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História Herdeiros da Luz - Fogo e Gelo - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Herdeiros da Luz - Fogo e Gelo - Capítulo 4 - Capítulo 2


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Plano de férias 
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"Eu mereço férias" um pensamento fixo ecoa pela mente do jovem guerreiro Magnus, enquanto ele está à caminho de Berserker. Ele puxa o capuz sobre sua cabeça, cobrindo seus cabelos ruivos, e pede para seu dragão voar mais perto de seus pais, fazendo uma manobra que o deixa de cabeça para baixo.


— Sabe... Eu estava pensando... — diz, atraindo a atenção do casal para si — Eu sou o melhor guerreiro de Berserker, não é? — questiona, olhando para seus pais com um sorriso convencido e retoma seu modo de vôo normal.

— Com toda certeza, meu campeão! — Dagur afirma, com um orgulho enorme na voz. Magnus se destaca em combates de espadas desde cedo e seus pais não exitaram em treiná-lo  mais e mais.

— Por que essa pergunta assim, do nada, filho? — Mala indaga — É por causa da competição de Berk? — olha para o menino, que voa com seu dragão para o meio de seus pais. Ela imagina que seu filho esteja ressentido em perder a corrida.

— Não, na verdade é que eu estava me perguntando, de quem será que eu herdei essas habilidades? — Magnus atiça o orgulho de seus pais.

— De mim, é claro! — os dois respondem ao mesmo tempo e se entreolham sérios.

— Ué? De quem? — o garoto torna a perguntar, agora arqueando a sobrancelha e sorrindo de lado, seu plano começava a dar certo.

 — Dagur, nosso filho claramente puxou a mim! — Mala ressalta, com o tom de voz zangada, mirando seu marido, mas mantendo sua postura nobre.

— Só na beleza, não é, querida? Por que nas habilidades, meu guri puxou ao papai aqui! — Dagur replica, apontando com o polegar para si mesmo, fazendo Mala cerrar seus olhos e enrugar o nariz, então uma discussão entre eles começa.

 "Isso! Eles estão distraídos."

O pensamento do menino o faz sorrir, assim que avista o rochedo no meio do mar. Ele diminui a velocidade, deixando seus pais se distanciarem um pouco, enquanto continuam discutindo quem era o melhor guerreiro e de quem o filho havia herdado as habilidades.

— Stefano! — grita por seu primo, assim que aterrisa seu dragão. Ele havia ficado de encontrá-lo ali, para por seu  ardiloso plano em prática.

— Você sabe quanto tempo eu tive que ficar esperando aqui? — um menino mais novo, de cabelos encaracolados e castanhos meios ruivos, aparece reclamando — Estou morrendo de fome e o Piubex comeu toda minha comida! — ele se aproxima, acompanhado de um Skrill muito semelhante ao dragão de Magnus.

— Sei... Bem, é o seguinte: você pode ficar com a minha sobremesa por um mês. — Magnus propõe, descendo de seu dragão, Dalibor, e pega a mochila que deixou escondida ali, no rochedo.

— Não é o suficiente. Eu quero algo mais. — Stefano retruca, analisando suas unhas e fazendo bico.

— Está bem, pirralho, desembucha o que você quer?! — Magnus pergunta, cruzando os braços, e olha desconfiado para o menino.

— Eu quero aulas de treino. — Pede, abrindo um sorriso enorme, mesmo sabendo o quanto Magnus odiava dar aulas.

— Uhg! Está bem! — Magnus concorda, revirando os olhos e bufando. Sabia que não haveria outra forma a não ser concordar.

— Ótimo! Mas tem certeza de quer fazer isso? Seus pais vão te matar... — questiona, enquanto Magnus tira a capa que usava e a entrega para ele se disfarçar.

— Eu mereço férias, Stefano! Já sou um guerreiro perfeito, não tenho mais nada a melhorar. — Magnus responde com um sorriso estampado nos lábios, conferindo se não faltava nada em sua mochila.

— Férias em Berk? Mas você odeia frio! — Stefano comenta, cruzando os braços e arqueando a sobrancelha.

— Olha, pirralho, para de fazer perguntas e mantém o foco! Eu só vou passar um tempo com meus padrinhos!   — o repreende, tornando a montar em seu dragão. — O tio Hicc e a tia Elsa são bem de boa! E... quem sabe até me aproximo mais da Rooney! Então por favor não estraga! Só mantém o foco! — emenda abrindo um sorriso de canto

— Eu? Por acaso você esqueceu que eu sempre mantenho o foco! — Stefano ri, enquanto monta em Piubex — Lembra da vez em que você...

— Ok, está tudo certo! — Magnus corta assunto, já estava ansioso para voltar para Berk —  É melhor você ir acompanhando meus pais... Mas não acompanha muito de perto, senão eles vão perceber que não sou eu. — alerta, apontando para seus pais, que já estavam muito distantes.

— Tia Mala vai surtar, você sabe, não é? Já imaginou quando ela descobrir?

— Stefano faz o que eu estou pedindo, que quando eu voltar, eu te prometo que te transformo em um dos  melhores guerreiros de Berserker! — chama a atenção do garoto, que abre um grande sorriso — E entregue isso para meus pais. Isso vai te livrar do tio Throk e a tia Hearthe te deixar de castigo!

— Não se preocupa comigo. É sempre você que fica encrencado mesmo! — dá de ombros, pegando o papel e rindo, voando em seguida na direção dos pais de Magnus, enquanto que o rapaz segue com seu dragão de volta para Berk, antes do lençol da noite cobrir os céus.

— Ali, Dalibor, chegamos! — comemora com seu dragão, assim eu avistam a ilha. Logo aterrissam na aldeia, sem chamar a atenção dos aldeões, que já estavam indo para suas casas. — Vem aqui, garoto... Eles não podem nos ver agora. — Magnus fala, se escondendo com o seu dragão atrás de uma cabana, assim que avista a avó de Briar e Rooney conversando com Bocão.

— Mas você não acha incrível?! — Bocão questiona Valka, enquanto caminhavam.

— Sim, todos adoram essa história, e eles contam ela de uma forma que parece que a lenda é real. — Valka responde, rindo, então se dividem em diferentes direções, seguindo para suas cabanas.

— Ufa! — Magnus respira aliviado, ao ver eles se afastarem — Bem... Vamos, Dalibor! — diz, andando de fininho pela aldeia até chegar na casa dos chefes de Berk. — Você vai ficar com os fúrias... — aponta para o andar de cima da casa, e seu dragão concorda — As luzes estão apagadas. Eles devem estar dormindo... — supõe — Bom... pelo menos vou ter que dar uma explicação para meus padrinhos  só amanhã. — comenta, pousando suas mãos na cintura e olhando para uma janela que estava aberta — Vem, me ajuda a chegar naquela janela. Se eu estiver certo, é o quarto do cabeça de bagre do Briar. — Ele deduz, subindo em seu dragão, que apoia suas patas na parede da casa.

— O que foi isso? — Briar questiona, ao escutar um barulho de alto no seu quarto, enquanto sobe as escadas com sua irmã.

— Alguma coisa deve ter caído do seu armário. Do jeito que você só empurra suas tralhas lá. — Rooney conclui, bocejando de sono e seguindo para seu quarto.

— Ha, ha, engraçadinha. — Briar ironiza, girando a maçaneta da porta de seu quarto. Seus olhos circulam o cômodo escuro antes de entrar e só ver as cortinas da janela aberta balançarem por conta da brisa fria da noite. Mas quando ele fecha a porta, seus olhos se arregalam ao ver uma silhueta nas sombras.

— Shiiw! Sem escândalo! — Magnus rapidamente tapa a boca de Briar com sua mão,  o impedindo de gritar.

— Você está maluco?! Que raios está fazendo aqui?! — Briar revida, criando uma espada de gelo e fazendo Magnus se afastar. — Eu poderia te matar com um susto desse! — indica, desfazendo sua espada e franzindo a testa.

— Duvido muito. Você parece que tem medo da própria sombra. — o rapaz replica, rindo do espanto do amigo.

— Mas o que está acontecendo aqui? — Elsa pergunta, abrindo a porta do quarto, acompanhada de seu marido e Rooney .

— Oi, tios! — o menino acena para os chefes de Berk, que se espantam com a inesperada presença de seu afilhado.

— Magnus? — Rooney arqueia a sobrancelha, iluminando o menino com com uma vela.

— Não devia estar em Berserker, rapaz? — Hiccup pergunta, cruzando os braços e escorregando seu olhar para o filho.

— O que foi? Não olhe assim pra mim! Essa assombração aparareceu do nada no meu quarto! Eu não tenho nada haver com isso! — Briar se defende, olhando zangado para Magnus, que apenas revira os olhos.

— Seus pais sabem que você está aqui, Magnus? — Elsa quer saber.

— Então... vocês acreditariam se eu dissesse que eles.... bem... eles me deixaram passar umas férias com vocês? Meus padrinhos maravilhosos? — sorri meio sem jeito para os chefes, que se entreolham.

— Tia Mala e o tio Dagur  o que? —  Rooney questiona desconfiada e começa a examinar o garoto com o olhar — Você fugiu de casa não foi?

— Talvez... — responde, coçando a nuca, não conseguindo inventar uma desculpa melhor.

— Tudo bem... resolveremos isso amanhã, quando formos para Arendelle. — Hiccup anuncia, batendo a mão na testa e suspirando com a confusão arrumada.

— Arendelle? — Os gêmeos exaltam, olhando animados para Elsa, que abriu um sorriso.

— Sim. Amanhã é a comemoração do nascimento do primo de vocês. Terá um batizado. — Elsa avisa, fazendo os gêmeos se animarem ainda mais — E você rapazinho... Vai com a gente. Seus pais, com certeza, irão comparecer lá.

— Mas, por Thor! Convenção eles a me deixarem um tempo com vocês. — implora — Em Berserker, a única coisa que faço é treinar, treinar e treinar! E as vezes sobra tempo pra respirar, mas depois é treinar de novo — gesticula com as mãos.

— Vamos ver o que fazer... — Hiccup diz — Onde está seu dragão? — questiona, se aproximando da janela do quarto do filho e olhando para o lado de fora.

— Dormindo no terraço dos fúrias. — Magnus aponta com o indicador para o alto.

— Ótimo! Mas onde vamos acomodá-lo, hein, querido? — Elsa olha para Hiccup, pensativa — O quarto de hóspedes está ocupado com suas criações metálicas...

— Ele pode ficar aqui mesmo, com o Briar.

— É o que?! —  Briar se exalta, mirando seu pai com olhos arregalados.

— Ótima ideia! Rooney , querida, me ajude a ir buscar as cobertas para forrar o chão. — Elsa chama a filha, e as duas se retiram do quarto.

— Oh, pai, não dá pra deixar ele dormindo no terraço, não? — Briar pergunta, encarando o menino, que começa a mexer em uma prateleira de livros.

— Por favor, tentem não se matar, ok? — o moreno pede, bagunçando os cabelos loiros de seu filho.

— Pode deixar, tio Hicc, nós vamos ser ótimos colegas de quarto, não é mesmo, Briar?! — Magnus sorri, abraçando Briar de lado — Vou adorar passar as "férias aqui"!

 O menino fala de forma descontraída, imaginando o quanto iria ser divertido sua estadia em Berk. Ele tem a certeza e confiança de que mesmo que seus pais o deixe passar apenas duas semanas, não tem dúvidas que  serão seus melhores dias em anos. Podia não parecer grande coisa para muitos, mas, para o guerreiro que passou sua vida apenas treinando, essa seria o início de sua liberdade.

Essa será a forma de vida que ele quer. Uma que deseja há muito tempo!



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