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História Here no more - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa leitura gentes
Essa da capa é a Chelle

Capítulo 4 - Espero que os homens tenham entendido o recado.


Fanfic / Fanfiction Here no more - Capítulo 4 - Espero que os homens tenham entendido o recado.

Chelle pov

Eu soube do surto da Zoe com Duff de forma inesperada. O que me deixou numa mistura de ansiedade para saber como tudo isso aconteceu, assim como preocupação por saber que ela ainda não parou de meter a mão nos caras, nos espaços coletivos. 

Respirei fundo. 

Alguma coisa estava acontecendo, e eu estava ocupada demais dando trela para o babaca do Vince Neil, também conhecido como meu maior arrependimento do final de semana. 

Acendi um cigarro e liguei para Zoe, enquanto passava na tv, imagens da minha amiga imobilizando Duff. Puta merda Zoe. 

O telefone só tocava e ninguém atendia, o que me deixou estremamente em agonia. Impulsiva do jeito que eu sou, resolvi ir até sua casa, mas antes eu também tinha que saber como Duff estava com tudo aquilo. Ele também está passando por um momento de merda e merece minha atenção. 

Tomei um banho rápido e vesti minha mini saia vermelha e uma regata branca. Calcei meus saltos plataforma e burrei perfume. Peguei as chaves do carro e segui até o endereço do loiro mais simpático e acolhedor que eu já havia conhecido. 

Quando cheguei em seu apartamento os funcionários me acompanharam até a entrada da caverna de Duff. E lá estava ele, fazendo carinho, com certa difícildade,  em sua cadela, Algoz. 

-Quem é viva sempre aparece, olha só -ele disse com seu sorriso sarcástico no rosto. 

-Ah, eu estava ocupada demais. Ser uma mulher trabalhadora não é fácil querido. - eu disse passando as mãos em seus ombros largos. 

-Você sempre foi uma mulher trabalhadora, Chelle. -ele disse me olhando profundamente. 

-Aquilo não era trabalho Duff. Isso, o que eu tenho agora é um trabalho. Carteira assinada, seguro desemprego, férias remuneradas e seguro de vida. 

-Você tá certa, desculpa. Eu só falo merda. -ele disse acendendo seu cigarro, e me oferecendo outro.

Me lembrar da época de stripper era doloroso, e ainda mais quando toda a violência que tive que enfrentar era e ainda é naturalizada pelas pessoas. Me dá nojo lembrar o que tive que me submeter para poder sobreviver nessa selva de pedra. Se ainda estou viva, é graças a Zoe. 

Afastei esses pensamentos quando percebi que Duff falava alguma coisa. 

-Olha Duff, por que a Zoe quebrou o teu braço na porra de um bar? Eu sei que ela é difícil e tudo o mais, mas porra, ela não faz mais isso desde que se formou na faculdade.

-A garota é surtada, Chelle. Eu só fui compromentar ela no bar, olha no que deu. - disse expondo seu braço enfaixado. 

-E você não fez nada que pudesse despertar a ira daquela mulher? Ó, flor de alecrim.- perguntei tragando meu cigarro, o encarando. Os homens sempre querem nos colocar nesses papéis de locas, enquanto eles fazem merda por aí. 

-Eu ia comprimenta-la Chelle. Você sabe! As vezes não sei, fui meio direto demais. Eu estava meio ansioso, havia tomado umas pílulas. Pensei que pudesse acabar transado com ela, e acabei com o braço fodido. 

Eu ri alto da situação. Eu conhecia a Zoe, e sabia que ela não gostava de contatos físicos precipitados com homens. 

Eu a conheci adolescente. Ela era uma feminista fervorosa, que gritava e arrumava briga com os homens. Depois eu entendi o porquê disso tudo, claro. Mas ela incrível ver seu engajamento e força. 

-Pode rir, pode rir. Mas então, ela está disponível? Acha que pode rolar um sexo de reconciliação? -ele me perguntou com um sorriso malicioso no rosto.

-Não é fácil desse jeito, amigo. Deixa ela em paz, e cuida desse braço. Vou ver como ela está. -disse já me levantando para ir embora.

-Como estão as coisas com o Vin? Achou que eu não ia descobrir? 

-Não existem coisas, só coisa, e já acabou. Não te devo satisfações McKagan. Se toca. 

-Estou ouvindo muito dos seus papinhos feministas, Chelle. Aquela garota estragou você. -ele disse num tom de brincadeira. 

-Vai se foder. -Eu disse, já me retirando. 

 

Zoe pov

Estar com Lilakoi, ou melhor, minha mãe, era insuportável em alguns momentos, porque ela era perfeita. E parece que a todo custo jogava a feminilidade dela na minha cara. 

Era um gatilho pra mim, quando criança ver o quanto éramos diferentes,assim como as mulheres que Lenny se relacionava. 

A verdade é que eu não era um padrão de mulher branca com os cabelos esvoaçantes, e isso por muito tempo fez com que me odiasse. Fico aliviada em saber que esse sentimento passou. 

Ela estava grávida, de gêmeos, e estava tão feliz com a gestação e com seu companheiro, Jason. O intusiasmo dela era palpável e contagiante. Ela falava sem parar sobre seus enjoos, dores musculares, sujeistoes de nomes para os bebês e como ela queria fazer o tal batizado deles. Eu ouvia tudo atentamente e paupitava quando elae dava abertura. Me perguntava se também foi assim na minha gestação. 

No meio de tantos sorrisos, seu rosto ficou sério e ela agarrou suas mãos nas minhas e me olhou fixamente. 

-Olha, Zoe. Quero falar algo sério com você, e peço para que esteja com a mente aberta nessa discussão. -respirou fundo e beijou as coisas de minhas mãos. 

-Eu sempre estou com a mente aberta, mãe. Você sabe disso. Minha mente só não estará aberta se você for criticar o meu trabalho ou a minha aparência. 

-Não filha, não é nada disso. Quero saber o real motivo de você ter agredido aquele homem... Você está se drogando Zoe? Seja franca comigo, por favor. Somos duas adultas aqui. 

-O que? Não é possível que você esteja...

-Olha, quando mais nova eu já usei muito também, com o seu pai inclusive. Eu ficava violenta e paranóica e sempre acabava quebrando uma garrafa em alguem. Sem julgamentos, filha. Pode falar. 

-Você enlouqueceu mãe? Eu não uso nenhuma droga a não ser essas porcarias de chás calmantes! Você sabe muito bem como eu fico com homens me tocando. O cara foi babaca, e teve o que mereceu. Fim da história. - disse me soltando de suas mãos e levantando de mesa em que estávamos. 

-Tem alguma coisa acontecendo aqui, e eu não vou te perder minha filha. Se você estiver usando alguma coisa, mas por conta da ONU não quer dizer, tudo bem. Mas não é natural que você faça isso e trabalhe igual uma descontrolada como está fazendo. A vogue já te ofereceu uma oportunidade de desfile, e você é linda e pode aprender muito nesse espaços. 

-Lisa, chega dessas merdas. Por favor, você está grávida e eu não quero brigar. Aceita que eu não vou seguir seus passos. Não é a minha praia mãe. Respeita o meu trabalho, e a pessoa que eu sou. Somos mulheres diferentes, e está tudo bem. -disse alterando minha voz e respirando fundo. 

Depois de alguns minutos, notei a presença de Chelle adentrando o cômodo em que estávamos, segurando uma garrafa de vinho branco. Ela notou que o clima estava pesado e seu sorriso se desfez. 

-E aí, mulherada! Lisa, você está maravilhosa! -ela disse abraçando minha mãe, que agradeceu e sorriu, lhe retribuindo o sorriso. 

-E olha só, a minha amiga que eu sempre pensei que fosse diplomada, mas de diplomacia não entende nada. Quebrar o braço de um cara na balada Zoe? Não aprendeu nada na faculdade? -Ela disse rindo de mim e depositando um beijo na minha bochecha. 

-Acho que não aprendi nada mesmo. Mas olha só, se nada der certo para mim, a Vogue está me oferecendo uma oportunidade de modelo. Eu ainda vou surpreender todas vocês, vadias. -Eu disse debochando da minha própria desgraça.

Percebi que Chelle já estava servindo o vinho para mim e ela, enquanto minha mãe bebia seu suco de laranja. 

Conversamos bastante e as duas falavam sobre suas vidas amorosas a todo momento. Eu claro, me calava por não ter nada com o que retribuir na discussão. 

-Zoe, vai ter uma festa na sexta, na casa do Vince. Vai ser um bom local para a gente dançar, beber um pouco e você fazer alguns contatos para a sua pesquisa. 

-Você vai me deixar lá plantada e sozinha como sempre faz, quando tem homem envolvido. De jeito nenhum! 

-Fala sério! Desde que você se mudou a gente não saiu juntas. A gente merece porra! Você trabalha tanto! E outra coisa, vai te ajudar na sua pesquisa. O cara é um magnata do sexo. Ele conhece várias mulheres para te indicar para uma conversa. Para de ser uma bundona. -ela disse meio alterada, enquanto Lisa ria. 

-Eu vou, mas pela minha pesquisa. Não tenho avançado muito desde esse escândalo todo. Espero que os homens tenham entendido o recado. 

-Eles entenderam, femme fatale. -Chelle disse erguendo o copo para mim e Lisa. 

Nós brindamos e rimos da situação, uma vez que nós duas estávamos felizinhas demais para uma terça feira. 

 

 


Notas Finais


Gente, comentem as expectativas de vcs sobre esse rolê na casa do Vince, e sobre a história em geral.


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