História Herdeiro Uchiha - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Karin, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Visualizações 437
Palavras 2.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura Pessoal!

Capítulo 4 - Capítulo Três


CAPÍTULO TRÊS

Os braços de Sasuke se ergueram para segurar Sakura quando ela saiu pelas portas duplas e colidiu contra seu peito. O impacto não foi forte o bastante para machucar, mas o pegou de surpresa. Então, uma vez que ele tinha as mãos sobre ela, o corpo de Sakura pressionado ao longo do seu, não queria soltá-la. Fazia muito tempo que não abraçava essa mulher. Tempo demais se o calor se instalando em seu baixo ventre fosse alguma indicação.

Ela estava mais suave do que Sasuke se recordava, mais arredondada nos lugares certos. Estava com cheiro de cereja deve ser do seu shampoo favorito. E, apesar dos cabelos Rosados estarem cortados na altura dos ombros ela continuava linda.

Ele quase lhe tocou os cabelos, fitando-lhe os olhos verdes esmeraldas, quando Sakura se afastou. Sasuke a liberou, mas imediatamente sentiu falta de seu calor.

— Eu lhe disse para esperar lá fora - apontou ela umedecendo os lábios e deslizando uma mão pela frente da blusa branca. O tecido esticou-se contra o peito, emoldurando-lhe os seios generosos.

Ele provavelmente não deveria notar esse tipo de coisa em sua ex-esposa. Mas, então, estava divorciado, não morto.

Sasuke deu de ombros, divertido se pela irritação dela.

— Você estava demorando muito. Afinal, este estabelecimento é público. A placa na janela diz “Aberto”.

— Se isso a aborrece tanto, você considere-me um cliente. Enfiando uma das mãos no bolso, ele retirou uma carteira e puxou algumas notas.

— Dê-me uma xícara de café preto e alguma coisa salgada. Você escolhe.

Sakura estreitou os olhos e lançou-lhe um olhar de puro desdém.

— Eu disse que não quero seu dinheiro. Nem mesmo este acrescentou olhando, para as  notas que ele lhe estendia.

— Como quiser - disse ele, guardando as notas de volta na carteira.

— Então, por que não começa seu tour Dê-me uma idéia do que você faz aqui, como começou e como estão suas finanças.

Sakura suspirou o ar exalado mexendo na sua franja fina, parecendo aceitar que não ia se livrar dele tão cedo.

— Onde está Shikamaru. perguntou ela, olhando ao redor à procura de seu conselheiro financeiro.

— Eu mandei de volta ao escritório - disse Sasuke

— Já que ele conhece sua padaria, não achei necessário que ficasse para o tour. Prometi passar lá ou telefonar depois que acabarmos aqui.

Sakura franziu a testa de leve, e não encontrou seu olhar diretamente.

— Qual é o problema? - provocou ele

— Com medo de ficar sozinha comigo, Rosada?

As sobrancelhas dela se uniram mais, numa expressão zangada.

— É claro que não.

Ela cruzou os braços sobre o peito, o que só fez o tecido da blusa se aderir ainda mais aos seios generosos.

— Mas não se anime, porque nos não ficaremos sozinhos. Nunca.

Por mais que tentasse, Sasuke não conseguiu reprimir um sorriso divertido. Tinha se esquecido do temperamento esquentado de sua esposa, do qual sentira falta.

E se dependesse dele, eles ficariam sozinhos em algum momento num futuro bem próximo, mas não disse isso, de modo que Sakura não explodisse na frente dos clientes.

— Então, por onde você quer começar? - perguntou ela, aparentemente resignada com sua presença, e com sua insistência em conhecer a padaria para uma possível oportunidade de investimento.

— Por onde você quiser.

Considerando o tamanho da padaria, não levou muito tempo para que Sasuke visse tudo na parte da frente, mas ela falou sobre quantos clientes eles podiam servir dentro da loja e quantos serviços de entrega realizavam em bases diárias. E quando ele perguntou sobre os itens expostos em prateleiras atrás de vidros, Sakura descreveu cada um deles.

Apesar do desconforto por estar em sua presença, ele nunca a vira tão apaixonada.

Enquanto eram casados, ela era apaixonada por ele, certamente. As faíscas que criavam juntos faziam fogos de artifício parecer fracos em comparação. Mas fora da cama, ela era muito mais desanimada, passando seu tempo no clube de campo com a mãe dele, ou trabalhando em diversas comunidades beneficentes... Também com a mãe de Sasuke.

Quando eles haviam se conhecido, Sakura estava na faculdade, ainda indecisa sobre uma carreira, e ele admitia ter sido a grande motivação para que ela não se formasse com o resto da turma. Sasuke a quisera demais, estivera muito ansioso para pôr um anel no dedo de Sakura e torná-la sua... De corpo e alma.

Mas sempre esperara que ela voltasse para a faculdade, e teria lhe dado total apoio para qualquer coisa que ela escolhesse fazer na vida. De alguma maneira, todavia, Sakura se acomodara em ser apenas sua esposa. Uma mulher Uchiha cujo objetivo principal era parecer bonita no seu braço, acrescentar reverência e prestígio ao nome a família e ajudar a angariar fundos para causas nobres.

Ele perguntou-se agora, contudo, se era isso que ela quisera. Ou se desejara ser mais do que simplesmente Sra.Uchiha. Porque, apesar de Sakura orgulhar-se de seus trabalhos beneficentes quando eles estavam casados, ela nunca falara sobre aquilo com tanto entusiasmo e brilho nos olhos como falava da padaria.

Sasuke também se perguntou se conhecera sua própria esposa, considerando que com a exceção de algumas refeições à luz de velas que ela lhe preparara na época que eles namoravam, ele nunca soube que ela gostava de cozinhar. Mas, após provar algumas das criações de Sakura, decidiu que se um negócio bem sucedido dependesse somente de sua produção, ela poderia estar sentada numa mina de ouro.

Ela tinha oferecido um muffim de Banana com nozes mas ele preferiu o muffim salgado.

Dando a última mordida de um muffim de tomate seco com mussarela, ele lambeu os dedos, querendo saborear cada farelo.

— Delicioso - exclamou Sasuke.

—Por que você nunca assou essas coisas enquanto estávamos casados?

Sakura enrijeceu imediatamente e deu um passo atrás, o pequeno prazer que surgira no rosto desaparecendo.

— Não acho que sua mãe teria apreciado que eu bagunçasse a cozinha impecável, cozinhando.

Aquela podia ser a propriedade da família Uchiha, mas ela a administrava como uma monarca. Era verdade, Mikoto Uchiha era rígida em suas maneiras. Criada no luxo e acostumada com servos ao redor, prontos para atender cada vontade sua, não teria gostado de ver sua nora fazendo algo tão mundano como preparando uma refeição ou sobremesas, por mais talentosa que ela pudesse ser na cozinha.

— Você devia ter feito isso, de qualquer forma - disse Sasuke.

Por um minuto, Sakura não respondeu. Então murmurou:

— Talvez eu devesse - antes de virar-se e conduzi-lo para longe do balcão e das vitrines de doces.

Ela passou por portas vaivém pintadas de rosa claro com o logotipo de Amor aos Pedaços na frente, e liderou o caminho para a cozinha. Com o calor vindo dos fornos industriais alinhados numa parede, o cheiro de assados era mais forte ali, dando-lhe a esperança que Sakura o deixasse provar mais alguns itens como parte de seu tour. Enquanto explicava como ela e a tia dividia as tarefas de assar e atender no balcão, Sakura se movia ao redor, checando o timer. Pondo uma luva grossa numa das mãos, começou a remover a assadeiras com cookies e tortas, colocando-as sobre uma larga mesa de metal no centro da cozinha.

Sasuke descansou as mãos na extremidade da mesa, observando-a trabalhar. Os movimentos dela eram graciosos, mas também rápidos e eficientes, como se pudesse realizá-los de olhos fechados se necessário.

Ele definitivamente não queria fechar os próprios olhos. Estava apreciando a vista, impressionado mais uma vez pelo quanto sentira falta de estar perto de Sakura.

O divórcio tinha sido tão simples e rápido, acabando quase antes que ele soubesse o que estava acontecendo. Num minuto, estivera casado com uma linda mulher que adorava, achando que tudo estava bem. No momento seguinte, ela anunciara que não podia mais “viver daquele jeito”, e queria o divórcio. Dentro de poucos meses, os papéis haviam sido assinados e Sakura ido embora.

Pensando no passado, Sasuke admitiu que, deveria ter lutado mais arduamente pelo casamento deles. No mínimo, deveria ter perguntado por que ela o estava deixando, o que ela precisava que ele não estava lhe dando.

Na época, todavia, estivera ocupado com a empresa e com as demandas de sua família, e deixara seu orgulho assumir a posição de que ele não queria estar casado com uma mulher que não queria estar ao seu lado. Uma parte sua, entendia agora, também achara que Sakura estava sendo dramática. Que ela o estava ameaçando com o divórcio porque ele não era um marido tão atencioso quanto deveria ser, ou que, uma vez que ela percebesse que ele não ia brigar, mudaria de idéia e reconheceria como o casamento dos dois era bom.

Mas ela não mudara de idéia, e no momento que ele percebeu que isso não ia acontecer, era tarde demais.

— Shikamaru me mostrou alguns livros contáveis da padaria - disse ele

— Parece que seus negócios estão indo bem.

Sem olhá-lo, ela assentiu.

— Sim, estão, mas poderiam estar melhor. Temos muitas despesas, e o aluguel aqui é caríssimo, mas estamos conseguindo sobreviver.

— Então, por que está procurando um investidor?

Acabando o que estava fazendo, ela largou a espátula, removeu a luva e virou-se para encará-lo diretamente.

— Eu tenho uma idéia para expansão disse Sakura, obviamente pesando as palavras com cuidado.

— É uma idéia boa, que dará frutos. Mas vai requerer alguma construção e mais dinheiro do que temos a nossa disposição.

— Então, qual é a idéia? - ele quis saber.

Ela umedeceu os lábios.

— Vendas por catálogo. Quero começar com um serviço de assinatura de Clube do Cookie do Mês, que um dia possa se transformar num catálogo para todos os nossos produtos.

Julgando pela qualidade dos itens que experimentara até agora, Sasuke achou a idéia boa.

Não que tivesse dito isso a Sakura. Até que decidisse com certeza se ia investir na padaria dela e da tia, era melhor guardar seus pensamentos para si mesmo.

— Mostre-me onde aconteceria a construção - pediu ele.

— Imagino que você tenha alguma área nos fundos que possa ser convertida, ou talvez esteja pensando em alugar o galpão vazio ao lado.

Ela assentiu.

— O galpão ao lado.

Checando novamente o timer e os conteúdos dos fornos, ela liderou o caminho para fora da cozinha. Eles passaram por uma escadaria estreita, afastada da frente da loja, de modo que era quase invisível para qualquer pessoa que não soubesse da existência da escada.

— Para onde a escada leva? perguntou Sasuke, inclinando a cabeça.

Se não estivesse enganado, Sakura tinha empalidecido.

— A lugar nenhum - disse ela.

Então, aparentemente percebendo que ele saberia que existia alguma coisa no andar de cima, acrescentou:

— E apenas um pequeno apartamento. Nos o usamos para depósito, e como um lugar para tia Tsunade tirar uma soneca durante a tarde. Ela se cansa facilmente.

Sasuke arqueou uma sobrancelha. A menos que Tsunade tivesse envelhecido muito em um ou dois anos, ele achou difícil acreditar nisso Mas ele deixou aquilo passar, decidindo que se o piso superior não tinha nada a ver com a padaria, então não era de seu interesse.

Sakura o conduziu para frente da padaria e para fora, a fim de lhe mostrar o espaço que estava para alugar ao lado era visível que o espaço era metade do tamanho de Amor aos Pedaços mas o espaço estava completamente vazio, o que significava que uma reforma muito pequena seria necessária para transformar o lugar em qualquer coisa que Sakura quisesse. E se sua visão sobre vendas por catálogo combinasse com a dela, Sasuke imaginou que não seria necessário mais que alguns computadores, espaço para empacotamento e um caminho aberto e direto conectando com Amor aos Pedaços. Enquanto ele continuava espiando dentro, Sakura deu um passo atrás, parando no meio da calçada.

— O que acha? - perguntou ela.

Ele virou- se para descobrir o sol da tarde brilhando nos cabelos dela, e uma onda de desejo quase o desequilibrou. Sentiu-se enrijecendo, apesar de saber que não tinha mais o direito de ficar atraído por ela. Mas, então, a quem estava enganando? Seria necessário muito mais do que um divórcio assinado para impedir que seu corpo respondesse à presença de sua ex-esposa. Reprimindo a vontade de se aproximar e entrelaçar os dedos naquelas mechas Rosadas... Ou beijá-la até deixá-la de joelhos bambos... Sasuke falou:

— Acho que você se saiu muito bem sozinha. - Sim ele, lamentava admitir. Sakura pareceu levemente surpresa pelo elogio.

— Obrigada.

— Eu precisarei de algum tempo para estudar os livros contábeis e discutir as coisas com Shikamaru, mas se você não for completamente contra a idéia de trabalhar comigo, há uma boa chance de que eu me interesse em investir.

Ela assentiu friamente, e não respondeu.

E Sasuke não tinha mais motivo para continuar lá.

— Bem, acho que é isso - murmurou ele.

— Obrigado pelo tour... E pelos doces que provei.

Ora, ele se sentiu como um adolescente em seu primeiro encontro amoroso, e o sorriso educado que ela lhe deu apenas piorou as coisas.

— Eu entrarei em contato - murmurou Sasuke após um silêncio desconfortável.

— Eu preferia que Shikamaru me ligasse se você não se importa.

Sasuke se importava, e um músculo saltou em seu maxilar quando ele cerrou os dentes para se impedir de dizer isso. Por mais que aquilo o irritasse, todavia, entendia a relutância de Sakura em estar em contato com ele novamente. Suspeitava que mesmo se ele oferecesse investir grande soma de dinheiro em Amor aos Pedaços, talvez ela recusasse por princípio. Um princípio ridículo que se voltaria contra ela mesma, mas Sakura permaneceu na calçada do lado de fora de Amor aos Pedaços, observando Sasuke voltar na direção dos escritórios Nara. Somente depois que ele desapareceu da visão ela deu um suspiro aliviado.

Então, assim que seu coração voltou ao ritmo normal, virou-se e voltou para a padaria, indo diretamente para a escada que levava ao apartamento em cima da casa.

Na metade do caminho para cima, ouviu música dos anos quarenta... As favoritas de sua tia... E o som do choro de Daisuke.

Subindo os últimos degraus de dois em dois, Sakura encontrou sua tia andando pela sala, embalando Daisuke nos braços e tentando acalmá-lo.

— Pobrezinho - murmurou Sakura, estendendo os bravos para seu filho.

— Oh, graças a Deus. Tsunade suspirou aliviada, entregando-lhe Daisuke.

— Eu estava prestes a lhe dar uma mamadeira, mas sei que você prefere alimentá-lo no peito.

— Está tudo bem - disse Sakura, indo para o sofá bege ao longo de uma das paredes, desabotoando a blusa no caminho.

— Muito obrigada.

— Como foi tudo? Sasuke já foi embora? perguntou sua tia.

— Sim, ele já foi.

Quando sua voz soou mais baixa do que o pretendido, ela percebeu que era porque não estava inteiramente satisfeita com o fato. Podia ter pensado que Sasuke estava fora de sua vida para sempre, e ficado desesperada para mantê-lo à distância, uma vez que ele aparecera em  Konoha inesperadamente, mas percebia agora que revê-lo não tinha sido desagradável.

Uma olhada para aqueles olhos ônix e seu corpo havia se tornado macio e flexível.

Passar um curto período de tempo com Sasuke, enquanto ela lhe mostrara a padaria tinha sido... Não horrível. Se não fosse pelo segredo que escondia no andar de cima, poderia até ter lhe oferecido uma xícara de café e o convidado para ficar mais tempo.

O que era realmente uma má idéia, de modo que era melhor que ele tivesse ido embora.

Daisuke estava pressionado contra seu peito, contente agora que sua barriguinha estava cheia, quando ela ouviu passos subindo a escada. Não houve tempo para esconder o filho, nem tempo para chamar tia Tsunade e pedir-lhe que interferisse. Num minuto, ela estava olhando ao redor, procurando um cobertor para cobrir seu peito exposto, e no momento seguinte estava congelada no lugar, olhando alarmada para seu ex-marido atônito, porém furioso. 


Notas Finais


Bom é isso, espero agradar a todos vocês.


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