História Her Smile - Capítulo 2


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler
Tags Cadie, Fillie, Joah
Visualizações 20
Palavras 1.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


yehaw, boa leitura

Capítulo 2 - Desconhecida


Finn andava ansiosamente até a livraria CITY LIGHTS. Ele estava com um café preto na mão. Andava pelas sombras, porém procurava as luzes. Ele estava com seus óculos pretos de sempre. Andava rápido, ansiando o momento em que abriria novamente Morro dos Ventos Uivantes. De seus fones, saia a melodia estimulante e tranquilizadora de feng suave - sink into the floor. Finn mantinha sua expressão séria e seu olhar desinteressado para tudo e todos.

 

Ele andou algumas quadras e entrou no estabelecimento.

 

 - Bom dia, senhora Dolores.

 

 - Bom dia, querido. O que vai querer hoje? – a velha senhorinha perguntou docemente ao menino.

 

- Você tem O Morro dos Ventos Uivantes? – ele indagou, parecendo uma criança sem jeito.

 

- Nosso último está com aquela mocinha adorável ali. – ela apontou para a mesma garota do dia anterior, da praia.

 

Finn abaixou levemente os óculos, para poder olhar com mais clareza a menina morena que lia alguma parte do livro.

 

Ele se aproximou, silenciosamente, como um felino espreitando sua presa.

 

A observou durante uns bons segundos, e ela, sem tirar os olhos do livro, perguntou:

 

 - Vai ficar me observando ou tem algo a dizer?

 

 - Você não pode ler nenhum outro livro, não? – ele indagou.

 

- Sinto muito, este é o favorito do meu pai, ele está doido por um. – a menina respondeu.

 

- Mas se é o favorito dele, ele deve ter um. – Finn disse em tom de indignação.

 

- Na verdade não, o dele foi levado pela minha mãe. – ela deu de ombros indo em direção ao caixa.

 

- Eu preciso deste livro tanto quanto você. – Finn sussurrou.

 

- Precisa, é? – debochou – Para o que exatamente? – a menina se aproximou. Mesmo com sua estatura incrivelmente baixa, ela parecia intimidadora.

- Minha irmã está me obrigando a ler ele. – explicou.

 

- Bom, sinto muito, mas eu realmente não consigo mais escutar meu pai resmungando pelos cantos que não tem mais seu livro favorito. – a menina colocou o livro no balcão da senhora Dolores. Ela tirou o dinheiro da carteira, enquanto Dolores a observava com um sorriso doce nos lábios.

 

Finn bagunçou seus cabelos, um ato automático de quando está nervoso.

 

- Boa sorte com sua irmã, espero que ela entenda. – Millie colocou a mão no ombro de Finn e o deu um olhar e sorriso de compreensão.

 

E em um piscar de olhos, o sino da porta tocou. Finn abriu os olhos... A menina não estava mais lá.

 

Finn agradeceu à senhora Dolores e correu para o lado de fora da livraria. A menina estava na esquina até que parou para ajudar um gatinho a tirar a pata de um pequeno pedaço de plástico, que a mesma jogou no lixo.

 

A menina colocou os fones, e sorriu, fazendo Finn se perguntar: “o que será que ela está escutando?”. Finn correu atrás da moça, a puxando de leve pelo antebraço.

 

- Por favor, eu pago pelo livro. – suplicou.

 

A expressão indignada de Millie vacilou, um sorriso interessado surgiu em seus lábios, como se Finn finalmente tivesse tocado no assunto desejado.

 

- Quanto? – ela pergunta.

 

- Quanto custou? – Finn revirou os olhos e pegou sua carreira.

 

- Você sabe que eu poderia mentir quanto ao preço, né? Poderia falar que custou cem dólares para você pagar cento e vinte. – ela disse.

 

- Bom, primeiro que você não tem cara de quem faria algo do tipo, e segundo que... Bom, eu estou confiando em você.

 

- Certo. – ela riu – Bem, custaram apenas trinta dólares.

 

- Pago cinquenta. – ele tirou a nota da carteira.

 

- Faço por vinte. – Millie disse

 

- Mas...

 

- Sem “mas”. Acredite, sei como é ter irmão. Valorize a sua, daria tudo para ter meu irmão de volta. – Millie deu uma risada sem humor e estendeu a mão, esperando ele dar a nota.

 

- Ah... Vamos fazer o seguinte... – ele começa sem jeito.

 

- O que? – ela perguntou o incentivando.

 

- Pago vinte, mas só se você me disser: o que está ouvindo? – ele sugeriu.

 

- Ok, eu te digo e você paga só vinte? – ela perguntou e ele assentiu. – Mas, proponho um jogo.

 

- Um jogo? – ele perguntou.

 

- Você tem algo para fazer hoje? – a menina perguntou, com as extremidades dos lábios sendo puxadas para cima, formando assim, um sorriso doce.

 

- Nada importante, por quê? – o menino fingiu não reparar no sorriso lindo que ela possuía, dando de ombros e abaixando a cabeça.

 

- Agora tem. Você vai passar uma tarde inteira comigo, para eu puder aceitar os vinte dólarese te disser o que estou escutando.

 

Era uma proposta louca. Ele nem sabia seu nome, ela era uma completa desconhecida. Seria loucura se Finn aceitasse passar a tarde com uma completa estranha. Mas, afinal, a loucura que move o mundo.

 

- Eu topo. – Finn se deu por vencido.

 

- Legal. – ela deu leves pulinhos de entusiasmo.

 

- Vamos começar de novo. Acho que começamos da maneira errada. – ele riu.

 

- Você acha, é? Acho que conhecer alguém e já discutir por um livro é um ótimo começo. – a menina abriu um sorriso brincalhão.

 

- Sério? – ele perguntou.

 

- Óbvio que não. Meu nome é Millie, Millie Bobby Brown. – ela estendeu a mão para o cacheado.

 

- Meu nome é Finn. – ele apertou a mesma.

 

- Finn de quê? – ela puxou a mão dele de leve.

 

- Finn Wolfhard. – ele respondeu.

 

- Belo nome, Finn. – Millie elogiou.

 

- Obrigado, o seu também.

 

- Obrigada! – ela deu um sorriso grande. – Bom, então você vai vir comigo, certo?

 

- Certo. – ele revirou os olhos, mas sorriu. – Para onde vamos?

 

- Surpresa! – ela balançou as mãos no ar durante alguns segundos e puxou Finn.

 

Eles andaram um pouco, até chegarem a um lugar aparentemente antigo.

 

- Millie, você não vai me levar até um lugar desconhecido e me matar não, né?

 

Millie levantou um dedo e o colocou nos lábios de Finn, fazendo “shh” enquanto o olhava com um olhar divertido.

 

- Vem comigo. Confie em mim. – ela sussurrou,  o puxando novamente.

 

Finn estaria mentindo se dissesse que não havia notado a voz rouca e, estranhamente, sensual, de Millie. Finn estaria mentindo se dissesse que não havia corado ao sentir o hálito quente de Millie tão perto de sua boca. Teria mentido se dissesse que não reparou que o hálito de Millie cheirava a frutas silvestres e vinho. Também teria mentido se dissesse que não se arrepiou da cabeça aos pés ao ouvir a voz de Millie e sentir seu perfume doce tão próximos ao seu corpo. 

 

Eles pegaram um Taxi amarelo e Millie disse:

 

- Lands End.

 

O motorista foi até o local indicado por Millie.

 

Millie fuçou algo em sua mochila enquanto Finn tirava um divisor de fones do bolço. Ele conectou o mesmo em seu telefone e disse para Millie:

 

- Me empreste seu fone, por favor.

 

- Tudo bem. – ela tirou o mesmo do bolso de seu short cinza e o entregou para Finn.

 

Ele conectou o de Millie em um lado e o seu em outro.

 

- Curte que estilo de música? – ela perguntou ao receber o fone de volta, conectado ao celular de Finn.

 

- Você vai descobrir agora. – ele disse ao apertar o play de Harvey do Her’s.

 

- Bossa? – ela perguntou em tom de descrença.

 

- Tipo isso. – Finn respondeu.

 

- Esse cara faz muitas vozes, não acha? – Millie comentou, como uma criança insatisfeita.

 

- São dois caras, Millie. – Finn respondeu.

 

- Ainda assim. – ela disse. – Chegamos!

 

Millie deu uma nota de vinte ao motorista, que a devolveu algumas moedas.

 

- Bom trabalho para o senhor. – Millie disse antes de puxar Finn para fora.

 

Eles saíram do carro.

 

- É, você quer me matar. – Finn disse.

 

- Bem vindo ao meu lugar. – ela estendeu os braços para cima.

 

- Seu? – Finn olhou para a praia sem areia.

 

- É, meu. É aqui que eu venho para esquecer, respirar, pintar, fotografar, tudo. – ela girou enquanto dizia.

 

- É bonito. – ele olhou ao redor.

 

- Eu sei.

 

- Traz todo mundo aqui? – ele perguntou.

 

- Não, mas abri uma exceção para você. – ela respondeu

 

- Me sinto privilegiado. – ele colocou a mão no peito, convencido, e Millie riu.

 

- Suas músicas são até boas.

 

- “Até boas”? Só isso?

 

- As minhas são melhores.

 

- Duvido muito. Me mostre.

 

- Só quando essa tarde terminar.

 

O silêncio se fez presente, fazendo com que ambos ficassem presos aos pensamentos.

 

Finn e Millie eram completos estranhos no meio do nada. Eles haviam acabado de se conhecer, o que estavam fazendo?

 

- Para onde vamos agora?

 

- Tem um filme ótimo no cinema da Rua quatro. Vamos. – Millie tomou novamente a mão de Finn e, juntos, eles foram na direção do antigo cinema independente.


Notas Finais


espero que tenham gostado...<3
desculpem o cap pequeno, o próximo via ser maior...
beijinhos<3


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