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História Herdeiros da Coroa - Capítulo 5


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Notas do Autor


Música: Jenny of Oldstones- Florence

Capítulo 5 - Assassina


Fanfic / Fanfiction Herdeiros da Coroa - Capítulo 5 - Assassina

 

''Não se torne aquilo que te feriu''

 

Tenten

Estou quase desistindo de arranjar um emprego, acho que vou vira mendiga porque a coisa da feia. 

Karui e Temari iriam ficar comigo nos próximos dias então acho que vou aproveitar essa folga e curtir a vida um pouco. Sabe ser uma assassina de aluguel não é uma profissão do qual eu gosto, bem ao contrario. No começo quando entrei pra guarda, eu era muito jovem e ingenua, achava fácil o trabalho de vigiar o reino.

Por uns meses estava tudo em ordem não tinha muitas confusões no reino ate vir os Arkious, que vemos todos os anos em um baile que Fugaku da de comemoração a sua vinda, varias espécimes de outros reinos vem festejar, é um lindo baile. Os Arkious era um tipo de concelho entre reinos pra manter a paz, depois da morte de Minato eles resolveram se juntar, a rainha não teria muito o que fazer quanto aquilo, quase ninguém a apoiava no trono.

Nesse mesmo baile foi a primeira vez que matei, a primeira vez que usei magia, foi quando descobri o que eu poderia fazer e o quão poderosa eu poderia ser. Mas eu preferiria nunca ter descoberto daquela forma.

Um dos homens desse concelho conversava escondido com o rei, eu estava passando pelos corredores fazendo o meu trabalho e escutei eles brigarem. Fui descoberta na hora em que diziam coisas sobre traição do concelho, o homem me jogou pra dentro de um dos quartos daquele corredor e tentou abusar de mim, eu havia entrado em panico não tinha ninguém por perto pra me socorrer, gritar não adiantaria por causa da musica alta, me senti fraca e impotente, eu fazia parte da guarda.

Foi ali que meus poderes vieram com os meus gritos de dor e surpresa, surgiram estraçalhando o homem e o quarto num fogo intenso, logo a água nos inundou e um frio congelante, as paredes começaram a criar raízes e virar em metal, os vidros se quebraram como se a musica fosse tão alta e aguda que as transformou em pó.

Eu estava assustada e desamparada, não conseguia controlar meus poderes eles saiam sem controle algum. Só me acalmei quando vi meus amigos me segurando dentro de uma barreira que Lee e Shino fizeram pra que eu não explodisse tudo, são magos experientes e cresceram sendo ensinados pelos pais.

Ouvi a gritaria das pessoas no baile desesperadas e sons de explosões, meus ouvidos doíam como se tivessem os perfurando, uma dor em todo meu corpo me fez ceder ao chão com eles me segurando, um calor e um frio se apossuírem de mim, senti como se cordas grossas e macias enrolassem meu corpo. Mas não havia nada na minha volta que não seja eles segurando meu corpo nu e a barreira amarelada na minha volta.

Depois daquilo desmaiei e acordei em uma maca na enfermaria que minha irmã trabalha, ela me disse que depois que eu libertei meus poderes e não consegui controla-los o reino inteiro começou a tremer, a temperatura começou a baixar drasticamente, uma nevoa parou sobre eles e um som agudo quase os matou. O rei me deixou em uma área de treinamento em Mahina para recém descobertos da magia, aqueles que não podiam ser controlados. Eu fui a unica que consegui sair de la sabendo controlar perfeitamente meus poderes e minhas emoções. La era um lugar para casos perdidos.

Quando voltei pra Tartard descobri por Suigetsu que minha irmã trabalhava pro rei lhe vendendo venenos e poções que ele usa contra seus inimigos, no começo pensei ''Mas que merda ela ta fazendo?'' e ai foi quando ela começou a ficar estranha, meus amigos me informaram que o rei queria que ela fizesse o trabalho sujo não só a parte da venda dos produtos. Conheço ela melhor que ela mesma e sabia que ela não iria fazer isso, também sabia do que o rei era capaz, depois de pensar e repensar decidi falar com ele e tomar o lugar dela pra livra-la do peso que estaria em seus ombros quando ela fosse obrigada a aceitar.

Quando as coisas começaram a sair do controle com aquele maldito tirano fui obrigada a sair do cargo, depois do que aconteceu eu seria capaz de mata-lo da pior forma em frente ao povo. Mas meus amigos estão ao lado dele pra proteger suas famílias e eu não posso contra isso, não posso por eles em risco por causa do maldito. Os Arkious iriam atras deles e de suas famílias se eu matasse o rei.

Enquanto ele estiver me procurando não preciso me preocupar com Sakura, ele não vai procurar ela enquanto me procura. Mas quando o dia chegar não poderei fugir, prometi a minha mãe que a protegeria, mesmo ela sendo a mais velha é a mais fraca emocionalmente das duas. 

-Tenten? ainda ta ai?- a voz da sereiana me faz acordar, as duas me olhavam esperando uma resposta.

-Desculpa, tava no mundo da lua- as duas deram uma risadinha.

-Tava pensando no Neji?- provoca rindo, essa polvinha não sabe com que ta falando.

-O que? Da onde vocês tiraram essa ideia maluca?

-A gente viu seu interesse por ele ontem- a sereia me olhou maliciosa.

-Gosto do corpo né?- Karui completa rindo da minha cara, safadas descaradas.

-Vocês devem ter é pirado de vez- segui o caminho para as pontes negras- Malucas.

Sair de Tartard me fazia bem, aquele lugar me sufocava demais. De fora podíamos ver meus amigos na ponte levantando casas e contendo um esbarramento. Os dias chuvosos castigavam aquelas terras e os aldeões eram os que mais se ferravam.

-Que surpresa ver vocês aqui- digo os encontrando e ajudando no que faziam, Temari ajudava puxando a água da lama e jogando de volta no mar, a terra secava e ficava firme de novo- O rei andou se comportando bem ultimamente pra vocês aparecerem tanto e estarem aqui ajudando.

-Meio suspeito não acha?- Hina opina terminando de atirar algumas madeiras em cima de uma carroça.

-E esta certa- Kiba me olhou serio- ele chamou sua irmã pro cargo.

-Maldito- praguejei um pouco alto atraindo a atenção dos que passavam por ali pra mim- ela foi ver ele hoje?

-Não era pra contar Kiba- olhei indignada para Shino, que com certeza foi quem a convocou pessoalmente- Mas que droga, não da pra contar nada pra você.

-Era sim, obrigado capitão- sorri, ele virou o capitão da guarda depois que sai- Shino, ela foi ver aquele maldito?

-Não e ele não ta gostando disso, já pediu pro Kiba formar uma equipe se ela não for amanha- me informa contra vontade.

-Que filho da...- vai ter que ser essa noite mesmo.

-Você não é a mais nova?- o Dragorion se meteu me pergunta sem entender muito bem, apenas assenti- Ela vai decidir por si mesma, vai bancar a mãe da sua irmã mais velha?

-Olha aqui, não é da tua conta serzinho desconhecido- já estava começando a me irritar com aquela carinha linda dele.

-Tem medo que sua irmãzinha querida vire um ser frio como você?- despacha essa na minha cara.

-Tu nem me conhece garoto e outra...- antes que eu começasse a discutir com ele os reais estavam voltando, atravessando a ponte e a rainha estava com eles dessa vez.

Todos pararam ali e esperaram por eles, kushina não tinha uma cara muito boa, se bem que não lembrava da rainha com uma cara mais suavizada, sempre estava daquela maneira das vezes que a viu pessoalmente.

-Mitsashi?- ela exclama ao me ver ali, os Mitsashi tinham uma característica unica que nos diferenciava dos outros, desenhos brancos tatuados no corpo, Sakura não chegou a ter uma, ou nasceu em um lugar bem oculto do seu corpo, a minha vinha de trás das costas até meus ombros, são linhas finas esbranquiçadas, como teias de aranha- É interessante ver um que não seguiu os passos do clã, vocês tem uma sede de sangue e combate nas veias que é vista de longe.

-Pode ter certeza que ainda tem, minha rainha- Fugaku diz com um sorriso no rosto ao me ver ali- Espero que você e sua irmã se juntem a mim em breve, estou ansioso.

-Espere sentado velhote- resmungo o encarando.

-Eu lhe disse mamãe, ela não tem nenhum respeito- Karin me olhava raivosa, acho que ela não se esqueceu da noite passada.

-Você também não, Karin- olhou para a rainha incrédula, podia sentir a raiva dela dali- O respeito deve ser conquistado, você não o tera de bandeja só por ser princesa do Jardim de Hebano. Assim como eu não tenho respeito de boa parte de Konoha por ser mulher e rainha de todo o reino.

-Acho melhor entrarmos minha rainha, aqui fora é perigoso, ainda podem ter espiões por ai- diz saindo trotando com seu cavalo, recebi um olhar estranho de Kushina antes dela partir atras dele com seus filhos e com as cartas, que quase me atropelaram com seus cavalos.

-Caramba, o que foi isso?- Temari tinha olhos admirados na rainha, Kushina era uma mulher fria e elegante, alguém forte a se seguir.

Um zunido começou a apitar dos colares de concha das marinhas, estavam bem longe de casa e nem sequer avisaram alguém sobre isso.

-Acho que alguém notou nosso sumiço- Karui diz com um deboche estampado, olhou para dentro da concha e demonstrou uma careta preocupada- Droga, Temari temos que ir.

-Tenten, consegue nos dar uma carona?- a mesma olhou preocupada para Karui, algo não estava certo, podia sentir o mar agitado, talvez aquele temporal de mais cedo o modo como o mar se comportava tinha a ver com isso.

-Claro- meus olhos se tornaram um breu esbranquiçado, tinha que abrir uma janela para saber exatamente onde as colocaria- Vra...- engoli em seco, era tarde de mais para fazer a nevoa que as levava parar, Atlanta estava sendo atacada e as colocaria exatamente no meio- Não.

Cai de joelhos sobre o chão, era como se a magia fosse sugada de mim, alguém os ajudou a passar pela barreira. Rasa colocou todos os mares que estão sob suas mãos e cuidados dentro de uma barreira protetora para não ter ataques de sereias e híbridos vindos da baia da espuma ou do triangulo, eram lugares sombrios e cheios de monstros do mar.

-Tenten- Suigetsu me segurou para não cair pra frente- O que houve? O que esta acontecendo la?

-Estão sendo atacados- minhas mãos estavam tremulas assim como meu corpo- Tem que ajuda-los, não posso entrar la assim.

-Por que não?- Neji chega perto de mim tocando em minha mão, dragorions tem um tipo de magia oculta esmagadora, mas se souber utilizar bem como curar ou fortalecer a si ou outra pessoa.

-Eu só posso entrar por fora e se eu abrir o portal eles vão passar pra cá- digo um pouco melhor- Eles se juntaram e destruíram uma fenda da barreira do Rasa, isso pode significar que ele esta ferido, doente ou até morto.

-Ou alguém muito poderoso ajudou eles a entraram- Suigetsu da a proposta, apenas assenti e me levantei.

-Por favor Sui, se chegarem aqui...- levantou o dedo me calando, ele sabia que a minha maior preocupação eram elas, fora de Atlanta poderíamos conter, mas isso significaria que todos da ilha estariam mortos.

-Consegue me passar?- me questiona, assenti e meus olhos se esbranquiçaram de novo- Farei o possível.

-Vrasp- a nevoa o engoliu para dentro o levando para Atlanta, bem onde a fenda se partia, Suigetsu era um elementar da água poderoso, um quase eleito a braço direito do rei, já o vi em combate e sabia que ele poderia ao menos conter a fenda por um tempo- Temos que falar com a rainha agora, ele não vai aguentar a fenda por muito tempo.

-Vou com você- Neji se põe ao meu lado, impedindo que eu caia de novo, com certeza alguém estava ajudando a destruir aquela barreira, alguém poderoso.

 

...Torres Vermelhas...

Shikamaru andava de um lado para o outro roendo o resto de unhas que lhe restava nas mãos, Kushina só poderia ser louca de mandar seu pai cuidar do Jardim sozinho cheio de cartas ao seu redor. Não que não se dessem bem com os Mitsashi, mas copas não eram confiáveis, conseguia sentir o cheiro de traição neles de longe.

-Senhor- um de seus homens o chamou no fim do corredor, ele olhava para frente, para alguém.

O moreno se aproximou com cautela fazendo uma barreira invisível ao seu redor para evitar surpresas. Com Shikako fora ele é quem comandava as torres vermelhas, se fosse por si deixava aqueles prisioneiros a base de um pão, um copo de água e esperaria para ver quanto tempo eles resistiam a morte, gostava de fazer estudos sobre o corpo humano, mas não gostava de tortura, não era algo que ele desejava nem aos seus inimigos, porém, estupradores era um caso que ele fazia questão de pesquisar bem a fundo, tanto de forma psicológica quanto física, eles mereciam muito mais que uma tortura.

-Senhor Nara, vim de Tartard a procura do senhor- os olhos do homem pálido a sua frente tinham um tom azulado escarlate, ele sabia o que estava acontecendo ali, Ino tinha o péssimo habito de usar outras pessoas para vir até si.

-Nos deixe a sós- diz sem olhar o outro Nara, que apenas saiu sem dizer mais nada- Você tem que parar de fazer isso Ino, é perigoso.

-Eu sou uma ninfa meio dragoriana poderosa Shika bobão- o homem deu um meio sorriso- Preciso que me diga onde esta um prisioneiro.

-Não me diga que se apaixonou por um- saiu andando esperando o mesmo segui-lo.

-Não, Foux esta sombria Shika, eu fui la e falei com o Chouji- o encarou- Tem algo acontecendo la, bem maior do que rixas de elfos e anões, acho que Mahina tem a ver com isso.

-Se procura quem eu penso que procura, ele esta foragido, é difícil conter pessoas como ele- parou de andar e o olhou- Faz três dias que Itachi conseguiu destruir a arvore divina, ela prendia e enlouquecia os prisioneiros, agora nós temos que fazer isso.

-Isso quer dizer que ele esta em Foux e que pode ser ele que esta causando toda essa sombra- divagou.

-Chouji te disse mais alguma coisa?

-Não, mas eu o vi conversar com um homem que saia do barro, sabe quem poderia ser? Ele não quis me dizer nada sobre aquilo.

-Talvez eu saiba, mas não posso te ajudar no momento, meu pai esta no lugar de Kushina no jardim e eu não posso sair daqui para investigar- suspirou- Sinto muito.

-Eu posso fazer isso- diz convicto.

-Não pode, tem que voltar pro seu corpo Yamanaka, sabe o que pode acontecer se continuar no corpo desse vampiro e você não sabe controlar- segurou os ombros do homem pálido- E outra, minha suspeita esta junto com os príncipes, de qualquer forma você tem que voltar.

-Tudo bem, me diga um nome e irei embora- suspirou derrotado seguindo seu amigo para fora das torres, aquele lugar lhe dava calafrios.

-Gaara da areia- diz anotando algo no papel e entregando ao homem sem dizer mais nada- Tome cuidado.

-Sempre tomo- sorriu e se despediu voltando a sua jornada.

O Nara voltou para dentro e passou pelos corredores escuros das torres onde gritos e choros podiam ser ouvidos de longe, seu quarto era do outro lado das torres. Quando o adentrou, viu uma carta preta com um carimbo dourado em sua cama, era uma carta real, escrita pela própria Kushina, alguém entrou ali, passou por sua barreira sem tocar alarmes, com certeza era um mago, mas não era nenhum Nara.

-Lee- pensou no rapaz, ele fazia parte da guarda do rei, gostava do garoto, ele era excêntrico e não deixava a corrupção se infiltrar em seu coração, com certeza foi ele que passou por ali e deixou essa carta.

 

Jovem Nara, eu lhe convoco para a cerimonia de coroação de Naruto Uzumaki e Karin Uzumaki daqui a quatro luas. Como a própria coroa farei o nomeamento de mão da rainha, você terá o dever de guiar a minha filha, ela é jovem e ingenua, precisara de alguém sábio e esperto ao seu lado para que possa se tornar uma boa rainha até meu filho desposar de uma boa moça.

Suspeito que um golpe de estado esta perto de vir aos meus aposentos, não temo a morte e lhe peço que não diga a ninguém, muito menos a Shikako, não quero que se metem nisso.

O reino estará em boas mãos com um Nara por perto, confio em você e no seu pai e sei que meus filhos estarão seguros perto de você, jovem Nara. Os proteja e não os deixe derramar sangue desnecessário, o mundo é sombrio e a coroa mexe com cabeças jovens, os guie com sabedoria, são facilmente manipulados os ensine a serem fortes, os ensine a cair e levantar. Procure por Kakashi Hatake caso algo aconteça, ele saberá o que fazer. Eu não pude ensina-los, não pude deixa-los fortes, fui fraca, uma péssima mãe, mas uma boa rainha, não deixe que repitam o meu erro como mãe, eu não sou nada sem Minato ao meu lado, eu não consegui cria-los sem ele e temo deixar esse cargo para você.

Até a cerimonia Shikamaru Nara.

 

Encarecidamente, A Coroa.

 

Se sentou na cama com o coração apertado, talvez tudo que estava acontecendo em Foux não fosse só uma coincidência. Mahina tinha algo a ver com aquilo e não podia deixar de não investigar agora, teria que mandar alguém, mas quem?

 

...Atlanta...

A ilha estava um caos total, híbridos corriam para a água, elementares a puxava para fora e atacavam a enxovada de corvos negros que voavam sobre sua cabeças arranhando e mordendo. Uma parte da ilha eram pessoas normais, nem todos eram marinhos.

O mar se agitava subindo na ilha e molhando a areia, as ondes se batiam umas nas outras em um ringue, como os marinhos la embaixo. Híbridos lutavam com híbridos, elementares lutavam na ilha, sereias e tritões contra seus iguais. 

Os sereianos da baia eram venenosos, se alimentavam de qualquer carne que passasse na água e na superfície, os afogava ou os matava com seu veneno. Eram de uma beleza sem igual, mas presas famintas e perigosas, tinham vozes de anjos na escuridão, mas eram tomados pelo mal.

Rasa lutava na frente, tentava alcançar a fenda, sentiu a presença de Suigetsu e seu coração se apertou, era ele quem segurava a fenda e se não chegasse a tempo tudo estaria perdido, seu filho, o garoto que o ajudava, sua filha e até mesmo a criança que negligenciou quando nasceu, sentiu seu peito ser perfurado, foi um pai terrível para o garotinho ruivo, se culpava todos os dias, mas não tinha coragem de o procurar.

Temari e Karui estavam de costas uma para a outra, a ruiva usava seus tentáculos para esmagar qualquer hibrido ou sereiano que chegasse perto de si, a loira usava seu dom ao seu favor, eram ondas sonoras em baixo da água e ventos cortantes fora dela.

Sereianos da parte obscura da águas não tinham dons além o veneno, por negligenciar a magia branca eles não conseguiam usar dons e com um tempo foram nascendo sem ao menos saber que existia um, apenas um sereiano do lado negro muito poderoso poderia liberar um dom.

-São muitos, não consigo segurar por muito tempo- Karui diz jogando os sereianos para a ilha, assim como não tinham dons, não sabiam se transformar em humanos, o ar, sol e a areia ressecariam suas peles e os matariam.

-Precisamos chegar na fenda, ou ate o papai pelo menos- Temari estava nervosa, seu pai lutava sozinho com vários ao seu redor, uma dor aguda no peito a preenchia, tinha medo de perde-lo, medo de perder sua mãe que estava em algum lugar, medo de perder tudo.

-Nós precisamos de ajuda urgentemente- Karui a responde tentando jogar um sereiano pra fora, esse tinha as presas a mostra e agarrava seu tentáculo para poder morder.

-NINGUÉM PODE NOS AJUDAR- gritou com fúria, seus olhos e seu corpo demonstravam listras douradas e a mesma exalou uma energia tão forte que suas ondas sonoras saíram por todos os ângulos de seu corpo e estourou os corpos que as cercavam, foi lindo e assustador para Karui, seus momentos no triangulo a fez despertar algo sombrio em si.

Temari respirou fundo e olhou para si, as listras douradas brilhavam de baixo da água, ela nunca tinha visto aquilo acontecer, nunca tinha feito aquilo antes, estourou todos com ondas sonoras fortes, se sentiu poderosa naquela momento e um sorriso brotou em seu rosto.

-Vamos nos divertir- olhou com as iris dos olhos douradas para Karui e um sorriso diabólico no rosto.

-Temari?

 

 

 



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