História Hereditário - Ycarum - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


QUALQUER ERRO OU DÚVIDA ME AVISEM

Boa Leitura

Capítulo 13 - Você não tem honra, Andy?


- Meu Deus, Ycaro. Você parece um cadáver! - Marion disse ao ver o filho descer as escadas -

Todos estavam na mesa, tomando café da manhã. Ycaro caminhou e puxou uma cadeira, se sentando e abaixando a cabeça, cobrindo o rosto com os braços.

- Não consegui dormir.

- Por quê? - questionou, preocupada -

- Pesadelos.

- Você levou ele pra assistir filmes de terror de novo, Rodrigo? - a mulher balançou a cabeça, lançando um olhar raivoso para Rodrigo -

- Ele foi quem me pediu! - se defendeu -

O garoto levantou a cabeça.

- Não. Não era como nos filmes.

- Como era? - André disse curioso, com o copo entre os lábios -

- É.. eu não quero falar sobre. - se encolheu -

O cacheado franziu o cenho. Ycaro estava estranho, parecia nervoso, perturbado com algo. Estava evitando logo quando ele perguntou.

- Ok então..

- Se esses pesadelos continuarem, vamos ter que fazer algo sobre isso. Você precisa descansar bem, se não vai acabar dormindo na aula. - Marion disse - Agora andem, deixem os pratos na pia. Vão se arrumar pra escola.

Os garotos levantaram da mesa. Subindo novamente as escadas em rumo a seus quartos.

- Ycaro. - o moreno colocou a mão sobre seu ombro - Tudo bem?

- Tem uma coisa que eu preciso falar contigo, André.

. . .

Estavam na frente da escola, alguns minutos antes da aula começar. Andy estava sentada no banco, ao lado de Ycaro, André e Rodrigo estavam no chão, apoiando as costas no banco, Rafael estava em pé, encostado na parede.

- Você tem certeza que era ele? - Rodrigo perguntou -

- Sim. Quer dizer, meio que era ele, mas não parecia ele. Os olhos eram todos pretos, e as veias também, bem aparentes.

André roía as unhas, intrigado com o que tinha acabado de ouvir. Ycaro havia acabado de contar seu sonho, e os cinco amigos estavam tentando o entender.

- Relaxa, André. - o loiro percebeu sua preocupação - É só um sonho.

- Eu sei mas.. ainda é estranho.

- Sonhos são sempre estranhos. - Andy disse - Uma vez eu sonhei que tinha um homem careca de blusa verde e calça jeans que atirava em mim com uma pistola no topo de um prédio. - contou - Eu tive esse mesmo sonho por uma semana, e sempre acaba quando ele atirava em mim.

- E como fez pra parar? - André perguntou -

- Eu me joguei do prédio.

O sinal tocou, alertando que o primeiro período começaria.

- Precisamos ir pra aula. - o loiro disse -

Todos levantaram, colocando a mochila nas costas. Atravessaram a porta de entrada, vendo todos os alunos agitados.

Alguns estavam fazendo algo em seus armários, alguns conversando, alguns já entrando nas salas.

- Ei, gente! - Franciele gritou de seu armário, o fechando para ir até o grupo -

- Acordou atrasada, Fran?

- Talvez. - riu -

- Seria muito errado matar a primeira aula do primeiro dia? - Rafael disse -

- Matar aula é errado de qualquer jeito. - André retrucou -

- Verdade. Então nem faz diferença, né? - deu um tapinha em seu ombro e deu as costas - Valeu, André!

- Seu idiota!

- Se me dedurarem eu decepo os dedos de vocês! - gritou em resposta, tirando o livro de sua mochila e caminhando até o banheiro -

- Volta já aqui, Rafael! - Andy o puxou pela orelha antes que entrasse - Você vai pra aula, sim.

- Me obrigue. - sorriu -

A morena arrancou o livro de suas mãos, o enfiando em sua mochila e correndo de volta para onde estava o grupo.

- Que truque sujo! Você não tem honra, Andy? - exclamou, se sentindo traído -

- E você não tem vergonha na cara?

Continuaram conversando nos poucos minutos que tinham para entrar na sala. Os armários de todos ficavam bem perto uns dos outros, o problema mesmo eram as salas que iam.

Rodrigo guardava alguns livros quando a porta de seu armário foi fechada com tudo. Se assustou e deu alguns passos para trás.

- Sentiu saudade, Ximenes?

Era Oscar, o garoto do beco de alguns meses atrás. Ao seu lado, os gêmeos Thomas, que o encaravam com o mesmo olhar intimidados.

- E-Eu..

Antes que o garoto encostasse um dedo no moreno, a porta do armário abriu novamente com tudo, voando bem em sua cara, o fazendo cair no chão.

- Mas que porra..?!

Rodrigo estava afastado, então sabia que ele não era o responsável.

- Aqui. - disse André, atrás do outro -

Oscar virou para trás, logo arregalando os olhos ao ver o garoto que arremessou seus parceiros contra o muro.

O garoto o pressionou novamente contra a parede, com a mão estendida, o mantendo um pouco fora do chão.

- André, chega. Alguém pode ver. - Rodrigo disse, assustado - Tá tudo bem.

- Você não me disse que ele estudava aqui. 

- E-Ele não estuda. Ano passado ele não estudava..

Oscar permaneceu calado, se concentrando em puxar o pouco ar que lhe restava, com seu pescoço sendo apertado.

- Escuta, - chegou bem perto - eu quero você longe do Rodrigo. Entendeu?

Acenou com a cabeça.

- Quero que fique longe dos meus amigos. De todos eles.

- André, o que foi? - Ycaro chegou e ficou ao seu lado - Quem são esses?

- Ninguém. - soltou-o na hora, que se apoiou nos joelhos -

O loiro estranhou o ato, mas estava desorientado demais para pensar em qualquer coisa.

- O meu professor chegou na sala, eu vou indo, ok?

- Ok.

Antes de voltar a seguir o grupo, André se virou por um segundo para o outro.

- Fique longe dele. - disse baixo, mas claro -

. . .

Corria freneticamente, seu corpo estava suado e a respiração ofegante. Sabia que estava fugindo, mas não sabia do quê. Tudo que conseguia ouvir era um grito distorcido e repetitivo, que se aproximava cada vez mais.

Até que sentiu algo cair sobre sí, virou seu corpo para cima, o encarando.

Era ele, mas quase não conseguia reconhecer. Seus olhos negros agora estavam carregados de ódio, as veias em seu pescoço também estavam aparentes agora, havia algo crescendo nas suas costas, pareciam asas, asas de morcego.

Suas mãos apertavam o pescoço do loiro, e suas unhas que mais pareciam garras quase perfuravam sua garganta, ele gritava e cuspia sangue em seu rosto, seus dentes também eram pontuados e afiados.


. . .

Foi quando acordou.

O garoto levantou a cabeça da mesa rapidamente, mais uma vez estava suado e ofegante, mais uma vez acordou assustado de outro sonho estranho.

- Você está bem? - uma garota na mesa ao lado perguntou - Quer ir pra enfermaria?

- N-Não, eu tô bem. Obrigado. - forçou um sorriso -

Esfregou seus olhos, ainda desnorteado. Alguma coisa estava muito errada consigo.

.

.

.

[To Be Continued . . . ]



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