cansadas.

John concordou, num breve aceno.

— A Vause esqueceu de arrastar essa bunda branca para a academia. — John sempre adorava provocar. — Aposto que não tem energia para nada.

— Ah, é? — confrontei. — Daqui a pouco vamos pro ringue.

Os olhos do pequeno moreno se encheram de brilho.

— Como nos velhos tempos? — sorriu, extasiado.

— Sim, senhor!

— Vocês me assustam… — Piper interrompeu nosso duelo. — Não estão pensando em lutar, certo?

Nossos olhares cruzados nos entregaram. Piper reprovou em tom audível.

— Oh, não — acariciou seus fios loiros. — Alex, me deixe em casa antes disso.

Bennett gargalhou e balançou a cabeça em negação.

— Você não vai querer perder o Bennett fracassando, querida.

— Isso é o que nós vamos ver, Vause.

— Só não te mostro agora, Bennett, porque prometi para minha linda namorada que lhe daria um ótimo treino.

Bennett assentiu e caminhou em direção ao grupo que fazia polichinelos para o aquecimento.

— Nos encontramos logo, Vause — virou em nossa direção. — Bom treino, Pipes!

Piper agradeceu com um leve aceno e voltou o olhar em minha direção.

— Pipes, o vestiário é no final do corredor, a direita — expliquei. — O aquecedor a manterá aquecida agora, pode ficar com a roupa de treino.

Piper concordou.

— Não demore e me espere no tatame, certo? — Mais um leve aceno. — Não precisa sentir medo. Sabe que eu jamais a machucaria.

— Eu sei, baby — suspirou. — Só lembre que sua namorada é medrosa.

— Fique tranquila e me espere. Só vou separar os aparadores, faixas e luvas. Logo apareço por lá.

Com um beijo nos lábios, Piper se afastou.

Caminhei até os armários e peguei o que precisava. Bennett sempre foi organizado com suas coisas, então não foi difícil encontrar os apetrechos. Ali mesmo, me troquei, colocando o uniforme da equipe de John. Enlacei minha faixa (agora preta) na cintura e guardei minha outra roupa na bolsa, que foi depositada em um dos armários. Com tudo em mãos, caminhei até o tatame.

Piper estava linda, céus! Aquela roupa lhe caia tão bem… Desejei que ela pegasse gosto pela coisa só para poder apreciar a vista mais vezes.

Mas algo atrapalhava a visão. Aquele cara!

Caminhando lentamente, pude observar que o homem permanecia muito perto de Piper. E eu só queria matá-lo! Piper estava a todos sorrisos com ele.

Que culpa ela teria? Era a Piper. A doce Piper.

— Mendez, sugiro que se afaste.

Um lampejo brilhante bailou em sua feição sombria enquanto segurava a cintura de Piper. Num impulso, a puxei para perto, antes que eu socasse a cara daquele…

— Ora, ora, Vause — estendeu uma mão em minha direção. — Quanto tempo que não a vejo.

— Os céus cooperam comigo para que isso não aconteça — ainda sem apertar sua mão, passei o braço pela cintura de Piper. — Passar bem, Mendez.

Saí em disparada para o outro lado do tatame. Observei quando Mendez pegou suas coisas e foi até a saída.

— Jesus, Alex! Precisava fazer isso?

— Se você o conhecesse como eu conheço, você nem teria chegado perto dele — respondi, ríspida.

— Ele estava sendo gentil… — Piper falou, em baixo tom, e eu quase voltei para socá-lo.

— Ele estava sendo gentil para depoi tentar te comer — Piper abriu a boca em espanto. — Eu o conheço, Piper. Fique longe dele.

 

Por alguns minutos, Piper nada mais disse. Sei o quanto ela odeia minhas explosões de ciúme. Mas, em certos momentos, fica difícil controlar. E ver minha Pipes com Mendez, com certeza era um desses momentos.

Nos longos minutos silenciosos que passaram, mostrei a Piper como enrolar as faixas nas mãos e a finalidade do ato. Expliquei algumas coisas sobre a movimentação, como bater nos aparadores e como encaixar as luvas. Piper prestou atenção em tudo, parecendo capturar os mínimos detalhes das ações.

Fizemos um aquecimento bem simples, envolvendo corrida, polichinelos, flexões e abdominais. Piper estava começando, então não demorei no aquecimento, partindo para o alongamento após vinte minutos.

Após o término, notei Piper se afastar. Eu não poderia começar o treino daquela forma.

Piper virava um pouco de água na boca quando me aproximei. Notei sua respiração acelerada enquanto tentava acalmar a mesma. Ao notar meus passos, ela secou umas gotas de suor que caiam em seu queixo.

Linda. Mil vezes linda!

Timidamente, enlacei sua cintura e encaixei meu rosto no vão de seu pescoço. Fui recebida por suas mãos em meus cabelos.

— Estou toda suada, Al…

— Eu não me importo — me distanciei o suficiente para fitar seus olhos. — Eu vim me desculpar por mais cedo.

— Está tudo bem, Al. Eu te entendo — agradeci mentalmente. — Tenho que me lembrar que namoro uma mulher muito protetora.

Sorri, concordando.

— Tudo por você, linda — selei nossos lábios. — Obrigada por isso.

— Agora, vamos logo com esse treino. Vamos almoçar com Diane.

— Mamãe só aproveitando as férias.

— Ela merece, amor — Piper sempre defendendo a sogra, claro!

— Sim, linda.

— Ainda quero te ver treinando.

Faíscas saíram dos olhos de Piper, com excitação palpável.

Pobre Alex Vause. Daria o mundo por essa mulher.


 

Como imaginei, Piper adorou o treino, mostrando ser uma aluna excelente. Ela se movimentava de forma encantadora e ágil, derretendo meu coração. Agora, estava bem acomodada em alguns colchonetes, enquanto eu me movimentava no ringue com John Bennett.

Foi um treino bem emocionante e forte, como nos velhos tempos. A luta não foi diferente. Apesar de muito forte e ágil, John perdeu a luta. Alegou estar cansado e por isso a derrota. Piper, por sua vez, zombou o máximo que pôde dele e me encheu de beijos.

Ganhei duas vezes num só dia!

Antes de ir embora, corremos até o vestiário para um banho rápido… Que não foi tão rápido assim, visto que Piper invadiu meu espaço e deixou o banho mais quente.

Devidamente vestidas e aquecidas, nos despedimos de John, prometendo que não estenderíamos com a demora mais. John nos convidou para uma pequena comemoração de aniversário em sua casa, no final de semana. Piper confirmou de prontidão e eu apenas concordei, pensando em quanto seria bom reunir a galera novamente.

Marcamos uma revanche também. Que ele provavelmente perderia.

No carro, Piper tagarelou animadamente sobre o treino.

A caminho de Dona Diane Vause, deixei a voz do anjo loiro invadir o espaço.

 

XXXX

Mamãe faria o almoço em sua residência mesmo. Nossos encontros estavam cada vez mais frequentes. Também nos encontrávamos com Carl e Bill pelo menos uma vez por semana. Bill adorava ter Piper por perto. Aproveitava os dias que estava na casa de Carl, para mimar sua garotinha sempre que possível. Carol Chapman ainda não dava muito sinal de vida e, quando aparecia, ficava resmungando pelos cantos. Apesar de negar muito, eu sabia que isso deixava Piper muito triste.

De qualquer forma, Diane a tratava como uma filha, o que ajudava a lidar um pouco melhor com a dor. Bill também não deixava a filha desamparada, dando um apoio mais que necessário.

Sabíamos que seria difícil conseguir a aceitação da senhora Chapman, mas não imaginamos em  nenhum momento que ela “abandonaria” sua filha daquela forma.

Diane Vause queria puxar todos os cabelos loiros da mulher por tais atos. Mas não o faria em respeito a Piper, Carl e Bill.
 

O almoço transcorreu de forma tranquila. Minha mãe nunca decepcionava ninguém no quesito culinária. Lembro que, quando mais nova, meus amigos sempre davam um jeitinho de realizar os trabalhos escolares em minha casa. O motivo principal? Minha mãe sempre os recebia com um banquete digno da realeza. E também tinha o fato que meu pai era um astro do rock. Enfim. Diane dizia que precisava alimentar as crianças, pois estavam em fase de crescimento. Mas, mesmo após nossa fase de crescimento, ela continuou nos alimentando.

Diane veio da cozinha acompanhada de Piper.

— Alex, querida, seu pai precisa de você na gravadora — passou os dedos por meus cabelos. — Tem algumas caixas de CDs no carro dele, não sei bem o que é.

— Tudo bem, mãe — sorri com a careta que minha mãe esboçou. Ela nunca foi muito fã dos negócios. — Acho que sei do que se trata, ele tinha comentado comigo outro dia.

— Ele pegou uma carona com um amigo dele hoje, então precisa que você leve o carro para ele. Acho que está uma confusão por lá, ajude o pobre velhinho.

— Eu farei isso — levantei do sofá. — Onde estão as chaves?

— Eu pego para você — dito, Diane saiu em direção ao corredor.

— Pipes, você pode me buscar lá depois?

— Claro que sim. Apenas me diga o horário.

— Acredito que meu pai precisa de ajuda — suspirei. — Mas eu não demoro.

Piper assentiu enquanto Diane voltava com as chaves em mãos.

— Aqui está, querida. Diga para seu pai não demorar muito, certo?

— Com certeza, senhora Vause.

— Senhora Vause está agradecida.

Mostrei um sorriso aberto antes de abraçar minha mãe e depositar um beijo em sua testa. Dando a volta no sofá, dei um leve beijo de despedida em Piper.

— Certo, minhas lindas garotas. Vejo vocês.




 

Caos. A gravadora simplesmente ficava um caos quando eu não estava por perto. Meu escritório só não estava igual ao restante do cenário, porque pedi para Amie deixar tudo na perfeita ordem. No mais, minha mesa estava repleta de papéis sobre acordos, contratos e audições. Como sempre, eu ficava com a parte chata.

Chegando mais perto, vi que um dos papéis era sobre a filial em Los Angeles. Droga! Teria que resolver a questão da viagem o mais rápido possível.

Pelo visto, ficaria mais do que uma hora por ali.

Antes de ir entregar as coisas para meu pai, enviei uma mensagem para Piper, informando os acontecimentos da tarde. Ela não reclamou. Apenas avisou que passaria o restante do dia com Diane.

Ótimo!

Assim que cruzei a porta do estúdio, dei uma bronca em meu pai, avisando que ele precisava ser mais organizado com as coisas. Também avisei que dona Diane o intimou para voltar logo para a casa. Ele concordou, de prontidão, mas duvido que tenha sequer dado importância para minhas palavras. Nada mais prende a atenção daquele homem quando ele está no estúdio dando o retoque final.

Ele agradeceu, pegando alguns discos das caixas e voltou sua atenção para a mesa.

Por algum tempo, apenas separei alguns discos que ainda estavam em processo de construção. Também deixei em um outro lugar os que já estavam prontos para o mercado. Isso facilitaria a beça.

Tinha sido um bom semestre, de fato. Os talentos que saíram dali estavam vendendo bem e tendo muito reconhecimento. O nome Vause tinha muita influência no mundo musical e meu pai sempre ficava muito feliz por essa valorização.

Claro que a indústria muitas vezes pedia coisas que não seriam possíveis nem se meu pai quisesse. Edward Vause respeitava a música de cada um e investia naquilo que os artistas acreditavam ser o melhor para eles. Ele não queria, em momento algum, transformar os iniciantes em algo apenas para venda. Ele queria tornar os pequenos em grandes, para que tivessem o reconhecimento necessário e exclusivo. E isso, sem dúvidas, era uma das muitas coisas que eu admirava em meu pai.

E, por ser assim, todo mundo gostava de gravar conosco.


 

Voltando para meu escritório, comecei a organizar algumas pendências. Muitas músicas precisavam de autorização antes de serem gravadas, e eu precisava resolver isso o quanto antes.

Uma batida na porta interrompeu meus pensamentos.

— Entre.

— Boa tarde, senhorita Vause.

— Oh! Hey, Amie, eu realmente preciso de você hoje.

— Sempre a seu dispor, senhorita Vause.

Mesmo após tanto tempo, mesmo após saber que eu não estava disponível, Amie ainda persistia em suas investidas.

Enfim.

— Preciso que você telefone para os artistas que estão nessa lista — entreguei o papel a ela. — Confirme se está tudo em ordem para a gravação das versões.

— O farei.

— Certo. Também preciso que reserve duas passagens para Los Angeles, para segunda-feira. Preciso ir pra lá rápido, então pegue no horário mais cedo possível. Também reserve um quarto no hotel de sempre.

Os olhos dela brilharam de uma forma que nunca vi antes.

— Irei com você? — perguntou, com esperança.

— Não será necessário. Reserve apenas duas passagens, por gentileza.

A outra passagem era pra Piper, logicamente. Mas eu não precisava explicar isso para Amie.

— Tudo bem, senhorita Vause.

— Agora, me ajude com esses outros papéis, por favor. Se eu não organizar isso agora, vou enlouquecer.

Amie assentiu e começou a folhear os contratos.


 

Já passava das 18h quando enviei uma mensagem para Piper dizendo que estaria livre em alguns minutos. Ela respondeu que estava no centro da cidade com Diane e que, após deixá-la em casa, passaria para me buscar.

Apesar da ousadia de Amie, ela era uma excelente ajuda. Se não fosse ela por ali, duvido que eu teria terminado tão cedo.

Amie saiu da sala para buscar dois copos de café.

Fui até o outro lado da sala, para buscar dois contratos que estavam no armário. Folheando os arquivos, encontrei coisas antigas que nem imaginava que estavam ali. Uma nostalgia boa veio à tona, trazendo lembrança de quando iniciamos com a gravadora.

— Espero que tenha um casaco pesado, porque está realmente frio lá fora  — Amie entrou na sala, com os copos em mãos, me entregando um. Guardei os papéis de volta na gaveta.

— Obrigada — agradeci pelo café. — Eu estou bem aquecida, o tempo estava frio quando saí de casa para o treino.

— Kickboxing, certo? — perguntou, sentando na poltrona em frente a minha.

Assenti, bebendo um gole do líquido quente.

— Sempre tive curiosidade de conhecer.

— É muito interessante. Posso te dar o endereço da academia de um amigo meu.

Aproximando a poltrona da minha, Amie sussurrou.

— Seria muito mais interessante se você me desse aulas.

Amie era uma mulher muito bonita e atraente, porém não era a minha mulher. Rapidamente, levantei e me afastei um pouco.

— Eu não dou treinos mais.

— Pense mais como aulas particulares e íntimas — Amie se aproximou, passando as mãos por minhas costas. — Não precisa ser nada sério.

— Amie, pare com isso. Suas investidas estão passando dos limites!

— Oh, senhorita Vause, não leve isso tão a sério — Amie se aproximou ainda mais, levando um de meus dedos até seus lábios.

— Amie, pare com isso! — puxei minha mão.

— Alex.

Aquela voz doce ecoou em meus ouvidos e eu quis matar Amie naquele instante.

— Pipes, por Deus, não é o que você está pensando…

— Alex — me interrompeu. — Me deixe falar com sua assistente por alguns segundos.

A feição de Piper estava mais sombria do que nunca. Seus olhos estavam num azul-escurecido e sua boca formava uma linha fina. Eu não poderia perder Piper por isso.

— Pipes, me deixe te explicar…

— Alex, por favor, saia.

Com uma última encarada, observei Piper. Seus olhos estavam fixos em Amie, não se voltaram para mim em nenhum momento. Sem mais, sai da sala, mas graças aos céus as persianas da janela estavam abertas. Fiquei agachada abaixo das janelas de forma sutil.

Observei Piper se aproximando de Amie, como um leão se aproxima de sua presa. Seus punhos estavam fechados, com força, e com certeza suas unhas estavam fincadas em sua pele. Não pude deixar de notar o quão feroz Piper estava naquele momento. E, apesar do medo que eu estava com o que viria depois, não pude deixar de observar o quão sexy ela estava.

Piper se aproximou até Amie grudar sua lombar na beirada da minha mesa.

— Não sei seu sobrenome e “Amie” me parece muito íntimo, algo que nunca seremos — Piper começou.

— É-é…

— Eu não lhe fiz uma pergunta.

Os olhos de Piper faiscavam raiva. Os de Amie, medo.

— Falarei uma vez e espero que você consiga entender — Piper encurtou ainda mais o espaço entre elas. — Alex é minha esposa. Eu espero que você consiga frisar isso em sua mente: ela não está disponível, nem pra você, nem pra ninguém — Piper olhou profundamente em seus olhos. — Eu sugiro que você não chegue perto dela para tratar além de negócios. Eu fui clara?

Amie engoliu em seco.

— Agora sim eu lhe fiz uma pergunta. Responda.

— S-sim.

— Ótimo.

Piper foi até minha mesa e pegou minha bolsa.

— Passar bem.

Piper saiu da sala e um sorriso bailava em meu rosto. Ela me entregou a bolsa, ainda com o semblante fechado.

— Esposa? — perguntei, com um sorriso.

— Vamos embora, Alex.






 

Se Piper pediu, quem sou eu para negar?

 


Notas Finais


HAHAHAHA! Piper mostrando quem é quem manda! Adoro! Diane é minha mãe na vida.

Até logo <3

P.s: obrigada pela paciência e carinho de todos. Vocês são fodas!


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