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História Herdeira das Trevas - Capítulo 9


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Notas do Autor


E aí, meus amores?
Como vocês estão? Eu espero que muito bem.
Desculpem a demora, mas os dias foram passando e eu fui me enrolando.
Além de escrever os capítulos dessa história, descobri minha paixão por fanfics interativas (me mandem o link das que vocês conhecem, aliás) e estou gastando todo meu tempo livre montando fichas!
Enfim, depois conversamos mais, boa leitura!

Capítulo 9 - Fantasmas das Trevas


Fanfic / Fanfiction Herdeira das Trevas - Capítulo 9 - Fantasmas das Trevas

 Abri os meus olhos lentamente deparando-me com a mesma floresta dos últimos sonhos. Eu já sabia o que me esperava, então tentei puxar minha varinha, mas minhas duas mãos estavam amarradas com uma corda, que mais parecia raízes de árvore.

 -E cá estamos nós novamente. -O ambiente logo se preencheu com aquela voz horrenda. -Sentiu minha falta?

 -Você é tão covarde a ponto de ter que me amarrar para falar comigo? -Indaguei sentindo o ódio fazer meu sangue borbulhar e as bochechas esquentarem. Quem quer que seja, está com medo. -Vadia estúpida. -Esbravejei antes de ser atingido por um feixe azulado que me atirei contra a copa de uma árvore. Senti minhas costas estalarem. -Pode continuar, gosto de coisas selvagens. -Provoquei sacudindo-me no chão tentando, em vão, arrancar a corda que amarrava meus pulsos.

 -Se acha tão corajosa, mas não passa de uma menina mimada e tola. -Sua voz agora estava cheia de rancor, cada palavra era cuspida. Tentei inclinar a cabeça em sua direção, mas ainda não conseguia enxergar ninguém. -Se eu pudesse fazer tudo que tenho vontade...

 -Não tem ninguém impedindo. -Berrei interrompendo-a. - Estou amarrada e desarmada, o que te impede de me matar? Sua covardia.

 -Metida igual a sua mãe, pena que não tem um terço dos poderes que ela tinha. -Gritei com toda força e girei meus pulsos sentindo a corda afundar em minha carne. Sua risada estava em todos os cantos e era ensurdecedora, como se penetrasse no fundo de minha mente. -E nem chega aos pés daquela beleza medíocre dela. -Fechei meus olhos e balancei a cabeça, tentando acordar a todo custo, mas sua fala ainda estava em minha cabeça. -Como pode ser você a... -Então houve uma explosão.

 Senti meu corpo ser arremessado para longe e as amarras foram rasgadas nesse intervalo. Pus-me em pé com dificuldade e peguei um pedaço de tronco que estava no chão. Eu iria matar essa vadia com minhas próprias mãos.

 -Pare com isso agora! -Berrou uma voz masculina desconhecida. Encolhi-me atrás de uma árvore e apertei o trono em minhas mãos. -Se ele souber disso, você está acabada! Saia da cabeça dela agora.

 Minha cabeça começou a pesar e a visão foi ficando cada vez mais turva. Tentei levantar, mas não obtive sucesso. Encolhi-me como um casulo no chão frio e esperei aquele zunido sair de meus ouvidos. Logo, tudo estava escuro novamente e quando abri os meus olhos, estava em minha cama ao lado de Francis.

                                               

 Dei um pulo da cama sentindo tudo girar e puxei o robe que estava pendurando na cama de Francesca. Caminhei pelo quarto ainda escuro e segui meu caminho até estar fora dos aposentos sonserinos.

 O primeiro com quem esbarrei foi o Barão Sangrento, nosso fantasma, que me fuzilou com o olhar, mas fez a mesma reverência que sempre faz quando me encontra. Não tive tempo de cumprimenta-lo, pois já estava marchando em direção ao dormitório da Grifinória.

 Não existe ninguém nesse castelo que saiba dos meus pesadelos, sem ser Harry Potter e é atrás dele que estou indo. Alguém precisa me ouvir e estou pouco me ferrando se ainda são cinco horas da manhã.

 Ajeitei o robe verde esmeralda de Francis em meus ombros e continuei caminhando pelo corredor, me arrependendo de estar descalça nesse mármore extremamente frio.

 -Mia? -Chamou uma voz feminina fazendo-me virar para trás. Hermione estava parada no fim do corredor com um enorme prato nas mãos, que ela tentou esconder atrás de si. -Está ficando louca? São cinco da manhã! O que está fazendo tão longe das masmorras?

 -O que você está fazendo com esse prato imenso de doce? -Retruquei involuntariamente. -Preciso falar com o Harry.

 -Espere até o café da manhã, pelo menos. -Hermione revirou os olhos e caminhou até o quadro da Mulher Gorda, que estava cochilando. -Dá para sair? Como vou falar a senha com você aqui?

 -É urgente. -Adiantei-me chegando perto da menina. -Não precisa me deixar entrar, só peça para ele vir até aqui.

 -Entrar? -Ela exclamou dando uma risada. -Eu jamais deixaria uma sonserina entrar nos nossos aposentos! Além de ser contra as regras de...

 -Foda-se! -Esbravejei fazendo-a arregalar os olhos. Ergui as mangas do robe mostrando os pulsos em carne viva e revelando alguns hematomas pelo braço. -Foi em um sonho. -Mione não tirou os olhos de meus machucados e tentou pegar em meu braço, mas puxei-o para mim. Não precisava de sua pena, só queria falar com Harry.

 -Só Dumbledore pode resolver isso. -Comentou com o tom de voz baixo. -Harry teve uma noite ruim também, posso garantir. -Ela suspirou. -Eu descobri algumas coisas sobre a sua mãe, esperava que pudéssemos conversar mais tarde, mas acho importante que você saiba logo. -A menina parecia estar reunindo coragem para falar o que me fez cruzar os braços. -Clarice de Lacroix não terminou os estudos em Hogwarts, ela fugiu meses antes de formar-se. Existem inúmeros boatos, porém os mais confiáveis afirmam que sua mãe se juntou aos Comensais da Morte, seguidores de... Hum... Você-Sabe-Quem.

 -Minha mãe era genial, todo mundo adorava ela. Por que ela jogaria tudo fora para se unir aos bruxos das trevas? Isso não é verdade.

 -Pelo visto, pode ser. -Ouvimos um barulho de passos ecoarem pelo corredor. -Isso faria algum sentido. Por anos bruxos ligados às trevas foram atormentadas pelos vilões durante anos.

 -Não sou ligada às trevas. -Murmurei irritada e ela revirou os olhos.

 -Não quero ser pega no corredor conversando com você. -Exclamou voltando a equilibrar seu prato nas mãos. -Mais tarde vamos falar com Dumbledore sobre isso. -Apontou com a cabeça para meus pulsos machucados. -E, por favor, não apareça mais aqui assim.

 

 Quando adentrei o Salão Comunal, já havia alguns alunos reunidos ali. Todos me olharam esquisito, mas bastou uma encara para que voltassem para suas conversinhas idiotas.

 Peguei minhas coisas no armário e entrei na primeira cabine vazia que encontrei, por coincidência a mesma que Draco me ajudou a tomar banho ontem à noite. Com toda essa história de pesadelos, esqueci-me completamente dos acontecimentos de ontem. Por um lado foi bom esquecer o pé na bunda que tomei de Malfoy no meio da transa, isso não é algo comum em minha vida e me deixou bem intrigada. Não consigo pensar em nada que justifique sua atitude repentina. Às vezes você não é tão interessante quanto pensa, Mia Hathaway.

 Tentei afastar os pensamentos de minha mente e me concentrar no que realmente é importante: minha conversa com Dumbledore. Estou atrás de respostas e tenho certeza que ele as tem. Tomei um banho rápido e me aprontei tão velozmente quanto, deixei meus cabelos molhados sobre os ombros e vesti minha calça jeans e um moletom de crochê azul-bebê. Não estou com cabeça para montar um look decente.

 Sai do banheiro e subi as escadas até chegar ao meu quarto. As meninas conversavam tranquilamente quando entrei, e ao contrário dos outros, nem se importaram com a minha presença. A não ser, claro, Francesca que penteava seus cabelos fuzilando-me com o olhar.

 -Bom dia. -Cumprimentei colocando seu robe delicadamente sobre sua cama. -Tive uma emergência e peguei emprestado. -Expliquei e ela continuou me encarando sem dizer nada. -Que foi Francis? Por que está me olhando com essa cara de enterro?

 -Você é muito lerda de não saber que eu a vi correndo por esse quarto de manhã. O que está rolando? -Dei as costas para ela abrindo minha caixa de joias e elaborando uma mentira em minha cabeça. -Sei que anda tendo pesadelos também. -Sussurrou como se estivesse contando um segredo muito importante.

 -É verdade. Ando tendo uns sonhos muitos esquisitos, mas isso sempre rola quando estou estressada. -Menti encaixando um anel em cada dedo. -Fui dormir muito cedo ontem, acordei com a barriga roncando de fome e fui procurar alguma comida.

 -Eu tinha bolinhos. -Exclamou ela batendo com as mãos na mesa. Como eu queria que seus bolinhos fossem a solução dos meus problemas. -Sou sua amiga, está bem? Você pode contar comigo, droga. Não precisa encarar o mundo sozinho o tempo inteiro.

 Senti vontade de dar um abraço tão forte em Francis que seria capaz de arrancar seus olhos fora, mas mantive minha postura e respirei fundo, sentindo-me extremamente culpada por estar mentindo para ela, uma pessoa que aparenta realmente se importar comigo.

 -Também gostaria de saber o que rolou no bar ontem. Você estava do meu lado e, do nada, estava sendo carregada por Draco! -Sua perplexidade me deu vontade de rir, mas minha amiga realmente estava preocupada. Contei a ela toda a história desde a conversa com Paul Portiers até o quase sexo com Malfoy. Foi bom colocar tudo para fora e me distrair um pouco com seus comentários incrédulos. -Desde o começo, sabia que esse professorzinho não tinha cara de boa pessoa. Mas sobre o Draco, eu estou completamente chocada. Ele tem uma ótima reputação em relação aos seus talentos sexuais, nunca ouvi falar dele ter perdido a oportunidade de transar com ninguém.

 -Não me pergunte, porque eu realmente não faço ideia do que rolou. -Dei de ombros e passei uma camada de brilho labial. Eu sabia que Draco Malfoy era esquisito, mas não a esse ponto. -Ele voltou para o Hogsmeade?

 -Sim. -Falou prontamente ajeitando seu vestido de mangas. -Estava transtornado e ficou tão bêbado quanto você. Ele deu um esculacho tão grande na Pansy, você tinha que ter visto. -Draco é realmente maluco. Dois dias atrás ele não estava aos beijos com a sirigaita pelas salas do castelo? Impressionante. -Você precisa de café, ainda está com uma cara péssima.

 

 Francis passou o café da manhã inteiro dissertando sobre suas dúvidas em relação aos seus sentimentos por Zabini. Minha amiga estava com medo de mergulhar de cabeça e se machucar. Olhando para Blásio, torna-se óbvio que ele está encantado por ela, mas se Francis, que o conhece há anos, está com receio, quem sou eu para entender algo sobre?

 Tomei minha terceira xícara de café e procurei Harry pelo Salão, encontrei-o na mesa do centro ao lado dos amigos e respirei aliviada. Estou muito grata por tê-lo ao meu lado nesse momento tão peculiar. Voltei minha atenção à torrada que estava no prato e não pude deixar de reparar a ausência de Draco. Onde foi parar esse menino?

 Decidi parar de me remoer pelo que aconteceu. O comportamento de Draco estava me deixando louca e havia jurado a mim mesma que não rolaria mais nada entre nós, porém sou um ser humano falho e me rendi aos encantos do loiro, mas está tudo bem. Não preciso me repudiar por ter cedido e, muito menos, por ter sido largada por ele.

 Contei os segundos para o fim do café da manhã e dei uma desculpa esfarrapada para Francis, que perguntou se não a acompanharia até os jardins. O trio grifinório também permaneceu no Salão e Harry foi quem tomou à frente pedindo para conversar com Dumbledore.

 -É alguma coisa muito importante? Está um dia tão bonito lá fora, crianças.

 -É de extrema importância. -Respondi com tom de voz sério fazendo-o assentir e nos guiar até sua sala, onde poderíamos conversar melhor. Senti meus batimentos darem um boom quando sentamos à sua frente.

 Harry começou a falar sobre as conversas que tivemos e Dumbledore parecia escutar com bastante paciência.

 -Decidimos, há alguns dias, pesquisar um pouco mais sobre o passado de nossos pais. -Me pronunciei fazendo o diretor voltar sua atenção para mim. -Hermione e Rony nos ajudaram nessa busca. É verdade que Clarice não terminou seus estudos em Hogwarts? -Dumbledore engoliu seco e respirou fundo antes de começar a falar.

 -É verdade, sim. Sua mãe deixou a escola poucos meses antes de se formar.

 -Por quê? -Perguntei prontamente.

 -Perdi o contato com a família De Lacroix no momento em que ela fugiu. Eu e todos os amigos dela passamos anos sem notícias algumas. Só soube de Clarice quando Eron entrou com o processo pela sua guarda, nós nem sabíamos que ela estivera grávida.

 Tentei montar uma linha do tempo em minha mente, mas os acontecimentos ainda pareciam confusos entre si. Então minha mãe estudou em Hogwarts com Eron e os pais de Harry Potter, mas fugiu da escola meses antes de se formar para se juntar a uma seita macabra?

 -Ela era uma Comensal da Morte? -Perguntou Hermione sem papas na língua fazendo o diretor arregalar os olhos em direção à menina. -Clarice de Lacroix realmente fazia parte dos seguidores de Você-Sabe-Quem?

 -Onde foi que vocês viram isso? -Rebateu Dumbledore um tom acima do seu normal. -Essa é uma acusação muito grave, crianças.

 -Sim ou não. -Exigi rispidamente levando um olhar de reprovação de Harry. -Minha mãe praticava as artes das trevas? Por isso estou sendo atormentado por esses sonhos estúpidos? -Exclamei perdendo minha paciência. -Preciso saber a verdade.

 -A verdade é que, enquanto estudava em Hogwarts, Clarice era uma bruxa espetacular, excêntrica e muito talentosa. Não se sabe o porquê dela ter fugido e muito menos o que ela fez enquanto estava fora de vista, mas essa é uma acusação muito grave até mesmo para a senhorita. -Respondeu rígido olhando diretamente para mim.

 -Até mesmo para mim? O que você quer dizer com isso? -Levantei-me e cruzei meus braços na altura do peito.

 -Quero dizer que você está passando dos limites. -O trio encarava-se nervoso sem saber como agir já que a conversa, que antes era dos três, agora se limitava a mim e ao olhar sério de Alvo Dumbledore. -Eu prometi a Eron que teria paciência, mas não sou um santo, senhorita Hathaway.

 -O que está esperando para me expulsar? -Harry levantou-se ficando em minha frente, mas desviei dele. -Por que não me manda de volta para casa? Também vou precisar fugir como fez minha mãe? -O diretor enrijeceu-se na cadeira e suspirou derrotado. -Eu estou tentando com todas as minhas forças conviver bem com os outros alunos, estou frequentando todas as aulas e quase não me meto em confusões. Mas não durmo há semanas e descobri a possibilidade de ser filha de uma bruxa das trevas! E o senhor me diz que eu estou passando dos limites?

 -Mia. -Chamou Harry tocando em meu braço, mas afastei-o drasticamente. -Por favor.

 Seus olhos verdes penetravam minha mente e quase o senti em meus pensamentos. Por favor, não perca a cabeça. Uma voz estranha ecoou em minha cabeça fazendo-me dar dois passos para trás. Olhei novamente para o menino. Por Merlim, não perca a cabeça Mia. Eu preciso de você aqui.

 -Você está tentando falar comigo? -Perguntou e ele juntou as sobrancelhas, como faz quando está confuso. -Harry, você está tentando falar comigo pelo pensamento?

 -Que tipo de mutante você pensa que sou? -Brincou o moreno, mas ao ver minha feição séria entendeu que eu não estava zoando. -Você está dentro da minha cabeça? -Questionou voltando-se para Dumbledore. -Como isso é possível?

 Enquanto Dumbledore tentava explicar alguma coisa aos três, minha cabeça ardia em várias partes, quase como se meus pensamentos estivessem em chamas. Tentei avisar os outros, mas não fui rápida o suficiente e cai no chão vendo, aos poucos, a sala ao meu redor escurecer.

 

 -Você está cada vez mais perto da verdade e, quando essa aparecer, estaremos juntos mais uma vez.

 Abri meus olhos lentamente adaptando-me lentamente à claridade do lugar. Procurei um rosto conhecido a minha volta, mas me deparei sozinha deitada em uma das macas da enfermaria.

 -Finalmente está de volta. -Comemorou madame Pomfrey batendo palminhas com as mãos. -Tem um pessoal aí fora querendo vê-la. -Comentou ela e, antes mesmo que eu pudesse pedir para não receber visitas, liberou a entrada de Harry, Hermione e Rony.

 -Você está bem? -Perguntou Potter segurando minha mão e procurando por algum ferimento em meu rosto.

 -Acho que sim. -Respondi dando de ombros.

 -Tenho umas hipóteses muito loucas na minha cabeça. -Falou Hermione vindo em minha direção, mas ao ver minha feição cansada apenas sorriu francamente. -Mas pode ficar para depois. -Acrescentou. -Está sentindo alguma coisa?

 -Só um pouco de náusea. -Rony entregou um de meus anéis de volta para mim. Era justamente o meu favorito, que tinha uma pedrinha de ônix e molde de ouro, que foi dado a mim por Eron no meu aniversário de doze anos. -Obrigada, não sei o que faria se tivesse perdido.

 -Cadê ela? -Berrou uma voz conhecida e poucos segundos depois Francis invadiu as cortinas com o rosto vermelho de raiva. -O que vocês fizeram com ela, seus imbecis? -Perguntou sacando sua varinha.

 -Francis. -Repreendi enquanto ela apontava sua arma para o rosto de Rony. -Abaixa isso. Eles só me ajudaram. -Minha amiga abaixou sua varinha vagarosamente, mas manteve seu olhar de nojo destinado ao trio.

 Harry falou que estava aliviado por eu estar bem e pediu para que eu o procurasse a qualquer momento, caso não me sentisse legal. Hermione e Rony foram atrás do amigo, a castanha furiosa com o comportamento de Francesca. Essas duas realmente não nasceram para se dar bem, o que é uma pena já que ambas são meninas tão especiais.

 -Estou caçando você há horas! -Exclamou ela dando-me um abraço repentino. -Pensei que tivesse fugido. -Retribui seu abraço e ela sentou-se ao meu lado. -O que rolou?

 -Não sei. -Menti mais uma vez. Parece que estou ficando boa nisso. -Estava andando pelos corredores e desmaiei, quando acordei já estava aqui.

 -A madame Pomfrey disse que você vai precisar passar a noite aqui em observação. Vou convencê-la de me deixar ficar contigo. -Sorri em agradecimento. Me sentia um tanto quanto culpada em não contar os fatos para Francis, mas tê-la por perto seria muito bom. -Então eu vou lá resolver isso, daqui a pouco volto com seu pijama e uns bolinhos. -Piscou para mim antes de sumir entre as cortinas da enfermaria.

 O que aconteceu comigo, afinal? Minha última lembrança é minha discussão com Dumbledore e a parada bizarra que rolou entre mim e Harry. Eu estava ficando louca ou realmente consegui ler seus pensamentos? Nunca fiz isso antes e tenho certeza que não é algo bom.

 -Fico aliviado que esteja bem. -Dumbledore passou entre as cortinas e parou à minha frente. -Sinto muito pela forma como nos tratamos mais cedo. -Eu não sinto nem um pouco. -Não é comum eu sair do sério daquela maneira. Pelo visto, há muitas coisas sobre você que não sei ainda e estou disposto a ajuda-la a enfrentar seu passado. Podemos junto, dar um jeito no que está te perturbando.

 -Só quero terminar o ano letivo inteira. -Confessei e ele sorriu como de costume. -Mas precisa aceitar que não vou parar até descobrir a verdade sobre minha mãe, o que levou ela a fugir de Hogwarts e o que ela fez nesse meio tempo, e por fora talvez descobrir algo sobre meu pai. -Ele encarou-me sem tirar o sorriso do rosto, parecia compreender minha angústia por mais que não falasse nada. -Você pode tentar me parar, mas não vou desistir de descobrir quem eu sou.


Notas Finais


O que acharam?
Nesses dias em off, percebi a presença de novos leitores! Por favor, se apresentem! Eu adoro conversar com vocês.
Peço, como sempre, encarecidamente para comentarem (fantasmas apareçam!)
Até o próximo capítulo.


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