História Herdeiras de uma Guerra - Capítulo 7


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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Sam Winchester
Tags Bobby, Castiel, Dean, Guerra, Herdeiras, Sam, Sobrenatural, Supernatural, Winchester
Visualizações 165
Palavras 3.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heey lindos, depois de um dia cansativo no Enem, finalmente vou postar o cap kkk
E sejam bem vindos novos leitores!! <3

Capítulo 7 - Alerta dos Céus


__ Onde estava? – Perguntou Alice, enquanto Millie fechava a porta do quarto. A morena não respondeu apenas se jogou ao lado de Alice na cama, deixando sua própria cama de lado, e puxando parte do cobertor da amiga. – Mi, o que houve? – Millie não respondeu, e abraçou forte a amiga. Alice decidiu não perguntar mais nada, no outro dia conversariam.

  

   O dia logo amanheceu. Sam e Dean estavam dobrando os cobertores que haviam dormido no sofá. Dean não era muito alegre de manhã e Sam sabia disso, mas ele estava estranho, algo o incomodava, e o moreno não hesitou em perguntar.

__ O que você tem hoje?

__ Nada, só não consegui dormir. – Respondeu o loiro sério sem tirar os olhos do lençol.

__ É só isso mesmo? – Perguntou o moreno levantando as sobrancelhas, não acreditando na resposta do irmão.

__ Sim, Sam, é só isso. – Respondeu irritado.

__ Dean... Não somos mais crianças, sei quando você não está bem. – Sam ainda tentava convencer o irmão a lhe contar o que havia acontecido. Dean com um suspiro respondeu:

__ Acho que fiz a maior merda da minha vida. – Respondeu o loiro, jogando o lençol dobrado no sofá e encarando Sam.

__ O que você fez? Fiquei perto de você o tempo todo...

__ Eu beijei a Millie. – Interrompeu-o Dean.

__ Millie? – Perguntou Sam, apontando para o corredor em que ficava o quarto das meninas.

__ Sim, conhecemos outra? – Perguntou o loiro sarcástico.

__ Dean... Por quê? – Sam estava surpreso. Mas ao mesmo tempo queria rir.

__ Eu não sei... Sei lá, não sei explicar. – Ele encarava o chão enquanto falava, só voltou a encarar o irmão quando viu que o mesmo estava rindo. – Qual é a graça?

__ Desculpe. Mas sei lá, uma semana atrás você odeia a garota e a chama de pirralha, e agora...

__ É... Mas eu não pretendia que isso acontecesse. – Disse ele em tom sério.

__ E ela? – Perguntou Sam.

__ O que tem?

__ Continuou o beijo?

__ Sim... Mas depois ela saiu sem dizer nada. – Respondeu o mais velho pensativo.

__ Claro Dean, você a deixou confusa. Você me disse ontem que ela havia terminado com o namorado. Ter beijado você fez ela se sentir culpada.

__ É... Mas se soubesse o quanto eu tô arrependido.

__ Agora tá feito. Só a trate normalmente pra que não fique um clima ruim. – Aconselhou o moreno. – Mas cara, ainda não acredito que você beijou ela. Ela é uma garota legal, daria uma boa cunhada. – Brincou Sam, que logo foi surpreendido por uma almofada em seu rosto.

__ Dá pra você parar. Ela estava frágil... – Tentou argumentar Dean. – Não sei por que ainda estou te contando isso.

__ Ah vai, era só brincadeira.

__ Xiu! – Protestou Dean para que Sam ficasse quieto, pois a porta do quarto das meninas havia sido aberta. Depois de alguns segundos surgiu Alice, com uma escova de dente na mão, estranhando o modo como os meninos a encaravam.

__ O que foi?

__ Bom dia! – Disfarçou Sam.

__ Bom dia! – Respondeu Alice indo em direção ao banheiro.

 

 

                                                      X _ X _ X

 

 

__ Mi, acorda! – Pediu Alice enquanto balançava a amiga, que logo foi desperta. – Eu não iria te acordar, mas nossos amigos estão aí. Eles queriam nos ver.

__ Diz que eu já vou... – Respondeu Mi levantando ainda sonolenta. Caminhou em direção ao banheiro e tomou um banho. Ela estava indo em direção a varando quando deu de cara com Dean no corredor. – Desculpe. – Pediu ela.

__ Eu queria falar com você... - Disse ele ignorando as desculpas da menina.

__ Pode ser depois é que... – Millie foi interrompida pelo chamado de sua amiga Darla. Que os encarava diante da porta de vidro.

__ Anda logo Millie, daqui a pouco vamos ter que ir embora.

__ Tudo bem! Depois nos falamos. – Respondeu o loiro saindo em seguida. Ainda pôde ouvir a menina de cabelos rosa perguntando:

__ Uau, quem é aquele loiro? – Ele não conseguiu ouvir a resposta de Millie e foi em direção à biblioteca onde estava Sam.

 

   As meninas ficaram um bom tempo conversando com seus amigos. Que tentavam convence-las a voltar para escola na semana seguinte, que foi respondida por um talvez. Eles despediram-se e elas entraram em casa.

   Quando entraram, Millie foi para o quarto. E Alice foi até Sam onde o mesmo estava no sofá em seu notebook.

__ O que está fazendo? – Perguntou a loira, sentando ao lado do Winchester.

__ Vendo noticiários. – Respondeu ele sem tirar os olhos do monitor.

__ (Vendo se tem algum caso). - Insistiu ela.

__ É, pode ser...

__ Achou algum? – Perguntou ela interessada. Ele respondeu depois de um breve suspiro e uma olhada severa para a garota.

__ Não sei... Três pessoas estão desaparecidas em Martinsburg, Virginia. – Respondeu ele. - Amigos e parentes dizem que a última vez que foram vistos, eles estavam indo até a mansão Scheidemann, essa mansão foi abandonada depois da segunda guerra mundial. Existem bastante lendas sobre ela.

__ Que tipo de lendas? – Perguntou ela.

__ Não! – Falou ele autoritário. – Vocês não vão.

__ Ah! Qual é Sammy. – Vociferou a menina se levantando do sofá. - Nós fomos bem no outro caso.

__ Alice. Não! – Gritou Sam, se levantando também e ficando de frente para a garota.

   Millie que estava no quarto com fones de ouvido, não conseguiu deixar de ouvir a discussão. Quando saiu do quarto viu que Dean já estava indo em direção à sala, como ela.

__ Tá, mas nós ajudamos vocês. – Continuou a gritar Alice. – Se não fosse por Millie, vocês só iam descobrir do que se tratava no próximo século.

__ O que está acontecendo? – Perguntou Dean se intrometendo.

__ Ouça... – Pediu Sam agora mais calmo. – O trato foi vocês ajudarem só naquele caso.

__ Tá, mas o que te impede de levar a gente agora? – Perguntou Ali.

__ Pode ser perigoso, Ali... – Tentou dizer Dean.

__ O outro caso também foi perigoso. – Disse a loira interrompendo Dean. – Millie diz alguma coisa? – Millie que até agora estava quieta, foi obrigada a se pronunciar.

__ Ali, eles não têm obrigação. – Disse ela tentando manter a calma da amiga. – Por que fazer caso por algo assim?

__ Millie, você disse que estaria comigo nisso... – Disse a menina se segurando para não chorar. – Só... Só assim vamos aprender... Precisamos aprender. – Se corrigiu ela. – Você viu o que aqueles... Aqueles... – Alice já não suportava mais se segurar. – Demônios fizeram. – Continuou ela firme, mas logo caindo no choro.

   Enquanto Alice chorava, prendendo a atenção de todos. Millie que estava ao lado do corredor, pode ver as luzes que piscavam na cozinha, e alguns armários abrindo as portas. Ela olhou de volta para a amiga, e a puxou o mais rápido que podia, a levando para o quarto, e fechando a porta atrás de si, deixando os rapazes confusos. Logo assim que entraram as luzes do quarto começaram a piscar, fazendo as suspeitas de Millie fazerem sentido, Alice estava provocando aquilo.

__ Alice! – Chamou Millie que se sentou ao lado da amiga na cama. – Pare de chorar, olhe o que está fazendo. – Pediu a morena. A amiga olhou em volta surpresa pelo que estava vendo, logo assim que parou de chorar viu que tudo se acalmou e as lâmpadas voltaram a funcionar normalmente.

__ O quê...? – Alice não sabia o que dizer...

__ Você também... Isso... Isso só acontece quando nossas emoções estão se manifestando. – Raciocinou Millie sussurrando e andando pelo quarto de um lado para o outro.

__ Millie, pare com isso, está me assustando. – Pediu a loira tirando a atenção da amiga.

__ Desculpe... – Lamentou a morena se juntando a amiga na cama novamente. Logo a porta foi socada de leve, chamando a atenção delas:

__ Millie, Alice! Abram! – Pediu Dean autoritário. Millie se levantou e logo abrindo a porta. – Vamos sair amanhã de manhã as seis, estejam prontas! – Disse ele frio, e logo dando meia volta.

__ Dean! – Chamou Millie saindo do quarto e fechando a porta. – O quê...?

__ Vocês conseguiram! – Disse ele interrompendo Millie ainda com seu tom seco e voltando a olhar a mesma. - Vocês podem ir, mas eu não assumo nenhuma responsabilidade se acontecer alguma coisa com vocês, vocês sabem o que fazem. – Continuou ele sério.

__ Dean...

__ Eu te pedi pra não fazer isso por vingança e olha o que vocês estão fazendo. – O loiro dizia, agora tirando a frieza de sua voz.

__ Mas e se somos destinadas a entrar nessa vida? E se tudo isso aconteceu por um motivo?

__ Acredita mesmo nisso? – Perguntou Dean levantando as sobrancelhas. – Então definitivamente você não foi feita para isso. – Ele se virou para sair, mas Millie segurou seu braço.

__ Desculpe Dean, gosto muito de você, mas não vai me fazer mudar de ideia. – Disse a garota olhando fundo nos olhos verdes do loiro. – Eu quero isso, mais que tudo. Não por amor ao trabalho ou coisa parecida. Mas nossas mães não mereciam aquilo, a morte delas não vai ser em vão. – Depois de dito isso a menina voltou a entrar no quarto.

    Anoiteceu mais rápido do que esperavam, Alice e Millie decidiram sair do quarto para preparar algo para comerem. Sam e Dean estavam na sala, enquanto Sammy estava em seu notebook, Dean se distraía com um filme de cowboy na tv, enquanto bebia sua cerveja.

   Já na cozinha Alice olhou do corredor para a sala para ver se os meninos estavam ocupados, para assim poder conversar em particular com Millie.

__ O que está acontecendo com você? – Perguntou a loira.

__ Do que está falando? – Millie agora soltava a faca que estava em suas mãos onde cortava o pimentão.

__ Da noite passada, o que foi aquilo?

__ Ah, isso. – Disse a morena voltando a cortar. – Desculpe ter te deixado preocupada... Eu só estava... Acho que confusa.

__ Acha? Confusa por que, Millie?

__ Eu e Dean... Nós... – A menina não sabia como dizer. – Ai Ali, estou com vergonha.

__ Você e ele se pegaram? – Perguntou Alice rindo. – Tipo, se pegaram... – Repetiu ela fazendo gestos com sua mão.

__ Não! Desse jeito não, tá louca? – Millie estava vermelha de vergonha. O que fazia a amiga rir mais ainda. – Dá pra você parar?

__ Tá bom... Tá bom. Mas espera... – Pediu a menina logo parando de rir e se lembrando... – E Thomas?

__ Nós terminamos ontem, - Respondeu a morena. – Ai, Ali, ele disse coisas horríveis, não dava pra continuar.

__ Foi tão horrível assim?

__ Sim, ele continuava a achar que eu tinha algo com o Dean.

__ Ué? Mas não tinha? – Perguntou a loira confusa.

__ Não, claro que não. Sabe que eu não faria isso. – Respondeu Millie tentando não parecer ofendida. – Eu e Dean nos beijamos, mas foi ontem à noite, depois que eu terminei com o Thomas. – Explicou ela. – Agora eu estou um pouco... Sei lá... Confusa. – Ela pausava enquanto falava.

__ Você não devia tá tão preocupada... A menos que... – Alice olhou para a amiga com a expressão séria. – Mi você tá gostando dele?

__ O quê? Não! – Negou ela abaixando os olhos, deixando assim a resposta bem óbvia.

__ Ai, Millie, não acredito... Tanta gente... – A loira só balançava a cabeça, desacreditada. – Mas se ele for te fazer feliz, quem sou eu pra julgar.

__ Ai para, do jeito que você fala, parece que a gente vai casar. – Disse a menina indo até o corredor para ver se os irmãos estavam ouvindo. – Olha só, só foi um beijo. Mas agora está sendo difícil encará-lo, estou com vergonha.

__ Então trate de superar essa vergonha, porque ele não parece se importar com isso. – Respondeu Ali indo ver o que Millie estava preparando no fogão.

__ Eu sei, ele é meio que do tipo...

__ Que pega todo mundo? – Perguntou a loira rindo, e indo pegar um garfo para experimentar a comida.

__ Exatamente! – Respondeu Millie. – Por isso não vou me apegar, não se preocupe.

__ O que estão preparando? – Perguntou Sam entrando na cozinha. Interrompendo as meninas.

__ Yakisoba. – Respondeu Mi. – Você gosta?

__ Claro. – Respondeu ele pegando um prato. – Olha Alice, me desculpe por...

__ Tá tudo bem, Sam. – Interrompeu-o ela. – Eu também errei. Vamos apenas esquecer, ok?

__ Ok. – Respondeu ele aliviado.

 

                                                      

 

                                                      X _ X _ X

 

 

 

   As seis em ponto todos já haviam colocado suas malas no carro. Dean ainda estava emburrado, mas isso não fez a animação das meninas diminuírem.

__ Sam? – Chamou Alice, enquanto olhava em seu celular fotos da mansão.

__ Sim?

__ Que tipo de lendas envolve essa mansão Schei... Sheide...? – Perguntou a loira gaguejando.

__ Scheidemann. – Corrigiu Sam. - Bom, parece que ela foi construída no período da Segunda Guerra, - Começou ele. - uma família Nazista veio até solo Americano dizendo ser refugiados da Itália. Eles tinham muito dinheiro, e em pouco tempo construíram a casa, as autoridades nunca suspeitaram deles. Mas depois de uma briga com um oficial americano, eles o mataram a facadas, e os próprios vizinhos fizeram justiça com as próprias mãos, matando a família a pauladas dentro da mansão. Mas dizem que eles ainda vivem na casa, e enlouquece todos que entram nela. Existem muitos casos de pessoas que vão até lá e não voltam mais, vamos descobrir se é verdade.

__ Nossa! – Exclamou Millie. – Que história...

__ Você diz família, quer dizer que também tinham crianças? – Perguntou Dean tirando os olhos da estrada e olhando para seu irmão que estava ao seu lado.

__ Sim. – Respondeu Sam. – Havia a Magda Scheidemann de oito anos, Peter Scheidemann de onze, Susie Kutner de dezessete, ela era adotada, e tinha graus de esquizofrenia. E seus pais Edelina e Albert Scheidemann...

__ Espera. – Pediu Mi. – Eles mataram todos, inclusive as crianças? – Perguntou ela.

__ Sim. – Respondeu Sam. - Pelo que os moradores disseram, eles também participaram da morte do oficial. Parece que os pais queriam que aprendesse desde cedo.

__ Meu Deus! Que coisa horrível. – Lamentou Alice.

__ Esperem, esperem... – Pediu Sammy, enquanto ainda olhava seu telefone. – Havia um bebê também, ninguém sabe o nome da criança. E o irmão de Albert também estava na casa e envolvido na morte do oficial. Seu nome era Paul Scheidemann.

__ Também foi morto? – Perguntou Dean.

__ Sim. – Respondeu o moreno. – E ninguém sabe o que aconteceu com o bebê.

__ Espero que tenha sobrevivido. –Torceu Millie.

 

   Despois de quase seis horas dentro do veículo em movimento. Dean resolveu parar pra abastecer. O loiro foi olhar para o banco de trás para avisar as meninas e viu que elas se encontravam dormindo. Com ajuda de Sam, eles tentaram acordá-las calmamente.

__ Alice, Millie. Acordem! – Chamou Sam, chacoalhando-as de leve.

__ Não. – Respondeu Millie choramingando. Até que Dean cansado daquilo, apertou a buzina do impala com força, fazendo as meninas pularem do banco.

__ Você tá maluco? Quer nos matar? – Perguntou Alice irritada, saindo do carro ignorando a mão de Sam que tentava ajudá-la.

__ Desnecessário... – Falou o moreno segurando para não rir. Enquanto Dean caía na gargalhada. – Vou atrás dela. – Afirmou saindo em seguida.

   Dean viu Millie saindo do carro emburrada, aproximou-se da menina chamando-a.

__ Millie? – Chamou. Sem resposta. – Millie? - Tentou mais uma vez. Nada.

   A menina agora fechava a porta do carro para sair. O loiro a vendo ir embora, a puxou pela cintura, empresando-a no carro.

__ O quê tá fazendo? – Perguntou ela dando socos não muito fortes no peito do loiro.

__ Quero falar com você. – Disse ele, soltando-a em seguida.

__ O quê? Mais um conselho pra fazer eu e Alice desistir? – Perguntou ela com o tom alterado. – Dean, já falei pra você não se meter, é nossa vi...

__ Não é isso! – Gritou ele para que seu tom ficasse mais alto que o dela, interrompendo a menina.

__ Então...? – Perguntou ela, agora sua voz soava mais baixa.

__ Sobre o beijo daquela noite. – Disse ele, deixando uma expressão de surpresa no rosto da menina. Ela pensou que ele havia esquecido que tinha sido só mais uma boca que ele beijou.

__ O que têm? – Perguntou ela, olhando para o chão, tentando esconder sua vergonha. Ele ficou encarando-a, notando cada gesto desconfortável dela, e percebeu que adorava aquilo. – O... O... Olha Dean, acho melhor esquecermos aquilo. – Gaguejou a menina, tentando sair de perto do loiro, que a puxou novamente.

__ Pode me escutar? – Dito isso o loiro continuou depois que Millie concordou com a cabeça. – Me desculpe, eu não devia ter feito aquilo. Você estava confusa com o fim do seu namoro e eu... Eu nem pensei direito... Enfim, desculpa. – Ele olhava para os olhos castanhos avermelhados da menina, parecia que estava hipnotizado.

__ De... Dean, eu também continuei o beijo. Não foi só culpa sua. – Respondeu ela. A menina não conseguia mais encará-lo. – Acho melhor irmos almoçar. – Disse ela saindo mais uma vez. E mais uma vez Dean a puxa de volta.

__ Será que dá pra você parar de fugir? – Perguntou ele irritado.

__ Como você quer que eu aja? – Perguntou ela. - Dean, eu terminei com meu namorado em um dia, e depois já estava beijando outro... E... Eu não sou assim.

__ Sei que não é... – Concordou o loiro se aproximando da menina. – Eu também não costumo ser tão insensível assim... – Seus rostos agora estavam a centímetros um do outro. – Só que eu não sei o que está acontecendo. – Ele se aproxima mais e mais da boca de menina que não consegue resistir.

__ Dean...

   Quando estão quase se beijando, são interrompidos por uma mulher que desce de seu carro irritada, ela estava lá há muito tempo e eles não tinham notado.

__ Vocês vão abastecer ou não? Eu tenho hora. – Reclamou a loira enquanto colocava suas mãos na cintura em forma de protesto.

__ Desculpe, eu já vou. – Pediu Dean com um suspiro.

__ E... Eu vou ver Alice e Sam. – Falou Millie envergonhada saindo em seguida.

__ Ok. – Respondeu ele.

 

   Todos se encontraram em uma lanchonete logo ao lado do posto de gasolina. Fizeram seus pedidos e se sentaram em uma mesa pequena com quatro cadeiras.

__ Quanto tempo para a gente chegar a Martinsburg? – Perguntou Alice.

__ São mais ou menos dezessete horas de Sioux Falls para lá. – Respondeu Sam.

__ Então vamos chegar até lá de madrugada. – Disse Dean com a boca cheia de seu hambúrguer. – Estamos quase chegando a Chicago.

__ Chegando lá podemos dormir. Porque só vamos investigar durante a noite. – Disse Sam.

  

   Dean dirigiu o dia todo, logo na entrada de Martinsburg já estava mais que cansado. O loiro logo avistou um hotel e não hesitou em parar.

__ Um quarto com quatro camas, por favor. – Pediu o loiro ao recepcionista.

__ Um quarto com quatro camas? É meio difícil de achar, senhor. – Respondeu o homem.

__ Já percebi. – Respondeu Dean revirando os olhos.

__ É sério? Mais uma vez isso? – Perguntou Alice.

__ Eu já nem discuto mais. – Comentou Millie.

__ Já deixamos vocês virem, então não reclamem. – Respondeu o loiro autoritário. – Tem algum com três camas?

__ Sim! – Respondeu o homem sorridente. – Aqui está. – Disse ele lhes entregando a chave.

   Sem comer nada, todos estavam cansados. Foram direto pra cama, Millie e Alice se aconchegaram uma ao lado da outra.

__ Vê se não me expulsa da cama dessa vez. – Disse Mi.

__ Ai, eu já pedi desculpa, não vai mais acontecer. – Respondeu Alice sorrindo apertando as bochechas de Millie com as duas mãos, em seguida puxando a cabeça da morena dando um beijo em sua testa. – Boa noite!

__ Boa noite! – Respondeu Mi.

 

   As duas dormiram rapidamente devido ao cansaço, Millie não tinha mais pesadelos há dois dias, mas nessa noite eles voltaram a aparecer.

   Ela caminhava por um jardim lindo, onde tinha muitas borboletas, flores de várias cores, e um lago logo a sua frente com águas cristalinas.

__ Olá Millie, está perdida? – Perguntou Dean. Com uma calmaria que Millie estranhou. Ele estava sentado em um banco próximo ao lago, com blusa e calça branca, destacando seus olhos azuis.

__ Dean? – Perguntou Millie incrédula. – O que faz aqui...? Na verdade, o que fazemos aqui? – Perguntou ela confusa.

__ Estamos onde você gostaria de estar. – Respondeu ele sem tirar a calma em sua voz, levantando do banco, fazendo gestos com sua mão mostrando tudo em volta. - Com quem gostaria de estar. – Disse ele agora apontando para si, e caminhando até a menina.

__ Então... Você não é o Dean? – Perguntou ela.

__ Não!

__ Isso explica os olhos azuis. – Disse Mi.

__ Sim! São as únicas coisas que não podemos mudar. – Respondeu ele sorrindo.

__ Mas não é com ele que eu gostaria de estar. Acho que tem algo errado...

__ Não tem nada de errado, são seus desejos mais profundos, não sou eu que altero e sim você!

__ Então está dizendo que eu estou fazendo isso tudo? – Perguntou Millie olhando em volta.

__ Sim! Afinal o sonho é seu. – Respondeu ele.

__ Por que estamos aqui? – Perguntou a morena.

__ Fui enviado para te alertar. – Respondeu o loiro quando notou que ela o ouvia com atenção, continuou. – Se continuar nessa cidade, coisas ruins podem acontecer, quero dizer, tanto com você quanto com seus amigos. E o fim não vai ser muito bom.

__ Do que está falando?

__ Ouça Millie, não estou falando da mansão e nem de criaturas na qual aqueles caçadores matam. Falo de amor, é um sentimento bonito, mas colocado na pessoa errada e na hora errada, pode causar muito sofrimento. As pessoas falam que estão querendo proteger a pessoa amada, mas na verdade só as fazem sofrer. Esse sentimento pode iludir, provocar danos que podem ser eternos. Podem até mesmo levar a morte.  – Cada vez que ele falava deixava Millie mais confusa.

__ Você está me deixando assustada, será que dá pra você explicar isso direito?

__ A única coisa que posso dizer é pra você não confiar em uma pessoa que acha que conhece. – Disse ele, enquanto a deixava a menina nervosa, sua expressão zen não mudava.

__ De quem está falando? Quem é você?

__ Sou um anjo, sirvo ao senhor! – Respondeu ele, deixando a menina boquiaberta.

__ Tá zoando né? – Perguntou ela rindo nervosamente.

__ Meu nome é Ariel. Minha função é a proteção dos seres humanos.

__ Proteção? E quanto às milhares de pessoas que morrem todos os dias? – Perguntou a morena.

__ Algumas pessoas já aprenderam tudo o que tinham que aprender na terra. Mas para finalizar nossa conversa, você tem seu livre arbítrio, se quiser ficar, pode ficar, mas arque com as consequências depois. – Ariel terminou a conversa, quando a menina ia dizer algo ele a interrompeu. - Boa sorte, Millie!

__ Espere, De... Ariel?

   Millie foi rodeada por uma luz forte e branca, a fazendo despertar ao lado de Alice, soando frio.

__ Tá tudo bem? – Perguntou Alice sussurrando para não acordar os irmãos. Millie apenas fez que sim com a cabeça, respirando fundo, virou para o lado e tentou dormir.


Notas Finais


Bom, foi isso, espero que tenham gostado.
Gente eu tô meio insegura, queria saber a opinião de vocês, eu não sei se estou fazendo um bom trabalho em relação a fic, então se puderem dizer kkk. Como eu disse antes, eu aguento as críticas seja ela positivas ou negativas kkk
Bom, até semana que vem bjuu


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