História Herdeiro do Império - Spin Off Elo - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Rey
Tags Cavaleiros De Ren, Reylo, Star Wars
Visualizações 124
Palavras 2.215
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei! !!!!!!!!!!!
Muito obrigada a recepção que estão dando ao Spin! Sério, eu tô dando pulos!
Vocês leram os avisos? Então, seria bom darem uma olhada, pois terá gatilhos de violência, estupro, suicídio...
Afinal, é o Hamadã né?
Bem, espero que gostem!
Vamos lá!

Capítulo 2 - Passado manchado em Sangue


Fanfic / Fanfiction Herdeiro do Império - Spin Off Elo - Capítulo 2 - Passado manchado em Sangue

"A respiração era baixa, mas mesmo assim, respirando tão fracamente, podia sentir o cheiro da mata a sua volta. O odor de umidade, da terra molhada, das árvores e frutos silvestres ao redor. Tudo em uma miscelânea de odores e sabores. Adorava aquilo. Principalmente a parte de estar com o pai.

Ele estava na sua frente, deitado no chão enlameado, apoiado em uma pedra, tão úmida quanto o solo, pela chuva recente. O arco e flecha em seus dedos longos e habilidosos, aguardavam.

— Um Guerreiro é um caçador. Calcula tudo. Isso é controle. Mas, uma vez terminado seus cálculos, ele precisa agir. — Dizia sussurrando, ensinando ao filho a arte da caça. O menino ouvia atentamente, imóvel, ao lado, um pouco abaixo do pai. — Aceita a responsabilidade de seus atos e erros, assumindo somente sua vitória e não a dos outros, como fazem os homens comuns, num equilíbrio lógico, no momento certo, e oculto nos momentos incertos. — Ele viu, finalmente, o mamífero, entre as folhas. A criança prendeu a respiração, seus olhinhos amarelados escrutinando o animal, com cabelos brancos começando a cobrir sua testa. Montu se perguntou, se aquele pequeno ser, sabia que seria seu fim. Através da Força, podia sentir não só os batimentos cardíacos do mamífero, também como a respiração, o sangue fluir, o som do mastigar das folhas frescas, que tão avidamente ele comia. Seu pai apontou a flecha, e o menino cerrou os olhos. Não estava preparado para assistir aquilo. Como se soubesse disso, o homem falou novamente. — Nunca feche seus olhos Montu. Se não tiver coragem de olhar na alma, da vida que está ceifando, então, significa que ela não deve morrer! — O menino obediente, abriu suas orbes amareladas. Agora, era seu sangue que fluía rápido, como se ele fosse a caça. Montu apertou seus dedos na palma da mão, arranhando, tentando conter não só a pena do animal, como a dor que seria vê - lo,ser acertado pela flecha.

E então, um estalo alto, causado pelo próprio pai, reverberou pela mata. E em uma rapidez de quem luta pela vida, o mamífero correu, com toda sua garra e sede pela sobrevivência. O homem riu solto, os cabelos bagunçados e brancos, típico de um Echani, sujos de lama. Montu sorriu junto do pai.

— O mal do caçador está em subestimar a caça… — Concluiu o mais velho, feliz e pleno, pelo dia junto de sua família."


Só sabia que aquela lembrança vivia dentro dele, como um pedaço gostoso de passado, perfeitamente encapsulado; uma pincelada de cores naquela tela cinzenta e árida que a vida tinha se tornado. Lembranças que deveriam ser esquecidas, varridas para longe, aprisionadas.

A dor que preenchia sua alma iria embora, assim que terminasse de matar os culpados. Ele acreditava nisso... O Líder Supremo Snoke havia dito. Sim…

"Mate todos! Queime suas famílias e casas, mostre como é poderoso o Lado Obscuro! Revele-se como quem é: Herdeiro do Império! Leve ruína para cada um que ousou trazer a dor ,ao nobre sangue de sua descendência! "

Mas ali, sentado sobre sua panturrilha, com dois corpos sem vida, e sangue manchando o chão do quarto, a dor parecia maior, como mãos poderosas, lhe sufocando na garganta, impedindo o ar de entrar. 

Ele olhou o punhal. Lágrimas banhavam sua face, e nenhum ruído era emitido. Aquele choro que você tenta a todo custo,impedir que outros escutem. A máscara impedia que vissem sua fraqueza. Mas não podia esconde-la de si mesmo. Tentava diariamente, mas os sonhos vinham toda noite, e com eles, o caos.

Só queria que parasse, que sumisse, que fosse forte,como Snoke disse que era, e seria. Matou seu passado, deixou ele ruir, com a morte do último homem que havia destruído sua família, mas ali, agora, não conseguia sentir satisfação. 

Nada.

 Cada vez que mergulhava nas Sombras, ficava mais e mais vazio, e o resquício do menino, que tinha pena de um animal, partindo, se destruindo, para nunca mais retornar.

— Hamadã? — A voz no corredor o trouxe do transe. Junto daquele chamado, modificado pela máscara com riscas brancas, gritos infantis chegavam pela porta recém aberta. 

"Papai! Mamãe! "

Chamavam as vozes. Rangeu os dentes. Sua irmã também havia gritado pelo pai, pela mãe… Até mesmo para seu assassino. Ninguém estava lá para ouvir, a não ser ele. Escondido, covarde, temendo a morte, enquanto assistia sua mãe ser arrastada pelos cabelos, desacordada, para nunca mais retornar. A mais bela mulher que vira, trancafiada em uma cela, por ser filha de um homem que mal conhecia.

"Lamento meu filho… ”

Disse Luke Skywalker, que o tirou das mãos da Nova República.

 "Ela morreu… ”

 Segurando o maldito punhal dourado, secando suas lágrimas, tentando ser forte, perguntou:

 "Como?”

 O Mestre Jedi suspirou, mas não ousou mentir. 

"Ela foi liberta após seu resgate. Dissemos que você estava vivo..., mas infelizmente, Yennefer não resistiu quando soube que seu pai,e sua irmã tinham sido assassinados. Ela se matou minha criança… "

Ele lembra da dor, do grito que deu. Agrediu Luke Skywalker, em meio a sua profusão de ódio. Lembra em como a chamou de covarde , por ter ido e o deixado, sozinho. Lembra da onda de poder na Força que varreu a Academia Jedi,  em abalos, fazendo paredes trepidarem. Em como ele o temeu, e como decidiu, que mataria todos, que destruíram sua vida.

— Hamadã? — Tornou a chamar.

— Acharam as crianças? — Se ergueu, se alimentando da agonia, assim como Snoke tinha lhe ensinado:"A dor pode lhe dar prazer… Controle seu corpo, e no momento de sofrimento físico, sinta a endorfina ativando sua libido! "

— Estão com Mestre Ren, lá em baixo. — Caleb olhou ao redor, sentia muito bem seu irmão. Temia os caminhos que Hamadã buscava. Olhar em seus olhos, trazia cenas de morte, caos, e uma alma destruída. Queria poder ajuda-lo. 

— Vamos terminar logo com isso… — Caminhou rápido, passando pela porta, sem se importar com os olhares de Caleb.


***


A figura encapuzada e mascarada que era Kylo Ren, parecia estar impaciente. Ao lado dele, o jovem Zabrac aguardava, imóvel, e tão aflito quanto às três crianças, que choravam. Duas meninas e um menino. O helmet pesava em sua cabeça. Sua testa e mãos transpiravam, e seu punho estava fechado, trêmulo, na empunhadura branca do Sabre do rapaz. Aquela escolha estava se saindo amarga demais, pensou. Mas que outra opção tinha?

— Por que os matou? — A voz alterada pelo modulador soou. O Líder dos Cavaleiros se aproximou, o som do caminhar lento, deixando todos com medo. Apesar de não poder ver seu Ren, conseguia senti-lo. Kylo escrutinava Hamadã, que aos poucos aprendia a esvaziar a mente,e não deixar que entrem. — Líder Supremo Snoke foi claro ao dizer, que os filhos deveriam morrer, na presença dos pais! — Não havia emoção na voz. O Herdeiro Skywalker também aprendia a deixar seus pensamentos mais humanos, puros e honrados, escondidos.

Caleb não se enganava, enquanto apenas assistia. Os dois homens buscavam destruir seus passados, modificar quem eram, levar a dor que sentiam, ao maior número de pessoas. Ambos indo pelo mesmo caminho, regado a solidão, violência, mutilação…, mas ele sabia : Aquilo só traria vazio e mais dor.

— Me empolguei! — Respondeu Hamadã, simplesmente. Os dois se odiavam, desde que as pessoas em volta deles, começaram a comparar, classificando em categorias: O mais belo, o mais rápido, o mais inteligente, o mais educado… Agora era sobre atenção de Snoke. O Velho Mestre que intrigava Caleb, parecia buscar essa rivalidade, e por muitas vezes, alimentava. Ele criava dois cães ferozes, que não pensavam em suas atitudes, pareciam cegos, obedecendo e seguindo tudo que era dito. Sem haver questionamentos. Hamadã buscava o esquecimento de seu passado e oportunidade de vinga-lo, e Kylo, uma estranha necessidade de ser único, melhor, insuperável. A rivalidade alimentada pelo Mestre deles, tornava os dois homens mais ambiciosos, e talvez fosse essa intenção.

— Da próxima vez que se empolgar, e pensar em desobedecer uma ordem direta, irei reportar diretamente ao Líder Supremo Snoke! — A ameaça foi feita infinitas vezes, aquela mesma, não havia sido a primeira, porém, nunca fora cumprida. Hamadã nunca disse nada sobre Kylo Ren, e Kylo Ren nunca falou nada sobre Hamadã. Eram uma estranha família violada. Caleb como mais velho, e mais sábio em muitos aspectos, tentava mantê-los unidos, principalmente pelos mais jovens. Suspirou, agoniado. O jovem Zabrac teria uma noite difícil.

— Sim senhor… — Havia asco, e nenhuma preocupação em ocultar tal sentimento. O Herdeiro do Império tinha uma raiva do mundo ao seu redor, que beirava a loucura.

— Precisamos ir… Em breve os guardas irão aparecer. — Kylo o olhou. Caleb sentiu sua pele ferver, envolvida pelo ódio. Não importava; ainda era mais habilidoso na Força que os dois juntos, simplesmente por conseguir manipular a energia da forma que queria, mesmo sendo péssimo guerreiro. Por baixo da máscara do Líder dos Cavaleiros, seus olhos fervilhavam em raiva. Um ódio contínuo, que encarcerava tudo de bom que possuía.

— Vou terminar logo com isso… — Hamadã avançou nas crianças. Um vulto negro, que parecia não se importar. O que sucumbiu mais rápido a Escuridão. Eles suplicavam em aflição, pela vida e pelos pais. Os gritos eram agonizantes, enquanto estavam presos pela Força. Antes de chegar nelas, com o Sabre rubro, Caleb o segurou pelo braço. Era respeitado. Sua habilidade mental era tão poderosa, que o próprio Snoke se surpreendeu com as novas aquisições. Queria apenas Ben Solo, mas levou um grupo de sensitivos excepcionais. Todos jovens e facilmente influenciáveis.

— Os pais já estão mortos! Não precisa mata-las… — Hamadã o observava, apesar de não ver seu rosto, tentava sentir sua energia. Mas Caleb era exímio manipulador mental. Entrar em sua mente era algo complicado até para o Líder Supremo.

— Vim aqui para matar a todos! — Kylo Ren se moveu, aproximando-se do Zabrac, cadenciado e autoritário.

— Hamadã, Lugh precisa romper seu Kyber. — Todos olharam para o rapaz, em uma compreensão mútua. Os três já haviam sangrado suas armas. A de Ben Solo, foi a mais instável e difícil. — E será sua responsabilidade treina-lo. — Ninguém podia ver, a máscara ocultava suas emoções, mas no rosto do belo homem de cabelos brancos, um sorriso se formou. Não, era algo que podia ser chamado de alegria. Não havia nenhuma nele.

— Own! — Gargalhou, indo até o Zabrac, elegante, com movimentos tão ritmados, que não parecia ser tão brutal. — Venha menino! Vou fazer de ti, homem! — Se posicionou atrás dele, mais alto, erguendo seu Sabre na frente de Lugh, apontado para as crianças. Os gritos não pareciam incomodar. Hamadã sentia o medo, o fedor que aquela emoção tinha. E não era somente a prole do homem que tinha assassinado, que emanavam tal sentimento. Lugh tremia, e seus irmãos podiam sentir.

— Eu… não quero! — A voz fina e que ainda seria modificada pela puberdade, soou. Aflita.

— Não há uma escolha. — Hamadã não mentia. — Está vendo essas crianças? — Rangeu os dentes, aproximando a arma dos pequeninos olhares de pavor. — Filhos dos sangues ruins dos Rebeldes! Sua genética precisa ser expurgada! — Ele tocou no braço do jovem, erguendo a mão que portava o Sabre. — Ative Lugh… sangre seu cristal, assim como fizemos. Sinta a dor entrar, permitia que entre, e veja o quanto o Lado Obscuro é poderoso! Veja como somos fortes! Líder Supremo é sábio! Deixe o menino morrer, esqueça seu passado, destrua o Jedi, vire um Ren, e venha junto de nós, construir algo novo! Prometo garoto, ninguém nunca mais irá nos usar! — Em sua entoação, era nítida sua obsessão e fanatismo, implantadas ali pela doentia figura de Snoke. Hamadã ativou seu Sabre rubro, que havia sangrado, apagando a Luz azul de quando almejava ser Jedi. — Veja meu menino! Sinta! — E rindo, com sua alma quebrada, e o coração sangrando, assim como seu Kyber, decepou a cabeça de uma das crianças. O menino. — Sinta Lugh! — Pediu mais uma vez. O Zabrac avançou, gritando, soluçando, aos prantos, e com seu belo cristal Kyber verde, tirou a vida das outras duas pequenas crianças.

Os olhos azuis gentis de Lugh, tinham horror. De qualquer forma, enfiou a lâmina verde na barriga de uma, enquanto a outra gritava. O som ao redor parou de existir. O zumbido em seu ouvido foi substituído pelo som das golfadas de sangue que a garota dava, enquanto caia para o lado. Paralisou.

A dor, medo e repulsa aumentou, uma avalanche de poder e calor dominava sua alma. O verde que um dia trouxe esperança, se rompeu, para sangrar como a vítima que acabava de fazer.

Era tarde agora.

Ele não olhou para a menina, apenas a golpeou. Não viu nem o lugar. Mas escutou a voz de seu novo Mestre.

— Olhe nos olhos de quem matar! 

Dor.

Só havia isso ali.

Lugh sangrou, junto dos meninos. Seus joelhos cederam, chocando-se no piso, e suas mãos fechadas em punho, desferiu golpes no chão, sem cessar, interruptamente. Um grito agoniante saiu de sua garganta, e sem perceber, sentiu braços fortes lhe envolvendo. Era quase acolhedor.

— Erga-se e vamos! — Era Hamadã, ajudando a levantar. — Seu Kyber sangrou… — Nenhum deles ali admitiu, mas ninguém olhou os corpos. 

Às quatro figuras saíram da casa, onde nela, só havia morte.

O Cristal era o coração da lâmina, e a lâmina, o coração do portador.



Notas Finais


Escrever coisas assim ,me deixa triste.
Espero que tenham se emocionado tanto quanto eu.
Meus mais sinceros agradecimentos! Vocês são sensacionais!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...