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História Here no more - Capítulo 23


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Notas do Autor


Eu não aguentei e tive que postar um novo capitulo kkkkkkkkkkk
Espero que gostem ;))

Capítulo 23 - So Fine


Fanfic / Fanfiction Here no more - Capítulo 23 - So Fine

Zöe Kravitz pov

O bar onde a banda de Rachel tocaria ficava afastado do centro, me deixando um tanto ansiosa durante todo o caminho para finalmente conhece-la, imaginando como deveria me portar perto de uma adolescente que simplesmente amava tudo o que eu fazia e se tornava público, de certa forma.

Pior do que pensar em como me comportar perto a adolescentes, seria me controlar perto de Karl, que mantinha seu sorriso no rosto, e suas mãos delicadas em minha cintura, me dando leves selinhos enquanto esperávamos o homem do bar servir nossas bebidas.

Rachel tocava com mais duas garotas da mesma idade que ela, dezesseis anos de vida e totalmente seguras do que queriam de suas vidas. Ri com como elas não se pareciam nem um pouco comigo naquela idade, para a sorte delas. Rachel era madura, não tevo uma crise de ansiedade ao me ver em seu camarim, ela apenas me abraçou e me apresentou para Liv e Vivian, as duas garotas que a acompanhavam na Crying Shame.

Estranhamente, ela era semelhante e ao mesmo tempo absurdamente diferente de Karl, que irradiava orgulho da caçula, que cantaria vestindo apenas blusa, calcinha e tênis, assim como as outras garotas.

—Vocês são o casal mais improvável que eu já conheci. Um brinde a isso!—Rachel disse, erguendo sua latinha de energético e bebendo logo em seguida.

—Hey, pegue leve, essa porcaria pode te causar um ataque cardíaco! —Karl repreendeu a garota, que secou o conteúdo da latinha em um único gole.

—Preciso de energia, a escola toda está aqui! Pela primeira vez em meses o bar está cheio! Não seja um chato, Glusman. —ela disse, ficando na ponta de seus pés e beijando a bochecha do irmão, soltando um grito em seu microfone e correndo até o palco, onde as outras garotas já estavam.

—Eu adorei ela. —sorri, bebericando um pouco de minha cerveja. Karl apenas riu, e fomos juntos até a ponta do pequeno palco, assistir a apresentação das garotas.

A banda era realmente boa, eu ousadia dizer que uma das bandas, compostas por adolescentes, mais talentosa que já havia visto. O vocal de Rachel era muito potente, assim como sua performance no palco, seguida por gritos, danças sensuais e palavras de protesto. Eu me sentia absolutamente confortável ali, ao lado de Karl, que gritava e cantava todas músicas, se mostrando o fã número um da irmã. Não me contive e o beijei, no meio do que seria uma música sobre os direitos reprodutivos das mulheres.

Sua língua quente e saborosa pediu espaço em minha boca, e logo o cedi, aproximando cada vez mais nossos corpos naquele pequeno espaço atrás do palco. Suas mãos estavam em minha nuca, passando pelo meu queixo, e depois cintura, chocando nossos ventres. Eu já estava completamente hipnotizada por seus movimentos, quando ouvi nossos nomes serem gritados através do microfone, ricocheteando minha mente, me fazendo afastar de Karl, num único movimento.

—Essa música eu dedico ao meu querido irmão, que como todos podem ver, está se divertindo muito no meu show, e sua amiga, e também uma das mulheres que eu mais admiro nesse século, Zoë Fuckin Kravitz. —minhas bochechas queimavam, sentindo todos os olhos ali presentes em mim e no homem, que parecia mais constrangido que eu. —Essa música é um cover, da banda mais perigosa do mundo, Guns N Roses, So Fine.

Ao proferir as últimas palavras, meu ânimo e ansiedade para saber qual música ela cantaria, foram para o submundo, se congelando por lá, me deixando como um balão murcho. Tentei forçar um sorriso, afastando a imagem de Duff McKagan com o buquê de flores, esperando por Chelle, na porra do meu sofá, numa sexta a noite, mas apenas fiquei paralisada, sem reação, ao lado de Karl, que batia palmas e associava com os dedos na boca.

How could she look so fine?

How could it be she might be mine?

How could she be so cool?

I've been taken for a fool, so many times

(Como ela poderia parecer tão bem?

Como poderia ser ela poderia ser minha?

Como ela poderia ser tão legal?

Eu fui um tolo, tantas vezes)

Pensei na quantidade de músicas românticas que já havia ouvido em toda minha vida, e qual seria a probabilidade de estarem cantando aquilo, para mim, naquelas circunstâncias. Dei um longo gole na vodka com fruta que estava sob a mesa e tentei fazer minha melhor cara de paisagem, e fingir que estava adorando aquilo tudo. Não era justo com as garotas que eu estivesse com a cara fechada por conta de uma música, de uma banda, cujo baixista me arrepiava todos os pelos do corpo, e em horas atrás estava com um buquê de flores, que não eram para mim, sentado no meu sofá, esperando minha melhor amiga, que estava desaparecida.

It's a story of a man

Who works as hard as he can

Just to be a man who stands on his own

But the book always burns

As the story takes it turn

And leaves a broken man

Comecei a suar frio, sentindo minha pressão baixar e minhas pernas vacilarem. Karl me segurou, assim que minhas pernas ameaçaram abandonar o equilíbrio de meu corpo, me envolvendo em seus braços quentes, e me sentando numa caixa de som próxima dali.

—Zöe, o que houve? —seus olhos encontraram os meus, enquanto suas mãos seguravam meu rosto.

— Acho que estou ficando velha para certas coisas. —respondi, rindo de minha própria miséria.

—Vou pegar algo para comer, está pálida, provavelmente é a sua pressão. —ouvi sua voz dizer, mesclada a de Rachel, que permanecia cantando aquela porcaria. Segurei em seus braços, pensando a tortura que seria ficar sozinha com meus próprios pensamentos e aquela trilha sonora.

—Não quer cuidar de mim em outro lugar? —disse em tom provocativo, mas com minha melhor cara de inocente. Ele sorriu, mas havia preocupação em seus olhos.

—Eu adoraria, mas não sei se você está em condições para isso. —seu rosto estava próximo ao meu, enquanto sua mão se apoiava em minha cintura. Ele era tão certinho que me deixava envergonhada por ser tão oferecida as vezes.

—Estou bem o suficiente. Mas se não quiser, tudo bem, não quero te fazer perder isso. —respondi, apontado para Rachel, que finalizava o show aos gritos e pulos, agradecendo a presença de todes ali.

—Eu quero, quero muito, mas não quero ser seu arrependimento amanhã pela manhã. —suas palavras foram sinceras o suficiente para que eu quisesse chorar ali mesmo ao lembrar do quão horrível os caras já haviam sido comigo.

Karl era o homem que eu poderia e também deveria, facilmente me apaixonar, mas infelizmente, esse sentimento ainda não havia chego. Sabia que não existia paixão a primeira vista, mas meu coração tinha pressa, não queria sustentar expectativas em outra pessoa. Ou melhor, aquela pessoa.

—Você é lindo. —foram minhas palavras olhando em seus olhos, sentido sua boca próxima o suficiente da minha.

Nos beijamos outra vez, de forma mais carinhosa e gentil, até que senti as mãos de Rachel, que estava histérica e completamente suada, separar nossos rostos, e nós abraçar logo em seguida.

(...)

Havia aceito conhecer o apartamento de Karl, enquanto Rachel e sua banda iriam sair com alguns amigos do colégio, que me pediram autógrafos e fotos, durante minha saída do bar. Ou seja, estávamos sozinhos.

O lugar era tão despojado quanto Karl. As paredes eram em tons de cinza em contraste com tons pastéis de azul. Haviam plantas pelos cômodos, e um enorme porta retratos, onde a família Glusman sorria, numa festa de aniversário improvisada na garagem.

—É uma linda foto. –comentei, apontado para a imagem, que estava bem ao meio da parede.

—Obrigada. Sinto falta dela. –sorriu fraco, encarando o retrato por alguns segundos, e logo voltando sua atenção para mim.

—Hey, sua mãe estaria orgulhoso de você, assim como Rachel é. Vocês são uma família linda. –segurei suas mãos e encarei seus olhos, tentando afastar qualquer sentimento ruim que estivesse se instaurado ali.

—Ela iria gostar muito de você, a minha mãe. —ele disse envergonhado, com seu sorriso tímido e charmoso.

—Eu tenho certeza disso. —sorri convencida. —Mas... E você, gosta? –questionei, o encarando com minha expressão mais sedutora possível. Eu era péssima naquilo.

—Eu gosto, e muito. –ele respondeu, correspondendo as minhas expectativas, tentando aproximar suas mãos de minha cintura. Recuei, sorrindo.

—Então prove. — provoquei, e ele logo cedeu, me beijando intensamente.

Na medida em que nosso beijo ficava mais necessitado, decidi tomar a iniciativa, e finalmente me entregar as carícias de Karl, passando minhas pernas sob sua cintura, enquanto ele me levava, em seu colo, até seu quarto.

Finalmente, depois de tantos anos, eu estava confiante o suficiente para me entregar daquela forma para alguém. Alguém que me respeitava, e também me desejava, fazendo a escolha de estar comigo, independente do quão defeituosa eu era.



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