História Herdeiro Uchiha - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Visualizações 307
Palavras 2.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura Pessoal!

Capítulo 2 - CAPÍTULO 1


 CAPÍTULO UM

Um ano depois...

Sasuke Uchiha flexionou os dedos no couro momo do volante, de sua elegante Mercedes abraçando a estrada enquanto ele fazia as curvas fechadas que levavam a Konoha em uma velocidade maior do que provavelmente seria prudente. A pequena cidade ficava a apenas três horas de sua própria casa em Tóquio, mas também podia ficar a um mundo de distância. Enquanto sua cidade era noventa por cento concreto e luzes da cidade, Konoha era composta de florestas, áreas verdes, casas singulares, e um pequeno centro que lembrava a Sasuke uma versão moderna de uma cidade pacata. Ele diminuiu a velocidade, observando as fachadas das lojas pelas quais passava. Uma farmácia, um correio, uma churrascaria, uma loja de presentes... E uma padaria. Tirando o pé do acelerador, diminuiu ainda mais a velocidade, estudando o brilhante toldo vermelho e as letras pretas extravagantes com um fundo rosa claro nomeando o estabelecimento como Amor aos Pedaços, pensou em como o nome era irônico - a placa de neon na janela, informando aos clientes que eles estavam abertos e a pequena multidão de pessoas do lado de dentro, apreciando delícias recentemente assadas.

O lugar parecia convidativo, o que era importante na indústria de serviços de alimentação. Apesar de não gostar muito de doces, ele ficou tentado a abrir o vidro do carro e ver se, podia sentir os aromas de pães, cookies e tortas no ar. Mas era preciso mais do que um nome bonitinho e uma fachada atraente para tornar um empreendimento bem-sucedido, e se ele ia pôr dinheiro em Amor aos Pedaços, queria saber se era um bom investimento. Na esquina, virou à esquerda e continuou pela rua lateral, seguindo as instruções que tinha recebido para chegar aos escritórios dos Nara, conselheiros financeiros. Ele trabalhara com Shikamaru antes, embora nunca num investimento tão longe de casa, ou tão perto dos escritórios do Nara. Entretanto, o homem nunca errara em seus conselhos, o que tomara Sasuke mais disposto a tirar folga do trabalho para fazer a longa viagem. Ainda seguindo pela rua lateral, ele notou uma mulher andando rapidamente em saltos altos. Considerando o asfalto irregular e as pedrinhas na calçada, não estava sendo uma tarefa fácil. Também parecia distraída, mexendo dentro de uma bolsa enorme, em vez de manter a atenção onde estava indo.

Um estranho desconforto o percorreu. Ela o lembrava de sua ex-esposa. Um pouco mais cheinha e com os seios mas fartos e as curvas da cintura mas destacada, os cabelos ruivos mas puxados para o rosa curtos, em vez de cascateando pelas costas, mas ainda assim, muito parecida. Especialmente o jeito que ela andava e se vestia. Esta mulher estava de blusa branca e saia preta, com uma abertura atrás, revelando pernas longas e adoráveis. Sem jaqueta ou acessórios, exatamente como era o estilo de Sakura. Voltando o olhar para a estrada, Sasuke reprimiu a emoção que comprimiu seu peito. 

Culpa? Arrependimento?

Simples sentimentalismo? Não sabia ao certo, e não queria analisar os sentimentos inesperados. Eles tinham se divorciado havia mais de um ano. Era melhor esquecer o passado e seguir em frente, como Sakura certamente fizera.

Avistando o escritório do Nara ele parou no pequeno estacionamento nos fundos do prédio, desligou o motor e saiu no dia quente de primavera. Com sorte, essa reunião, e o subsequente tour por Amor aos Pedaços, levaria apenas algumas horas, então poderia pegar a estrada e voltar para casa. Vida de cidade pequena podia ser boa para algumas pessoas, mas Sasuke ficaria feliz em voltar para a agitação da cidade grande e para a vida que construíra para si mesmo lá.

Sakura parou do lado de fora do escritório do Nara, levando um momento para endireitar sua saia e blusa, passar uma mão pelos cabelos curtos e um pouco de batom. Fazia muito tempo que não se arrumava assim, e estava sem prática.

Também não ajudava que todas as roupas boas que adquirira enquanto estivera casada com Sasuke eram agora um número menor que o seu. Isso significava que a blusa estava apertada no peito, a saia mais curta do que gostaria e o cós da cintura a estava apertando.

Felizmente, a pequena cidade de  Konoha não exigia que ela se arrumasse com frequência. Do contrário, precisaria ter investido num novo guarda-roupa, e, considerando a dificuldade que estava tendo de manter seu negócio e ganhar seu sustento básico, essa era uma despesa com a qual definitivamente não podia arcar.

Respirando fundo, Sakura abriu a porta. A recepcionista do Nara cumprimentou-a com um sorriso amplo, informando-a que Shikamaru e o investidor em potencial a esperavam na sala dele.

Antes de entrar, Sakura fez uma breve oração para que o investidor rico que Shikamaru encontrara considerasse Amor aos Pedaços digna de seu apoio financeiro.

A primeira coisa que ela viu foi Shikamaru sentado atrás da mesa, sorrindo enquanto conversava com o visitante, que estava sentado de costas para ela. O homem tinha cabelos escuros que mal tocavam a parte traseira do paletó cinza-chumbo, e tamborilava um dedo longo e um pouco bronzeado na cadeira, como se estivesse impaciente.

Assim que Shikamaru a viu, sorriu-lhe e levantou-se.

— Sakura, você chegou pontualmente. Quero lhe apresentar ao homem que espero que se torne um investidor de sua padaria maravilhosa. Sasuke Uchiha, esta é Sakura Haruno. Sakura, este é...

— Nós nos conhecemos.

A voz de Sasuke a fez tremer, mas este foi apenas um dos muitos choques que seu sistema nervoso sofreu. Ao ouvir o nome de seu ex-marido, um nó se formara em sua garganta, e quando Sasuke se levantou e virou-se para encará-la, o coração de Sakura disparou violentamente contra o peito.

Ela o viu parado à sua frente, os cabelos pretos com uma franja do lado esquerdo brilhando na luz do sol que se infiltrava pelas janelas da sala, os olhos ônix reluzindo com travessura.

— Olá, Sakura  - murmurou ele suavemente.

Sasuke pôs uma das mãos no bolso, adotando uma postura negligente. Ele parecia tão à vontade e divertido enquanto ela sentia um formigamento sob sua pele.

Como, em nome de Deus, isso podia ter acontecido? Como ela pudera não saber que ele era o investidor em potencial? Como Shikamaru podia não ter percebido que Sasuke era seu ex-marido? Apesar que Shikamaru não tinha a menor idéia do que ele poderia ser dela.

Sakura censurou-se por não ter feito mais perguntas ou insistido em mais detalhes sobre a reunião de hoje. Mas, então, não tinha se importado com quem era o investidor misterioso de Shikamaru, tinha? Importara-se apenas que ele era rico e parecia disposto a ser sócio de pequenos empreendedores, na esperança de obter bom lucro dos negócios. Convencera a si mesma que estava desesperada e precisava de uma rápida infusão de dinheiro para manter as portas de Amor aos Pedaços aberta. Mas nunca estaria desesperada o bastante para aceitar caridade de um homem que partira seu coração, e lhe virara as costas quando ela mais precisava dele. Ignorando Sasuke, ela olhou para Shikamaru.

— Lamento, mas isso não vai dar certo - disse então se virou e marchou para fora do prédio.

Estava na metade do primeiro quarteirão quando ouviu seu nome.

— Sakura! Sakura espere!

Os sapatos de salto que ela usava, porque queria causar uma boa impressão, machucavam seus pés enquanto Sakura quase corria ao longo da calçada irregular, em direção à Amor aos Pedaços.

Tudo que queria era fugir de Sasuke, daqueles olhos ônix brilhantes e daquele queixo arrogante. Não importava que ele estivesse chamando seu nome, ou que podia ouvir os passos apressados atrás de si.

— Sakura!

Virando a esquina a apenas uma curta distância de Amor aos Pedaços, ela hesitou seu coração bombeando freneticamente.

Oh, não. Estivera tão zangada, tão ansiosa para escapar de seu ex-marido, e ir para a segurança da padaria, que tinha esquecido onde Daisuke estava. E se havia alguma coisa que precisava proteger mais do que sua própria vida era seu filho. Subitamente, não podia dar mais nem um passo, parando a poucos metros da porta da padaria. Sasuke rodeou a esquina um momento depois, parando abruptamente ao vê-la ali, imóvel como uma estátua.

Ele estava levemente ofegante, e Sakura achou aquilo satisfatório. Era uma boa mudança do jeito sempre calmo e controlado de Sasuke. E nada menos do que ele merecia, considerando pelo que a estava fazendo passar agora.

— Finalmente - murmurou ele.

— Por que fugiu?

Podemos estar divorciados, mas isso não significa que não possamos ter uma conversa civilizada.

— Não tenho nada a lhe dizer.

E não havia nada que ela tivesse a dizer que ele quisesse ouvir. A declaração cruel repetiu-se em sua mente, lembrando-a de como era importante mantê-lo longe de seu filho.

— E quanto a este seu negócio?

perguntou ele, passando uma das mãos pelos cabelos escuros e grossos.

— Parece que você poderia usar o capital, e eu estou sempre à procura de bons investimentos.

— Não quero seu dinheiro.

Sasuke inclinou a cabeça, reconhecendo a sinceridade das palavras dela.

— Mas precisa? perguntou ele, o tom de voz sincero dizendo que estava disposto a ajudá-la se ela necessitasse.

Oh, Sakura precisava de ajuda, mas não da ajuda de seu ex-marido frio e insensível.

Ela endireitou os ombros e lembrou a si mesma que estava bem sozinha. Não precisava que um homem... Nenhum homem... Á salvasse.

— A padaria está indo muito bem, obrigada.

replicou ela, a voz tensa.

— E mesmo se não estivesse eu não aceitaria nada de você.

Sasuke abriu a boca, prestes a responder e possivelmente tentar fazê-la mudar de idéia, quando Shikamaru Nara virou a esquina. Ele parou ao avistá-los, parecendo cansado e alarmado. Por um segundo, não se moveu, respirando com dificuldade, olhando de um para o outro. Então meneou a cabeça.

— Sr. Uchiha... Sakura...

Começou ele, ainda um pouco ofegante.,

— Não foi assim que planejei que esta reunião acontecesse

murmurou de modo apologético.

— Se puderem voltar ao escritório... Vamos nos sentar e tentar chegar a um acordo.

Sakura sentiu uma ponta de culpa, Shikamaru era um bom sujeito. Não merecia ser colocado no meio de uma situação amarga porque ela desprezava Sasuke e se recusava a ter qualquer coisa a ver com ele.

— Sinto muito, Shikamaru. Aprecio tudo que você tem feito por mim, mas esse tipo de sociedade em particular não vai dar certo.

Por um minuto, Shikamaru pareceu que ia argumentar. Mas então deu um suspiro resignado e assentiu.

— Eu entendo.

— Na verdade - disse Sasuke.

— ainda estou muito interessado em saber mais a respeito da padaria.

Os olhos de Shikamaru brilharam com alívio, mas Sakura ficou tensa.

— Não, Sasuke - disse ela com firmeza.

— Parece que este pode ser um bom investimento, Rosada.

retorquiu ele, usando o apelido carinhoso que criara para ela no passado. Sem dúvida, para desequilibrá-la.

— Dirigi três horas para chegar aqui, e prefiro não voltar imediatamente de mãos vazias.

Ele parou antes de acrescentar

— Pelo menos, deixe-me conhecer a padaria.

Não. Oh, não. Sakura definitivamente não podia deixá-lo entrar na padaria. Isso seria ainda mais perigoso do que simplesmente tê-lo na cidade, ciente de que ela morava lá agora, também.

Abriu a boca para negar, cruzando os braços contra o peito para informá-lo que não tinha intenção de mudar de idéia, quando Shikamaru a deteve.

Tocando-lhe o ombro, ele inclinou a cabeça, sinalizando para que ela o seguisse alguns passos adiante, para longe do alcance dos ouvidos de Sasuke.

— Srta. Haruno. Sakura disse ele abandonando as formalidades.

— Pense sobre isso. Por favor. Sei que o Sr. Uchira é seu ex-marido... Embora eu não tivesse idéia quando marquei a reunião de hoje. Eu nunca o teria chamado aqui se soubesse... Mas se ele está disposto a investir em Amor aos Pedaços, como seu conselheiro financeiro, eu recomendo que você considere a oferta seriamente. A padaria está indo bem no momento, mas você nunca será capaz de realizar seus planos de expansão sem o capital adicional de uma fonte externa, e se o pior acontecer, uma única temporada ruim pode causar a ruína total de seu empreendimento.                 Embora Sakura não quisesse acreditar que Shikamaru estivesse certo, sabia que no fundo ele estava.


Notas Finais


Enfim saiu... gostaria de agradecer as pessoas que favoritaram e comentaram, espero que vocês gostem e desculpe qualquer coisa. 😘


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