História Here Comes the Sun - Capítulo 2


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Ally Brooke, Camila Cabelo, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Visualizações 89
Palavras 1.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Aceita? Aceito


Ela permanecia lá
Sentada comportadamente, quase perdida em meio a tantas almofadas e a grandiosidade do sofá
Olhava para os próprios dedinhos como se fossem a coisa mais interessante existente nesse mundo
Sua roupinha, parecia velha e desgastada demais ao ponto que rasgaria na próxima lavada tamanho o seu uso. Era também, Dinah notou, alguns números maior que ela, observou notando o short jeans clarinho, que sobrava em suas cochas magras e a blusa que pareciam capaz de abrigar duas dela
Apesar do desenho que Dinah colocara na telona, a menina não assistia. Apenas fitava seus próprios dedos magros, como se fossem a coisa mais interessante existente.
Os cabelos castanhos eram mal cortados, a mulher notou, caiam sobre seu rostinho, impedindo a visibilidade de quem a olhava, em camadas estranhas e repicados mal feitos. Parecia que alguém tentara cortar a força enquanto ela lutava para evitar.
- Quantos anos ela tem? - Dinah perguntou aérea a Wendy, sem tirar os olhos da menina em seu sofá
- Tem 10 - a assistente social prontamente a respondeu
A loira apenas meneou a cabeça em concordância
Ela não parecia ter mais do que 8 anos de idade, tão pequena e magra
- Dinah... - Wendy começou temerosa - Eu sei que ela não é bebê mas... É como se fosse entende? - tentou, vendo a mulher continuar fixamente a observar a garotinha sentada em seu caro sofá - Ela tem uma história difícil e eu peguei seu caso agora, não sei bem o que fazer... Você e sua esposa são minha única esperança de salvação temporária para Camila... - tagarelou sem parar
- Para quem? - Dinah perguntou finalmente, se prendendo a algo que assistente social dissera
- Camila, ela - indicou a garotinha - O nome dela é Camila
- Camila - viu a mulher sorrir encantada, voltando os olhos a criança - Que nome lindo - sussurrou pra si mesma
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- Mama... Sim, mama, eu sei - a voz rouca soava calma por toda a grande sala - Ouça mama, minha esposa... Claro, claro... Estarei aí - se deu por vencida, sua mãe, era irredutível e especialmente insistente quando queria
A mulher se despediu da mãe e encerrou a ligação
Clara era sua mãe e precisava dela em casa para dar modos a Taylor... A menina só respeitava a ela
Lauren realmente achava bem mais simples trazer a pestinha de apenas 13 anos para morar consigo e com sua amada mulher, mais o problema era a mãe de Taylor
A grande Clara Morgado jamais deixaria que a menina fosse criada longe de si e ainda mais na presença da esposa de sua filha mais velha, cuja antipatia ela não fazia esforço nenhum de disfarçar. Ademais, Lauren precisava viajar a Inglaterra sempre que Taylor resolvia aprontar alguma, a desta vez, uma briga na escola que acabara com uma menina desmaiada depois de levar uma grande surra da Jauregui mais nova
Respirou fundo olhando para sua sala na sua empresa... Como ela iria explicar a sua Dinah mais uma ida a Londres? Assim, do nada? Por mais uma travessura de uma menininha mimada?
Dinah não ia gostar, não ia...
Com certo receio, digitou o número conhecido e esperou a voz doce da esposa soar
Mais não veio, nem mesmo depois da quinta ligação seguida
Respirou fundo, contendo a raiva e frustrações do dia, antes de digitar uma mensagem rápida para Dinah
Se ergueu, pronta para embarcar no jatinho da empresa e atravessar o Atlântico, de volta a aquela que já não era sua casa a muitos anos.
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Lágrimas caiam incessantemente de seus olhos castanhos e doces
A repugnância subia por todo o seu corpo, fazendo um ódio tremendo se acometer de si e a fazer desejar matar os tios daquela linda e pequena menininha
Como podiam?
Machuca-la daquela maneira? Como ousavam? Tocar-lhe? E força-la a ser o que não era?
Deus... Ela não sabia nem mesmo o que era...
Wendy havia sido objetiva e clara ao detalhar a triste e deprimente história daquela criança
Seu nome, era Karla Camila Cabello Estrabão, ela era de origem cubana, seus pais, Sinueh e Alejandro, viviam na pequena ilha de Havana, sendo humildes comerciantes, ambos foram mortos pelo governo cubano por terem ligações com a resistência da revolução, ligados aos EUA. Após sua morte, a guarda da bebê de apenas dois anos fora dada aos seus tios, Cristovão e Malia, que desejavam um menino, por isso, fizeram da menina, um menino. Camila fora criada junto de seus dois primos mais velhos, sendo maltratada por eles por ser diferente e ignorada por seus tios
Apanhava constantemente e sempre que denunciava alguma postura feminina, proibida na casa dos tios. Durante uma surra, um dos vizinhos do casal chamou a polícia e a guarda da menina lhes foi tomada, sendo ela mandada para viver com sua avó, Delina, na Flórida. A avó de Camila, havia morrido a alguns meses, deixando assim, a menina de 8 anos, sob responsabilidade do estado.
Camila passara por quatro lares adotivos, tendo sérios problemas por se comportar como um bebê e não saber qual seu verdadeiro gênero. Era maltratada até mesmo pelas crianças dos orfantos que ficou, não tendo a menor capacidade de se defender. Recentemente descobriram que além de sérios traumas emocionais, abusos físicos e psicológicos, desconhecimento de seu verdadeiro gênero, a menina possuía infantilismo, por isso, agia como um bebê de no máximo, 3 anos. Encaminhada então ao estado de NY, chegara a uma semana aos cuidados de Wendy Harkins que não conseguira pensar em nem um outro casal para ter a tutela provisória da criança que não as belas Jauregui's
Quem seria melhor que elas afinal?
Duas lindas e femininas mulheres que desejavam um bebê e tinham uma excelente condição financeira, amorosa e social?
Dinah e Lauren eram perfeitas, isso se, aceitassem cuidar da menina por dois meses até Wendy encontrar a família ideal para a criança
- Entende agora Dinah? Eu só consegui pensar em vocês... - disse relutante novamente - Sei que não é uma decisão fácil e você precisa falar com sua esposa mas...
- Eu aceito - Dinah falou, alto e claro, completamente decidida - Digo... Lauren e eu, nós aceitamos
- Mesmo? - a moça perguntou chocada pela rápida resposta de algo tão sério
- Sim - a garantiu novamente
E então, olhou para a menina sentada em sua sala de televisão e sorriu quase maternalmente
- Vamos cuidar dela com muito amor pelo tempo que for - afirmou
Wendy engoliu em seco, mas e a poderosa Sra. Jauregui?
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