História Herdeiros da Magia - Capítulo 71


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Demonios, Escola De Magia, Magia, Magos
Visualizações 195
Palavras 6.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E mais um capitulo em tempo recorde! E estão ficando maiores!
Veremos agora como a emboscada do Pallas terminará, será que é o fim para o general Galtran? O que o reinado vai fazer?
E leiam as notas finais para mais informações.

Capítulo 71 - Capitulo 70 O valor de Um General.


Fanfic / Fanfiction Herdeiros da Magia - Capítulo 71 - Capitulo 70 O valor de Um General.

Capitulo 70 – O valor de Um General.

 

 

- Sinceramente, eu nunca estive numa enrascada como essa – dizia Galtran suando frio.

 

A situação da sua unidade era mais do que desesperadora, enquanto combatiam um demônio colossal eles foram atacados pelo arquidemônio Artroces, como se não bastasse o necromante Pallas também estava presente, e pelo que já entendeu um exército de mortos-vivos bloqueava a saída, era como estar diante de um precipício com um incêndio se aproximando.

 

- Eu anseio por me livrar de você a muito tempo, o maior general do reinado – dizia Pallas com uma certa emoção na voz – espero que o Artroces não estrague muito o seu corpo, eu gostaria de usa-lo como um cavaleiro da morte.

 

Galtran analisou toda a situação friamente, Artroces era um arquidemônio voltado para a destruição, com os homens e equipamentos que tinha aqui não poderia vence-lo, talvez pudesse mata-lo mas seriam aniquilados do mesmo jeito, mas o maior problema era o demônio colossal, com seu tamanho e força ele quebraria qualquer formação militar, não havia como se organizar pra lutar.

 

- General Galtran! Aguardamos suas ordens! – gritou um oficial de 100 homens juntando-se a ele.

 

Todos os soldados ainda vivos formaram um circulo ao redor do general, varias camadas de soldados preparando defesas e contra-ataque, se fosse uma batalha defensiva eles resistiriam até o fim, e se fosse uma batalha ofensiva eles se entregaria até o ultimo homem para matar o inimigo, Galtran no centro do circulo estava de olhos fechados analisando todas as possibilidades e estratégias.

 

- Lute o quanto quiser, você no fim encontrará a morte pelas presas de Galragon, pelas garras do Artroces ou pela minha magia – desafiava Pallas.

- hunf! Você é bem irritante, eu me lembrarei de colocar sua cabeça no topo da lista – disse Galtran erguendo sua espada.

 

Um relâmpago dourado caiu ao seu lado, com isso um enorme leão de pelos dourados surgiu equipado com uma armadura e uma cela, essa era a montaria de guerra do Galtran invocada dos próprios reinos celestes, usada em batalha e para inspirar seus soldados.

 

- Unidade Lagius, vocês que tem o maior poder ofensivo fiquem ao meu lado – ordenava ele – todos os oficiais de 100 homens pra cima, reúnam-se comigo agora mesmo!

 

As ordens foram instantaneamente obedecidas, os 100 homens da unidade Lagius saíram da formação e se colocaram ao lado do Galtran, da mesma forma os 20 homens que comandavam 100 soldados, os 4 que comandavam 500 e os dois capitães que comandavam mil homens se reuniram com ele, a rapidez e ordem com quem fizeram isso impressionou Pallas.

 

- Qual é o alvo general? – perguntou um dos capitães.

- Vamos executar a ordem Galba, vocês têm algo contra? – perguntou Galtran.

- A ordem Galba? Tem certeza general? – perguntou um deles assustado.

- Atenção soldados! Estamos indo com a ordem Galba! – gritou Galtran para todos ouvirem – para isso todos serão usados, com exceção daqueles selecionados.

 

Ouve um silêncio que durou alguns segundos, mas logo todos os soldados gritaram em resposta ao comando do general, Pallas intrigado com a tal ordem Galba estava ansioso para ver o que ele faria.

 

- “Pelo tom ele pretende sacrificar todos os homens num ataque suicida” – pensava Pallas – “não importa, nenhum arquidemônio é mais durável que Artroces, e Galragon ainda é forte o bastante, logo o alvo sou eu!”

 

Ele se preparou para os ataques que viriam, tudo estava seguindo a estratégia que Dantalion elaborou junto com ele, por isso Pallas conjurou suas magias criando muralhas de ossos para protege-lo, todos os soldados do reinado presentes estavam literalmente exalando uma sede assassina.

 

- Eu tenho orgulho de todos vocês, nos encontraremos na outra vida se ela existir – gritou Galtran – executem agora a ordem Galba!

- SIM SENHOR!! – gritaram todos os homens ao mesmo tempo.

 

Os 1.646 soldados restantes se dividiram em dois grandes grupos, cada grupo avançou ou na direção do Artroces ou na direção do demônio colossal, restando somente os homens selecionados por Galtran, o general olhou na direção do Pallas que sorria por baixo da máscara, tudo estava indo exatamente como Dantalion idealizou e simulou em sua mente, assim ele eliminaria o guerreiro mais forte do reinado.

 

- Todos vocês comigo – disse Galtran erguendo a espada – retirada!!

- Espera, o que? – disse Pallas pego de surpresa.

 

Montado em seu leão Galtran liderou a retirada seguido pelos oficiais e a unidade Lagius, estes iam na frente usando sua força e suas vidas para abrir caminho para o general, com tamanha força unificada e o próprio general na liderança eles foram obliterando os esqueletos que abarrotavam a saída, mesmo ao custo de 70 dos 100 homens da unidade o caminho foi aberto para que Galtran e os oficiais escapassem, enquanto isso Pallas olhava pra saída com uma cara de estupefato por baixo da máscara, ele ficou completamente sem reação mesmo quando os soldados lá embaixo lutavam e eram massacrados por Artroces e Galragon.

 

- MAS QUE PORRA FOI ISSO!?? – gritou Pallas completamente revoltado e sem entender nada.

 

Artroces não estava nem aí para o plano e continuava massacrando os soldados que tentavam mata-lo um após o outro, enquanto via seu plano ir pelo ralo Pallas suspirou e tomou o caminho da saída, já não importava mais se os milhares de soldados seriam mortos, a sua principal presa escapara por entre seus dedos.

 

- Se o Belphegor souber disso não vai largar do meu pé – dizia ele derrotado – espero que ele tenha ido dar outro dos seus passeios.

 

***********************************

 

Em algum lugar entre as montanhas, na fronteira entre o reinado e o a terra dos anões na região sul, um clarão de luz dourada explodiu as rochas liberando uma nuvem de fumaça, de seu interior uma mulher de cabelo prateado e armadura azul saltou para tomar distância, ela estava ofegante e suja de algo que parecia piche, enquanto isso outra figura se aproximava saindo da fumaça.

 

- Em minha defesa eu alego que não tinha a intenção de vir aqui – dizia Amaimon calmamente – eu pretendia ir para o norte, o sol não nasce no norte?

- O que!? Claro que não! O sol nasce no Leste! – gritou ela furiosa – e aqui é o Sul, o lado oposto do seu destino!

- Droga, estou perdido mais uma vez – resmungou o arquidemônio – é muito difícil me orientar por cima.

 

A mulher ergueu a espada para ataca-lo mais uma vez, mas de repente ela se curvou e cuspiu muito sangue, manchas pretas começaram a aparecer pelo seu corpo que já estava queimando em dor, era a consequência de aproximar-se do Amaimon.

 

- Oh, parece que você está chegando no limite, foram 10 minutos? – perguntou ele – acho que só os dragões reais aguentam 10 minutos, mesmo os anciões só aguentam uma hora, se bem que eles acabariam comigo antes disso.

- Droga! Eu preciso de mais tempo! – dizia a mulher tossindo mais sangue – não posso mais ficar aqui.

 

A mulher fez asas brotarem de suas costas e levantou voo afastando-se rapidamente de Amaimon que ficou só olhando, depois que ultrapassou a distância de 1km ela sentiu o peso sobre seu corpo aliviar, era o sinal de que deixara a área de morte que Amaimon gerava.

 

- Ele está mais poderoso do que a mil anos – comentou ela respirando um pouco melhor – vai levar dias pro meu corpo se recuperar, não posso detê-lo, não tenho poder pra isso.

 

A mulher alada praguejou a sua falta de poder e voou pra mais longe, primeiro ela planejava se recuperar, depois procuraria um meio de matar Amaimon, na verdade ela procurava um meio de matar todos os arquidemônios, mas até ela sabia que era uma empreitada impossível.

 

- Eu preciso encontrar logo, a pessoa destinada a fazer isso – dizia ela – mas onde essa pessoa está?

 

Enquanto isso no topo de montanha Amaimon via o brilho da sua adversaria se afastar cada vez mais, até desaparecer no horizonte, depois que ela se foi ele voltou sua atenção para a vila na encosta da montanha, todos morreram quando ele chegou, em sua maioria anões e alguns poucos humanos.

 

- Bem, foi divertido conversar um pouco, agora eu tenho que ir pro Norte – dizia ele pro vento – onde ela disse que eu estava? Eu deveria ter perguntado a direção.

 

 

Sem saber pra qual lado ir Amaimon simplesmente seguiu uma direção aleatória, sem saber que agora se dirigia para o oeste e mais uma vez bem distante de onde queria estar.

 

**********************************

 

- Ora ora se não é o general Galtran, você passou por um aperto não foi? – zombou um homem alisando a sua barba fina.

- Ah general Mihai, agradeço sua preocupação – respondeu Galtran entendendo o deboche nas palavras – que raro vê-lo fora do seu castelo.

 

Mihai era o general do exército central, por proteger a região central e o palácio imperial ele gozava de muito prestigio, mas na verdade era um folgado sem vergonha, todo o trabalho burocrático ficava a cargo dos seus dois tenentes, e eram os capitães de mil homens que realizavam todo trabalho pesado, Mihai apenas colhia os resultados e se gabava disso, o oposto do general Galtran.

 

- Mas que falta de sorte não é? Você esperava uma luta fácil e saiu com o rabo entre as pernas – continuava o homem se divertindo – que azar ser seu subordinado nesse dia, soube que deixou todos os seus homens pra trás.

- Sim, lamentável mesmo, nada vai apagar essa falha terrível – respondeu ele – principalmente a perda de tantos homens valorosos.

 

Galtran sabia que Mihai não dava a mínima para isso, do ponto de vista daquele homem soldados eram perfeitamente substituíveis, e para um general que nunca pisou num campo de batalha ele não entendia a determinação do sacrifício, tal homem só ocupava este cargo importante por causa da sua relação com o rei do oeste, ele era o irmão mais novo deste rei e usou todo tipo de manipulação pra ocupar tal posição.

 

- General Galtran, vossa majestade deseja vê-lo agora – avisou um guarda-real.

- Oh, espero que o nosso imperador seja piedoso com você – zombava Mihai – não seria justo um general impecável como você ser preso por tal falha.

- Sim, rogo por tamanha piedade – disse ele entrando na antessala.

 

Quando a porta se fechou Mihai bufou irritado e sentou na mesma poltrona que Galtran estava sentado antes, um dos tenentes que acompanhava Mihai viu aquela cena e ficou se perguntando o que o seu senhor estava planejando.

 

- hunf! Tomara que ele sofra uma punição bem terrível – dizia Mihai – pra aprender qual é o seu lugar, aquele maldito plebeu de sorte.

- Quem sabe ele perca sua posição como comandante – comentava o outro – então o senhor poderia substitui-lo.

- Está louco? Eu não quero o cargo dele, é muito trabalhoso! – reclamou Mihai suspirando – só bárbaros se interessam pelo campo de batalha, eu sou um grande general refinado.

 

O outro nome disso era covardia, mas ninguém ousaria questiona-lo, somente se uma crise chegasse à região central que isso mudaria, talvez se ele fosse pressionado sua incompetência apareceria e assim outra pessoa tomaria seu lugar, quanto a isso o tenente presente até já fantasiava tomar esse lugar.

Enquanto isso na sala do trono Galtran aproximava-se do imperador e se ajoelhou diante dele, sem sua armadura ou arma ele usava apenas um uniforme militar sem qualquer medalha ou honraria, era o máximo de humildade dele diante do homem mais poderoso do reinado.

 

- Eu quero ouvir de você, o que aconteceu lá? – perguntou Eldair bem irritado – porque o que eu ouvi dos outros é que você foi matar um demônio superior e fugiu de lá deixando seus homens para trás.

- Infelizmente isso é verdade senhor, embora não seja toda a verdade – disse Galtran baixando a cabeça – conforme o senhor sabe recebemos informações de um demônio colossal e fomos elimina-lo, quanto a isso a tarefa prosseguia conforme planejado.

- Mas algo mais aconteceu não foi? Ouvi também sobre um arquidemônio – disse Eldair.

- Sim senhor, o arquidemônio da selvageria, Artroces – respondeu Galtran – ele foi a razão de termos fugido.

- Anos atrás eu questionei o porquê de não mata-lo se sabíamos onde ele estava – dizia Eldair – você me garantiu que enfrenta-lo agora seria um desperdício de recursos, e que Artroces não representava ameaça imediata.

- Isso também está certo meu senhor, Artroces fica inativo quando não há presas por perto, então deixa-lo em paz seria o mesmo que poupar recursos – explicava Galtran – nem mesmo outros demônios conseguem chegar perto dele, então não sei como ele ficou ativo de novo.

- Então isso se voltou contra nós, e por causa disso perdemos milhares de bons homens e equipamentos de primeira qualidade – reclamava Eldair.

- Meu senhor, a aparição do demônio colossal foi só uma isca, um plano arquitetado pelo necromante Pallas – explicava o general – seu plano com certeza era nos atrair e usar o Artroces para nos eliminar, fugir foi a única maneira de frustrar seus planos.

- Galtran, você nunca falhou comigo antes e por isso eu sempre confiei em você, mas essa falha terá repercussões – dizia o imperador – deixar o inimigo vencer mesmo que pela metade é um fracasso para nós, e você precisa se redimir desse fracasso.

- Eu gostaria de fazer isso, mas considero improvável que Artroces ainda esteja lá, então não sei o que fazer – dizia Galtran – eu farei o possível para impedir que mais danos sejam causados, se me permitir assumir o comando disso.

- Que seja, vou aguardar boas notícias – respondeu Eldair – mas não quero ouvir sobre outro fracasso.

- Sim meu senhor, vou cuidar disso imediatamente – respondeu Galtran.

 

Galtran se levantou e seguiu seu caminho para fora da sala do trono, quando ele se foi Eldair suspirou chamando a atenção do seu guardião e cunhado Kevne.

 

- Meu senhor, não acha que foi um pouco duro com ele? Galtran já realizou façanhas inacreditáveis, como barrar o avanço de um dragão ancião – comentou Kevne.

- Eu não posso pegar leve com ele em sua primeira falha – respondeu o imperador – eu estou ciente que todos os seus sucessos cobrem a falha de ontem, mas Galtran é muito visado pelos nobres, sua falha vai me trazer problemas com eles.

 

Eldair estava ciente de que um plebeu como o maior general de todos incomodava muita gente, seu pai reconhecera o valor de Galtran décadas atrás e hoje essa aposta dava muito certo, por isso uma falha dele seria criticada por muitos, era preciso garantir que todas as vozes se calassem.

 

- Aquele maldito Pallas, atentando contra o reinado de novo! – praguejava o imperador apertando o punho – eu daria uma fortuna pra quem me trouxesse este necromante vivo ou morto, de preferencia vivo para mostrar a ele o que acontece com quem me irrita!

 

Depois dos arquidemônios Pallas estava no topo da lista de inimigos, na verdade o fato dele ser humano (provavelmente) fazia dele ainda pior que os demônios, um traidor da sua própria espécie que era mais vil que os demônios.

 

- Tudo isso acontecendo na fronteira entre a região leste e nordeste, o que os generais dessas regiões estão fazendo? – perguntou Eldair – declare estado de emergência, não vamos abrir brechas pra mais desgraças.

- Como quiser meu senhor – respondeu Kevne.

- E façam uma investigação completa, quero descobrir quem é esse Pallas – exigia ele – não me importo se usarmos até criminosos pra isso, ofereça anistia pra qualquer criminoso que entregar este Pallas!

- Nessas horas seria bom ter alguém confiável andando pelo submundo não acha? – perguntou Kevne fazendo uma insinuação.

- Eu não o chamaria de confiável, mas pelo menos é mais digno que o resto – respondeu Eldair entendendo a quem ele se referia – tudo bem, dê um jeito de entrar em contato com ele, se ele souber de algo será recompensado.

 

*******************************

 

- Querida, cheguei!! – gritou Belphegor dando outro chute na porta.

- A porta estava destrancada sabia? – comentou Pallas – será que fico feliz por ele não abrir buracos na parede?

- Oi Dantalion, lembra da nossa conversa? – dizia Belphegor andando todo feliz na direção do outro arquidemônio.

- Não me venha com essa, eu...

- ahaha não é isso o que você tem que dizer, você sabe o que tem que dizer – Belphegor botava a mão onde deveria ser sua orelha – vamos, eu quero ouvir.

- Você não vai me fazer dizer isso – respondeu Dantalion.

- Ah mas eu vou, eu quero ouvir isso, eu PRECISO ouvir isso – insistia ele.

- Está bem droga! Você estava certo! – gritou Dantalion frustrado – meu plano não deu certo!

- HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA – gargalhava Belphegor em plena felicidade.

- Ah caia de cabeça e morra!! – ordenou Dantalion.

- Você... tentou me controlar pra que eu fizesse isso não foi? – questionou Belphegor.

- Não custava tentar – respondeu o outro.

- Será que podemos nos ater ao que realmente é importante? – perguntou Pallas – por que você sabia que o plano do Dantalion não daria certo?

 

Belphegor recuperou a compostura e atravessou o salão, ele deitou no sofá que mais gostava e encarou os outros dois, Dantalion e Pallas odiavam isso mas não podiam ignorar que Belphegor estava por cima agora.

 

- O Galtran deu no pé quando a armadilha foi exposta não foi? – perguntava Belphegor – e levou com ele os oficiais mais graduados não foi?

- Agora que você disse... ele juntou alguns oficiais antes de fugir – respondeu Pallas.

- Exato! Ao ver que não podia vencer ele buscou a solução menos prejudicial para o reinado – explicava Belphegor – e nesse caso seria ele salvar a própria pele e dos seus oficiais.

- Isso não faz sentido! Eu estudei todo o histórico militar dele! – argumentou Dantalion – ele não fugiu nem mesmo quando teve que encarar um dragão ancião, em todas as suas batalhas ele sempre buscou a vitória!

- E você teorizou e elaborou seu plano pensando nisso? Esse foi seu erro – continuava o outro – Galtran jamais luta uma batalha que não pode vencer, se ele nunca fugiu antes se deve ao fato de que jamais foi encurralado desse jeito.

- Eu propositalmente me expus para que ele tentasse me matar, por que ele nem sequer cogitou fazer isso? – perguntou Pallas – o reinado já me considera o pior criminoso desta geração.

- E do que adiantaria? Você é só mais um inimigo, ele considerou que enquanto estivesse vivo teria chances de abater mais inimigos – respondeu Belphegor – ele sacrificou milhares de soldados pra poder vencer batalhas no futuro, ele é um grande general que sabe o valor da própria vida.

- Você ainda não disse qual foi o erro da minha estratégia – reclamou Dantalion.

- Você considerou que podia falhar em mata-lo? – perguntou Belphegor.

- O que? É claro que não! – respondeu o outro – eu elaborei o plano e simulei diversas possibilidades, em nenhuma delas o inimigo fugiria assim, não fazia sentido!

- Você esqueceu de levar em conta o fator humano, as pessoas fazem coisas imprevisíveis – explicou Belphegor – quando eu faço meus planos em considero até o caos, na verdade criar o caos é o melhor meio de atingir seus objetivos.

- Sua filosofia não faz sentido, você é considerado o maior estrategista do campo de batalha! – argumentava Dantalion – você não pode me dizer que tudo isso é feito de maneira aleatória!

- hahahaha eu não planejo os ínfimos detalhes, eu apenas visualizo o que quero e penso na melhor forma de conseguir – explicou Belphegor – mas você não pode achar que tudo vai sair como você quer, então considere que algo vai dar errado e esteja pronto pra usar isso.

 

Belphegor não era o melhor estrategista por pensar em todos os detalhes, ele era o melhor porque considerava tanto o resultado positivo como o negativo, ele tinha contramedidas para eventualidades e mesmo buscando a vitória ele considerava a derrota, e nesse caso ele pensava em como usar a derrota a seu favor, um conceito que Dantalion era incapaz de usar já que ele sempre buscava a perfeição.

 

- Muito bem, agora que vocês terminaram de brincar eu vou mostrar como se faz de verdade – dizia Belphegor empolgado – um plano que vai agitar todo o reinado, e ainda vou ganhar a cabeça de alguém de brinde.

- Vou poder comer mais humanos? – perguntou Artroces que chegava agora.

- Você comeu quase dois mil humanos ontem! – disse Belphegor – tá querendo tirar o atraso? Tá vendo por que a gente te deixou numa montanha?

- Espera, vocês me deixaram lá de propósito? – perguntou Artroces.

- Ah bem, iriamos te buscar, eventualmente – disse Dantalion.

- Sim, buracos não se cavam sozinhos – disse Belphegor.

 

***********************************

 

- Sério que o Karl faz isso? – perguntou Emílio.

- E tem algum nobre que não faça? – rebateu Reina.

- Bem, o meu pai não traía minha mãe – comentou Emílio – se bem que não somos tão importantes assim para ele ter amantes.

- Galinha do jeito que você é eu não consigo acreditar nisso – respondeu ela.

- ahahahah se você quer exclusividade é só falar – respondeu ele.

- Você deseja tanto assim uma lâmina na barriga? – perguntou ela.

 

Os dois estavam cavalgando lado a lado na frente da formação, logo atrás vinham outros cavaleiros e também carroças transportando suprimentos e soldados, ao todo pouco mais de mil homens marchavam em uma direção especifica.

 

- Quem é aquele cara? Ele parece bem intimo da capitã – comentou um dos soldados montados.

- Não sabe? Aquele é um colega da academia arcana, o Emílio – respondeu outro – eles lutaram lado a lado nos jogos mágicos mais de uma vez, formavam uma boa dupla.

- Her? Eu sabia que tava perdendo coisas incríveis por não assistir – reclamou o outro.

- E há boatos de que os dois são amantes – disse o outro.

 

Ambos sentiram um enorme calafrio e olharam para a frente, ao ver a capitã ela seguia olhando pra eles por cima do ombro, liberando uma aura assassina e um olhar de fúria como se estivesse prestes a desferir um ataque.

 

- Não é possível que ela tenha nos ouvido, estamos a 20m! – disse um deles tremendo.

- Bem que falam por aí que as mulheres têm uma intuição assustadora! – disse o outro.

 

Eles pouco a pouco diminuíram o ritmo para se afastar ainda mais, Reina bufou irritada e voltou sua atenção para o caminho a frente, Emílio continuava cavalgando ao seu lado mesmo sem sua permissão, embora ela também não o ordenou a se afastar, muitos já o viam como o braço direito dela mesmo sendo praticamente um intruso no pelotão.

 

- Os seus novos amigos vão estar no ponto de encontro? – perguntou Reina.

- Eu entrei em contato com eles, bem como nossa misteriosa patrocinadora – respondeu Emílio – o Gauko garantiu que eles estariam lá, você vai gostar deles quando os conhecer.

- A única coisa que me interessa é se eles poderão ajudar com a missão – disse Reina séria.

- Você está preocupada? – a pergunta do Emílio carregava um tom diferente.

 

Não tinha como ela não estar, dois dias atrás Reina foi contratada pelo príncipe da região leste para exterminar um demônio colossal, o mesmo que Galtran e sua unidade antes enfrentaram, após receber a missão Reina procurou se informar e soube que além de um demônio colossal um arquidemônio apareceu, também havia historias de que o necromante Pallas liderava o ataque, por causa disso Galtran foi obrigado a fugir da batalha, embora os boatos sejam exagerados o fato é que o general Galtran realmente teve que fugir.

Mas não havia maneira de Reina recusar a missão, além de abrir mão de uma enorme recompensa ela estaria criando motivos para falarem mal dela, só que encarar essa missão com um pelotão recém-formado era praticamente suicídio, seus homens sabiam disso e marchavam desanimados, muitos com medo.

 

- Se houver mesmo um arquidemônio eu abortarei a missão, não existe logica em entrar numa luta que não se pode vencer – dizia ela olhando pro vazio – mas como fica a reputação da minha unidade depois disso? Seria o fim das minhas chances de virar algo maior!

- Sinceramente, fugir pra um arquidemônio não é motivo de vergonha, se até o Galtran escolheu se retirar... – dizia Emílio – na verdade o fato de você estar indo arriscar o seu pescoço já é prova de coragem o suficiente.

- Aqueles no poder não veem assim, eles querem resultados mesmo que seja impossível – explicava ela – e tem aqueles que anseiam por nos ver falhar, não importando se era impossível ou não.

- Então vamos fazer isso possível – sugeriu ele – encontre uma maneira de superar esse obstáculo e fazer os opositores se calarem.

 

Reina suspirou com o quão fácil ele fazia isso parecer, mesmo assim ela tinha que concordar que desistir por medo de falhar era o primeiro passo pra nem sair da cama num dia ruim, sua maior preocupação era se seus soldados iriam acompanhar o ritmo ou se estariam tão dispostos quanto ela, e na verdade a forma como eles marchavam ao destino mostrava que não estavam nem um pouco motivados.

O local do ponto de encontro já estava visível, era uma imensa árvore que podia ser vista mesmo de longe, a medida que se aproximavam eles viam que aos poucos ela cobria a vista do horizonte, esse era o local de trabalho e moradia da Varatane, a meio-elfa mais popular do reinado, não que houvessem muitos pra comparar é claro.

 

- É a primeira vez que venho aqui, mas esse lugar é realmente impressionante – dizia Emílio olhando a árvore de cima a baixo.

- Eu estive com a Ryna aqui uma vez, quando ela veio assinar um acordo comercial – explicou Reina – parece que o negócio dela vem crescendo com o tempo.

 

A unidade da Reina estacionou ao redor da propriedade mantendo uma certa distância da cerca, assim que todos se acomodaram Reina deu ordens de levantar acampamento, já era a 7º hora do dia e faltavam apenas 3 horas pro anoitecer, enquanto os soldados montavam acampamento Varatane apareceu na entrada aguardando por Reina, e ficou feliz em ver Emílio com ela.

 

- Obrigada por atender o meu pedido tão apertado – agradeceu Reina – suas poções e suprimentos vão nos salvar.

- Não seja tão formal, somos amigas não somos? – disse Varatane satisfeita – além disso eu vou cobrar uma taxa pela urgência.

- Ora sua mercenária! – disse Reina quase ofendida.

- hahahaha calma, eu vou dar um desconto devido a situação de emergência – disse Varatane rindo – entrem vocês dois, vamos falar sobre a situação e sobre o seu pedido, além disso tem umas pessoas esperando por vocês.

- Oh? Eles já chegaram? Que rápido! – disse Emílio satisfeito.

 

Ao entrarem Emílio viu seus companheiros na sala de espera, todos os 4 que formavam um time com ele nos últimos anos em aventuras, assim que viram seu companheiro eles o cumprimentaram, com exceção de uma mulher de negro que teimava em permanecer no canto.

 

- Ora Emílio, a sua amiga de quem tanto fala é mais bonito pessoalmente – comentou uma rapaz jovem e animado.

- O que você fala de mim? – perguntou Reina com um tom frio.

- Apenas coisas adoráveis – respondeu uma bela mulher com trajes chamativos.

- Vou apresenta-los de acordo com as regras do nosso time – explicou Emílio – este grandão aqui é o dragão vermelho, o linha de frente do time.

- Encantado senhorita, eu assisti seu desempenho nos jogos mágicos – cumprimentava ele – eu recebi este nome devido ao feito de matar um dragão vermelho.

- Eu já disse que aquilo era um Drake, de forma alguma um zé-ninguém mataria um dragão vermelho real – disse a mulher de preto – você não saberia a diferença nem se fosse uma lagartixa pintada de vermelho!

- Aquela gentil e amável garota é a mamba negra, nossa maga das trevas – apresentou Emílio – ela lembra um pouco a Misty, mas infelizmente com menos erotismo e mais humor negro.

- Algum problema em trabalhar com uma maga negra? – perguntou a mamba.

- Contanto que faça a sua parte eu não ligo – respondeu Reina – tenho dois magos negros na minha unidade, estamos treinando-os adequadamente.

- Esta beldade na terra, é a canário dourado – continuava Emílio – ela é muito melhor do que eu pra inspirar as tropas, por motivos óbvios.

- hohohoho não faça isso, dará ideias erradas – dizia ela corando.

- Oh? O quão boa você é? – perguntou Reina com um tom frio.

- Será que isso é ciúmes? – perguntou-se Varatane vendo de uma certa distância.

- E por último mas não menos importante temos o falcão azul – continuou Emílio – pode-se dizer que ele é o quebra galho do time.

- Minha magia é útil para varias situações, especialmente armadilhas – dizia ele – me dê tempo suficiente e eu posso resolver qualquer problema!

- Ele é muito empolgado mas é confiável – disse Emílio.

- É um prazer conhecer todos vocês, mas eu tenho uma questão – disse Reina – que diabos de nomes são esses? Nomes artísticos?

- Nossos codinomes dados pela nossa líder, nós temos nossos nomes reais mas não os usamos em público – respondeu o dragão vermelho – e a propósito: o Emílio recebeu o codinome de cervo esmeralda.

- Eu te proíbo de me fazer dizer isso – disse Reina olhando pra ele.

- hahahaha infelizmente o meu codinome não cola já que sou uma figura pública – respondeu Emílio – mas se você quiser me chamar assim em momentos íntimos...

 

Emílio desviou por pouco da espada que quase cortou sua cabeça, seus amigos exclamaram surpresos e comentaram que seus reflexos eram muito rápidos, já Varatane explicou que isso era comum na academia arcana.

 

- Ah sim, há outras pessoas querendo ver vocês, mais especificamente a Reina – lembrou Varatane – eles chegaram hoje bem cedo e estão esperando desde então.

 

Varatane guiou Reina para outro cômodo, lá um grupo de 26 homens aguardavam por ela, todos usavam armaduras refinadas e a maioria portava lanças, Reina notou o emblema que usavam no peitoral e logo confirmou.

 

- Vocês são do exército do general Galtran – disse ela surpresa.

- Mais especificamente da unidade Lagius de 100 homens – respondeu um deles – e mais especificamente ainda os sobreviventes dessa unidade que deram suas vidas pra abrir caminho pro general.

- Então vocês estavam naquela luta... – Reina entendia porque todos eles pareciam deprimidos.

- O general não fez nada de errado, 2 mil soldados não se comparam a perda que seria se ele morresse – explicou outro – todos nós do exército Galtran sabemos disso, estamos sempre prontos pra dar nossas vidas pelo general.

- E justamente por isso ele sempre escolhe o melhor caminho, onde menos de nós percam a vida – disse outro – ele até diz que um dia chegará a hora onde ele dará sua vida pela vitória final.

- Eu tenho certeza que o general tem orgulho de todos vocês – disse Reina admirada com eles.

- Por isso mesmo queremos reparar nossa falha, e vingar nossos companheiros caídos – disse outro – o general manchou seu orgulho para garantir o futuro do reinado, queremos dar essa vitória a ele para limpar sua honra!

- E por isso escolhemos nos juntar a sua unidade – disse outro – pode nos usar como quiser, temos orgulho de nosso poder ofensivo e vamos até o fim para vencer aquele inimigo!

- Eu entendo a determinação de vocês, e será uma honra ter vocês comigo – respondeu Reina emocionada – eu prometo usar a força de vocês para alcançar a vitória, e vamos homenagear seus companheiros caídos com ela!

 

Os guerreiros ergueram a mão para o alto em comemoração, enquanto isso Reina e Varatane iriam acertar os detalhes do pedido, comida pra alimentar todos por dois dias, poções pra abastece-los na batalha e outras pra cura-los após, o mais surpreendente foi Varatane e seus companheiros terem conseguido preparar a maior parte disso em pouco mais de um dia, embora o pedido tenha esgotado completamente o estoque dela e também os ingredientes.

 

- Agora vamos falar de como superar esse desafio – dizia Reina séria.

 

********************************

 

- Temos 3 unidades de 100 homens vasculhando a região – informava um oficial – até agora nenhum sinal do Artroces ou do necromante Pallas.

- E nem vão acha-los, se aquela armadilha foi feita para mim seria idiotice permanecer lá – respondeu Galtran analisando alguns papeis – o que precisamos agora é tentar interpretar seus próximos passos, imaginar o que eles farão depois que seu plano foi frustrado.

- E o que faremos sobre a unidade despachada pra exterminar o demônio colossal? – perguntou o oficial.

- Como é? Eu não despachei nenhuma unidade – perguntou Galtran confuso.

- Pelo que fui informado é uma unidade independente, foi contratada pelo príncipe da região leste – explicou o oficial – se não me engano... é a unidade comandada pela Reina Villent.

- Aquele idiota, eu disse para manterem as atividades restritas – dizia Galtran frustrado – até sabermos o próximo passo do inimigo é uma péssima ideia mover tropas assim.

- Devemos intervir? – perguntou o oficial – afinal a Reina é...

- Não, unidades independentes podem agir como quiserem desde que não prejudiquem o exército – explicou ele – e minha ordem foi para as forças oficiais, então perde-los não nos prejudicará em nada.

- Essa é uma maneira bem fria de analisar – o outro ficou meio sem graça.

- Eu convidei a Reina para integrar o meu exército, mas ela disse que queria construir sua própria força – respondeu ele – assumir a responsabilidade pela derrota é tão importante quanto ganhar os créditos pela vitória.

 

Galtran tinha expectativas quanto a ela, mas por enquanto Reina tinha um nível de força ideal pra comandar mil homens, se ela superasse esse desafio talvez pudesse dobrar essa quantidade em um ano, mas se ela cair significa que esse era seu limite, ele entendia o valor que Reina tinha mas não adianta valorizar demais.

 

- E se eles conseguirem eliminar aquele demônio colossal vão tirar um enorme peso dos nossos ombros – dizia Galtran – e se Pallas reagir a isso pode acabar se expondo, vai ser bom para todos.

 

************************************

 

- Irmão! Qual o significado disso!? – gritou alguém entrando no salão de jantar.

- Helion! Como ousa interromper o nosso jantar assim!? – questionou o rei furioso.

- Pai, o Terion contratou e enviou uma força independente para combater o demônio colossal! – avisava o ex-principe herdeiro.

- E qual é o problema com isso? Seu irmão está resolvendo o problema que ameaça o nosso reino – respondeu o rei.

- Mas ele contratou a unidade comandada pela Reina Villent, a prima da nossa princesa! – disse ele com raiva – como vai se responsabilizar por isso caso ela morra!?

 

Nesse momento o rei assustado olhou para seu filho do meio, com a doença do mais velho ele se tornara o herdeiro, e desde já ele trabalhava por conta própria pra assumir logo o trono, tanto que ele meio que já governava por trás do pai e da mãe.

 

- Não me agrada nem um pouco que a família Villent passou a perna na gente – respondeu Terion comendo tranquilamente – então seria uma boa se a mais promissora da família trouxesse vergonha pra eles.

 

Quando ele disse isso o rei logo ficou pálido e olhou para os servos presentes, todos eles entenderam que era uma ordem pra saírem, e também pra esquecerem o que ouviram agora, assim que o salão de jantar esvaziou eles continuaram a tratar do assunto.

 

- Meu filho, o seu irmão meio que tem razão sobre isso – argumentava o rei – a família Villent pode se juntar com a família Bright e nos prejudicar em retaliação.

- Não se as forças que enviei depois resolverem o problema – explicou Terion – quando as tropas da Reina falharem os meus soldados assumirão de onde pararam, e assim o imperador terá que reconhecer o nosso sucesso.

- Usando a Reina para algo assim... – Helion tremia de raiva.

- Não seja chorão, se ela for metade do que dizem talvez fique viva – dizia o outro em deboche – eu disse ao capitão da unidade pra resgata-la se fosse possível, assim ainda ganhariam reconhecimento como salvadores da donzela.

- Você é desprezível irmão – disse a mais nova da família.

- Cale-se pirralha, ou eu te mando pra casar agora mesmo – ameaçou ele – voltando ao assunto, você apenas faça o de costume e se isole em seu quarto Helion, quando isso acabar nosso prestígio militar será maior que o do Galtran.

- Não pense que você pode fazer o que quiser só porque é o herdeiro agora! – reclamou Helion – não vou deixar você fazer tudo do seu jeito.

 

Mesmo com os protestos do irmão para não interferir Helion saiu da sala de jantar, depois disso ele seguiu para seu escritório onde procurava um livro de registros, pouco tempo depois sua irmã caçula apareceu.

 

- Irmão, você vai fazer algo? – perguntou ela.

- Não se preocupe, eu conheço algumas pessoas que podem ajudar – respondeu ele com um sorriso – só espero que não seja muito tarde.

 

***************************************

 

- Obrigado a todos por se reunirem, eu quero dar uma última explicação – disse Reina diante de suas tropas – como vocês já sabem estamos indo combater um demônio da classe superior, um colossal ainda por cima.

 

Os soldados já sabiam disso, quando eles foram informados da missão muitos protestaram, alegaram que eles não tinham experiencia o suficiente pra pegar uma missão como essa, mesmo assim acabaram seguindo a maioria, e a maioria apenas a seguiu sem muita vontade.

 

- Mas existe o perigo que um arquidemônio chamado Artroces apareça – continuou ela – a vigilância garante que ele não está mais na região, mas nunca se sabe.

 

Ao ouvir isso muitos começaram a falar, Reina levantou a mão pedindo que ficassem em silêncio, e seus tenentes chamaram a atenção para pouco a pouco todos se calarem.

 

- Eu estou ciente que não temos capacidade pra enfrentar um arquidemônio, eu não seria louca de ordena-lhes isso quando nem mesmo Galtran se arriscou – continuou ela – por isso na hipótese do Artroces estar envolvido desistiremos, mesmo assim se alguém quiser desistir antes eu não os repreenderei ou punirei, aqueles que quiserem desistir partam antes do amanhecer.

 

Reina explicou que eles não precisavam se identificar ou pedir permissão, eles só bastavam se retirar da unidade, mas ela pediu que quem fizesse isso deixasse para trás os equipamentos que recebeu, eles ajudariam quem estivesse disposto a lutar.

 

- Capitã, e se durante a missão o tal arquidemônio aparecer? – perguntou um soldado.

- Nesse caso eu, os tenentes e a unidade Lagius ficaremos e lutaremos, assim vocês podem se retirar – explicou ela – considerem a retirada como prioridade.

- Que cruel capitã, nem nos perguntou se queríamos – brincou um dos seus tenentes.

 

Quando ela falou isso muitos começaram a se questionar se valia a pena ou não aceitar esta missão, alguns se sentiam culpados por pensar em abandona-la, mas muitos não queriam morrer por besteira, toda a unidade estava dividida sobre o assunto.

 

- Vocês têm até o amanhecer para tomar sua decisão – dizia ela – aqueles que já estiverem decididos façam a sua parte por favor, partiremos assim que o sol nascer.

 

Ela deixou seus homens que estavam fazendo seus deveres e também pensando sobre o assunto, enquanto ela se dirigia para a árvore encontrou Emílio no caminho, ele estava esperando por ela e a fez suspirar como se não esperasse vê-lo ali.

 

- Você não me incluiu entre os que ficariam pra lutar – disse ele.

- Porque não vai, você vai ser um bom mocinho e cair fora se a coisa feder – respondeu ela.

- Sabe, no meu manual de herói diz exatamente o oposto – respondeu ele.

- Foda-se o seu heroísmo! Como acha que eu me sentiria se você morresse!? – gritou ela.

- Oh? Isso foi uma confissão? – perguntou Varatane que chegava ali agora.

 

Ao perceber o que disse Reina ficou toda vermelha de vergonha, ela virou as costas e foi para a sua barraca, Emílio ficou rindo muito enquanto Varatane apenas se divertia com isso.

 

- Sabe, a Kuzoha a chamava de “tsundere”, eu não sei o que isso significa mas parece que combina – comentou Emílio.

- Ela te chamava de “baka”, eu também não sei o que significa mas acho que tá certo – dizia Varatane – mas eu acho incrível você ir lutar ao lado dela, queria que o Darch me desse a mesma chance.

- Proteger a pessoa amada é a maior benção que existe – disse ele – a Reina quer se reconhecida para ser a espada da Ryna, eu quero ajuda-la com isso mesmo que seja nos bastidores.

- Vocês formam uma bela dupla, tenho certeza que vão dar certo – disse Varatane – tente dormir um pouco, amanhã será um dia agitado.

 

Ela foi deitar assim como recomendara ao Emílio, faltavam 5 horas até o amanhecer e com isso a chegada de um novo dia, ao nascer do sol eles partiriam para a fatídica luta, enquanto isso alguém observava de longe a unidade que se preparava.

 

- Eu não acredito que tudo está saindo como o Belphegor previra – comentou Megress observando de cima de uma árvore – aquele idiota é bom mesmo nisso.

 

 

Continua.


Notas Finais


Na capa temos a mulher que estava lutando contra o Amaimon, quem será ela?
.
Na minha pagina do face eu postei mais informações, e um bônus contando a historia de como Emílio conheceu sua equipe, em breve teremos um especial sobre isso aqui também!
.
Reina está indo lutar contra o demônio colossal, mas tudo isso faz parte do plano do Belphegor, agora que o general dos demônios decidiu agir o que acontecerá?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...