História Hereditário - Ycarum - Capítulo 14


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Palavras 1.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


QUALQUER ERRO OU DÚVIDA ME AVISEM

Capítulo 14 - Esquisito


Metade da semana havia se passado.

Ycaro continuava tendo problemas para dormir, mas nenhum pesadelo veio novamente, quando fechava os olhos tudo era apenas preto.

Era estranho, sempre que acordava, percebia que seu nariz estava sangrando. Nunca contou esse detalhe para os outros, pois não achou que faria alguma diferença.

André continuava insistindo que era besteira, e que os pesadelos eram causa dos filmes de terror que assistiam, ou coisa assim. Mas não podia negar que o assustava.

O grupo estava indo em direção a uma lanchonete próxima, já que estavam no horário de almoço.

- Já parou pra pensar que os caranguejos acham que os peixes estão voando? - Andy soltou -

- Andy, não. - André balançou a cabeça - Chega.

- E que os coelhos foram os primeiros mamíferos a terem joelhos, mas os pinguins não tem joelho? Por isso eles andam daquele jeito estranho! - tentou imitar o animal -

- Garota, o que você fumou? - Rafael tirou os olhos de seu livro por um segundo apenas para mandar a garota ficar quieta -

- Vocês nem prestam atenção nas aulas de ciência! São tipo, as mais interessantes.

- Sabe o que é interessante?

- Literatura? - levantou as sobrancelhas -

- Exato.

A morena girou os olhos.

- Chegamos. - Rodrigo parou de andar -

- Mas esse é o shopping. - Franciele disse, confusa -

- Eu sei, nós vamos almoçar aqui.

- Você ficou louco? Não podemos mais vir aqui. - André exclamou -

- Já faz mais de um ano!

- Ok, eu tô fora. - o cacheado tentou se virar, mas Rodrigo o puxou pelo braço -

- Anda, se quiser que eu pague seu almoço, vamos ter que comer aqui.

O moreno bufou em desagrado, mas se viu sem opção melhor, pois estava com fome.

. . .

- Uma vez eu vi um casa que ficou um mês só se alimentando de hambúrguer. Ele engordou uns 60 quilos e as artérias entupiram. - Andy contou -

- Fonte: de água. - Rafael completou, debochando da outra -

- É sério! Eu li que até água ele comprava em fast food.

- Por que caralhos alguém faria isso?

- Eu acho que ele queria provar alguma coisa.

- Ninguém aguenta comer a mesma coisa todo dia. Mesmo se fosse minha comida favorita eu enjoaria.

- Meu deus, mas como vocês amam discutir! - Ycaro gritou - Fiquem quietos!

- Vai buscar a comida com o Ycaro, Rafael. - André empurrou o loiro de sua cadeira -

- Tá, só não me empurra.

Os dois levantaram em rumo ao quiosque mais próximo para fazer os pedidos.

- André, o que você tá fazendo? - Rodrigo disse, encarando seu rosto -

- Como assim? - o olhou, confuso -

- Seu nariz.

O moreno levou uma mas mãos até o nariz, e viu que o mesmo estava sangrando.

- Ué? Eu não fiz nada. - limpou o sangue com as costas da mão -

- Então por que está sangrando?

- E-Eu não sei. Você acha que pode ter algo a ver com dor nas costas?

- Dor nas costas?

- É. Eu acho que é uma espinha, ou um caroço. Coça e dói. - se ajeitou na cadeira, desconfortável -

- Provavelmente é uma espinha. - Rodrigo tateou as costas do garoto por cima da blusa - Cuidado pra não estourar.

- É mais de uma, eu acho.

- Onde?

- Mais em cima.

Rodrigo massageou levemente o local, percebendo que aquilo com certeza não era uma espinha.

- Mas que porra é essa?

- Deixa eu ver. - Franciele deitou a cabeça de André na mesa para ver melhor as costas -

- E aí?

- São exatamente duas alinhadas. Meu deus, são enormes!

- Vocês estão me assustando, gente. - André disse, tendo sua cara esmagada pelo braço da loira -

- É tipo uma verruga, sei lá. Só sei que essa porra é estranha. - Rodrigo se ajeitou em seu lugar -

- Depois a gente vê isso, estamos no meio de uma praça de alimentação. - Fran disse -

- Aqui. - Ycaro chegou carregando bandeja com a comida, acompanhado de Rafael que trazia o resto -

- Finalmente. - Andy disse enquanto agarrava seu hambúrguer com bacon extra -

Todos começaram a comer, e eventualmente ficaram em silêncio, o que era normal entre eles durante refeições.

André começou a sentir levemete enjoado, sua cabeça doía, e a dor nas costas estavam o deixando irritado.

- E-Eu vou no banheiro. - levantou desajeitado, andando rápido, procurando o banheiro mais próximo -

- Tá tudo bem, André? - Ycaro disse, com a boca meio cheia -

Não respondeu, continuou andando.

Os amigos se entreolharam preocupados. Andy apontou com o dedo sujo de molho para ele enquanto encarava Ycaro, como se falasse com os olhos "Você não vai atrás dele?". Ycaro apontou para sí e arqueou as sombrancelhas, como se disesse "Eu?". Ela confirmou com a cabeça.

O loiro largou a comida na mesa e se levantou, tentando lembrar para que direção o outro estava indo.

Acabou por achar uma placa indicando que os banheiros eram naquele corredor. Assim que entrou pela porta pode ouvir barulhos de alguém vomitando.

- André? - o chamou, preocupado - É você?

O garoto colocou a mão para fora do cubículo, que estava com a porta aberta, por não ter tempo de fechá-lá. Estava de joelhos, vomitando um líquido preto e gosmento dentro da privada.

O loiro não sabia exatamente o que fazer, então esperou o outro terminar para perguntar qualquer coisa.

Assim que virou seu rosto, Ycaro deu um pulo para trás. Seus olhos tinham perdido o branco por um segundo, mas logo voltando quando os fechou com força e balançou a cabeça.

- O que foi? - se perguntou, referindo ao fato de ter o assustado -

.

.

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- Tem certeza de que não prefere ir a um hospital, querido? - Marion insistiu -

Estavam na cama, prontos para dormir. André ainda se sentia mal, mas se negava a procurar ajuda médica. Então balançou a cabeça negativamente.

- Eles não vão entender nada. As modificações no meu corpo, principalmente no cérebro. Eles não vão conseguir fazer nada.

- Ok, se sentir vontade de vomitar de novo, me grite.

- Ok.

- Boa noite, meninos. - deixou um beijo em sua testa, saindo do quarto -

- Boa noite. - disseram em uníssomo -

. . .

Desta vez estava sentado em uma de várias cadeiras de um corredor. Não fazia a mínima ideia de onde estava, não conseguia distinguir que lugar era aquele.

Se levantou e tentou abrir todas as portas no corredor, uma por uma, mas todas estavam trancadas. Chegou ao quarto no fim do corredor, do lado da porta havia uma chave pendurada. A pegou e girou na fechadura, destrancando-a.

Engoliu a seco quando viu que era um quarto de hospital, e André estava na cama. A coberta cobria apenas sua cintura pra baixo, e seus braços estavam para fora, com os pulsos para cima.

O problema era que todas as suas veias estavam extremamente aparentes, e com uma coloração preta. Ele parecia desacordado, mas assim que tentou me aproximar, abriu os olhos, os mesmos olhos negros que viu no outro sonho.

. . .

Acordou novamente. Dessa vez, nem se deu ao trabalho de se assustar. Apenas aceitou que não dormiria aquela noite.

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.


[To be Continued . . . ]



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