História Herdeiro da Águia - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags França, Napoleão, Steampunk
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Palavras 1.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Steampunk, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu irei demorar um pouco para postar novos capítulos por causa da faculdade então aguardem pacientemente, tentarei postar um novo capítulo toda semana, agradeço a compreensão e desculpem-me pelo capítulo ser pequeno.
Espero que gostem
:p

Capítulo 2 - II


Fanfic / Fanfiction Herdeiro da Águia - Capítulo 2 - II

As carruagens pararam em frente aos imensos portões de ferro, estava me sentindo um trapo, um soldado pulou da carruagem e abriu a porta. Madame St. Elme foi a primeira a descer, um soldado pegou a sua mão para ajuda-la a descer, ela foi seguida por Alexander e logo depois por mim. Os raios do Sol matutino estavam aparecendo atrás da mansão, mas o vento frio ainda persistia.

Atravessamos os imensos portões e caminhamos pela estrada de tijolos de pedra, dois soldados estavam nos acompanhando com os seus rifles em punho. O jardim estava coberto de neve, as árvores com os galhos abarrotados da neve que caiu durante a noite, as estatuas de deuses gregos e romanos que há no caminho também seguiram pelo mesmo caminho. A balança que Temis nos mostrava estava com os pratos cheios de neve.

Paramos em frente a porta da mansão. A mansão tinha quatro andares, várias janelas grandes e suas paredes estavam pintadas de bege e branco, alguns detalhes nas janelas de vermelho, a bandeira da casa flamulava no alto, um leão rugindo em pé em um fundo vermelho. Madame St. Elme ama o estilo renascentista desde que ela viajou para a Itália e ela fez questão de colocar isso em sua casa imensa.

As engrenagens fizeram um enorme barulho para abrir as portas. Ao abrir as portas completamente revelou-se um enorme salão. O teto era côncavo com desenhos feitos a mão com deuses e figuras humanoides como sátiros e ninfas, no meio havia um grande lago onde todos esses personagens estavam reunidos dançando ou se banhando. No meio do lago tinha um grande candelabro prateado com várias lâmpadas acesas e brilhando fortemente. As paredes eram brancas com detalhes em dourado, o chão tinha um enorme tapete vermelho que se estendia o mais longe que os olhos podiam ir.

No meio do salão há um corredor que leva as outras partes da mansão, nos lados do corredor há duas escadas circulares com corrimões desenhados com uma perfeição invejável. No topo do andar, bem no meio, tinha a figura feita em bronze de Apolo segurando um arco e uma tocha apontando para cima. Atrás da estátua há uma outra porta dourada requintada onde fica o elevador, nos lados da porta há vários quadros mostrando a descendência da Madame St. Elme.

Entramos no salão, a família de Juliette nos acompanhou. Madame St. Elme levanta um dedo e uma empregada junto com um mordomo surgem. A empregada anda até a nossa frente e se curva com toda a sutileza, o mordomo faz o mesmo gesto. Ambos se levantam depois.

A empregada é menor que o mordomo, mesmo estando de salto alto. Seus cabelos loiros estavam presos por um laço azul, olhos grandes azuis, nariz longo e pontudo, pele branca, lábios grandes e um rosto oval. Vestia um vestido preto longo de botões, ela possuía o brasão da família no peito.

O mordomo tinha cabelos cacheados pretos, olhos fundos com a cor igual a dos cabelos, pele morena, rosto quadrado, nariz achatado, lábios proporcionais, sem barba como exigido pela Madame. Seu terno preto estava em perfeitas condições junto com o seu colete marrom com botões pretos, usava uma camisa branca com uma gravata borboleta, calças pretas, luvas brancas e sapato lustrado. No peito, igual a empregada, carregava o brasão da família.

- Por favor, levem a família para os quartos de hóspedes, os tratem bem.

Eles se curvam e andam em direção a família. Pierre dá um passo para trás, acho que ele nunca se viu tão bem tratado. O mordomo abaixa a cabeça e estende a mão para Juliette que responde o convite e a pega com toda a gentileza. A empregada faz um gesto para que prossigam, o mordomo anda na frente segurando a mão de Juliette, depois de toda a família passar a empregada acompanha.

Apollon olha para mim enquanto passa por mim e faz um gesto com a cabeça, eu respondo o gesto. Eles prosseguem o caminho até o corredor onde virão e somem entrando em outro corredor mais distante ao fundo.

Madame St. Elme se vira e olha para nós.

- Eu falei para voltarem cedo. Olha a confusão que se meteram

- Mas.... – Ela levanta o dedo indicador para os lábios interrompendo o que Alexander iria falar.

- Quando os dois acordarem teremos uma conversa séria – Ela abaixa o dedo – Agora vão para cama, vocês não dormiram nada.

Alexander e eu obedecemos sem questionar, subimos as escadas, olhei para baixo e Madame St. Elme acenava para mim. Alexander já tinha apertado o botão então apenas esperamos, a porta se abriu mostrando o elevador branco e dourado, entramos. A porta se fechou e Alexander apertou o botão para o terceiro andar e o elevador começou a subir.

O silêncio estava me deixando desconfortável, era sufocante e até um pouco angustiante.

- Você está bem? – Perguntei quebrando o silêncio

- Sim – Respondeu Alexander seco

Acho que essa conversa não foi muito produtiva, resolvi não forçar a conversa e deixei o silêncio tomar conta novamente.

O terceiro andar finalmente chegou. Nós saímos.

Demos bem no meio de dois corredores idênticos. O corredor era longo e espaçoso, cadeiras de madeira acolchoadas e pequenas mesas estavam espalhadas em fileira próximo as paredes. Várias janelas grandes permitiam que os primeiros raios do dia entrassem e iluminassem o local. No lado oposto das janelas tinha algumas portas de madeira davam para vários cômodos, dos mais diversos. As paredes eram revestidas de madeira com esculturas de mármore presas exibindo diversos desenhos esculpidos.

Candelabros prateados estavam presos ao teto por longas correntes. O teto também era revestido de madeira o que dava um toque muito mais antigo e aristocrático a essa parte da mansão, algo raro já que a Madame St. Elme fazia parte dos grupos mais progressivos em relação a arte de maneira geral.

Caminhei pelo corredor, Alexander abriu a porta do quarto dele, entrou e trancou a porta sem dizer uma palavra. Essa noite foi difícil para ele, é melhor que eu o deixe só.

Continuei minha caminhada até o fim do corredor, abrir a porta e entrei fechando a porta. Meu quarto é relativamente espaçoso, a Madame permitiu que customizasse o quarto como quisesse. As paredes eram amarelas e o teto branco, o chão era coberto por um tapete azul, não tinha nada de pomposo ao contrário dos outros cômodos.

Ligo a luz.

 Havia dezenas de papeis de projetos de mecânica presos a parede, outras dezenas no chão e mais outras dezenas no balde de lixo que já estava sobrecarregado, preciso trocar. No canto direito há uma mesa e uma cadeira de aço com algumas engrenagens, porcas, pregos, furadeiras, martelos e outros equipamentos e utensílios utilizados para a construção de certos mecanismos em cima. Meu guarda-roupa ficava ao lado da porta, grande com quatro portas e quatro gavetas. No lado esquerdo há apenas uma grande janela fechada coberta por cortinas verde escuro e no canto extremo direito uma porta que leva ao banheiro.

Minha cama no centro, grande, de casal, estava desarrumada como deixei antes de sair. Dois criados mudos de madeira, um de cada lado da cama, com algumas peças de bronze em cima. Arranco as botas do pé, tiro e jogo o meu casaco na cadeira e ando em direção ao banheiro onde abro a porta.

O banheiro era de um tamanho mediano, feito completamente de mármore branco inclusive o teto, a privada branca ficava perto da parede, ao lado dela o espelho grande e uma pia de pedra. A banheira com o chuveiro ficava no fundo do cômodo.

Tiro a camisa, logo em seguida a calça junto com a cueca. Me olho no espelho, minha aparência está uma merda. Meu cabelo é um castanho bem escuro, meus olhos sonolentos acompanham a cor. Tinha um leve arranhão no nariz nada comparado as outras cicatrizes que tenho no corpo, toco no meu peito onde tem uma cicatriz de tiro bem funda, uma memória se força a voltar, mas logo a suprimo.

Ando até a banheira, ligo a água e depois de uns segundos fecho a torneira e entro. Fico uns minutos deitado, pensando, fecho os olhos e afundo nos meus pensamentos.

Penso em várias coisas.

Invenções que poderia tentar colocar em prática, já que se tornou quase um hobbie.

No Sr. Edwin, eu poderia ter o salvado, eu poderia.

Alexander, é a primeira vez que ver alguém morrer, nunca é algo fácil.

Apollon, o garoto foi corajoso, queria ter tido a mesma coragem na idade dele.

Madame St. Elme, ela sempre foi uma mãe para mim desde que me adotou.

Charlotte, fiquei um pouco animado.

- Sr. Kannenberg – Uma voz me arranca dos meus pensamentos

Abro os olhos em espanto.

A empregada de antes estava na minha frente. Ela me encarava, seus olhos eram frios, pareciam que estavam me julgando. Estava segurando algumas roupas de dormir.

- Aqui, vista-se, a Madame St. Elme pediu que eu fizesse isso pelo Senhor – Ela estende as roupas em minha direção.

- Porque você não bateu na porta!? – Digo enquanto escondo com as mãos minhas partes

- Eu bati e chamei, o Senhor não respondeu, e a porta estava aberta, apenas entrei

- Meu Deus mulher, não se pode entrar assim no quarto de um homem, muito menos em um banheiro – Digo enquanto arranco uma toalha e me cubro.

Levanto da banheira e saio.

- Deixe as minhas roupas na cama, feche a porta e depois saia do meu quarto, por favor

Ela se curva e obedece às minhas ordens. Quando ouço som da porta do meu quarto se fechando tiro a toalha e tiro o excesso de água. Jogo a toalha na pia e ando até a cama onde eu visto as roupas, uma camisa cinzenta e uma calça azul. Madame St. Elme sempre disse que eu precisava ter alguma cor e me comprou essa calça.

Quando eu me jogo na cama percebo que a luz ainda estava acessa, me levanto preguiçosamente e vou até o interruptor, o puxo para baixo que desliga a luz. Ando até a minha cama e caio nela, fecho os olhos e caio em um sono profundo.

Espero que seja um sono sem sonhos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Por favor, deem suas criticas construtivas quero muito ler-las para tentar melhorar.
Sou novo na arte da escrita, então agradeço já pela paciência de terem lido.
Obrigado!
:p


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